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	<title>recuperação de áreas degradadas &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>recuperação de áreas degradadas &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Com recursos do Fundo Verde do Clima, projeto vai restaurar áreas degradadas na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 17:48:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultor familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Programa União com Municípios]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação de áreas degradadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/areas_degradadas3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Ministério do Meio Ambiente e a Anater estruturaram, em Brasília, as ações de recuperação florestal que atenderão 3 mil propriedades da agricultura familiar em 48 municípios da Amazônia. Parte integrante do programa União com Municípios, a iniciativa utilizará R$ 56 milhões do Fundo Verde do Clima para promover a recomposição vegetal e a regularização [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/areas_degradadas3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Ministério do Meio Ambiente e a Anater estruturaram, em Brasília, as ações de recuperação florestal que atenderão 3 mil propriedades da agricultura familiar em 48 municípios da Amazônia. Parte integrante do programa União com Municípios, a iniciativa utilizará R$ 56 milhões do Fundo Verde do Clima para promover a recomposição vegetal e a regularização ambiental.</p>
<p>Segundo Marcelo Trevisan, diretor do MMA, o foco é estratégico.</p>
<blockquote><p>“É o momento de alinhar estratégias para garantir que os benefícios cheguem, de fato, às famílias na Amazônia”.</p></blockquote>
<p>A estratégia busca superar barreiras históricas, como o baixo engajamento e a falta de manutenção de áreas reflorestadas. Para a coordenadora-geral do MMA, Nazaré Soares, o suporte financeiro é a chave do sucesso.</p>
<blockquote><p>“Ao garantir o pagamento da mão de obra e o monitoramento das ações, os resultados serão mais positivos para o agricultor e para o meio ambiente”.</p></blockquote>
<p>Dessa forma, o projeto transforma a conservação em uma fonte real de renda. Como destaca Márcio Hirata, da Anater, a iniciativa eleva o nível de compromisso coletivo.</p>
<blockquote><p>“Estamos mudando o padrão de desenvolvimento socioeconômico regional ao elevar o nível de atuação e o compromisso coletivo de todos os envolvidos”.</p></blockquote>
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		<title>Bioeconomia em áreas degradadas cria produção sustentável no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 14:52:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[#agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Belterra]]></category>
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		<category><![CDATA[recuperação de áreas degradadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/IMG_20191210_085419031_HDR-1024x768-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Em uma antiga área de pasto, na zona rural de Canaã dos Carajás, no Pará, está instalada uma fazenda-laboratório da Belterra Agroflorestas. É nesta fazenda, chamada de São Francisco, que a Belterra desenvolve um trabalho de restauração de pastagens por meio de um sistema agroflorestal (SAF) para o cultivo de cacau. Nesse sistema agroflorestal, próximo [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/IMG_20191210_085419031_HDR-1024x768-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Em uma antiga área de pasto, na zona rural de Canaã dos Carajás, no Pará, está instalada uma fazenda-laboratório da Belterra Agroflorestas. É nesta fazenda, chamada de São Francisco, que a Belterra desenvolve um trabalho de restauração de pastagens por meio de um sistema agroflorestal (SAF) para o cultivo de cacau.</p>
<p>Nesse sistema agroflorestal, próximo à Floresta Nacional dos Carajás, diferentes culturas coexistem. O plantio de bananeiras, por exemplo, é usado para criar um ambiente favorável, com bastante sombra, para o crescimento do cacau e das espécies florestais.</p>
<p>Apoiada pela Vale desde 2020 e, mais recentemente, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Fundo Clima, a Belterra é um exemplo de empresa que começou como startup e que tem se dedicado a recuperar áreas degradadas com sistemas agroflorestais (SAFs).</p>
<p>Além de movimentar a economia da região, esse projeto ajuda a promover a restauração florestal, conectando pequenos e médios produtores ao mercado de créditos de carbono.</p>
<h3>Produção sustentável</h3>
<p>Só na região amazônica há atualmente 789 startups que produzem um impacto positivo sobre a floresta, segundo a plataforma Jornada Amazônia. Mas elas não são as únicas. Outras cadeias produtivas ligadas à floresta, à agroecologia, à bioeconomia e à agricultura familiar também estão impulsionando a economia e a geração de renda na região amazônica, especialmente no Pará.</p>
<p>A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que é vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por exemplo, tem desenvolvido mais de 40 projetos relacionados à bioeconomia na região amazônica.</p>
<p>Entre eles, há projetos relacionados ao guaraná, ao cacau e à castanha. Há também projetos voltados à produção de grãos e até de carne, com balanços favoráveis de carbono, ou seja, com baixa emissão de gases de efeito estufa.</p>
<blockquote><p><span style="font-size: 14px;">&#8220;São projetos que estão em plena execução e com diferentes abordagens. Um desses exemplos é o melhoramento genético do açaí, uma cultura que tem uma importância enorme para a população amazônica”, disse Alexandre Hoffmann, engenheiro agrônomo, pesquisador e gerente-adjunto de portfólios e programas de PD&amp;I da Embrapa.</span></p></blockquote>
<p>Em entrevista à Agência Brasil, Hoffmann destacou que é possível manter a biodiversidade das florestas e, ao mesmo tempo, gerar produções agrícolas sustentáveis na região.</p>
<blockquote><p>“A biodiversidade da Amazônia tem um potencial que não foi ainda explorado em sua totalidade. Mas isso não significa derrubar a floresta. Muito pelo contrário: significa manter a floresta em pé e utilizá-la de forma sustentável, não só a floresta em si, como também os recursos que lá estão”, disse ele.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>“A manutenção da floresta em pé é uma questão de sobrevivência não só da região amazônica. Isso diz respeito também às questões de balanço hídrico, às reações às mudanças climáticas. E isso tudo envolve ciência, tecnologia e identificação de produtos que podem ser extraídos e utilizados pela biodiversidade”, ressaltou o pesquisador.</p>
<h3>Assentamento Palmares II</h3>
<p>Além das agroflorestas, há diversos outros projetos sustentáveis na região amazônica que buscam preservar a biodiversidade, ao mesmo tempo em que geram renda e segurança alimentar. Muitos desses projetos são tocados por agricultores familiares e comunidades tradicionais.</p>
<p>Em um antigo assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Teto (MST), chamado de Palmares II, localizado na cidade de Parauapebas, por exemplo, produtores rurais estão iniciando o plantio de mandioca.</p>
<p>Também apoiados pela Vale, cerca de 33 produtores e produtoras da Associação dos Produtores da Vila Palmares Sul (Aprovipar) decidiram unir forças no plantio da mandioca para fortalecer a agricultura familiar e a agroecologia.</p>
<p>Há cerca de dois anos, eles se aliaram à Cooperativa dos Produtores de Alimentos de Parauapebas (Coopa) para dar um destino à sua produção. O primeiro passo já foi dado, com a inauguração da Casa de Farinha da Palmares II, onde a mandioca produzida pela agricultura familiar vai ser descascada, lavada, prensada, escaldada e torrada para se transformar em diversos tipos de farinha.</p>
<p>O vice-presidente da associação, Roberto de Almeida Menezes, destacou que não adianta produzir se não for possível beneficiar ou escoar a produção.</p>
<blockquote><p>“Só arrancar e vender a mandioca é muito difícil. É preciso beneficiar. Hoje, Parauapebas não produz nem 2% dos derivados de mandioca que consome. Vem tudo de fora. Então, nós não temos medo de colocar nosso produto no mercado”, acrescentou.</p></blockquote>
<p>Para aumentar essa produção, os produtores chamaram um especialista para fazer um processo de análise e de correção do solo, além da adubação adequada.</p>
<blockquote><p>“Nosso plantio foi iniciado no final de 2024. A mandioca precisa de 18 meses para estar pronta. Então, ainda teremos mais uns meses para a colheita”, disse o vice-presidente.</p></blockquote>
<p>Para produzir essa mandioca, as famílias assentadas vêm trabalhando na consolidação da agroecologia, um modelo de produção que vai além da agricultura tradicional, promovendo práticas sustentáveis e sem o uso de agrotóxicos.</p>
<p>Segundo o próprio MST, a agroecologia é até mesmo uma alternativa para o enfrentamento das mudanças climáticas, já que procura utilizar técnicas e manejos mais naturais e que não promovem a degradação ambiental.</p>
<p>A diretora de soluções baseadas na natureza da Vale, Patricia Daros, ressaltou que o MST é um dos maiores produtores de alimentos orgânicos do Brasil. Ela afirma que a empresa olha para o território em que atua e vê oportunidades.</p>
<blockquote><p>&#8220;Somos uma grande empresa, temos o nosso negócio que é produzir minério de ferro, cobre e níquel, mas a gente está dentro de um território. E não podemos negligenciar isso. O mercado de restauração florestal hoje no Brasil está pujante. Sistemas agroflorestais são fáceis? Não. Mas se você olhar para uma Belterra que não existia cinco anos atrás e hoje é uma das maiores empresas de restauração florestal no Brasil, estes são negócios que estão dando certo”, destacou.</p></blockquote>
<h3>Bioeconomia</h3>
<p>Tanto a Belterra Agroflorestas quanto o projeto de produção e de beneficiamento da mandioca por meio de projetos que envolvem a agricultura familiar e a agroecologia materializam uma das grandes tendências da atividade agropecuária para as próximas décadas: o avanço da chamada bioeconomia.</p>
<p>De maneira geral, a bioeconomia é um modelo econômico baseado no uso sustentável dos recursos naturais. Além desses projetos serem sustentáveis, eles também fortalecem as tradições locais e as cadeias produtivas. Na Amazônia, os resultados positivos dessa forma sustentável de negócio tem atraído, cada vez mais, investimentos de governos e da iniciativa privada.</p>
<p>Em uma estimativa conservadora, que desconsidera os efeitos de novas políticas climáticas, a Associação Brasileira de Bioinovação (Abbi) diz que a bioeconomia poderá movimentar US$ 108 bilhões no país até 2050.</p>
<p>Só no Pará, por exemplo, a bioeconomia da sociobiodiversidade tem movimentado R$ 13,5 bilhões por ano, impulsionada por cadeias produtivas ligadas à floresta, aos rios e à agricultura familiar, segundo dados do Relatório Técnico Preliminar: Análise da Bioeconomia da Sociobiodiversidade no Estado do Pará. O documento foi elaborado pela Rede Pará de Estudos sobre Contas Regionais e Bioeconomia.</p>
<h3>Integração</h3>
<p>Embora já estejam provocando algumas mudanças e até ajudado a movimentar a economia da região amazônica, esses diversos projetos de bioeconomia, no entanto, ainda são incipientes na tarefa de mitigar a crise climática. Para Pedro Abel Vieira, pesquisador da área de estudos estratégicos da Embrapa, os projetos desenvolvidos na Amazônia são atualmente fragmentados e heterogêneos, sem conversarem entre si.</p>
<blockquote><p>“Os projetos são positivos, mas sem foco”, diz ele, que defende uma visão mais holística ou integrada para a Amazônia. “Nós precisamos ocupar, e ocupar no sentido institucional de Estado, da presença do Estado lá. É preciso dar direções e criar institucionalidades [nessa região]”, destacou.</p></blockquote>
<p>Depois dessa presença, ressalta ele, é preciso também dar um direcionamento para esses projetos e garantir previsibilidade.</p>
<blockquote><p>“Nós temos que avançar agora no que a gente chama de bioeconomia ampliada [um processo que combinaria inovação científica com conhecimento tradicional, especialmente para promover a biodiversidade, o desenvolvimento rural e a descarbonização industrial]. E isso só é possível com coordenação”, reforçou Vieira.</p></blockquote>
<h3>Estratégia inclusiva</h3>
<p>Projetos de agroflorestas e agroecologia, que buscam transformar terras degradadas em uma produção sustentável, ocorrem no momento em que as mudanças climáticas apontam que o reflorestamento é uma questão urgente no mundo.</p>
<p>Um estudo publicado pela revista Nature em 2024 apontou que, em 2050, a Amazônia poderá atingir o chamado “ponto de não retorno”, em que a floresta não seria capaz de se sustentar e o bioma começaria a sofrer um processo de savanização.</p>
<p>Isso pode fazer com que plantações em todo o país também sejam impactadas e perdidas, já que a Amazônia é fundamental para a manutenção do regime de chuvas no Brasil.</p>
<p>Por isso, a bioeconomia aparece como uma boa alternativa para o Brasil. No início deste mês, o governo federal lançou o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), uma estratégia para tornar a biodiversidade um dos grandes ativos do país.</p>
<p>No lançamento do plano, a secretária nacional de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Carina Pimenta, defendeu que o plano é uma grande estratégia de desenvolvimento nacional que olha para os ativos ambientais não apenas do ponto de vista da conservação, mas de como fazer o uso deles dentro das atividades econômicas, &#8220;gerando um novo ciclo de prosperidade&#8221;.</p>
<blockquote><p>“A Estratégia Nacional de Bioeconomia tem uma formulação muito interessante”, admitiu o pesquisador Roberto Porro, da Embrapa Amazônia Oriental. No entanto, destacou ele à Agência Brasil, é preciso observar se essa estratégia criada pelo governo federal vai garantir também o fortalecimento da sociobiodiversidade e da economia inclusiva, principalmente na região amazônica.</p></blockquote>
<p>“A bioeconomia está sendo abarcada por uma gama muito grande de atividades, de setores e de possibilidades econômicas e isso traz consigo uma série de desafios”, destacou.</p>
<p>“Quando você trabalha com comunidades tradicionais ou com um segmento social que tem sido marginalizado há décadas, então não é adequado você trabalhar com a lógica do mercado pura e simples e com os tempos ou com o cronograma que o mercado demanda”, reforçou.</p>
<p>Para ele, não basta pensar na bioeconomia em uma perspectiva de preservação das florestas se não se garante a justiça social.</p>
<blockquote><p>&#8220;Não basta você substituir combustível fóssil e não basta você ter uma produção agrícola mais produtiva se você fizer isso às custas de questões sociais e das culturas locais”, afirmou. “Por isso eu espero que se consolidem essas iniciativas voltadas a uma bioeconomia inclusiva, de fato. Uma bioeconomia que possa contribuir e não prejudicar esses grupos”.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
<p>* A repórter viajou a convite da Vale.</p>
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		<title>Programa vai restaurar até 3 milhões de hectares de áreas degradadas na 1ª fase</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/primeira-fase-de-programa-deve-recuperar-ate-3-milhoes-de-hectares-de-areas-degradadas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 16:55:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Eco Invest Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mapa]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/areas_degradadas3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A primeira fase do Programa Caminho Verde Brasil vai recuperar entre 1,4 milhão e 3 milhões de hectares de áreas degradadas, segundo estimativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).  Para esta etapa, a iniciativa contará com um montante de R$ 30,2 bilhões, destinados por meio do do 2º leilão do Eco Invest Brasil. De [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/areas_degradadas3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A primeira fase do Programa Caminho Verde Brasil vai recuperar entre 1,4 milhão e 3 milhões de hectares de áreas degradadas, segundo estimativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).  Para esta etapa, a iniciativa contará com um montante de <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/leilao-para-restaurar-areas-degradadas-arrecada-mais-de-r-30-bi/" target="_blank" rel="noopener">R$ 30,2 bilhões,</a> destinados por meio do do 2º leilão do Eco Invest Brasil.</p>
<p>De acordo com o assessor especial do Ministério, Carlos Augustin, ao apresentar os resultados do leilão em reunião do Conselho Superior do Agronegócio (COSAG), da Fiesp, na segunda-feira (8/9), agora o governo busca parcerias internacionais para garantir a continuidade do projeto. O objetivo é recuperar 40 milhões de hectares.</p>
<blockquote><p>“Uma das possibilidades é a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) com quem estamos em fase final de negociação para trazer mais US$ 1 bilhão para o programa”, destacou.</p></blockquote>
<p>Estratégico para a agropecuária, o Cerrado é o bioma com o maior volume de recursos nesta primeira fase: R$ 17,2 bilhões. Na sequência vem a Mata Atlântica (R$ 4 bilhões), a Amazônia (R$ 3,5 bilhões) e a Caatinga (R$ 3 bilhões). Completando a lista, Pampa e Pantanal contarão com R$ 1,2 bilhão e R$ 1,1 bilhão, respectivamente.</p>
<h3>Caminho Verde Brasil</h3>
<p>Lançado oficialmente em abril, o Caminho Verde Brasil cria condições para o aumento da produção de alimentos e de biocombustíveis, sem desmatamento de novas áreas, preservando matas nativas.  O objetivo é restaurar 40 milhões de hectares em 10 anos, para que sejam utilizados em sistemas produtivos sustentáveis.</p>
<p>Dessa forma, o Governo Federal quer reforçar a posição estratégica do Brasil na agenda global de desenvolvimento sustentável.</p>
<blockquote><p>“Isso é bom para o Brasil, para o produtor, para a população brasileira que vai ter maior oferta de alimentos e é bom para o mundo, porque promove a segurança alimentar e cuidar do meio ambiente. É o agro do futuro”, destacou o presidente do COSAG, Jacyr Costa.</p></blockquote>
<h3>Integração em foco</h3>
<p>As propostas homologadas indicaram maior interesse em projetos voltados para culturas perenes (33%), como fruticultura e cana-de-açúcar, seguidos por abordagens integradas (29%), como sistemas agroflorestais e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Também há projetos de lavouras anuais ou pecuária de forma isolada (27%), além de atividades de floresta e restauração (11%).</p>
<p>Os produtores interessados em aderir poderão obter crédito com taxa de juros abaixo do mercado, em um dos 10 bancos vencedores do leilão: Banco do Brasil, BNDES e Caixa Econômica Federal, BTG, Itaú, Bradesco, Santander, Banco Votorantim, Rabobank e Safra.</p>
<p>Para isso, é necessário assumir o compromisso de não desmatar novas áreas pelo prazo do financiamento e de fazer balanço anual de carbono, entre outras condicionantes.</p>
<p><em>Fonte: André Garcia/Gigante 163</em></p>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/leilao-para-restaurar-areas-degradadas-arrecada-mais-de-r-30-bi/" target="_top">Leilão para restaurar áreas degradadas arrecada mais de R$ 30 bi</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/brasil-lancara-plataforma-para-recuperar-pastagens-degradadas-na-cop-30/" target="_top">Plataforma para recuperar pastagens degradadas será lançada na COP 30</a></strong></p>
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			</item>
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		<title>Conheça as estratégias para aumentar a produtividade sem destruir a floresta</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/conheca-as-estrategias-para-aumentar-a-produtividade-sem-destruir-a-floresta/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Sep 2025 19:27:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação de áreas degradadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/6948_6dbddc69-e3c9-a51a-def0-f77d30e50213-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho Aumentar a produtividade no campo, recuperar áreas degradadas e, ao mesmo tempo, evitar o desmatamento parece um desafio. No entanto, estudos de institutos de pesquisa e universidades mostram que é possível alcançar essas metas ao combinar tecnologia e conhecimento tradicional. A a expansão da agropecuária na Amazônia cresceu 417% entre 1985 e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/6948_6dbddc69-e3c9-a51a-def0-f77d30e50213-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>Aumentar a produtividade no campo, recuperar áreas degradadas e, ao mesmo tempo, evitar o desmatamento parece um desafio. No entanto, estudos de institutos de pesquisa e universidades mostram que é possível alcançar essas metas ao combinar tecnologia e conhecimento tradicional.</p>
<p>A a<a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/area-de-producao-agropecuaria-cresceu-417-na-amazonia-em-39-anos/" target="_blank" rel="noopener"> expansão da agropecuária na Amazônia cresceu 417%</a> entre 1985 e 2023.  Nesse período, a área ocupada pela combinação da criação de gado com o cultivo de soja, arroz, citrus e dendê, entre outras culturas agrícolas saltou de 12,7 milhões de hectares para 66 milhões de hectares.</p>
<p>Os dados do MapBiomas apontam que existem desafios para conciliar o aumento da produtividade no campo e a recuperação de áreas degradadas sem provocar novas destruições da floresta.</p>
<p>Cândido Oliveira Neto, agrônomo e professor da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), aponta que tudo começa com a investigação do solo, que funciona como uma avaliação médica para identificar possíveis deficiências e formas de melhoria.</p>
<blockquote><p>“A gente tem que avaliar o solo para entender o nível de degradação, o que o degradou (porque há várias formas de degradação), assim como conhecer a área, o clima, a região, se está sujeita a alagamentos ou estiagens”, conta.</p></blockquote>
<h3>Melhores estratégias</h3>
<p>Semelhante ao diagnóstico médico, essa etapa ajuda os profissionais a definirem as melhores estratégias, levando em consideração a realidade do solo e os objetivos para a área. Cândido conta que não existe um protocolo padrão ou &#8220;receita de bolo&#8221;, mas sim estratégias adequadas a cada realidade, clima e objetivo.</p>
<blockquote><p>“O objetivo é fortalecer o solo, tanto para a recuperação de áreas degradadas quanto para melhorar o potencial produtivo. Tudo começa com a proteção e melhoria da área, seja pela quantidade de microrganismos ou pela estrutura física e química”, diz.</p></blockquote>
<p>Para a recuperação do solo, o pesquisador enfatiza a importância de priorizar o uso de espécies sempre que houver a possibilidade. “Essas espécies já estão mais adaptadas a todos os fatores relacionados ao clima do local, como temperatura e umidade”, conta.</p>
<p>No geral, o trabalho inicia com o uso de gramíneas (plantas como gramas, capins e relvas, presentes em todos os continentes e principal alimento de suínos, bovinos e aves), leguminosas e demais espécies que auxiliam no processo inicial de regeneração.</p>
<p>Dependendo do potencial de alagamento da área, também é possível utilizar espécies como o Pau-de-balsa (Ochroma pyramidale) ou a Palheteira (Clitoria fairchildiana), também conhecida como Sombreiro ou Sombra-de-vaca. Além disso, há outras opções aplicáveis, como a Cupiúba (Goupia glabra Aublet) e o Cumaru (Dipteryx odorata).</p>
<h3>Resultados duradouros</h3>
<p>O pesquisador destaca que o trabalho é gradual, mas alcança resultados duradouros. “Muitas delas conseguem se desenvolver, fazem aquela cobertura principal para proteger o solo e, aos poucos, melhoram a quantidade de microrganismos, assim como a estrutura física e química. Daí você vai intercalando: gramíneas, espécies nativas, florestais, para ir aos poucos recuperando esse solo”.</p>
<p>Cândido explica que, embora a floresta pareça distante para alguns, a realidade da produção e as consequências do estresse climático estão mais próximas da população do que se imagina, já que dificuldades ou grandes volumes de perda de produção geram produtos mais caros e de pior qualidade na mesa do consumidor.</p>
<blockquote><p>“A falta de água (pela redução ou descontrole das chuvas) e o aumento da temperatura (em períodos do ano fora do comum ou causados pelo desmatamento) induzem o crescimento de plantas daninhas e causam problemas na estrutura física do solo, provocando sua erosão, queda na qualidade nutricional, afetando a fisiologia da planta e diminuindo o processo de fotossíntese, que é o alimento necessário para que a planta tenha todos os seus aparatos fisiológicos, metabólicos e bioquímicos funcionando para ter um bom crescimento e produtividade. Ora, se essa planta não consegue ter esse crescimento ideal, essa produção de alimento ideal, a produtividade vai cair e, consequentemente, vai afetar as safras e a oferta em relação à demanda, gerando prejuízo e desemprego para quem vive da terra e alimentos mais caros na mesa de quem consome”, diz.</p></blockquote>
<p>O caminho mais seguro para evitar a derrubada de floresta e cuidar das áreas degradadas sem perder a produtividade envolve a união de técnicas utilizadas por povos tradicionais e a tecnologia. O pesquisador cita que a junção das formas de conhecimento funciona como uma colaboração, em que o conhecimento ancestral dá os primeiros passos e aponta rotas possíveis para que o conhecimento técnico avance.</p>
<blockquote><p>“Temos várias tecnologias à disposição, algumas mais conservacionistas e outras consideradas mais inovadoras, mesmo que já se utilizem há mais tempo, como o uso de drones para semear e visualizar as áreas onde há problemas, uso também de fertilizantes orgânicos, entre outros. As técnicas mais utilizadas (para aumentar a produtividade sem desmatar) são a rotação de cultura, o uso eficiente da água, o melhoramento genético, o uso associado de lavoura, pecuária e floresta (ILPF), o manejo integrado de pragas, entre outros”, destaca.</p></blockquote>
<p>Para o pesquisador, é completamente possível aumentar a produtividade sem destruir o meio ambiente.</p>
<blockquote><p>“Usar o conhecimento tradicional e associá-lo a uma implementação e introdução de novas tecnologias vão ajudar o pequeno e o grande produtor de forma mais eficiente e sustentável”, conclui.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/area-de-producao-agropecuaria-cresceu-417-na-amazonia-em-39-anos/" target="_top">Área de produção agropecuária cresceu 417% na Amazônia em 39 anos</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/brasil-aposta-bilhoes-na-agricultura-regenerativa-no-para-com-apoio-de-coalizao-empresarial/" target="_top">Brasil aposta bilhões na agricultura regenerativa no Pará com apoio de coalizão empresarial</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/agricultura-regenerativa-muda-realidade-de-regioes-desmatadas-no-para/" target="_top">Agricultura regenerativa muda realidade de regiões desmatadas no Pará</a></strong></p>
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		<title>Governo quer entregar na COP30 maior programa de reflorestamento do mundo</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/cop30/governo-quer-entregar-na-cop30-maior-programa-de-reflorestamento-do-mundo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jul 2025 12:11:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[arco do desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação de áreas degradadas]]></category>
		<category><![CDATA[Restaura Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/reflorestamento3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />No lançamento do Plano Safra da Agrcultura Familiar 2025/26, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou o governo brasileiro pretende entregar na COP30, em novembro, em Belém, o maior programa de reflorestamento do mundo, com R$ 200 milhões investidos. Ele se referia ao Restaura Amazônia, edital do BNDES lançado em março que vai destinar [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/reflorestamento3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>No lançamento do Plano Safra da Agrcultura Familiar 2025/26, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou o governo brasileiro pretende entregar na COP30, em novembro, em Belém, o maior programa de reflorestamento do mundo, com R$ 200 milhões investidos.</p>
<p>Ele se referia ao<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/restauracao-florestal-em-areas-de-assentamentos-na-amazonia-recebe-investimento-de-r-150-milhoes/" target="_blank" rel="noopener"> Restaura Amazônia,</a> edital do BNDES lançado em março que vai destinar R$ 150 milhões para recuperar áreas degradadas, e transformar o arco do desmatamento no “Arco da Restauração”. A região abrange os estados do Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Tocantis e Rondônia, território crítico de desmatamento.</p>
<p>Os outros R$ 50 milhões virão de um edital, <span style="font-size: 14px;">recém-lançado pela Caixa Econômica Federal, com foco em projetos de agricultura regenerativa e restauração ambiental na mesma região. </span>O edital e as regras de inscrição estão disponíveis no site do FSA, na seção &#8220;Chamadas Públicas&#8221;.</p>
<blockquote><p>&#8220;Essa iniciativa, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, fortalece a agricultura familiar e promove a inclusão produtiva nas florestas. Esse investimento de R$ 50 milhões do FSA mostra nosso compromisso com desenvolvimento sustentável, justo e inclusivo, unindo preservação, geração de renda e responsabilidade social&#8221;, explica o presidente do banco, Carlos Vieira.</p></blockquote>
<p>Serão selecionados no edital projetos que fortaleçam a produção de alimentos, além de gerar empregos e renda para agricultores familiares, assentados da reforma agrária e comunidades tradicionais.</p>
<p>Cada projeto selecionado poderá receber entre R$ 2,5 milhões e R$ 5 milhões. Os interessados têm até as 10h do dia 18 de agosto para submeter suas propostas.</p>
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		<title>Bombeiros realizam operação para recuperar áreas atingidas por queimadas no Pará</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/bombeiros-realizam-operacao-para-recuperar-areas-atingidas-por-queimadas-no-para/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2025 18:35:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[Operação PAN]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação de áreas degradadas]]></category>
		<category><![CDATA[reflorestamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/reflorestamento-altamira-Bruno-Cruz-Ag.-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Uma área de 600 hectares na ilha do Arapujá, em Altamira, no sudoeste paraense, foi beneficiada com uma ação inédita do Corpo de Bombeiros do Pará. O local impactado pelos incêndios que se alastraram em outubro do ano passado agora recebeu sementes de espécies nativas que vão ajudar a recuperar a degradação causada pelo fogo. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/reflorestamento-altamira-Bruno-Cruz-Ag.-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Uma área de 600 hectares na ilha do Arapujá, em Altamira, no sudoeste paraense, foi beneficiada com uma ação inédita do Corpo de Bombeiros do Pará. O local impactado pelos incêndios que se alastraram em outubro do ano passado agora recebeu sementes de espécies nativas que vão ajudar a recuperar a degradação causada pelo fogo.</p>
<p>O trabalho da operação PAN ocorre integrado à operação Fênix, que atua no combate às queimadas, e foi realizado em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA) e a Prefeitura de Altamira. No total, foram lançados 240 quilos de sementes na ilha com o apoio de cinco viaturas, 30 militares e um helicóptero que também foi utilizado no combate às chamas.</p>
<blockquote><p>“Nesse momento do inverno amazônico, ele [helicóptero] atua na recuperação dessas áreas, com o lançamento dessas sementes que foram selecionadas pelo Instituto ISA. Não é um lançamento aleatório e as áreas também a serem recuperadas foram levantadas com o apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente”, explicou à <a href="https://agenciapara.com.br/noticia/63791/governo-do-estado-realiza-operacao-inedita-para-recuperar-areas-afetadas-por-incendios-florestais-no-para" target="_blank" rel="noopener">Agência Pará</a> o Comandante do 9º Grupamento Bombeiro Militar, Major Gilmarcos da Silva.</p></blockquote>
<p>Entre as espécies utilizadas estão anajás, fava carazinho, cajueiro, falso pau brasil, bacaba e andiroba, que, segundo os especialistas poderão crescer e aumentar a cobertura verde sem competir com as árvores remanescentes.</p>
<figure id="attachment_32709" aria-describedby="caption-attachment-32709" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-32709 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/sementes-Bruno-Cruz-Ag.-Para.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/sementes-Bruno-Cruz-Ag.-Para.jpg 800w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/sementes-Bruno-Cruz-Ag.-Para-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/sementes-Bruno-Cruz-Ag.-Para-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/sementes-Bruno-Cruz-Ag.-Para-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/sementes-Bruno-Cruz-Ag.-Para-450x300.jpg 450w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-32709" class="wp-caption-text">Espécies plantadas não concorrem com as árvores remanescentes. Foto: Bruno Cruz / Agência Pará</figcaption></figure>
<blockquote><p>&#8220;O plantio dessas árvores vai não só reflorestar a ilha, mas também impedir novos incêndios, além de melhorar o nosso clima e fortalecer o turismo na região”, ressalta o prefeito de Altamira, Loredan Mello.</p></blockquote>
<p>Nas próximas etapas estão previstas ações de reflorestamento no Tabuleiro do Embaubal, em Senador José Porfírio, e na Ilha de Urucuicaia, em Porto de Moz, que foram identificados como pontos críticos e com cicatrizes significativas de queimadas. Além disso, o Corpo de Bombeiros deve expandir o projeto para municípios do sudeste do estado, como Marabá, Parauapebas e Canaã dos Carajás.</p>
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		<title>Pesquisa identifica espécies-chave de plantas e abelhas para a restauração da Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/pesquisa-identifica-especies-chave-de-plantas-e-abelhas-para-a-restauracao-da-amazonia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Dec 2024 19:24:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[abelhas]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[plantas]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação de áreas degradadas]]></category>
		<category><![CDATA[restauração]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/urucum-Mauricio-Mercadante-Flickr-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Uma pesquisa revelou novas possibilidades para a restauração de áreas degradadas na Amazônia. O estudo, publicado na revista Restoration Ecology, foi conduzido por pesquisadores Instituto Tecnológico Vale (ITV), o Museu Paraense Emílio Goeldi, e as universidades federais do Pará (UFPA) e de Minas Gerais (UFMG) e lista dez espécies de abelhas e dez de plantas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/urucum-Mauricio-Mercadante-Flickr-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Uma pesquisa revelou novas possibilidades para a restauração de áreas degradadas na Amazônia. O estudo, publicado na revista Restoration Ecology, foi conduzido por pesquisadores Instituto Tecnológico Vale (ITV), o Museu Paraense Emílio Goeldi, e as universidades federais do Pará (UFPA) e de Minas Gerais (UFMG) e lista dez espécies de abelhas e dez de plantas que formam redes ecológicas essenciais para o recuperação ambiental.</p>
<p>Os destaques entre as plantas selecionadas estão o urucum (<em>Bixa orellana</em>), o muricí-da-praia (<em>Byrsonima stipulacea</em>) e o fedegoso-gigante <em>(Senna alata</em>). Já entre as abelhas, algumas das espécies com melhores avaliações foram a uruçu boca de renda (<em>Melipona seminigra</em>), a abelha-borá (<em>Tetragona clavipes</em>) e a jataí (<em>Tetragonisca angustula</em>). A ideia é que ao favorecer essas espécies se tenha maior êxito nos processos de restauração.</p>
<p>Para isso, a pesquisa analisou a interação entre polinizadores e plantas em diferentes estágios de recuperação na Floresta Nacional de Carajás, no sudeste paraense, onde há impactos causados por projetos de mineração. Na região, foram coletados visitantes florais em áreas de restauração de minas de areia, depósitos de resíduos de ferro e em áreas de floresta primária.</p>
<p>No total, foram identificadas 118 espécies de plantas, 137 espécies de abelhas e 51 de vespas, destacando que cinco espécies de abelhas e doze espécies de plantas respondiam por mais da metade das interações observadas.</p>
<p>Para o pesquisador do ITV, Rafael Cabral Borges, essa nova abordagem para a restauração ecológica vai além do simples plantio de árvores, pois permite, por exemplo, saber quais são as espécies mais generalistas, ou seja, que interagem com um maior número de plantas. Isso, segundo o especialista, torna a restauração mais eficiente e facilita o processo de recuperação do ecossistema.</p>
<blockquote><p>“Integrar polinizadores, que são essenciais para a reprodução das plantas, é crucial para garantir a estabilidade a longo prazo dos ecossistemas restaurados”, explicou Rafael Borges à <a href="https://abori.com.br/ambiente/interacoes-plantas-polinizadores-restauracao-amazonia/" target="_blank" rel="noopener">Agência Bori</a>.</p></blockquote>
<p>Além da importância para a restauração de grande áreas com impacto ambiental, o pesquisador observa que esse modelo pode ser útil tanto para pequenos agricultores, que enfrentam desafios de polinização em suas propriedades, mantendo o equilíbrio entre fauna e flora.</p>
<p>O pesquisador ressalta ainda que a proposta oferece uma base científica para auxiliar em tomadas de decisões e alocação de recursos nos projetos de restauração em diversas escalas.</p>
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		<item>
		<title>Banco do Brasil lança novo programa de sustentabilidade na pecuária</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/pecuaria/banco-do-brasil-lanca-novo-programa-de-sustentabilidade-na-pecuaria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2024 16:56:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[Banco do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Pecuária Mais Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação de áreas degradadas]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/ILFP-amazonia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Banco do Brasil reformulou um de seus programas de financiamento ao setor agrícola, o Pecuária do Futuro, que passa a se chamar Pecuária Mais Sustentável. Voltado à recuperação de áreas degradadas, o programa usa insumos tecnológicos para auxiliar os produtores participantes. O Pecuária Mais Sustentável está disponível em todas as agências do BB. De [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/ILFP-amazonia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Banco do Brasil reformulou um de seus programas de financiamento ao setor agrícola, o Pecuária do Futuro, que passa a se chamar Pecuária Mais Sustentável. Voltado à recuperação de áreas degradadas, o programa usa insumos tecnológicos para auxiliar os produtores participantes. O Pecuária Mais Sustentável está disponível em todas as agências do BB.</p>
<p>De acordo com o banco, o objetivo é unir a concessão de crédito para a recuperação de áreas a iniciativas de tecnologia, rastreabilidade, sustentabilidade e elevação da lucratividade da pecuária.</p>
<p>As iniciativas do banco antecipam ações previstas no Sistema de Autorregulação Bancária (SARB) número 26 de 2023, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), e que serão válidas a partir de dezembro do ano que vem.<br />
De acordo com o banco, na safra 2023/2024, foram concedidos R$ 6,37 bilhões para a recuperação de áreas degradadas, o que permitiu atender a 1,6 milhão de hectares.</p>
<p>O programa do BB terá a participação de toda a cadeia produtiva da pecuária, de fornecedores diretos e indiretos aos abatedouros, e envolverá iniciativas de diagnóstico, planejamento, auxílio na contratação de operações e comercialização de créditos de carbono, além de bonificação adicional por animal rastreado.</p>
<blockquote><p>&#8220;Temos a missão de auxiliar na aceleração do PNCPD Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistema de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis, que tem por objetivo recuperar o total de 40 milhões de hectares em um prazo de 10 anos&#8221;, diz em nota o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Luiz Gustavo Braz Lage.</p></blockquote>
<p>Os produtores participantes terão acesso a serviços da Traive, fintech investida do BB e que usa inteligência artificial e modelos especializados para apoiar a análise de crédito, o que, segundo o banco, reduz a probabilidade de inadimplência.</p>
<p>Além disso, os empreendimentos terão gestão da startup iRancho, que auxilia na tomada de decisões e no controle de animais, insumos e custos. A rastreabilidade dos animais utiliza a plataforma SafeBeef, com tecnologia blockchain, que permite ao produtor entrar no protocolo exigido pela indústria compradora.</p>
<p>Em outra mudança, a empresa de monitoramento via satélite e radares IDGEO disponibilizará mapas de aptidão para a tomada de decisões dos pecuaristas em relação a áreas que precisam ser recuperadas ou que podem ser convertidas. Outra adição é a da MyCarbon, subsidiária da Minerva que ajudará em projetos de créditos de carbono avaliando a área e os critérios de elegibilidade.</p>
<p><em>Fonte: Estadão Conteúdo</em></p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Pesquisa identifica benefícios de resíduo da bauxita no aumento da fertilidade do solo</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/tecnologia/pesquisa-identifica-beneficios-de-residuo-da-bauxita-no-aumento-da-fertilidade-do-solo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 May 2024 16:07:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[bauxita]]></category>
		<category><![CDATA[condicionador de solo]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[fertilidade do solo]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação de áreas degradadas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=28692</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/pesquisa-hydro-e-senai-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um dos projetos encampados pelo Governo Federal visa a recuperação de pastagens degradas como forma de mitigar os efeitos das mudanças climáticas. De acordo com um levantamento da Universidade Federal de Goiás (UFG), o País tem cerca de 109 milhões de hectares com algum nível de degradação, que podem ser restaurados com projetos de agricultura. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/pesquisa-hydro-e-senai-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um dos projetos encampados pelo Governo Federal visa a recuperação de pastagens degradas como forma de mitigar os efeitos das mudanças climáticas. De acordo com um levantamento da Universidade Federal de Goiás (UFG), o País tem cerca de 109 milhões de hectares com algum nível de degradação, que podem ser restaurados com projetos de agricultura. Uma pesquisa realizada no Pará oferece um recurso que pode potencializar essa recuperação com uso de resíduos de bauxita.</p>
<p>Realizado pela Hydro Alunorte em parceria com o Instituto Senai de Inovação em Tecnologias Minerais (ISI-TM), em Barcarena, o projeto resultou na elaboração de um condicionador de solo produzido em processo de compostagem de resíduos orgânicos agroindustriais com resíduo de bauxita explorada na região</p>
<p>O produto ainda está em fase de protótipo, porém já apresenta boa capacidade de retenção de água e nutrientes no solo. Isso significa que, quando aplicado, o condicionador é capaz de aumentar a fertilidade do solo e auxiliar no crescimento e desenvolvimento das plantas.</p>
<figure id="attachment_28694" aria-describedby="caption-attachment-28694" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-28694 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/condicionador-de-solo-1024x575.jpeg" alt="" width="1024" height="575" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/condicionador-de-solo-1024x575.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/condicionador-de-solo-300x169.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/condicionador-de-solo-768x431.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/condicionador-de-solo-150x84.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/condicionador-de-solo-450x253.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/condicionador-de-solo-1200x674.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/condicionador-de-solo.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-28694" class="wp-caption-text">Novo produto favorece crescimento e desenvolvimento de plantas. Foto: Divulgação Hydro</figcaption></figure>
<p>Além disso, o condicionador de solo tem potencial para substituir parcial ou totalmente os fertilizantes minerais já utilizados no mercado, o que reduziria a demanda por matérias-primas importadas, fortalecendo a dinâmica da economia circular com menos impactos sobre o meio ambiente.</p>
<blockquote><p>“A ideia inicial do projeto é justamente utilizar resíduos agroindustriais e minerais para fazer a recuperação dessas áreas impactadas a um custo muito mais baixo”, afirma Adriano Lucheta, diretor do ISI-TM.</p></blockquote>
<p>Assim como a bauxita, os resíduos de outras materiais da região, como biomassa e dendê, também são analisados pelo Instituto Senai, que considera ser viável produzir em grande escala esses produtos.</p>
<p>Da mesma forma, a destinação dos resíduos de bauxita é uma aposta da mineradora visando a redução de impactos e o atendimento de demandas dos setores de siderurgia, construção civil e agricultura.</p>
<blockquote><p>“Este projeto dos condicionadores está dentro do setor da agricultura. A médio prazo, nossa meta é utilizar, até 2030, 10% da geração deste resíduo e, a longo prazo, após 2050, eliminar a necessidade de novas áreas de armazenamento permanente para resíduo de bauxita”, esclarece o consultor químico sênior da Hydro, Marcelo Montini.</p></blockquote>
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		<title>Recuperação produtiva de áreas degradadas é uma das estratégias para combater crise climática</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Apr 2024 19:44:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Nacional da Conservação do Solo]]></category>
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		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/07/Captura-de-Tela-2021-07-19-às-17.30.15-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Recurso essencial para a preservação dos ecossistemas, o solo é também um elemento importante para o desenvolvimento da agricultura e da pecuária, além de ser estratégico para combater a crise climática. Neste 15 de abril, quando se comemora o Dia Nacional da Conservação do Solo, o Pará Terra Boa destaca boas iniciativas que valorizam a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/07/Captura-de-Tela-2021-07-19-às-17.30.15-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Recurso essencial para a preservação dos ecossistemas, o solo é também um elemento importante para o desenvolvimento da agricultura e da pecuária, além de ser estratégico para combater a crise climática. Neste 15 de abril, quando se comemora o Dia Nacional da Conservação do Solo, o <strong>Pará Terra Boa</strong> destaca boas iniciativas que valorizam a recuperação de áreas degradadas.</p>
<p>No sudeste paraense, São Félix do Xingu figura como um dos municípios campeões do desmatamento na Amazônia. Apesar do histórico negativo, produtores rurais da região com o apoio de ações da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater) têm conseguido avançar na regeneração das propriedades e alcançado ganhos produtivos com melhores estratégias de trato da terra.</p>
<p>A adoção de cuidados como a correção com nutrientes, a adubação química e o pastejo rotacionado ajudou o pecuarista Osvaldo Wagner a recuperar a saúde do solo onde ele cria 200 cabeças de gado e cultiva cacau.</p>
<blockquote><p>“A Emater ajuda muito, sim. Primeiro pela troca de ideias, de conhecimento. Segundo pela atualização científica. Fora isso, é um incentivo pra gente manter e recompor áreas de floresta dentro da propriedade, a partir de frutíferas, entre outras espécies que são importantes pra natureza”, disse o produtor rural à <a href="https://www.agenciapara.com.br/noticia/53288/emater-trabalha-com-tecnologias-para-recuperar-areas-degradadas-em-propriedades" target="_blank" rel="noopener">Agência Pará</a>.</p></blockquote>
<p>O trabalho no município está integrado ao programa Territórios Sustentáveis promovido pelo Governo do Pará e localmente já beneficia cerca de 300 agricultores familiares, que conseguiram recuperar 249 hectares de áreas degradadas com as soluções propostas.</p>
<blockquote><p>“São solos expostos, que sofrem de perda significativa de fertilidade, de acidez, de poluição. Quando intervimos, é com uma gama embasada de soluções: nós estudamos o solo, calculamos física e química, reprojetamos a lotação de pasto, controlamos as ervas-daninhas, reflorestamos com SAFs (sistemas agroflorestais) à base de cacau, açaí, banana. O produtor ganha o solo saudável de volta, com o acréscimo de geração complementar de renda e segurança alimentar, haja vista que pode vender polpa de frutas e consumir dentro de casa”, explica Mário Silva, chefe do escritório local da Emater em São Félix do Xingu.</p></blockquote>
<p>Os resultados dessa experiência devem ser potencializados em toda a região do Araguaia com a implantação do Laboratório de Solos da Emater, previsto para entrar em pleno funcionamento ainda neste semestre. A ideia é que o laboratório ofereça serviços de análise de solos para os produtores rurais, além de promover tecnologias como a gestão sustentável de pastagens, <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/sistemas-agroflorestais-geram-ganhos-positivos-para-comunidades-do-marajo/">SAFs</a> e substituição das queimadas por métodos alternativos.</p>
<h3><strong>Desafio brasileiro</strong></h3>
<p>No contexto nacional, o cenário da degradação das áreas florestais não é nada animador. Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o passivo ambiental brasileiro é de aproximadamente 25 milhões de hectares. Além disso, o País se comprometeu no Acordo de Paris a recuperar 12 milhões de hectares de floresta até 2030, porém somente 79 mil hectares de áreas degradadas foram recuperados, de acordo com o Observatório da Restauração e do Reflorestamento.</p>
<p>Em entrevista à <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/Brasil-precisa-recuperar-25-milh%C3%B5es-de-hectares-de-vegeta%C3%A7%C3%A3o-nativa" target="_blank" rel="noopener">Agência Brasil</a>, a diretora do Departamento de Florestas do MMA, Fabiola Zerbini, explicou que o governo está realizando um processo de revisão das metas e políticas públicas para o setor visando garantir tanto o cumprimento dos acordos internacionais quanto assegurar que as propriedades rurais estejam em acordo com o que prevê a legislação ambiental.</p>
<p>Esse levantamento envolve estudos sobre os custos de restauração e as estratégias mais adequadas em cada tipo de território, sejam áreas públicas ou privadas, assim como as peculiaridades de cada bioma.</p>
<p>Com base nessas informações, o objetivo do MMA é alcançar a meta de recuperar 12 milhões de hectares incentivando três propostas: a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/conheca-as-vantagens-da-recuperacao-de-areas-degradadas-com-regeneracao-natural/">regeneração natural,</a> o plantio total em unidades de conservação e a implantação de SAFs e do sistema de <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/sistema-ilpf-garante-producao-rural-sustentavel-e-com-mais-rentabilidade/">integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF)</a>.</p>
<blockquote><p>“A gente entende que desses 25 [milhões], aproximadamente nove (milhões0 podem ser compensados, ou seja, o produtor decide que vai proteger uma área que está conservada, e a gente vai recuperar algo em torno de 14 milhões, que é a meta atualizada, mas lembrando que a oficial é pelo menos 12 milhões de hectares”, esclareceu Fabiola Zerbini.</p></blockquote>
<p>Aliado a isso, o governo tem buscado criar mecanismos para fomentar a regularização ambiental, assim como trabalhar em articulação com governos estaduais, municipais e produtores rurais. Todos esses pontos devem ser valorizados na Política Nacional de Recuperação de Vegetação Nativa, prevista para ser atualizada em junho deste ano.</p>
<blockquote><p>“Temos articulado com parceiros, em especial o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento), linhas de financiamento e linhas de crédito como o Restaura Amazônia, que é dinheiro do Fundo Amazônia, que vai direcionar R$ 450 milhões para projetos de recuperação de vegetação nativa na Amazônia. Pará além disso, a gente também combinou com o Fundo Clima mais R$ 550 milhões”, pontuou a diretora.</p></blockquote>
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