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	<title>rebanho &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>rebanho &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Sombra e água fresca: Veja como proteger o rebanho e evitar perdas com o El Niño</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 14:26:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/gado_sombra-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo: Sob altas temperaturas, o gado consome menos alimento e gasta energia para tentar resfriar o corpo. Isso atrasa o peso de abate, piora a conversão alimentar e encarece o custo de produção. O estresse térmico diminui a taxa de prenhez, aumenta abortos e atrasa o cio das matrizes. Dados da Embrapa mostram que vacas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/gado_sombra-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo:</em></p>
<ul>
<li><em>Sob altas temperaturas, o gado consome menos alimento e gasta energia para tentar resfriar o corpo. Isso atrasa o peso de abate, piora a conversão alimentar e encarece o custo de produção.</em></li>
<li><em>O estresse térmico diminui a taxa de prenhez, aumenta abortos e atrasa o cio das matrizes. Dados da Embrapa mostram que vacas com acesso à sombra produzem até quatro vezes mais embriões no calor do que as mantidas a pleno sol.</em></li>
<li><em>Garantir água limpa e fresca continuamente e oferecer áreas de sombra (naturais ou artificiais) são as medidas mais importantes.</em></li>
<li><em> Atividades que geram estresse, como vacinação, apartação e transporte de animais, devem ser concentradas no início da manhã ou no fim da tarde, evitando os momentos mais quentes do dia.</em></li>
<li><em>Além do calor extremo, as grandes oscilações de temperatura entre o dia e a noite na transição para a seca estressam o rebanho e facilitam o surgimento de doenças.</em></li>
<li><em>Propriedades que se planejaram antes da chegada do último El Niño conseguiram manter ou até superar as metas de reprodução e produtividade, ao contrário daquelas que apenas reagiram quando a seca apertou.</em></li>
</ul>
<p>Manejo da lavoura e preparo da forrageira foram os primeiros passos para enfrentar o período de seca e calor extremo anunciado com a chegada do El Niño. Agora, a atenção do produtor deve se voltar diretamente ao gado, que sob altas temperaturas pode desacelerar o ganho de peso, reproduzir menos e levar prejuízo para o ano seguinte.</p>
<p>Na última passagem do fenômeno, entre 2023 e 2024, o Centro-Oeste viveu a seca mais intensa registrada no Brasil desde 1950, segundo o Cemaden, com termômetros passando de 42 °C em diversas cidades da região. Ao <strong>Gigante 163</strong>, especialistas apontam caminhos para o produtor atravessar o período sem perder produtividade.</p>
<p>O médico-veterinário e consultor técnico Vitor Hugo Padilha resume o problema: sob calor intenso, o animal gasta parte da energia só para manter a temperatura corporal estável.</p>
<blockquote><p>&#8220;Como consequência, ocorre redução do consumo de alimento, menor ganho de peso diário, pior conversão alimentar e queda da eficiência produtiva. No bolso do produtor, isso significa animais demorando mais para atingir o peso de abate, aumento do custo de produção e menor rentabilidade por hectare&#8221;, disse.</p></blockquote>
<h3><strong>Reprodução é o ponto mais sensível</strong></h3>
<p>Embora os zebuínos, predominantes no Brasil, apresentem boa adaptação ao clima, o calor intenso e prolongado, associado à falta de sombra, água ou nutrição adequada, resulta em estresse térmico, o que pode reduzir a taxa de prenhez, aumentar a mortalidade embrionária e os abortos e atrasar o retorno ao cio.</p>
<blockquote><p>&#8220;Esses efeitos geram impactos econômicos significativos, pois reduzem a quantidade e a qualidade dos animais produzidos por safra, reduzindo a lucratividade do empreendimento&#8221;, diz o zootecnista Felipe Palombino.</p></blockquote>
<p>Para se ter ideia, segundo a Embrapa, vacas com acesso à sombra de árvores em sistemas integrados podem produzir até quatro vezes mais embriões no período mais quente do ano, e 22% mais leite ao longo dos 33 meses de avaliação, na comparação com as mantidas a pleno sol.</p>
<h3><strong>Sombra e água fresca</strong></h3>
<p>Para evitar as perdas, o veterinário Ronaldo Oliveira aponta que a primeira medida é garantir água limpa, fresca e em quantidade suficiente durante todo o dia. Em seguida, é preciso assegurar áreas de sombra adequadas, naturais ou artificiais, permitindo que os animais reduzam sua carga térmica nos horários mais quentes.</p>
<blockquote><p>&#8220;O erro mais frequente é subestimar a importância desses fatores. A água é indispensável para manter as funções fisiológicas e deve estar disponível continuamente, em quantidade e qualidade. Da mesma forma deve ocorrer com a sombra, seja por meio de árvores, sistemas silvipastoris ou estruturas artificiais&#8221;, afirmou.</p></blockquote>
<p>Um estudo publicado na revista Animals em 2026, com gado majoritariamente Nelore, estimou que oferecer sombra adequada reduz em 85% o tempo do animal em desconforto térmico severo, com retorno de US$ 12 a 16 por cabeça na terminação.</p>
<h3><strong>Variação térmica</strong></h3>
<p>Oliveira também recomenda concentrar tarefas mais estressantes, como vacinação, transporte e apartação, nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde, evitando os períodos de maior temperatura.</p>
<blockquote><p>&#8220;Vale lembrar que não é apenas o calor intenso que preocupa. As grandes variações de temperatura entre o dia e a noite, comuns no período de transição para a seca, aumentam o estresse dos animais e favorecem o aparecimento de diversas enfermidades&#8221;, diz ele.</p></blockquote>
<figure id="attachment_35446" aria-describedby="caption-attachment-35446" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-35446" src="https://www.gigante163.com/wp-content/uploads/2026/07/sombra-artificial-650x402.png" alt="" width="650" height="402" /><figcaption id="caption-attachment-35446" class="wp-caption-text">Sombra artificial também é estratégia para ajudar o gado a atravessar o calor. Foto: Juliana Sussai/Embrapa</figcaption></figure>
<h3><strong>Antecipar sai mais barato que remediar</strong></h3>
<p>Vitor Hugo acompanhou cerca de dez propriedades na seca de 2023/2024, quando houve alterações na estação reprodutiva convencional (setembro a dezembro). Nas fazendas com pasto de pior qualidade e matrizes de baixo escore corporal, a estação de monta atrasou e a prenhez caiu.</p>
<p>A diferença, segundo o consultor, esteve menos no clima e mais no preparo. Quem se antecipou, em vez de apenas reagir quando a seca apertou, atravessou o período sem perder produtividade.</p>
<blockquote><p>&#8220;Por outro lado, propriedades que realizaram planejamento antecipado, com suplementação adequada, manejo sanitário eficiente, disponibilidade de água, sombra e acompanhamento técnico contínuo, conseguiram manter ou até superar os índices reprodutivos de anos anteriores&#8221;, concluiu.</p></blockquote>
<h3><strong>Saiba mais:</strong></h3>
<p><strong>O El Niño 2026/27 &#8211; </strong>O El Niño foi confirmado pela NOAA em 11 de junho de 2026 e está em curso, ainda em intensidade fraca, com tendência de fortalecer no segundo semestre. A probabilidade de persistência fica entre 97% e 99% em todos os trimestres até o verão de 2027, e há 63% de chance de atingir intensidade &#8220;muito forte&#8221; entre novembro e janeiro, o que o colocaria entre os episódios mais intensos desde 1950, ao lado de 1982-83, 1997-98 e 2015-16.</p>
<p><em>Fonte: André Garcia/Gigante 163</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Pará realiza primeira exportação de carne bovina com rastreabilidade individual</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/para-realiza-primeira-exportacao-de-carne-bovina-com-rastreabilidade-individual/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2025 14:24:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/boi_rastreabilidade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará, detentor do segundo maior rebanho do país, com 26 milhões de cabeças de gado, e pioneiro na rastreabilidade individual animal, iniciou a exportação de carne bovina produzida com o Sistema de Rastreabilidade Bovina Individual do Pará (SRBIPA). Do município de Xinguara, conhecido como a capital do boi gordo, saiu a primeira remessa de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/boi_rastreabilidade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará, detentor do segundo maior rebanho do país, com 26 milhões de cabeças de gado, e pioneiro na rastreabilidade individual animal, iniciou a exportação de carne bovina produzida com o Sistema de Rastreabilidade Bovina Individual do Pará (SRBIPA). Do município de Xinguara, conhecido como a capital do boi gordo, saiu a primeira remessa de 108 toneladas com destino à China.</p>
<p>De acordo com a Adepará, o lote exportado incluiu mais de 350 bovinos machos da raça Nelore, com idades entre 13 e 24 meses, transportados em 22 caminhões para um frigorífico com Serviço de Inspeção Federal (SIF), em Água Azul do Norte. O SIF, órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), fiscaliza e certifica a produção de alimentos de origem animal, garantindo o cumprimento de todos os padrões sanitários exigidos para consumo interno e exportação.</p>
<p>Após o nascimento, cada animal recebeu dois brincos de identificação: um amarelo, para leitura visual, e outro azul eletrônico, que permite monitoramento por radiofrequência. Durante 90 dias, o rebanho foi alimentado com silagem, capim e ração, seguindo manejo sustentável em pasto rotacionado intensivo. Esse processo garante rastreabilidade completa e fortalece a qualidade e a sustentabilidade em toda a cadeia produtiva da carne.</p>
<h3>Rastreabilidade como diferencial</h3>
<p>O SRBIPA faz parte do Programa Pecuária Sustentável do Pará, executado pelo Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará). A iniciativa garante o controle sanitário do rebanho desde o nascimento até o abate, priorizando produtividade, transparência e responsabilidade socioambiental, preservando a cadeia produtiva em todas as fases. O primeiro lote de carne produzido com o sistema registrou ganho médio de 592 quilos por animal, totalizando 7.212,48 arrobas.</p>
<blockquote><p>“O sistema de rastreabilidade é pioneiro no Brasil e qualifica a carne paraense para mercados internacionais, oferecendo garantias sanitárias de produção e de origem do produto, permitindo o acompanhamento até chegar ao frigorífico e fortalecendo a confiança do consumidor”, destaca Jamir Macedo, diretor-geral da Adepará.</p></blockquote>
<p>Para o zootecnista e gestor de propriedade rural, Adriano Silva, a rastreabilidade agrega valor à produção.</p>
<blockquote><p>“Com o número de identificação de cada animal, é possível acompanhar o ganho de peso individualmente, tornando a produção e a gestão da propriedade mais precisas. Isso impacta diretamente a qualidade do produto final, abre acesso a diferentes mercados e contribui para o desenvolvimento da pecuária no Pará”, afirma.</p></blockquote>
<p>A partir de janeiro de 2026, a movimentação de bovinos e bubalinos no Pará deverá ser acompanhada da Guia de Trânsito Animal (GTA) e registro obrigatório no SRBIPA. A partir de janeiro de 2027, todo o rebanho estadual deverá estar identificado individualmente. Os brincos de identificação são fornecidos gratuitamente pelo Governo do Pará a produtores com até 100 animais, que podem procurar a Adepará em seu município para adquirir os itens e realizar a identificação individual.</p>
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		<title>Projeto para rastrear individualmente o gado no Pará avança, mas ainda enfrenta desafios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jun 2025 19:16:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/rastreabilidade-pecuaria-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um histórico de multas por desmatamento e até por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão faz parte da trajetória de Roque Quagliato, pecuarista com um dos maiores rebanhos da região de Xinguara, no sudeste paraense. Conhecido como o “Rei do Gado”, Quagliato agora aposta na mudança de perfil da atividade que é a principal [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/rastreabilidade-pecuaria-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um histórico de multas por desmatamento e até por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão faz parte da trajetória de Roque Quagliato, pecuarista com um dos maiores rebanhos da região de Xinguara, no sudeste paraense. Conhecido como o “Rei do Gado”, Quagliato agora aposta na mudança de perfil da atividade que é a principal responsável pelo desmatamento e emissões de gases do efeito estufa na Amazônia. As informações são da <a href="https://www.infomoney.com.br/business/por-que-o-rei-do-gado-esta-apoiando-um-programa-para-proteger-a-amazonia/" target="_blank" rel="noopener">Reuters, publicadas pelo Infomoney.</a></p>
<p>Em setembro do ano passado, o gado da família do pecuarista foi o primeiro a receber os <a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/para-da-pontape-inicial-em-programa-que-visa-rastrear-100-do-gado-do-estado/">brincos para rastreabilidade</a> no projeto liderado pelo governo estadual. A meta do Pará é ter 100% do trânsito de<a href="https://www.paraterraboa.com/cop28/cop28-para-lanca-plano-para-rastrear-todo-o-rebanho-do-estado-individualmente-ate-2026/" target="_blank" rel="noopener"> bovinos rastreado individualmente até dezembro de 2025 e todo o rebanho até dezembro de 2026.</a></p>
<blockquote><p>“O que a gente espera é que, no final de tudo isso aí, o mercado internacional dê ao Brasil um preço melhor”, disse Roque Quagliato.</p></blockquote>
<p>O objetivo é entrar nos mercados dos Estados Unidos, Europa e Ásia e aumentar a lucratividade dos negócios. Os dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) indicam que o valor médio da carne bovina vendida pelo Brasil é 8% menor do que o do Uruguai, que rastreia o gado individualmente. O país vizinho tem como seu principal cliente a União Europeia, que trabalha para livrar suas cadeias de suprimentos da ligação com o desmatamento.</p>
<p>A mudança é rentável, mas exige um custo elevado. Isso tem afastado alguns pecuaristas da proposta, mas, segundo Quagliato, quando se sentam para conversar sobre o assunto, os produtores concluem que “é o momento, tem que fazer agora”.</p>
<p>Até maio, somente cerca de 12 mil animais foram rastreados individualmente pelo sistema. Bem abaixo do total de mais de 26 milhões de cabeças de gado do estado. A resistência vem tanto de pequenos quanto grandes produtores, como é o caso de Lincoln Bueno, da exportadora de carne Mercúrio, que disse não rastrear seu gado por temer ser punido por possivelmente comprar de pequenos fornecedores que desmataram ilegalmente em suas áreas.</p>
<p>Já Alaion Lacerda fornece bezerros para engorda. Ele admite que todos os produtores da região têm passivos ambientais por causa dos pastos criados em áreas com floresta derrubada. Com a rastreabilidade obrigatória, o pecuarista acredita que não poderá mais vender os animais para outros produtores e nem frigoríficos.</p>
<p>Para reverter esse quadro, o programa do governo conta com parceiros de peso. O <a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/conheca-os-planos-de-jeff-bezos-para-promover-a-rastreabilidade-da-pecuaria-no-para/" target="_blank" rel="noopener">Bezos Earth Fund doou 16,3 milhões de dólares</a> para a iniciativa; a JBS, maior produtora de carne do mundo, doou 300 mil brincos de identificação; e a adesão de produtores como Quagliato ajuda a abrir portas no setor.</p>
<p>Apesar de algumas deficiências do sistema que apenas geolocaliza os animais em momentos específicos, permitindo que produtores movimentem o gado para áreas legalizadas, o governo ressalta que a ferramenta vai evoluir gradativamente.</p>
<blockquote><p>“O que quer que seja que você vá controlar, você não consegue pegar tudo”, diz Raul Protázio Romão, secretário de meio ambiente e sustentabilidade do Pará. “Você tem que progressivamente implementar mecanismos de controle que evoluam constantemente e que vão fechando gaps”.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/para-busca-ampliar-exportacoes-de-carne-com-rastreabilidade/" target="_top">Pará busca ampliar exportações de carne com rastreabilidade</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/china-deve-exigir-rastreabilidade-da-carne-a-partir-de-2025/" target="_top">China deve exigir rastreabilidade da carne a partir de 2025</a></strong></p>
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		<title>MPF aponta maior transparência na cadeia da carne no Pará, mas fornecedor indireto ainda é problema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 May 2025 14:02:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/09/boi-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz A pecuária tem hoje um papel importante na economia da Amazônia, mas, ao mesmo tempo, representa uma das principais causas do desmatamento. Para evitar o avanço da atividade de forma descontrolada, o Ministério Público Federal (MPF) estabeleceu com empresas do setor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) Carne Legal para garantir [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/09/boi-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>A pecuária tem hoje um papel importante na economia da Amazônia, mas, ao mesmo tempo, representa uma das principais causas do desmatamento. Para evitar o avanço da atividade de forma descontrolada, o Ministério Público Federal (MPF) estabeleceu com empresas do setor um <a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/ilegalidades-ligadas-a-cadeia-da-carne-no-para-tem-queda-aponta-mpf/">Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) Carne Legal</a> para garantir que a carne vendida ou exportada na região tenha origem legal.</p>
<p class="western" align="left">A divulgação do segundo ciclo unificado de auditorias na cadeia pecuária da Amazônia Legal realizada na quarta-feira, 14, mostra que os frigoríficos comprometidos com a transparência têm até 13 vezes menos irregularidades do que as demais empresas.</p>
<blockquote><p>“Os dados são claros: empresas comprometidas e auditadas têm um índice de conformidade 13 vezes maior. É um recado direto ao mercado e aos consumidores sobre quem está, de fato, investindo em uma produção responsável e transparente, essencial para o futuro da floresta e para os objetivos que levaremos à COP30”, afirma o procurador da República Ricardo Negrini, que integra o GT Amazônia Legal, que coordena o TAC da Carne.</p></blockquote>
<p>Do total de 102 frigoríficos, 39 contrataram auditorias independentes e 63 passaram por auditorias automáticas realizadas pelo MPF. No primeiro grupo, o nível de irregularidades, ou seja gado proveniente de área com desmatamento ilegal, unidades de conservação, Terras Indígenas ou propriedades flagradas com trabalho escravo, foi de 4%. Já as demais empresas registraram 52% de irregularidades.</p>
<p>No Pará, <a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/para-da-pontape-inicial-em-programa-que-visa-rastrear-100-do-gado-do-estado/" target="_blank" rel="noopener">que tem um plano para rastrear todo seu gado até 2026,</a> 16 frigoríficos concluíram o processo com auditoria independente, sendo 15 convidados e um participante voluntário. O índice médio de conformidade foi de 91,7%, com cinco empresas que alcançaram 100% de conformidade. Já outras 40 passaram pela auditoria do MPF que detectou 58,3% de irregularidades no gado.</p>
<p>De acordo com o órgão, a diferença entre os dados dos dois grupos é explicada pelo fato de que nas auditorias automáticas não é possível justificar possíveis inconformidades. O sistema trata da mesma forma um gado que veio de uma área com desmatamento autorizado e os animais vindos do desmatamento ilegal.</p>
<blockquote><p>&#8220;Dentro daqueles que foram auditados, nós vemos uma situação de contínuo processo de melhora, e a tendência que a gente sempre observa é que elas vão, ao longo do tempo, se adequando — disse Ricardo Negrini, procurador federal do Pará, em entrevista coletiva. — Há exceções. Tem empresa que está piorando, mas via de regra a gente observa melhora.&#8221;</p></blockquote>
<h3>Fornecedores indiretos são desafio</h3>
<p>Apesar dos resultados positivos, o MPF reconhece que ainda há desafios para garantir uma pecuária totalmente responsável. Um dos problemas é ter informações sobre todos os elos da cadeia da carne. O órgão começou a fazer essa analíse pelo Pará, mas os dados ainda são preliminares.</p>
<p>Segundo este projeto piloto, no Pará, ao menos 6,1 milhões de cabeças comercializadas por fornecedores indiretos de frigoríficos que assinaram o TAC possuiam irregularidades. Desses, 57% não tinham correspondêncisa com o Cadastro Ambiental Rural (CAR), 38% estavam associado a desmatamento ilegal, 3% estavam em áreas protegidas e quase 1% eram ligados a trabalho escravo.<br />
A ideia é que o TAC da Carne Legal alcance mais empresas em todas as etapas da cadeia. Além disso, os frigoríficos que assinaram o termo, mas não apresentaram dados devem ser <a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/mpf-comeca-a-multar-frigorificos-que-descumprem-normas-do-tac-da-carne-no-para/">alvo de ações judiciais e podem ser penalizados</a>.</p>
<blockquote><p>“O MPF não apenas informa a sociedade, mas intensificará a responsabilização das empresas que não se adequarem, utilizando todas as ferramentas legais para proteger a Amazônia e promover uma cadeia da carne verdadeiramente legal e sustentável&#8221;, ressalta o procurador da República Daniel Azeredo.</p></blockquote>
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		<title>Pará busca ampliar exportações de carne com rastreabilidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Mar 2025 14:05:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/gado-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Com planos para concluir no final deste ano a rastreabilidade individual de todo o seu rebanho, o Pará quer que a medida ajude os produtores do estado a alcançar novos mercados no exterior. Em reunião com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, nesta terça-feira, 18, o governador Helder Barbalho solicitou a liberação de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/gado-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Com planos para concluir no final deste ano a rastreabilidade individual de todo o seu rebanho, o Pará quer que a medida ajude os produtores do estado a alcançar novos mercados no exterior. Em reunião com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, nesta terça-feira, 18, o governador Helder Barbalho solicitou a liberação de novas empresas paraenses para exportação, destacando avanços ambientais e produtivos do estado na pecuária.</p>
<p>Atualmente, o Pará tem um rebanho estimado em cerca de 26 milhões de cabeças de gado. Todos devem ser identificados com um par de brincos com dados sobre sua origem e criação que atestam a segurança da carne para os compradores.</p>
<blockquote><p>“Importante oportunidade de demonstrar que quem pratica boas práticas é valorizado. Importante reconhecer quem faz bem feito. Nossa estratégia no Pará é o amadurecimento do processo de excelência, conjugado com o esforço ambiental para reduzir a pressão sobre a floresta. O processo de rastreabilidade para o Pará é a mais importante ferramenta para reduzir a ilegalidade ambiental”, disse o governador.</p></blockquote>
<p>O ministro fez uma avaliação positiva do projeto de pecuária sustentável, ressaltando que o modelo adotado no estado pode se tornar referência para todo o país. Um dos diferenciais é que a implantação dos chips é subsidiada para os produtores de menor porte, com até 100 cabeças de gado, que representam 67% da categoria.</p>
<blockquote><p>“A COP será esse sucesso porque não teria lugar melhor no mundo para demonstrar que se pode produzir muito, com segurança, sanidade, segurança, rastreabilidade e boas práticas ambientais”, destacou Carlos Fávaro.</p></blockquote>
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		<title>Plano permite retirada voluntária de gado de área protegida no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nahama Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Mar 2025 18:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Estação Ecológica da Terra do Meio]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/03/Estacao-Ecologica-Terra-do-Meio-Foto-ICMBio-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Os ocupantes da Estação Ecológica da Terra do Meio, localizada na região de Altamira, no sudoeste do Pará, poderão aderir a um plano para a retirada voluntária de gado da unidade de conservação. A medida, lançada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), prevê que o transporte dos animais será feito com rastreabilidade [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/03/Estacao-Ecologica-Terra-do-Meio-Foto-ICMBio-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Os ocupantes da Estação Ecológica da Terra do Meio, localizada na região de Altamira, no sudoeste do Pará, poderão aderir a um plano para a retirada voluntária de gado da unidade de conservação. A medida, lançada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), prevê que o transporte dos animais será feito com rastreabilidade assegurada por meio da Guia de Trânsito Animal (GTA).</p>
<p>A retirada do rebanho pelos próprios moradores está programada para ocorrer entre 1º de abril e 31 de julho de 2025, nas ocupações situadas nas vicinais Leão e Transiriri. A iniciativa busca reduzir o impacto ambiental causado pela pecuária ilegal dentro da unidade, ao mesmo tempo em que minimiza prejuízos para as famílias que já ocupam a área de preservação.</p>
<p>A Estação Ecológica da Terra do Meio é uma unidade de conservação federal onde a ocupação humana e a criação de gado são proibidas por lei. Nessas áreas, a legislação prevê a desapropriação de invasores caso as regras de preservação não sejam respeitadas. Além da pecuária irregular, a região também sofre com impactos causados pelo garimpo ilegal.</p>
<p>O Plano Emergencial, lançado no dia 13 de março, busca interromper os danos ambientais e permitir a regeneração da vegetação nativa, fortalecendo a conservação da área. Segundo a chefe da unidade, Nádia Cardoso, a iniciativa não apenas reduz os impactos ambientais, mas também leva em consideração a situação dessas famílias.</p>
<p>O plano pode servir como referência para outras unidades de conservação que enfrentam desafios semelhantes, como atividades não permitidas e a necessidade de regularização fundiária.</p>
<p>O ICMBio reforça que a adesão ao Plano Emergencial não impede que os ocupantes sejam responsabilizados administrativa, civil ou criminalmente por infrações ambientais já cometidas na unidade.</p>
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		<title>Líder em queimadas, São Félix do Xingu tem fogo em áreas com CAR irregular</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2025 13:13:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/queimadas3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O município de São Félix do Xingu, no sudeste paraense, fechou o ano de 2024 como o campeão em focos de queimadas em todo o país, com de 7.356 registros. Porém, além do impacto do fogo na degradação, um levantamento do InfoAmazônia mostra que esses focos ocorrem em áreas com Cadastro Ambiental Rural (CAR) dentro [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/queimadas3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O município de São Félix do Xingu, no sudeste paraense, fechou o ano de 2024 como o campeão em focos de queimadas em todo o país, com de 7.356 registros. Porém, além do impacto do fogo na degradação, um levantamento do<a href="https://infoamazonia.org/2025/03/06/queimadas-em-sao-felix-do-xingu-municipio-mais-afetado-pelo-fogo-ocorreram-dentro-de-imoveis-rurais-em-2024/" target="_blank" rel="noopener"> InfoAmazônia</a> mostra que esses focos ocorrem em áreas com Cadastro Ambiental Rural (CAR) dentro de unidades de conservação, o que torna esses registros falsos.</p>
<p>O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um registro eletrônico obrigatório para todos os imóveis rurais no Brasil. Ele <span class="citation-0">tem como objetivo integrar as </span><span class="citation-0 citation-1 citation-end-0">informações ambientais das propriedades e posses rurais, formando uma base de dados para controle, monitoramento, planejamento</span><span class="citation-1 citation-end-1"> ambiental e econômico,</span> e combate ao desmatamento</p>
<p>De acordo com a reportagem, do total de queimadas no município, 5.610 ocorreram em áreas com CAR. Dentre eles, 3.472 (62%) estavam dentro de unidades de conservação, o que representa uma violação ambiental e que coloca em risco esses locais.</p>
<h3>A APA mais desmatada</h3>
<p>Uma dessa unidades é a Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, que concentrou 3.334 focos de calor somente na porção territorial dentro de São Félix do Xingu. O Parque Nacional Serra do Pardo e a Estação Ecológica Terra do Meio também foram unidades de conservação com registros significativos de queimadas.</p>
<p>Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a APA Triunfo do Xingu é a unidade de conservação mais desmatada no País desde 2008, com perda de 437 mil hectares, o equivalente a quatro vezes o tamanho de Belém.</p>
<p>Em nota, a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS) informou que está implementando um plano de para restauração de 10,3 mil hectares da APA e que a área também conta com uma base fixa da Operação Curupira. De 2023 para 2024, o desmatamento na região caiu 28,4%.</p>
<figure id="attachment_18055" aria-describedby="caption-attachment-18055" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-18055 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/operacao_-Curupira3.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/operacao_-Curupira3.jpg 800w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/operacao_-Curupira3-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/operacao_-Curupira3-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/operacao_-Curupira3-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/operacao_-Curupira3-450x300.jpg 450w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-18055" class="wp-caption-text">Operação Curupira Operação Curupira desarticula garimpos em área de preservação, próxima a São Félix do Xingu. Foto: Marcelo Souza/Agência Pará</figcaption></figure>
<h3>Avanço da pecuária</h3>
<p>A diretora de ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Ane Alencar, diz que os altos índices de degradação em São Félix do Xingu têm relação direta com o avanço da pecuária no município, que concentra também o maior rebanho bovino do Brasil, com mais de 2,4 milhões de animais.</p>
<blockquote><p>“Principalmente na Amazônia, onde boa parte da área desmatada é ocupada por pasto destinado à pecuária. Infelizmente, essa pecuária é mais extensiva e usa o fogo como sua forma de manejo, onde se faz a queima para o plantio do pasto. Essa é uma prática mais específica da Amazônia do que em outros biomas do País, onde se usa o pasto nativo”, explica Ane.</p></blockquote>
<p>Além das pastagens, o garimpo ilegal de ouro também é responsável pelo aumento das queimadas na região. É o que se nota na Terra Indígena Kayapó, que foi o território indígena com mais focos de calor no ano passado. No total, foram 3.259 registros, número 23 vezes maior que os 139 observados no ano anterior e impulsionado pela crescente exploração ilegal de ouro.</p>
<blockquote><p>“Esse ano foi atípico. Ocorreram diversas operações de combate ao garimpo ali dentro. E a gente observou que muitos desses focos estão próximos a eles. Então a gente acredita que [os incêndios] sejam uma resposta às operações de combate”, disse Rogério Borges, assistente técnico da Coordenação Regional Kayapó Sul da Funai ao InfoAmazônia.</p></blockquote>
<p>A Funai, a Polícia Federal e o Ibama realizam operações pontuais para combater os garimpos na TI, mas a expectativa é que novas operações sejam organizadas para expulsar os invasores no território.</p>
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		<title>EUA e Noruega doam R$ 27,5 milhões para programa de rastreabilidade da pecuária paraense</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Sep 2024 11:28:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/Helder-rastreabilidade-NY-Thalmus-Gama-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Durante a Semana do Clima que ocorre em Nova Iorque, o Pará garantiu junto aos governos dos Estados Unidos e da Noruega a doação de US$ 5 milhões, o equivalente a cerca de R$ 27,5 milhões, que serão investidos no programa Pecuária Sustentável. Entre as metas do programa está a identificação individual de todo o [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/Helder-rastreabilidade-NY-Thalmus-Gama-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Durante a Semana do Clima que ocorre em Nova Iorque, o Pará garantiu junto aos governos dos Estados Unidos e da Noruega a doação de US$ 5 milhões, o equivalente a cerca de R$ 27,5 milhões, que serão investidos no programa Pecuária Sustentável. Entre as metas do programa está a <a href="https://www.paraterraboa.com/cop28/cop28-para-lanca-plano-para-rastrear-todo-o-rebanho-do-estado-individualmente-ate-2026/">identificação individual de todo o rebanho bovino e bubalino do estado até dezembro de 2026</a>.</p>
<p>No evento, o governador Helder Barbalho destacou a importância de parcerias como essa para consolidar a estratégia de rastreabilidade da produção pecuária. Também apoiam a iniciativa a <a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/conheca-os-planos-de-jeff-bezos-para-promover-a-rastreabilidade-da-pecuaria-no-para/">Bezos Earth Fund e a JBS</a>, com incentivos financeiros que chegam a R$ 123 milhões.</p>
<blockquote><p>“Quando tomamos uma decisão certa, se move, se mobiliza e se constrói, coletivamente, soluções que diretamente possam impactar positivamente na vida da humanidade” declarou Barbalho à <a href="https://www.agenciapara.com.br/noticia/59888/eua-e-noruega-doam-r-275-milhoes-para-rastreabilidade-da-producao-pecuaria" target="_blank" rel="noopener">Agência Pará</a>.</p></blockquote>
<p>A <a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/para-da-pontape-inicial-em-programa-que-visa-rastrear-100-do-gado-do-estado/">identificação individual do rebanho começou neste mês pelo município de Xinguara</a>, no sudeste paraense. A região é prioritária pois concentra as cidades onde a atividade pecuária é mais forte. Na sequência serão atendidos os produtores das regiões nordeste, sudoeste, Baixo Amazonas e Marajó.</p>
<p>A participação do estado se deu no seminário “Combate ao Desmatamento e Transformação da Produção de gado no Brasil”, em que o governador contextualizou o papel da pecuária na economia da região e as transformações que o setor vem passando com estímulos a práticas mais intensivas e sustentáveis.</p>
<blockquote><p>“O Pará já pratica a rastreabilidade coletiva através das guias de transporte animal. Porém, se faz necessário aprofundar esta gestão da nossa produção para trazer garantias ao consumidor e à indústria da carne sobre a origem do animal e qual a prática produtiva dele”, disse.</p></blockquote>
<p>De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Pará é atualmente o segundo maior produtor de gado do país, com um rebanho de mais de 25 milhões de animais. Os destaques são os municípios de São Félix do Xingu, que tem o maior rebanho bovino no Brasil, com 2,45 milhões de cabeças; e Chaves, com o maior número de bubalinos, que chega a 237 mil animais.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Servidores recebem capacitação sobre o novo sistema de rastreabilidade do gado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Aug 2024 18:43:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
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		<category><![CDATA[SRBIPA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/treinamento-rastreabilidade-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O programa para rastrear 100% do rebanho paraense avança em mais uma etapa de implementação, dessa vez com a capacitação de fiscais e agentes estaduais agropecuários da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará). No total, 90 servidores atuantes na região sudeste do estado receberam a formação sobre o Sistema oficial de rastreabilidade [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/treinamento-rastreabilidade-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O <a href="https://www.paraterraboa.com/cop28/cop28-para-lanca-plano-para-rastrear-todo-o-rebanho-do-estado-individualmente-ate-2026/">programa para rastrear 100% do rebanho paraense</a> avança em mais uma etapa de implementação, dessa vez com a capacitação de fiscais e agentes estaduais agropecuários da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará). No total, 90 servidores atuantes na região sudeste do estado receberam a formação sobre o Sistema oficial de rastreabilidade bovídea individual do Pará (SRBIPA).</p>
<p>O treinamento abordou questões como o conhecimento de campo sobre boas práticas de identificação individual, bem-estar animal e rastreabilidade de bovinos e bubalinos, além da apresentação dos <a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/governo-apresenta-elementos-oficiais-do-programa-de-rastreabilidade-do-para/" target="_blank" rel="noopener">elementos oficiais de identificação do rebanho</a>, que são um par de brincos, sendo um eletrônico e outro visual.</p>
<blockquote><p>“O treinamento vai melhorar a comunicação sobre a identificação individual animal entre os fiscais e os produtores rurais, que poderão enxergar os benefícios que o programa traz, sanando as dúvidas dos produtores”, pontuou o gerente regional da Adepará em Marabá, Geraldo Jota à <a href="https://www.agenciapara.com.br/noticia/59233/adepara-capacita-90-servidores-da-regiao-sudeste-sobre-o-novo-sistema-de-rastreabilidade-de-bovinos-e-bubalinos" target="_blank" rel="noopener">Agência Pará</a>,</p></blockquote>
<figure id="attachment_30446" aria-describedby="caption-attachment-30446" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-30446 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/brincos-rastreabilidade.jpg" alt="" width="800" height="534" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/brincos-rastreabilidade.jpg 800w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/brincos-rastreabilidade-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/brincos-rastreabilidade-768x513.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/brincos-rastreabilidade-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/brincos-rastreabilidade-450x300.jpg 450w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-30446" class="wp-caption-text">Controle do rebanho será feita com um brinco de identificação eletrônico e outro visual. Foto: Agência Pará</figcaption></figure>
<p>Como parte das ações do processo de implementação do sistema de rastreabilidade, o governo também vai credenciar e treinar os Operadores de Rastreabilidade (OPR), que serão produtores rurais ou funcionários de fazendas habilitados para atuar no manejo e qualidade da identificação individual dos animais sob a fiscalização da Adepará.</p>
<p>A capacitação dos servidores agropecuários segue de acordo com o desenvolvimento do Programa de Integridade que iniciou pelo sudeste paraense. Na segunda etapa, serão atendidas as regiões nordeste, sudoeste e Baixo Amazonas; e por último, as regionais do Marajó.</p>
<p>As principais metas do programa são rastrear o trânsito de todos os bovinos do estado até dezembro de 2025 e alcançar todo o rebanho, incluindo os bubalinos, até dezembro de 2026. A medida auxilia no controle da sanidade do rebanho e é uma das formas para combater o desmatamento na cadeira produtiva de carne, que  é uma exigência cada vez maior dos mercados internacionais.</p>
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		<title>Programa quer incentivar a produção sustentável de bezerros no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jul 2024 16:24:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[Castanhal]]></category>
		<category><![CDATA[Faepa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/gado99-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz Com um rebanho de mais de 26 milhões de bovinos e um programa pioneiro para rastrear individualmente todos os animais até 2026, o Pará traça um caminho rumo à uma pecuária mais sustentável. A meta estabelecida pelo governo é apoiada pelo setor produtivo que lançou seu próprio projeto para fortalecer a criação [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/gado99-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>Com um rebanho de mais de 26 milhões de bovinos e um programa pioneiro para <a href="https://www.paraterraboa.com/cop28/cop28-para-lanca-plano-para-rastrear-todo-o-rebanho-do-estado-individualmente-ate-2026/">rastrear individualmente todos os animais até 2026</a>, o Pará traça um caminho rumo à uma pecuária mais sustentável. A meta estabelecida pelo governo é apoiada pelo setor produtivo que lançou seu próprio projeto para fortalecer a criação de gado livre de desmatamento com assistência técnica e regularização fundiária e ambiental.</p>
<p>Esses são os objetivos do Programa de Produção Sustentável de Bezerros, desenvolvido pela Federação de Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) e a Iniciativa para o Comércio Sustentável (IDH, na sigla em inglês), que busca alcançar a adesão voluntária de 160 pecuaristas do município de Castanhal nesta primeira etapa de execução.</p>
<p>Inicialmente, o trabalho é focado no engajamento de produtores, esclarecendo dúvidas sobre como serão realizadas as análises socioambientais e a assistência técnica nas propriedades rurais que aderiram ao programa. Porém, a ideia é alcançar até 600 propriedades até o final do ano e fazer o agro avançar em estratégias com menos impacto ambiental na Amazônia.</p>
<blockquote><p>“A perspectiva é muito positiva, pois o programa tem como principal motivação o atendimento e orientação dos produtores com relação a regularização fundiária e ambiental, situações que apresentam complexidade principalmente para os pequenos produtores, que são o foco do Programa. Nessa primeira etapa, será feito o refinamento da metodologia e as adequações necessárias à realidade dos produtores paraenses. Feito isso, poderemos pensar em expansão das atividades conjuntamente com outros parceiros interessados em alavancar essa agenda no estado”, explica a assessora técnica da Faepa e gestora do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Estado (Fundepec), Rosinayra Ramor.</p></blockquote>
<p>O modelo no Pará é baseado nas características e demandas locais, porém é inspirado em experiência semelhante já adotada no Mato Grosso com o apoio da IDH e que levou ao registro de mais de 200 mil animais no Protocolo de Produção Sustentável de Bezerros. Em cerca de dois anos de atividades naquele estado, os primeiros cortes de carne bovina 100% livre de desmatamento, rastreada desde o nascimento do bezerro e com numeração oficial seguindo as orientações do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) chegaram aos supermercados.</p>
<blockquote><p>“A atuação é pautada na proposição de soluções que fortaleçam a cadeia produtiva com sustentabilidade, rentabilidade e inclusão, desde a origem dos animais”, reforça a assessora da Faepa.</p></blockquote>
<p>Na COP28, o Pará lançou o plano para implementar a rastreabilidade no rebanho do estado, que já recebeu <a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/conheca-os-planos-de-jeff-bezos-para-promover-a-rastreabilidade-da-pecuaria-no-para/">financiamento de R$ 80 milhões da organização filantrópica do empresário Jeff Bezos</a>. Além de contribuir com os compromissos para reduzir o volume de emissões dos gases do efeito estufa, o programa vem ao encontro das necessidades do setor de acessar mercados cada vez mais exigentes, como a Europa, onde uma lei antidesmatamento proíbe a importação de produtos que tenham contribuam para a devastação florestal.</p>
<blockquote><p>“O Programa de Produção Sustentável de Bezerros tem a atuação pautada pela conformidade legal, respeitando os direitos dos produtores, fornecendo apoio para que a cadeia pecuária atenda a esses requisitos e incentivando o diálogo para melhorar as políticas públicas. É um Programa gratuito, inclusivo, voluntário, inovador, alinhado com o Código Florestal Brasileiro e as necessidades dos mercados”, acrescenta Rosinayra Ramor.</p></blockquote>
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