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	<title>rastreio &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Maioria do ouro vendido no Brasil vem de ilegalidade e seu destino é desconhecido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Feb 2023 16:15:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/garimpo4-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Para onde vai o ouro retirado das Terras Indígenas (TIs)? Este é um dos principais desafios enfrentados por quem resolve rastrear a cadeira do metal. O Instituto Escolhas, que sistematiza estudos sobre mineração e uso da terra, conseguiu descobrir, por exemplo, que 52,8 toneladas de ouro comercializadas no Brasil, em 2021, tinham graves indícios de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/02/garimpo4-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Para onde vai o ouro retirado das Terras Indígenas (TIs)? Este é um dos principais desafios enfrentados por quem resolve rastrear a cadeira do metal. O Instituto Escolhas, que sistematiza estudos sobre mineração e uso da terra, conseguiu descobrir, por exemplo, que 52,8 toneladas de ouro comercializadas no Brasil, em 2021, tinham graves indícios de ilegalidade, o que corresponde a mais da metade (54%) da produção nacional.</p>
<p>Entre 2015 e 2020, o total de ouro com indícios de ilegalidade comercializado no Brasil foi de 229 toneladas, de acordo com a entidade.</p>
<p>O instituto destaca, ainda, que quase dois terços do ouro (61%) são extraídos da Amazônia. A suspeita é de que 32 toneladas do metal recolhido na região, em 2021, eram irregulares.  É possível saber também que Mato Grosso é o principal local de origem (16 toneladas), seguido pelo Pará (13,6 toneladas), Rondônia, Tocantins, Amapá e Amazonas.</p>
<h3>Mas e o destino?</h3>
<p>O destino só se conseguiria por meio de um rastreio envolvendo diversos agentes públicos, como a Agência Nacional de Mineração (ANM), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Banco Central, que é quem fornece informações sobre as instituições financeiras autorizadas a operar com ouro, atualiza e valida essas informações, além de fiscalizar as operações.</p>
<p>A <a href="https://escolhas.org/wp-content/uploads/Proposta-Rastreio-do-Ouro.pdf" target="_blank" rel="noopener">proposta de rastreio do outro,</a> elaborada pelo Instituto Escolhas, privilegia a tecnologia blockchain, que é uma sequência de registros digitais (blocks) conectados uns aos outros, formando uma corrente (chain). Tal recurso asseguraria que cada registro recebesse uma identificação única, que não pudesse ser alterada, o que garantiria a segurança das informações e, portanto, o rastreio do ouro.</p>
<p>Na avaliação de Larissa Rodrigues, gerente de Portfólio do instituto, a proposta é inovadora para o setor de ouro, em particular, mas não é exatamente uma novidade, de modo geral, pois mercados de outros produtos já adotam um modelo semelhante. Ademais, sublinha, a digitalização já é algo adotado pela ANM em seus processos.</p>
<blockquote><p>&#8220;Um sistema como esse, digital, de coordenação de órgãos, já existe para a madeira, para a carne, em certa medida. Ou seja, são coisas já aplicadas em outras cadeias, não é algo que seria um esforço que o governo jamais fez. O governo brasileiro já fez esse tipo de sistema para outros produtos. E por quê? Muito pelo que a gente está começando a ver no ouro agora: por pressão de importadores, dos consumidores. Porque esses produtos, antigamente, também tinham muita ilegalidade e, aí, por pressão dos mercados, o governo começou a controlar como não se controlava antes&#8221;, diz. “O que a gente tem para o ouro é mais ou menos o que a gente tinha na cadeira do couro, da cana, 20 anos atrás”, acrescenta.</p></blockquote>
<p>Larissa pontuou que, durante o levantamento dos milhares de registros, conseguiu rastrear apenas um dos lotes até o fim. O que geralmente ocorre é que se pode achar, no máximo, o estado ou o país onde o ouro é entregue, de modo que somente com um esforço, como o de jornalistas investigativos, é que se prossegue nas buscas, identificando-se, por exemplo, as joalherias, bancos ou tradings que compram o ouro ilegal. Nesse caso, a equipe do instituto descobriu que o ouro foi levado para a Índia.</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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