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	<title>Quilombo do Abacatal &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>Quilombo do Abacatal &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Soberania alimentar vira resistência contra a destruição da floresta no Quilombo do Abacatal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 13:23:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura regenerativa]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombo do Abacatal]]></category>
		<category><![CDATA[Sistemas Agroflorestais (SAFs)]]></category>
		<category><![CDATA[Soberania Alimentar]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho O primeiro alimento do dia pode ser um copo de café preto com farinha, um beiju recém-saído da chapa, acompanhado de pupunha cozida e frutas, como tucumã ou uxi. No Quilombo do Abacatal, em Ananindeua, na Grande Belém, a comida vai além de uma forma de nutrição: é memória, proteção, território e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>O primeiro alimento do dia pode ser um copo de café preto com farinha, um beiju recém-saído da chapa, acompanhado de pupunha cozida e frutas, como tucumã ou uxi. No Quilombo do Abacatal, em Ananindeua, na Grande Belém, a comida vai além de uma forma de nutrição: é memória, proteção, território e permanência.</p>
<p>Nos 518 hectares oficialmente reconhecidos e titulados, a comunidade liderada por mulheres enfrenta diariamente a pressão do avanço urbano nos limites da floresta. Lá, 163 famílias enfrentam os desafios de viver em uma área periurbana, gerenciando vida cotidiana e tradições.</p>
<p>Para Vanusa Cardoso, uma das lideranças do local, a alimentação no contexto periurbano possui um significado especial: enquanto a alimentação sem aditivos parece cara e inacessível para parte da população, por não possuir espaço ou tempo para seus próprios plantios; os alimentos ultraprocessados são vendidos como ‘ganho de tempo’, mas que dentro de alguns anos geram graves prejuízos.</p>
<blockquote><p>“Somos sete gerações de adultos e se considerar os mais novos, são nove. Testemunhamos todo o processo dos ultraprocessados entrando na comunidade e, aos poucos, gerando obesidade, problemas hormonais e vários tipos de complicações de saúde. Hoje, parte dessas pessoas voltaram à alimentação tradicional (baseadas no próprio plantio) para se curar ou ter mais qualidade de vida”, aponta.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42674" aria-describedby="caption-attachment-42674" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-42674" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-1024x768.jpeg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-2.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42674" class="wp-caption-text">Vanusa Cardoso em área da comunidade, onde plantios de misturam à criação de pequenos animais. Foto: Tereza Coelho/Pará Terra Boa</figcaption></figure>
<p>Ela comenta que uma dificuldade em comum enfrentada por territórios tradicionais é a quebra de rotina gerada pelo modelo econômico baseado na produção em larga escala e no consumo industrializado. Vanusa aponta que isso altera a rotina familiar e a troca de conhecimentos entre gerações, fundamental para a sobrevivência das tradições.</p>
<blockquote><p>&#8220;Cresci vendo minha mãe sair para a mata durante a madrugada para colher sementes, folhas de guarimã, frutos e açaí que seriam vendidos em Belém. As crianças tinham tarefas definidas: lavar folhas na beira do igarapé, ajudar na coleta, acompanhar os adultos nos mutirões de roça&#8221;, diz.</p></blockquote>
<p>Ao mesmo tempo que a educação formal ajuda a resgatar a história do território e a paixão pela atividade agroflorestal, existe uma pressão frequente na defesa do território. A líder declara que embora a perda de vegetação nativa nos territórios quilombolas seja mais de 80% menor do que em áreas privadas, sempre há muito trabalho a ser feito pela preservação do seu chão.</p>
<blockquote><p>&#8220;Sobrevivemos à Alça Viária (rodovia inaugurada em 2002) e conseguimos afastar a Avenida Liberdade (via inaugurada em 2026 que conecta três municípios da Grande Belém), mas a luta é constante. Se não houvesse mobilização, nosso território já teria sido todo picotado pelos governos e empresas privadas&#8221;, declara.</p></blockquote>
<h3>Recuperação ambiental e gestão de danos</h3>
<p>O quilombo, que já teve mais de 3 mil hectares, hoje possui pouco mais de 518 hectares oficialmente reconhecidos. Ao longo das décadas, perdeu grande parte da área para grilagem, expansão urbana e grandes obras de infraestrutura. Titulado oficialmente há 27 anos, a comunidade que luta pela preservação do território também trabalha pela recuperação de áreas degradadas às margens da comunidade, reflexos desses empreendimentos.</p>
<figure id="attachment_42673" aria-describedby="caption-attachment-42673" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-42673" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-1024x768.jpeg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.54-3.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42673" class="wp-caption-text">Francisdalva Cardoso, conhecida ancestralmente como Turi Omonibo, liderança espiritual do Abacatal. Foto: Tereza Coelho/Pará Terra Boa</figcaption></figure>
<p>Processos recentes como a construção da Alça Viária, as linhas de transmissão da Equatorial (concessionária de energia elétrica), o avanço imobiliário da Região Metropolitana e a instalação do aterro sanitário de Marituba geraram impactos ambientais como a alteração dos cursos d’água, afetando diretamente os igarapés da comunidade.</p>
<blockquote><p>“Nosso igarapé já foi saudável. Hoje ele já sofre”, diz Francisdalva Cardoso, conhecida ancestralmente como Turi Omonibo, liderança espiritual do Abacatal.</p></blockquote>
<p>Ela comenta que uma das formas de ver o reflexo da luta comunitária é observar o mapa da região. Nele, o quilombo do Abacatal resiste como uma grande ‘mancha’ verde cercada por bairros, condomínios e rodovias.</p>
<blockquote><p>“Quem olha o mapa vê o Abacatal verde. No entorno, são vários buracos&#8221;, comenta.</p></blockquote>
<p>Parte da mudança provocada pelos empreendimentos já é sentida na rotina da comunidade: nascentes secando mais rápido, áreas de terra firme sofrendo com estiagens intensas e aumento da temperatura provocado pelo desmatamento no entorno.</p>
<blockquote><p>“A gente sofre pela inconsequência dos outros. Não é o território quilombola que causa isso. Não há nenhum registro de desmatamento provocado por nós, mas estamos estudando e buscando apoio técnico necessário para restaurar principalmente as margens dos rios, porque a mudança externa está nos afetando”, declara Turi.</p></blockquote>
<p>É justamente dessa relação direta entre preservação e sobrevivência que nasce a defesa da soberania alimentar no quilombo, uma forma de fortalecer a saúde, o meio ambiente e a autonomia do território.</p>
<h3>Agrofloresta como escudo físico e espiritual</h3>
<p>Os 518 hectares da comunidade dividem espaços com mais de 60 variedades de plantios. O açaí é uma das principais culturas, ao lado da mandioca, do cupuaçu, da pupunha, do tucumã e de hortaliças cultivadas pelas famílias. A região também abriga criações de galinhas caipiras, porcos e projetos de apicultura com abelhas sem ferrão, fundamentais para a polinização das espécies da floresta.</p>
<figure id="attachment_42678" aria-describedby="caption-attachment-42678" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-42678" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-1024x768.jpeg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42678" class="wp-caption-text">O Abacatal possui um espaço permanente de cultura de mudas da folha de guarimã. Foto: Tereza Coelho/Pará Terra Boa</figcaption></figure>
<p>Turi comenta que cada família possui liberdade para plantar nos espaços do local, então a variedade de uso de área é bem extensa.</p>
<blockquote><p>&#8220;Tem Sistemas Agroflorestais (SAFs), hortinhas, criação de abelhas, galinhas, porcos, muita coisa mesmo. Além disso, a gente também trabalha com os derivados dos plantios, então fazemos polpas, remédios, farinhas. Como volta e meia recebemos grupos, também fazemos pequenas feirinhas para vender parte dessa produção&#8221;, comenta.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42679" aria-describedby="caption-attachment-42679" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-42679" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1024x768.jpeg" alt="" width="814" height="611" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/WhatsApp-Image-2026-05-14-at-11.28.53.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-42679" class="wp-caption-text">Parte das instalações para criação de abelhas presentes na comunidade. Foto: Tereza Coelho/Pará Terra Boa</figcaption></figure>
<p>Entretanto, nada disso é pensado como monocultura. Tanto Vanusa como Turi explicam que preservar a floresta não significa deixar de plantar, mas plantar de outra forma.</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/DM6MB7QRkW-/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/DM6MB7QRkW-/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Um post compartilhado por Makínì Cardoso (@sitioossayn)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<blockquote><p>“A gente entende que esse espaço é de convivência entre nós e a natureza”, diz Vanusa. “Nós não somos dissociados dela&#8221;, complementa Turi.</p></blockquote>
<p>A lógica da subsistência também aparece nas pequenas escolhas cotidianas. Nas festas e encontros comunitários, os refrigerantes industrializados são substituídos por sucos produzidos dentro do próprio território. Para elas, esse conhecimento é uma forma de autonomia diante de um sistema alimentar cada vez mais industrializado. Turi, inclusive, destaca que este compromisso com a terra é um dever espiritual.</p>
<blockquote><p>&#8220;O espiritual te cobra se não fizer uma gestão justa e correta (da terra e do meio ambiente). Nossa missão é cuidar desse território de corpo e alma, até o dia de ancestralizar&#8221;, diz.</p></blockquote>
<h3>Conexões fortalecidas</h3>
<p>Em um cenário de emergência climática e avanço acelerado da degradação ambiental na Amazônia, o quilombo se tornou também referência para outras comunidades tradicionais da região Norte.</p>
<p>As lideranças do Abacatal participam de redes de defesa territorial em vários estados, compartilham estratégias jurídicas e articulam formas de resistência contra projetos predatórios. Para elas, a proteção dos territórios quilombolas é também uma estratégia concreta de enfrentamento à crise climática.</p>
<blockquote><p>“Os territórios preservam porque sabem viver junto da floresta. Sem os territórios, não existe proteção ambiental de verdade&#8221;, declara Vanusa.</p></blockquote>
<p>Elas defendem que a união fortalece a luta entre as comunidade e auxiliam na construção coletiva a favor do meio ambiente e da própria história. Para a dupla, o incentivo a titulação, ao bloqueio de projetos predatórios e a implantação de práticas regenerativas dentro das comunidades são a melhor forma de garantir um futuro para seus moradores.</p>
<blockquote><p>&#8220;A titulação é um direito fundamental&#8221;, diz Vanusa. &#8220;É a partir dele que podemos defender nosso território e o meio ambiente de forma mais articulada e eficiente&#8221;, defende Turi.</p></blockquote>
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