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	<title>queimadas &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>queimadas &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<item>
		<title>Amazônia tem a menor área queimada em 41 anos, após incêndios recordes em 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 12:36:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/incendios3-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A Amazônia teve em 2025 a menor área queimada em 41 anos, com 3,1 milhões de hectares, um ano após o pico da série histórica, que foi de 15,8 milhões em 2024.  Em todo o Brasil, o fogo queimou 12,7 milhões de hectares no Brasil em 2025, uma redução de 58% em relação a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/incendios3-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>A Amazônia teve em 2025 a menor área queimada em 41 anos, com 3,1 milhões de hectares, um ano após o pico da série histórica, que foi de 15,8 milhões em 2024. </em></li>
<li>Em todo o Brasil, o fogo queimou 12,7 milhões de hectares no Brasil em 2025, uma redução de 58% em relação a 2024 e 31% abaixo da média histórica</li>
<li><em>Mesmo com a queda no bioma, o Pará segue como o segundo estado que mais queimou no Brasil no acumulado de quatro décadas, com 31,6 milhões de hectares </em></li>
<li><em>O estado concentra cinco das 15 cidades que mais queimaram no País, e São Félix do Xingu é o segundo município mais atingido, atrás apenas de Corumbá (MS) </em></li>
<li><em>Na Amazônia, mais da metade do fogo ocorre em áreas de uso humano, sobretudo pastagens, num padrão ligado ao uso da terra e diferente do resto do País</em></li>
</ul>
<p>A Amazônia teve em 2025 a menor área queimada em 41 anos. O bioma teve 3,1 milhões de hectares (ha) destruídos pelo fogo ao longo do ano, cerca de um quinto do registrado em 2024, quando havia atingido o pico da série histórica, com 15,8 milhões de ha.</p>
<p>Os dados são da segunda edição do Relatório Anual do Fogo, do MapBiomas, divulgada nesta terça-feira, 21, e mostram que a queda na Amazônia puxou a retração do fogo em todo o Brasil, que com o recuo de 31%, voltou a um patamar historicamente mais baixo. A queda no País foi maior ainda maior se comparada a 2024: com 12,7 milhões de hectares no Brasil em 2025, a redução foi de 58% em relação ao ano anterior.</p>
<p>Foi a menor área queimada no País desde 2019. A redução, porém, não foi homogênea: enquanto a Amazônia despencou, o Cerrado seguiu como o bioma mais afetado, concentrando 69% de tudo o que queimou no Brasil em 2025.</p>
<h3>São Félix do Xingu lidera no estado</h3>
<p>No ranking da destruição, Pará ocupa a segunda colocação entre os estados que mais queimaram no Brasil nas últimas quatro décadas, com 31,6 milhões de ha acumulado., atrás apenas de Mato Grosso, onde as chamas destruíram 45,1 milhões de hectares (ha).</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos 41 anos, quase metade de toda a área queimada do País se concentra em três estados (Mato Grosso, Pará e Maranhão) e 11% está concentrada em 15 municípios. </span></p>
<p>Encabeçando a lista está São Félix do Xingu, com 3,12 milhões de ha, o segundo município que mais queimou no Brasil, atrás apenas de Corumbá (MS). Completam a lista paraense Altamira (1,55 milhão de ha), Cumaru do Norte (1,38 milhão), Novo Progresso (1,17 milhão) e Santana do Araguaia (1,01 milhão).</p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Mais do que mostrar o quanto o Brasil queimou em um determinado ano, a série histórica do Mapbiomas Fogo permite entender como o regime de fogo está mudando ao longo do tempo. Saber onde o fogo é recorrente, com que frequência ele retorna, qual é sua severidade potencial e quais áreas estão queimando mais ou menos é essencial para definir prioridades, orientar ações preventivas e implementar, de forma mais eficiente, a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo.” destaca Ane Alencar, diretora de Ciências do IPAM e coordenadora do MapBiomas Fogo.</span></p></blockquote>
<h3>Papel da agropecuária</h3>
<p>De acordo com o MapBiomas, na Amazônia, mais da metade da área queimada ocorre em áreas de uso humano, sobretudo pastagens. É um comportamento diferente do restante do País, onde o fogo predomina em vegetação nativa: no total nacional, 71,5% do que queimou entre 1985 e 2025 foi em áreas naturais.</p>
<blockquote><p>&#8220;Quando a gente olha o que foi queimado, grande parte não foram incêndios florestais. Foram principalmente áreas agrícolas, áreas de pastagem, que fazem parte do sistema produtivo da região&#8221;, explicou Ane Alencar.</p></blockquote>
<p>Entre os usos ligados à produção, a pastagem é a classe que mais queima no País, respondendo por 23,1% de toda a área atingida.</p>
<h3>Floresta pode não se recuperar</h3>
<p>A queda de 2025 não apaga o histórico da floresta, fragilizada por décadas de desmatamento e queimadas. Segundo o relatório, na Amazônia 31,6% da área já queimada volta a pegar fogo em até dois anos, o intervalo de retorno mais curto entre todos os biomas do País.</p>
<blockquote><p> “Na Amazônia, onde a vegetação não é adaptada ao fogo, intervalos tão curtos entre os eventos reduzem o tempo de recuperação da floresta e aumentam o risco de novos incêndios, mais intensos e degradantes”, diz Luiz Felipe Martenexen, pesquisador da equipe MapBiomas Fogo e do IPAM.</p></blockquote>
<p>Na prática, cada passagem do fogo deixa a floresta mais aberta e mais seca, o que facilita a entrada da próxima queimada. Sem tempo para se recuperar, a mata vai perdendo a capacidade de se regenerar.</p>
<blockquote><p>&#8220;Na Amazônia, os estudos demonstram que o retorno do fogo deveria acontecer, dependendo do tipo de vegetação, num intervalo de 200 a 1.000 anos. Isso significa que a floresta vai precisar de um tempo para se recuperar depois desse distúrbio. Assim como o cerrado precisa, em média, de 6 a 12 anos entre fogos” ressalta Ane.</p></blockquote>
<p>E o impacto vai além da região: a degradação da floresta compromete a umidade que a Amazônia envia para outras partes do País, afetando o regime de chuvas que sustenta lavouras no Centro-Sul.</p>
<h3>Alerta em ano de El Niño</h3>
<p>A série histórica ajuda a entender por que a queda de 2025 preocupa mesmo sendo boa notícia. Segundo os pesquisadores, os anos de El Niño concentram as maiores áreas queimadas, e o pior costuma vir depois. Diante das previsões para este ano, Ane reforça a necessidade de preparação para os próximos ciclos.</p>
<blockquote><p>&#8220;Nos anos de El Niño, quando o fenômeno começa, normalmente a área queimada já é maior. Mas é o ano seguinte que tem o maior impacto&#8221;, explicou Alencar. Ela reforça que o alerta vale desde já: &#8220;A gente tem que se preparar mesmo para este ano, porque a inflamabilidade da paisagem é um dos elementos importantes para que o fogo aconteça e se propague.&#8221;</p></blockquote>
<div></div>
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		<item>
		<title>El Niño: Estados têm 30 dias para apresentarem planos de combate a incêndios</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/el-nino-estados-tem-30-dias-para-definir-areas-de-combate-ao-fogo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 16:38:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
		<category><![CDATA[Estados]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios florestais]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/queimadas4-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo   Estados e Distrito Federal têm 30 dias para indicar ao governo federal suas áreas prioritárias para combater e prevenir incêndios florestais. A urgência da medida atende a alertas meteorológicos (de órgãos como Inpe, Inmet e Cemaden) que preveem um El Niño de forte intensidade e o avanço do fogo entre o final deste ano [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/queimadas4-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo </em></p>
<ul>
<li><em> Estados e Distrito Federal têm 30 dias para indicar ao governo federal suas áreas prioritárias para combater e prevenir incêndios florestais.</em></li>
<li><em>A urgência da medida atende a alertas meteorológicos (de órgãos como Inpe, Inmet e Cemaden) que preveem um El Niño de forte intensidade e o avanço do fogo entre o final deste ano e o próximo ano.</em></li>
<li><em> Além do mapeamento, governos estaduais deverão aprovar planos de manejo integrado do fogo e regras preventivas para imóveis rurais; municípios também devem aderir às normas.</em></li>
<li><em> A recomendação, editada pelo Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, busca alinhar os planejamentos regionais a acordos vigentes, a exemplo do pacto de proteção à Amazônia e ao Pantanal.</em></li>
</ul>
<p>Diante da consolidação de um El Niño de forte intensidade e do risco de queimadas mais severas nos próximos meses, o governo federal estipulou um prazo de 30 dias para que os estados e o Distrito Federal mapeiem e notifiquem suas regiões prioritárias para o enfrentamento de incêndios florestais.</p>
<p>Segundo o Valor, a determinação consta em uma recomendação do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, chancelada por João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima e presidente do colegiado. O documento foi veiculado no Diário Oficial da União (DOU).</p>
<p>A diretriz estabelece que as gestões estaduais e do DF precisam aprovar planos específicos de manejo do fogo, além de regulamentar ações preventivas e de preparação voltadas a propriedades rurais, respeitando as características de cada ecossistema. No âmbito municipal, as prefeituras devem aplicar as mesmas orientações dentro de suas respectivas atribuições legais.</p>
<p>A decisão foi motivada por projeções de centros climáticos globais que alertam para a chegada de um El Niño severo. O fenômeno deve elevar o risco de grandes incêndios em diversas partes do Brasil entre o final deste ano e o decorrer do próximo ano.</p>
<p>O comitê fundamentou o prazo com base em debates promovidos pelo ministério junto a órgãos governamentais de meteorologia, além de relatórios técnicos emitidos em abril e maio por entidades de peso, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden).</p>
<p>A portaria reforça também o papel da cooperação mútua entre a União e os estados, mencionando estratégias já em andamento, como o &#8220;Pacto Interfederativo para o combate aos incêndios no Pantanal e Amazônia&#8221; e os &#8220;Planos de Ação Integrados para Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>El Niño deve prolongar período de seca e elevar temperaturas na Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/el-nino-deve-prolongar-periodo-de-seca-e-elevar-temperaturas-na-amazonia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 15:12:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/seca2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O El Niño deve prolongar o período seco no Pará (especialmente no sul do estado) até outubro, com termômetros podendo atingir entre 38°C e 40°C no interior. As chuvas podem ficar de 30% a 60% abaixo da média, deixando algumas localidades secas por meses. A combinação de calor, vegetação seca e umidade do ar [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/seca2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em> O El Niño deve prolongar o período seco no Pará (especialmente no sul do estado) até outubro, com termômetros podendo atingir entre 38°C e 40°C no interior.</em></li>
<li><em>As chuvas podem ficar de 30% a 60% abaixo da média, deixando algumas localidades secas por meses.</em></li>
<li><em>A combinação de calor, vegetação seca e umidade do ar abaixo de 30% eleva criticamente o risco de queimadas florestais.</em></li>
<li><em>A baixa dos rios ameaça o transporte de alimentos e combustíveis, isolando comunidades ribeirinhas e indígenas e afetando a pesca e a agricultura.</em></li>
<li><em>Após a seca histórica de 2024, estados como o Amazonas já decretaram Estado de Emergência Climática preventiva devido aos riscos até 2027.</em></li>
</ul>
<p>Um sopro de ar quente que começa a milhares de quilômetros de distância, no Oceano Pacífico, tem o poder de redesenhar a rotina, a paisagem e o clima da maior floresta tropical do mundo. O fenômeno El Niño, conhecido por alterar o regime de ventos e temperaturas globais, está novamente no centro das atenções meteorológicas, trazendo previsões de calor extremo e estiagem prolongada para a região amazônica.</p>
<p>No Pará, os efeitos já começam a se desenhar no horizonte. Segundo o meteorologista José Raimundo Abreu, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) disse a O Liberal, em entrevista recente, o fenômeno deve estender o período seco — que normalmente vai de junho a agosto no sul do estado — até setembro ou início de outubro. Sem nuvens para bloquear o sol, a radiação solar atinge o solo com força total.</p>
<ul>
<li>Na capital, Belém: As madrugadas continuam abafadas (entre 23°C e 24°C), mas as tardes ganham ares de deserto, com máximas oscilando entre 33,5°C e 34,5°C.</li>
<li>No interior e no Sul do estado: O cenário é ainda mais desafiador. Cidades como Conceição do Araguaia, Redenção, São Félix do Xingu, Santarém e Altamira devem registrar temperaturas bem acima da média. Em alguns pontos do sul paraense, os termômetros podem romper a barreira dos 38°C a 40°C.</li>
</ul>
<p>Além do calorão, as chuvas devem despencar para volumes entre 30% e 60% abaixo da média histórica. No sul do Pará, o Inmet alerta que algumas localidades podem amargar até dois meses inteiros sem ver uma gota d&#8217;água sequer.</p>
<p>Com a umidade do ar caindo para menos de 30%, o ambiente se torna um barril de pólvora: qualquer faísca, fogueira ou descarte incorreto de cigarro pode iniciar incêndios florestais incontroláveis.</p>
<h3>O fantasma de 2024</h3>
<p>O medo de um cenário devastador não é infundado. A memória de 2024 ainda está viva, ano em que o El Niño se uniu ao aquecimento do Atlântico Tropical para castigar a Amazônia com uma das secas mais severas de sua história, deixando rios gigantescos, como o Rio Madeira, em níveis mínimos históricos.</p>
<p>Diante das projeções que indicam a possibilidade de um &#8220;Super El Niño&#8221; estender seus impactos até o primeiro semestre de 2027, governos locais já se mobilizam. O Amazonas, por exemplo, decretou preventivamente Estado de Emergência Climática e Ambiental.</p>
<blockquote><p>&#8220;O fenômeno cria condições ambientais altamente favoráveis para que queimadas iniciadas localmente se tornem mais intensas, extensas e difíceis de controlar&#8221;, explicou Isabelle Vilela, especialista em mudança do clima da OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica).</p></blockquote>
<h3>O impacto socioeconômico</h3>
<p>Abaixo da copa das árvores e ao longo das margens dos rios, a seca se transforma em crise social. Na Amazônia, as águas são as estradas. Quando o nível dos rios desce drasticamente:</p>
<ul>
<li><strong>O isolamento avança:</strong> Populações ribeirinhas e indígenas perdem o acesso ao transporte, o que inviabiliza a chegada de alimentos, combustíveis e insumos básicos.</li>
<li><strong>A saúde e a educação travam</strong>: Sem navegabilidade, crianças ficam sem escola e o acesso a serviços médicos de emergência é blocoado.</li>
<li><strong>A economia sofre:</strong> Setores vitais como a pesca, a agricultura de subsistência e a geração de energia enfrentam perdas profundas.</li>
</ul>
<h3>Um quebra-cabeça climático</h3>
<p>Embora o Inmet preveja que o atual El Niño tenha uma intensidade inicial entre fraca e moderada, Isabelle Vilela lembra que o destino da floresta não depende apenas do Pacífico. O aquecimento anormal do Atlântico Tropical e o estado prévio do solo e da vegetação funcionam como engrenagens que podem atenuar ou amplificar o desastre.</p>
<p>Em um planeta em constante aquecimento global, o El Niño não atua sozinho; ele potencializa os extremos.</p>
<p>Para os próximos meses, a palavra de ordem na Amazônia é prevenção: proteger a saúde com hidratação constante, evitar a exposição ao sol forte e, acima de tudo, banir o uso do fogo para que a floresta possa resistir a mais um ciclo de fúria climática.</p>
<p><em>Fonte: O Liberal e InfomAmazônia</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Operação para prevenir incêndios florestais na Amazônia em 2026 já começou</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 13:41:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/queimadas8-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Começou na Amazônia, a Operação Apoena, ção integrada do Ibama para proteger o bioma amazônico por meio da fiscalização, prevenção e responsabilização pelo uso irregular do fogo. O Ibama emitiu editais direcionados a grandes propriedades rurais em municípios estratégicos do PA, MT, AM, RO, AC, MA e RR, disponíveis no portal do órgão. Como medidas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/queimadas8-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div class="container">
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<p data-path-to-node="1,0,0"><em>Resumo </em></p>
<ul>
<li data-path-to-node="1,0,0"><em>Começou na Amazônia, a Operação Apoena, ção integrada do Ibama para proteger o bioma amazônico por meio da fiscalização, prevenção e responsabilização pelo uso irregular do fogo.</em></li>
<li>
<p data-path-to-node="1,1,0"><em>O Ibama emitiu editais direcionados a grandes propriedades rurais em municípios estratégicos do PA, MT, AM, RO, AC, MA e RR, disponíveis no portal do órgão.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,2,0"><em>Como medidas obrigatórias imediatas, proprietários devem adotar ações de prevenção e controle de incêndios tanto em áreas nativas quanto agropastoris, conforme a legislação vigente.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,3,0"><em>O objetivo é antecipar o período de queimadas, que pode ser agravado pelo Super El Niño, evitando os incêndios descontrolados que afetaram o bioma em 2024.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,5,0"><em>O Ibama usará satélites e monitoramento remoto; o descumprimento das normas gerará sanções administrativas, civis e pen</em>ais.</p>
</li>
</ul>
</div>
</div>
<p>O Ibama está promovendo a Operação Apoena, com o objetivo de proteger o bioma amazônico por meio de ações integradas de prevenção, fiscalização, investigação e responsabilização pelo uso irregular do fogo.</p>
<p>Como parte das estratégias de enfrentamento ao avanço dos incêndios florestais na região, o Instituto emitiu Editais de Notificação Preventiva direcionados a grandes propriedades rurais localizadas em municípios considerados estratégicos e prioritários para o controle do uso do fogo no bioma Amazônia.</p>
<p>Os documentos estão disponíveis no Portal do Ibama, com orientações específicas aos proprietários de imóveis rurais dos estados do Pará, Mato Grosso, Amazonas, Rondônia, Acre, Maranhão e Roraima.</p>
<p>Esses editais estabelecem, com base na Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (Lei nº 14.944/2024) e na Resolução COMIF nº 2/2025, a obrigatoriedade imediata da adoção de medidas de prevenção e controle de incêndios não apenas em áreas de vegetação nativa, mas também em áreas de uso alternativo do solo, como as agropastoris.</p>
<p>A publicação das notificações antecede o período mais crítico para queimadas no bioma Amazônia, que pode ser agravado este ano pelo Super El Nino e tem como objetivo evitar uma repetição do cenário registrado em 2024, quando o bioma foi gravemente afetado por incêndios descontrolados.</p>
<h3>Medidas obrigatórias</h3>
<p>As obrigações previstas nos editais incluem:</p>
<ul>
<li>Uso do Fogo: é vedado o uso do fogo sem autorização prévia do órgão ambiental competente.</li>
<li>Manejo e Prevenção:
<ul>
<li>Manejo adequado de material combustível e prevenção ao acúmulo de vegetação seca.</li>
<li>Proteção de APPs (Áreas de Preservação Permanente), Reservas Legais e vegetação nativa.</li>
<li>Adoção de técnicas de descontinuidade de combustível (aceiros), quando cabíveis.</li>
</ul>
</li>
<li>Vigilância e Organização: monitoramento constante do imóvel em períodos críticos e integração a sistemas de alerta.</li>
<li>Capacitação de trabalhadores e disponibilização de meio para atuação em prevenção e combate.</li>
<li>Resposta a Incêndios: em caso de focos de incêndio, a comunicação às autoridades deve ser imediata. Se houver segurança e condições técnicas, devem ser realizadas ações iniciais de contenção.</li>
<li>Planejamento: observância obrigatória ao Plano de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) ou ao Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (PPCIF).</li>
</ul>
<p>O Ibama utiliza tecnologias de monitoramento remoto e sensoriamento por satélite para verificar o cumprimento dessas normas. O descumprimento sujeita os responsáveis a sanções administrativas (conforme o Decreto nº 6.514/2008), além de responsabilidades civis e penais. A comprovação das medidas preventivas pode ser exigida a qualquer momento durante as ações de fiscalização.</p>
<p>Abrangência e Quantidade de Propriedades Notificadas:</p>
<p style="margin: 0px 0px 20px; box-sizing: border-box; font-family: rawline, helvetica, arial, sans-serif; font-size: 16px; color: #555555; line-height: 1.75; text-align: center;"><img decoding="async" class="image-inline" style="box-sizing: border-box; vertical-align: bottom; font-family: rawline, helvetica, arial, sans-serif; font-size: 1.6rem; line-height: 1.75; display: inline; float: none;" src="https://www.gov.br/ibama/pt-br/assuntos/noticias/2026/ibama-inicia-operacao-para-prevenir-incendios-florestais-na-amazonia-em-2026/QuadropropriedadesnotificadasAPOENA.png/@@images/7a252960-0594-43c7-a3df-94c96532dfdb.png" alt="Quadrado propriedades notificadas" /></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Queda no desmatamento e recorde de brigadistas marcam ações contra o El Niño</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:54:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque3]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
		<category><![CDATA[MMA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/queimadas-55-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou, na sexta-feira, 5, que o governo federal voltou a tratar o meio ambiente como indutor do desenvolvimento e não como obstáculo. O ministro fez um pronunciamento, em rede nacional, em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de maio. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/queimadas-55-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou, na sexta-feira, 5, que o governo federal voltou a tratar o meio ambiente como indutor do desenvolvimento e não como obstáculo. O ministro fez um pronunciamento, em rede nacional, em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de maio.</p>
<p>Além dos avanços, o ministro falou ainda, sobre os desafios que o País tem pela frente, como a previsão de um novo El Niño para este ano, que eleva o risco de queimadas e as respostas já adotadas diante desse cenário.</p>
<blockquote><p>“Neste ano, diante da previsão de um novo El Niño, reforçamos o monitoramento e colocamos em campo o maior contingente de brigadistas da nossa história. Aumentamos o número de aeronaves e equipamentos de prevenção e combate e apoiamos em mais de meio bilhão de reais os corpos de Bombeiros dos estados onde há mais incêndios florestais”, destacou Capobianco.</p></blockquote>
<p>Em sua fala, ele enumerou ações realizadas nos últimos três anos e defendeu que o governo está mostrando que é possível crescer, gerar emprego e renda sem deixar de proteger florestas, águas e biodiversidade brasileiras.</p>
<p>Capobianco destacou a redução do desmatamento em diferentes biomas, como na Amazônia, onde caiu pela metade nos últimos três anos. No Cerrado, a redução foi de 32%, e no Pantanal, 65%. Além disso, ele ressaltou que as áreas protegidas foram ampliadas com a criação de mais de dez novas reservas ambientais e o reconhecimento de terras indígenas e de territórios quilombolas.</p>
<blockquote><p>“Somadas, elas equivalem em torno de 5 milhões de campos de futebol, desses em que veremos nossa seleção jogar durante a Copa do Mundo que se aproxima. Ao proteger nossos biomas, salvamos a biodiversidade e evitamos lançar na atmosfera milhões de toneladas de gases de efeito estufa”.</p></blockquote>
<p>De acordo com o ministro do Meio Ambiente, o País voltou a liderar a transição energética, a partir da substituição de combustíveis fósseis por opções mais limpas, como os biocombustíveis e a eletricidade. Durante o pronunciamento, Capobianco disse que o governo criou estímulos para a renovação das frotas privadas e de transporte público.</p>
<blockquote><p>&#8220;Esses resultados são fruto de um amplo trabalho de cooperação entre o governo do Brasil, os estados e municípios e a sociedade civil. Eles só foram possíveis porque voltamos a investir em ciência, em monitoramento, e a fortalecer instituições importantíssimas, como o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que foram alvo de tentativas de desmonte em anos anteriores”, mencionou.</p></blockquote>
<p>Capobianco citou também a retomada da cooperação internacional, com a volta do Fundo Amazônia, com nove países financiadores. Segundo ele, são ações que viabilizaram um volume recorde de R$ 204 bilhões em recursos públicos e privados, nacionais e internacionais, para o desenvolvimento sustentável no Brasil. Ele mencionou também que o governo federal voltou a investir na recuperação de áreas degradadas e na restauração florestal, alcançando 3,4 milhões de hectares recuperados.</p>
<blockquote><p>“Hoje, no mundo inteiro, são os critérios ambientais que definem acordos comerciais e abrem as portas do investimento. Ir na contramão dessa tendência pode fechar mercados e isolar o país. Proteger as nossas florestas, os nossos rios e a vida de nossas famílias já seria razão suficiente e é, ao mesmo tempo, uma garantia para o futuro próspero da economia brasileira&#8221;, afirmou.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>IPAM apresenta novo sensor de monitoramento da qualidade do ar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 17:45:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/queimadas_alter-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) apresenta esta semana um novo sensor nacional que compõe a RedeAr. Desenvolvido em parceria com a UFPA (Universidade Federal do Pará), o equipamento busca ampliar o monitoramento da qualidade do ar, com foco especial nos territórios indígenas, onde a poluição causada por queimadas tem se tornado um [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/queimadas_alter-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) apresenta esta semana um novo sensor nacional que compõe a RedeAr. Desenvolvido em parceria com a UFPA (Universidade Federal do Pará), o equipamento busca ampliar o monitoramento da qualidade do ar, com foco especial nos territórios indígenas, onde a poluição causada por queimadas tem se tornado um risco crescente.</p>
<blockquote><p>“Muitas vezes se tem a falsa ideia de que os indígenas e as pessoas da Amazônia respiram ar puro. Não é isso que vem acontecendo em períodos de seca e de grandes queimadas”, enfatiza Filipe Viegas Arruda, pesquisador do IPAM e coordenador do projeto.</p></blockquote>
<p>Diferente de grandes metrópoles como São Paulo, onde o combustível dos carros é o vilão, na Amazônia Legal a poluição vem do fogo usado para limpeza de pastos e desmatamento. Dados do IPAM indicam que, em 2024, a região enfrentou 138 dias de ar nocivo à saúde devido à seca extrema.</p>
<p>O novo sensor é capaz de medir, a cada dois minutos, as partículas finas (PM 2.5) — dez vezes menores que um fio de cabelo — que representam o maior risco biológico.</p>
<blockquote><p>“Esse material tem a capacidade de entrar nas vias respiratórias, atingir os pulmões, os alvéolos, misturar com a corrente sanguínea e a longo prazo trazer uma grande decorrência de problemas de saúde, doenças respiratórias e cardiovasculares”, exemplifica Arruda.</p></blockquote>
<h3>Integração de dados e saúde</h3>
<p>A proposta da RedeAr é cruzar as medições de poluição com os índices de atendimentos médicos da SESAI (Secretaria Nacional de Saúde Indígena) e do Telesaúde. O objetivo é entender o impacto direto da fumaça na saúde dos povos originários, que, segundo a OMS, podem perder até três anos de expectativa de vida devido à má qualidade do ar.</p>
<p>Atualmente, o Brasil possui 570 estações de monitoramento, mas apenas 12 estão localizadas em terras indígenas. O novo equipamento, de baixo custo e mais robusto contra insetos, aproveita a infraestrutura de energia e internet de 2,3 mil comunidades conectadas pelo programa Conexão Povos da Floresta.</p>
<blockquote><p>&#8220;Existe uma grande dificuldade de se manter esses sensores funcionando em terras indígenas porque exigem infraestrutura de internet. Em parceria com o Conexão Povos da Floresta, temos hoje cerca de 2,3 mil comunidades com energia e internet. Então a gente busca ampliar essa rede utilizando a Rede Ar por várias dessas comunidades”, afirmou o pesquisador.</p></blockquote>
<p>Durante o evento em Brasília, o público pode conferir o monitoramento em tempo real e imagens de satélite das áreas indígenas na tenda da Coiab. Além da tecnologia, a iniciativa dialoga com a Política Nacional de Qualidade do Ar, que desde 2024 exige relatórios periódicos sobre as condições atmosféricas em todo o país.</p>
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		<title>Parceria de União com municípios reduz incêndios na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 15:08:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[incêndios florestais]]></category>
		<category><![CDATA[Programa União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais na Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/queimadas_Alter-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Investimentos de R$ 815 milhões do Programa União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais na Amazônia resultaram na diminuição de queimadas em 70 municípios prioritários da Amazônia.  O dado foi apresentado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) na terça-feira, 31, sobre a iniciativa que tenta descentralizar a fiscalização [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/queimadas_Alter-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Investimentos de R$ 815 milhões do Programa União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais na Amazônia resultaram na diminuição de queimadas em 70 municípios prioritários da Amazônia. <img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1684482&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1684482&amp;o=node" /></p>
<p>O dado foi apresentado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) na terça-feira, 31, sobre a iniciativa que tenta descentralizar a fiscalização ambiental e focar recursos em 70 cidades consideradas críticas — que, juntas, concentram cerca de 78% da destruição da vegetação nativa na Amazônia.</p>
<p>O montante investido vem de fontes que incluem o Fundo Amazônia (BNDES), o Fundo Verde para o Clima (GCF), o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e o Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD).</p>
<p>Nos últimos dois anos, o programa focou na estruturação física das secretarias municipais. Foram adquiridos mais de 2 mil itens, entre barcos, veículos, drones e computadores, além da capacitação de 500 técnicos locais. A ideia é criar &#8220;Escritórios de Governança Ambiental&#8221; com um investimento de R$ 700 mil por município.</p>
<p>No aspecto social, o projeto Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) remunerou 4 mil pequenos agricultores pela conservação da floresta. Segundo a ministra Marina Silva, a estratégia responde a uma queixa antiga dos gestores locais.</p>
<blockquote><p>“Com comando e controle, enfrentamos o que não pode ocorrer. Mas os prefeitos, com razão, pediam uma agenda positiva. Não basta dizer o que não pode, é preciso estabelecer o como pode”, afirmou.</p></blockquote>
<h3>Regularização</h3>
<p>O maior gargalo da região, a regularização fundiária, recebeu um aporte de R$ 600 milhões via Anater, para cobrir 16 entidades de assistência técnica. A meta inicial é regularizar 2,3 milhões de hectares, com potencial para atingir 9,5 milhões.</p>
<p>Durante a cerimônia, um novo braço do programa foi lançado: um projeto de R$ 75 milhões destinado à recuperação de áreas degradadas em 32 mil imóveis rurais de agricultura familiar. O foco inicial são 48 cidades que aderiram ao UcM em 2024.</p>
<h3>Organizar o território</h3>
<p>Apesar do tom de prestação de contas, o evento serviu para reforçar a dependência da cooperação federativa. Marina Silva aproveitou para conectar a queda do desmate ao desempenho econômico.</p>
<blockquote><p>“O desmatamento cai em 50% na Amazônia desde 2022 enquanto o agronegócio cresce – abrimos mais de 500 novos mercados desde 2023”, pontuou.</p></blockquote>
<p>Do lado dos municípios, o prefeito de Lábrea (AM), Gerlando Lopes, destacou a urgência de organizar o território.</p>
<blockquote><p>“Estamos diante de uma oportunidade única de organizar o território da Amazônia de forma a promover o desenvolvimento econômico, social e ambiental”.</p></blockquote>
<p>Já Nabil Kadri, do BNDES, sublinhou a aceleração dos gastos, afirmando que o esforço de 39 meses permitiu aprovar 60% de tudo o que o Fundo Amazônia realizou em sua história.</p>
<p>Representantes do Incra e do PNUD reforçaram que o sucesso da empreitada depende do georreferenciamento de 32 mil parcelas de terra e do reconhecimento financeiro de quem mantém a floresta de pé.</p>
<blockquote><p>&#8220;O engajamento dos atores subnacionais é essencial para que possamos cumprir nossos compromissos climáticos&#8221;, concluiu Pedro Henrique Guerra, do MDIC.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Estados da Amazônia tiveram até 138 dias de ar nocivo à saúde após queimadas de 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 13:46:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia Legal]]></category>
		<category><![CDATA[fumaça tóxica]]></category>
		<category><![CDATA[IPAM]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/queimadas23-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Queimadas recorde de 2024 cobriram porções da Amazônia com partículas nocivas à saúde por até 138 dias, aponta estudo inédito conduzido por pesquisadores do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia). Em 2025, a redução dos focos de calor diminuiu em 71% a presença de ar impuro na região. Ainda assim, estados da porção sudoeste [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/queimadas23-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Queimadas recorde de 2024 cobriram porções da Amazônia com partículas nocivas à saúde por até 138 dias, aponta estudo inédito conduzido por pesquisadores do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia).</p>
<p>Em 2025, a redução dos focos de calor diminuiu em 71% a presença de ar impuro na região. Ainda assim, estados da porção sudoeste do bioma enfrentaram mais de 20 dias de exposição à fumaça tóxica.</p>
<p>Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a exposição ao PM 2.5, material particulado fino associado às queimadas, está relacionada a 4,2 milhões de mortes por ano no mundo, além de doenças cardiovasculares e câncer de pulmão.</p>
<blockquote><p>“Em 2024, a Amazônia viveu um cenário bem crítico de poluição do ar por causa da seca extrema, com impactos claros para a saúde da população. Em 2025, com o clima mais favorável, a situação melhorou e a qualidade do ar também. Essa comparação mostra como eventos climáticos extremos e queimadas estão diretamente ligados ao aumento da poluição e reforça a necessidade de investir em prevenção, monitoramento e ações integradas entre meio ambiente e saúde”, explica Vanessa Ribeiro, pesquisadora do IPAM e uma das autoras do estudo.</p></blockquote>
<p>Em 2024, queimadas impulsionadas por uma seca histórica elevaram a área atingida pelo fogo na Amazônia para mais de 17 milhões de hectares, segundo dados do Monitor do Fogo da Rede MapBiomas, da qual o IPAM faz parte.</p>
<p>Em 2025, com a normalização do regime de chuvas e a adoção de políticas de manejo do fogo, a área queimada caiu 78%, totalizando 3,8 milhões de hectares.</p>
<p>Os estados mais atingidos em 2024 — Pará, Mato Grosso e Tocantins — registraram, em média, 47 dias de ar considerado nocivo à saúde, superando níveis de poluição observados em grandes metrópoles. Rondônia, oitavo estado com maior área queimada no período, somou 100 dias de ar poluído, liderando o ranking de exposição prolongada.</p>
<p>A nota técnica “Amazônia em Chamas: a qualidade do ar em 2024 e 2025”, publicada recentemente, foi elaborada por pesquisadores do IPAM, da Columbia Climate School, do Woodwell Climate Research Center e do Instituto Ar.</p>
<h3>Monitoramento da qualidade do ar</h3>
<p>O estudo propõe incorporar o monitoramento sistemático da qualidade do ar associada a queimadas e incêndios florestais como uma nova camada de análise sobre os impactos desses eventos na população e no meio ambiente.</p>
<p>A iniciativa também busca preparar territórios sob influência do fogo recorrentes para lidar com a pressão adicional exercida pela poluição atmosférica sobre os sistemas de saúde e as estratégias de adaptação.</p>
<blockquote><p>“Diferentemente de outros biomas, a Amazônia não possui um regime natural de fogo e não evoluiu para lidar com queimadas. Na prática, quase todo o fogo registrado na região tem origem humana — seja pelo uso agropecuário para limpeza de pastagens e preparo de áreas agrícolas, seja pela queima intencional de vegetação desmatada. Em anos de seca extrema, como 2024, essas ignições escapam ao controle e se transformam em grandes incêndios florestais, amplificando drasticamente a destruição ambiental e a poluição atmosférica”, explica Felipe Martenexen, pesquisador do IPAM que também trabalhou na pesquisa.</p></blockquote>
<p>Para minimizar os riscos associados à baixa qualidade do ar provocada pelo fogo, o estudo recomenda integrar metas de qualidade do ar aos planos de controle do desmatamento e das queimadas, como o PPCDAm (Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal).</p>
<p>A nota técnica também defende a capacitação de profissionais de saúde e a criação de protocolos específicos para reduzir os danos da exposição à fumaça e permitir respostas mais rápidas e coordenadas a crises ambientais.</p>
<h3>Mudanças em 2025</h3>
<p>Em 2025, observou-se uma redução da exposição à poluição atmosférica no sudoeste da Amazônia Legal, enquanto parte relevante do material particulado passou a se concentrar na porção leste do bioma. Nesse período, Maranhão e Rondônia registraram os maiores níveis de poluição, com 13 e 11 dias consecutivos, respectivamente, de ar com elevada concentração de partículas na atmosfera.</p>
<p>A diminuição das queimadas também reduziu o número de dias consecutivos com ar de baixa qualidade nos estados do sudoeste amazônico. Em Rondônia, o total caiu de 89 para 11 dias; em Mato Grosso, de 59 para 12; e no Acre, de 51 para 4 dias consecutivos. Por outro lado, o Maranhão apresentou aumento de 2 para 13 dias consecutivos, indicando maior quantidade dos episódios críticos na porção leste da Amazônia Legal.</p>
<blockquote><p>“Entre 2024 e 2025, as mudanças não ficaram só na área total queimada. O que realmente fez diferença foram as condições climáticas, que influenciaram tanto a intensidade quanto a forma como a poluição se espalhou. Em 2024, a seca extrema ligada ao El Niño reduziu muito as chuvas, aumentou as temperaturas e deixou o ar mais seco. Esse cenário facilitou a propagação das queimadas, fez os incêndios durarem mais tempo e dificultou a dispersão dos poluentes”, explica Vanessa.</p></blockquote>
<p>A atenuação dos efeitos do El Niño em 2025 contribuíram para o retorno das chuvas e a redução do número de queimadas e do ressecamento do ar. Ainda, políticas de Manejo do Fogo implementadas no ano passado também contribuíram para a redução da área atingida, assim como para a redução da duração das queimadas.</p>
<blockquote><p>“Com chuvas mais regulares e um clima menos extremo, a vegetação ficou menos inflamável. Isso ajudou a reduzir não só o volume total de emissões, mas também alterou a circulação e o transporte das massas de ar. A comparação entre os dois anos mostra que a poluição atmosférica na Amazônia não depende apenas do tamanho das áreas queimadas, mas da combinação entre ações humanas e fatores climáticos, que influenciam tanto a emissão quanto a dispersão dos poluentes”, completa a pesquisadora.</p></blockquote>
<p>Nos municípios, os indicadores permaneceram concentrados no Arco do Desmatamento — região que abrange o sul e o leste do Pará, o norte do Mato Grosso, Rondônia e Acre —, porém com menor intensidade e menor abrangência territorial em relação ao ano anterior.</p>
<p>Também houve mudança no perfil dos municípios mais afetados, que passaram a se concentrar predominantemente no Pará (Rondon do Pará, Jacundá, Novo Repartimento e Abel Figueiredo) e no Maranhão (Codó, Brejo de Areia e Lago da Pedra), evidenciando o deslocamento dos episódios críticos para o leste da Amazônia Legal.</p>
<p><em>Fonte: Ipam</em></p>
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		<title>Área queimada no Brasil em janeiro é a menor dos últimos dois anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 14:09:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[MapBiomas]]></category>
		<category><![CDATA[Monitor do Fogo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/manejo_integrado_do_fogo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O ano de 2026 começou com um alívio para o monitoramento ambiental no Brasil. Segundo dados inéditos do MapBiomas, a área queimada no País em janeiro caiu 36% em relação ao mesmo mês do ano passado, totalizando 437 mil hectares. Se comparado a janeiro de 2024, a redução é ainda maior: 58%. De toda a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/manejo_integrado_do_fogo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O ano de 2026 começou com um alívio para o monitoramento ambiental no Brasil. Segundo dados inéditos do MapBiomas, a área queimada no País em janeiro caiu 36% em relação ao mesmo mês do ano passado, totalizando 437 mil hectares. Se comparado a janeiro de 2024, a redução é ainda maior: 58%.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">De toda a área queimada em janeiro deste ano no País, </span><b>66,8%</b><span style="font-weight: 400;"> ocorreram em vegetação nativa, sendo a formação campestre a classe de cobertura mais atingida, correspondendo a 35% desse total. Já entre os usos agropecuários, a classe de pastagens se destacou, com 26,3% da área queimada no mês.</span></p>
<h3>Amazônia, o bioma mais afetado</h3>
<p>Apesar da melhora nos índices nacionais, o cenário na Região Norte exige atenção. <span style="font-weight: 400;">Mesmo apresentando uma queda de 46% em relação ao mesmo período de 2025, a</span> Amazônia continua sendo o bioma mais atingido pelo fogo, concentrando 337,2 mil hectares queimados — o que representa cerca de 76% de toda a área afetada no Brasil.</p>
<p>Para se ter uma ideia, a Amazônia obteve nove vezes o valor do segundo bioma mais atingido no mês, o Pantanal, que registrou 38 mil hectares de área queimada.</p>
<p>O Pará ocupa a terceira posição entre os estados mais afetados, com 67,9 mil hectares atingidos. Junto com R<span style="font-weight: 400;">oraima (156,9 mil hectares), Maranhão (109 mil hectares) </span>, o estado integra o eixo que concentra a maior parte do fogo no início do ano.</p>
<blockquote><p><b>“</b><span style="font-weight: 400;">Embora o mês de janeiro marque o período chuvoso em grande parte do Brasil, o cenário climático em Roraima é o oposto. O estado, único inteiramente localizado acima da Linha do Equador e com um calendário climático distinto do restante do País, atravessa a estiagem, chamada &#8216;verão roraimense&#8217;, entre dezembro e abril, o que aumenta a vulnerabilidade ao fogo, sobretudo em formações campestres (lavrados) e outras áreas abertas.</span><span style="font-weight: 400;"> Assim, o predomínio do fogo na Amazônia em janeiro está diretamente associado a essa sazonalidade invertida, que torna o norte do bioma um ponto crítico de fogo no início do ano, enquanto a maior parte do país se encontra em pleno período úmido”.</span></p></blockquote>
<h3 data-path-to-node="10">Alerta em outros biomas</h3>
<p data-path-to-node="11">Embora a média nacional tenha caído, três biomas apresentaram aumentos preocupantes para o período:</p>
<ul data-path-to-node="12">
<li>
<p data-path-to-node="12,0,0"><b data-path-to-node="12,0,0" data-index-in-node="0">Pantanal:</b> Registrou 38 mil hectares queimados, um salto de <b data-path-to-node="12,0,0" data-index-in-node="59">323%</b> em relação a janeiro de 2025.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="12,1,0"><b data-path-to-node="12,1,0" data-index-in-node="0">Caatinga:</b> Com 18,4 mil hectares atingidos, o aumento foi de <b data-path-to-node="12,1,0" data-index-in-node="60">203%</b>. A vegetação nativa compõe 82,8% dessa área.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="12,2,0"><b data-path-to-node="12,2,0" data-index-in-node="0">Mata Atlântica:</b> Teve alta de <b data-path-to-node="12,2,0" data-index-in-node="29">177%</b>, com o fogo concentrado em áreas de uso agropecuário (95% do total).</p>
</li>
</ul>
<p data-path-to-node="13">Em contrapartida, o Pampa quase não registrou focos, com uma queda de 98%, totalizando apenas 59 hectares.</p>
<h3 data-path-to-node="13">Números podem ser maiores</h3>
<p data-path-to-node="13">Os pesquisadores ressaltam que o excesso de nuvens nesta época do ano funciona como uma barreira para os sensores espaciais. Isso significa que cicatrizes de fogo pequenas podem não ter sido contabilizadas, gerando uma contagem abaixo da realidade.</p>
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		<title>Pará inicia 2026 no topo do ranking de queimadas em janeiro atípico para o Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Feb 2026 17:27:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Inpe]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
		<category><![CDATA[Queimadas e Incêndios Florestais]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/queimadas23-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O estado do Pará encerrou o primeiro mês de 2026 como o território brasileiro mais afetado por focos de calor, registrando 985 ocorrências. O dado faz parte de um cenário nacional alarmante: o Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), detectou 4.347 focos ativos em todo o País até o dia 29 de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/queimadas23-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O estado do Pará encerrou o primeiro mês de 2026 como o território brasileiro mais afetado por focos de calor, registrando 985 ocorrências. O dado faz parte de um cenário nacional alarmante: o Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), detectou 4.347 focos ativos em todo o País até o dia 29 de janeiro. O volume nacional é o dobro da média histórica para o mês e representa uma alta de 46% em relação a 2025. As informações são da Agência Brasil.</p>
<p>Este janeiro já se consolidou como o sexto pior da série histórica iniciada em 1999 e o segundo maior da última década, ficando atrás apenas de 2024 (4.555 focos). No Pará, a liderança negativa é impulsionada por áreas que enfrentam severidade climática, conforme o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA), que já apontava o estado em situação crítica em dezembro.</p>
<p>A concentração de incêndios no Pará coincide com um fenômeno que atinge também o Nordeste e o restante da Região Norte. Enquanto o Norte sofre com chuvas abaixo da normalidade, o Nordeste enfrenta uma seca persistente desde o inverno de 2023. O reflexo disso é visto nos estados vizinhos.</p>
<p>Embora o Inpe use os focos de calor como um indicador essencial para políticas de prevenção, o alto índice em janeiro não garante um ano recorde. Contudo, o histórico mostra que, em anos com janeiros inflamáveis, o resultado anual costuma superar a média nacional de 200 mil registros — com exceção apenas do ano de 2016.</p>
<h3>O que diz o governo do Pará</h3>
<p>Questionada sobre a liderança no ranking, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará tratou os dados com cautela. Em nota, a secretaria afirmou que &#8220;recortes temporais muito curtos devem ser analisados com prudência&#8221;, argumentando que picos concentrados em poucos dias ou locais específicos não definem uma tendência para o ano inteiro.</p>
<p>A Semas garantiu que monitora os registros de 2026 e que aplicará as medidas previstas na política estadual de combate a incêndios florestais conforme a necessidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
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