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	<title>Queijo do Marajó &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Queijo do Marajó &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Conheça a fazenda que está mudando a economia da Ilha do Marajó</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Jan 2026 12:46:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Estudos da Bubalinocultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Vivência Mironga]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-7-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Porteira aberta 24 horas por dia, sete dias da semana. É dessa forma que a Fazenda Mironga recebe os visitantes de Soure, na Ilha do Marajó, que querem conhecer mais sobre a Rota do Queijo do Marajó, o primeiro produto paraense a conquistar o Selo de Indicação Geográfica do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-7-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Porteira aberta 24 horas por dia, sete dias da semana. É dessa forma que a Fazenda Mironga recebe os visitantes de Soure, na Ilha do Marajó, que querem conhecer mais sobre a Rota do Queijo do Marajó, o primeiro produto paraense a conquistar o Selo de Indicação Geográfica do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).</p>
<p>Com a conquista do selo e o início da comercialização fora do Pará, os produtos feitos a partir do leite de búfala despertaram o paladar e a curiosidade dos visitantes, atraindo pesquisadores, pecuaristas e visitantes para o Marajó.</p>
<blockquote><p>“Nós contamos a história completa: da chegada dos búfalos ao Marajó, à relação deles com os moradores da ilha, o potencial econômico dos derivados do leite e da importância ambiental e cultural do que é vivido aqui” conta o fazendeiro Augusto Gouvêa, o Tonga, referência na produção artesanal e sustentável do queijo de búfala.</p></blockquote>
<p>Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o leite de búfala, matéria-prima do Queijo do Marajó, é considerado mais nutritivo que o leite de vaca por possuir elevados níveis de ácidos graxos essenciais (cáprico, mirístico, palmítico, esteárico, palmitoleico), vitaminas (A, D, E, B2 e B6) e proteínas (caseína tipo A2), transformando o leite de búfala em um produto com menos lactose e menor potencial alergênico.</p>
<h3>Turismo pedagógico e sustentabilidade</h3>
<p>A Ilha do Marajó abriga o maior rebanho de búfalos do País, com cerca de 700 a 800 mil animais concentrados principalmente em Soure, Chaves e Cachoeira do Arari. Foi nesse cenário que Tonga e sua filha, Gabriela, idealizaram a Vivência Mironga, um roteiro de turismo pedagógico com base socioambiental dedicado ao papel do búfalo na região.</p>
<figure id="attachment_39897" aria-describedby="caption-attachment-39897" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-39897" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-22.webp" alt="" width="754" height="503" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-22.webp 754w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-22-300x200.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-22-150x100.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-22-450x300.webp 450w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-39897" class="wp-caption-text">Tonga durante conversa com visitantes. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Queremos mostrar a importância do búfalo para o povo do Marajó e para o meio ambiente. Sabíamos que, em algum momento, o búfalo seria descoberto pelo Brasil e pelo mundo, e iniciamos a Vivência em 2017 para promover um turismo sustentável, que não fosse predatório. A porteira está sempre aberta porque não trabalhamos apenas para turistas, mas para estudantes, pesquisadores e moradores que querem conhecer mais sobre o assunto”, explica Tonga.</p></blockquote>
<h3>Contato direto com os animais</h3>
<p>Com cerca de duas horas de duração, a experiência permite que os visitantes tenham contato direto com os animais, podendo tocá-los e ordenhá-los. O visitante pode ainda participar de rodas de conversa sob árvores frutíferas ouvindo detalhes da história dos bubalinos no cotidiano marajoara, presente até mesmo na rotina policial, que utiliza búfalos nas rondas.</p>
<p>O passeio inclui ainda a visita à sala de fabricação do queijo artesanal e a degustação de produtos locais, como doces de leite, pão de queijo de búfala e frutas colhidas no próprio terreno, tudo diante das paisagens de pastos alagados e igarapés.</p>
<p>Tonga reforça que a fazenda não quer ser reconhecida apenas pela produção de laticínios, mas como um espaço de educação para manejo sustentável, produção consciente e respeito ambiental.</p>
<blockquote><p>“É comum que a lógica do mercado faça o produtor esquecer o que realmente importa: o meio ambiente, o bem-estar animal e o impacto social do seu trabalho. Estamos aqui para lembrar que é possível produzir bem e deixar um legado, não da Mironga, mas dos búfalos para as pessoas”, afirma.</p></blockquote>
<p>Gabriela, presidente da Associação dos Produtores de Leite e Queijo do Marajó, explica que o turismo tornou possível implementar mudanças idealizadas pelo pai, como ampliar a educação ambiental e integrá-la ao papel turístico da propriedade de 90 hectares, além de transformar as demais atividades produtivas como ferramentas de fortalecimento dessa rede.</p>
<h3 data-start="3639" data-end="3692">Cadeia movimenta a região</h3>
<p data-start="3694" data-end="3951">Hoje, o turismo representa dois terços da receita da Mironga, mas o impacto prático vai muito além. Ao todo, mais de 100 parceiros entre guias, professores, trabalhadores da hotelaria, empreendedores e produtores, participam da cadeia que gera renda em Soure e no Marajó.</p>
<p data-start="3953" data-end="4287">A produção da Mironga, atualmente estimada em 40 quilos de queijo por dia, é vendida integralmente aos visitantes por meio de uma loja colaborativa. O excedente de leite é repassado a pequenos empreendedores para a produção de manteiga, doce de leite e pão de queijo. Esses produtos retornam à fazenda para serem vendidos ou integrados às degustações.</p>
<blockquote>
<p data-start="4289" data-end="4594">“Dividir oportunidades é essencial. Se não utilizamos todo o leite, é justo ajudar quem não tem espaço ou recursos para manter um rebanho. Oferecemos um leite de procedência segura e recebemos, em troca, produtos que os visitantes levam para casa. Cada embalagem leva um pouco da nossa missão”, diz Tonga.</p>
</blockquote>
<p data-start="4596" data-end="4878">Entre os parceiros está Francisco Moya, proprietário da Fazendinha Buba, cafeteria especializada em receitas marajoaras como o frito do vaqueiro e o pão de queijo de búfala. Nascido em Cachoeira do Arari, Moya deixou a carreira de advogado em Belém para empreender perto das raízes.</p>
<blockquote>
<p data-start="4880" data-end="4950">“Estar em casa é sempre bom. A vida funciona diferente aqui”, comenta.</p>
</blockquote>
<p data-start="4952" data-end="5342">Duas vezes por semana, ele chega à Mironga ao amanhecer para buscar o leite que utiliza no pão de queijo vendido tanto em sua cafeteria quanto em supermercados locais.</p>
<blockquote>
<p data-start="4952" data-end="5342">“Eu divulgo a Mironga, eles me divulgam. Com essa renda, consigo contratar pessoas e expandir a produção. É uma cadeia que permite que mais pessoas permaneçam no Marajó, sem precisar sair por falta de oportunidade”, afirma Moya.</p>
</blockquote>
<figure id="attachment_39898" aria-describedby="caption-attachment-39898" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-39898" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-07-at-23.32.02-1024x561.jpeg" alt="" width="814" height="446" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-07-at-23.32.02-1024x561.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-07-at-23.32.02-300x164.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-07-at-23.32.02-768x421.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-07-at-23.32.02-150x82.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-07-at-23.32.02-450x247.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-07-at-23.32.02.jpeg 1184w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-39898" class="wp-caption-text">Francisco Moya buscando leite de búfala na Fazenda Mironga. Foto: Tereza Coelho/Pará Terra Boa</figcaption></figure>
<h3 data-start="5349" data-end="5383">Educação, pesquisa e futuro</h3>
<p data-start="5385" data-end="5635">Agrônomo por formação, Tonga sonha em criar em Soure o Centro de Estudos da Bubalinocultura, a &#8216;Universidade do Búfalo&#8217;. Ele acredita que esse seria o maior legado para os jovens marajoaras: a possibilidade de estudar e crescer sem deixar sua terra.</p>
<blockquote>
<p data-start="5637" data-end="5906">“Durante muito tempo, estudar significava abandonar tudo e passar décadas em Belém. Já temos universidades mais próximas, mas queremos a educação ainda mais perto. As crianças crescem ao lado dos búfalos; é importante que saibam que podem construir o futuro aqui”, diz.</p>
</blockquote>
<p data-start="5908" data-end="6228">O projeto prevê pesquisas sobre genética, manejo, sanidade e aproveitamento integral do búfalo. Tonga já busca parcerias e conta com o apoio de profissionais locais.</p>
<blockquote>
<p data-start="5908" data-end="6228">“Precisamos de mais gente estudando o búfalo: leite, couro, carne, manejo. Uma rede de pesquisa que valorize a região e o seu povo”, explica.</p>
</blockquote>
<p data-start="6230" data-end="6595">Ele garante que a Mironga já coloca em prática os princípios que pretende levar à universidade, como o manejo sustentável, a agroecologia e a economia circular.</p>
<blockquote>
<p data-start="6230" data-end="6595">“Não usamos tração animal nem processos mecânicos na ordenha. Também priorizamos a contratação de moradores locais. O manejo sustentável é possível e o resultado não é só para nós, é um patrimônio do Marajó”, destaca Tonga</p>
</blockquote>
<figure id="attachment_39899" aria-describedby="caption-attachment-39899" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-39899" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-1.jpg" alt="" width="754" height="503" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-1.jpg 754w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-1-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-1-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/bufalos-fazenda-mironga-mc_abr_01102025-1-450x300.jpg 450w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-39899" class="wp-caption-text">Tonga e Gabriela Gouvêa. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil</figcaption></figure>
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		<title>Com foco em boas práticas agropecuárias, casal produz queijo do Marajó premiado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Mar 2024 14:49:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[búfalos]]></category>
		<category><![CDATA[Fazenda São Victor]]></category>
		<category><![CDATA[indicação geográfica]]></category>
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		<category><![CDATA[Queijo do Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[Salvaterra]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Cecilia-e-Marcus-Pinheiro-Fazenda-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz Apreciado dentro e fora do estado, o queijo do Marajó é um dos produtos únicos que só a combinação das peculiaridades ambientais com a cultura e a sabedoria das populações locais pode proporcionar. Aproveitando os diferencias e o reconhecimento que o queijo marajoara conquistou, os produtores rurais Cecilia e Marcus Pinheiro, do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Cecilia-e-Marcus-Pinheiro-Fazenda-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>Apreciado dentro e fora do estado, o queijo do Marajó é um dos produtos únicos que só a combinação das peculiaridades ambientais com a cultura e a sabedoria das populações locais pode proporcionar. Aproveitando os diferencias e o reconhecimento que o queijo marajoara conquistou, os produtores rurais Cecilia e Marcus Pinheiro, do município de Salvaterra, tem levado o produto ainda mais longe, sempre com foco nas boas práticas agropecuárias.</p>
<p>O casal tem raízes na própria região, sendo filhos de famílias que há muitas gerações já viviam da agricultura e da criação de búfalos. Porém, a busca por formação profissional levou Cecilia e Marcus para outros destinos. Ela cursou administração e fez especialização em engenharia de produção e ele se graduou em agrobusiness, nos Estados Unidos. No retorno ao Brasil, no início dos anos 2000, Marcus adquiriu um lote de terra que deu origem à Fazenda São Victor, nome dado em homenagem ao pai dele que já vivia do campo.</p>
<p>A queijaria, no entanto, só começou em 2006, quando Cecilia e Marcus resolveram agregar valor à produção de leite de búfalas. O senso de empreendedorismo, o conhecimento técnico e a valorização da receita tradicional foram os principais ingredientes que fizeram o queijo da Fazenda Victor se tornar uma referência no segmento.</p>
<blockquote><p>“Brinco que a nossa relação com o queijo e com a ilha do Marajó vem de DNA. Tivemos a oportunidade de trabalhar em outros lugares completamente diferentes, porém nossa ligação com o campo é muito forte. Estamos trabalhando com que realmente amamos”, conta Cecília Pinheiro.</p></blockquote>
<figure id="attachment_28134" aria-describedby="caption-attachment-28134" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28134" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/queijaria-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-200x300.jpg" alt="" width="310" height="464" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/queijaria-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-200x300.jpg 200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/queijaria-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-683x1024.jpg 683w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/queijaria-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-768x1151.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/queijaria-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-1025x1536.jpg 1025w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/queijaria-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-1367x2048.jpg 1367w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/queijaria-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-150x225.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/queijaria-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-450x674.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/queijaria-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-1200x1798.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/queijaria-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-scaled.jpg 1709w" sizes="(max-width: 310px) 100vw, 310px" /><figcaption id="caption-attachment-28134" class="wp-caption-text">Produção valoriza a receita tradicional de queijo marajoara, Foto: Fernando Sette</figcaption></figure>
<p>De acordo com os produtores, a qualidade do queijo tipo creme é resultado de uma série de fatores. Um deles abrange as características de solos, de variedades microbiológicas, as pastagens naturais e toda a biodiversidade do arquipélago, que formam o chamado <em>terroir</em>.</p>
<p>Aliado a isso, os empreendedores se preocupam em promover uma boa alimentação e o bem-estar animal na propriedade, assim como o respeito às normas sanitárias, favorecendo assim o desenvolvimento saudável dos búfalos, com menos estresse e menos uso de medicamentos, por exemplo.</p>
<blockquote><p>“O <em>terroir </em>não é um padrão, muito pelo contrário, é algo que diferencia o nosso leite por seu sabor e sua qualidade, mas sobretudo pela identidade cultural, o saber fazer de nosso mestre queijeiro que traz o conhecimento empírico de gerações de um queijo tradicional deste lugar, dando ao queijo do Marajó essa excentricidade”, acrescenta Cecilia.</p></blockquote>
<p>Além dos investimentos feitos no cuidado com os animais e na melhoria do processo produtivo, o casal ressalta que outro elemento que impulsionou o negócio foi a conquista do selo de indicação geográfica para o queijo do Marajó. Essa certificação fornecida pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) atesta a origem e a relação do queijo com a identidade cultural da região, o que beneficia não só Cecilia e Marcus, mas todos os queijeiros marajoaras.</p>
<blockquote><p>“Para os consumidores, os selos asseguram a procedência do nosso queijo, trazendo segurança de comprar um queijo diferenciado, de um <em>terroir</em> que evidencia com nitidez o sabor. Um queijo único, característico da ilha do Marajó agregando valor ao nosso produto. Além de que contribui para a fortificação do turismo para a Ilha, hoje de fundamental importância para seu crescimento econômico”, pontua.</p></blockquote>
<figure id="attachment_28133" aria-describedby="caption-attachment-28133" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28133 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Queijo-Fazenda-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Queijo-Fazenda-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-1024x683.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Queijo-Fazenda-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Queijo-Fazenda-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Queijo-Fazenda-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-1536x1024.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Queijo-Fazenda-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-2048x1365.jpg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Queijo-Fazenda-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Queijo-Fazenda-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Queijo-Fazenda-Sao-Victor-Foto-Fernando-Sette-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-28133" class="wp-caption-text">Queijo da Fazenda São Victor já conquistou prêmios nacionais e internacionais. Foto: Fernando Sette</figcaption></figure>
<h3>Selo de boas práticas</h3>
<p>Com quase 18 anos de trajetória, a Fazenda São Victor também comemora a conquista do selo ARTE, que assegura que produtos de origem animal foram elaborados de forma artesanal e com respeito às boas práticas agropecuárias e de fabricação. Essa certificação, inclusive, permitiu a expansão das vendas para outras capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife e Brasília.</p>
<p>Cecilia e Marcus lembram, porém, que as portas se abriram a partir da participação da fazenda em concursos queijeiros, entre eles o Prêmio Ouro do Encontro Nacional de Criadores de Búfalo e Marajó Búfalos em 2017, o 1º lugar em uma competição com mais de 500 queijos artesanais brasileiros e a prata na 4ª Edição do Mondial du Fromage et des Produits Laitiers, realizado na França.</p>
<p>Orgulhosos e confiantes, Cecilia e Marcus já se preparam para mais uma competição. Dessa vez, o casal concorre na 3ª edição do Mundial do Queijo do Brasil, promovido pela associação de produtores de queijos artesanais SerTãoBras, entre os dias 11 e 14 de abril em São Paulo.</p>
<blockquote><p>“Nossas expectativas nesse próximo concurso são de trazer conhecimentos, de trazer visibilidade, o divulgar o conhecimento de nossa região, trazer amigos para conhecer o Marajó e, assim, contribuir para o crescimento econômico da ilha”, afirma Cecilia Pinheiro.</p></blockquote>
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		<title>Farinha de Bragança conquista cada vez mais novos territórios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Apr 2022 12:53:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Emater]]></category>
		<category><![CDATA[farinha de Bragança]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/04/farinha3-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Sidney Alves Quem é paraense sabe que a farinha do município de Bragança é imbatível! Este reconhecimento agora ocorreu nacionalmente, pois a nossa farinha foi um dos produtos apresentados na 3ª edição do ANUFOOD Brazil 2022, que é uma feira internacional exclusiva para o setor de alimentos e bebidas. O evento ocorreu na capital [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/04/farinha3-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Sidney Alves</em></p>
<p>Quem é paraense sabe que a farinha do município de Bragança é imbatível! Este reconhecimento agora ocorreu nacionalmente, pois a nossa farinha foi um dos produtos apresentados na 3ª edição do ANUFOOD Brazil 2022, que é uma feira internacional exclusiva para o setor de alimentos e bebidas. O evento ocorreu na capital paulista, na São Paulo Expo, no período de 12 a 15 de abril.</p>
<p>A coordenadora do Fórum Técnico de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas do Estado do Pará, Karine Sarraf, falou das características do produto em conversa com o <strong>Pará Terra Boa</strong>, na sexta-feira, 22/04. O fórum é  administrado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-PA).</p>
<blockquote><p>&#8220;A farinha de Bragança sempre foi reconhecida e recomendada principalmente por paraenses que foram morar fora. Ela é mais leve, mais crocante, não tem um sabor ácido, azedo, que às vezes encontramos em outras farinhas de mandioca de outras regiões. E isso fez com que a farinha de Bragança fosse muito bem vista pelo setor da gastronomia. Levado, é claro, pela propaganda que se faz da gastronomia do Estado, mas também incentivado por nomes paraenses, que vendem a cozinha do Pará. E lá fora, todo mundo quer conhecer este sabor diferenciado. Então, a receptividade está sendo muito boa, ela está sendo muito procurada&#8221;, afirma.</p></blockquote>
<p>A farinha de mandioca de Bragança é bem granulada e possui um sabor específico e inconfundível devido à ação da fermentação e ao uso recorrente da mandioca brava, que contém maior concentração de ácido cianídrico em sua composição e passa por um processo de redução desse teor para se tornar apta ao consumo humano.</p>
<h3>História</h3>
<p>A farinha de mandioca já fazia parte do cotidiano dos índios que viviam na região antes do século XIX e, até hoje, sua produção segue um método específico, que envolve um período de fermentação de quatro a cinco dias de molho em reservatórios com água. Após ser descascada, a mandioca é colocada novamente de molho por mais 24h em água limpa e, em seguida, é triturada e colocada no tipiti (utensílio indígena que funciona como uma prensa) ou em prensa comum, para a separação do líquido (tucupi). A massa da mandioca, então, é escaldada e torrada.</p>
<p>Karine reforça a importância de um produto paraense se destacar no cenário nacional, estimulando o produtor local.</p>
<blockquote><p>&#8220;Os produtos paraenses e da Região Norte como um todo, eles sempre foram muito localizados, sempre foram muito próprios para o mercado interno, para o mercado do Pará. Então, quando um produto recebendo destaque pela sua qualidade e pelo seu sabor diferenciado, não só a farinha de Bragança, pela sua crocância, mas também o queijo do Marajó que já recebeu prêmio internacional. Quando vemos esta visibilidade e esta valorização, nós conseguimos estimular o produtor local a não desistir do seu negócio&#8221;, explica Karine.</p></blockquote>
<h3><strong>Cacau-queijo-farinha</strong></h3>
<p>O Fórum Técnico de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas do Estado do Pará foi criado em 2016 com o objetivo de fortalecer as indicações geográficas, marcas coletivas e cooperar para que se tornem uma estratégia de valorização de produtos e serviços do Pará.</p>
<blockquote><p>&#8220;Desde 2016, quando o Fórum foi criado, nós já conseguimos o reconhecimento de três importantes indicações geográficas, o cacau de Tomé-Açú, a farinha de Bragança e o queijo do Marajó&#8221;.</p></blockquote>
<p>Conforme contou Karina Sarraf, outras quatro marcas coletivas estão em processo de registro no Fórum Técnico de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas do Estado do Pará.</p>
<p>&#8220;Ainda temos quatro marcas coletivas já registradas, a marca coletiva Aíra, ela já estava registrada antes do fórum existir, que são as cuias de Aritapera (comunidade ribeirinha de Santarém, que produz cuias artesanais), a outra marca é o Lar Tio Socorro (abrigo para crianças carentes, localizado no distrito de Mosqueiro), Nossa Mesa de Bar (comunidade ribeirinha no município de Baião) e a União das Águas (comércio de água mineral e podem ser admitidas pessoas jurídicas titulares do direito de concessão e da lavra da água mineral)&#8221;, contou.</p>
<p><strong>LEIA MAIS:<br />
</strong><a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/comunidade-quilombola-promove-turismo-gastronomico-em-santa-izabel/"><strong>Comunidade quilombola promove turismo gastronômico em Santa Izabel</strong></a><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/indicacao-geografica-do-queijo-de-marajo-amplia-producao-e-renda-de-produtores/"><strong>Indicação Geográfica do queijo de Marajó amplia produção e renda de produtores</strong></a></p>
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		<title>Indicação Geográfica do queijo de Marajó amplia produção e renda de produtores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Coutinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Feb 2022 16:23:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[APLQM]]></category>
		<category><![CDATA[búfalo]]></category>
		<category><![CDATA[Marajó]]></category>
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		<category><![CDATA[Queijo do Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[Soure]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/queijomarajo_ronaldorosa_embrapa-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Enquanto o Brasil ficou chocado com o caso dos maus-tratos de búfalos em Brotas (SP) na propriedade do pecuarista Luiz Augusto Pinheiro de Souza, dono da Fazenda São Luiz da Água Sumida, aqui no Pará esse animal leva uma vida mais digna. Ele mantém a subsistência de dezenas de famílias na Ilha de Marajó, especialmente [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/queijomarajo_ronaldorosa_embrapa-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Enquanto o Brasil ficou chocado com o caso dos maus-tratos de búfalos em Brotas (SP) na propriedade do pecuarista Luiz Augusto Pinheiro de Souza, dono da Fazenda São Luiz da Água Sumida, aqui no Pará esse animal leva uma vida mais digna.</p>
<p>Ele mantém a subsistência de dezenas de famílias na Ilha de Marajó, especialmente depois que um dos seus derivados, o queijo de Marajó, obteve Indicação Geográfica reconhecida pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), em março de 2021, graças aos esforços dos produtores e entidades associativas, bem como de instituições como Sebrae e Emater – fundamentais ao longo de todo o processo.</p>
<p>A produção do queijo de Marajó teve início na região de Cachoeira de Arari (PA) e desde seus primórdios, há mais de 200 anos, quando ainda era utilizado o leite de vacas, é de caráter familiar e artesanal. A introdução dos búfalos só se deu ao final do século XIX, inicialmente com a criação de gado de corte, e se mantém como uma das principais atividades econômicas na ilha, hoje mais voltada para a criação de fêmeas leiteiras.</p>
<p>O queijo é feito com o leite cru, ordenhado de búfalas criadas em extensas pastagens e conforme as normas de boas práticas ambientais e bem-estar animal. Seu processo de produção envolve fermentação espontânea e é baseado no uso de alguns equipamentos típicos da região, como as peneiras de jacitara (planta nativa e abundante no local). Falar do queijo de Marajó é também falar de onde ele é feito e das mãos que o produzem, por isso mesmo ele é admirado em todo Pará e tem crescido em renome a nível nacional e internacional nos últimos tempos.</p>
<p>Segundo a produtora do queijo Mironga e presidente da Associação de Produtores de Leite e Queijo do Marajó (APLQM), Gabriela Gouvêa Moura, essa certificação representa uma nova página para o queijo de Marajó e seus produtores.</p>
<blockquote><p>“O queijo faz parte da nossa cultura alimentar e está sempre presente na vida das pessoas, na mesa das famílias, na história da Ilha e no seu desenvolvimento econômico ao longo dos séculos. A criação daqui, hoje, é praticamente toda voltada para o leite e para a produção do queijo, então a movimentação econômica é muito grande e ficou ainda maior depois da certificação, que nos fez ser conhecidos em todas as regiões brasileiras e até mesmo fora do País”, disse ela ao <strong>Pará Terra Boa </strong>nesta segunda-feira, 31/01.</p></blockquote>
<figure id="attachment_7604" aria-describedby="caption-attachment-7604" style="width: 394px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-7604" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/gabriela-300x177.jpg" alt="" width="394" height="232" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/gabriela-300x177.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/gabriela-1024x605.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/gabriela-768x453.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/gabriela-150x89.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/gabriela-450x266.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/gabriela-1200x709.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/gabriela.jpg 1277w" sizes="(max-width: 394px) 100vw, 394px" /><figcaption id="caption-attachment-7604" class="wp-caption-text">Gabriela Gouvêa, Presidente da Associação de Produtores de Leite e Queijo do Marajó</figcaption></figure>
<p>Gabriela diz ainda ser notório o aumento da procura pelo produto tanto por empresas dos segmentos hoteleiro e gastronômico do Pará quanto por comerciantes do restante do País e até do exterior.</p>
<p>“Hoje é fácil encontrar queijo do Marajó em centros comerciais de grandes cidades no Brasil. Nosso produto já conquistou vários prêmios nacionais e até alguns internacionais&#8230; estamos agora em outro patamar”.</p>
<p>A produtora diz ainda que o resultado mais palpável após a Indicação Geográfica foi o aumento na procura pela rota turística do queijo, realizada pela APQLM em parceria com os produtores, que são responsáveis pela realização de “vivências”, onde os turistas podem aprender sobre a história do queijo de Marajó e particularidades sobre seu método de produção, bem como entrar em contato com a natureza e a cultura locais.</p>
<h3><strong>Pecuária bubalina no Marajó</strong></h3>
<figure id="attachment_7605" aria-describedby="caption-attachment-7605" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-7605" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/bufala-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/bufala-300x300.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/bufala-150x150.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/bufala-450x450.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/bufala.jpg 648w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-7605" class="wp-caption-text">Pará lidera pecuária bubalina</figcaption></figure>
<p>Hoje motivo de orgulho não apenas para a população marajoara e paraense, o rebanho bubalino não foi de pronto visto com bons olhos quando da sua introdução no Pará, o primeiro do Brasil a apostar na criação desses animais.</p>
<p>O motivo dessa resistência se deu pelo fato de que não havia conhecimento acerca das particularidades na criação dos búfalos, que acabavam por danificar plantações e causar outras degradações no local, bem como da qualidade e do sabor de sua carne ou de seu leite e derivados. Ao longo do tempo, esse receio foi perdendo força a ponto de, nos dias de hoje, ser mais fácil encontrar tanto cortes quanto lácteos de búfalos em comparação com os produtos bovinos nos mercados e açougues dos municípios marajoaras ou do entorno.</p>
<blockquote><p>“Aqui, hoje, praticamente só se consomem os derivados de búfalos, seja lácteo ou cárneo. Ninguém liga para produtos bovinos há muito tempo”, diz ela.</p></blockquote>
<p>De acordo com dados do IBGE, a Região Norte do País concentra, hoje, 64% do rebanho bubalino nacional e o Estado do Pará figura como maior produtor, responsável por 36% do total nacional.</p>
<p>A Ilha de Marajó tem grande destaque nesse montante e possui um rebanho de aproximadamente 321 mil cabeças – praticamente o triplo do número de habitantes dos municípios marajoaras. Flávio Alves Damasceno diz, em seu artigo “Adaptação de bubalinos ao ambiente tropical”, que a produtividade dos búfalos é superior, em se tratando de carne e de leite, se comparada com a de bois e vacas.</p>
<p>Falando no leite, especificamente, ele tem maior percentual de proteínas, cálcio e fósforo, além das vitaminas A e D, em comparação com o obtido das vacas. Além disso, tanto sua carne quanto o leite têm menos colesterol e por isso pode-se dizer que são alimentos mais saudáveis e apropriados para o consumo humano. Quanto ao número de queijarias, segundo o Ministério da Agricultura em dados de 2020, há entre 65 a 70 queijarias na região e as mais estruturadas chegam a produzir uma média de 60 a 100 kg por dia no auge da safra.</p>
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