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	<title>produtividade &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>produtividade &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Estudo mostra como conservação ambiental e alta produtividade caminham juntas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 17:45:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[conservação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/tomeacu2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Plantio de açaí em sistema agroflorestal, com o cacau, em Tomé-Açu (PA). Foto: Camta" decoding="async" />Resumo O agronegócio brasileiro pode se tornar um dos principais vetores da expansão das florestas nas próximas décadas ao integrar produção, conservação e restauração. Grande parte da conservação ambiental já ocorre em terras privadas por meio de Reservas Legais e APPs, provando que o setor pode crescer sem destruir biomas. O estudo aponta um potencial [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/tomeacu2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Plantio de açaí em sistema agroflorestal, com o cacau, em Tomé-Açu (PA). Foto: Camta" decoding="async" /><p><em>Resumo </em></p>
<ul>
<li><em>O agronegócio brasileiro pode se tornar um dos principais vetores da expansão das florestas nas próximas décadas ao integrar produção, conservação e restauração.</em></li>
<li><em>Grande parte da conservação ambiental já ocorre em terras privadas por meio de Reservas Legais e APPs, provando que o setor pode crescer sem destruir biomas.</em></li>
<li><em>O estudo aponta um potencial conservador de 2,6 milhões de hectares de áreas privadas (como pastagens degradadas) aptas para o restauro com espécies nativas, gerando até US$ 141 bilhões até 2050.</em></li>
<li><em>Setores modernos, como o de etanol de milho, impulsionam a silvicultura comercial (eucalipto e pinus) para suprir a demanda de biomassa e gerar energia limpa.</em>&nbsp;</li>
<li><em>A preservação florestal traz retorno financeiro direto ao campo: a umidade da Amazônia gera precipitações avaliadas em US$ 20 bilhões por ano para a agricultura do Centro-Sul.</em></li>
</ul>
<p>O agronegócio brasileiro, que já é responsável por grande área de conservação por meio de Reserva Legal, pode ser um dos principais vetores da expansão das florestas no País nas próximas décadas. Essa é uma das conclusões da segunda edição do estudo “O Protagonismo das Florestas Brasileiras na Agenda Climática Global”, que traça um panorama completo sobre conservação, restauração florestal e silvicultura no país, com recomendações sobre financiamento e políticas públicas.</p>
<p>O documento, que será apresentado este ano nas três Conferências das Partes da ONU (as COPs do Clima, da Biodiversidade e da Desertificação), defende que a produção agropecuária, a conservação e a expansão florestal não são agendas opostas, mas complementares.</p>
<p>O documento foi realizado por uma coalizão de instituições formada por Instituto Arapyaú, Instituto Itaúsa, Agroicone, Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, Instituto Clima e Sociedade (iCS), Imazon, Amazônia 2030, CEBDS e Uma Concertação para a Amazônia.</p>
<p>Para Rodrigo C. A. Lima, sócio-diretor da Agroicone, essa união de forças é um diferencial competitivo do País.</p>
<blockquote><p>“O estudo mostra que conservação florestal, restauração e produção agropecuária não são agendas concorrentes. O Brasil já possui uma das maiores áreas conservadas dentro de propriedades privadas rurais e pode ampliar sua liderança global ao conectar agricultura, florestas e soluções climáticas em uma estratégia de desenvolvimento de longo prazo”, afirma Lima.</p></blockquote>
<p>De acordo com o levantamento, além de parte importante da conservação ambiental brasileira estar dentro das propriedades rurais — por meio das áreas de Reserva Legal e das Áreas de Preservação Permanente (APPs) —, há um volume significativo de áreas privadas pouco aptas para a agricultura ou pecuária que podem ser destinadas à restauração florestal.</p>
<p data-path-to-node="8">Historicamente, o país já provou que o avanço do campo não depende do desmate. Entre 2004 e 2012, por exemplo, o desmatamento na Amazônia caiu 80% enquanto a produção agropecuária da região praticamente dobrou.</p>
<p data-path-to-node="8">Agora, o novo salto do agro está diretamente ligado à transição florestal em terras privadas, utilizando áreas pouco aptas para a agricultura ou pecuária — como terrenos muito inclinados ou pastagens degradadas — para a recuperação vegetal.</p>
<p data-path-to-node="9">Um levantamento preliminar conduzido pela Agroicone em parceria com o movimento Floraz cruzou bases de dados geoespaciais e identificou, em um cenário conservador, cerca de 2,6 milhões de hectares aptos para restauração com espécies nativas, distribuídos em aproximadamente 8 mil propriedades rurais.</p>
<p data-path-to-node="9">Além de ajudar os produtores a regularizarem passivos ambientais previstos no Código Florestal, a restauração abre as portas para o mercado de créditos de carbono. Até 2050, projeta-se que a restauração florestal possa gerar US$ 141 bilhões no Brasil em biomateriais, alimentos e bioenergia.</p>
<p data-path-to-node="10">A sinergia entre o agro e o cultivo de florestas também ganha força com a silvicultura comercial. O forte avanço do etanol de milho no Brasil — que representou 22% da produção total de etanol na safra 2024/2025 — aumentou drasticamente a demanda por biomassa de eucalipto e pinus para a geração de energia térmica nas usinas, impulsionando o plantio dessas árvores em áreas agrícolas.</p>
<p data-path-to-node="11">Além do retorno financeiro com madeira e carbono, a expansão florestal é uma salvaguarda para a produtividade do próprio agronegócio. As florestas regulam o ciclo hidrológico e garantem as chuvas que sustentam o campo por meio dos &#8220;rios voadores&#8221;.</p>
<p data-path-to-node="11">Um estudo internacional publicado na revista <i data-path-to-node="11" data-index-in-node="293">Communications Earth &amp; Environment</i>, do grupo Nature, estima que a Amazônia Legal gera precipitações avaliadas em cerca de US$ 20 bilhões por ano para a agricultura brasileira.</p>
<p data-path-to-node="12">Beto Veríssimo, cofundador do Imazon, reforça a posição estratégica que o país assume ao integrar essas frentes.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="12">“O Brasil concentra cerca de 500 milhões de hectares de florestas nativas, domina tecnologias de conservação, restauração e silvicultura e reúne condições únicas para liderar a agenda global de soluções baseadas na natureza. Nossas florestas armazenam carbono, regulam chuvas, sustentam a produção agrícola, a geração de energia e o abastecimento de água. Quando falamos em clima, segurança alimentar e resiliência econômica, estamos falando diretamente da importância estratégica das florestas brasileiras”, pontua Veríssimo.</p>
</blockquote>
<p data-path-to-node="13">Com a agenda global passando a enxergar as florestas não apenas pelo carbono, mas como uma &#8220;infraestrutura natural&#8221; necessária para proteger a economia contra eventos climáticos extremos, o desafio do país passa a ser o financiamento estruturado.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="14">“Precisamos fazer com que o capital natural e as soluções baseadas na natureza deixem de ser vistos apenas como uma agenda ambiental e passem a ocupar um lugar central na economia. As florestas brasileiras têm potencial para se consolidar como uma classe de ativos altamente atrativa para o mercado financeiro, gerando valor por meio de carbono, água, resiliência climática, biodiversidade e segurança alimentar. O desafio agora é criar mecanismos financeiros capazes de transformar esse patrimônio natural em ativos reconhecidos e valorizados globalmente”, conclui Roberto Waack, presidente do Conselho do Instituto Arapyaú.</p>
</blockquote>
<p><em>Fonte: Imazon</em></p>
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		<title>Roça sem Fogo: a agricultura sustentável que transforma comunidades em Paragominas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2025 13:28:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/roca_sem_fogo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Ana Vitória Gouvêa Em Paragominas, no sudeste do Pará, diversas comunidades agrícolas estão promovendo uma revolução no campo: a substituição da técnica de corte e queima pela “Roça sem Fogo”, uma prática de manejo sustentável do solo. A iniciativa faz parte do projeto Sustenta e Inova, executado pelo Sebrae no Pará, com financiamento da [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/roca_sem_fogo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Ana Vitória Gouvêa</em></p>
<p>Em Paragominas, no sudeste do Pará, diversas comunidades agrícolas estão promovendo uma revolução no campo: a substituição da técnica de corte e queima pela “Roça sem Fogo”, uma prática de manejo sustentável do solo. A iniciativa faz parte do projeto Sustenta e Inova, executado pelo Sebrae no Pará, com financiamento da União Europeia e parceria de instituições como Embrapa, IPAM e Cirad.</p>
<p>Entre as beneficiárias está Jaqueline Lima, agricultora de 35 anos, que cultiva espécies tradicionais da Amazônia paraense. Ela relata que, por muitos anos, sua família utilizava o fogo para preparar a terra, mas essa prática prejudicava tanto a qualidade do solo quanto a produtividade das plantações.</p>
<p>Quase um ano após aderir ao programa, Jaqueline já percebe mudanças significativas.</p>
<blockquote><p>“Mesmo ainda no início da transição, vejo que a roça sem fogo evita a perda de água e protege as florestas ao redor. Isso dá mais segurança para o futuro da nossa produção”, comenta.</p></blockquote>
<p>Uma das técnicas adotadas é o uso da biomassa resultante do corte da vegetação secundária para fertilizar o solo. Além de reduzir o uso do fogo, o projeto fortalece cadeias produtivas como mel, piscicultura, fruticultura e leite, inserindo produtos em mercados formais e gerando renda para comunidades rurais e indígenas.</p>
<figure id="attachment_36420" aria-describedby="caption-attachment-36420" style="width: 729px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-36420" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/roCa_sem_fogo2-300x170.jpg" alt="" width="729" height="413" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/roCa_sem_fogo2-300x170.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/roCa_sem_fogo2-768x436.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/roCa_sem_fogo2-150x85.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/roCa_sem_fogo2-450x255.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/roCa_sem_fogo2.jpg 832w" sizes="(max-width: 729px) 100vw, 729px" /><figcaption id="caption-attachment-36420" class="wp-caption-text">Plantio tratorizado de múltiplas espécies. Foto: Sebrae/PA</figcaption></figure>
<p>Segundo dados do Sebrae/PA, em dois anos de capacitações, cerca de 200 produtores agrícolas foram atendidos pelo Roça sem Fogo. O projeto também abriu espaço para o cultivo de novas espécies e possibilitou um aumento de quase 400% na produção de mandioca e outros grãos. A ideia é fortalecer a organização comunitária e fomentar a produção sustentável nos territórios agrícolas.</p>
<p><span style="font-size: 14px;">Para Rubens Magno, diretor-superintendente do Sebrae/PA, a experiência mostra que é possível conciliar produtividade e preservação.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-size: 14px;"> “O grande papel do Sebrae é mostrar que é possível ter retorno financeiro e responsabilidade socioambiental. Negócios de impacto estão sendo estruturados para resolver demandas sociais e ambientais do território. Em ano de COP 30 em Belém, nossa contribuição é apresentar soluções que beneficiam pequenos produtores e também o clima”, afirma.</span></p></blockquote>
<div></div>
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		<title>Tecnologias de produção e manejo de pastagens podem ampliar benefícios da pecuária na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Apr 2024 19:06:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
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		<category><![CDATA[recuperação de áreas degradadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/gado99-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A produção agropecuária é uma das principais formas de ocupação do solo na Amazônia. Dados do Mapbiomas apontam que são 95 milhões de hectares usados pela agricultura e criação de gado, sendo 80% dessa área dedicada à pecuária. Apesar da importância econômica desse setor para a região, um relatório recém-publicado pela Amazônia 2030 mostra que [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/01/gado99-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A produção agropecuária é uma das principais formas de ocupação do solo na Amazônia. Dados do Mapbiomas apontam que são 95 milhões de hectares usados pela agricultura e criação de gado, sendo 80% dessa área dedicada à pecuária. Apesar da importância econômica desse setor para a região, um relatório recém-publicado pela Amazônia 2030 mostra que os benefícios socioeconômicos e ambientais do setor podem ser potencializados com a adoção de práticas mais produtivas.</p>
<p>Intitulado <a href="https://amazonia2030.org.br/wp-content/uploads/2024/03/Da-escassez-a-abundancia-O-caso-da-pecuaria-bovina-na-Amazonia.pdf" target="_blank" rel="noopener">“Da ‘escassez’ à abundância: O caso da pecuária bovina na Amazônia”</a>, o trabalho destaca alguns problemas do pecuária, entre eles o baixo índice de geração de renda, visto que o rendimento médio dos trabalhadores é de R$ 1.118 por mês, cerca de 34% a menos do que o dos demais trabalhadores. Além disso, muitos empreendimentos têm sua produtividade afetada devido à degradação que atinge cerca de 54% dos pastos.</p>
<p>Na avaliação dos pesquisadores, as razões estão ligadas às políticas públicas que incentivam a abertura de novas áreas com o desmatamento e direcionam a maior parte do crédito para negócios com baixo investimento em agregação de conhecimento técnico e tecnologias de manejo, por exemplo.</p>
<p>Segundo o estudo, quase R$ 10 bilhões em crédito rural para pecuária bovina contratados em 2020 foram usados para aquisição de animais. Em contrapartida, apenas 12% dos recursos de investimentos e 1,8% do custeio foram destinados a melhoria das pastagens.</p>
<p>O problema desse tipo de fomento é o aumento da pressão e especulação sobre as áreas de floresta que tendem a ficar ainda maiores com a crescente demanda por carne. As projeções da pesquisa indicam que para atender a essa demanda seria necessário desmatar cerca de 1 milhão de hectares por ano até 2030, caso esse modelo de produção persista.</p>
<h3>Soluções: melhorar as práticas de cultivo e manejo do pasto</h3>
<p>Para mudar esse cenário, a recomendação é melhorar as práticas de cultivo e manejo do pasto, o cuidado sanitário dos animais e o treinamento de pessoal. A boa notícia é que todas essas tecnologias promovidas pelo modelo de pecuária intensiva, como é o caso do pastejo rotacionado, já estão disponíveis e podem ser replicadas em muitas propriedades.</p>
<blockquote><p>“A pecuária mais produtiva poderia liberar 37 milhões de hectares de terras na Amazônia. A restauração florestal destas áreas é uma oportunidade crescente para gerar receitas, empregos e reduzir riscos de seca”, diz um trecho do artigo assinado por Paulo Barreto, Ritaumaria Pereira e Arthur Rocha, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).</p></blockquote>
<p>Além de garantir o melhor uso da terra, a pecuária intensiva é capaz de aumentar a produtividade média do gado bovino, passando de 80 kg de carne por hectare/ano para 300 kg por hectare/ano. De acordo com o relatório, para alcançar esse impacto é preciso priorizar o crédito para fazendas mais próximas de frigoríficos, onde a incorporação de inovações costuma ser mais frequente.</p>
<blockquote><p>“Com o crédito rural contratado na região (R$ 9,5 bilhões em 2021), seria possível reformar em cinco anos os 15 milhões de hectares de pastos degradados nas zonas até 60 km dos frigoríficos”, destaca o documento.</p></blockquote>
<p>Aliado a isso, os pesquisadores defendem a execução do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), retomado no ano passado e que teve um impacto importante entre os anos de 2003 a 2013 promovendo estratégias de aumento da produção e combate ao desmatamento.</p>
<blockquote><p>“O eventual enfraquecimento do PPCDAm desestimularia o uso mais produtivo das terras, agravaria os extremos climáticos como secas e enchentes e aumentaria os boicotes aos produtos agropecuários e de financiamento, tanto para a região quanto para o país”, afirma o estudo.</p></blockquote>
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		<title>Embrapa valida diretrizes técnicas para produção de Carne Baixo Carbono</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Mar 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[Carne Baixo Carbono]]></category>
		<category><![CDATA[Carne Carbono Neutro]]></category>
		<category><![CDATA[CBC]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/gado_de_corte-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Depois de lançar a marca-conceito Carne Carbono Neutro (CCN), que valoriza sistemas pecuários com a presença do componente florestal e neutralização da emissão de gases de efeito estufa (GEE), a Embrapa validou as diretrizes de mais um protocolo que vai ajudar o pecuarista a produzir com foco em sustentabilidade: o Carne Baixo Carbono (CBC). Os [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/gado_de_corte-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Depois de lançar a marca-conceito Carne Carbono Neutro (<a href="https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1056155/carne-carbono-neutro-um-novo-conceito-para-carne-sustentavel-produzida-nos-tropicos" target="_blank" rel="noopener">CCN</a>), que valoriza sistemas pecuários com a presença do componente florestal e neutralização da emissão de gases de efeito estufa (GEE), a Embrapa validou as diretrizes de mais um protocolo que vai ajudar o pecuarista a produzir com foco em sustentabilidade: o Carne Baixo Carbono (<a href="https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1120985/diretrizes-tecnicas-para-producao-de-carne-com-baixa-emissao-de-carbono-certificada-em-pastagens-tropicais-carne-baixo-carbono-cbc" target="_blank" rel="noopener">CBC</a>).</p>
<p>Os resultados da avaliação de parâmetros técnicos do protocolo CBC durante dois ciclos produtivos no Cerrado baiano contemplam sistemas pecuários sem a presença de árvores na pastagem, mas com potencial de mitigação das emissões de GEE a partir da adoção de boas práticas agropecuárias, envolvendo os componentes solo, pasto e animal.</p>
<p>Oito foram os parâmetros técnicos avaliados durante os dois anos de validação do protocolo CBC: densidade do solo, estoque de carbono e qualidade do solo, disponibilidade da forragem e cobertura do solo, ganho de peso médio diário dos animais, ganho de peso por área dos animais e emissões entéricas. Esses parâmetros estão sendo contemplados nos requisitos obrigatórios propostos no Protocolo CBC juntamente com requisitos de legislação trabalhista e ambiental.</p>
<p>Segundo a pesquisadora que coordenou o trabalho de validação das diretrizes para produção de CBC, Márcia Silveira, à época na Embrapa Pecuária Sul (RS) e atualmente na Embrapa Milho e Sorgo (MG), os resultados mostram que a implantação do protocolo garante produtividade e qualidade da carne, de forma a aumentar a lucratividade do produtor, sem abrir mão da manutenção ou aumento do estoque de carbono do solo e da mitigação da emissão de GEE, além do efeito poupa-terra, ou seja, com menor pressão sobre a vegetação nativa.</p>
<blockquote><p>“É mais um passo na busca pela eficiência produtiva que leva em conta a qualidade do produto e do seu ambiente de produção”, destaca Silveira.</p></blockquote>
<p>Estas marcas, como a CBC e a CCN, vêm sendo desenvolvidas no âmbito da Plataforma Pecuária de Baixa Emissão de Carbono, que visa valorizar produtos pecuários produzidos em sistemas mais eficientes e com menor impacto ambiental. A</p>
<p>as diretrizes técnicas para a produção de Carne Baixo Carbono foram lançadas em 2020, e estão alinhadas ao Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano <a href="https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sustentabilidade/planoabc-abcmais" target="_blank" rel="noopener">ABC</a>+). Estes parâmetros necessitavam de validação em um ambiente de produção comercial antes da disponibilização do protocolo para adesão voluntária por parte dos pecuaristas.</p>
<blockquote><p>&#8220;Nesse sentido, o trabalho de validação desenvolvido pela Embrapa servirá como modelo para certificação da marca-conceito CBC nas fazendas de pecuária de corte que desejarem produzir carne dentro deste escopo”, ressalta Roberto Giolo, pesquisador da Embrapa Gado de Corte e líder da Plataforma Pecuária de Baixo Carbono.</p></blockquote>
<p>Essa validação serve como modelo de certificação da marca-conceito CBC nas fazendas de pecuária de corte que desejarem adotar esse modelo.</p>
<p>O Protocolo estará disponível para os produtores ainda em 2024 na plataforma Agri Trace Rastreabilidade Animal, da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).</p>
<p><em>Fonte: Embrapa</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Desmatamento afeta produtividade de áreas agrícolas, alerta estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Feb 2024 15:11:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/24082012-150627-soja001_vagem02_100dpi_1600x1200px-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O agronegócio tem um papel importante na geração de riquezas e na balança comercial brasileira, porém o crescimento desse setor responsável pelas exportações de soja e milho tem sido marcado pela abertura de novas áreas com a eliminação da vegetação nativa por meio do desmatamento. A ideia de aumentar a produção devastando a floresta tem [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/24082012-150627-soja001_vagem02_100dpi_1600x1200px-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O agronegócio tem um papel importante na geração de riquezas e na balança comercial brasileira, porém o crescimento desse setor responsável pelas exportações de soja e milho tem sido marcado pela abertura de novas áreas com a eliminação da vegetação nativa por meio do desmatamento. A ideia de aumentar a produção devastando a floresta tem o efeito contrário ao esperado e já traz prejuízos para esse segmento.</p>
<p>Um <a href="https://rmets.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/joc.8381" target="_blank" rel="noopener">estudo publicado na Royal Meteorological Society</a> revela que o desmatamento altera o clima local e regional, provocando queda na produtividade das plantações de soja e milho. O artigo é assinado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que analisaram dados sobre o volume de chuvas, a temperatura e a perda florestal em regiões agrícolas desde o ano de 1999 até 2019.</p>
<p>Os resultados mostram que a estação chuvosa atrasou cerca de 76 dias nas áreas desmatadas. Também foi observado a queda de aproximadamente 360 milímetros no volume de chuvas, além de um aumento de 2,5 °C na temperatura dessas regiões.</p>
<p>A alteração preocupa, pois, a soja, por exemplo, é plantada no início da estação chuvosa e o milho costuma ser plantado na mesma área após a colheita. Quando ocorre um atraso, o duplo cultivo fica prejudicado, a safra é menor e gera prejuízos aos produtores.</p>
<p>Além disso, menor quantidade de chuva afeta o desenvolvimento e a produtividade das plantas. As sementes precisam de um solo úmido, com cerca de 400 a 800 milímetros de água para o primeiro grão e de 400 a 700 milímetros para o segundo, assim como de uma temperatura não tão alta para poderem germinar. De acordo com a pesquisa, o impacto desse efeito em cadeia já teria diminuído a produtividade dos grãos em 12%.</p>
<blockquote><p>“Os resultados do [atual] trabalho são um apelo veemente para que investidores, formuladores de políticas públicas e cientistas se engajem com empresas agrícolas para eliminar o desmatamento de suas cadeias de suprimentos”, disse o professor da UFMG, Argemiro Teixeira ao <a href="https://www.oc.eco.br/area-desmatada-tem-safra-menor-mostra-estudo/" target="_blank" rel="noopener">Observatório do Clima</a>.</p></blockquote>
<p>Ainda segundo a pesquisa, em áreas com até 20% de desmatamento há uma probabilidade de 28% de redução de chuva para 100 milímetros ou menos durante a safra de soja e 37% na safra de milho. Quando a devastação é maior que 80%, as chances de ocorrência de volumes de chuva menores passam para 58% e 63%, respectivamente.</p>
<p>Os dados reforçam o alerta sobre a importância de conter o desmatamento, especialmente na Amazônia, onde a floresta contribui com a formação de 20% a 30% do volume total de chuvas. Vale ressaltar ainda que o fenômeno da evapotranspiração e o transporte da umidade da floresta amazônica pelos chamados rios voadores também ajuda na formação de chuvas nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil, assim como na Bolívia, na Argentina e no Paraguai.</p>
<p>Outro estudo publicado pela Nature Communications já havia evidenciado que a quantidade anual de chuva diminuiu pela metade ao longo dos últimos 20 anos em regiões importantes para o agronegócio, como é o caso do estado de Rondônia, o norte de Mato Grosso e o sul do Pará.</p>
<blockquote><p>“A redução do desmatamento poderia, assim, evitar maiores perdas agrícolas no sul da Amazônia brasileira”, reforça o artigo dos pesquisadores da UFMG.</p></blockquote>
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		<title>Manejo sustentável recupera produção de açaí na Terra Indígena Alto Rio Guamá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jan 2024 19:13:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[manejo de minimo impacto]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[Tembé]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Alto Rio Guamá]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/acai-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Indígenas da etnia Tembé encontraram no manejo uma solução para aumentar a produtividade dos açaizais. A experiência vem sendo desenvolvida na Terra Indígena (TI) Alto Rio Guamá, que fica no nordeste paraense. No território, o extrativismo tem um papel importante tanto para a segurança alimentar quanto para a economia, porém a atividade estava prejudicada por [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/acai-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Indígenas da etnia Tembé encontraram no manejo uma solução para aumentar a produtividade dos açaizais. A experiência vem sendo desenvolvida na Terra Indígena (TI) Alto Rio Guamá, que fica no nordeste paraense. No território, o extrativismo tem um papel importante tanto para a segurança alimentar quanto para a economia, porém a atividade estava prejudicada por uma queda brusca de produção.</p>
<p>A população das três aldeias da TI, que passa pelos municípios de Santa Luzia do Pará, Nova Esperança do Piriá e Paragominas, relatou a redução pela metade da produção de açaí, que chegou a 500 latas por dia na safra de 2021. Para recuperar a produtividade, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) implantou um projeto de manejo de mínimo impacto.</p>
<blockquote><p>“Quando você entra dentro de um açaizal, você encontra um ecossistema totalmente povoado. A primeira intervenção do manejo é a retirada do mato e do cipó, que estão usando aquele solo, os nutrientes, a água e a luminosidade disputando com os açaizeiros. Depois, nós vamos selecionar esses indivíduos para que haja um ganho de mata necessária para que o açaizeiro possa produzir e aumentar a sua produtividade de forma gradativa”, explicou o engenheiro agrônomo e responsável pelo projeto, Eliezo Pinheiro, em entrevista à <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/economia/audio/2024-01/projeto-recupera-producao-de-acai-em-terra-indigena-no-para" target="_blank" rel="noopener">Radioagência Nacional</a>.</p></blockquote>
<p>Nesse processo, os Tembé tiveram um papel ativo selecionando as palmeiras com base em critérios como valor econômico, tradição cultural e importância medicinal. Os pés de açaí que continuaram são cuidados para que atinjam, no máximo, 10 metros de altura, o que diminui o risco de quedas e outros acidentes durante a coleta.</p>
<blockquote><p>“O primeiro passo é cessar esse processo de queda de produtividade com as intervenções de manejo e gradativamente, no decorrer dos anos, aumentarmos a produção. Nós podemos chegar inclusive, a partir do oitavo ano de manejo, a quintuplicar a produtividade” destaca Eliezo.</p></blockquote>
<p>Os bons resultados na TI Alto Rio Guamá inspiraram a Funai a visitar mais aldeias da regão com o objetivo de replicar o projeto em novos territórios. A ideia é que o trabalho tenha um impacto positivo no aumento da segurança alimentar e no escoamento da produção indígena.</p>
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		<title>Plano de Transformação Ecológica quer colocar o País na rota de uma economia inclusiva e sustentável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Aug 2023 22:42:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
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		<category><![CDATA[transição energética]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/10/florestamais-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Junto com o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), foi lançado nesta sexta-feira, 11.  o Plano de Transformação Ecológica. Capitaneado pelo Ministério da Fazenda, o plano tem potencial para levar o Brasil em direção a uma economia inclusiva e sustentável. Tendo como objetivos emprego e produtividade, sustentabilidade ambiental e justiça social, o plano terá [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/10/florestamais-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div class="">
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<p>Junto com o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), foi lançado nesta sexta-feira, 11.  o Plano de Transformação Ecológica. Capitaneado pelo Ministério da Fazenda, o plano tem potencial para levar o Brasil em direção a uma economia inclusiva e sustentável.</p>
<p>Tendo como objetivos emprego e produtividade, sustentabilidade ambiental e justiça social, o plano terá de recorrer a instrumentos financeiros, fiscais e regulatórios, além de ferramentas administrativas, operacionais, de  monitoramento e fiscalização.</p>
<p>A iniciativa terá seis eixos: Finanças Sustentáveis, Economia Circular, Adensamento Tecnológico, Bioeconomia, Transição Energética e Adaptação à Mudança do Clima.</p>
<p>As medidas permitirão a criação de novos e maiores investimentos em ciência e tecnologia e inovação, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que anunciou ainda a introdução de novas linhas de crédito voltadas para o desenvolvimento sustentável.</p>
<blockquote><p>&#8220;O Brasil é um dos países do mundo que podem ter uma aliança estratégica fundamental do ministro da Fazenda com a ministra do Meio Ambiente. Em geral, no mundo, essas áreas são vistas como adversárias, como se olhar para o meio ambiente fosse voltar as costas para o meio ambiente&#8221;, disse Haddad. &#8220;O Brasil, por suas particularidades geopolíticas e geoambientais, pode se dar ao dever de unir desenvolvimento e sustentabilidade e, portanto, essa unidade que vai se realizar aqui talvez seja o grande segredo do ciclo de desenvolvimento que se abre a partir de agora&#8221;, completou.</p></blockquote>
<p>O plano possibilitará o surgimento de novos mercados, em que a produtividade e a inovação serão elementos para reduzir as emissões de gases-estufa e fomentar a geração e empregos. Entre as principais medidas estão a criação de um mercado regulado de carbono, a emissão de títulos soberanos sustentáveis, a criação de uma taxonomia sustentável e a reformulação do Fundo Clima para financiar atividades que envolvem inovação tecnológica e sustentabilidade.</p>
<p>&#8220;Com Plano de Transformação Ecológica., nasce uma nova maneira de pensar, de governar e de empreender, de viver e de agir ecologicamente, para que o desenvolvimento econômico e social caminhe de mãos dadas com a preservação ambiental”, disse Haddad.</p>
<p>A Economia Circular permitirá a redução da necessidade de exploração de recursos naturais, de descarte de resíduos e emissão de poluentes, melhorando a eficácia das empresas e indústrias. A Bioeconomia, por sua vez, pode agregar ao país cerca de US$ 53 bilhões de dólares anuais e 217 mil novos postos de trabalho qualificados, segundo a Associação Brasileira de Bioinovação.</p>
<p>A agricultura de baixo carbono, anunciou Haddad, receberá créditos, pesquisa e assistência técnica, e a nova infraestrutura verde englobará soluções sustentáveis para reduzir os impactos das mudanças climáticas. Entre elas, obras de drenagem urbana e a proteção de encostas, protegendo a vida humana contra fenômenos climáticos extremos.</p>
<p>A transição e segurança energética é um dos eixos do Novo PAC, priorizando investimentos que tenham como objetivo a descarbonização da economia. Com 50 milhões de hectares de terras reflorestáveis, o Brasil tem o maior potencial de regeneração natural assistida ou espontânea e, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o território nacional recebe mais de 2.200 horas anuais de insolação, ou 15 trilhões de megawatts. Os biocombustíveis também poderão contribuir para a descarbonização de novos setores.</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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		<title>Empresa prova que negócio de reflorestamento no Brasil atrai cada vez mais interesse e capital</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Mar 2023 21:28:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[#sistemas agroflorestais]]></category>
		<category><![CDATA[Belterra]]></category>
		<category><![CDATA[Belterra Agroflorestas]]></category>
		<category><![CDATA[Big Techs]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[propriedades rurais degradadas]]></category>
		<category><![CDATA[reflorestamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/IMG_20191210_085419031_HDR-1024x768-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Os sistemas agroflorestais, ou SAFs , são o futuro. Seja por fazerem parte da solução para os problemas decorrentes das mudanças climáticas ou por serem alternativas viáveis de combate ao desmatamento, seus benefícios são os mais diversos. Segundo o Reset, a Belterra Agroflorestas é uma prova de que o negócio do reflorestamento no Brasil atrai [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/IMG_20191210_085419031_HDR-1024x768-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Os sistemas agroflorestais, ou SAFs , são o futuro. Seja por fazerem parte da solução para os problemas decorrentes das mudanças climáticas ou por serem alternativas viáveis de combate ao desmatamento, seus <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/agroflorestas-podem-ser-uma-saida-para-a-recuperacao-de-areas-desmatadas-no-para/" target="_blank" rel="noopener">benefícios</a> são os mais diversos. Segundo o <a href="https://www.capitalreset.com/o-modelo-da-belterra-para-dar-escala-as-agroflorestas/" target="_blank" rel="noopener">Reset</a><b>, </b><span style="font-weight: 400;">a Belterra Agroflorestas é uma prova de que o negócio do reflorestamento no Brasil atrai cada vez mais interesse e capital. Criada há apenas três anos, a empresa já captou R$ 45 milhões e implantou sistemas agroflorestais em 2 mil hectares de pequenas e média propriedades rurais degradadas nos biomas da Amazônia e da Mata Atlântica. </span></p>
<p>A empresa já atua no Pará e em Rondônia e também na Bahia e em Minas Gerais. Este ano vai estrear no Mato Grosso, já tendo contratos assinados ou em fase avançada de negociação para recuperar outros 8 mil hectares até o começo de 2025, o que vai demandar outros R$ 250 milhões. A receita vem da venda dos produtos plantados de forma sustentável e dos créditos de carbono de reflorestamento.</p>
<blockquote><p>“A Europa já colocou commodities como o cacau na nova lei que proíbe a importação de produtos de áreas desmatadas. Essa agenda é inadiável e o Brasil tem muita área degradada que pode migrar para modelos agrícolas regenerativos e cadeias sustentáveis”, disse Valmir Ortega, sócio da Belterra, ao Reset.</p></blockquote>
<p>O modelo da Belterra é totalmente verticalizado e vai da identificação das áreas, desenho dos projetos, orientação técnica e plantio à captação de recursos e venda de produtos.</p>
<blockquote><p>“Decidimos começar assim porque percebemos que, embora os sistemas agroflorestais rendam 15 vezes mais que a pecuária e cinco a seis vezes mais que a soja, o produtor não faz porque não tem conhecimento técnico, não tem capital e não existe um mercado consumidor com cadeias estruturadas”, explicou Ortega.</p></blockquote>
<p>Em Juriti, família colhe bons frutos com agrofloresta</p>
<p>Como já publicamos aqui no <strong>Pará Terra Boa</strong>, outro exemplo de quem está colhendo bons frutos através dos SAFs aqui n nosso Estado é a <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/familia-em-juruti-gera-renda-e-empregos-apos-substituir-fogo-por-sistema-agroflorestal-e-restauracao/" target="_blank" rel="noopener">família Soares, de Juruti,</a> que aboliu o fogo de sua propriedade em 2019. De lá para cá, os rendimentos aumentaram, o solo ficou mais fértil e o quintal encheu de frutas, hortaliças e diferentes tipos de madeira, em plena terra conhecida pela exploração da bauxita pela Alcoa.</p>
<p>Marliane, uma das filhas da família, contou que deseja reflorestar todas as áreas degradadas da propriedade e expandir esse trabalho aos vizinhos, já que de cada <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/de-cada-4-hectares-desmatados-no-brasil-1-esta-no-para/" target="_blank" rel="noopener">4 hectares desmatados no Brasil, 1 está no Pará,</a></p>
<blockquote><p>“Quero que mais pessoas possam abraçar a causa de trabalhar com sistemas agroflorestais, é muito proveitoso e você não ajuda só sua família, mas todo o ecossistema. É um jeito de contribuir fazendo sua parte. Hoje podemos observar que com os SAFs você não trabalha apenas com uma cultura e sim com diversas culturas em um mesmo local para agregar valor”, disse ela, destacando a importância do conhecimento adquirido pela família com os técnicos da WRI.</p></blockquote>
<p><a href="https://wribrasil.org.br/noticias/restauracao-ja-criou-milhares-de-empregos-no-brasil-e-tem-potencial-para-criar-milhoes" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Estudos</span></a><span style="font-weight: 400;"> apontam que a restauração florestal no Brasil gera 0,42 emprego por hectare restaurado, o que equivale a um emprego criado a cada dois campos de futebol restaurados ou 42 empregos a cada 100 hectares restaurados.</span></p>
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		<title>É possível triplicar a produtividade média da criação de gado sem desmatar, aponta cartilha do Ipam</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Mar 2023 14:04:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[IPAM]]></category>
		<category><![CDATA[MapBiomas]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/ILPF33-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Muitos estudos comprovam que o Brasil pode continuar suprindo sua demanda global de alimentos sem desmatar. Dados do MapBiomas mostram que a pecuária bovina de baixa produtividade ocupa 73% das áreas já desmatadas na Amazônia. Porém, segundo pesquisa do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), é possível triplicar a produtividade média da criação de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/ILPF33-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Muitos estudos comprovam que o Brasil pode continuar suprindo sua demanda global de alimentos sem desmatar. Dados do MapBiomas mostram que a pecuária bovina de baixa produtividade ocupa 73% das áreas já desmatadas na Amazônia. Porém, segundo <a href="https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2022/11/nao-e-necessario-desmatar-para-produzir-mais.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">pesquisa do Imazon</a> (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), é possível triplicar a produtividade média da criação de gado sem desmatar, adotando técnicas já existentes na região, como rotação de pastagens e integração lavoura-pecuária-floresta.</p>
<p>A diversificação é um ponto-chave para o aumento da produtividade agropecuária, pois confere mais saúde para o solo e para a natureza, além de mais lucro para os produtores. Um exemplo disso é a agricultura familiar.</p>
<p>Os dados mais recentes do <a href="https://censoagro2017.ibge.gov.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Censo Agropecuário</a>, de 2017, apontaram que a agricultura familiar ocupava na época cerca de 80 milhões de hectares no país – ou 23% da área total usada para agropecuária. Apesar disso, o segmento tem grande participação no fornecimento dos alimentos consumidos nacionalmente, como 80% da mandioca, 48% do café e da banana e 42% do feijão.</p>
<p>O aumento da produtividade agropecuária é uma das soluções citadas a cartilha &#8220;Soluções para o desmatamento na Amazônia&#8221;, lançada pela Amazoniar – iniciativa do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) para promover um diálogo global sobre a Amazônia.</p>
<p>A cartilha completa, você baixa<a href="https://ipam.org.br/bibliotecas/solucoes-para-o-desmatamento-na-amazonia/" target="_blank" rel="noopener"> aqui</a>.</p>
<p><em>Fonte: Ipam</em></p>
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		<item>
		<title>Plantio direto de mandioca traz economia de tempo e de dinheiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Sep 2022 12:08:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[mandioca]]></category>
		<category><![CDATA[plantio direto]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[rotação de cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/plantio-direto-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Talvez a mandioca seja a mais brasileira das culturas, sendo cultivada em todo o território nacional. Dessa forma, a pesquisa não para de inovar e trazer soluções para o manejo dessa cultura, que traz consigo também aspectos socioculturais da população brasileira. Assim nasceu o plantio direto de mandioca, que a partir de princípios conservacionistas, traz [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/plantio-direto-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Talvez a mandioca seja a mais brasileira das culturas, sendo cultivada em todo o território nacional. Dessa forma, a pesquisa não para de inovar e trazer soluções para o manejo dessa cultura, que traz consigo também aspectos socioculturais da população brasileira. Assim nasceu o plantio direto de mandioca, que a partir de princípios conservacionistas, traz benefícios para toda a cadeia produtiva.</p>
<p>O primeiro deles, apontado pelo pesquisador da Embrapa (Cruz das Almas-BA) Marco Antônio Rangel, é o econômico. O manejo em sistema plantio direto, quando feito corretamente, traz economia de tempo e de recursos financeiros afirma o agrônomo.</p>
<blockquote><p>“Bem conduzido, não é necessário fazer todo o preparo do solo, no qual os custos são elevados. No plantio convencional, a produtividade gira ao redor de 80 toneladas por alqueire; no plantio direto esse valor é, no mínimo, igual, sem o custo das operações. Além disso, com o plantio na palha, há maior segurança para o ecossistema. Não é uma invenção conservacionista, há lucros consideráveis”, aponta.</p></blockquote>
<p>Esse é o segundo benefício, o ambiental. Por ser plantada em regiões de solos arenosos e, assim, mais frágeis e susceptíveis à erosão, a manutenção da palhada previne erosões, perdas de carbono e matéria orgânica.</p>
<blockquote><p>“O plantio direto de mandioca permite a preservação da vida do solo, o maior patrimônio do produtor”, alerta o especialista em sistemas de produção voltados à agricultura familiar.</p></blockquote>
<p>O plantio direto é uma técnica de cultivo conservacionista em que o plantio é feito sem correção, como etapas de preparo convencional e de gradagem. Nessa técnica, é necessário manter o solo sempre coberto por plantas em desenvolvimento e por resíduos vegetais. Essa cobertura tem por finalidade proteger o solo do cobertura direta das gotas de chuva, do escorrimento superficial e das erosões. O plantio direto pode ser considerado como uma modalidade do cultivo mínimo, visto que o plantio do solo limita-se ao sulco de semeadura, procedendo-se à semeadura, à adubação e, eventualmente, à aplicação de herbicidas em uma única operação.</p>
<h3>Os cuidados</h3>
<p>Entretanto, iniciar a prática exige certos cuidados. Rangel comenta que o produtor acostumado à rotação de culturas, sistemas de integração e consórcios terá uma resposta melhor à adoção, devido ao bom uso do solo. Já em áreas novas, se faz necessário avaliar o solo, observar níveis de degradação, eficiência em relação à fertilidade, compactação e outros fatores só obtidos após uma análise do solo, feita por um profissional especializado e credenciado.</p>
<p>Após essas medidas, a pesquisa recomenda iniciar o plantio direto em parcelas da propriedade. A mesma observação vale para o plantio de variedades ainda não testadas ou indicadas para o solo.</p>
<blockquote><p>“É iniciar devagar e na próxima safra o agricultor terá mais garantias e informações para investir”, sugere Rangel.</p></blockquote>
<p>Para que os benefícios do sistema de plantio direto (SPD) sejam plenamente evidenciados, algumas condições básicas na implantação do sistema deverão ser satisfeitas ou corrigidas, quais sejam:</p>
<ul>
<li>Treinamento do agricultor nas fases de implantação e condução do SPD.</li>
<li>Avaliação das camadas compactadas do solo e adoção de práticas necessárias para eliminá-las. As camadas compactadas são também conhecidas como pé de arado ou pé de grade.</li>
<li>Correção da acidez e dos níveis de fertilidade do solo principalmente do fósforo.</li>
<li>Eliminação de plantas daninhas.</li>
<li>Adoção da rotação de culturas, objetivando minimizar a compactação do solo, melhorar a disponibilidade de nutrientes, aumentar a quantidade de matéria orgânica e a cobertura vegetal do solo.</li>
<li>Contar com o apoio de assistência técnica eficiente.</li>
</ul>
<p>Para facilitar o manejo ainda há plantadoras, de fabricação nacional, e a custo acessível. O maquinário para plantio direto possui componentes específicos que afofam a terra, de forma a permitir que as raízes da mandioca se desenvolvam adequadamente e todo o potencial da cultivar seja explorado.</p>
<h3><strong>Capiaçu</strong></h3>
<p>Outra cultura que conta com equipamentos próprios para plantio é o capim Capiaçu. De trato simples, a plantadeira deposita a muda do capim-elefante a uma profundidade de 35 cm, em entrelinhas de um metro a um metro e meio, e faz a adubação, concomitantemente.</p>
<blockquote><p>“Sua maior qualidade é o plantio sem falhas, evitando o desperdício. A muda sendo de qualidade, a falha no plantio quase não existe”, conta Josafa Brizola da ASA Implementos. “É cuidado com o agricultor e com a muda”, destaca o técnico.</p></blockquote>
<p>De motor hidráulico e econômico, o implemento permite que o trabalhador faça o plantio em pé, o que permite praticidade e agilidade, e os rendimentos estão entre 1,5 a 2 alqueires/dia. É a agricultura de precisão chegando à agricultura familiar.</p>
<p>A Embrapa e parceiros desenvolveram o capim-elefante BRS Capiaçu, com elevado potencial de produção e valor nutritivo, visando à utilização na forma de silagem ou picado verde, em 2016.</p>
<p><em>Fonte: Embrapa</em></p>
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