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	<title>produção &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>produção &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Com produtividade recorde, cacau do Pará supera médias nacional e internacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 14:51:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[#agrofloresta]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/20250619102401-GC00068131-F00245412-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O novo relatório de “Previsão de Safra de Cacau no Estado do Pará”, divulgado pela Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) em parceria com a Ceplac, reafirma a soberania paraense na cacauicultura nacional. Com uma produção de 141.452 toneladas, o Estado não apenas lidera o ranking brasileiro, mas se posiciona como um mais [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/20250619102401-GC00068131-F00245412-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O novo relatório de “Previsão de Safra de Cacau no Estado do Pará”, divulgado pela Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) em parceria com a Ceplac, reafirma a soberania paraense na cacauicultura nacional. Com uma produção de 141.452 toneladas, o Estado não apenas lidera o ranking brasileiro, mas se posiciona como um mais produtivos do mundo.</p>
<p>A produtividade média paraense é de quase 900 kg por hectare, um número que supera e muito a média nacional (483 kg/ha) e a do continente africano (500 kg/ha), maior produtor global. Em cidades como Placas, Brasil Novo e Uruará, localizadas na Região de Integração do Xingu (Transamazônica), esse índice rompeu a barreira dos mil kg por hectare. E o melhor, a produção é, em sua maioria, é m sistemas agroflorestais.</p>
<p>A alta performance é atribuída à eficiência no uso de recursos e ao rigor técnico. O estudo aponta que o foco do produtor em tratos culturais, podas no tempo certo, controle de pragas e aproveitamento máximo da colheita são os pilares desses resultados excepcionais.</p>
<p>Exemplo disso é o produtor Gilmar Souza, de Uruará, recentemente premiado com a Medalha de Ouro no Cacao of Excellence 2025, um dos principais prêmios mundiais de qualidade de amêndoas de cacau, realizado em Amsterdã, na Holanda. Pioneiro no uso de cacau enxertado, ele destaca que o sucesso vem de uma vida dedicada à lavoura.</p>
<blockquote><p>“É uma cultura apaixonante, que envolve muito trabalho e amor, dedicação; hoje temos uma amêndoa premiada como a melhor do mundo. Mas, para chegar aqui houve muito trabalho e dedicação&#8221;, relata Souza.</p></blockquote>
<p>O secretário da Sedap, Giovanni Queiroz, lembrou que o protagonismo pertence aos produtores paraenses, em especial os agricultores familiares, que trabalham o cacau paraense com sustentabilidade, em consonância com a preservação do meio ambiente</p>
<blockquote><p>&#8220;Hoje nós temos muito o que comemorar. O Pará é o maior produtor de cacau do Brasil e um dos melhores do mundo. A nossa amêndoa tem sido premiada frequentemente. Mas, é o nosso pequeno produtor, que trabalha com a cultura do cacau, quem merece nossos aplausos. Ele ajuda a alavancar a economia do nosso Estado&#8221;, ressaltou.</p></blockquote>
<h3>Radiografia da produção</h3>
<p>Financiado pelo Funcacau, o projeto de previsão de safra monitora 86,5% da produção estadual. O levantamento detalha os principais polos e gargalos do setor:</p>
<ul>
<li><strong>Área Total:</strong> São 234.752 hectares plantados, sendo 173.191 já em produção.</li>
<li><strong>Ranking de Municípios</strong>:  <span style="font-size: 14px;">Medicilândia lidera isolada (37.564 toneladas), seguida por Uruará (21.426), Placas (17.052), Brasil Novo (10.818) e Novo Repartimento (8.855). Também figuram no top 10 as cidades de Tucumã (6.172) e Tomé-Açu (4.166).</span></li>
<li><strong>Divisão por Regiões</strong>: A Transamazônica detém 86,3% da produção. Na sequência aparecem o sudeste paraense (7,2%), nordeste paraense (3,8%), Ilhas (1,9%) e oeste paraense (0,8%).</li>
</ul>
<h3>Metodologia</h3>
<p>O engenheiro agrônomo da Ceplac, Fernando Mendes, explica que o relatório é fruto de uma metodologia rigorosa, que além da contagem de frutos em campo três vezes ao ano (março, julho e outubro) envolveu a análise estatísticas e emissão do relatório nos 11 municípios do Estado visitados e que representam 86% da produção do Estado</p>
<blockquote><p>&#8220;Foram aferidas 55 propriedades que nos dão 275 pontos amostrais&#8221;, detalha.</p></blockquote>
<p>Dos cerca de 13.500 frutos contados, as estatísticas focam naqueles com 100% de viabilidade.</p>
<p>O estudo serve como diagnóstico a para a tomada de decisões e planejamento pelos órgãos do Governo do Estado que atuam no segmento cacaueiro.</p>
<blockquote><p>“Nós temos os nossos números e são dados concretos e abalizados por uma instituição competente que faz esse trabalho em parceria com a Sedap, que é a Ceplac. Todas essas informações são importantes para a tomada de decisões dentro da cadeia produtiva do cacau, não só pelo governo como também à iniciativa privada que recebe esse relatório e pode se pautar por ele”, ressalta.</p></blockquote>
<h3>Resumo dos Resultados (Safra 2025)</h3>
<ul>
<li>Produção total: 141.452 toneladas</li>
<li>Área em produção: ~173.191 hectares</li>
<li>Produtividade média: 814 kg/ha (estatística geral) a 900 kg/ha (áreas monitoradas).</li>
<li>Principais Pragas monitoradas: Microácaro e Podridão Parda.</li>
</ul>
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		<title>Crise climática ameaça abelhas e produção de soja por tabela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jun 2025 18:06:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[abelhas]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mel]]></category>
		<category><![CDATA[produção]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/abelha2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A crise climática já provoca perdas significativas para a produção de mel no Brasil, mas os impactos vão além do setor apícola. Pesquisadores da Embrapa alertam que a redução das populações de abelhas, agravada por secas, enchentes e incêndios, também ameaça a produtividade de grãos como a soja, principal cultura do País. O Brasil tem [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/abelha2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A crise climática já provoca perdas significativas para a produção de mel no Brasil, mas os impactos vão além do setor apícola. Pesquisadores da Embrapa alertam que a redução das populações de abelhas, agravada por secas, enchentes e incêndios, também ameaça a produtividade de grãos como a soja, principal cultura do País.</p>
<p>O Brasil tem consolidado sua posição como um dos principais produtores e exportadores de mel do mundo. Só em 2023 foram 64,2 mil toneladas, um crescimento de 2,7% em relação a 2022. Segundo a Embrapa, a produção avança de forma consistente desde 2016, com recordes sucessivos a partir de 2018.</p>
<p>Esses índices no entanto, estão sob risco, assim como a liderança brasileira na soja. Ao destacar a relação entre o mel e a produção agrícola, o pesquisador da Embrapa explica que os apicultores conseguem retirar até 30 quilos de mel por caixa na florada da soja – volume 63% superior à média brasileira, que é de 19 quilos por ano.</p>
<p>Na outra ponta da relação, a produtividade da soja é incrementada em cerca de 13% quando há presença de abelhas polinizando a lavoura. “Isso sem incremento no custo de produção”, destaca o pesquisador da Embrapa Soja, Decio Gazzoni.</p>
<p>Além dos impactos diretos na produção, a preservação das abelhas também traz ganhos comerciais.</p>
<blockquote><p>“Esse cuidado com as abelhas é uma pauta importante para os países que importam nossa soja. Notícias de que nós estamos protegendo as abelhas fazem parte do currículo de bom comportamento do produtor e melhoram a nossa imagem”, afirma Gazzoni.</p></blockquote>
<h3>Aumento das temperaturas</h3>
<p>Cientistas alertam que o cenário pode piorar nos próximos anos. As previsões indicam que todos os biomas do País serão afetados, com destaque para a Amazônia, que pode registrar um aumento de temperatura entre 1°C e 6°C, acompanhado por uma redução nas chuvas que varia de 10% a 45%.</p>
<p>Para Fábia é importante encarar a mudança climática não apenas como um problema ambiental, mas como uma ameaça direta à produção de alimentos e à subsistência de comunidades rurais. A promoção de tecnologias e práticas adaptativas é um dos caminhos para assegurar o futuro da atividade.</p>
<blockquote><p>“A frequência e a intensidade de eventos climáticos representam desafios significativos para a sobrevivência das colmeias e a produtividade da cadeia apícola. A urgência da situação exige uma resposta coordenada e eficaz para minimizar os prejuízos e garantir a sustentabilidade das atividades”, pontua.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Gigante 163</em></p>
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		<title>Aumento da temperatura ameaça produção de bananas, alerta estudo</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/aumento-da-temperatura-ameaca-producao-de-bananas-no-mundo-alerta-estudo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 May 2025 13:24:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[altas temperaturas]]></category>
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		<category><![CDATA[calor]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/bananal-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A fruta mais popular do mundo, consumida por mais de 400 milhões de pessoas, corre sérios riscos de desaparecer. Um estudo mostra que, até 2080, 60% das melhores áreas para plantar a fruta podem sumir por causa do aumento do calor e de eventos climáticos severos. A previsão é que países como Índia, Brasil, Colômbia [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/bananal-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A fruta mais popular do mundo, consumida por mais de 400 milhões de pessoas, corre sérios riscos de desaparecer. Um estudo mostra que, até 2080, 60% das melhores áreas para plantar a fruta podem sumir por causa do aumento do calor e de eventos climáticos severos. A previsão é que países como Índia, Brasil, Colômbia e Costa Rica comecem a produzir menos banana já em 2050.</p>
<p>Além de maior consumidor mundial, o Brasil é o quarto maior produtor, com 6,6 milhões de toneladas produzidas em 455 mil hectares, metade originária da agricultura familiar, segundo a Embrapa. O setor fatura cerca de R$ 13,8 bilhões por ano e gera 500 mil empregos diretos. Devido ao seu preço barato, a banana tem importante papel social.</p>
<blockquote><p><span style="font-size: 14px;">“No passado, havia uma previsão de que isso aconteceria no futuro, mas aconteceu antes, e isso se deve ao fato de não estarmos cuidando da nossa terra natal, dos nossos ecossistemas, e isso é muito preocupante para os nossos filhos e, principalmente, para os nossos netos”, </span><span style="font-size: 14px;">disse Aurelia Pop Xo, produtora de banana na Guatemala, aos pesquisadores da agência Christian Aid, que fez o estudo</span></p></blockquote>
<p data-sourcepos="3:1-3:163">A bananeira gosta de temperatura mediana nem muito frio nem muito quente (entre 15 e 35 graus), e também precisa de ar úmido (entre 75% e 85%). Além disso, são muito sensíveis a ventos fortes (acima de 80km/h) e tempestades – que destroem suas folhas – e à falta de água.</p>
<p data-sourcepos="7:1-7:216">Outro problema é que, com o calor aumentando, aparecem mais doenças causadas por fungos nas plantações. Uma dessas doenças, chamada Fusarium Tropical Raça 4, pode acabar com todas as bananas de uma plantação inteira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Safra de cacau no Pará tem alta de 4%, aponta Sedap</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/safra-de-cacau-no-para-tem-alta-de-4-aponta-sedap/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2025 14:58:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[cacau]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/cacau33-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A produção da lavoura cacaueira no Pará chegou a 143.675 toneladas em 2024, segundo o Relatório Anual da Safra do Cacau, elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) em parceria com Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). O número representa uma alta de 3,8% em relação a 2023, quando a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/cacau33-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A produção da lavoura cacaueira no Pará chegou a 143.675 toneladas em 2024, segundo o Relatório Anual da Safra do Cacau, elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) em parceria com Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). O número representa uma alta de 3,8% em relação a 2023, quando a produção foi de 138.449 toneladas.</p>
<p>Com o mercado em alta, também cresceu no ano passado a área destinada aos plantios. Foram 8.172 hectares com cacaueiros que entraram em produção, cerca de 5,1% a mais de um ano para o outro. Os dados servem para conhecer a realidade do setor e ajudar os gestores envolvidos na cadeia a desenvolver seus planejamentos.</p>
<blockquote><p>“Na região que executamos o levantamento de dados da previsão de safra, temos em torno de 87,5% da produção de amêndoas de cacau do Estado. A gente compara com todos os países produtores e inclusive com o Estado da Bahia, e a nossa média está lá em cima. Isso é muito bom”, avaliou o engenheiro agrônomo e coordenador do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva da Cacauicultura no Pará (Procacau), Ivaldo Santana, em entrevista à Agência Pará.</p></blockquote>
<p>A região onde são concentrados os estudos abrange os municípios de Altamira, Medicilândia e Uruará, que são os maiores produtores de cacau do estado. Ao longo da BR-230, conhecida como Transamazônica, os produtores têm a maior produtividade média por hectare do mundo.</p>
<p>De acordo com a Sedap, 86,6% da produção paraense vem da Transamazônica. Em seguida aparece o sudeste do estado com 7%, a região nordeste com 3,6%, a região das ilhas com 1,9% e o oeste do Pará 0,9%.</p>
<blockquote><p>“Está plantando mais e a gente espera uma safra recorde em nosso estado no ano de 2025”, prevê o engenheiro agrônomo.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Produção de ouro em garimpos cai 98% no Pará, em 2024, após medidas de controle</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Sep 2024 15:33:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Cumaru do Norte]]></category>
		<category><![CDATA[extração de ouro]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/garimpo_cumaru-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O garimpo ilegal é uma das principais ameaças à conservação da floresta amazônica e aos direitos de populações indígenas e tradicionais. Levantamento aponta que 9 das 15 unidades de conservação mais destruídas pela exploração estão no Pará. Porém, de acordo com o Instituto Escolhas, essa atividade vem recuando nos últimos dois anos, desde que medidas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/garimpo_cumaru-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O garimpo ilegal é uma das principais ameaças à conservação da floresta amazônica e aos direitos de populações indígenas e tradicionais. Levantamento aponta que <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-tem-9-das-15-unidades-de-conservacao-mais-destruidas-pelo-garimpo-na-amazonia/">9 das 15 unidades de conservação mais destruídas pela exploração estão no Pará</a>. Porém, de acordo com o Instituto Escolhas, essa atividade vem recuando nos últimos dois anos, desde que medidas para controlar o comércio de ouro e combater a extração ilegal foram adotadas no país.</p>
<p>Em todo o estado, a produção de ouro registrada saiu de 17 toneladas em 2022 para 7 toneladas no ano passado, o que representa um recuo de 57%. Quando se analisa apenas o período de janeiro a julho de cada ano, a diminuição chega a 98% no comparativo entre 2024 e 2022, com queda de 10.703 toneladas para 166 kg.</p>
<p>São efeitos de ações que incluem a obrigatoriedade de emissão de notas fiscais eletrônicas para as transações com o ouro dos garimpos e o fim da presunção de legalidade, julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que na prática protegia instituições financeiras que adquiriam ouro de origem ilegal. O impacto dessas medidas fez recuar a produção de ouro nos garimpos, que caiu de 31 toneladas em 2022 para 17 toneladas em 2023. Neste ano, os dados até julho indicam queda de 84%.</p>
<p>Os resultados do estado refletem a queda significativa nas cidades onde a exploração de ouro é mais forte. Somente no município de Itaituba, considerada a <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/como-itaituba-virou-a-capital-brasileira-de-lavagem-de-ouro-ilegal/">capital do ouro ilegal</a>, a atividade reduziu pela metade, saindo de 12.168 toneladas em 2022 para 6.035 toneladas no ano passado. Em Cumaru do Norte, a produção recuou de 2.126 toneladas para 314 kg e, em Novo Progresso, a produção caiu de quase 2 toneladas para 431 kg.</p>
<blockquote><p>“Com medidas de controle em um mercado onde, sabidamente, há extração ilegal, uma parcela significativa do ouro se moveu. Isso significa que uma porta importante foi fechada para o ouro ilegal. Se, antes, o metal era facilmente ‘esquentado’ e exportado como ‘legal’, agora o cenário mudou, aumentando os custos e o risco das operações ilícitas”, aponta o Instituto Escolhas.</p></blockquote>
<p>Para a instituição, no entanto, são necessárias ainda outras estratégias para transformar o setor. Entre elas estão: a mudança de regime de operações garimpeiras para concessão de lavra, exigência de trabalhos de pesquisa mineral e de planos de aproveitamento econômico, a limitação no número de permissões de lavra garimpeira por pessoa, o cancelamento de processos em locais onde a atividade não é permitida, como <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/garimpo-ilegal-devastou-584-campos-de-futebol-em-tres-terras-indigenas-em-2024/">terras indígenas</a> e unidades de conservação, e a rastreabilidade de origem obrigatória.</p>
<blockquote><p>“Combater a extração ilegal deve ser uma prioridade, porque ela provoca impactos ambientais e sociais severos, além de estabelecer uma concorrência desleal no mercado. Também é fundamental aprimorar as regras que regem as operações garimpeiras, para que tenham aderência à realidade”, ressalta o estudo. Para ler o trabalho completo, clique <a href="https://escolhas.org/wp-content/uploads/2024/09/Estudo_Ouro-em-choque.pdf" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p></blockquote>
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		<item>
		<title>Dia do Açaí: Pará aposta no fortalecimento da cadeia produtiva sustentável do fruto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Sep 2024 19:16:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[desaque]]></category>
		<category><![CDATA[extrativismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/acai-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Com mais de 1,7 milhão de toneladas por ano, o Pará responde por 93% de toda a produção nacional do açaí. O fruto é um símbolo da cultura alimentar da Amazônia, além de um vetor para o desenvolvimento sustentável da região. Neste 5 de setembro, data dedicada tanto à Amazônia quanto ao açaí, o apoio [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/acai-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Com mais de 1,7 milhão de toneladas por ano, o <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/para-fecha-2023-como-lider-na-producao-de-acai-dende-cacau-mandioca-e-abacaxi/">Pará responde por 93% de toda a produção nacional do açaí</a>. O fruto é um símbolo da cultura alimentar da Amazônia, além de um vetor para o desenvolvimento sustentável da região. Neste 5 de setembro, data dedicada tanto à<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/dia-da-amazonia-restauracao-biocultural-une-saberes-tradicionais-e-ciencia-para-proteger-a-floresta/" target="_blank" rel="noopener"> Amazônia </a>quanto ao açaí, o apoio à cadeia produtiva ligada à espécie avança  e beneficia desde o agricultor e extrativista até o batedor.</p>
<p>No arquipélago do Marajó estão dois municípios entre os dez maiores produtores de açaí do Brasil: Bagre e Anajás. É nesta região com grande potencial, mas ainda marcada pelos baixos índices de desenvolvimento humano (IDH), que o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em parceria com a Embrapa realiza o projeto Sustenta e Inova.</p>
<p>Com foco na capacitação de 4 mil famílias de produtores, a iniciativa dissemina conhecimento sobre formas de manejo que melhoram a produtividade, ajudam a restaurar áreas degradadas e são menos agressivas ao meio ambiente. Além disso, a implantação de tecnologias e boas práticas para o preparo da terra e cultivo do açaí ajudaram também a melhorar a qualidade dos frutos e prolongar o tempo de safra.</p>
<p>Para o diretor-superintendente do Sebrae no Pará, Rubens Magno, esses aspectos representam os impactos que o trabalho pode ter, já que a capacitação possibilita que os agricultores aprendam a mapear as exigências dos mercados institucionais e privados e a desenvolver técnicas de processamento e agroindustrialização, que facilita a entrada desses grupos nos circuitos da bioeconomia.</p>
<blockquote><p>“Esse é um programa que está alinhado à agenda da COP30, que acontecerá no Pará em 2025, pois ajuda a plantar a semente para o fortalecimento de uma das mais promissoras cadeias baseadas na bioeconomia amazônica, já que os visitantes da conferência provavelmente repetirão a predileção, já identificada em mercados internacionais, pelo consumo da fruta”, destaca Rubens Magno em artigo publicado no site <a href="https://oeco.org.br/analises/capacitacao-insere-acai-do-marajo-em-novos-mercados-da-bioeconomia/" target="_blank" rel="noopener">O eco</a>.</p></blockquote>
<p>No cenário estadual, a cadeia produtiva do fruto também é atendida com programas de estímulo à produção e a visibilidade do produto. Uma dessas ações é a organização do festival do açaí que a cada ano apresenta novidades e soluções técnicas e tecnológicas que abrem portas para o avanço do setor.</p>
<blockquote><p>Para alavancar a produção do produto, a Sedap apoiou com recursos financeiros a Embrapa na pesquisa que lançou a nova atualização da Cultivar BRS Paidégua (para cultivo de açaí em várzea e terra firme), apresentando alta produtividade e a distribuição de cerca de 14 toneladas de sementes, o que possibilitou a implantação de 35 mil novos hectares da cultura. Também, via convênio com a Emater, a Sedap patrocina anualmente a capacitação de produtores ribeirinhos em técnicas de manejo de açaizais com práticas de sustentabilidade”, comenta o gerente de Fruticultura da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Geraldo Tavares à <a style="font-size: 14px;" href="https://agenciapara.com.br/noticia/59374/dia-do-acai-para-segue-na-lideranca-nacional-com-mais-de-90-da-producao-brasileira" target="_blank" rel="noopener">Agência Pará</a><span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">.</span></p></blockquote>
<p>Na outra ponta, a Sedap atua junto com secretarias municipais de saúde promovendo cursos de manipulação de alimentos e a distribuição de equipamentos para os batedores de açaí. A capacitação aliada aos recursos da mesa de catação, tanque de branqueamento e despolpadeira ajudam a garantir a higiene e padronização do produto que chega às mesas dos paraenses.</p>
<p>Com o mercado em alta e o fortalecimento das medidas de apoio, Edvaldo Silva, da Ilha do Combu, que há mais de 40 anos trabalha com a extração e venda do fruto, diz que os principais ganhos vieram com o aumento da renda para produtores, batedores e comerciantes.</p>
<blockquote><p>“Desde quando eu nasci, eu trabalho com açaí. A minha família só trabalha com açaí. A gente produz e vende na feira, em Belém. Hoje em dia, o açaí melhorou muito, não só pra mim, mas pra muita gente, porque a maioria da renda é do açaí”, relata Edvaldo.</p></blockquote>
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		<title>Potencial da piscicultura é subaproveitado na Amazônia, revela estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2024 16:06:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[CURIOSIDADES]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/04/emater11-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A piscicultura de peixes nativos, que pode ser uma das bases para o desenvolvimento da bioeconomia na Amazônia, está prestes a estagnar. O setorprecisa de uma política estratégica que apoie a assistência técnica, a produção, a comercialização e a divulgação dos produtos locais. Essas são as conclusões apresentadas no mais recente estudo do Instituto Escolhas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/04/emater11-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A piscicultura de peixes nativos, que pode ser uma das bases para o desenvolvimento da bioeconomia na Amazônia, está prestes a estagnar. O setorprecisa de uma política estratégica que apoie a assistência técnica, a produção, a comercialização e a divulgação dos produtos locais. Essas são as conclusões apresentadas no mais recente<a href="https://escolhas.org/wp-content/uploads/2024/08/Sumario-Solucao-debaixo-dagua_o-potencial-esquecido-da-piscicultura-amazonica.pdf" target="_blank" rel="noopener"> estudo do Instituto Escolha</a>s que aborda o “potencial esquecido” da atividade na região.</p>
<p>A pesquisa apresenta um levantamento inédito sobre a piscicultura, que ocupa uma área de  76.942 hectares de lâmina d’água com 61.334 empreendimentos, em sua maioria (95,8%) pequenos produtores com até 5 hectares. Já a produção atingiu o pico em 2015 com 220 mil toneladas de peixes e, desde então, tem oscilado entre 160 mil e 175 mil toneladas, enquanto que nacionalmente o setor cresce de 3% a 5% ao ano.</p>
<p>No Pará, a situação também é preocupante. O estado foi pioneiro do desenvolvimento do setor na região nos anos 1970, porém foi perdendo espaço a partir dos anos 2000, quando as normas passaram a proibir o cultivo de espécies exóticas, o que favoreceu as estratégias para as espécies nativas, mas acabou restringindo o alcance de mercado que é voltado para atender as demandas locais.</p>
<p>De acordo com o Instituto Escolhas, o tambaqui e os híbridos tambacu e tambatinga são as espécies dominantes na piscicultura paraense, com participação de 81,9% na produção. São aproximadamente 14 mil toneladas produzidas por ano, bem abaixo do líder regional que é o estado de Rondônia com 57,2 mil toneladas anuais.</p>
<p>Investimento em assistência técnica</p>
<p>Alguns dos entraves detectados foram a saturação do mercado regional e a inativação de cerca de 19% das áreas de piscicultura. De acordo com a análise, caso essas áreas fossem reativadas, seria possível aumentar a produção local sem expandir a lâmina d’água, mas para isso são necessários investimentos em assistência técnica e ração e alevinos de melhor procedência.</p>
<blockquote><p>“Um avanço consistente no mercado nacional depende da resolução de dois gargalos: solucionar os problemas responsáveis pela baixa produtividade, como a falta de acesso à assistência técnica adequada, e aumentar a produção”, ressalta Sérgio Leitão, diretor executivo do Instituto Escolhas.</p></blockquote>
<p>Outro problema identificado é a falta de acesso ao crédito decorrente da dificuldade dos piscicultores de regularizar os empreendimentos e pleitear os recursos. Do total de R$ 665,6 milhões disponibilizados para operações de custeio no setor, R$ 189 foram contratados nos estados da Amazônia Legal. Já no quesito investimento, os empreendedores fizeram aportes de R$ 5,3 milhões, equivalente a uma participação de apenas 10,5% em relação ao total nacional.</p>
<p>Além disso, o estudo aponta que há um desinteresse dos governos estaduais e federal em reconhecer o potencial da piscicultura. Isso se reflete, por exemplo, na falta de dados atualizados sobre a atividade e no marco regulatório defasado. Nesse cenário, a previsão é que em uma década o setor terá um crescimento de apenas 4,6%, passando de 175 mil toneladas produzidas para 183 mil toneladas, o que representa a estagnação da atividade.</p>
<blockquote><p>“Temos milhares de pequenos piscicultores na Amazônia que se mantêm atuantes apesar da falta de acesso à assistência técnica e infraestrutura e da ausência de visão dos governos locais sobre o potencial dessa cadeia produtiva e sua importância no contexto regional”,  comenta Sérgio Leitão, reforçando que a atividade é viável economicamente, contribui para a segurança alimentar e a geração de renda na região.</p></blockquote>
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		<title>Alta do cacau no mercado internacional anima produtores do Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jul 2024 15:19:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[#Tomé-Açu]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/cacau_producao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O mercado de cacau vive uma valorização sem precedentes. Negociado como commodity nas bolsas de valores, o fruto tem registrado altas históricas de preço, como em abril passado, quando cada tonelada chegou a valer US$ 11.311. Em análise publicada pela Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA), a economista e presidente da Câmara Setorial do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/cacau_producao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O mercado de cacau vive uma valorização sem precedentes. Negociado como commodity nas bolsas de valores, o fruto tem registrado altas históricas de preço, como em abril passado, quando cada tonelada chegou a valer US$ 11.311. Em análise publicada pela <a href="https://www.cnabrasil.org.br/noticias/cacau-em-alta-no-para-lucros-historicos-beneficiam-produtores-leia-a-analise" target="_blank" rel="noopener">Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA)</a>, a economista e presidente da Câmara Setorial do Cacau do Pará, Maria Goreti Gomes, destaca que o contexto é favorável ao aumento de renda dos agricultores, principalmente os de boas práticas, e ajuda a impulsionar a econômica local.</p>
<p>De acordo com a especialista, a alta é reflexo de três fatores: a queda na produção da África devido à contaminação por pragas e doenças nas lavouras, a redução da oferta e dos estoques globais e a forte demanda pelo fruto, impulsionada pela grande popularidade do chocolate e seus derivados. O cenário favoreceu os produtores locais, principalmente na região da Transamazônica, o principal polo da cacauicultura do estado, onde o quilo custa em média R$ 55.</p>
<blockquote><p>“O Pará, como grande produtor de cacau, é um dos maiores beneficiados por essa conjuntura. A valorização do produto gerou um aumento na renda dos produtores, impulsionando a economia local e promovendo o desenvolvimento das comunidades”, afirma Goreti Gomes.</p></blockquote>
<p>Apesar disso, as oscilações nos preços negociados no exterior preocupam porque podem levar tanto a ganhos expressivos quanto a prejuízos e perdas. A expectativa é que os preços se estabilizem entre R$ 40 e R$ 50 por quilo e que a demanda interna continue aquecida, evitando assim a dependência do mercado internacional.</p>
<p>Goreti Gomes avalia ainda que as perspectivas para a cacauicultura paraense são positivas em razão das condições climáticas e de solo favoráveis para o cultivo do cacau, além de uma grande base de produtores experientes. Atualmente, o <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/para-fecha-2023-como-lider-na-producao-de-acai-dende-cacau-mandioca-e-abacaxi/">estado já lidera a produção de cacau no país</a>, com mais de 152 mil toneladas de amêndoas por ano.</p>
<p>Aliado a isso, as perspectivas podem ser ainda melhores a longo prazo com investimentos em técnicas agrícolas modernas e eficientes, agregação de valor e Implementação de práticas agrícolas sustentáveis que contribuam para a preservação do meio ambiente, como ocorre com os <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/saiba-como-aumentar-a-produtividade-de-lavouras-de-cacau-plantadas-em-sistemas-agroflorestais/">sistemas agroflorestais (SAFs)</a>. Em Tomé-Açu, por exemplo, o <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/chocolate-de-tome-acu-e-ouro-no-japao-durante-as-olimpiadas/">cacau produzido em SAF já ganhou registro de indicação geográfica</a>.</p>
<blockquote><p>“Ao investir nesses aspectos, os produtores de cacau do Pará estarão aptos para aproveitar as oportunidades do mercado e garantir o sucesso da atividade a longo prazo, consolidando o estado como um dos principais polos produtores de cacau de alta qualidade do mundo”, ressalta Goreti Gomes.</p></blockquote>
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		<title>Produção de castanha-do-pará gera renda e fortalece bioeconomia em áreas protegidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Apr 2024 17:51:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[castanha-do-Pará]]></category>
		<category><![CDATA[Flota do Paru]]></category>
		<category><![CDATA[Flota do Tombetas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/castanha5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Óbidos, Oriximiná e Alenquer são os municípios do oeste paraense que registram os maiores volumes de produção de castanha-do-pará no Estado, considerado o terceiro maior produtor da semente no Brasil pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022. Com mais de 8,8 mil toneladas, o que representa um valor superior a R$ 31 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/castanha5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Óbidos, Oriximiná e Alenquer são os municípios do oeste paraense que registram os maiores volumes de produção de castanha-do-pará no Estado, considerado o terceiro maior produtor da semente no Brasil pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022.</p>
<p>Com mais de 8,8 mil toneladas, o que representa um valor superior a R$ 31 milhões em produção, a castanha-do-pará coletada em florestas estaduais, sob a supervisão do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio) e com apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), impulsiona a geração de renda e fortalece a bioeconomia.</p>
<blockquote><p>“Por se tratar de uma cadeia relacionada ao conjunto dos produtos da sociobiodiversidade, o apoio da Emater é relacionado aos municípios que têm potencialidade para o extrativismo do produto, elaborando, quando necessário, os Cadastros Ambientais Rurais (CARs), individuais ou coletivos, a emissão do Cadastro Nacional de agricultor Familiar, o CAF, que possibilite aos extrativistas terem acesso às políticas públicas e ao apoio à comercialização dos produtos in natura ou em qualquer etapa de processamento”, explica Ozias Aquino, engenheiro agrônomo da Emater.<span class="w3cgWrapper w3cgAlignCenter"><span class="w3cgLegenda">Pará é o terceiro maior produtor de castanha-do-pará do Brasil</span><span class="credito_foto">Foto: Samuel Alvarenga / Secom</span></span></p></blockquote>
<p>Waldiclei das Mercês, extrativista de castanha-do-pará no município de Almeirim, na mesma região, conta que, há anos, o produto é a fonte de renda da sua família e de toda a comunidade. O fortalecimento da produção, a partir de cursos realizados pelo governo do Estado, segundo o extrativista, permite o acesso ao mercado da castanha, garantindo a comercialização na região de forma sustentável.</p>
<blockquote><p>“A atividade tem ajudado muito a preservação ambiental, justamente porque nós já tivemos aqui vários treinamentos sobre a castanha. Antes, a gente não tinha esse conhecimento, a gente não tinha o certo cuidado com a castanha; tocava muito fogo. Hoje não se trabalha mais com isso, justamente para que não acarrete prejuízo ou danos para o castanhal. As medidas preventivas têm ajudado muito a não derrubar as castanheiras”, informa Waldiclei.</p></blockquote>
<h3><strong>Safra 2024</strong></h3>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/ideflor-bio-promove-abertura-da-flota-do-trombetas-para-coleta-da-safra-da-castanha-do-para-2023/" target="_blank" rel="noopener">Mais de 600 trabalhadores, previamente cadastrados pelo Ideflor-Bio, foram autorizados,</a> em fevereiro deste ano, a entrar na Floresta Estadual do Trombetas, que abrange os municípios de Oriximiná, Óbidos e Alenquer, para a coleta da safra 2024. A iniciativa fortalece a cadeia da bioeconomia, gera renda para centenas de famílias e agrega valor aos produtos oriundos do extrativismo.</p>
<p>Em março, o Ideflor-Bio também autorizou a antecipação da coleta da castanha-do-pará na Floresta Estadual (Flota) do Paru, que abrange os municípios Almeirim, Monte Alegre, Alenquer e Óbidos, devido à quantidade significativa de ouriços que já caíram.</p>
<p>Além disso, foram discutidas as regras e diretrizes para a coleta, visando assegurar que a atividade seja realizada de forma responsável, em harmonia com o ecossistema, reforçando o compromisso estadual com a sustentabilidade e a valorização das práticas tradicionais de manejo florestal.</p>
<p>Ronaldison Farias, gerente administrativo Calha Norte 2 do Ideflor-Bio, que corresponde às unidades de conservação das florestas estaduais do Trombetas, Faro e Paru, ressalta a importância da coleta sustentável da castanha-do-pará. ]</p>
<blockquote><p>“Hoje, há uma garantia de preservação dessas unidades por conta da forma que é realizado o extrativismo, valorizando a floresta em pé, conservada. O próprio extrativista é o defensor pela sustentabilidade das nossas florestas, e isso faz a diferença”, garante.</p></blockquote>
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		<title>Maior produtor de cacau do País, Pará estima produzir mais de 152 mil toneladas do fruto em 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Mar 2024 15:08:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[#agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[amêndoa]]></category>
		<category><![CDATA[cacau]]></category>
		<category><![CDATA[chocolate]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[produção]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/cacau99-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Com uma estimativa de produção para 2024 superior a 152 mil toneladas de cacau, segundo projeção do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Pará se consolida como maior produtor do fruto do Brasil, com mais de 31,5 mil produtores e participação de 51,80% na produção [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/cacau99-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Com uma estimativa de produção para 2024 superior a 152 mil toneladas de cacau, segundo projeção do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Pará se consolida como maior produtor do fruto do Brasil, com mais de 31,5 mil produtores e participação de 51,80% na produção nacional.  Uma bela maneira de se celebrar o Dia Nacional do Cacau, celebrado nesta terça-feira, 26.</p>
<p>Em 2023, de acordo com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), o Estado produziu cerca de 150 mil toneladas de amêndoas, o que representa o valor bruto da produção de R$ 2,4 bilhões.</p>
<p>E o Pará apresenta uma série de outros fatores positivos que o fazem ter orgulho da produção cacaueira sustentável. Na primeira reunião deste ano do Conselho Gestor do Fundo de Desenvolvimento da Cacauicultura do Pará (Funcacau), em 8 deste mês, o balanço apresentado mostrou que aproximadamente 13 milhões e 400 mil sementes híbridas de cacau foram produzidas ano passado com recursos financiados pelo Fundo, coordenado pela Sedap.</p>
<p>Em todo o Pará, foram distribuídas 11.548.490 sementes para 5.587 produtores de 69 municípios paraenses, o que possibilita a implantação anual de cerca de 8 mil hectares de novos cultivos de cacau.</p>
<p>O gerente do Procacau da Sedap, Ivaldo Santana, informou que a independência na produção de sementes permite ao Pará comercializá-las às indústrias multinacionais.</p>
<blockquote><p>&#8220;Nós somos autossuficientes na produção de sementes híbridas que são produzidas pela Ceplac e distribuídas aos novos produtores que se incorporam à cadeia do cacau a cada ano, são em torno de mil produtores. Também é distribuída aqueles que querem aumentar a sua área plantada&#8221;, afirmou o engenheiro agrônomo.</p></blockquote>
<h3><strong>Agrofloresta e prêmios</strong></h3>
<p>As amêndoas se tornaram em pouco tempo uma das mais conhecidas mundialmente. Em fevereiro deste ano, por exemplo, o estado recebeu dupla premiação. Os produtores Miriam Federicci e Robson Brogni levaram o primeiro e segunda lugar, respectivamente, na premiação Cocoa of Excellence, realizado em Amsterdã, na Holanda, como as melhores amêndoas do planeta. Ambos produtores são de Medicilândia, município localizado na Região de Integração do Xingu &#8211; na extensão da rodovia BR -030 , conhecida mais popularmente como Transamazônica.</p>
<p>O governador Helder Barbalho, define a premiação como o reconhecimento ao trabalho de qualidade feito no Pará e ao apoio que o governo estadual garante aos produtores.</p>
<blockquote><p>“Quando eu falo de bioeconomia, me refiro também ao que Medicilândia, por exemplo, está fazendo com o cultivo do cacau, com o sistema agroflorestal, quando a produção é viabilizada com preservação, e também com a verticalização. Produzindo o cacau, tirando a massa do cacau, fazendo a amêndoa virar um produto final com a verticalização. É muito orgulho ter uma das melhores amêndoas do mundo”, ressalta o governador do Pará.</p></blockquote>
<figure id="attachment_28160" aria-describedby="caption-attachment-28160" style="width: 762px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-28160" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/cacau_produtores_premiados-300x200.jpg" alt="" width="762" height="508" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/cacau_produtores_premiados-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/cacau_produtores_premiados-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/cacau_produtores_premiados-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/cacau_produtores_premiados-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/cacau_produtores_premiados.jpg 800w" sizes="(max-width: 762px) 100vw, 762px" /><figcaption id="caption-attachment-28160" class="wp-caption-text">Família Brogni. os produtores de Medicilândia que ganharam reconhecimento internacional com amêndoa produzida por Sistema Agroflorestal. Foto: Pedro Guerreiro</figcaption></figure>
<h3>Exportação</h3>
<p>Ivaldo Santana, coordenador do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva da Cacauicultura no Pará (Procacau), vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca (Sedap), explica que , em função da expansão dos plantios de cacau no Estado, acontece um aumento em torno de 8 mil hectares por ano.</p>
<blockquote><p>&#8220;A nossa produção, a maior parte dela, cerca de 95%, vai para as indústrias multinacionais localizadas em Ilhéus (Bahia). E esses outros 5%, ou são absorvidos pelas indústrias artesanais de chocolate existentes no Pará ou são exportados para outros países, principalmente Japão e Holanda”, explica</p></blockquote>
<p>Quem exporta para o Japão é a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (Camta). Para a Holanda é a Cooperativa Central de Produção Orgânica da Transamazônica e Xingu (CEPOTX), de produtos orgânicos de cacau, sediada em Altamira. Essas duas cooperativas exportam em torno de 2% a 3% da produção de cacau paraense. O setor já gerou mais de 350 mil empregos diretos e indiretos.</p>
<p><em>Fonte: Agência Pará</em></p>
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