<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>produção agrícola &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<atom:link href="https://www.paraterraboa.com/tag/producao-agricola/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
	<lastBuildDate>Mon, 08 Jun 2026 13:40:54 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/05/cropped-512x512px-32x32.png</url>
	<title>produção agrícola &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Pará acelera transição para bioeconomia com cacau sustentável</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/para-aposta-na-rastreabilidade-do-cacau-para-manter-competitividade-no-mercado-europeu/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/economia/para-aposta-na-rastreabilidade-do-cacau-para-manter-competitividade-no-mercado-europeu/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 12:25:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Cacau amazônico]]></category>
		<category><![CDATA[Cacau paraense]]></category>
		<category><![CDATA[Cacaupará]]></category>
		<category><![CDATA[mercado externo]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Procacau]]></category>
		<category><![CDATA[produção agrícola]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=42261</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/cacau5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Em meio às discussões do Dia do Meio Ambiente, o Pará acelera sua preparação para o novo regulamento europeu contra o desmatamento, previsto para o fim de 2026. O estado, um dos maiores produtores de cacau do Brasil, aposta no Cacaupará, o primeiro sistema estadual integrado de rastreabilidade do fruto no País. A nova [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/cacau5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-path-to-node="1,0,0"><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li>
<p data-path-to-node="1,0,0"><em>Em meio às discussões do Dia do Meio Ambiente, o Pará acelera sua preparação para o novo regulamento europeu contra o desmatamento, previsto para o fim de 2026.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,1,0"><em>O estado, um dos maiores produtores de cacau do Brasil, aposta no Cacaupará, o primeiro sistema estadual integrado de rastreabilidade do fruto no País.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,2,0"><em>A nova ferramenta acompanha o cacau desde a origem até a comercialização, atendendo diretamente às demandas de transparência e baixo carbono do mercado internacional.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,3,0"><em>Além de blindar os exportadores que já estão no mercado externo, a estratégia visa integrar pequenos produtores à bioeconomia formal por meio de assistência rural e incentivos tecnológicos.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,4,0"><em>O projeto funciona em conjunto com a Política Nacional de Incentivo à Produção de Cacau de Qualidade e com o plano Pará 2030, transformando a regularização ambiental em passaporte para novos mercados.</em></p>
</li>
</ul>
<p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p data-path-to-node="5">Com o novo regulamento europeu contra produtos associados ao desmatamento, previsto para entrar em vigor no fim de 2026, o Pará — um dos principais produtores de cacau do Brasil — aposta no fortalecimento de mecanismos de transparência e sustentabilidade para garantir seu protagonismo nacional e internacional. Essa discussão ganha força estratégica <b data-path-to-node="5" data-index-in-node="351">neste Dia do Meio Ambiente</b>, momento em que o setor acelera o passo para se adequar às novas políticas globais.</p>
<p data-path-to-node="6">Em entrevista ao <strong>Pará Terra Boa</strong>, o coordenador do Programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva da Cacauicultura no Pará (Procacau), Ivaldo Santana, afirma que a implementação do Cacaupará — primeiro sistema estadual integrado de rastreabilidade do cacau do País — é a principal iniciativa do governo local para garantir esse diferencial competitivo. A ferramenta permite acompanhar toda a trajetória do fruto, da origem à comercialização, atendendo diretamente às exigências do mercado europeu.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="7">“Passamos muitos anos falando sobre a oportunidade de entrar no mercado internacional e isso já é uma realidade; agora, a grande missão é proteger essa permanência. A melhor forma de fazer isso é criando estratégias que aumentem o alinhamento da produção com o mercado de baixo carbono e garantam plena transparência ao consumidor brasileiro e internacional”, declara Santana.</p>
</blockquote>
<p data-path-to-node="8">Segundo o coordenador, o Cacaupará foi concebido para proteger tanto a cadeia produtiva quanto os empresários locais — desde aqueles que já conquistaram espaço no exterior até os pequenos produtores que serão alcançados pelo avanço das políticas de assistência rural.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="9">“Nosso tamanho territorial naturalmente impõe desafios que buscamos combater. Nesse primeiro momento, o sistema protege a permanência do produtor e do empresário que já conquistaram essa janela importante do mercado internacional, mas o avanço de outras políticas voltadas aos pequenos também promete igualar essa formalização rural ao longo dos anos. O que queremos é transparência total”, argumenta.</p>
</blockquote>
<h3 data-path-to-node="10">Cartas na manga</h3>
<p data-path-to-node="11">De acordo com Ivaldo, o êxito da estratégia depende da integração entre diferentes agentes e iniciativas. Embora o Cacaupará seja o principal instrumento para garantir a competitividade na Europa, ele atua em conjunto com a Política Nacional de Incentivo à Produção de Cacau de Qualidade e com o plano Pará 2030, voltado ao aumento da produtividade e ao desenvolvimento sustentável da cadeia cacaueira.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="12">“Sabemos que não dá para vencer todas as dificuldades de uma vez. No entanto, quando incentivamos as práticas sustentáveis com crédito, recursos e acesso a tecnologias, estamos trazendo para a formalização produtores que foram desassistidos por décadas, integrando-os a uma nova fase da bioeconomia amazônica, genuinamente pautada na sustentabilidade”, diz.</p>
</blockquote>
<p data-path-to-node="13">Desta forma, o objetivo principal é guiar produtores e empresários rumo à conformidade com as políticas agrárias e ambientais, transformando a regularização em passaporte para o mercado internacional e para o crédito fomento.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="14">&#8220;Estamos trabalhando para que o acesso à assistência rural de qualidade, as portas abertas para as políticas públicas e a inserção em novos mercados possam chegar ao maior número de pessoas possível muito em breve&#8221;, conclui.</p>
</blockquote>
<p><strong style="font-size: 14px;">LEIA MAIS</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/agroflorestas-de-cacau-do-para-sequestram-ate-51-toneladas-de-carbono-por-hectare-diz-estudo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Agroflorestas de cacau do Pará sequestram até 51 toneladas de carbono por hectare, diz estudo</strong></a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/com-produtividade-recorde-cacau-do-para-supera-medias-nacional-e-internacional/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Com produtividade recorde, cacau do Pará supera médias nacional e internacional</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/economia/para-aposta-na-rastreabilidade-do-cacau-para-manter-competitividade-no-mercado-europeu/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Biofábrica de abelhas é alternativa para geração de renda no sudeste do Pará</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/biofabrica-de-abelhas-e-alternativa-para-geracao-de-renda-no-sudeste-do-para/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/economia/biofabrica-de-abelhas-e-alternativa-para-geracao-de-renda-no-sudeste-do-para/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2023 14:41:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[abelha]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[polinização]]></category>
		<category><![CDATA[produção agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[UFPA]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=17101</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/abelha2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A conservação de parte da Floresta Amazônica tem ganhado o reforço de abelhas nativas sem ferrão. Um projeto liderado pelo Instituto Tecnológico Vale (ITV) permitiu a multiplicação de ninhos de abelhas nativas, aumentando a disponibilidade de colônias para criação. Com a Biofábrica de Abelhas Indígenas de Carajás, no Pará, são encontradas 110 espécies de abelhas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/abelha2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A conservação de parte da Floresta Amazônica tem ganhado o reforço de abelhas nativas sem ferrão. Um projeto liderado pelo Instituto Tecnológico Vale (ITV) permitiu a multiplicação de ninhos de abelhas nativas, aumentando a disponibilidade de colônias para criação. Com a Biofábrica de Abelhas Indígenas de Carajás, no Pará, são encontradas 110 espécies de abelhas nativas entre 244 já catalogadas no Brasil.</p>
<p>As abelhas nativas possuem papel fundamental na produção de alimentos na região amazônica, através da polinização de plantas importantes como o açaí, o guaraná e a castanha do Pará. Além disso, as abelhas colaboram na polinização de diversas culturas agrícolas.</p>
<p>O conjunto de colônias indígenas é constituído por espécies locais selecionadas principalmente para a produção de mel e para polinização, além de produtos com potencial para geração de renda, como a própolis. As colônias estão instaladas em meliponários no BioParque Vale Amazônia e o viveiro de mudas da Vale, área com mais de 30 hectares de floresta nativa.</p>
<p>De acordo com o pesquisador do Instituto Tecnológico Vale (ITV) Luciano Costa, um <a href="http://www.itv.org/publicacao/guia-fotografico-de-identificacao-de-abelhas-sem-ferrao-para-resgate-em-areas-de-supressao-florestal/" target="_blank" rel="noopener">guia foi elaborado para auxiliar na localização e identificação das colônias</a>.</p>
<blockquote><p>“O catálogo tem fotografias da entrada de colônias e operárias de 41 espécies ocorrentes na região e cursos online sobre resgate e manejo de abelhas nativas”, explicou. Geração de renda</p></blockquote>
<p>O mel produzido pelas abelhas nativas tem valor de mercado que chega a ser dez vezes maior que o mel tradicional, a depender da variedade da espécie. No Sudeste do Pará, a extração de mel é uma atividade econômica que gera renda local para pequenos produtores em Parauapebas, Canaã, Curionópolis e outros municípios da região.</p>
<p>A meliponicultora, criação de abelhas sem ferrão, é uma atividade sustentável, que auxilia na preservação das espécies vegetais e no equilíbrio biológico nos diferentes biomas brasileiros.</p>
<p>Segundo estudos publicados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), as abelhas nativas são os principais polinizadores do açaí (Euterpe oleracea). A pesquisa indica que elas executam cerca de 60% do trabalho de polinização nas flores da palmeira e são mais eficientes no transporte do pólen que os outros insetos, o que impacta diretamente na cadeia produtiva do açaí.</p>
<p>Os estudos foram realizados em áreas naturais de ocorrência do açaí (várzea e terra firme) e em áreas com diferentes níveis de manejo até plantações do tipo monocultivo de larga escala. Ao todo, mais de 200 espécies de insetos (incluindo, besouros, moscas, formigas e outros grupos) foram coletados visitando as flores da palmeira, sendo também muito importantes para a polinização.</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/economia/biofabrica-de-abelhas-e-alternativa-para-geracao-de-renda-no-sudeste-do-para/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Brasil pode dobrar produção agrícola sem derrubar árvore, diz ministra do Meio Ambiente em Davos</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/brasil-pode-dobrar-producao-agricola-sem-derrubar-arvore-diz-ministra-do-meio-ambiente-em-davos/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/agricultura/brasil-pode-dobrar-producao-agricola-sem-derrubar-arvore-diz-ministra-do-meio-ambiente-em-davos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jan 2023 19:46:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Davos]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[MMA]]></category>
		<category><![CDATA[produção agrícola]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=14310</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/01/marina5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Durante painel no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou que o Brasil tem a capacidade de duplicar a produção agrícola sem necessitar derrubar mais nenhuma árvore. &#8220;Esse é o desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro de agricultura, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/01/marina5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Durante painel no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou que o Brasil tem a capacidade de duplicar a produção agrícola sem necessitar derrubar mais nenhuma árvore.</p>
<blockquote><p>&#8220;Esse é o desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro de agricultura, para a transição para uma agricultura sustentável.&#8221;</p></blockquote>
<p>A ministra também afirmou que o País está trabalhando para ter um mercado regulado de carbono, mas que seja suplementar aos esforços para reduzir sua emissão.</p>
<p>No painel, a ministra ressaltou ainda que é necessário que a sustentabilidade não seja só econômica ou ambiental, mas também social e política, mencionando, por exemplo, os mercados ilegais de ouro no Brasil.</p>
<p><em>Fonte: Estadão Conteúdo</em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/agricultura/brasil-pode-dobrar-producao-agricola-sem-derrubar-arvore-diz-ministra-do-meio-ambiente-em-davos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Muvuca: técnica de semeadura direta é ótima opção para recuperar vegetação nativa</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/muvuca-tecnica-de-semeadura-direta-e-otima-opcao-para-recuperar-vegetacao-nativa/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/agricultura/muvuca-tecnica-de-semeadura-direta-e-otima-opcao-para-recuperar-vegetacao-nativa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Coutinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 May 2022 17:32:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Fazedores de Floresta]]></category>
		<category><![CDATA[muvuca]]></category>
		<category><![CDATA[produção agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[Rede de Sementes do Xingú]]></category>
		<category><![CDATA[semeadura direta]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=10087</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/1.-Tui-Anandi_ISA-1024x683-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Gisele Coutinho Para o povo indígena, a técnica é antiga, mas talvez você ainda não conheça a muvuca. E não é aglomeração de gente ou bagunça, não. Trata-se de uma muvuca de sementes. Calma! O Pará Terra Boa veio te explicar sobre essa técnica de plantio economicamente viável. Nos Sistemas Agroflorestais (SAFs), a muvuca [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/1.-Tui-Anandi_ISA-1024x683-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Gisele Coutinho</em></p>
<p>Para o povo indígena, a técnica é antiga, mas talvez você ainda não conheça a muvuca. E não é aglomeração de gente ou bagunça, não. Trata-se de uma muvuca de sementes. Calma! O <strong>Pará Terra Boa</strong> veio te explicar sobre essa técnica de plantio economicamente viável.</p>
<p>Nos Sistemas Agroflorestais (SAFs), a muvuca significa um mix de sementes de diversas espécies, misturadas por terra, substrato ou areia. A técnica da semeadura direta (muvuca) é utilizada há séculos por agricultores, indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. É um método para recuperar a vegetação nativa e trazer diversos benefícios econômicos, sociais e ecológicos.</p>
<h3><strong>Quais os benefícios?<br />
</strong></h3>
<p><span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">Por meio da muvuca dá para implementar uma árvore por metro quadrado, perfazendo 10 mil árvores por hectare. Produtivo, não é? Nesse sistema é possível observar, desde o início, muitas árvores jovens juntas e plantas de adubação verde que protegem o solo do vento e do sol forte. Essa criação de um microclima sombreado e úmido faz bem para as sementes que germinam mais devagar.</span></p>
<figure id="attachment_10089" aria-describedby="caption-attachment-10089" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-10089" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/4.-Rogério-Assis_ISA-1024x683-1-300x200.jpg" alt="" width="375" height="250" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/4.-Rogério-Assis_ISA-1024x683-1-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/4.-Rogério-Assis_ISA-1024x683-1-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/4.-Rogério-Assis_ISA-1024x683-1-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/4.-Rogério-Assis_ISA-1024x683-1-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/4.-Rogério-Assis_ISA-1024x683-1.jpg 1024w" sizes="(max-width: 375px) 100vw, 375px" /><figcaption id="caption-attachment-10089" class="wp-caption-text">Foto: Rogério Assis/ISA</figcaption></figure>
<h3><strong>Geração de renda</strong></h3>
<p>Uma propriedade rural com reserva ecológica de vegetação nativa é mais valorizada e pode conquistar certificações ambientais. A muvuca pode acelerar processos de reflorestamento dentro da área de maneira simples e rápida com sementes nativas.</p>
<p>Além de beneficiar o microclima de determinadas áreas e a conservação da floresta, a prática da muvuca também fortalece centenas de trabalhadores na coleta das sementes, gerando renda, conhecimento, integração entre grupos. A coleta de sementes promove oportunidades de trabalho para mulheres e comunidades tradicionais, como indígenas, quilombolas, agricultores familiares e assentados.</p>
<figure id="attachment_10090" aria-describedby="caption-attachment-10090" style="width: 375px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-10090" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/12.-Carol-Quintanilha_ISA-1024x683-1-300x200.jpg" alt="" width="375" height="250" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/12.-Carol-Quintanilha_ISA-1024x683-1-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/12.-Carol-Quintanilha_ISA-1024x683-1-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/12.-Carol-Quintanilha_ISA-1024x683-1-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/12.-Carol-Quintanilha_ISA-1024x683-1-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/12.-Carol-Quintanilha_ISA-1024x683-1.jpg 1024w" sizes="(max-width: 375px) 100vw, 375px" /><figcaption id="caption-attachment-10090" class="wp-caption-text">Foto: Carol Quintanilha/ISA</figcaption></figure>
<h3><strong>Por onde começar?</strong></h3>
<p>O primeiro passo é buscar sementes da mesma vegetação e região que você quer plantar e não usar espécies invasoras. Se não souber, procure ajuda técnica para saber se a semente é de uma planta nativa.</p>
<p>No Pará, a <a href="https://www.sementesdoxingu.org.br" target="_blank" rel="noopener">Rede de Sementes do Xingu</a> é um exemplo de local para o produtor rural receber assessoria de engenheiros especializados em restauração ecológica com a muvuca. É preciso entender as necessidades de cada produtor e planejar práticas possíveis para aquelas necessidades e bioma. Depois ainda é feito um acompanhamento de todas as etapas de restauração.</p>
<p>Na Rede também é possível comprar sementes em pequena quantidade. Pelo e-mail contato@sementesdoxingu.org.br ou telefone 66 9 8414-0445, você fica sabendo quais são as sementes disponíveis para pronta entrega, bem como valores e detalhes técnicos de cada espécie.</p>
<p>Para entender passo a passo sobre a técnica, acesse a <a href="https://fazedoresdefloresta.org/saiba-mais/#guia" target="_blank" rel="noopener">cartilha ilustrada do Fazedores de Floresta</a>.</p>
<p><em>Fontes: ISA e Ciclo Vivo</em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/agricultura/muvuca-tecnica-de-semeadura-direta-e-otima-opcao-para-recuperar-vegetacao-nativa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Veja como soja e milho expandem, enquanto agricultura familiar encolhe nas últimas décadas</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/veja-como-soja-e-milho-expandem-enquanto-agricultura-familiar-encolhe-nas-ultimas-decadas/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/agricultura/veja-como-soja-e-milho-expandem-enquanto-agricultura-familiar-encolhe-nas-ultimas-decadas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Feb 2022 20:03:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[arroz]]></category>
		<category><![CDATA[fronteira agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[Imaflora]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[produção agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=7640</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/mandioca-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Como e onde se produzem os alimentos no Brasil? Essa é uma pergunta comum entre os consumidores preocupados com a rastreabilidade dos produtos que comemos, tanto no Brasil quanto no mundo. Um estudo inédito do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), publicado no dia 31/01, se debruçou sobre o tema e produziu [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/mandioca-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Como e onde se produzem os alimentos no Brasil? Essa é uma pergunta comum entre os consumidores preocupados com a rastreabilidade dos produtos que comemos, tanto no Brasil quanto no mundo.</p>
<p>Um estudo inédito do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), publicado no dia 31/01, se debruçou sobre o tema e produziu uma profunda análise sobre a produção agrícola do País nas últimas décadas (1985-2017). Intitulada <a href="https://www.imaflora.org/public/media/biblioteca/producao_de_alimentos_no_brasil_geografia_cronologia_e_evolucao.pdf" target="_blank" rel="noopener">“Produção de Alimentos no Brasil: Geografia, Cronologia e Evolução”</a>, esta é a segunda pesquisa de uma série produzida pelo Imaflora com apoio do Instituto Ibirapitanga, Instituto Clima e Sociedade (iCS) e Grupo de Políticas Públicas (GPP/Esalq) que analisa os sistemas alimentares no Brasil e seus aspectos de produção, distribuição e consumo.</p>
<p>O estudo constata que a produção brasileira está concentrada em poucas culturas. Em todos os anos analisados, apenas cinco culturas ocupavam 70% ou mais do total de área agrícola do País:</p>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li>arroz,</li>
<li>cana-de-açúcar,</li>
<li>feijão, milho e</li>
<li>soja.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p>Nos anos 2000, a soja ganhou papel de destaque, ocupando, em 2017, 43,2% da área, seguida pelo milho (22,5%), cana-de-açúcar (13%), feijão (3,9%) e arroz (2,6%).</p>
<p>No período analisado, soja e milho sempre ocuparam a maior parte da área agrícola do País, sendo que até 1995 o milho era a principal cultura, perdendo o posto nos anos 2000 para a soja. Já a cana-de-açúcar ganhou o terceiro lugar, ultrapassando culturas alimentares (arroz e feijão) com o passar do tempo.</p>
<h3>Fronteira agrícola</h3>
<p>Um dos recortes analisados foi como se deu a evolução da fronteira agrícola nas últimas décadas. O estudo identificou que a prevalência do crescimento de áreas de pastagens, detectada nos dois primeiros períodos analisados (1985-1995; 1995-2006), deu lugar a uma maior expansão de áreas agrícolas no período mais recente, que vai de 2006 a 2017.</p>
<p>A expansão de áreas de agricultura foi maior em cerca de 54,9% das 558 microrregiões (grupo de municípios definido pelo IBGE) do País entre 2006 e 2017, enquanto a expansão das áreas de pastagem foi superior em 29,3% das microrregiões.</p>
<p>A  expansão das áreas de floresta foi maior em apenas 15,8% das áreas neste período.</p>
<blockquote><p>“Essa grande expansão da agricultura pode ser explicada, entre outros fatores, pelo aumento das áreas de cana-de-açúcar na região Sudeste e das áreas de soja no Centro-Sul”, afirma Vinicius Guidotti de Faria, Coordenador de Geoprocessamento do Imaflora.</p></blockquote>
<p>Ao analisar a evolução da área plantada e da produção agrícola entre o período de 1988 a 2017, o estudo constatou que em 2017 a área total ocupada pela agricultura no País era de aproximadamente 78,7 Mha (milhões de hectares), um aumento de 26% em relação a 2006, e de 39% em relação a 1988, enquanto a produção de 2017 cresceu cerca de 57% comparada a 2006 (398,5 Mt) e cerca de 85% (707,6 Mt) comparado ao ano de 1988. De forma geral, o aumento da produção foi duas vezes maior do que a expansão das áreas produtivas entre os anos 1988 e 2017, indicando ganhos de produtividade no período.</p>
<h3><strong>Boom de commodities</strong></h3>
<p>As culturas que tiveram o maior crescimento de produção entre 1988 e 2017 foram soja, milho e cana-de-açúcar.</p>
<p>A produção da soja cresceu cerca de 536% em toneladas no período, enquanto a área cultivada aumentou em 221%. O milho expandiu sua produção em 295%, com 32% de aumento de área plantada. A cana-de-açúcar teve uma expansão de 194% de produção, com aumento da área em cerca de 145%.</p>
<p>Algumas culturas reduziram a área de produção, mas aumentaram a quantidade produzida, demonstrando aumento da produtividade &#8211; como no caso do arroz (redução de área de 67% e aumento de 5,5% na produção) e café (área 40% menor, com produção 96% maior).</p>
<p>Já culturas como o trigo, mandioca e cacau apresentaram redução de área e de produção no período analisado. A área ocupada pelo trigo reduziu cerca de 47%, pela mandioca diminuiu cerca de 30% e pelo cacau em 16%. A produção dessas culturas também decaiu, com queda de 24% do trigo, 15% da mandioca e 40% do cacau.</p>
<p>Embora algumas culturas apresentem processos bastante dinâmicos e heterogêneos, outras, em especial a soja, demonstram que o aumento de produtividade não evitou o processo de expansão, ocasionando um fenômeno chamado “efeito rebote”<i> (rebound-effect do inglês)</i>, quando o aumento de produção causado pela intensificação gera uma busca por novas áreas, ao invés da permanência na área original, conhecido como “efeito poupa-terra” (<i>land-sparing do inglês)</i>.</p>
<p>O avanço da soja e a estagnação da produção de culturas como o arroz e o feijão também podem ser percebidos quando se olha o percentual das culturas que prevalecem em cada uma das microrregiões agrícolas, isto é, as culturas com maior quantidade de área em relação a todas as culturas plantadas em cada microrregião.</p>
<p>Em 2017, a soja era a cultura prevalente em 27,6% das microrregiões do País, o milho em 19,7%, a cana-de-açúcar em 16,1%, o feijão em 6,9% e o arroz em apenas 3,8% das microrregiões.</p>
<blockquote><p>“Se nos imaginarmos em uma viagem pelo interior do Estado de São Paulo, é provável que veremos pelas estradas a prevalência do cultivo da cana-de-açúcar. Se fosse no Estado do Mato Grosso, provavelmente veríamos áreas extensas com o cultivo de soja. Contudo, esses Estados apresentam diversos outros cultivos, que ficam à margem desta grande concentração produtiva”, afirma Ana Chamma, pesquisadora do Grupo de Políticas Públicas (GPP) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e uma das autoras do estudo.</p></blockquote>
<p>Apesar desta concentração, a produção de outras culturas, em menor escala, permanece.</p>
<blockquote><p>“As áreas especializadas na produção de soja, milho e cana-de-açúcar são bastante nítidas no País. Mas não podemos afirmar que a expansão dessas grandes <em>commodities</em> reduziu a variedade de culturas em escala regional. No geral, a produção agrícola do País não perdeu em quantidade e em diversidade, mas observou uma mudança na forma de se produzir, com aumento da produtividade e da área de algumas culturas”, explica Guidotti.</p></blockquote>
<h3><strong>Concentração produtiva </strong></h3>
<p>A dinâmica da produção e a concentração em culturas de grande escala voltadas à exportação impacta diretamente na redução de estabelecimentos agropecuários e no aumento da área média, já que estas culturas demandam áreas maiores para sua viabilização econômica.</p>
<p>Entre 2006 e 2017, o número de estabelecimentos teve uma redução de 2% no País. Já a área média dos estabelecimentos passou de 64,5 hectares em 2006 para 69,2 hectares em 2017, variação de 7,4%.</p>
<blockquote><p>“Ao olharmos o Brasil como um todo, essas mudanças parecem pequenas, mas o fato é que as mudanças foram bastante acentuadas em algumas regiões. No Sul do país, por exemplo, houve redução de 15,2% no número de estabelecimentos e aumento de área média de 21%, indicando uma forte concentração produtiva na região. Esse fenômeno pode ser explicado pela crescente complexidade da gestão da atividade agrícola e o alto custo de tecnologias que, juntamente com outros fatores, têm levado parte considerável dos pequenos produtores e produtores familiares a desistir da atividade agropecuária”, afirma Guidotti.</p></blockquote>
<h3>Agricultura familiar</h3>
<p>A concentração produtiva e a necessidade na expansão de áreas para a garantia da sustentabilidade financeira das propriedades altera também o perfil dos produtores. Entre 2006 e 2017, a agricultura familiar perdeu quase 500 mil estabelecimentos, passando de 84% para 77% do total.</p>
<blockquote><p>“Grande parte deixou de obter sua renda principalmente da agricultura, passando a serem considerados moradores rurais não produtores, com renda vinda principalmente da prestação de serviços, pensões e aposentadorias ou de programas de transferência de renda”, explica Guidotti.</p></blockquote>
<p>Reflexo disso, o estudo aponta a concentração fundiária no Brasil como fenômeno que permanece ao longo do tempo: em 2006, cerca de 69% dos estabelecimentos agropecuários do País eram pequenos (de 2 a 100 hectares) e os grandes (de 500 até mais de 2500 hectares) correspondiam a 2%.</p>
<p>Contudo, a área ocupada pelos grandes era de 56% e de pequenos 23%. Em 2017, a proporção permanece quase inalterada: 69% dos estabelecimentos eram pequenos e 2% grandes. A área ocupada pelos estabelecimentos grandes correspondia a 58% do total. Ou seja, desde 2006, pelo menos, uma pequena parcela de estabelecimentos ocupa mais da metade da área agropecuária do país.</p>
<blockquote><p>“Na verdade, a distribuição desigual de terras é um fenômeno bastante conhecido no Brasil desde muito tempo atrás. Dados disponíveis indicam que o índice de Gini, por exemplo, era de 0,83 em 1940 e de 0,85 em 2017, indicando que a estrutura fundiária do País não sofreu grandes alterações ao longo do tempo [quanto mais próximo de 1 mais desigual a situação]. Essa estrutura desigual corrobora para a geografia da produção agrícola que, de certa forma, se torna concentrada e especializada”, afirma Chamma.</p></blockquote>
<h3>Renda</h3>
<p>A renda de 82% desses estabelecimentos, o que representa 600 mil famílias, é de menos de dois salários mínimos mensais. O envelhecimento da população no campo, a ida de jovens para grandes centros e o custo tecnológico para a manutenção da atividade são outros fatores que contribuem para essa realidade.</p>
<blockquote>
<blockquote><p>“Seria preciso repensar a agricultura no Brasil para termos avanços nos próximos 30, 40 anos que objetivem a produção de alimentos e a melhoria no meio rural, com efeitos positivos do ponto de vista econômico e social”, conclui Guidotti.</p></blockquote>
</blockquote>
<p>“Essa configuração do rural brasileiro, que acaba pressionando pequenos agricultores a expandirem suas áreas e tecnificarem seus cultivos para que a produção seja rentável requer a construção de novas políticas públicas voltadas a essa população rural. O incentivo da inserção de jovens no campo e a valorização da agricultura em pequena escala, por exemplo”, completa Chamma.</p>
<blockquote><p>&#8220;A questão alimentar está no centro de alguns dos principais desafios do nosso tempo, com impactos profundos na saúde, nas mudanças climáticas e no modelo de desenvolvimento do Brasil. A pesquisa realizada nos permite compreender as transformações na produção de alimentos nas últimas décadas e nos ajuda a formular intervenções que contribuam para a construção de um sistema alimentar mais justo, saudável e sustentável&#8221;, complementa André Degenszajn, diretor-presidente do Instituto Ibirapitanga.</p></blockquote>
<p>Veja o estudo completo <a href="https://www.imaflora.org/public/media/biblioteca/producao_de_alimentos_no_brasil_geografia_cronologia_e_evolucao.pdf" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>, por regiões.</p>
<p><i>Fontes: Imaflora e LUNA, Francisco Vidal; KLEIN, Herbert S. Transformações da agricultura brasileira desde 1950. História Econômica &amp; História de Empresas, v. 22, n. 2, 2019.</i></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/agricultura/veja-como-soja-e-milho-expandem-enquanto-agricultura-familiar-encolhe-nas-ultimas-decadas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>

<!--
Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: https://www.boldgrid.com/w3-total-cache/?utm_source=w3tc&utm_medium=footer_comment&utm_campaign=free_plugin

Page Caching using Disk: Enhanced 

Served from: www.paraterraboa.com @ 2026-06-13 23:20:03 by W3 Total Cache
-->