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	<title>PRINCIPAL &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>PRINCIPAL &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<item>
		<title>Mais de 80% das áreas protegidas da Amazônia tiveram desmatamento zero no 1º semestre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 15:26:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[áreas protegidas]]></category>
		<category><![CDATA[degradação florestal]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[terras indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[unidades de conservação]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/rio_tapajos2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O primeiro semestre de 2026 registrou a menor área de floresta derrubada nos últimos oito anos na Amazônia, com queda de 10% em relação a 2025 e de 76% em comparação a 2022 Mais de 80% das áreas protegidas tiveram desmatamento zero no 1º semestre (588 territórios intactos, sendo 330 terras indígenas e 258 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/rio_tapajos2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div>
<p><em>Resumo </em></p>
<ul>
<li><em>O primeiro semestre de 2026 registrou a menor área de floresta derrubada nos últimos oito anos na Amazônia, com queda de 10% em relação a 2025 e de 76% em comparação a 2022</em></li>
<li><em>Mais de 80% das áreas protegidas tiveram desmatamento zero no 1º semestre (588 territórios intactos, sendo 330 terras indígenas e 258 unidades de conservação).</em></li>
<li><em>Apenas 8% da derrubada total da Amazônia ocorreu em áreas protegidas (97,37 km²). A APA Triunfo do Xingu (PA) foi o principal destaque negativo, respondendo por metade do desmatamento nessas áreas.</em></li>
<li><em>A 5ª unidade mais desmatada no semestre foi a Flona do Jamanxim (PA), mostrando que o projeto de lei aprovado no Senado que reduz a área da unidade de conservação é de interesse de pequeno grupo que invadiu ilegalmente o local. </em></li>
<li><em> No acumulado de 11 meses (agosto/2025 a junho/2026), o desmatamento caiu 28% e a degradação ambiental (por queimadas e extração de madeira) despencou 93%.</em></li>
<li><em>Pará, Mato Grosso e Amazonas lideram em volume de área desmatada, mas apresentaram queda. Por outro lado, Roraima (+25%) e Maranhão (+20%) foram os únicos estados a registrar aumento no desmatamento.</em></li>
</ul>
<p>Com a menor área de floresta derrubada no primeiro semestre dos últimos oito anos, a Amazônia teve mais de 80% das áreas protegidas com desmatamento zero entre janeiro e junho deste ano. <span style="font-size: 14px;">Isso corresponde a 588 territórios sem devastação, sendo 330 terras indígenas e 258 unidades de conservação. </span></p>
</div>
<div><span style="font-size: 14px;">As análises são do instituto de pesquisa Imazon, que monitora a Amazônia por imagens de satélite desde 2008.</span></div>
<div>Além disso, apenas uma terra indígena e sete unidades de conservação tiveram desmatamento maior que 1 km² no primeiro semestre deste ano. De janeiro a junho, as áreas protegidas registraram 97,37 km² de derrubada, apenas 8% do registrado em toda a Amazônia. Foram 9,38 km² em terras indígenas e 87,99 km² em unidades de conservação.</div>
<div>Áreas protegidas com desmatamento acima de 1 km² entre janeiro e junho de 2026, segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon:</div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1"><strong>Território</strong></td>
<td colspan="1" rowspan="1"><strong>UF</strong></td>
<td colspan="1" rowspan="1"><strong>Desmatamento (km²)</strong></td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">APA Triunfo do Xingu</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA</td>
<td colspan="1" rowspan="1">47,85</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">FLONA de Altamira</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA</td>
<td colspan="1" rowspan="1">12,51</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">APA do Tapajós</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA</td>
<td colspan="1" rowspan="1">4,01</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">RESEX Guariba-Roosevelt</td>
<td colspan="1" rowspan="1">MT</td>
<td colspan="1" rowspan="1">3,47</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">FLONA do Jamanxim</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA</td>
<td colspan="1" rowspan="1">3,45</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">TI Porquinhos dos Canela-Apãnjekra (reestudo)</td>
<td colspan="1" rowspan="1">MA</td>
<td colspan="1" rowspan="1">2,05</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">APA do Lago de Tucuruí</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA</td>
<td colspan="1" rowspan="1">1,41</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="1" rowspan="1">APA das Reentrâncias Maranhenses</td>
<td colspan="1" rowspan="1">PA/MA</td>
<td colspan="1" rowspan="1">1,32</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<div>O destaque negativo foi para a Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, no Pará, responsável por metade do desmatamento registrado em todas as áreas protegidas da Amazônia no primeiro semestre. Foram desmatados 47,85 km² entre janeiro e junho no território, o que corresponde a quase 5 mil campos de futebol. Ou seja, o território perdeu, em média, 25 campos de futebol de floresta por dia.</div>
<div>Além disso, a Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará, que teve grande destaque neste mês após a aprovação, no Senado, de um projeto de lei que reduz sua área, foi a quinta unidade de conservação mais desmatada na Amazônia. O território perdeu 3,45 km² de floresta, o que equivale a quase 350 campos de futebol.</div>
<blockquote>
<div>“A aprovação desse projeto mostra que o Congresso Nacional está legislando para favorecer um pequeno grupo de pessoas que invadiu ilegalmente essa unidade de conservação após sua criação, em 2006. As unidades de conservação são importantíssimas para conter o desmatamento e combater a crise climática. Por isso, esse projeto precisa ser vetado pela Presidência”, alerta a coordenadora do Programa de Direito e Sustentabilidade do Imazon, Brenda Brito.</div>
</blockquote>
<div>Em toda a Amazônia, foram derrubados 1.145 km² de floresta entre janeiro e junho de 2026, 10% a menos do que no mesmo período do ano passado.</div>
<blockquote>
<div>“Porém, quando comparamos historicamente a área desmatada no primeiro semestre, a derrubada de 2026 foi 76% menor do que a de 2022, quando registramos o recorde de desmatamento desde 2008, ano de implantação do nosso sistema de monitoramento. Precisamos seguir nessa redução até atingirmos a meta de desmatamento zero para 2030”, afirma a coordenadora do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon, Larissa Amorim.</div>
</blockquote>
<div>A redução da derrubada é ainda mais expressiva na análise do chamado “calendário do desmatamento”, que por causa do regime de chuvas na Amazônia vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte. Em 11 meses, de agosto de 2025 a junho de 2026, a região teve 2.258 km² desmatados, 28% a menos que no período anterior.</div>
<div>E 75% a menos do que entre agosto de 2021 e junho de 2022, ano em que a Amazônia teve recorde de devastação no período. Apenas em junho, a queda no desmatamento foi de 5%, passando de 326 km² em 2025 para 309 km² em 2026.</div>
<div>A degradação, dano ambiental causado pela extração de madeira e pelas queimadas, teve queda de 55% em junho, passando de 207 km² em 2025 para 94 km² em 2026. Já no acumulado de janeiro a junho, a redução atingiu 86%. E, no calendário do desmatamento, de agosto de 2025 a junho de 2026, a degradação caiu 93%.</div>
<h3>Pará, Mato Grosso e Amazonas lideram desmatamento</h3>
<div>Apenas dois dos nove estados que compõem a Amazônia Legal registraram alta no desmatamento entre agosto de 2025 e junho de 2026: Roraima (de 25%) e Maranhão (de 20%).</div>
<blockquote>
<div>“Esses territórios com aumento na derrubada florestal precisam intensificar suas políticas de combate ao desmatamento com urgência, tanto federais quanto estaduais”, alerta a pesquisadora do Programa de Monitoramento da Amazônia do Imazon, Raíssa Ferreira.</div>
<div></div>
</blockquote>
<div>Os outros sete estados tiveram quedas de 67% (Tocantins) a 27% (Mato Grosso).</div>
<div>Já em relação ao tamanho das áreas desmatadas, a liderança nesses 11 meses foi do Pará (684 km²), do Mato Grosso (509 km²) e do Amazonas (378 km²).</div>
<blockquote>
<div>“Apesar desses três estados terem registrado quedas no desmatamento, eles possuem grandes áreas florestais e precisam fortalecer suas ações de fiscalização e punição para evitar novas derrubadas”, completa a pesquisadora do mesmo programa, Manoela Athaide.</div>
</blockquote>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Novo instrumento pode auxiliar no combate ao comércio ilegal de madeira da Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/novo-instrumento-pode-auxiliar-no-combate-ao-comercio-ilegal-de-madeira-da-amazonia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 13:39:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Agência Fapesp]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[isótopos]]></category>
		<category><![CDATA[madeira ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[USP]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/madeira_isotopos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Pesquisadores da USP estão criando um mapa capaz de identificar a região exata onde uma árvore foi cortada na Amazônia. A ideia é criar mais uma ferramenta no combate ao comércio ilegal de madeira. Isso porque a água e os nutrientes absorvidos pela árvore variam quimicamente conforme a região da floresta e esse registro [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/madeira_isotopos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Pesquisadores da USP estão criando um mapa capaz de identificar a região exata onde uma árvore foi cortada na Amazônia. A ideia é criar mais uma ferramenta no combate ao comércio ilegal de madeira.</em></li>
<li><em>Isso porque a água e os nutrientes absorvidos pela árvore variam quimicamente conforme a região da floresta e esse registro fica gravado na madeira.</em></li>
<li><em>Diferente de documentos físicos (como o DOF), a composição química da madeira é inviolável e impossível de ser alterada após o corte.</em></li>
<li><em> O método foi desenvolvido pela equipe de cientistas para ser fornecido e aplicado em parceria com peritos da Polícia Federal nas investigações de campo.</em></li>
<li><em>Para aumentar a exatidão e reduzir margens de erro, os pesquisadores estão analisando múltiplos elementos (oxigênio, carbono, nitrogênio e estrôncio) em mais de 800 árvores coletadas na floresta.</em></li>
</ul>
<p>A extração ilegal de madeira continua sendo um dos principais motores do desmatamento na Amazônia. Hoje, para comprovar se um lote de madeira foi retirado de uma área autorizada, a fiscalização depende de análises visuais do tronco, mapeamento da espécie e conferência de documentos de transporte — papéis que, infelizmente, ainda podem ser fraudados.</p>
<p>Uma reportagem da <a href="https://agencia.fapesp.br/analise-isotopica-pode-auxiliar-a-policia-no-combate-ao-comercio-ilegal-de-madeira-da-amazonia/58715" target="_blank" rel="noopener">Agência Fapesp</a> mostra como pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (Cena-USP) estão trabalhando para fechar essa brecha,  ao desenvolverem uma espécie de &#8220;RG químico&#8221; da madeira, imune a falsificações.</p>
<h3>Como isso é possível?</h3>
<p>Toda planta absorve água e nutrientes do solo e do ar da região onde cresce. No entanto, os elementos químicos que formam essa água e esse solo (como o oxigênio e o carbono) não são todos idênticos: eles existem na natureza em variações mais &#8220;leves&#8221; e mais &#8220;pesadas&#8221;, chamadas pela ciência de &#8220;isótopos&#8217;.</p>
<p>A grande sacada da pesquisa da USP é que a proporção desses isótopos varia de acordo com a geografia da Amazônia:</p>
<ul>
<li><strong>O caminho das chuvas</strong>: A umidade do ar vem do Oceano Atlântico (a leste) e avança em direção ao oeste do continente. Conforme chove pelo caminho, a água vai perdendo preferencialmente as suas moléculas de oxigênio mais pesadas.</li>
<li><strong>A marca registrada na árvore:</strong> Ao absorver a água da chuva no solo, a árvore registra essa composição exata em sua madeira. Assim, uma árvore do oeste da Amazônia naturalmente carrega menos oxigênio pesado do que uma árvore do leste.</li>
</ul>
<p>Ao mapear essas variações por toda a floresta (criando o que os cientistas chamam de isoscape ou mapa isotópico), a equipe está construindo um banco de dados geográfico.</p>
<p>Se um caminhão for apreendido com documentos dizendo que a madeira veio de determinado ponto do Pará, a perícia pode analisar o material e checar se a sua &#8220;assinatura química&#8221; realmente bate com a região declarada.</p>
<h3>Para uso nas investigações da PF</h3>
<p>A principal vantagem desse método, liderado pelo professor Luiz Antonio Martinelli, é a segurança. De acordo com ele, é quimicamente impossível alterar os isótopos armazenados na madeira de um tronco já cortado.</p>
<p>Para colocar a inovação em prática, o grupo da USP já possui parcerias com peritos da Polícia Federal (PF). O objetivo é fornecer o modelo desenvolvido na universidade para que os agentes possam empregar a metodologia diretamente nas perícias e investigações de campo.</p>
<h3>Os desafios para aumentar a precisão</h3>
<p>Apesar do avanço, a ferramenta desenvolvida pelos cientistas passa por aperfeiçoamentos antes de ser adotada em larga escala.</p>
<p>Os cientistas descobriram, por exemplo, que u<span style="font-size: 14px;">sar somente o oxigênio permite delimitar a origem, mas a margem de incerteza ainda cobre uma área grande demais. Por isso, a equipe da USP já está adicionando outros elementos ao mapa, como carbono, nitrogênio e estrôncio, além de avaliar a concentração total de certos minerais.</span></p>
<p>Outra dificuldade é que, na faixa conhecida como &#8220;arco do desmatamento&#8221;, a destruição acelerada dificulta a coleta de amostras de árvores nativas para os pesquisadores ampliarem o banco de dados.</p>
<p>Para solucionar essas limitações, o grupo de pesquisa está expandindo o trabalho de campo. Até o momento, os cientistas já coletaram e analisaram amostras de 800 árvores em 63 pontos da Amazônia.</p>
<p>A equipe também estuda a possibilidade de usar novas abordagens químicas para além da medida de isótopos, como a criação de mapas que mostrem a diferença de concentração de determinados elementos químicos na madeira, o chamado <em>elementalscape</em>.</p>
<p>O objetivo é entregar às autoridades uma ferramenta de precisão cirúrgica no combate ao crime ambiental.</p>
<p><em>Fonte: Agência Fapesp</em></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Amazônia se recupera após 20 anos de secas e fogo, mas perde espécies originais</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-se-recupera-apos-20-anos-de-secas-e-fogo-mas-perde-especies-originais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 14:51:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[PNAS]]></category>
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		<category><![CDATA[regeneração]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
		<category><![CDATA[ventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/amazonia_sudeste-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Após 20 anos de impactos (fogo, secas e ventos), a Amazônia consegue recuperar sua estrutura e funções básicas assim que as queimadas param, mas a recuperação é desigual, segundo estudo publicado na revista PNAS, que acompanhou a recuperação da vegetação na zona de transição entre a Amazônia e o Cerrado, em Mato Grosso. O [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/amazonia_sudeste-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Após 20 anos de impactos (fogo, secas e ventos), a Amazônia consegue recuperar sua estrutura e funções básicas assim que as queimadas param, mas a recuperação é desigual, segundo estudo publicado na revista PNAS, que acompanhou a recuperação da vegetação na zona de transição entre a Amazônia e o Cerrado, em Mato Grosso.</em></li>
<li><em>O interior da mata se regenera rapidamente, mas as bordas levam muito mais de 14 anos para se recuperar.</em></li>
<li><em>Árvores nativas especializadas diminuem, dando lugar a espécies generalistas de crescimento rápido e mais resistentes.</em></li>
<li><em> A floresta volta a funcionar (ajudando nos fluxos de água e carbono), mas fica mais simplificada e homogênea do que antes.</em></li>
<li><em>A área não se transformou em savana/Cerrado e conseguiu expulsar capins invasores assim que a copa das árvores fechou novamente.</em></li>
<li><em> Florestas em regeneração são frágeis. Se novos incêndios ou secas severas acontecerem com frequência, a recuperação pode ser perdida.</em></li>
</ul>
<p>Mesmo após duas décadas sofrendo com queimadas, secas extremas e tempestades, a Floresta Amazônica demonstra uma resiliência impressionante e consegue se recuperar assim que as perturbações param. No entanto, a mata que surge não é a mesma: espécies nativas especializadas dão lugar a árvores generalistas, resultando em uma floresta funcional, mas menos diversa.</p>
<p>A conclusão é de <a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2532833123" target="_blank" rel="noopener">um estudo de longo prazo (2004–2024) publicado na revista PNAS</a>, que acompanhou a recuperação da vegetação na zona de transição entre a Amazônia e o Cerrado, em Mato Grosso.</p>
<h3>O que mudou na dinâmica florestal?</h3>
<p>Após anos de observação, a questão crucial do estudo era: essas florestas degradadas no sudeste da Amazônia podem transitar para um estado alternativo, aberto e estável, após a recuperação?. Aqui estão os resultados:</p>
<ul>
<li>Com o fim das queimadas, a capacidade de reação do ecossistema varia conforme a localização. O coração da mata (interior) reestabelece rapidamente sua cobertura e serviços ecossistêmicos fundamentais, como a regulação dos fluxos de carbono e água. Em contrapartida, as bordas expostas levam bem mais do que 14 anos para apresentar sinais consistentes de recuperação.</li>
<li>A floresta regenerada não retorna exatamente ao seu estado original. Espécies especializadas da Amazônia continuam em declínio devido à eliminação das plantas mais vulneráveis.</li>
<li>Com o desaparecimento das plantas nativas mais sensíveis, o espaço foi tomado por espécies generalistas de estratégia aquisitiva — ou seja, árvores de crescimento rápido e alta capacidade de adaptação. Esse &#8220;processo de generalização&#8221; acabou padronizando a composição da comunidade arbórea.</li>
<li>A abertura do dossel provocada pelo fogo abriu caminho para a entrada de capim nas bordas. No entanto, o estudo provou que, sem a continuidade das queimadas, a própria floresta fecha suas copas novamente, privando as gramíneas de luz e eliminando-as gradualmente.</li>
<li>Os dados descartaram a tese de que a degradação contínua converteria a área em uma vegetação aberta do tipo Cerrado. A estrutura florestal se mantém, desde que haja pausa nas agressões ambientais.</li>
</ul>
<h3>Ponto de atenção</h3>
<p>Os pesquisadores destacam que a resiliência demonstrada tem um limite claro: florestas em fase inicial de recuperação são extremamente frágeis. A ocorrência sequencial de novos incêndios, secas prolongadas ou vendavais pode romper essa capacidade de regeneração, reforçando a urgência de políticas de combate ao fogo para a preservação do bioma.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Alerta na Amazônia: ameaça de super El Niño preocupa comunidades no oeste do Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 14:44:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
		<category><![CDATA[Inmet]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Região Norte]]></category>
		<category><![CDATA[Santarém]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
		<category><![CDATA[Tapajós]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/seca_no_tapajos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Moradores do oeste do Pará temem uma nova seca extrema no segundo semestre, com a previsão de 90% de chance de ocorrência de um Super El Niño, segundo o Inmet. A seca pode reduzir o nível dos rios, provocar escassez de água potável, isolar comunidades e aumentar os incêndios florestais. No território Kumaruara (10 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/seca_no_tapajos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Moradores do oeste do Pará temem uma nova seca extrema no segundo semestre, com a previsão de 90% de chance de ocorrência de um Super El Niño, segundo o Inmet.</em></li>
<li><em>A seca pode reduzir o nível dos rios, provocar escassez de água potável, isolar comunidades e aumentar os incêndios florestais.</em></li>
<li><em>No território Kumaruara (10 aldeias e ~1,2 mil famílias), os efeitos das secas de 2023 e 2024 ainda persistem, afetando o abastecimento de água e secando igarapés.</em></li>
<li><em>O fenômeno ocorre pelo aquecimento atípico do Oceano Pacífico e enfraquecimento dos ventos alísios, alterando a circulação atmosférica e inibindo chuvas na Amazônia e no Nordeste.</em></li>
<li><em>: A frequência de super El Niños tem aumentado nas últimas décadas devido ao aquecimento global.</em></li>
<li><em>Lideranças locais destacam o monitoramento territorial, o combate ao desmatamento e a preservação dos rios e florestas como indispensáveis para garantir a água e a vida na região.</em></li>
</ul>
<p>A potencial chegada de um novo super El Niño na segunda metade deste ano vem gerando grande apreensão entre moradores ribeirinhos no oeste do Pará. Com estimativas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontando 90% de probabilidade para a ocorrência do fenômeno e chuvas abaixo da média para o Norte do país, o temor é de que a estiagem repita ou até supere os danos vivenciados recentemente, como a queda no nível dos rios, a falta de água potável, o isolamento das comunidades e a alta nas queimadas.</p>
<p>De acordo com reportagem do g1, a apreensão já é rotina no território indígena Kumaruara, situado às margens do rio Tapajós. Aderindo à gestão de dez aldeias que abrigam cerca de 1,2 mil famílias, a coordenadora Zenilda Kumaruara ressalta que os impactos das secas severas de 2023 e 2024 ainda persistem.</p>
<blockquote><p>&#8220;Em 2023 e 2024, a situação complicou ainda mais. Até agora ainda não conseguimos resolver o problema da água. Recebemos água potável de outra comunidade e, quando chega o período de verão, esse abastecimento não acontece da mesma forma que no inverno&#8221;, relata.</p></blockquote>
<p>Além dos gargalos no abastecimento transportado, a diminuição no volume dos rios e igarapés regionais preocupa a liderança indígena. Para ela, a manutenção da floresta em pé é a principal ferramenta de sobrevivência das comunidades.</p>
<blockquote><p>&#8220;A gente procura plantar e fazer o monitoramento territorial para que a nossa floresta não seja destruída, porque sabemos que a água da Amazônia depende das árvores. Se houver desmatamento, essa água vai faltar. Os igarapés têm secado, e eles são fonte de água potável para as comunidades&#8221;, afirma.</p></blockquote>
<h3>O que dizem os técnicos</h3>
<p>Os alertas emitidos pelos moradores encontram amparo direto em análises científicas. O boletim climático do Inmet confirma a tendência de instalação do El Niño no Oceano Pacífico durante o segundo semestre, o que deve inibir o regime de chuvas em grande parte da Bacia Amazônica.</p>
<p>De acordo com o professor da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Lucas Vaz Peres, o fenômeno decorre do aquecimento atípico da superfície do Pacífico, o que altera a circulação atmosférica global.</p>
<blockquote><p>&#8220;É um fenômeno acoplado entre oceano e atmosfera. O oceano acaba se aquecendo mais do que o normal em função da diminuição dos ventos alísios. Isso modifica a circulação atmosférica, conhecida como circulação de Walker, fazendo com que o ramo descendente fique sobre a Amazônia e reduza significativamente as chuvas na nossa região&#8221;, explica o pesquisador.</p></blockquote>
<p>O pesquisador destaca ainda que, embora eventos extremos não sejam novos, a frequência dos episódios de super El Niño cresceu nas últimas décadas em razão das mudanças climáticas.</p>
<blockquote><p>&#8220;O que se espera é uma redução das chuvas tanto na Amazônia quanto no Nordeste brasileiro. Isso diminui as precipitações nas cabeceiras dos rios, reduz o nível dos cursos d&#8217;água, dificulta o acesso das populações ribeirinhas aos serviços básicos e ainda aumenta o risco de incêndios florestais&#8221;, alerta.</p></blockquote>
<p>Preservação como resposta</p>
<p>Diante das adversidades, os povos tradicionais veem na conservação ambiental seu principal escudo contra o clima extremo. Zenilda Kumaruara reforça que proteger rios e vegetação nativa é fundamental para assegurar a subsistência das próximas gerações.</p>
<blockquote><p>&#8220;As pessoas precisam entender que preservar os rios e as florestas é preservar a própria vida. Muitos desses problemas são causados pelo próprio ser humano, que ainda não tem consciência da importância de cuidar do meio ambiente&#8221;, conclui.</p></blockquote>
<p>Caso a previsão do super El Niño se concretize, o oeste paraense poderá vivenciar um quadro tão ou mais crítico que os anteriores, afetando de forma direta o suprimento de água, o tráfego hidroviário, o cultivo agrícola e a segurança dos moradores da região.</p>
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		<title>Fim da Moratória da Soja pode ampliar destruição da Amazônia, diz estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 13:11:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[moratória da soja]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/desmate35-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A Amazônia pode perder 1,4 milhão de hectares adicionais de floresta na próxima década. O cenário é projetado devido ao fim da Moratória da Soja, encerrada em janeiro. O número representa um crescimento de 17% no ritmo de desflorestamento em relação ao período em que o acordo estava vigente. A perda florestal projetada equivale [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/desmate35-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>A Amazônia pode perder 1,4 milhão de hectares adicionais de floresta na próxima década.</em></li>
<li><em> O cenário é projetado devido ao fim da Moratória da Soja, encerrada em janeiro.</em></li>
<li><em>O número representa um crescimento de 17% no ritmo de desflorestamento em relação ao período em que o acordo estava vigente.</em></li>
<li><em>A perda florestal projetada equivale à emissão de 745 milhões de toneladas de carbono, volume próximo ao total emitido pelo Canadá em um ano inteiro.</em></li>
</ul>
<p>Um artigo publicado na revista Science alerta que o fim da Moratória da Soja pode resultar no desmatamento adicional de 1,4 milhão de hectares na Amazônia nos próximos dez anos. O número é 14% maior do que as taxas históricas de desmatamento.</p>
<p>A perda florestal produziria cerca de 745 milhões de toneladas de CO₂ equivalente. Para efeitos de comparação, o volume é semelhante ao total de emissões anuais do Canadá.</p>
<p>A Moratória da Soja é um acordo voluntário estabelecido entre empresas, sociedade civil e governo que impede a compra de soja produzida em áreas desmatadas da Amazônia a partir de 2008.</p>
<p>O estudo envolve pesquisadores do WWF Brasil, da Greenpeace Brasil, da Land Conservation Association e de instituições universitárias de Wisconsin e Illinois, nos Estados Unidos.</p>
<p>A publicação reforça que o fim do acordo também pode aumentar a pressão sobre regiões com potencial de expansão agrícola e vulnerabilidade à especulação fundiária. A estimativa é de que até 28,7 milhões de hectares de florestas públicas podem ser impactadas, especialmente em áreas com potencial futuro de expansão de infraestrutura.</p>
<p>No artigo, os autores também avaliam os efeitos já observados da Moratória. Nos primeiros dez anos, o mecanismo reduziu em 35% o desmatamento em áreas de risco para expansão da soja. A perda florestal evitada é estimada em 1,8 milhão de hectares.</p>
<p>Para o pesquisador Tiago Reis, da WWF-Brasil, a experiência é bem-sucedida e deveria ser mantida.</p>
<p>“A Moratória da Soja mostrou que é possível ampliar a produção agrícola mantendo critérios de conservação. O desafio agora é garantir que instrumentos capazes de reduzir o desmatamento continuem fazendo parte da estratégia brasileira de desenvolvimento”, afirma.</p>
<p>Impactos econômicos<br />
Os autores analisaram o argumento de que o acordo teria limitado oportunidades econômicas para produtores. Os dados indicam impactos diretos restritos: apenas cerca de 739 mil hectares de áreas aptas à soja foram desmatados legalmente depois de 2008 e a maior parte não estava localizada em propriedades que produzem soja.</p>
<p>A pesquisa também identifica cerca de 1,7 milhão de hectares de áreas já abertas e aptas para soja na Amazônia. Isso permitiria aumentar a produção sem impactar novas áreas de floresta.</p>
<p>Outra crítica à Moratória da Soja foi rebatida: a de que o acordo teria provocado distorções de mercado ou funcionado como um cartel entre compradores.Os pesquisadores compararam os preços pagos aos produtores em municípios abrangidos pela Moratória e em regiões vizinhas não submetidas ao acordo. E defendem que o mecanismo não afetou a remuneração dos produtores nem provocou distorções de mercado.</p>
<p>O pesquisador Tiago Reis defende que o acordo ajuda a construir uma cadeia produtiva mais sustentável e competitiva. Segundo ele, mercados têm ampliado exigências ambientais e de rastreabilidade.</p>
<p>“Ao adotar compromissos de controle do desmatamento e de rastreabilidade, o setor contribui para proteger a floresta, preservar serviços ecossistêmicos essenciais para a própria agricultura e responder às crescentes demandas dos mercados nacionais e internacionais”, diz o analista da WWF-Brasil.</p>
<p>“Produzir mais e conservar a Amazônia são objetivos que podem caminhar juntos, desde que haja transparência, responsabilidade compartilhada e mecanismos capazes de orientar a expansão produtiva para áreas já abertas”, complementa.</p>
<p>Histórico recente<br />
Em 5 de janeiro de 2026, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que representa empresas do setor como Cargill, Bunge e ADM, anunciou a desfiliação oficial da Moratória da Soja.</p>
<p>Quatro ações judiciais sobre o tema estão no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma tentativa de mediação da Corte foi anunciada em março. O objetivo era tentar um consenso entre agricultores, indústria, Ministério Público e ambientalistas. O que não aconteceu.</p>
<p>Em junho de 2026, as negociações terminaram oficialmente. As quatro ações judiciais que contestam a legalidade do pacto foram devolvidas aos ministros relatores no STF para irem a julgamento.</p>
<p>O plenário do STF deve começar a analisar as ações no dia 12 de agosto.</p>
<p>Um dos julgamentos é sobre a decisão liminar do ministro Flávio Dino, que suspendeu todas as ações judiciais e procedimentos administrativos que contestavam ou tentavam barrar a Moratória da Soja.</p>
<p>A Corte também analisará as Ações Diretas de Inconstitucionalidade, com foco na validade de uma lei do Mato Grosso que retira os incentivos fiscais e doações de terrenos públicos das empresas que assinam a Moratória.</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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		<title>Açaí: o preço do sucesso global para o bolso local e a Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 14:37:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[#agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[floresta em pé]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[monocultura]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/preco-acai-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O mercado global de açaí gera desenvolvimento econômico para as comunidades da Amazônia, mas o cultivo intensivo inflaciona o consumo local e prejudica a biodiversidade. Um estudo na revista Biological Conservation apontou uma queda de 28% nas espécies de aves em cultivos adensados de açaí no Pará. Para facilitar a colheita, produtores removem a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/preco-acai-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O mercado global de açaí gera desenvolvimento econômico para as comunidades da Amazônia, mas o cultivo intensivo inflaciona o consumo local e prejudica a biodiversidade.</em></li>
<li><em>Um estudo na revista Biological Conservation apontou uma queda de 28% nas espécies de aves em cultivos adensados de açaí no Pará.</em></li>
<li><em>Para facilitar a colheita, produtores removem a vegetação nativa e o sub-bosque. Isso causou a redução de várias espécies de aves.</em></li>
<li><em> O biólogo Raphael Nunes alerta que, sem essas aves e insetos para polinizar e dispersar sementes, a floresta não se renova e o solo torna-se mais seco.</em></li>
<li><em>O Pará concentra 89,5% da produção nacional (que chegou a 1,9 milhão de toneladas em 2024). As exportações paraenses saltaram de 1 tonelada em 1999 para mais de 60 mil toneladas em 2023, melhorando a renda e o acesso a serviços básicos de famílias ribeirinhas na safra.</em></li>
<li><em> Com o escoamento para o exterior, o preço do litro do açaí grosso (alimento diário e essencial na região) disparou em Belém, custando entre R$ 41 e R$ 65 e ameaçando a segurança alimentar de famílias de baixa renda.</em></li>
<li><em> O pesquisador Hervé Rogez explica que produtores estão eliminando árvores nativas para priorizar o açaizeiro, o que desequilibra o ecossistema de várzea e afasta polinizadores.</em></li>
<li><em> Denise Acosta (Sindifrutas) defende que o consumo do açaí mantém a floresta em pé, pois a palmeira precisa de sombra e biodiversidade para prosperar. Como solução, o setor aposta no cultivo consorciado com cacau, banana e mandioca.</em></li>
</ul>
<p>O sucesso global do açaí desenha um cenário de contrastes na Amazônia. Se por um lado a valorização internacional da fruta funciona como um motor de desenvolvimento social e econômico para milhares de famílias de ribeirinhos, por outro, o crescimento acelerado da cadeia produtiva acende alertas sobre a inflação do alimento na região de origem, os impactos ecológicos do cultivo intensivo e as ameaças das mudanças climáticas.</p>
<p>Um estudo publicado na Biological Conservation revelou que áreas de cultivo adensado de açaí no Pará apresentam uma queda de 28% no número de espécies de aves.</p>
<p>Para mapear este impacto, os investigadores realizaram um minucioso levantamento acústico em 36 áreas de cultivo nos municípios de Belém, Barcarena, Abaetetuba e Igarapé-Miri (conhecida como &#8220;a capital mundial do açaí&#8221;)</p>
<p>E descobriram que aves como o beija-flor rabo-branco-de-bigodes  e o tucano-de-papo-branco viram as suas populações encolher, Isso acontece porque, para facilitar a colheita, produtores limpam a vegetação nativa e o sub-bosque.</p>
<p>Aves de grande porte, como o mutum-cavalo, e espécies sensíveis à perda de floresta contínua, como o anambé-una  já desapareceram das áreas de cultivo estudadas. Apenas espécies generalistas e altamente adaptáveis à presença humana, como o bem-te-vi registaram um aumento populacional.</p>
<p>Pesquisador da Universidade Federal do Pará e um dos coautores do estudo, Raphael Vasconcelos Nunes disse ao <a href="https://brasil.mongabay.com/2026/07/como-sua-tigela-de-acai-pode-estar-deixando-os-tucanos-sem-floresta/" target="_blank" rel="noopener">Mongabay</a> que a retirada da vegetação nativa para dar lugar ao açaí gera uma &#8220;bola de neve&#8221;: sem aves e insetos para polinizar e dispersar sementes, a floresta perde a capacidade de se renovar, e o solo exposto torna-se cada vez mais seco.</p>
<h3>O boom econômico e o impacto social</h3>
<p>Essa pressão sobre a floresta é movida pelo mercado internacional. A produção de açaí atingiu 1,9 milhão de toneladas em 2024. No Pará (que concentra 89,5% da produção nacional), as exportações saltaram de 1 tonelada em 1999 para mais de 60 mil toneladas em 2023, movimentando quase R$ 9 bilhões.</p>
<p>Esse dinheiro transformou a realidade de famílias ribeirinhas isoladas, cujas rendas saltaram de menos de um salário mínimo para até dez salários durante a safra, melhorando o acesso a energia, internet e educação.</p>
<p>O outro lado da moeda pesa no bolso local, como mostra a reportagem do <a href="https://www.dw.com/pt-br/febre-global-pelo-a%C3%A7a%C3%AD-desafia-ecossistema-da-amaz%C3%B4nia/a-77871888" target="_blank" rel="noopener">DW</a> Com o escoamento da produção para atender à demanda externa, os preços dispararam no mercado interno. Segundo levantamento do Dieese Pará, o litro do açaí grosso chegou a ser comercializado a valores entre R$ 41 e R$ 65 em Belém no início deste ano, dificultando o acesso de famílias de baixa renda a um item essencial de sua dieta e cultura.</p>
<h3>Monocultura progressiva x floresta em pé</h3>
<p>Além da biodiversidade, a rápida expansão das exportações divide opiniões sobre o impacto ambiental da atividade. O professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) Hervé Rogez, um dos pioneiros no estudo das propriedades nutricionais da fruta, <span style="font-size: 14px;">alerta que, para aumentar a produção nas várzeas, muitos produtores estão eliminando outras espécies nativas para priorizar o açaizeiro.</span></p>
<p><span style="font-size: 14px;"> Ele descreve o fenômeno como uma &#8220;monocultura progressiva&#8221;, que reduz a biodiversidade local. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-size: 14px;">&#8220;A ausência da biodiversidade faz com que muitos organismos desapareçam. Isso afeta desde os polinizadores até outras espécies que dependem dessas plantas&#8221;, explica ao DW.</span></p></blockquote>
<p>Por outro lado, o setor produtivo contesta que o avanço do açaí signifique degradação. Denise Acosta, presidente do Sindifrutas, argumenta que grande parte da produção paraense ainda ocorre em áreas preservadas e sistemas agroflorestais.</p>
<blockquote><p>&#8220;Ao consumir o açaí, você ajuda a manter a floresta em pé, porque colhe o fruto sem derrubar a árvore&#8221;, defende.</p></blockquote>
<p>Ela destaca que a própria palmeira precisa de sombra, polinizadores e vegetação nativa para prosperar. Para reforçar esse equilíbrio, produtores apostam cada vez mais no cultivo consorciado com cacau, banana e mandioca.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Mulheres da Amazônia se unem para enfrentar as mudanças climáticas</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/mulheres-da-amazonia-se-unem-para-enfrentar-as-mudancas-climaticas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:53:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[#sistemas agroflorestais]]></category>
		<category><![CDATA[Abaetetuba]]></category>
		<category><![CDATA[agroflresta]]></category>
		<category><![CDATA[caderneta agroecológica]]></category>
		<category><![CDATA[garapé-Miri]]></category>
		<category><![CDATA[Pirocaba]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto FASE Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/mulheres_da_amazonia_se_unem-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Mulheres organizadas em associações e cooperativas lideram ações em comunidades tradicionais para proteger territórios, combater as mudanças climáticas, gerar renda e frear a perda de biodiversidade. Agricultoras da comunidade de Pirocaba (Abaetetuba/PA) notaram que secas prolongadas e chuvas fora de hora alteraram o amadurecimento do açaí, forçando a colheita antecipada para evitar a perda [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/07/mulheres_da_amazonia_se_unem-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Mulheres organizadas em associações e cooperativas lideram ações em comunidades tradicionais para proteger territórios, combater as mudanças climáticas, gerar renda e frear a perda de biodiversidade.</em></li>
<li><em>Agricultoras da comunidade de Pirocaba (Abaetetuba/PA) notaram que secas prolongadas e chuvas fora de hora alteraram o amadurecimento do açaí, forçando a colheita antecipada para evitar a perda do fruto.</em></li>
<li><em>Iniciado em 2023 em 14 municípios paraenses, o projeto FASE Amazônia fortalece a soberania alimentar e a autonomia das mulheres através de sistemas agroflorestais, formação de lideranças e facilitação do acesso a políticas públicas e mercados locais.</em></li>
<li><em>A transição do monocultivo para sistemas agroflorestais permitiu a produção de culturas de curto prazo ao lado das frutas nativas. O modelo regenera o solo rapidamente e mantém o território produtivo e verde o ano todo.</em></li>
<li><em>Ferramenta utilizada pelas mulheres para monitorar o ciclo produtivo e registrar as dificuldades causadas por fatores climáticos, servindo como base para a busca de soluções locais.</em></li>
<li><em>Em municípios como Igarapé-Miri, a organização em associações permitiu o beneficiamento de produtos (como derivados da mandioca) e a venda em feiras e para a merenda escolar.</em></li>
<li><em>A comercialização e o uso da caderneta agroecológica ajudaram a romper a visão de que as mulheres são apenas &#8220;ajudantes&#8221;, consolidando o papel delas como provedoras e aumentando sua autonomia financeira e autoestima.</em></li>
</ul>
<p>A organização de mulheres da Amazônia em associações e cooperativas tem impulsionado iniciativas nas comunidades tradicionais para a proteção dos territórios e o enfrentamento às mudanças climáticas. Juntas, elas constroem soluções e trocam experiências que barram a perda de biodiversidade, geram renda e aumentam a segurança alimentar.</p>
<p><span style="font-size: 14px;">A agricultora Daniela Araújo conta que aprendeu desde cedo, na tradição, que o açaí saboroso exige tempo para ser colhido. É preciso esperar que o fruto saía da cor verde, passe pelo tom roxo escuro, fique preto, até ficar com uma sutil camada esbranquiçada, ou “tuíra”.</span></p>
<p>Foi na observação de um dos principais alimentos para o nortista, que ela e outras mulheres responsáveis pela colheita percebem a mudança climática no território da comunidade de Pirocaba, no município de Abaetetuba, no nordeste paraense.</p>
<p>Segundo Daniela, os longos períodos de seca e chuvas fora de hora têm causado uma mudança na forma como o fruto amadurece.</p>
<blockquote><p>“Agora, ou tu apanhas [colhes] o açaí, ou tu perdes. Ele vai secar. E pra não perder, às vezes tu apanhas ele sem ficar totalmente preto, ou tuíra, como a gente fazia antes”, explica.</p></blockquote>
<p>A diminuição do alimento oferecido pela floresta natural não é percebida só no território de Pirocaba. Muitas comunidades ribeirinhas, quilombolas, indígenas e da agricultura familiar vivenciam o mesmo impacto.</p>
<h3>Iniciativas</h3>
<p>Foi a partir desse conhecimento tradicional que a organização social FASE Amazônia (Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional) iniciou, em 2023, um projeto em 14 municípios paraenses para o fortalecimento da soberania alimentar e a autonomia das mulheres, sob a ótica da justiça climática e da garantia dos direitos territoriais.</p>
<p>Sara Pereira, coordenadora da FASE Amazônia, explica que foram trabalhadas várias frentes, como a implantação de sistemas agroflorestais, a formação de lideranças femininas e a incidência sobre políticas públicas para acesso à titulação dos territórios.</p>
<p>Também foram trabalhados, segundo Sara, o escoamento da produção por mercados institucionais e feiras locais, além do fortalecimento da governança comunitária, como os protocolos de consulta prévia livre informada e a elaboração de planos de gestão comunitária.</p>
<h3>Coletivos</h3>
<p>A partir das bases lançadas pelo programa, as mulheres se reuniram em coletivos e construíram juntas soluções para fortalecer a produção de alimentos saudáveis e para proteger o território, as florestas e as águas.</p>
<blockquote><p>“Esse é um projeto que foi executado durante três anos. Então, a gente teve um tempo bastante importante para fazer essas observações e chegar à conclusão de que as alternativas e soluções estão aqui mesmo nos territórios”, avalia Sara.</p></blockquote>
<h3>Monitoramento</h3>
<p>Além das bases para que o projeto fosse desenvolvido, também foi adotada a caderneta agroecológica. Uma ferramenta de acompanhamento da produção e das mudanças climáticas.</p>
<blockquote><p>“As mulheres são orientadas e estimuladas a anotarem todo o seu ciclo produtivo, o que elas produzem e o que naquele dado período elas tiveram dificuldade de produzir e por que fatores essas dificuldades apareceram”, explica Sara.</p></blockquote>
<p>Com a diversificação da produção, por meio do sistema agroflorestal, além da colheita de frutíferas da floresta, as mulheres passaram a produzir também culturas de curto prazo.</p>
<blockquote><p>“A gente fala que antes a gente estava muito nessa questão do monocultivo. Hoje, a gente tem um pouco de cada coisa, a gente sabe que a gente não come só farinha, a gente precisa dos alimentos, dos frutos”, lembra Daniela.</p></blockquote>
<h3>Proteção</h3>
<p>O sistema agroflorestal também garante que o solo não seja degradado, além de manter o território verde e produtivo ao longo de todo o ano.</p>
<blockquote><p>“Cada planta, cada espécie, ajuda a natureza, então a natureza se regenera muito rápido. A gente observa porque a gente está ali todos os dias e isso faz com que a gente tenha um território mais com autonomia”, diz a agricultora.</p></blockquote>
<p>Assim como em Abaetetuba, as mulheres também se organizaram no município de Ingarapé-Miri. Na comunidade do Trevo do Carapajó, Benedita Carvalho Gonçalves preside a Associação de Apoio às Comunidades Amazônicas (APACC).</p>
<h3>Comercialização</h3>
<p>Foi por meio da associação que as mulheres começaram a beneficiar os produtos dos sistemas agroflorestais e também comercializar a produção em feiras locais e para a merenda escolar.</p>
<blockquote><p>“A mandioca, por exemplo, vira farinha, o biju, o tucupi, a maniçoba. Tudo a gente produz a partir da maniva, da mandioca”, explica Benedita Carvalho.</p></blockquote>
<p>De acordo com Sara, além de aumentar a segurança alimentar nos territórios com a diversificação da produção, as mulheres passaram a ter mais autonomia por meio da produção de seus próprios quintais.</p>
<blockquote><p>“Porque tem todo esse discurso de que, principalmente no meio rural, as mulheres ajudam os homens, quem produz são os homens e as mulheres ajudam. Com a caderneta, esse processo de levar os produtos para feira, tudo isso foi elevando a autoestima delas, inclusive porque elas viram que também são provedoras da casa”, diz.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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		<item>
		<title>El Niño na Amazônia: Pará aciona alerta contra queimadas e navegação antecipa logística</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 15:07:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[abastecimento]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios florestais]]></category>
		<category><![CDATA[logística]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
		<category><![CDATA[transporte fluvial]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/seca_no_amazonas-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O fenômeno El Niño indica uma estiagem rigorosa entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027, trazendo riscos de queda no nível dos rios, falta de chuvas e incêndios na Amazônia. Após as crises de 2023 e 2024, as empresas de transporte fluvial mudaram de postura e integraram a seca como [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/seca_no_amazonas-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O fenômeno El Niño indica uma estiagem rigorosa entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027, trazendo riscos de queda no nível dos rios, falta de chuvas e incêndios na Amazônia.</em></li>
<li><em>Após as crises de 2023 e 2024, as empresas de transporte fluvial mudaram de postura e integraram a seca como uma variável fixa e contínua em seus planejamentos operacionais.</em></li>
<li><em>Cidades do Sul, Sudeste, Oeste e da Transamazônica (como Marabá e Altamira) estão em estado crítico. O clima seco favorece queimadas de rápida propagação, gerando fumaça que ameaça a saúde pública e agrava problemas respiratórios.</em></li>
<li><em>Diante do risco de isolamento de comunidades ribeirinhas e desabastecimento, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) intensificou a fiscalização contra queimadas e enviou diretrizes técnicas para ajudar as prefeituras a enfrentarem a estiagem.</em></li>
<li><em>O setor de transporte está antecipando cargas (especialmente entre setembro e novembro) e utilizando centros de estocagem em Belém como um &#8220;pulmão logístico&#8221; para garantir o abastecimento de itens essenciais, como alimentos e medicamentos.</em></li>
<li><em>Para suprir uma projeção de aumento de 20% na demanda por transporte preventivo, empresas privadas estão ampliando suas frotas com balsas de grande capacidade e expandindo áreas portuárias</em>.</li>
</ul>
<p>O avanço do fenômeno El Niño e as projeções de uma estiagem severa para o segundo semestre de 2026 e início de 2027 ligaram o sinal de alerta no Pará. Diante de previsões que apontam redução drástica de chuvas, queda no nível dos rios e aumento de incêndios, autoridades públicas e o setor de transporte fluvial começaram a se mobilizar antes que período mais crítico da vazante chegue.</p>
<p>Enquanto instituições paraenses reforçam o monitoramento em áreas vulneráveis, operadores logísticos redesenham suas estruturas para tentar garantir o abastecimento regional.</p>
<p>A memória das secas históricas de 2023 e 2024 mudou a postura do mercado de navegação, que passou a tratar a crise climática como uma variável fixa, segundo reportagem da Agência Transporte Moderno.</p>
<blockquote><p>“A seca deixou de ser um evento excepcional e passou a fazer parte do planejamento da cadeia logística da região”, afirma Dagoberto Madono, diretor de Novos Negócios da Combitrans.</p></blockquote>
<p>Segundo ele, o intervalo entre as grandes estiagens encurtou drasticamente.</p>
<blockquote><p>“Antes era um evento esporádico, que ocorria em intervalos maiores. Hoje já existe uma percepção de continuidade e isso muda completamente a forma de planejar as operações.”</p></blockquote>
<h3>A seca e a ameaça do fogo</h3>
<p>Enquanto a logística se antecipa, o cenário ambiental no interior do estado exige atenção máxima. A combinação de calor extremo, baixa umidade e vegetação seca coloca os municípios do Sul, Sudeste, Oeste e do eixo da Transamazônica em alerta. Cidades como Marabá, São Félix do Xingu, Altamira e Novo Progresso estão entre os pontos críticos que demandam monitoramento contínuo, lembra a Gazeta de Carajás;</p>
<p>O El Niño altera a circulação atmosférica, dificultando a formação de nuvens e prolongando a estiagem. Esse cenário cria um efeito em cadeia: a falta de chuva resseca o solo e a mata, transformando florestas e pastagens em combustível para queimadas.</p>
<p>Como consequência, o estado enfrenta sérios riscos de incêndios florestais de rápida propagação e uma grave piora na qualidade do ar pela fumaça — o que se torna um problema de saúde pública ao agravar doenças respiratórias em grupos vulneráveis, como crianças e idosos.</p>
<p>O histórico recente justifica o temor. Em 2023, o baixo nível de rios importantes, como o Tapajós, levou Santarém a decretar situação de emergência, isolando comunidades ribeirinhas e afetando severamente a logística nos eixos rodoviários das BR-230 e BR-163, onde a redução da navegabilidade comprometeu o transporte de cargas e o abastecimento de itens básicos.</p>
<p>Para tentar mitigar novos impactos, os órgãos públicos intensificaram o monitoramento e as medidas preventivas nas regiões de maior vulnerabilidade. À frente dessas ações, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) coordenou iniciativas para mapear os municípios sob maior risco, além de endurecer a fiscalização contra incêndios florestais e queimadas.</p>
<p data-path-to-node="2">O plano estratégico do órgão inclui a vigilância ambiental contínua, o rastreamento das áreas com maior concentração de focos de calor e o envio de diretrizes técnicas para que as prefeituras locais consigam se estruturar adequadamente contra os efeitos da seca.</p>
<h3>Logística contra o desabastecimento</h3>
<p>Para evitar cenários de isolamento e escassez, a principal estratégia das empresas de transporte tem sido antecipar cargas entre setembro e novembro e utilizar hubs de armazenagem avançados, como os complexos mantidos em Belém. Esses centros funcionam como um &#8220;pulmão logístico&#8221;, garantindo entregas fracionadas mesmo em períodos de restrição nos rios.</p>
<p>Produtos de primeira necessidade recebem prioridade absoluta nos planos de contingência do setor.</p>
<blockquote><p>“Alimentos, bebidas, medicamentos, produtos de higiene e farmacêuticos recebem atenção especial porque existe uma responsabilidade adicional em evitar rupturas de abastecimento”, explica Madono à Agência Transporte Moderno.</p></blockquote>
<p>Com a antecipação das compras por parte dos clientes de transporte, as empresas de navegação privada projetam um aumento de 20% na demanda durante o período crítico da seca.</p>
<p>Para absorver esse fluxo, o setor logístico tem investido na expansão de frotas com balsas de grande capacidade e na ampliação de áreas portuárias em Belém para estocagem de longo prazo, incluindo futuras estruturas frigorificadas para alimentos perecíveis.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Amazônia tem menor índice de desmatamento para o 1º semestre em dez anos</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-tem-menor-indice-de-desmatamento-para-o-1o-semestre-em-dez-anos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 14:12:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Deter]]></category>
		<category><![CDATA[Inpe]]></category>
		<category><![CDATA[MMA]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/amazonia5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O primeiro semestre de 2026 teve o menor índice de desmatamento na Amazônia dos últimos dez anos. O Cerrado também registrou a menor área de perda de vegetação desde 2021. Foram perdidos 1.295 km² na Amazônia (queda de 38% comparado a 2025) e 3.142 km² no Cerrado (queda de 6%). Especialistas apontam que a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/amazonia5-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O primeiro semestre de 2026 teve o menor índice de desmatamento na Amazônia dos últimos dez anos. O Cerrado também registrou a menor área de perda de vegetação desde 2021.</em></li>
<li><em>Foram perdidos 1.295 km² na Amazônia (queda de 38% comparado a 2025) e 3.142 km² no Cerrado (queda de 6%).</em></li>
<li><em>Especialistas apontam que a volta de investimentos federais, o aumento de fiscais e a aplicação de multas sufocaram a impunidade.</em></li>
<li><em> A redução do desmatamento melhora a diplomacia e transforma o Brasil em parte da solução climática global.</em></li>
<li><em>A chegada do fenômeno El Niño no segundo semestre preocupa devido ao risco de seca severa e queimadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.</em></li>
</ul>
<p>O primeiro semestre de 2026 fechou com uma marca histórica na Amazônia: o bioma registrou a menor área com sinais de desmatamento dos últimos dez anos. Dados do Deter (Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real), divulgados pelo Inpe nesta sexta-feira, 10, mostram que entre janeiro e junho foram identificados 1.295 km² sob alerta de perda de vegetação.</p>
<p>É o menor patamar para o período desde o início da série histórica do sistema, em 2016.</p>
<p>Os avisos do Deter servem como alertas rápidos para guiar a fiscalização em campo, apontando onde há perda de vegetação nativa em tempo real. Eles indicam uma redução no ritmo de novas derrubadas, e não a recuperação da floresta que já foi perdida. Os números oficiais são de outro sistema do instituto, o Prodes, mais preciso e divulgado anualmente.</p>
<p>Antes de 2026, o melhor resultado do primeiro semestre havia sido registrado em 2017, com 1.332 km² sob alerta. Desde então, o índice vinha oscilando bastante: chegou a 1.645 km² em 2024 e bateu o pico de quase 4 mil km² em 2022.</p>
<p>Mato Grosso (489 km²), Pará (391 km²) e Amazonas (184 km²) lideraram o desmatamento da Amazônia neste ano, até o momento.</p>
<p>O Cerrado também apresentou redução na perda de vegetação nativa. O Deter apontou 3.142 km² sob alerta entre janeiro e junho deste ano — o menor valor para o primeiro semestre desde 2021</p>
<h3>Junho manteve tendência</h3>
<p>A tendência de queda se confirmou no mês de junho isolado:</p>
<ul>
<li>Na Amazônia: O Deter detectou 297,26 km² com sinais de desmatamento, uma redução de 35% frente aos 457,61 km² registrados em junho de 2025.</li>
<li>No Cerrado: Os avisos recuaram 5,3%, passando de 508,69 km² para 481,53 km² na mesma comparação.</li>
</ul>
<blockquote data-path-to-node="11">
<p data-path-to-node="11,0">&#8220;Os números estão mostrando que esse processo de redução está sendo cumulativo, redução sobre redução. Então, estamos numa trajetória positiva, tanto na Amazônia como no Cerrado&#8221;, disse a Folha de S.Paulo o ministro do Meio Ambiente e Mudança Climática, João Paulo Capobianco.</p>
</blockquote>
<h2 data-path-to-node="13">Fatores que Explicam a Redução</h2>
<p data-path-to-node="14">Segundo Tasso Azevedo, coordenador-geral do MapBiomas, o recuo da destruição ambiental está diretamente ligado à volta de ações do governo federal, incluindo planos de controle, recomposição de orçamentos e equipes de fiscalização, além de punições financeiras para infratores.</p>
<p data-path-to-node="17">Para ele, no entanto, os índices de desmatamento ainda são elevados em termos mundiais.</p>
<blockquote data-path-to-node="18">
<p data-path-to-node="18,0">&#8220;O desafio agora é transformar essa redução em tendência estrutural. Chegar a 2030 com o desmatamento em nível residual —algo abaixo de 100 mil hectares [1.000 km²] por ano no país— já seria uma enorme vitória e muito próximo do espírito da meta de desmatamento zero.&#8221;</p>
</blockquote>
<p data-path-to-node="19">Para Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa, os resultados desde 2022 mostram que conter o desmatamento depende de decisão política e melhora a imagem externa do Brasil.</p>
<blockquote data-path-to-node="20">
<p data-path-to-node="20,0">&#8220;O mundo aprendeu a &#8216;ler&#8217; o Brasil a partir do desmatamento. Cada ponto de queda transforma o país de problema em solução, um ativo que nenhum outro membro do G20 tem&#8221;</p>
</blockquote>
<h3 data-path-to-node="32">A Ameaça do El Niño</h3>
<p data-path-to-node="33">A chegada do fenômeno El Niño no segundo semestre pode trazer uma seca severa para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Isso favorece incêndios — provocados por ações humanas criminosas, acidentais ou queimadas — e deve colocar à prova a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, instituída em 2024 após grandes incêndios anteriores.</p>
<p data-path-to-node="33">As mudanças climáticas decorrentes da perda de vegetação também prejudicam a própria produção na Amazônia.</p>
<h3>O calendário técnico e a taxa oficial (Prodes)</h3>
<p>O Inpe também analisa os dados por um calendário próprio, que vai de agosto a julho do ano seguinte. Esse modelo permite avaliar um ciclo completo de desmatamento, já que o ritmo da atividade e a capacidade de monitoramento mudam conforme as estações de chuva e seca.</p>
<p>Nos primeiros 11 meses do ciclo atual (agosto de 2025 a junho de 2026), os alertas recuaram 37,2% na Amazônia (somando 2.485,90 km²) e caíram 7,9% no Cerrado (chegando a 4.689,40 km²). Esse ciclo fecha com os dados de julho.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Novo fundo quer captar R$ 130 milhões para financiar produção sustentável na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 13:53:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo Rural+Verde]]></category>
		<category><![CDATA[pequeno produtor]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[produção sustentável]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/agricultura_familiar2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O novo Fundo Rural+Verde foi criado para corrigir uma realidade alarmante na Amazônia Legal: a agricultura familiar gera 74% dos empregos no campo, mas apenas 3% desses produtores têm acesso a crédito subsidiado. Lançado em parceria pela FAIS, Banco da Amazônia e a organização internacional Global Citizen, o fundo pretende captar US$ 25 milhões [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/agricultura_familiar2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-path-to-node="2,0,0"><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O novo Fundo Rural+Verde foi criado para corrigir uma realidade alarmante na Amazônia Legal: a agricultura familiar gera 74% dos empregos no campo, mas apenas 3% desses produtores têm acesso a crédito subsidiado.</em></li>
<li><em>Lançado em parceria pela FAIS, Banco da Amazônia e a organização internacional Global Citizen, o fundo pretende captar US$ 25 milhões em recursos globais para financiar o produtor rural sustentável.</em></li>
<li><em> O Banco da Amazônia assumiu o papel de investidor âncora, garantindo uma cota inicial de US$ 2 milhões para o início das operações.</em></li>
<li><em> O objetivo principal é dar condições para que o produtor não apenas colha, mas também processe e industrialize sua produção dentro da própria floresta, retendo a riqueza na região.</em></li>
<li><em>A engenharia financeira do fundo prevê que, a partir do segundo ano de funcionamento, ele passe a se sustentar com o rendimento dos próprios ativos gerados no campo.</em></li>
</ul>
<p>Embora a agricultura familiar seja o verdadeiro motor da floresta, sustentando 74% dos empregos no campo em toda a Amazônia Legal, a falta de ferramentas financeiras faz com que apenas 3% desses pequenos produtores consigam acesso a crédito subsidiado.</p>
<p>Para mudar esse cenário e colocar a produção sustentável no centro da economia da região, a Facility de Investimentos Sustentáveis (FAIS), o Banco da Amazônia e a Global Citizen lançaram o Fundo Rural+Verde</p>
<p>A iniciativa foi desenhada para conectar o pequeno produtor a investimentos que permitam não apenas colher, mas também processar e industrializar sua produção dentro da própria floresta.</p>
<p>Para atrair o dinheiro necessário, o fundo vai usar uma estratégia chamada de capital catalítico. Na prática, funciona como um investimento de arrancada: investidores iniciais aceitam correr um risco maior ou esperar mais tempo pelo retorno financeiro para provar que o projeto funciona. Isso serve como um selo de segurança para atrair grandes bancos e fundos tradicionais que antes tinham receio de investir na região.</p>
<p>A FAIS vai coordenar a estrutura do fundo e a captação de recursos junto com a organização internacional Global Citizen. A meta é alcançar US$ 25 milhões em investimentos, e o Banco da Amazônia já garantiu o pontapé inicial como investidor âncora, aportando US$ 2 milhões.</p>
<blockquote><p>“A Instituição tem no seu DNA o compromisso com o desenvolvimento sustentável da região. Ao ancorar esse fundo, damos um passo decisivo para conectar pequenos produtores a uma nova lógica de financiamento, que reconhece a floresta em pé como ativo econômico e coloca a Amazônia no centro das soluções globais para o clima e a produção de alimentos”, explica Luiz Lessa, presidente do Banco da Amazônia.</p></blockquote>
<p>O fundo nasce diretamente ligado ao programa Rural+Verde, elaborado pelo Instituto Amazônia+21. O objetivo é solucionar um problema histórico: a dificuldade de transformar o trabalho de manejo das comunidades locais em negócios estruturados e atraentes para o mercado financeiro de larga escala.</p>
<p>O foco das operações estará concentrado nos estados da Amazônia Legal, impulsionando o desenvolvimento regional com foco em quem realmente vive e trabalha na floresta.</p>
<blockquote><p>“Estamos estruturando um mecanismo capaz de conectar capital a soluções concretas na Amazônia. O desafio não é a falta de projetos, mas a ausência de instrumentos que permitam financiá-los com escala, coordenação e segurança. A Amazônia produz riqueza há séculos, mas continua exportando valor e importando pobreza. O fundo nasce para enfrentar essa desconexão, começando por quem mais precisa: o pequeno produtor”, afirma Marcelo Thomé, presidente do Instituto Amazônia+21.</p></blockquote>
<p>Michael Sheldrick, CEO e cofundador da Global Citizen., afirma que gerar renda para comunidades e produtores em toda a Amazônia está no centro das conversas entre sua empresa e o Instituto Amazônia+21.</p>
<blockquote><p>&#8220;O acesso a financiamento, assistência técnica e mercados continua sendo uma das maiores barreiras para ampliar, em escala, as atividades econômicas sustentáveis na região. Renovamos nossa colaboração mantendo o foco na construção de caminhos economicamente viáveis para a região, focados em transformar esse compromisso em resultados concretos”, afirma Sheldrick.</p></blockquote>
<p>A engenharia financeira do projeto também foi planejada para que ele tenha autonomia. A expectativa dos organizadores é de que, já a partir do segundo ano de funcionamento, as operações no campo gerem rendimentos suficientes para sustentar o próprio fundo, dispensando a dependência exclusiva de novas doações ou aportes.</p>
<p>Com o lançamento feito em parceria internacional, o projeto coloca os produtores e a economia amazônica de forma definitiva no mapa estratégico do desenvolvimento sustentável global.</p>
]]></content:encoded>
					
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