<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>prejuízo &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<atom:link href="https://www.paraterraboa.com/tag/prejuizo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
	<lastBuildDate>Wed, 08 Apr 2026 14:50:57 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/05/cropped-512x512px-32x32.png</url>
	<title>prejuízo &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>A cigarrinha-do-milho causou prejuízo de US$ 25,8 bilhões em quatro anos no Brasil</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/a-cigarrinha-do-milho-causou-prejuizo-de-us-258-bilhoes-em-quatro-anos-no-brasil/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/agricultura/a-cigarrinha-do-milho-causou-prejuizo-de-us-258-bilhoes-em-quatro-anos-no-brasil/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 14:50:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[cigarrinha_do-milho]]></category>
		<category><![CDATA[CNA]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[prejuízo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=41889</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/cigarrinha_embrapa-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O maior pesadelo sanitário dos produtores de milho do País, uma praga chamada cigarrinha-do-milho, causa prejuízo anual estimado em US$ 6,5 bilhões, o equivalente a R$ 33,6 bilhões, com base no câmbio atual. Nas quatro safras de 2020 a 2024, as perdas causadas pelo inseto nas lavouras alcançaram US$ 25,8 bilhões, mais de R$ 134,16 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/cigarrinha_embrapa-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O maior pesadelo sanitário dos produtores de milho do País, uma praga chamada cigarrinha-do-milho, causa prejuízo anual estimado em US$ 6,5 bilhões, o equivalente a R$ 33,6 bilhões, com base no câmbio atual.</p>
<p>Nas quatro safras de 2020 a 2024, as perdas causadas pelo inseto nas lavouras alcançaram US$ 25,8 bilhões, mais de R$ 134,16 bilhões.</p>
<p>O impacto reflete perda média de produção de 22,7% entre 2020 e 2024, equivalente a cerca de 31,8 milhões de toneladas de milho por ano. Cerca de 2 bilhões de sacas de 60 quilos deixaram de ser produzidas.</p>
<p>Além disso, custos de aplicação de inseticidas para o controle do Dalbulus maidis, nome científico da cigarrinha-do-milho, aumentaram 19% no período, superando US$ 9 (R$ 46) por hectare.</p>
<p>As estimativas fazem parte de um estudo divulgado nesta terça-feira, 7/3,  pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.</p>
<h3>Revista científica</h3>
<p>O levantamento foi publicado na edição de abril da revista científica internacional Crop Protection, direcionada a proteção de cultivos agrícolas.</p>
<p>Com base em dados desde 1976 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ligada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, os pesquisadores calcularam os danos dos enfezamentos do milho, doença causada por bactérias transmitidas pela cigarrinha-do-milho.</p>
<p>Também participaram do estudo especialistas da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).</p>
<p>Segundo a Embrapa, a praga é “o maior desafio sanitário do sistema produtivo de milho no Brasil das últimas décadas”.</p>
<p>O levantamento foi conduzido em 34 municípios representativos das principais regiões produtoras do Brasil.</p>
<p>De acordo com o pesquisador da divisão Cerrados da Embrapa, Charles Oliveira, “em cerca de 80% das localidades avaliadas, a cigarrinha ou os enfezamentos foram apontados como fator central para a queda de produtividade”.</p>
<h3>A praga</h3>
<p>A cigarrinha-do-milho adquire os patógenos causadores do enfezamento (falta de desenvolvimento) do milho ao se alimentar em plantas de milho infectadas e, depois, passa a transmiti-los para as plantas sadias.</p>
<p>A doença se desenvolve no milho de duas formas: o pálido e o vermelho. Também altera a coloração da planta e também leva ao aparecimento de estrias, além, claro, de afetar a produção de grãos.</p>
<p>O pesquisador Charles Oliveira chama atenção para o fato de que não há tratamento preventivo contra o enfezamento causado pela praga, o que pode levar à perda total de lavouras.</p>
<p>Oliveria contextualiza que a doença é conhecida desde a década de 70, mas que surtos epidêmicos tornaram-se frequentes a partir de 2015.</p>
<blockquote><p>“Mudanças no sistema de produção ocorridas nas últimas décadas, como a expansão da safrinha [segunda safra de milho no mesmo ano agrícola] e o cultivo de milho durante quase todo o ano, criou um cenário favorável para a sobrevivência da cigarrinha e dos microrganismos”, descreve.</p></blockquote>
<h3>Ameaça ao campeão de produção</h3>
<p>O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho e um dos principais exportadores do grão. A estimativa para a safra 2025/2026 é de uma produção de 138,4 milhões de toneladas, segundo a Conab, e um valor de produção de cerca de US$ 30 bilhões (quase R$ 155 bilhões).</p>
<p>O assessor técnico da CNA Tiago Pereira aponta que a praga representa “perdas que impactam diretamente a renda do produtor, a estabilidade produtiva e a competitividade do país”.</p>
<p>A pesquisadora da Epagri, Maria Cristina Canale, aponta que os danos não ficam restritos da porteira das fazendas para dentro.</p>
<blockquote><p>“Como o milho é base para a produção de proteína animal (aves, suínos e leite) e biocombustíveis, as quebras de safra elevam os preços para o consumidor e afetam a balança comercial brasileira”, diz.</p></blockquote>
<p>Para ela, estudos que levam a mensurar os prejuízos são úteis para “orientar a destinação de recursos financeiros, orientar o setor de seguro agrícola, definir janelas de plantio, planejar estratégias para mitigar os danos e avaliar a eficácia das práticas adotadas”.</p>
<h3>Cuidado com as safras</h3>
<p>No cenário em que a cigarrinha-do-milho tem alta capacidade de reprodução e dispersão e sem tratamento preventivo, a Embrapa lista recomendações que podem minimizar o alcance da praga. Há também uma cartilha online para orientar agricultores.</p>
<p>Entre os cuidados sugeridos estão:</p>
<ul>
<li>Eliminação do milho tiguera (plantas voluntárias que surgem na entressafra pela perda de grãos na colheita e no transporte): quebra o ciclo de vida do vetor e do patógeno.</li>
<li>Sincronização do plantio: evita janelas de semeadura longas que favorecem a dispersão da cigarrinha entre as lavouras.</li>
<li>Uso de cultivares resistentes ou tolerantes mantém níveis elevados de produtividade mesmo sob pressão das doenças.</li>
<li>Manejo inicial com aplicação de controle químico e biológico nos estádios iniciais da planta: previne que a infecção cause danos mais severos.</li>
<li>Monitoramento: implica vigilância constante e coordenada entre produtores vizinhos.</li>
</ul>
<p>Existe a tentativa de usar controle biológico com fungos entomopatogênicos, inimigos naturais da praga, uma vez que algumas populações de cigarrinha-do-milho já apresentam resistência a certos grupos de inseticidas<em>.</em></p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/agricultura/a-cigarrinha-do-milho-causou-prejuizo-de-us-258-bilhoes-em-quatro-anos-no-brasil/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Desmatamento na Amazônia custou US$ 1,1 bilhão ao ano em energia, diz estudo</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/desmatamento-na-amazonia-custou-us-11-bilhao-ao-ano-em-energia-diz-estudo/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/economia/desmatamento-na-amazonia-custou-us-11-bilhao-ao-ano-em-energia-diz-estudo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 16:44:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[prejuízo]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[termelétricas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=41155</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/desmate8-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um estudo publicado no mês passado mostra que as chuvas produzidas pela Amazônia rendem US$ 20 bilhões (R$ 103 bilhões) por ano. Agora, outra pesquisa quantifica o custo para o setor elétrico brasileiro do desmatamento da maior floresta tropical do mundo. Um valor que dói no bolso da população na hora de pagar a conta [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/desmate8-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um estudo publicado no mês passado mostra que as chuvas produzidas pela<a href="https://www.paraterraboa.com/economia/voce-sabia-a-amazonia-fabrica-us-20-bilhoes-em-chuvas-todo-ano/" target="_blank" rel="noopener"> Amazônia rendem US$ 20 bilhões (R$ 103 bilhões) por ano</a>. Agora, outra pesquisa quantifica o custo para o setor elétrico brasileiro do desmatamento da maior floresta tropical do mundo. Um valor que dói no bolso da população na hora de pagar a conta de luz e que poderia ser evitado.</p>
<p>Nas últimas quatro décadas, se o Brasil tivesse evitado o desmate amazônico, teria poupado o consumidor brasileiro teria economizado até US$ 1,1 bilhão (R$ 5,7 bilhões) anuais. O desmate reduz as chuvas que abastecem hidrelétricas estratégicas e dispara o despacho de termelétricas movidas a combustíveis fósseis, com energia mais cara e poluente</p>
<p>É o que mostra o estudo “Energia das Florestas: os custos sociais do desmatamento para o setor energético brasileiro”, da Rede de Pesquisa em Produtividade &amp; Sustentabilidade (Rede PP&amp;S). Formada em 2025, a rede tem 14 pesquisadores associados de várias instituições – FEA/USP, FGV/SP, FGV/Rio, PUC-Rio e Insper – que buscam entender como a proteção ambiental pode impactar a produtividade e vice-versa.</p>
<p>Segundo a pesquisa, obtida pelo Valor, as áreas da Amazônia contribuem igualmente para a segurança energética. Territórios Indígenas localizados no arco do desmatamento – a área mais desmatada que vai do leste a oeste, formando um arco pelo sul da região – desempenham papel fundamental na proteção dos serviços hidrológicos. Somente as florestas do Parque Indígena do Xingu valem cerca de US$ 5 bilhões em energia hidrelétrica.</p>
<blockquote><p>“Quem mais perde com o desmatamento da Amazônia é o consumidor”, destaca Rafael Araujo, professor-assistente de Economia na Escola de Economia de São Paulo (FGV EESP) e um dos autores do levantamento. “O custo do desmatamento para o setor de energia tem que estar no debate público. Reflorestar não tem a ver só com emissões ou captura de carbono. Tem uma relação direta com o setor de energia”, completa.</p></blockquote>
<p>Com a população alheia a esses prejuízos, a devastação da floresta continua. É fato que o desmatamento registrou o menor índice dos últimos sete anos no semestre encerrado em janeiro de 2026, segundo o IMAZON. Mas o desmate continua preocupante, principalmente no Pará.</p>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/voce-sabia-a-amazonia-fabrica-us-20-bilhoes-em-chuvas-todo-ano/" target="_top">Você sabia? A Amazônia ‘fabrica’ US$ 20 bilhões em chuvas todo ano</a></strong></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/economia/desmatamento-na-amazonia-custou-us-11-bilhao-ao-ano-em-energia-diz-estudo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Desastres climáticos afetaram 336 mil pessoas e geraram prejuízo de R$ 3,9 bi no País</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desastres-climaticos-afetaram-336-mil-pessoas-e-geraram-prejuizo-de-r-39-bi-no-pais/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desastres-climaticos-afetaram-336-mil-pessoas-e-geraram-prejuizo-de-r-39-bi-no-pais/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 15:21:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Cemaden]]></category>
		<category><![CDATA[desastres climáticos]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[prejuízo]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=41108</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/seca11-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado no planeta, com a temperatura global 1,47 °C acima dos níveis pré-industriais. No Brasil, o aquecimento provocou eventos climáticos extremos. Recordes de temperatura, chuvas intensas com alto impacto urbano e uma seca prolongada que atingiu centenas de municípios atingiram 336.656 pessoas e geraram prejuízos de R$ [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/seca11-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado no planeta, com a temperatura global 1,47 °C acima dos níveis pré-industriais. No Brasil, o aquecimento provocou eventos climáticos extremos. Recordes de temperatura, chuvas intensas com alto impacto urbano e uma seca prolongada que atingiu centenas de municípios atingiram 336.656 pessoas e geraram prejuízos de R$ 3,9 bilhões.</p>
<p>Os dados são relatório Estado do Clima, Extremos de Clima e Desastres no Brasil em 2025, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).</p>
<p>O relatório destaca que os prejuízos públicos foram mais elevados no município de Belterra, Pará, em função de um episódio de chuva extrema ocorrido em março de 2025.</p>
<p>&#8220;Apenas os custos relacionados&#8217; à assistência médica, à saúde pública e ao atendimento de emergências médicas totalizaram aproximadamente R$ 356 milhões&#8221;, diz o relatório.</p>
<h3>Ondas de calor e frio</h3>
<p>Ao longo do ano, o País registrou sete ondas de calor. Em fevereiro, Quaraí (RS) alcançou 43,8°C, a maior temperatura do período no território nacional. Capitais também enfrentaram marcas históricas. O Rio de Janeiro (RJ) registrou máximas entre 42°C e 44°C, enquanto São Paulo (SP) atingiu 37,2°C em dezembro — o maior valor para o mês em 64 anos. O calor intenso foi acompanhado por impactos na saúde pública, aumento do consumo de energia e pressão sobre sistemas urbanos.</p>
<p>No Brasil, o verão 2024/2025 foi o sexto mais quente desde 1961, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia.</p>
<p>O inverno também apresentou extremos. Foram registradas sete ondas de frio em 2025, com temperaturas negativas no Sul do País. Em General Carneiro (PR), os termômetros marcaram –7,8°C, e em São José dos Ausentes (RS), –4,5°C, com ocorrência de neve em áreas de maior altitude. A combinação de ondas de calor frequentes e episódios intensos de frio evidencia a crescente variabilidade climática observada no território brasileiro.</p>
<h3>Chuva e seca</h3>
<p>Além das temperaturas extremas, o ano foi marcado por episódios significativos de chuva intensa, especialmente nas regiões Sudeste e Sul. Em abril, Teresópolis (RJ) acumulou 689,4 mm de precipitação — volume 548% acima da média histórica do mês. Em 24 de janeiro, a cidade de São Paulo registrou 125,4 mm em um único dia, o terceiro maior acumulado desde o início das medições, em 1961. No Rio Grande do Sul (RS), eventos de chuva em junho afetaram mais de 120 municípios, provocando alagamentos, transbordamentos de rios e deslocamentos de famílias.</p>
<p>Enquanto parte do País enfrentava enchentes, outra parcela convivia com estiagem prolongada. Ao longo de 2025, até 503 municípios chegaram à condição de seca severa ou extrema. Oito unidades federativas registraram seca em 100% do território no mês de novembro: Ceará (CE), Distrito Federal (DF), Goiás (GO), Minas Gerais (MG), Piauí (PI), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Tocantins (TO). Em algumas áreas, o quadro de déficit hídrico persistiu por até dez meses consecutivos.</p>
<h3>Prevenção e monitoramento</h3>
<p>No campo da prevenção e monitoramento, o Cemaden enviou 2.505 alertas de risco geo-hidrológico ao longo do ano para 1.133 municípios monitorados. Foram registradas 1.493 ocorrências associadas a eventos hidrológicos e geológicos, com predominância de inundações, enxurradas e deslizamentos de terra. Embora o número seja inferior ao observado em anos de El Niño intenso, permanece elevado em comparação ao início da série histórica, indicando maior recorrência de eventos extremos e maior exposição territorial.</p>
<p>O relatório aponta que, mesmo em um ano sem atuação significativa de El Niño ou La Niña, o Brasil apresentou extremos relevantes. A combinação entre variabilidade climática natural e o aquecimento global tem ampliado a frequência e a intensidade desses eventos, com impactos diretos sobre a segurança hídrica, a infraestrutura urbana, a produção agrícola e a qualidade de vida da população.</p>
<p>Os dados consolidados reforçam a importância do monitoramento contínuo, do investimento em ciência e tecnologia e da integração entre pesquisa e gestão pública para antecipar riscos e reduzir vulnerabilidades. Para o MCTI, o fortalecimento da capacidade científica nacional é elemento central para enfrentar um cenário climático cada vez mais desafiador e complexo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desastres-climaticos-afetaram-336-mil-pessoas-e-geraram-prejuizo-de-r-39-bi-no-pais/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Agro é o setor que mais perde dinheiro com eventos climáticos na Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/agro-e-o-setor-que-mais-perde-dinheiro-com-eventos-climaticos-na-amazonia/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/economia/agro-e-o-setor-que-mais-perde-dinheiro-com-eventos-climaticos-na-amazonia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Feb 2025 15:50:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[inundação]]></category>
		<category><![CDATA[prejuízo]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=33222</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/02/seca23-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A agropecuária é o setor mais impactado financeiramente por eventos climáticos, como secas e inundações, na Amazônia Legal. Entre 1991 e 2024, a agricultura e a pecuária acumularam perdas de R$ 40,5 bilhões — R$ 36,2 bilhões e R$ 4,3 bilhões, respectivamente. Esse montante corresponde a 80% dos R$ 51,1 bilhões em prejuízo registrados na [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/02/seca23-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A agropecuária é o setor mais impactado financeiramente por eventos climáticos, como secas e inundações, na Amazônia Legal. Entre 1991 e 2024, a agricultura e a pecuária acumularam perdas de R$ 40,5 bilhões — R$ 36,2 bilhões e R$ 4,3 bilhões, respectivamente. Esse montante corresponde a 80% dos R$ 51,1 bilhões em prejuízo registrados na região.</p>
<p>Mato Grosso e Pará foram os estados mais afetados financeiramente, com prejuízos de R$ 28 bilhões e R$ 7 bilhões, respectivamente, entre 1991 e 2024.</p>
<p>O dano econômico foi analisado pela InfoAmazonia, com base nas informações fornecidas pelos municípios da Amazônia Legal ao Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. O levantamento considera os prejuízos financeiros resultantes de inundações, secas, erosões, incêndios, alagamentos, vendavais, ciclones, deslizamentos e granizo, entre outros eventos climáticos.</p>
<blockquote><p>“Uma característica das mudanças climáticas é o aumento de eventos tanto pela escassez quanto pelo excesso. Seja por ondas de calor, por episódios de seca ou por chuvas intensas que trazem consigo deslizamentos, vendavais e inundações de grande porte. Esse tipo de situação a gente tem acompanhado e tem sim a tendência de aumentar”, afirma Rafael Luiz, tecnologista de desastres naturais do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).</p></blockquote>
<p>No período, o evento climático que mais atingiu o agronegócio brasileiro na Amazônia foi a seca. A agricultura e a pecuária perderam R$ 17,2 bilhões desde 1991, valor que representa 42% do prejuízo. As chuvas intensas e inundações compõem o segundo fator, representando 38% do valor.</p>
<p>Só com estiagem e seca foram R$ 17,17 bilhões perdidos. Já com chuvas intensas, os prejuízos chegam a R$ 15,31 bilhões.</p>
<p>Entre os 10 município da Amazônia Legal com maior prejuízo, seis estão no MT e quatro estão no PA.  Rondon do Pará foi o município paraense mais atingido, com danos financeiros de quase R$ 2 bilhões. No ranking total, ele está atrás apenas de Rondonópolis e Sorriso, ambos no Mato Grosso,  que registraram mais de R$ 4,8 bilhões e quase R$ 5,5 bilhões em prejuízos, respectivamente.</p>
<h3>Danos humanos</h3>
<p>Além dos danos financeiros, os desastres climáticos na Amazônia afetaram a vida de 3,5 milhões de pessoas entre 1991 e 2024 — 9% apenas no ano passado (323,5 mil). Esses cidadãos sofreram ferimentos, precisaram de abrigo público, tiveram suas residências atingidas ou, no pior dos casos, perderam a vida devido aos impactos ambientais.</p>
<p>Oriximiná, no oeste do Pará, é o município da Amazônia Legal com o maior número de pessoas afetadas pelos eventos climáticos desde 1991. De acordo com Paulo Paixão, coordenador da Defesa Civil local, dos 18 bairros da cidade, 8 (44%) são considerados de risco para desastres. São áreas vulneráveis, onde as ruas não são asfaltadas e as moradias são inacabadas ou feitas de madeira.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/economia/agro-e-o-setor-que-mais-perde-dinheiro-com-eventos-climaticos-na-amazonia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Queimadas causam prejuízo de mais de R$ 14 bilhões ao agronegócio, diz CNA</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/queimadas-causam-prejuizo-de-mais-de-r-14-bilhoes-ao-agronegocio-diz-cna/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/economia/queimadas-causam-prejuizo-de-mais-de-r-14-bilhoes-ao-agronegocio-diz-cna/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Sep 2024 14:12:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[gado]]></category>
		<category><![CDATA[prejuízo]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=30848</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/agronegocio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou, na quinta, 26. que as perdas com incêndios causaram, de junho a agosto, um prejuízo estimado de R$ 14,7 bilhões em 2,8 milhões de hectares de propriedades rurais no Brasil., De acordo com o levantamento feito pela entidade, que considerou apenas danos à produção de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/agronegocio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou, na quinta, 26. que as perdas com incêndios causaram, de junho a agosto, um prejuízo estimado de R$ 14,7 bilhões em 2,8 milhões de hectares de propriedades rurais no Brasil.,</p>
<p>De acordo com o levantamento feito pela entidade, que considerou apenas danos à produção de bovinos de corte, cana-de-açúcar e na qualidade do solo, os Estados mais atingidos nessas atividades foram São Paulo (R$ 2,8 bilhões), Mato Grosso (R$ 2,3 bilhões), Pará (R$ 2 bilhões) e Mato Grosso do Sul (R$ 1,4 bilhão).</p>
<p>A estimativa considera aspectos como perda de matéria orgânica, produção, redução na produtividade, cercas em áreas de pastagem e potássio e fósforo nas camadas superficiais do solo.</p>
<p>A cifra foi estimada a partir da área queimada identificada em mapeamentos de satélite feitos pelo Mapbiomas, pelo laboratório de geoprocessamento da Universidade Federal de Goiás e pelo  Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).</p>
<p>O cálculo também levou em consideração informações sobre preços do Sindicato de Nacional dos Peritos Federais Agrários, da  Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Universidade de São Paulo (USP), entre outras fontes.</p>
<p>No documento, a CNA destaca que, embora a legislação brasileira permita o uso controlado do fogo em determinadas situações, os incêndios criminosos representam uma grande ameaça ao setor agropecuário e aos esforços para a implementação de práticas mais sustentáveis. A entidade ressalta a importância da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, sancionada recentemente, para o combate a esse problema.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/economia/queimadas-causam-prejuizo-de-mais-de-r-14-bilhoes-ao-agronegocio-diz-cna/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Clima instável não deve dar trégua para o agronegócio nem em 2024</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/clima-instavel-nao-deve-dar-tregua-para-o-agronegocio-ate-2024/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/economia/clima-instavel-nao-deve-dar-tregua-para-o-agronegocio-ate-2024/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Nov 2023 12:43:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[prejuízo]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=26144</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/soja-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Enquanto o agronegócio ainda contabiliza os prejuízos causados por fenômenos como o El Niño neste ano, o setor já precisa se preparar para uma nova onda de eventos climáticos. O alerta é do meteorologista e líder da área de comunicação da Climatempo, Willian Bini, que prevê que o Brasil pode ser impactado pelo La Niña [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/soja-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><blockquote><p>Enquanto o agronegócio ainda contabiliza os prejuízos causados por fenômenos como o El Niño neste ano, o setor já precisa se preparar para uma nova onda de eventos climáticos. O alerta é do meteorologista e líder da área de comunicação da Climatempo, Willian Bini, que prevê que o Brasil pode ser impactado pelo La Niña na próxima safra. As informações são do <a href="https://globorural.globo.com/clima/noticia/2023/11/clima-ainda-sera-adverso-para-o-agro-em-2024.ghtml" target="_blank" rel="noopener">Globo Rural</a>.</p></blockquote>
<p>A declaração de Bini ocorreu durante sua participação no 2º Fórum Futuro do Agro, realizado em São Paulo. Caso a previsão se confirme, o País pode enfrentar uma queda nos níveis de chuva, afetando algumas das principais áreas produtoras de grãos, como a região Sul.</p>
<blockquote><p>“O El Niño começa a perder força no verão, mas o outono ainda deve sofrer influência dele. O inverno ainda é uma incógnita, mas pode ocorrer um novo La Niña, trazendo precipitações menores para o Sul”, afirmou o meteorologista.</p></blockquote>
<p>Aliado a isso, os próximos meses ainda devem ser marcados por situações adversas, como a elevação da temperatura e a menor precipitação já na passagem da primavera para o verão. O cenário preocupa, pois não oferece condições favoráveis para o desenvolvimento dos cultivos.</p>
<blockquote><p>“No Mato Grosso, muitos lugares estão em processo de replantio. Onde as temperaturas chegaram a 40 ºC, no solo pode passar de 50 ºC. Com isso, as plantas emergentes e sementes são praticamente cozinhadas”, comenta Willians Bini.</p></blockquote>
<h3>Mudança do clima x prejuízo</h3>
<p>Desde 2014, o El Niño e o La Niña vêm ocorrendo de forma alternada, o que prejudica a produtividade de commodities brasileiras. Segundo estimativas da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), de 2013 a 2022, os fenômenos climáticos causaram prejuízos de R$ 287 bilhões à agropecuária brasileira. Em 2023, a projeção é que as perdas giram em torno de R$ 33,7 bilhões, sendo R$ 24,6 bilhões na agricultura e R$ 9,1 bilhões na pecuária.</p>
<p>Pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) também participaram do encontro e confirmaram a neutralidade do clima é cada vez mais rara, por isso é necessário que o setor agrícola incorpore o uso de tecnologias e soluções capazes de adaptar as atividades aos eventos extremos.</p>
<blockquote><p>“A agricultura é a grande vítima de eventos climáticos extremos. Mas já existem várias tecnologias que podem ajudar a combater esses efeitos e garantir a produção de alimentos. Já temos pesquisas, políticas públicas e programas de proteção ambiental e social para atingir esse objetivo”, avaliou Paula Packer, chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/economia/clima-instavel-nao-deve-dar-tregua-para-o-agronegocio-ate-2024/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Garimpo ilegal perde R$ 1 bilhão em máquinas com operações na Amazônia, diz Ibama</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/garimpo-ilegal-perde-r-1-bilhao-em-maquinas-com-operacoes-na-amazonia-diz-ibama/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/garimpo-ilegal-perde-r-1-bilhao-em-maquinas-com-operacoes-na-amazonia-diz-ibama/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Sep 2023 14:43:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[Ibama]]></category>
		<category><![CDATA[prejuízo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=24689</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/garimpo-1-ibama-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Cerca de R$ 1,1 bilhão em bens e maquinários foram apreendidos ou destruídos nas sete maiores operações contra o garimpo ilegal deflagradas em 2023, segundo cálculos do Ibama obtidos com exclusividade pela Repórter Brasil. Desse total, mais de R$ 1 bilhão corresponde a equipamentos apreendidos, enquanto R$ 82 milhões se referem a peças efetivamente destruídas. A [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/garimpo-1-ibama-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Cerca de R$ 1,1 bilhão em bens e maquinários foram apreendidos ou destruídos nas sete maiores operações contra o garimpo ilegal deflagradas em 2023, segundo cálculos do Ibama obtidos com exclusividade pela <a href="https://reporterbrasil.org.br/2023/09/garimpo-ilegal-perde-r-1-bilhao-em-maquinas-com-operacoes-na-amazonia-diz-ibama/" target="_blank" rel="noopener">Repórter Brasil.</a></p>
<p>Desse total, mais de R$ 1 bilhão corresponde a equipamentos apreendidos, enquanto R$ 82 milhões se referem a peças efetivamente destruídas. A lista é vasta e inclui tratores, escavadeiras, balsas, dragas, aviões e helicópteros, além de motores, barcos, motos, caminhonetes e material de acampamento.</p>
<p>Segundo o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Jair Schmitt, o valor e a quantidade dos aparelhos encontrados contradizem a ideia de que o garimpo seria uma técnica artesanal de exploração mineral.</p>
<blockquote><p>“Há frotas de equipamentos de transporte aéreo ou fluvial, motores hidráulicos, geradores de energia e toda uma infraestrutura associada que forma o contexto de planta industrial ou produtiva de valor considerável”, explica Schmitt.</p></blockquote>
<p>“Quem botou esse R$ 1 bilhão lá?”, provoca o coordenador de pesquisas em mineração do MapBiomas, Pedro Walfir. Segundo ele, o investimento não é feito pelos garimpeiros em campo, mas sim por empresários que aportam recursos nessas estruturas.</p>
<blockquote><p>“Quem tem milhões para investir em uma atividade como essa, que é rentável mesmo sendo descoberta, destruída e queimada, e que no ano seguinte está de volta funcionando?”, acrescenta.</p></blockquote>
<p>A destruição de equipamentos utilizados em crimes ambientais é uma <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/decreto/d6514.htm" target="_parent" rel="noreferrer noopener" aria-label="prerrogativa legal do Ibama (abre numa nova aba)">prerrogativa legal do Ibama</a>. Os agentes do órgão podem recorrer a essa alternativa quando a remoção do maquinário não é possível ou quando o transporte pode gerar riscos aos fiscais ou à população.</p>
<p>Contudo, essa medida foi desestimulada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), principalmente pelo ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles – cuja gestão ficou marcada por tentativas de afrouxar regras ambientais para “passar a boiada”, conforme ele mesmo afirmou em reunião ministerial em 2020.</p>
<p>A destruição de equipamentos também vem sendo questionada por leis estaduais, como em Roraima e Rondônia. Porém, os textos têm sido anulados quando <a href="https://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=504361&amp;ori=1" target="_parent" rel="noreferrer noopener" aria-label="analisados pelo Supremo Tribunal Federal (abre numa nova aba)">analisados pelo Supremo Tribunal Federal</a> (STF).</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-70695" src="https://reporterbrasil.org.br/wp-content/uploads/2023/09/infografia_Garimpo-ilegal-na-mira_2.png" sizes="(max-width: 850px) 100vw, 850px" srcset="https://reporterbrasil.org.br/wp-content/uploads/2023/09/infografia_Garimpo-ilegal-na-mira_2.png 850w, https://reporterbrasil.org.br/wp-content/uploads/2023/09/infografia_Garimpo-ilegal-na-mira_2-125x150.png 125w, https://reporterbrasil.org.br/wp-content/uploads/2023/09/infografia_Garimpo-ilegal-na-mira_2-250x300.png 250w, https://reporterbrasil.org.br/wp-content/uploads/2023/09/infografia_Garimpo-ilegal-na-mira_2-800x960.png 800w, https://reporterbrasil.org.br/wp-content/uploads/2023/09/infografia_Garimpo-ilegal-na-mira_2-640x768.png 640w" alt="" width="850" height="1020" /><figcaption>Arte: Cris Macari/Repórter Brasil</figcaption></figure>
</div>
<h1>Helicóptero de R$ 10 milhões</h1>
<p>As sete principais operações anti-garimpo deste ano – Cayaripellos, Xapiri, Harpia, Ferro e Fogo III, Joker III, Acupary e Inopinus Flora – atuaram no rio Madeira, na bacia do rio Tapajós e nas Terras Indígenas (TIs) Vale do Javari e Yanomami. Esta última, <a href="https://sumauma.com/nao-estamos-conseguindo-contar-os-corpos/" target="_parent" rel="noreferrer noopener" aria-label="palco de um dos piores desastres (abre numa nova aba)">palco de um dos piores desastres</a> sanitários e socioambientais da história recente do país.</p>
<p>Juntas, essas fiscalizações apreenderam ou destruíram 262 balsas e dragas, que revolvem o leito dos rios para filtrá-lo na busca por minério. Cada máquina custa, em média, R$ 2,8 milhões, segundo o relatório <a href="https://escolhas.org/wp-content/uploads/2023/06/Sumario-Abrindo-o-livro-caixa-do-garimpo.pdf" target="_parent" rel="noreferrer noopener" aria-label="&quot;Abrindo o livro caixa do garimpo&quot; (abre numa nova aba)">“Abrindo o livro caixa do garimpo”</a>, lançado em junho pelo Instituto Escolhas. Nos últimos anos, a organização vem realizando diversos estudos sobre a cadeia de produção mineral.</p>
<p>Também foram apreendidos ou destruídos 29 aviões e 2 helicópteros. Ao menos 20 aeronaves eram do modelo Cessna 182 Skylane, cujo <a href="https://www.aeronavesavenda.com/?s=182p" target="_parent" rel="noreferrer noopener" aria-label="preço médio gira em torno de R$ 1 milhão (abre numa nova aba)">preço médio gira em torno de R$ 1 milhão</a>. Já entre os helicópteros havia um Sikorsky S-76, modelo utilizado por Donald Trump e <a href="https://www.aeroflap.com.br/luxoso-helicoptero-s-76b-usado-por-donald-trump-esta-a-venda/" target="_parent" rel="noreferrer noopener" aria-label="vendido em média por R$ 10 milhões (abre numa nova aba)">vendido em média por R$ 10 milhões</a>.</p>
<p>A lista de bens apreendidos ou destruídos pelo Ibama inclui ainda 105 retroescavadeiras ou tratores de esteira, um equipamento central na expansão do garimpo em terra firme na última década. Essa máquina pode custar mais de R$ 1 milhão quando nova, segundo Suely Araújo, especialista em políticas públicas do Observatório do Clima e ex-presidenta do Ibama.</p>
<blockquote><p>“O alto investimento não é da população local, que trabalha nos garimpos, mas vive em uma região muito pobre, com o mais baixo IDH do país e dependente de apoio governamental”, reforça Araújo.</p></blockquote>
<p>Nas operações, também chamou atenção dos fiscais a quantidade de aparelhos de comunicação via satélite apreendida – especificamente o Starlink, fabricado por empresa do bilionário Elon Musk e usado em larga escala na Amazônia.</p>
<blockquote><p>“Apreendemos mais de 30 antenas que fazem com que os garimpeiros tenham uma comunicação melhor do que os fiscais em campo”, diz Schmitt.</p></blockquote>
<h3>Triplica destruição de equipamentos</h3>
<p>O levantamento do Ibama indica uma retomada das fiscalizações ambientais na Amazônia neste ano e um aumento do número de equipamentos destruídos, após recuo ao longo do governo Bolsonaro.</p>
<p>Considerando todas as operações do órgão federal – incluindo as realizadas contra garimpo ilegal, pesca ilegal, exploração ilegal de madeira, entre outras –, o órgão assinou 422 termos de destruição de janeiro a agosto deste ano. Isso é quase o triplo do ocorrido nos quatro anos anteriores, quando a média foi de 148 nos oito primeiros meses do ano. Cada termo pode incluir uma ou mais máquinas afetadas.</p>
<p>Schmitt, do Ibama, defende a legitimidade do órgão em destruir os equipamentos e diz que é uma forma de descapitalizar os suspeitos rapidamente. “Quando um infrator é confrontado com a perda imediata de seus bens, isso tem um efeito muito mais poderoso no seu comportamento do que a ameaça de uma multa futura”, compara.</p>
<p>Com relação às apreensões, foram lavrados 1.660 termos de janeiro a agosto deste ano. Durante o governo Bolsonaro, a média foi de 894 nos oito primeiros meses de cada ano.</p>
<h3>Do artesanal ao industrial</h3>
<p>Historicamente, a prática de garimpo é vista no país como uma atividade individual e de pequena escala. Por essa razão, houve um afrouxamento da legislação para facilitar a extração de minério por meio desse sistema, segundo o <a href="https://escolhas.org/wp-content/uploads/2023/06/Sumario-Abrindo-o-livro-caixa-do-garimpo.pdf" target="_parent" rel="noreferrer noopener" aria-label="recente estudo do Instituto Escolhas (abre numa nova aba)">recente estudo do Instituto Escolhas</a>.</p>
<p>Uma das medidas mais criticadas foi a implementação da “presunção de boa fé”, aprovada por lei em 2013. <a href="https://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=505163&amp;ori=1" target="_parent" rel="noreferrer noopener" aria-label="Derrubada pelo STF em abril deste ano (abre numa nova aba)">Derrubada pelo STF em abril deste ano</a>, a medida era vista como um estímulo ao mercado ilegal. Agora, quem compra ouro ilegal não poderá alegar desconhecimento sobre a origem do minério e passará a ser responsabilizado judicialmente, mesmo alegando “boa fé” na transação.</p>
<p>“Toda essa construção de garantias legais e facilidades permitiu que as atividades garimpeiras se estruturassem e capitalizassem”, diz o relatório do Escolhas.</p>
<p>O documento estima investimentos vultosos para explorar uma lavra. Para iniciar as operações de uma balsa de garimpo, por exemplo, o desembolso médio em máquinas, equipamentos e infraestrutura é de R$ 3,3 milhões.</p>
<p>As balsas nos rios da Amazônia podem gerar uma receita mensal estimada de R$ 1,1 milhão, segundo o estudo, com lucro de R$ 632 mil por mês. Ou seja, em seis meses, é possível recuperar o investimento inicial – considerando balsas grandes, com 18 garimpeiros e produção média de 3,75 kg de ouro por mês.</p>
<figure id="attachment_24691" aria-describedby="caption-attachment-24691" style="width: 525px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-24691" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/operacao-ibama-amazonas-300x188.jpg" alt="" width="525" height="329" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/operacao-ibama-amazonas-300x188.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/operacao-ibama-amazonas-768x481.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/operacao-ibama-amazonas-150x94.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/operacao-ibama-amazonas-450x282.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/operacao-ibama-amazonas.jpg 800w" sizes="(max-width: 525px) 100vw, 525px" /><figcaption id="caption-attachment-24691" class="wp-caption-text">Balsa destruída durante operação contra o garimpo ilegal no Amazonas. Foto: Ibama</figcaption></figure>
<p>Já para a abertura de um garimpo de ouro em terra firme – o mais comum na bacia do Tapajós –, o investimento é de R$ 1,3 milhão, com uma estimativa de receita mensal de R$ 930 mil. Com escavadeira própria, o lucro por mês chega a R$ 343 mil por equipamento, considerando uma operação com 18 garimpeiros e produção mensal de 3 kg de ouro.</p>
<p>Graças às escavadeiras, popularizadas na última década, áreas antes garimpadas em um mês passaram a ser abertas em apenas uma semana, segundo o relatório do Escolhas.</p>
<p>A partir daí, a expansão dos garimpos foi rápida. Entre 2012 e 2022, a área total dos garimpos mais que dobrou, passando de 107 mil hectares para 263 mil ha, segundo <a href="https://brasil.mapbiomas.org/2023/09/22/amazonia-concentra-mais-de-90-do-garimpo-no-brasil/" target="_parent" rel="noreferrer noopener" aria-label="estudo publicado este mês pelo MapBiomas (abre numa nova aba)">estudo publicado este mês pelo MapBiomas</a>. Desde 2020, a área de garimpos é maior que a da mineração industrial no país. Esta última é executada por grandes empresas e tem uma legislação mais rígida.</p>
<p>O avanço dos garimpos foi mais intenso sobre territórios indígenas e unidades de conservação. De 2018 a 2022, a área de garimpo ilegal nas TIs cresceu 265%, enquanto a área garimpada em áreas protegidas foi 190% maior.</p>
<p>A expansão do garimpo ilegal e o enfraquecimento da fiscalização nos últimos anos coincidiu com a maior presença do narcotráfico na Amazônia, afirma Roberto Magno, pesquisador do Laboratório de Geografia, Violência e Crime da Universidade Estadual do Pará (UEPA). Ao compartilhar aeronaves, pilotos e pistas de pouso, o tráfico de drogas e a exploração ilegal de ouro deram impulso aos chamados “narcogarimpos”, <a href="https://narcogarimpos.reporterbrasil.org.br/pt/" target="_parent" rel="noreferrer noopener" aria-label="tema de investigação da Repórter Brasil (abre numa nova aba)">tema de investigação da </a><strong><a href="https://narcogarimpos.reporterbrasil.org.br/pt/" target="_parent" rel="noreferrer noopener" aria-label="tema de investigação da Repórter Brasil (abre numa nova aba)">Repórter Brasil</a></strong>.</p>
<blockquote><p>“Nos últimos quatro anos houve um descontrole total dos órgãos de fiscalização ambiental e policial na região”, avalia o pesquisador. “Nessa história de passar a boiada pela Amazônia, não passou só boiada, mas passou o PCC (Primeiro Comando da Capital, facção criminosa paulista), passou cocaína, passou skunk colombiano”, completa.</p></blockquote>
<p>Apesar da retomada das ações contra o garimpo ilegal, a reestruturação do Estado na Amazônia será um processo lento, avalia o pesquisador Magno, da UEPA, pois os recursos de fiscalização são limitados frente a uma indústria bilionária.</p>
<p><em>Fonte: Gustavo Basso/Repórter Brasil</em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/garimpo-ilegal-perde-r-1-bilhao-em-maquinas-com-operacoes-na-amazonia-diz-ibama/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Prejuízo com verme de soja pode chegar a R$ 870 bi em 10 anos, diz estudo</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/prejuizo-com-verme-de-soja-pode-chegar-a-r-870-bi-em-10-anos-diz-estudo/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/economia/prejuizo-com-verme-de-soja-pode-chegar-a-r-870-bi-em-10-anos-diz-estudo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2022 14:29:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[alerta]]></category>
		<category><![CDATA[nematoide]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[prejuízo]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
		<category><![CDATA[Syngenta]]></category>
		<category><![CDATA[verme]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=11657</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/nematoide-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Para os que optaram pelo cultivo da soja, uma péssima notícia: a cada 10 safras do produto, uma é inteira perdida para os nematoides. As perdas podem chegar a R$ 65 bilhões por conta desse problema. Se o cenário permanecer como está, a expectativa é de que produtores brasileiros tenham um prejuízo somado de até [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/nematoide-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Para os que optaram pelo cultivo da soja, uma péssima notícia: a cada 10 safras do produto, uma é inteira perdida para os nematoides. As perdas podem chegar a R$ 65 bilhões por conta desse problema.</p>
<p>Se o cenário permanecer como está, a expectativa é de que produtores brasileiros tenham um prejuízo somado de até R$ 870 bilhões em menos de 10 anos.</p>
<p>Nematoides fitoparasitas, os principais causadores, são vermes microscópicos capazes de parasitar as plantas, com prejuízo direto ao desenvolvimento e produtividade de todas as culturas, além de dano indireto que favorece a entrada de fungos nas plantas. Impossíveis de serem identificados a olho nu, os nematoides não podem ser erradicados uma vez identificados no solo, o que torna o controle e o manejo imprescindíveis para evitá-los e, assim, manter o bom desenvolvimento, produtividade e rentabilidade da lavoura: que começam sempre por um solo saudável.</p>
<p>Os dados são de pesquisa inédita realizada pela Syngenta, em parceria com a consultoria Agroconsult e a Sociedade Brasileira de Nematologia. O estudo realizado sobre a distribuição e crescimento dos nematoides no Brasil percorreu todo o País durante o ano passado e traz detalhes importantes sobre a problemática em todas as regiões, nos mais diversos cultivos e para todas as espécies encontradas.</p>
<h3><strong>Situação grave no Sul, Centro-Oeste e Norte</strong></h3>
<p>Hoje, as regiões mais impactadas pela presença dos nematoides no solo são Sul, Centro-Oeste e Norte, em especial no Cerrado. Em alguns Estados, os vermes estão presentes em mais de 99% das amostras. A espécie Pratylenchus ssp., por exemplo, é a mais identificada, chegando a mais de 75% das áreas analisadas. No mapa abaixo, é possível ter uma dimensão da situação atual.</p>
<figure id="attachment_11662" aria-describedby="caption-attachment-11662" style="width: 450px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-11662" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/nematoides-e1659449920725-300x184.png" alt="" width="450" height="276" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/nematoides-e1659449920725-300x184.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/nematoides-e1659449920725-1024x629.png 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/nematoides-e1659449920725-768x471.png 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/nematoides-e1659449920725-150x92.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/nematoides-e1659449920725-450x276.png 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/nematoides-e1659449920725-1200x737.png 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/nematoides-e1659449920725.png 1494w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><figcaption id="caption-attachment-11662" class="wp-caption-text">Imagem: Syngenta</figcaption></figure>
<h3><strong>Soja em alerta</strong></h3>
<p>O resultado detalhado da pesquisa inédita realizada pela Syngenta Proteção de Cultivos em conjunto com a Agroconsult e a Sociedade Brasileira de Nematologia será apresentado oficialmente no 37º Congresso Brasileiro de Nematologia, que acontece de 1° a 4 de agosto, em Ribeirão Preto.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/economia/prejuizo-com-verme-de-soja-pode-chegar-a-r-870-bi-em-10-anos-diz-estudo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Menos chuva e desmate afetam o bolso do produtor</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/menos-chuva-e-desmate-afetam-o-bolso-do-produtor/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/economia/menos-chuva-e-desmate-afetam-o-bolso-do-produtor/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Jun 2021 22:46:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[chuvas]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[prejuízo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://paraterraboa.com/?p=3843</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/seca-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Pesquisadores das universidades de Bonn, na Alemanha, e federais de Minas Gerais e Viçosa (MG) chegaram a um valor estimado do prejuízo econômico provocado pela diminuição de chuvas acelerada pelo desmatamento. Os pesquisadores fizeram um cruzamento de dados entre a relação de chuvas anuais e a perda de floresta nessa região de 1999 a 2019. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/seca-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Pesquisadores das universidades de Bonn, na Alemanha, e federais de Minas Gerais e Viçosa (MG) chegaram a um valor estimado do prejuízo econômico provocado pela diminuição de chuvas acelerada pelo desmatamento. Os pesquisadores fizeram um cruzamento de dados entre a relação de chuvas anuais e a perda de floresta nessa região de 1999 a 2019.</p>
<p>Segundo o grupo, em um cenário de controle ambiental fraco, “o sul da Amazônia brasileira pode perder 56% de suas florestas até 2050”. Ao mesmo tempo, o modelo projeta que a redução do desmatamento promovida em um cenário de governança ambiental forte evitaria perdas agrícolas na região no montante de até R$ 5,2 bilhões, ou US$ 1 bilhão.</p>
<p>Os pesquisadores consideraram que para cada hectare de terras são produzidas 3,7 toneladas de soja, sendo que cada tonelada vale R$ 1.721 (US$ 302). Com isso, chegaram ao chamado &#8220;limite crítico&#8221; da porcentagem de desmatamento que resulta em prejuízos econômicos pela perda de produtividade causada pela diminuição das chuvas.</p>
<p>Até então, as pesquisas anteriores indicavam limite que girava entre 30% e 50%. Agora, os pesquisadores notaram que a precipitação começa a cair quando o desmatamento ultrapassa 58% do território, se consideradas áreas de 28 metros quadrados independentemente do entorno que as cerca. Portanto, esse seria, em princípio, o “limite crítico” para o desmatamento local em cada área desse tamanho: o ponto de inflexão a partir do qual a precipitação local passa a sofrer queda.</p>
<p>Quando analisadas áreas conjuntamente, esse limite (a partir do qual o desmatamento passa a causar queda na precipitação) foi diminuindo gradativamente.</p>
<p>Ao considerarem, por exemplo, áreas de 56 quilômetros quadrados (duas áreas de 28 quilômetros quadrados conjuntamente), os pesquisadores notaram que a queda na precipitação já se inicia quando o desmatamento ultrapassa 48% do território. Quando consideradas áreas de 112 quilômetros quadrados (com a análise conjunta de quatro áreas), esse “limite crítico” para o desmatamento cai para apenas 23% de desmatamento territorial, percentual a partir do qual a precipitação começa a diminuir de forma gradativa.</p>
<p>Por fim, quando a região é analisada em uma escala geográfica maior, em áreas de 224 quilômetros quadrados (oito áreas tomadas conjuntamente, de forma a considerar suas influências recíprocas), a queda da precipitação já se dava a partir de qualquer índice de desmatamento – e de forma linear. Quanto mais desmatamento, menos chuva.</p>
<p>Segundo os autores da pesquisa, é equivocada a ideia de que a política de controle e de redução do desmatamento possa se dar de forma pontual e parcialmente localizada. O desmatamento de uma área influencia a precipitação da região como um todo. O combate ao desmatamento – e à consequente diminuição das chuvas – só vai funcionar se for pensado como política nacional, considerando a Amazônia como um sistema integrado.</p>
<p>Eles ainda concluem que essa redução de chuvas avança de tal modo que, em breve, se nada for feito, poderá inviabilizar o lucrativo sistema de dupla safra hoje praticado na região.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-3841 size-full" src="http://paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/Captura-de-Tela-2021-06-14-às-14.54.47.png" alt="" width="848" height="669" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/Captura-de-Tela-2021-06-14-às-14.54.47.png 848w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/Captura-de-Tela-2021-06-14-às-14.54.47-300x237.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/Captura-de-Tela-2021-06-14-às-14.54.47-768x606.png 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/Captura-de-Tela-2021-06-14-às-14.54.47-150x118.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/Captura-de-Tela-2021-06-14-às-14.54.47-450x355.png 450w" sizes="(max-width: 848px) 100vw, 848px" /></p>
<p><em>Fonte: UFMG</em></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/economia/menos-chuva-e-desmate-afetam-o-bolso-do-produtor/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>

<!--
Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: https://www.boldgrid.com/w3-total-cache/?utm_source=w3tc&utm_medium=footer_comment&utm_campaign=free_plugin

Page Caching using Disk: Enhanced 

Served from: www.paraterraboa.com @ 2026-06-20 04:12:15 by W3 Total Cache
-->