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	<title>Prainha &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Encontro debate o avanço da bioeconomia do cumaru no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 16:52:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[cadeia produtiva]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/34bbe52b-9a3e-4a02-9a05-0c349a0794fa_540x360-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O I Encontro da Cadeia do Cumaru (I ECOCumaru) reuniu 500 pessoas na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em Santarém, para discutir a bioeconomia amazônica e o desenvolvimento sustentável.  Os debates revelaram que o estado do Pará concentra 80% da produção brasileira de cumaru, tendo como polos os municípios de Santarém, Oriximiná [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/34bbe52b-9a3e-4a02-9a05-0c349a0794fa_540x360-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em><strong>Resumo</strong></em></p>
<ul>
<li><em>O<strong> I Encontro da Cadeia do Cumaru</strong> (I ECOCumaru) reuniu 500 pessoas na <strong>Universidade Federal do Oeste do Pará</strong> (Ufopa), em Santarém, para discutir a bioeconomia amazônica e o desenvolvimento sustentável.</em></li>
<li><em> Os debates revelaram que o estado do <strong>Pará</strong> concentra 80% da produção brasileira de cumaru, tendo como polos os municípios de <strong>Santarém</strong>, <strong>Oriximiná</strong> e <strong>Curuá</strong>.</em></li>
<li><em>Nos últimos cinco anos, o preço do quilo da semente registrou forte alta, saltando de <strong>R$ 50</strong> para até <strong>R$ 100</strong>, podendo atingir <strong>R$ 170</strong> em mercados específicos.</em></li>
<li><em>O evento promoveu visitas técnicas a <strong>assentamentos agroextrativistas</strong> e destacou o sucesso dos<strong> sistemas agroflorestais,</strong> onde o cumaru é cultivado ao lado de culturas como mandioca e milho, gerando renda e mantendo a<strong> floresta em pé</strong>.</em></li>
</ul>
<p>A valorização do <strong>cumaru</strong> e o fortalecimento da <strong>bioeconomia amazônica</strong> estiveram no centro dos debates do <strong>I Encontro da Cadeia do Cumaru da Região Oeste do Pará</strong> (I ECOCumaru), na última semana.</p>
<p>O evento, realizado na <strong>Universidade Federal do Oeste do Pará</strong> (Ufopa), em Santarém, reuniu aproximadamente 500 participantes entre produtores, extrativistas, pesquisadores, representantes da indústria e do comércio para discutir estratégias de desenvolvimento sustentável, geração de renda e fortalecimento da cadeia produtiva da espécie na região.</p>
<p>Durante o encontro, foram apresentados dados que mostram o avanço da cadeia produtiva: o Pará concentra cerca de 80% da produção brasileira, com destaque para os municípios de <strong>Santarém</strong>,<strong> Oriximiná</strong> e <strong>Curuá</strong>. Além disso, nos últimos cinco anos, o preço do quilo do <strong>cumaru</strong> passou de <strong>R$ 50</strong> para até <strong>R$ 100</strong>, podendo alcançar <strong>R$ 170</strong> em algumas localidades, refletindo a crescente valorização do produto.</p>
<p>A programação contou com uma visita ao <strong>Projeto de Assentamento Agroextrativista</strong> (PAE) Vila Nova, no município de Prainha, onde os participantes puderam conhecer experiências de cultivo e manejo do <strong>cumaru d</strong>esenvolvidas por agricultores locais.</p>
<p>Na avaliação da professora Daniela Pauletto, uma das coordenadoras do evento, o encontro fortaleceu a articulação entre os diferentes segmentos envolvidos na cadeia produtiva.</p>
<blockquote><p>“Muitas conexões foram estabelecidas. As distâncias entre indústria, comércio, academia e produtores extrativistas foram reduzidas durante o evento. Nosso público compareceu ao longo de todos os debates. Nós estamos muito felizes e já planejando os avanços que podemos ter na ciência e em outros setores para um próximo encontro no futuro”, afirmou.</p></blockquote>
<h3>Fortalecimento da cadeia produtiva</h3>
<p>O agricultor Raimundo José Rodrigues dos Santos, conhecido como Seu Zezinho, mantém uma plantação com 6 mil pés de <strong>cumaru</strong> no assentamento Vila Nova.</p>
<p>Atualmente, a produção é a principal fonte de renda da família e exemplo do potencial econômico do <strong>cumaru</strong> para agricultores da região. Enquanto compartilhava suas vivências sobre cultivo, manejo e comercialização do produto, Seu Zezinho destacou a importância da integração entre conhecimento científico e prática no campo.</p>
<blockquote><p>“Não podemos ignorar a técnica do estudo e a prática do campo. Precisamos estar alinhados”,  declarou.</p></blockquote>
<p>A produtora Raquel Sampaio, da comunidade Jamaracaru, em Óbidos, trabalha com a coleta de <strong>cumaru</strong> nativo na Floresta Estadual de Trombetas e já investiu no plantio de mil mudas para ampliar a produção. Para ela, reunir todos os agentes da cadeia produtiva fortalece a atividade extrativista de ponta a ponta, trazendo mais transparência e compreensão sobre os desafios e oportunidades do trabalho com a semente.</p>
<blockquote><p>“Juntar todos os envolvidos na cadeia do <strong>cumaru</strong> para discutir sobre esse produto, desde o produtor até quem faz e vende o perfume, quem compra o perfume do extrativista, foi muito importante. Isso tem que acontecer mais vezes”, avaliou.</p></blockquote>
<p>Segundo Daniela Pauletto, a proposta da visita é justamente aproximar os debates acadêmicos da realidade vivida pelos produtores, sinalizando que a universidade pretende ampliar o diálogo com comunidades produtoras e extrativistas para fortalecer pesquisas voltadas às demandas da cadeia produtiva.</p>
<blockquote><p>“Da parte da universidade, nós queremos formar um grupo mais robusto e que as pesquisas estejam alinhadas e convergindo para os mesmos objetivos a partir das demandas dos agricultores e dos extrativistas que a gente levantou ”, afirmou.</p></blockquote>
<h3>Desenvolvimento sustentável</h3>
<p>Para produtores e extrativistas, o fortalecimento da cadeia do <strong>cumaru</strong> representa não apenas aumento de renda, mas também oportunidades de desenvolvimento sustentável e permanência das famílias no território.</p>
<p>A produtora Ronívia Honda, conhecida como Dona Honda, da comunidade Ituqui, no Planalto Santareno, cultiva 10 mil pés de <strong>cumaru</strong> e utiliza o <strong>sistema agroflorestal</strong> para diversificar a produção da família.</p>
<blockquote><p>“No meio do <strong>cumaru</strong>, nós plantamos mandioca, jerimum e milho-verde, que vendemos na feira”, contou.</p></blockquote>
<p>Durante a visita ao assentamento, ela trocou sementes e experiências com outros produtores. Para Dona Honda, o <strong>cumaru</strong> possui um potencial transformador imensurável, tanto na vida de quem cultiva, como no fortalecimento do meio ambiente.</p>
<blockquote><p>“Eu quero ter essa experiência de colher no meio da floresta, quero conhecer um pé de <strong>cumaru</strong> com 30 metros de altura”, disse.</p></blockquote>
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		<title>MPF aciona Justiça por regularização para assentamento no Pará que aguarda solução há quase 16 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Aug 2022 15:55:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[assentamento]]></category>
		<category><![CDATA[Chicantã]]></category>
		<category><![CDATA[Incra]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério Público Federal]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[Prainha]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/prainha-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça que a União e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) sejam obrigados a providenciar com urgência a regularização fundiária do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Chicantã, em Prainha, no oeste do Pará. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 25/8, pelo MPF. O assentamento foi [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/prainha-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça que a União e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) sejam obrigados a providenciar com urgência a regularização fundiária do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Chicantã, em Prainha, no oeste do Pará. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 25/8, pelo MPF.</p>
<p>O assentamento foi criado no fim de 2006, mas até hoje a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) não repassou ao Incra a área em que o PAE está inserido. Parte das terras foi invadida e as cerca de 80 famílias assentadas são constantemente atacadas e até ameaçadas de morte, destacou o MPF.</p>
<p>Os invasores cometem crimes ambientais, como desmatamento ilegal e pesca predatória, e impedem as famílias assentadas de utilizarem áreas para a engorda de animais. O MPF relatou que em 2019 um dos trabalhadores rurais assentados teve a casa incendiada.</p>
<p>Como o Incra ainda não pode gerir o imóvel porque as terras não estão em nome da autarquia, não foram implementadas políticas públicas no assentamento. As famílias não têm acesso a créditos para assentados da reforma agrária, a assistência técnica ou à demarcação do território.</p>
<h3><strong>Pedidos do MPF </strong></h3>
<p>O MPF pediu que a Justiça Federal determine à União, por meio da SPU, a apresentação, em até 60 dias, de cronograma razoável para a realização das atividades necessárias para a finalização do processo de arrecadação da área e efetivação da destinação dela ao Incra.</p>
<p>Também foi pedido que a SPU seja obrigada a realizar a destinação e finalização de todas as pendências necessárias para o efetivo repasse da área para o Incra em até dois anos, no máximo.</p>
<p>Em relação ao Incra, o MPF pediu que a Justiça determine à autarquia a apresentação, em até 60 dias, de cronograma de atividades para a execução, em no máximo dois anos, das políticas públicas de implantação, consolidação e titulação do assentamento, como a aplicação de créditos, assistência técnica, demarcação do território e elaboração de instrumentos de gestão territorial.</p>
<p>Por fim, como medidas urgentes o MPF também pediu que ao Incra seja imposta a obrigação de realizar vistoria ocupacional do assentamento, identificar não beneficiários de reforma agrária que estejam exercendo a posse ilegal de lotes, e providenciar a retirada de posseiros ilegais eventualmente identificados. Essas medidas também devem ser cumpridas em um prazo máximo de dois anos, pede o MPF na ação.</p>
<p>Processo 1013727-06.2022.4.01.3902 – 1ª Vara Federal Cível e Criminal da Justiça Federal em Santarém (PA)</p>
<p><strong><a class="internal-link" title="" href="http://www.mpf.mp.br/pa/sala-de-imprensa/documentos/2022/Acao_MPF_regularizacao_PAE_Chicanta_PrainhaPA_101372706.2022.4.01.3902.pdf" target="_self" rel="noopener">Íntegra da ação</a></strong></p>
<p><strong><a class="external-link" title="" href="https://pje1g.trf1.jus.br/consultapublica/ConsultaPublica/listView.seam" target="_self" rel="noopener">Consulta processual</a></strong></p>
<div>
<p><em>Fonte: Ministério Público Federal no Pará/Assessoria de Comunicação</em></p>
</div>
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