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	<title>populações tradicionais &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>populações tradicionais &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>COP30 em Belém é oportunidade de salvar a Amazônia do colapso, afirma Carlos Nobre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 May 2025 16:35:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/unidade_de_conservacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O agravamento da crise climática representa um grande risco para a vida em todo o planeta, mas a perda de ecossistemas ricos em biodiversidade como a Amazônia podem ser ainda mais graves para o mundo. Diante da expectativa pela COP30, que acontece em Belém, em novembro, o cientista e climatologista Carlos Nobre vê na conferência [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/unidade_de_conservacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O agravamento da crise climática representa um grande risco para a vida em todo o planeta, mas a perda de ecossistemas ricos em biodiversidade como a Amazônia podem ser ainda mais graves para o mundo. Diante da expectativa pela COP30, que acontece em Belém, em novembro, o cientista e climatologista <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/brasil-pode-zerar-emissoes-ate-2040-diz-carlos-nobre/" target="_blank" rel="noopener">Carlos Nobre</a> vê na conferência um momento histórico para convocar a humanidade para agir pela proteção da floresta e das populações locais e evitar um colapso com consequências graves.</p>
<blockquote><p>&#8220;A COP30 será a primeira reunião da UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima) realizada na Amazônia e representa uma oportunidade crucial — e possivelmente a última — para debater e encaminhar soluções capazes de proteger todos os biomas do planeta, especialmente evitar que a floresta amazônica ultrapasse limites do ponto de não retorno&#8221;, defende o cientista, em artigo para o <a style="font-size: 14px;" href="https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/carlos-nobre/2025/05/13/a-cop30-como-a-urgente-oportunidade-para-salvar-a-amazonia.htm" target="_blank" rel="noopener">Ecoa.</a></p></blockquote>
<p>A Amazônia, que sofreu nas últimas cinco décadas com algumas das <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/aumento-do-desmatamento-da-amazonia-pode-gerar-degradacao-generalizada-e-colapso-climatico/" target="_blank" rel="noopener">maiores taxas de desmatamento</a> e degradação de florestas tropicais, é uma das mais ameaçadas pelas mudanças climáticas. Nobre chama atenção para os chamados <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-corre-risco-de-entrar-em-colapso-em-2050-alertam-pesquisadores/" target="_blank" rel="noopener">tipping points ou pontos de não retorno</a>, ponto onde os danos à floresta são tão grandes que ela não consegue mais se recuperar sozinha. Nesse estágio, a degradação avança de forma acelerada.</p>
<blockquote><p>“Ou avançamos em soluções reais — integrando ciência, tecnologia, saberes locais e vontade política — ou testemunharemos o ponto de não retorno da maior reserva biológica e fornecedora de chuvas da superfície terrestre”, escreve Nobre</p></blockquote>
<p>Para evitar as piores previsões, a solução é zerar o desmatamento, a degradação e os incêndios florestais. Isso porque se os cerca de 20% de floresta desmatada forem combinados com aumentos de temperatura na casa de 2ºC a 2,5ºC, ou seja, acima dos limites do Acordo de Paris, o ponto de não retorno seria inevitável. De acordo com as projeções, até 70% da paisagem seria alterada e a floresta amazônica ficaria restrita às regiões oeste e noroeste, próximo à Cordilheira dos Andes.</p>
<blockquote><p>“Se esses limites forem ultrapassados, haverá impactos severos no regime de chuvas, na produtividade agrícola e florestal, nas emissões globais de gases de efeito estufa e na diversidade biológica e cultural. Isso agravaria as desigualdades na Amazônia, impondo um ciclo vicioso de degradação ambiental e injustiça social difícil de ser superado”, alerta o pesquisador.</p></blockquote>
<p>Para evitar essa situação, Carlos Nobre defende também a necessidade de estratégias relacionadas à<a href="https://www.paraterraboa.com/economia/restauracao-florestal-cria-oportunidades-para-fortalecimento-da-bioeconomia/" target="_blank" rel="noopener"> restauração floresta</a>l, às estratégias de inovação e à bioindustrialização como caminhos para o <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/investimentos-em-bioeconomia-podem-aumentar-geracao-de-empregos-no-para/" target="_blank" rel="noopener">desenvolvimento sustentável.</a> Outras alternativas são a aposta na contribuição dos povos indígenas e a produção de energia renovável como soluções baseadas na natureza.</p>
<p>A ocupação indígena da Amazônia, que data de mais de mais de 12 mil anos, foi responsável por manejar a biodiversidade e fazer com que espécies nativas fossem consumidas e espalhadas pelo território. Hoje, a mandioca, o urucum, a castanha-do-pará, o cacau, a andiroba, o açaí e outras são patenteadas e consumidas em diversas partes do mundo. Assim como elas, cerca de 2.300 espécies nativas são conhecidas pelos indígenas e cientistas e naturalistas e podem ser exploradas em indústrias de cosméticos, alimentos, fármacos e biotecnologia.</p>
<p>Outra estratégia promissora é a produção de energia renovável a partir de resíduos da biodiversidade amazônica. Estudos apontam que a biomassa gerada pelo processamento de frutos como o açaí e a castanha-do-pará pode ser reaproveitada para produção de energia térmica com capacidade de abastecer as cerca de 200 mil residências da Amazônia que ainda estão fora da rede elétrica convencional.</p>
<p>LEIA MAIS:</p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/brasil-pode-zerar-emissoes-ate-2040-diz-carlos-nobre/" target="_top">Brasil pode zerar emissões até 2040, diz Carlos Nobre</a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-corre-risco-de-entrar-em-colapso-em-2050-alertam-pesquisadores/" target="_top">Amazônia corre risco de entrar em colapso em 2050, alertam pesquisadores</a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/restauracao-florestal-cria-oportunidades-para-fortalecimento-da-bioeconomia/" target="_top">Restauração florestal cria oportunidades para fortalecimento da bioeconomia</a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/para-e-o-estado-com-maior-potencial-para-restauracao-florestal-na-amazonia/" target="_top">Pará é o estado com maior potencial para restauração florestal na Amazônia</a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/investimentos-em-bioeconomia-podem-aumentar-geracao-de-empregos-no-para/" target="_top">Investimentos em bioeconomia podem aumentar geração de empregos no Pará</a></p>
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		<title>Seca deixa extrativistas sem safra de castanha na região da Terra do Meio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Apr 2025 12:33:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[castanha]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/02/castanha3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará passa atualmente pelo inverno amazônico, mas os impactos da última seca ainda são sentidos por muitas comunidades. Na região da Terra do Meio, em Altamira, esse período deveria ser de coleta e venda da castanha, mas devido à longa estação seca do ano passado as árvores não deram frutos ou a safra foi [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/02/castanha3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará passa atualmente pelo inverno amazônico, mas os impactos da última seca ainda são sentidos por muitas comunidades. Na região da Terra do Meio, em Altamira, esse período deveria ser de coleta e venda da castanha, mas devido à longa estação seca do ano passado as árvores não deram frutos ou a safra foi menor do que o normal. Com isso, a economia das populações tradicionais está abalada.</p>
<p>Normalmente, de dezembro a maio é o período em que os ouriços caem das castanheiras, mas dessa vez a safra foi a menor que já se viu, segundo os produtores da região. A queda de produção associada aos eventos extremos frequentes também está impactando nas atividades de colheita realizadas por povos indígenas e ribeirinhos.</p>
<blockquote><p>“A baixa da safra da castanha faz parte da sazonalidade da espécie. A questão é que esse ano deve ser a menor desde que estamos acompanhando. E é esse também o relato dos extrativistas”, explica Jeferson Straatmann, analista sênior em economia da sociobiodiversidade do Instituto Socioambiental (ISA).</p></blockquote>
<h3>Produção em queda</h3>
<p>Ribeirinhos, indígenas e extrativistas da Terra do Meio também afirmam que a produção da castanha vem caindo ano a ano, mas não é o único produto afetado. Na Reserva Extrativista (Resex) Riozinho do Anfrísio,a seca também provocou perdas nas roças e na produção de cacau. Além disso, o clima mais seco fez com que áreas que não pegavam fogo agora se tornassem inflamáveis.</p>
<p>Em 2024, o rio Xingu e o rio Iriri tiveram situação de escassez hídrica declarada pela Agência Nacional de Águas (ANA). O problema afetou o abastecimento e o transporte, principalmente das comunidades das Resex &#8211; Rio Iriri, Riozinho do Anfrísio e Rio Xingu, que precisaram receber doações de cestas básicas.</p>
<p>A alternativa encontrada para enfrentar o desabastecimento e manter a economia local é fortalecer o projeto da Rede de Cantinas, em que as comunidades se organizam para comercializar os produtos da floresta a preços mais justos e valorizados junto às empresas.</p>
<p>Com a falta de castanha, o foco será direcionado para a aquisição de produtos não perecíveis, farinha e óleo de babaçu. Somente em 2024, a Rede de Cantinas movimentou cerca de R$ 2 milhões na região, sendo que R$ 500 mil eram provenientes do comércio de castanha.</p>
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