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	<title>poluição &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>poluição &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<item>
		<title>Estados da Amazônia tiveram até 138 dias de ar nocivo à saúde após queimadas de 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 13:46:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia Legal]]></category>
		<category><![CDATA[fumaça tóxica]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/queimadas23-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Queimadas recorde de 2024 cobriram porções da Amazônia com partículas nocivas à saúde por até 138 dias, aponta estudo inédito conduzido por pesquisadores do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia). Em 2025, a redução dos focos de calor diminuiu em 71% a presença de ar impuro na região. Ainda assim, estados da porção sudoeste [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/queimadas23-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Queimadas recorde de 2024 cobriram porções da Amazônia com partículas nocivas à saúde por até 138 dias, aponta estudo inédito conduzido por pesquisadores do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia).</p>
<p>Em 2025, a redução dos focos de calor diminuiu em 71% a presença de ar impuro na região. Ainda assim, estados da porção sudoeste do bioma enfrentaram mais de 20 dias de exposição à fumaça tóxica.</p>
<p>Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a exposição ao PM 2.5, material particulado fino associado às queimadas, está relacionada a 4,2 milhões de mortes por ano no mundo, além de doenças cardiovasculares e câncer de pulmão.</p>
<blockquote><p>“Em 2024, a Amazônia viveu um cenário bem crítico de poluição do ar por causa da seca extrema, com impactos claros para a saúde da população. Em 2025, com o clima mais favorável, a situação melhorou e a qualidade do ar também. Essa comparação mostra como eventos climáticos extremos e queimadas estão diretamente ligados ao aumento da poluição e reforça a necessidade de investir em prevenção, monitoramento e ações integradas entre meio ambiente e saúde”, explica Vanessa Ribeiro, pesquisadora do IPAM e uma das autoras do estudo.</p></blockquote>
<p>Em 2024, queimadas impulsionadas por uma seca histórica elevaram a área atingida pelo fogo na Amazônia para mais de 17 milhões de hectares, segundo dados do Monitor do Fogo da Rede MapBiomas, da qual o IPAM faz parte.</p>
<p>Em 2025, com a normalização do regime de chuvas e a adoção de políticas de manejo do fogo, a área queimada caiu 78%, totalizando 3,8 milhões de hectares.</p>
<p>Os estados mais atingidos em 2024 — Pará, Mato Grosso e Tocantins — registraram, em média, 47 dias de ar considerado nocivo à saúde, superando níveis de poluição observados em grandes metrópoles. Rondônia, oitavo estado com maior área queimada no período, somou 100 dias de ar poluído, liderando o ranking de exposição prolongada.</p>
<p>A nota técnica “Amazônia em Chamas: a qualidade do ar em 2024 e 2025”, publicada recentemente, foi elaborada por pesquisadores do IPAM, da Columbia Climate School, do Woodwell Climate Research Center e do Instituto Ar.</p>
<h3>Monitoramento da qualidade do ar</h3>
<p>O estudo propõe incorporar o monitoramento sistemático da qualidade do ar associada a queimadas e incêndios florestais como uma nova camada de análise sobre os impactos desses eventos na população e no meio ambiente.</p>
<p>A iniciativa também busca preparar territórios sob influência do fogo recorrentes para lidar com a pressão adicional exercida pela poluição atmosférica sobre os sistemas de saúde e as estratégias de adaptação.</p>
<blockquote><p>“Diferentemente de outros biomas, a Amazônia não possui um regime natural de fogo e não evoluiu para lidar com queimadas. Na prática, quase todo o fogo registrado na região tem origem humana — seja pelo uso agropecuário para limpeza de pastagens e preparo de áreas agrícolas, seja pela queima intencional de vegetação desmatada. Em anos de seca extrema, como 2024, essas ignições escapam ao controle e se transformam em grandes incêndios florestais, amplificando drasticamente a destruição ambiental e a poluição atmosférica”, explica Felipe Martenexen, pesquisador do IPAM que também trabalhou na pesquisa.</p></blockquote>
<p>Para minimizar os riscos associados à baixa qualidade do ar provocada pelo fogo, o estudo recomenda integrar metas de qualidade do ar aos planos de controle do desmatamento e das queimadas, como o PPCDAm (Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal).</p>
<p>A nota técnica também defende a capacitação de profissionais de saúde e a criação de protocolos específicos para reduzir os danos da exposição à fumaça e permitir respostas mais rápidas e coordenadas a crises ambientais.</p>
<h3>Mudanças em 2025</h3>
<p>Em 2025, observou-se uma redução da exposição à poluição atmosférica no sudoeste da Amazônia Legal, enquanto parte relevante do material particulado passou a se concentrar na porção leste do bioma. Nesse período, Maranhão e Rondônia registraram os maiores níveis de poluição, com 13 e 11 dias consecutivos, respectivamente, de ar com elevada concentração de partículas na atmosfera.</p>
<p>A diminuição das queimadas também reduziu o número de dias consecutivos com ar de baixa qualidade nos estados do sudoeste amazônico. Em Rondônia, o total caiu de 89 para 11 dias; em Mato Grosso, de 59 para 12; e no Acre, de 51 para 4 dias consecutivos. Por outro lado, o Maranhão apresentou aumento de 2 para 13 dias consecutivos, indicando maior quantidade dos episódios críticos na porção leste da Amazônia Legal.</p>
<blockquote><p>“Entre 2024 e 2025, as mudanças não ficaram só na área total queimada. O que realmente fez diferença foram as condições climáticas, que influenciaram tanto a intensidade quanto a forma como a poluição se espalhou. Em 2024, a seca extrema ligada ao El Niño reduziu muito as chuvas, aumentou as temperaturas e deixou o ar mais seco. Esse cenário facilitou a propagação das queimadas, fez os incêndios durarem mais tempo e dificultou a dispersão dos poluentes”, explica Vanessa.</p></blockquote>
<p>A atenuação dos efeitos do El Niño em 2025 contribuíram para o retorno das chuvas e a redução do número de queimadas e do ressecamento do ar. Ainda, políticas de Manejo do Fogo implementadas no ano passado também contribuíram para a redução da área atingida, assim como para a redução da duração das queimadas.</p>
<blockquote><p>“Com chuvas mais regulares e um clima menos extremo, a vegetação ficou menos inflamável. Isso ajudou a reduzir não só o volume total de emissões, mas também alterou a circulação e o transporte das massas de ar. A comparação entre os dois anos mostra que a poluição atmosférica na Amazônia não depende apenas do tamanho das áreas queimadas, mas da combinação entre ações humanas e fatores climáticos, que influenciam tanto a emissão quanto a dispersão dos poluentes”, completa a pesquisadora.</p></blockquote>
<p>Nos municípios, os indicadores permaneceram concentrados no Arco do Desmatamento — região que abrange o sul e o leste do Pará, o norte do Mato Grosso, Rondônia e Acre —, porém com menor intensidade e menor abrangência territorial em relação ao ano anterior.</p>
<p>Também houve mudança no perfil dos municípios mais afetados, que passaram a se concentrar predominantemente no Pará (Rondon do Pará, Jacundá, Novo Repartimento e Abel Figueiredo) e no Maranhão (Codó, Brejo de Areia e Lago da Pedra), evidenciando o deslocamento dos episódios críticos para o leste da Amazônia Legal.</p>
<p><em>Fonte: Ipam</em></p>
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		<title>Emissões de gases de efeito estufa caem 16% no Brasil, mas Pará lidera ranking de poluentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Mar 2026 14:24:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[gás de efeitos estufa]]></category>
		<category><![CDATA[meta climática]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório do Clima]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>
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		<category><![CDATA[SEEG]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/desmate_Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil alcançou uma marca histórica em 2024 ao reduzir suas emissões brutas de gases de efeito estufa em 16,7%, totalizando 2,145 bilhões de toneladas. As emissões líquidas ficaram em 1,489 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente,queda de 22%. O número leva em conta as emissões brutas menos o carbono absorvido por vegetações e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/desmate_Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil alcançou uma marca histórica em 2024 ao reduzir suas emissões brutas de gases de efeito estufa em 16,7%, totalizando 2,145 bilhões de toneladas. As emissões líquidas ficaram em 1,489 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente,queda de 22%. O número leva em conta as emissões brutas menos o carbono absorvido por vegetações e áreas protegidas. Trata-se da segunda maior queda desde 1990.</p>
<p>No entanto, o relatório divulgado pelo Observatório do Clima (OC),  com base no Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), revela que o esforço nacional ainda esbarra em realidades regionais críticas: o Pará lidera o ranking nacional, sendo o estado que mais lançou poluentes na atmosfera, com um volume de 278 milhões de toneladas. Em segundo lugar, vem Mato Grosso, com 231 toneladas.</p>
<p>Quando se considera emissão líquida, o ranking permanece, mas com Mato Grosso (172 MtCO2e) trocando de lugar com o Pará (111 MtCO2e).</p>
<p>Embora o desmatamento na Amazônia e no Cerrado tenha recuado — puxando uma queda de 32,5% nas emissões por mudança de uso da terra — os estados amazônicos ainda apresentam emissões per capita altíssimas.</p>
<p>O Mato Grosso lidera esse índice (60 toneladas por habitante), mas o Pará e seus vizinhos mantêm números comparáveis aos de países ricos devido à combinação de baixa população e alta emissão bruta.</p>
<p>Em contraste, estados como São Paulo e Alagoas emitem apenas 3 toneladas por habitante, abaixo da média mundial.</p>
<p>Esse desequilíbrio mostra que, embora quase todos os biomas brasileiros tenham registrado queda (com exceção do Pampa, que subiu 6%), o Brasil permanece entre os maiores emissores globais devido à dinâmica do uso do solo e ao peso recorde dos incêndios florestais.</p>
<h3>O peso do fogo e dos setores econômicos</h3>
<p>O relatório do SEEG destaca que, se não fosse o controle do desmatamento pelo Ibama, o cenário seria pior, já que outros setores subiram ou estagnaram:</p>
<ul>
<li><strong>Incêndios Florestais</strong>: Em 2024, as emissões pelo fogo atingiram o recorde de 241 milhões de toneladas. Se fossem somadas oficialmente, poderiam dobrar as emissões líquidas do uso da terra.</li>
<li><strong>Agropecuári</strong>a: Queda leve de 0,7% (626 MtCO2e), abrangendo desde o &#8220;arroto&#8221; do boi (metano) até o manejo de solos e fertilizantes.</li>
<li><strong>Energia</strong>: Alta de 0,8% (424 MtCO2e), incluindo transporte e uso de gás fóssil na indústria.</li>
<li><strong>Processos Industriai</strong>s: Alta de 2,8% (94 MtCO2e), com destaque para a produção de aço, cimento e gases refrigerantes.</li>
<li><strong>Resíduos:</strong> Alta de 3,6% (96 MtCO2e), vinda principalmente de aterros e lixões (65,9%) e esgoto doméstico.</li>
</ul>
<h3>Projeções e o Plano Clima</h3>
<p>Apesar dos avanços, o Brasil corre o risco de perder a meta da sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) para 2025 por uma margem de 9%. A estimativa é de 1,44 bilhão de toneladas líquidas, contra a meta de 1,32 bilhão.</p>
<p>Para reverter isso, o governo lançou o Plano Clima, que busca reduzir as emissões entre 59% e 67% até 2035 (comparado a 2005), com o objetivo final de neutralidade climática até 2050. O Observatório do Clima alerta que o país não pode depender apenas do combate ao desmatamento; setores como indústria e energia precisam começar a cair para que as metas futuras sejam atingidas.</p>
<h3>Sobre o estudo</h3>
<p>A inteligência por trás dos dados do SEEG vem de uma força-tarefa de quatro instituições ligadas ao Observatório do Clima: enquanto o Ipam lidera o monitoramento do uso da terra, o Imaflora foca nos impactos da agropecuária, cabendo ao Iema a análise de energia e indústria, e ao ICLEI o diagnóstico da gestão de resíduos.</p>
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		<title>Agropecuária e esgoto deixam a água do Rio Tapajós esverdeada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 May 2025 17:04:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
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		<category><![CDATA[Saneamento básico]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/rio_tapajos2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Neste final de semana, o rio Tapajós surgiu com a água esverdeada na região de Santarém, oeste do Pará. A professora Dávia Talgatti, da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), explicou que o fenômeno é causado pela proliferação de cianobactérias, microrganismos que se alimentam de nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio, presentes em esgoto [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/rio_tapajos2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Neste final de semana, o rio Tapajós surgiu com a água esverdeada na região de Santarém, oeste do Pará. A professora Dávia Talgatti, da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), explicou que o fenômeno é causado pela proliferação de cianobactérias, microrganismos que se alimentam de nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio, presentes em esgoto doméstico não tratado, detergentes e resíduos da agricultura e pecuária. As informações são de O Liberal.</p>
<p>Embora relatos indiquem que o fenômeno não é novo, ligado ao crescimento urbano e a remoção da mata ciliar para agropecuária desde os anos 1970, há uma percepção de que as manchas verdes estão ficando mais frequentes, intensas e extensas. A falta de tratamento de esgoto em Santarém agrava a situação, pois mais nutrientes chegam ao rio.</p>
<p>O aquecimento global também agrava o problema, pois temperaturas mais altas favorecem a multiplicação das cianobactérias. Assim, as manchas verdes são resultado de uma combinação complexa de fatores locais (poluição, uso do solo) e globais (mudanças climáticas), indicando um desequilíbrio ambiental crescente no Tapajós.</p>
<div class="mb-4 last:mb-0 whitespace-pre-wrap u-break-words">A principal preocupação é com a saúde pública, já que algumas cianobactérias podem liberar toxinas perigosas. O contato ou ingestão da água contaminada pode causar alergias, irritações e problemas gastrointestinais, especialmente em crianças e pessoas vulneráveis. Análises anteriores da Ufopa já detectaram toxinas em florações no rio.</div>
<div class="mb-4 last:mb-0 whitespace-pre-wrap u-break-words">Diante dos riscos, a recomendação é evitar o banho e o consumo da água nas áreas com coloração verde intensa (&#8220;limo&#8221;), mesmo que a toxicidade da mancha atual ainda não tenha sido confirmada. O episódio reforça a urgência de investimentos em saneamento básico e tratamento de esgoto em Santarém como medida essencial para proteger o rio e a saúde da população.</div>
<div>
<h1 class="title article__headline " data-gtm-vis-recent-on-screen10960484_335="650" data-gtm-vis-first-on-screen10960484_335="650" data-gtm-vis-total-visible-time10960484_335="100" data-gtm-vis-has-fired10960484_335="1"></h1>
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		<title>Queimadas se alastram e colocam Pará no topo do ranking da degradação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Dec 2024 19:10:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/queimadas-mosqueiro-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz Com 53.633 focos de calor registrados desde o início do ano até esta segunda-feira, 02, o Pará é o estado brasileiro que mais queimou em 2024. Em segundo lugar está o Mato Grosso, que liderava o ranking e tem até agora 50.102 focos; já em terceiro aparece o Amazonas com um total [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/queimadas-mosqueiro-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>Com 53.633 focos de calor registrados desde o início do ano até esta segunda-feira, 02, o Pará é o estado brasileiro que mais queimou em 2024. Em segundo lugar está o Mato Grosso, que liderava o ranking e tem até agora 50.102 focos; já em terceiro aparece o Amazonas com um total de 25.342. Os dados são contabilizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e atestam o avanço das queimadas em uma época em que os casos já deveriam estar em baixa.</p>
<p>O monitoramento do Inpe mostra que o mês mais crítico foi setembro, que é considerado o auge da temporada do fogo na Amazônia. Nesse período, o Pará teve 17.434 focos de incêndio. Em outubro, houve uma queda para 7.120, mas, em novembro, o cenário voltou a piorar e o estado fechou o mês com 9.555 focos. Somente no início deste mês de dezembro já são 552 incêndios registrados no território paraense.</p>
<figure id="attachment_32221" aria-describedby="caption-attachment-32221" style="width: 560px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-32221 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/ranking-queimadas-dezembro-inpe.png" alt="" width="560" height="502" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/ranking-queimadas-dezembro-inpe.png 560w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/ranking-queimadas-dezembro-inpe-300x269.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/ranking-queimadas-dezembro-inpe-150x134.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/ranking-queimadas-dezembro-inpe-450x403.png 450w" sizes="(max-width: 560px) 100vw, 560px" /><figcaption id="caption-attachment-32221" class="wp-caption-text">Pará ultrapassou Mato Grosso em número de queimadas. Gráfico: Inpe</figcaption></figure>
<p>Os números revelam o tamanho do problema enfrentado por diferentes comunidades. O caso recente mais emblemático é o de Santarém, no oeste, que está sob decreto de emergência devido aos altos índices de fumaça que tomam conta da cidade há várias semanas. No último dia 29 de novembro, a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/por-causa-da-fumaca-santarem-e-a-segunda-cidade-mais-poluida-do-mundo/">cidade foi apontada como a segunda mais poluída em todo o mundo</a>.</p>
<p>Em resposta à crise, o Governo do Estado anunciou um reforço para o combate às chamas com o envio de oito caminhões e o aumento do efetivo do Corpo de Bombeiros que está atuando na região. Agora são 120 bombeiros, 12 caminhões e dois helicópteros destacados para o oeste paraense. No entanto, a sociedade civil cobra por mais medidas e realiza uma mobilização na Marcha pelo Clima, que ocorre nesta segunda-feira em Santarém.</p>
<p>Mas o problema também é grave em outras regiões. Em Belém, por exemplo, as queimadas se concentram no distrito de Mosqueiro desde o início de novembro, atingindo principalmente os agricultores que vivem às margens da rodovia PA-391, que dá acesso à ilha.</p>
<p>Já no Marajó, a comunidade Ilha Grande, localizada no município de Gurupá, está dominada por queimadas há cerca de um mês. Segundo a denúncia mostrada pela<a href="https://g1.globo.com/pa/para/edicao/2024/12/02/videos-jl1-de-segunda-feira-2-de-dezembro.ghtml#video-13150315-id" target="_blank" rel="noopener"> TV Liberal</a>, o fogo teria começado no centro da ilha, onde a vegetação está bem seca, e foi se espalhando para as margens, o que aumenta o risco de fogo nas casas das populações ribeirinhas.</p>
<p>Ainda no arquipélago, a Reserva Extrativista (Resex) Verde para Sempre, no município de Porto de Moz, também causa destruição e transtornos para a saúde das 5 mil famílias que vivem na área. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra a reserva, informou que contratou uma equipe de brigadistas para apagar os focos de incêndio, mas a comunidade diz que o efetivo não é suficiente para resolver o problema.</p>
<p>Vale lembrar que as queimadas representam uma grave ameaça para a saúde das pessoas, assim como destroem áreas com uma rica biodiversidade e importantes para manter o equilíbrio ecológico do planeta e evitar o agravamento das mudanças climáticas. A menos de um ano para a COP30, o estado que vai sediar discussões decisivas para o mundo deve dar respostas para uma crise desse tamanho.</p>
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		<title>Lideranças de Barcarena contestam valor e destinação de multa da Hydro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jul 2024 16:46:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Abaetetuba]]></category>
		<category><![CDATA[Barcarena]]></category>
		<category><![CDATA[crime ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Hydro]]></category>
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		<category><![CDATA[Rio Murucupi]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/07/Hydro-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Lideranças de comunidades ribeirinhas dos municípios de Barcarena e Abaetetuba, no Pará, contestam a decisão da Justiça Federal de condenar,  no último dia 10, a mineradora de alumínio Hydro Alunorte ao pagamento de R$ 100 milhões em multa pela contaminação e poluição do Rio Murucupi. O crime ambiental ocorreu em 2009 após o transbordamento de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/07/Hydro-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-sourcepos="3:1-3:34">Lideranças de comunidades ribeirinhas dos municípios de Barcarena e Abaetetuba, no Pará, contestam a decisão da Justiça Federal de condenar,  no último dia 10, a mineradora de alumínio Hydro Alunorte ao pagamento de R$ 100 milhões em multa pela contaminação e poluição do Rio Murucupi. O crime ambiental ocorreu em 2009 após o transbordamento de rejeitos sólidos da empresa. As informações são da <a href="https://amazoniareal.com.br/liderancas-contestam-multa-da-hydro/" target="_blank" rel="noopener">Amazônia Real.</a></p>
<p data-sourcepos="3:1-3:34">As lideranças defendem que a empresa seja obrigada a promover ações para a despoluição ambiental e providências relacionadas à saúde das pessoas afetadas pelo desastre.</p>
<p data-sourcepos="3:1-3:34">Maria do Socorro Costa Silva, liderança comunitária do quilombo de São Sebastião de Burajuba e presidente da Associação dos Caboclos, Indígenas e Quilombolas da Amazônia (Cainquiama), criticou a destinação da multa à &#8216;recuperação ou instalação de parques ambientais, praças ou espaços verdes de lazer nas áreas urbanas do Pará&#8221;, como determinou a Justiça, em vez de ser aplicada na despoluição do Rio Murucupi.</p>
<blockquote><p>“Não é significativo para nós porque a contaminação está no nosso sangue. Ao consumir água, alimentação, tomar banho no rio. Uma reparação seria para despoluir o rio Murucupi, que hoje virou esgoto da empresa Hydro Alunorte. Até as fezes do banheiro químico da Hydro caem nos bueiros de Vila dos Cabanos. Os equipamentos, como carro e máquinas, são lavados nos lava-jatos da cidade, onde essa bauxita [minério usado na produção de alumínio] vai para os bueiros e cai diretamente no rio Murucupi”, denuncia.</p></blockquote>
<p>Ela ressalta a urgência de medidas para garantir a qualidade de vida das futuras gerações, afirmando que a condenação &#8220;precisa ser mais pesada&#8221; e &#8220;rever a questão da saúde&#8221; e da despoluição do rio.</p>
<p data-sourcepos="17:1-17:253">Mário Santos, líder da Comunidade Quilombola Gibrié de São Lourenço, em Barcarena, reforça a necessidade de ações que vão além da multa.</p>
<blockquote><p>Mas não, a Justiça só condenou ela [Hydro] a pagar R$ 100 milhões. E a reparação ao meio ambiente? E a recuperação do meio ambiente e a recuperação do rio, o tratamento do rio? Isso sim é uma reparação. Esses R$ 100 milhões foram colocados para entidades governamentais e não governamentais, sabe lá quando vai ser feito alguma coisa”, lamenta Santos.</p></blockquote>
<p data-sourcepos="23:1-23:333">Paulo Feitosa, presidente do Instituto dos Ribeirinhos do Pará (IRPA), reconhece que a multa não trará de volta o que foi perdido, mas acredita que ela ameniza o sofrimento das comunidades impactadas. &#8220;Não tem como retornar ao que era [antes da poluição], mas pelo menos ameniza um pouco o sofrimento da população impactada&#8221;, afirma.</p>
<p data-sourcepos="25:1-25:34">Feitosa ressalta que a empresa não havia sido punida até então pelo crime ambiental de 2009, e que a multa representa um passo importante na busca por justiça.</p>
<p data-sourcepos="25:1-25:34">Em nota, a Hydro Alunorte negou crime de poluição do Rio Pará e informou que vai recorrer da decisão</p>
<h3>A tragédia</h3>
<p>Crimes ambientais são recorrentes na trajetória da Hydro na Amazônia.  Este caso, em que foi condenada recentemete, ocorreu em abril de 2009. <span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">De acordo com denúncia,  o transbordamento da bacia de depósito de rejeitos sólidos (DRS) contaminou o meio ambiente e poluiu o Rio Murucupi. </span></p>
<p>Os moradores da região relataram que uma espuma surgiu ao longo do rio e exalava odor de soda cáustica. O material poluente afetou também os poços artesianos das comunidades ao longo do trecho impactado.</p>
<p>A lama vermelha, resíduo perigoso com propriedades corrosivas e metais pesados na sua constituição (como alumínio, ferro, sódio e titânio), se espalhou por uma grande área, incluindo uma região de preservação ambiental formada por vegetação e nascentes dos rios Murucupi, Barcarena, Pará, Dendê e Arienga e o Furo do Arrozal.</p>
<p>As provas apresentadas pelo Ministério Público foram obtidas por meio de perícias, laudos, fotografias e investigações feitas pela Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa),  Instituto Evandro Chagas (IEC) e Universidade Federal do Pará (UFPA), Laboratório de Química Analítica e Ambiental (Laquanam), Ibama, Instituto de Criminalística do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e Polícia Civil do Pará, além de relatos de testemunhas e de outros dados coletados.</p>
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		<title>Comunidades ribeirinhas afetadas por contaminação provocada pela Hydro em Barcarena obtêm vitória</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 May 2024 13:45:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Barcarena]]></category>
		<category><![CDATA[condenação]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[emissão de gases do efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[Hydro]]></category>
		<category><![CDATA[mineração]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Barcarena-Foto-Semas-PA-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A população de Barcarena, na região metropolitana de Belém, obteve uma grande vitória neste mês. Após anos cometendo crimes ambientais, as empresas exploradoras de minérios no Pará Alunorte Alumina, Mineração Paragominas e Albras Alumínio, do grupo norueguês Norsk Hydro, foram condenadas pela Justiça Estadual a pagar R$ 50 milhões por danos morais coletivos a comunidades [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Barcarena-Foto-Semas-PA-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A população de Barcarena, na região metropolitana de Belém, obteve uma grande vitória neste mês. Após anos cometendo crimes ambientais, as empresas exploradoras de minérios no Pará Alunorte Alumina, Mineração Paragominas e Albras Alumínio, do grupo norueguês Norsk Hydro, foram condenadas pela Justiça Estadual a pagar R$ 50 milhões por danos morais coletivos a comunidades ribeirinhas afetadas pela emissão de gases poluentes na atmosfera.</p>
<p>A sentença é muito mais do que os 50 milhões., como bem lembrou o advogado e representante da Associação dos Caboclos, Indígenas e Quilombolas da Amazônia (Cainquiama), Ismael Moraes. A decisão proferida pelo juiz Raimundo Santana, da 5ª Vara da Fazenda Pública e Tutelas Coletivas obriga a Hydro a converter a matriz energética de combustíveis fósseis, que é altamente contaminante, para gás natural, sob pena do conglomerado ter que devolver os cerca de R$ 7,5 bilhões em incentivos fiscais que já recebeu.</span></p>
<p>Na quinta, 30, mais uma vitória, desta vez internacional: a Justiça holandesa decidiu que comunidades ribeirinhas e quilombolas da região são representantes legítimas em ação que acusa a multinacional de contaminação por rejeitos de alumínio, de acordo com <a href="https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2024/05/31/acao-coletiva-contra-norsk-hydro-por-contaminacao-no-para-avanca-em-tribunal-na-holanda.ghtml" target="_blank" rel="noopener">O Globo</a>. O juiz responsável pelo caso também negou alegação do grupo norueguês de prescrição dos fatos envolvidos no processo. A ação representa mais de 11 mil pessoas</p>
<p>Já na sentença da Justiça brasileira, o magistrado determina que as indústrias apresentem, em até trinta dias, a comprovação de mudança na matriz energética, substituindo o uso do óleo combustível pelo gás.</p>
<blockquote><p>“As atividades (&#8230;) das empresas rés provocam intensa emissão de substâncias poluentes na atmosfera, notadamente GEE (gases de efeito estufa), como o dióxido de carbono (CO2) e o dióxido de enxofre (SO2)&#8221;, diz um trecho da decisão que ressalta que as emissões são em &#8220;volume (&#8230;) tão grande que supera em muito &#8211; podendo ser até mais que o dobro &#8211; do que é produzido por uma cidade com mais 1.300.000 milhões de habitantes, como é o caso Belém&#8221;.</p></blockquote>
<h3>Histórico de crimes ambientais</h3>
<p>A recente condenação é mais um capítulo da história envolvendo a Hydro em crimes ambientais na Amazônia. O caso mais emblemático ocorreu em 2018, quando foi investigado o vazamento e despejo de rejeitos da indústria em rios e igarapés do município. As denúncias dos moradores chamaram atenção para a lama vermelha que foi encontrada nos cursos d’água, mas desde aquela época havia relatos de contaminação atmosférica e acumulo de poeira tóxica nas proximidades dos empreendimentos.</p>
<p>Para Moraes, a atuação da Hydro se dá de forma “ilegal e criminosa”, pois não há o cumprimento das exigências da legislação ambiental e nem atenção com medidas preventivas. Uma prática que perpetua os crimes ambientais já praticados por outros grandes empreendimentos na Amazônia.</p>
<blockquote><p>“As empresas chegam com um discurso de trazer riquezas e trabalho, mas as pessoas que vivem na forma tradicional ribeirinha, quilombola, ou indígena na Amazônia, vivem com alta qualidade de vida quando não há interferência externa. As pessoas comem muito bem, coletam frutos, elas pescam, caçam. Mas atualmente, em Barcarena, toda a comunidade ribeirinha não tem mais onde pescar porque a Hydro despeja uma quantidade de bilhões de litros de soda cáustica no rio Pará”, contou o advogado ao <a href="https://www.youtube.com/watch?v=t39nJU4X5Ic&amp;embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fbtmais.com.br%2F&amp;source_ve_path=MjM4NTE&amp;feature=emb_title" target="_blank" rel="noopener">videocast Amazônia no Ar</a>.</p></blockquote>
<div id="chunk-fs3aq">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="41" data-block-id="8">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">O Estado do Pará, alvo também da ação, foi condenado a exigir que as empresas cumprem um acordo para obtenção de benefícios fiscais, sob pena de ser obrigado a suspender as concessões do Estado às empresas feitas há nove anos.</p>
</div>
</div>
<div id="chunk-9ct9s">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="30" data-block-id="9">
<p class=" content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="" data-mrf-recirculation="Article links">Em caso de descumprimento, tanto por parte das empresas quanto do Estado, a multa estabelecida é de R$ 200 mil por dia, até o limite de R$ 5 milhões.</p>
</div>
</div>
<p>Em nota, a Hydro negou as acusações, afirmou que vai recorrer da decisão e informou que o processo de troca da matriz energética já está em curso, com consumo de gás natural iniciado no primeiro trimestre de 2024.</p>
<blockquote><p>“As empresas da Hydro no Brasil detêm todas as autorizações e licenças necessárias para operar e, ao implementar o projeto de troca de combustível, a Alunorte fortalecerá sua atual posição de liderança como um dos produtores mundiais de alumina de baixo carbono. Além disso, ao trazer gás para o Estado do Pará, o projeto de troca de matriz energética atuará como um facilitador para um maior desenvolvimento da infraestrutura de gás na região”, diz a mineradora.</p></blockquote>
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		<item>
		<title>Poluição das águas preocupa no ecossistema da zona costeira amazônica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Mar 2024 13:06:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Água]]></category>
		<category><![CDATA[observatório da costa amazônica]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>
		<category><![CDATA[zona costeira amazônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Sao-Caatano-de-Odivelas-Credito-Jose-Pantoja-Sespa-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz A imensidão da floresta atravessada pelo maior rio do mundo é a principal imagem associada pelo senso comum à Amazônia, mas a região é composta também por outros ecossistemas tão importantes para a manutenção da biodiversidade e da diversidade sociocultural local. A zona costeira amazônica, por exemplo, se estende por cerca de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/Sao-Caatano-de-Odivelas-Credito-Jose-Pantoja-Sespa-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>A imensidão da floresta atravessada pelo maior rio do mundo é a principal imagem associada pelo senso comum à Amazônia, mas a região é composta também por outros ecossistemas tão importantes para a manutenção da biodiversidade e da diversidade sociocultural local. A zona costeira amazônica, por exemplo, se estende por cerca de 2.250 km dos estados do Amapá, Pará e Maranhão e está diretamente ligada à cultura e aos modos de vida de populações ribeirinhas e pesqueiras.</p>
<p>Essa também é a área de interesse de um grupo de pesquisadores que há 13 anos criou o <a href="https://oca.eco.br/pt_br/" target="_blank" rel="noopener">Observatório da Costa Amazônica (OCA)</a>. O objetivo é atuar no campo da divulgação científica, disponibilizando dados de pesquisa e de monitoramento para auxiliar no desenvolvimento de novos estudos, mas também ajudar a sociedade no uso dos recursos e no entendimento da hidrodinâmica da região. Na semana em que se celebra O Dia da Água, o Pará Terra Boa conversou com especialistas neste assunto.</p>
<blockquote><p>“Um dos dados mais importantes é a maré. É um fenômeno muito influente em toda a costa amazônica. A gente tem pontos onde essa previsão da maré não é dada por portais dedicados exclusivamente à navegação. Também fornecemos informações como temperatura da água, salinidade, corrente e outras informações úteis sobre a costa amazônica”, explica o professor do curso de Oceanografia da Universidade Federal do Pará (UFPA) e coordenador do Oca, Marcelo Rollnic, destacando um dos eixos do projeto denominado OCA Prevê.</p></blockquote>
<p>Além disso, o Observatório abrange outras vertentes, sendo a mais recente o OCA Social que promove ações voltadas ao envolvimento das comunidades costeiras dos municípios de Soure, São Caetano de Odivelas, Viseu e Maracanã no levantamento de informações ambientais de interesse para elas, a exemplo do estoque pesqueiro.</p>
<blockquote><p>“A nossa ideia é incorporar as comunidades tracionais nesse trabalho de levantamento. Com isso, temos uma união de esforços que garante um monitoramento mais participativo da costa”, afirma o pesquisador.</p></blockquote>
<p>Apesar da importância da zona costeira para muitas populações e para a manutenção de uma <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/pesquisa-revela-que-99-dos-mangues-da-amazonia-estao-preservados/">rica biodiversidade presente nos mangues</a>, por exemplo, Rollnic nota que a região merece mais atenção, sobretudo porque os impactos das ações humanas já são observados no presente e podem se intensificar ainda mais no futuro.</p>
<figure id="attachment_27980" aria-describedby="caption-attachment-27980" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-27980 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/poluicao-em-Maracana-Foto-Fabricio-Queiroz-1024x644.jpg" alt="" width="1024" height="644" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/poluicao-em-Maracana-Foto-Fabricio-Queiroz-1024x644.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/poluicao-em-Maracana-Foto-Fabricio-Queiroz-300x189.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/poluicao-em-Maracana-Foto-Fabricio-Queiroz-768x483.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/poluicao-em-Maracana-Foto-Fabricio-Queiroz-1536x967.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/poluicao-em-Maracana-Foto-Fabricio-Queiroz-2048x1289.jpg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/poluicao-em-Maracana-Foto-Fabricio-Queiroz-150x94.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/poluicao-em-Maracana-Foto-Fabricio-Queiroz-450x283.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/poluicao-em-Maracana-Foto-Fabricio-Queiroz-1200x755.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-27980" class="wp-caption-text">O despejo irresponsável de resíduos polui regiões da zona costeira, como as praias do município de Maracanã. Foto: Fabrício Queiroz</figcaption></figure>
<blockquote><p>“O principal problema atual que a gente observa é relacionado aos resíduos na água. As mudanças climáticas precisam ser monitoradas a longo prazo, a erosão afeta áreas mais pontuais, mas um efeito antrópico evidente e preocupante é com relação aos resíduos sólidos nos rios, estuários, praias e oceanos. A gente vê isso na prática quando coleta amostras, utilizando modelos de dispersão e da atuação nas comunidades, o que demonstra que há uma grande lacuna na gestão de resíduos por parte do poder público”, pontua.</p></blockquote>
<p>Para ele, o enfrentamento desses impactos passa pela promoção de ações de educação ambiental e de monitoramento em parceria com as comunidades costeiras, além do fortalecimento da pesquisa nessas áreas.</p>
<blockquote><p>“A Amazônia é movida pela questão hídrica. Além de ter o Amazonas, que é maior rio do mundo em volume, e o rio Pará que está entre os maiores, tem o oceano com marés que alcançam de 5 a 10 metros, uma vazão de rio muito forte, áreas muito drenadas, sem contar a grande quantidade de água que vem pela atmosfera. Todo esse balanço hídrico vai pautar toda a economia e a dinâmica social da região. Por isso, é preciso aproveitar de forma sustentável e termos melhores condições de vida para a sociedade que vive nessa parte tão impar do planeta”, defende Marcelo Rollnic.</p></blockquote>
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		<title>Ministério Público Federal pede ações após indígenas do Rio Mapuera detectarem poluição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 May 2022 20:25:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo]]></category>
		<category><![CDATA[indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[MPF]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Mapuera]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Trombetas]]></category>
		<category><![CDATA[Trombetas-Mapuera]]></category>
		<category><![CDATA[Wai Wai]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/Captura-de-Tela-2022-05-30-às-17.08.52-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Indígenas moradores do Rio Mapuera, na região noroeste do Pará, se assustaram ao perceber grande quantidade de sedimentos poluindo o rio, mudando a coloração das águas e matando peixes – vários foram encontrados mortos pelos moradores, na tarde de sábado, 28/05. Ainda não se sabe a origem da poluição, mas o Ministério Público Federal (MPF) [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/Captura-de-Tela-2022-05-30-às-17.08.52-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Indígenas moradores do Rio Mapuera, na região noroeste do Pará, se assustaram ao perceber grande quantidade de sedimentos poluindo o rio, mudando a coloração das águas e matando peixes – vários foram encontrados mortos pelos moradores, na tarde de sábado, 28/05.</p>
<p>Ainda não se sabe a origem da poluição, mas o Ministério Público Federal (MPF) requisitou medidas emergenciais, por meio de ofício, tanto para investigar a fonte quanto para garantir alimentação e água potável para os cerca de dois mil indígenas que vivem na região.</p>
<p>“Há indícios de atividade ilegal de garimpo de ouro na região do alto Rio Mapuera e seus respectivos afluentes, em áreas limítrofes à Estação Ecológica do Grão-Pará, por isso a elevada preocupação acerca da toxicidade das águas”, diz o documento.</p>
<p>Nesta segunda-feira, 30/05, um grupo de indígenas subiu o rio e encontrou um área acima da aldeia Bateria, onde houve o desmoronamento de uma serra, o que pode ser uma das causas da alteração de cor do rio.</p>
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<p class="content-text__container " data-track-category="Link no Texto" data-track-links="">Os garimpos mais próximos da nascente do Rio Mapuera estão localizados em Roraima e no Suriname.</p>
</div>
<h3>Mensagens</h3>
<p>Por meio de mensagens durante o fim de semana, os indígenas relataram os problemas provocados pela poluição.</p>
<p>“Já tá aumentando muito, aumentando muito mesmo, os parentes não tomaram água, estão tomando do igarapé, não comeram nada hoje lá, a água vem suja”, disse uma liderança em mensagem de áudio.</p>
<p>Os próprios indígenas iniciaram a investigação sobre a poluição e conseguiram localizar a fonte dos sedimentos no Rio Jauari, tributário do Mapuera, que tem suas nascentes dentro da Estação Ecológica do Grão-Pará, uma unidade de conservação administrada pelo Estado do Pará onde há suspeita da atuação de garimpeiros ilegais. Lideranças dos povos que vivem na região já relataram ao MPF terem visto helicópteros transitando nessa área.</p>
<div style="width: 640px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-10556-1" width="640" height="368" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/Rio-Mapuera.mp4?_=1" /><a href="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/Rio-Mapuera.mp4">https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/Rio-Mapuera.mp4</a></video></div>
<h3>Risco</h3>
<p>O MPF alertou as autoridades que, pelo desenho natural do Rio Mapuera, a poluição está descendo em direção ao Rio Trombetas e pode afetar, dentro de poucos dias, comunidades ribeirinhas e quilombolas, além de outras duas Unidades de Conservação: Reserva Biológica do Rio Trombetas e a Floresta Nacional Saracá-Taquera. No caso dessas duas unidades de conservação, o órgão gestor é o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).</p>
<h3>Quem vive lá?</h3>
<p>A região dos rios Mapuera, Trombetas, Cachorro e Turuni abriga três terras indígenas Trombetas-Mapuera, Nhamundá-Mapuera e Kaxuyana-Tunayana, em um grande território conhecido como Wayamu, onde vivem grupos de vários povos, entre eles Wai Wai, Tirió, Kaxuyana e Tunayana. Nas vizinhanças da área indígena existem oito comunidades quilombolas e outras ribeirinhas nas margens do Trombetas, também ameaçadas pela poluição.</p>
<h3>Ações urgentes</h3>
<p>Para o MPF, a situação exige ações urgentes do poder público.</p>
<ul>
<li>Foram pedidas providências à Fundação Nacional do Índio (Funai) para que assegure o fornecimento de água e alimento, enquanto o rio estiver poluído;</li>
<li>Ao Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), foram requisitadas medidas para proteger a saúde dos moradores;</li>
<li>Também foi solicitado o apoio da prefeitura de Oriximiná, à Defesa Civil do Estado do Pará e à gerência do ICMBio que apoiem o fornecimento de água e alimentação enquanto durar a situação emergencial;</li>
<li>Que a Polícia Federal (PF) inicie um inquérito policial para verificar a existência de garimpos ilegais na região. Foram pedidas informações da Frente de Proteção Etnoambiental Cuminapanema, ligada à Funai, e ao Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), sobre o funcionamento de garimpos ilegais;</li>
<li>O MPF pediu também ao ICMBio e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) que façam sobrevôo na região para tentar identificar o ponto de origem dos sedimentos que mudaram a cor das águas;</li>
<li>Para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mineração de Oriximiná e para a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) o pedido é para que realizem coleta de amostras das águas dos rios Mapuera e Jauari para posterior análise.</li>
</ul>
<p><em>Fonte: Ministério Público Federal</em></p>
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		<title>Até as menores partículas de poluição alteram o ciclo de chuva na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jan 2022 18:36:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[chuvas]]></category>
		<category><![CDATA[Fapesp]]></category>
		<category><![CDATA[partículas]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/37706-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Até mesmo as partículas mais finas de poluição impactam os mecanismos de formação e desenvolvimento das nuvens e alteram o regime de chuvas. Estudo realizado na cidade de Manaus (AM) mostrou que, por meio de um processo químico conhecido como oxidação, pequenos aerossóis expelidos por fábricas ou escapamentos de carro, por exemplo, crescem muito rapidamente, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/37706-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Até mesmo as partículas mais finas de poluição impactam os mecanismos de formação e desenvolvimento das nuvens e alteram o regime de chuvas. Estudo realizado na cidade de Manaus (AM) mostrou que, por meio de um processo químico conhecido como oxidação, pequenos aerossóis expelidos por fábricas ou escapamentos de carro, por exemplo, crescem muito rapidamente, atingindo tamanho até 400 vezes maior. E isso interfere na formação das gotas de chuva.</p>
<p>&#8220;Entender os mecanismos de formação de nuvens e de chuvas na Amazônia é um grande desafio pela complexidade de processos físico-químicos não lineares da atmosfera”, explica <b><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/438/paulo-eduardo-artaxo-netto/" target="_blank" rel="noopener">Paulo Artaxo</a></b>, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP) e autor do estudo <strong><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.abj0329" target="_blank" rel="noopener">publicado</a></strong> no último dia 12 de janeiro, na <i>Science Advances</i>.</p>
<p>A descoberta de pesquisadores brasileiros e norte-americanos aumenta a precisão de modelos e de simulações matemáticas sobre as mudanças climáticas.</p>
<blockquote><p>“Essas nanopartículas de poluição [com menos de 10 nanômetros] costumavam ser desprezadas em cálculos e modelos atmosféricos. A atenção era voltada para as partículas com mais de 100 nanômetros, pois são elas que atuam como núcleo de condensação de nuvens [onde o vapor de água condensa e forma gotículas] e alteram o padrão das chuvas. Com este estudo mostramos que, ao longo de sua trajetória na atmosfera, as partículas menores vão se oxidando e crescendo rapidamente até atingirem o tamanho necessário para virar um núcleo de condensação”, explica <b><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/4743/luiz-augusto-toledo-machado/" target="_blank" rel="noopener">Luiz Augusto Machado</a></b>, professor do IF-USP e coautor do artigo.</p></blockquote>
<p>Os dados foram coletados com auxílio de aviões que sobrevoaram a região de Manaus em baixa altitude, percorrendo cerca de 100 quilômetros (km) da pluma de poluição produzida na metrópole entre os anos de 2014 e 2015. O trabalho teve apoio da FAPESP por meio da campanha científica Green Ocean Amazon <b><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/83063/goamazon-interacao-da-pluma-urbana-de-manaus-com-emissoes-biogenicas-da-floresta-amazonica/?q=2013/05014-0" target="_blank" rel="noopener">(GoAmazon) </a></b>e de um <b><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/98922/o-ciclo-de-vida-de-aerossois-e-nuvens-na-amazonia-emissoes-biogenicas-emissoes-de-queimadas-e-impact/?q=2017/17047-0" target="_blank" rel="noopener">Projeto Temático </a></b>– ambos vinculados ao Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (<strong><a href="https://mudancasclimaticas.fapesp.br/" target="_blank" rel="noopener">PFPMCG</a></strong>).</p>
<blockquote><p>“Pouco se sabia sobre a atuação dessas nanopartículas nos regimes de chuvas. Acontece que a região de Manaus é um lugar único no mundo, um laboratório a céu aberto. É uma megacidade rodeada de floresta e distante de outras cidades. Por isso, ela permite entender como uma metrópole modifica um ambiente parecido com o da era pré-industrial”, conta Machado.</p></blockquote>
<p>Aerossóis são partículas (sólidas ou líquidas) suspensas no ar. Eles podem ser produzidos naturalmente pela floresta, como partículas primárias, ou secundariamente na atmosfera a partir de precursores gasosos (COV) emitidos pelas florestas (aerossóis orgânicos secundários), por exemplo, ou – como o que foi investigado neste estudo – por atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis.</p>
<p>Machado explica que os aerossóis com menos de 10 nanômetros, ao serem liberados na região de Manaus por escapamentos de veículos, pela indústria ou durante a geração de energia elétrica, formam uma espécie de pluma de poluição que segue em direção ao sudoeste (por causa dos ventos). Os pesquisadores avaliaram que é durante esse trajeto que as partículas crescem rapidamente.</p>
<blockquote><p>“É muito difícil avaliar o efeito do material particulado na chuva, pois existe um número grande de variáveis atmosféricas que interferem nessa relação. Por isso, comparamos a linha de poluição com as áreas ao redor, que estão fora da pluma de poluição. O que percebemos é que esse particulado vai crescendo de tamanho rapidamente. A 10 km de distância de Manaus ele já está maior e a 30 km é possível que já tenha atingido tamanho suficiente para se tornar um núcleo de condensação, interferindo na formação das gotas de chuva”, diz.</p></blockquote>
<h3><b>Impacto variável</b></h3>
<p>Os mecanismos de formação de nuvens são complexos e dependem de muitos parâmetros atmosféricos. No caso dos pequenos aerossóis, eles vão interferir na condensação das gotas de chuva. No entanto, dependendo de como está a condição atmosférica e, sobretudo, a formação de nuvem a cada momento, as chuvas podem ser intensificadas ou reduzidas.</p>
<p>Machado explica que, como há muito material particulado, quando a pluma de poluição entra em contato com uma nuvem, ocorre uma competição pelo vapor d&#8217;água lá presente – reduzindo o tamanho das gotas.</p>
<blockquote><p>“Para que a chuva caia, é necessário que as gotas tenham um determinado tamanho. É o que chamamos de velocidade terminal da gota, que precisa ser menor do que o movimento de ar que está subindo. Caso contrário, a nuvem fica com um monte de gotinha pequena e a chuva não cai”, explica.</p></blockquote>
<p>Porém, ressalta Machado, caso ocorra um vento vertical muito forte, ele pode levar essa grande quantidade de gotinhas para uma maior altitude, formando partículas de gelo, podendo gerar uma tempestade intensa.</p>
<p>“Percebemos que, conforme esse material particulado vai crescendo, ele se torna núcleo de condensação. Quando encontra uma nuvem pequena e fraca [nuvem quente], chove pouco. O aerossol reduz a precipitação. Mas se a nuvem ganhar potência e se tornar uma <i>cumulonimbus</i> [de grande desenvolvimento vertical], por exemplo, os aerossóis aumentam a precipitação. Ou seja, até mesmo essas pequenas partículas de poluição têm influência na formação das chuvas”, detalha Machado.</p>
<p>Segundo os pesquisadores, o projeto deve continuar de forma ampliada, captando novos dados. A equipe vai realizar este ano o experimento Cafe-Brasil (Chemistry of the Atmosphere: Field Experiment in Brazil) com o auxílio de uma aeronave alemã que pode voar a 15 km de altitude. Artaxo explica que estudos similares usando sensoriamento remoto também estão sendo realizados na torre ATTO, de 325 metros de altura, no meio da floresta amazônica (<i>leia mais em: <strong><a href="https://agencia.fapesp.br/29519/" target="_blank" rel="noopener">agencia.fapesp.br/29519/</a></strong></i><strong><a href="https://agencia.fapesp.br/29519/" target="_blank" rel="noopener">)</a></strong>.</p>
<p>&#8220;Nesse estudo que publicamos agora, coletamos os dados por meio de voos de baixa altitude [4 mil metros]. A aeronave alemã que vamos utilizar para as nossas próximas coletas é um dos mais sofisticados aviões-laboratórios que existem. Desse modo, poderemos fazer um experimento para entender questões físico-químicas fundamentais na produção de aerossóis, nuvens e precipitação que ainda permanecem um mistério para nós&#8221;, conta Artaxo.</p>
<p>O artigo <i>Rapid growth of anthropogenic organic nanoparticles greatly alters cloud lifecycle in the Amazon rainforest</i>, de Rahul A. Zaveri, Jian Wang, Jiwen Fan, Yuwei Zhang, John E. Shilling, Alla Zelenyuk, Fan Mei, Rob Newsom, Mikhail Pekour, Jason Tomlinson, Jennifer M. Comstock, Manish Shrivastava, Edward Fortner, Luiz A. T. Machado, Paulo Artaxo e Scot T. Martin, pode ser lido em <strong><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.abj0329" target="_blank" rel="noopener">www.science.org/doi/10.1126/sciadv.abj0329</a></strong>.</p>
<p><em>Fonte: Maria Fernanda Ziegler/Agência FAPESP</em></p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM:</strong><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/chegou-mais-cedo-diz-moradora-de-maraba-sobre-cheia-do-rio-tocantins/" target="_blank" rel="noopener"><strong>‘Chegou mais cedo’, diz moradora de Marabá sobre cheia do rio Tocantins</strong></a></p>
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