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	<title>plantio direto &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>plantio direto &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Pará define metas do Plano ABC+ para consolidar agropecuária de baixo carbono até 2030</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 18:51:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[#sistemas agroflorestais]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária de baixo carbono]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/ILPF_KC_1211_edit-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará deu início à construção da estratégia estadual para o Plano ABC+ (Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária). Em evento sediado na Embrapa Amazônia Oriental, em Belém, nos dias 5 e 6 de maio, instituições definiram prioridades para a produção sustentável até 2030. O foco central é a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/ILPF_KC_1211_edit-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará deu início à construção da estratégia estadual para o Plano ABC+ (Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária). Em evento sediado na Embrapa Amazônia Oriental, em Belém, nos dias 5 e 6 de maio, instituições definiram prioridades para a produção sustentável até 2030.</p>
<p>O foco central é a recuperação de pastagens degradadas e a expansão de tecnologias como os Sistemas Agroflorestais (SAFs), que já devem atingir a meta de 100 mil hectares no estado.</p>
<p>O chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, Walkymário Lemos, defendeu uma ruptura com métodos ultrapassados.</p>
<blockquote><p>“Não se pode produzir mais como antigamente”, enfatizou. “Hoje, a produção precisa estar baseada na ciência, capaz de integrar tecnologia, produtividade e resiliência climática”, afirmou o gestor, destacando que soluções como bioinsumos e ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) são as ferramentas para essa transformação.</p></blockquote>
<p>Para o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Giovanni Queiroz,  o plano busca conciliar economia e preservação.</p>
<blockquote><p>“O Pará quer mostrar ao mundo que é possível gerar riqueza preservando o meio ambiente e reduzindo as emissões de gases de efeito estufa. Exemplos práticos disso são o cacau e o açaí produzidos em sistemas agroflorestais”, declarou o titular da pasta.</p></blockquote>
<h3>Desafios técnicos</h3>
<p>Um dos maiores desafios técnicos discutidos foi a &#8220;estratégia amazônica&#8221;: ajustar práticas nacionais às características específicas da região.</p>
<p>De acordo com Victor Thiago Catuxo, coordenador do Programa Estadual de Agricultura de Baixo Carbono, na Sedap, e responsável pelo GGE, práticas consolidadas em outras regiões precisam ser ajustadas às características do bioma e às vocações locais. Entre os avanços já registrados, destaca-se o provável alcance da meta de 100 mil hectares em Sistemas Agroflorestais (SAFs).</p>
<p>Outro desafio relevante é a mensuração de dados, essencial para o acompanhamento das metas. A proposta de uma “estratégia amazônica” busca justamente criar indicadores que reconheçam o esforço de conservação e a complexidade ambiental da região, transformando metas globais em benefícios concretos para produtores e para a sociedade paraense.</p>
<p>Entre as metas prioritárias do estado estão a recuperação de pastagens degradadas e a intensificação de sistemas produtivos sustentáveis, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e o Sistema Plantio Direto (SPD). O foco se justifica pelo protagonismo do Pará na pecuária nacional e pelo crescimento da produção de grãos.</p>
<h3>Próximos passos</h3>
<p>O ciclo de diálogos contará com mais dois encontros até o final de junho. O cronograma inclui uma consulta pública no portal da Sedap para consolidar o plano de metas sob o lema: “Produzir conservando, conservar produzindo.”</p>
<p>Principais Metas e Tecnologias em Pauta:</p>
<ul>
<li>Recuperação de Pastagens: Prioridade absoluta devido ao tamanho do rebanho paraense.</li>
<li>Sistemas Agroflorestais (SAFs): Proximidade da meta de 100 mil hectares.</li>
<li>ILPF e Plantio Direto: Foco no crescimento da produção de grãos no estado.</li>
<li>Bioinsumos: Redução de dependência química e aumento da resiliência do solo.</li>
</ul>
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		<title>Saiba o que são tecnologias poupa-terra e como elas combatem a crise climática</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jun 2025 19:31:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[bioinsumos]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[ILPF]]></category>
		<category><![CDATA[plantio direto]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/ilpf3-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Conhecidas como tecnologias poupa-terra, soluções como o plantio direto, o uso de bioinsumos e os sistemas integrados, evitaram a abertura de 71 milhões de hectares para a produção de soja no Brasil nas últimas seis décadas. Esse modelo tornou-se uma das principais respostas do País para a crise climática, já que evita emissões associadas ao [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/ilpf3-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Conhecidas como tecnologias poupa-terra, soluções como o <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/plantio-direto-de-mandioca-traz-economia-de-tempo-e-de-dinheiro/" target="_blank" rel="noopener">plantio direto</a>, o uso de bioinsumos e <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/sistema-ilpf-e-recomendado-para-enfrentar-ondas-de-calor-no-campo/" target="_blank" rel="noopener">os sistemas integrados</a>, evitaram a abertura de 71 milhões de hectares para a produção de soja no Brasil nas últimas seis décadas. Esse modelo tornou-se uma das principais respostas do País para a crise climática, já que evita emissões associadas ao desmatamento e garante uso eficiente da terra.</p>
<p>O relatório &#8220;Soluções em Clima e Natureza do Brasil&#8221;, divulgado nesta terça-feira, 17/6, mostra como o agro brasileiro já atua e como pode ampliar sua contribuição na descarbonização da economia, especialmente com o engajamento do setor privado. O mapeamento é do Instituto Arapyaú e do Instituto Itaúsa e foi baseado nas análises de 66 especialistas.</p>
<p>A lógica das estratégias poupa-terra é simples: aumentar a produção sem avançar sobre novas áreas. E, segundo o relatório, o setor privado brasileiro já está engajado nessa transição. É o caso do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), que lançou para a safra 2025/26 um pacote que envolve melhoramento genético e biotecnologia, que pode movimentar R$ 60 bilhões nos próximos 15 anos.</p>
<blockquote><p>“O Brasil tem todas as condições para ser parte da liderança de uma nova economia regenerativa, inclusiva, de baixo carbono e orientada para o futuro. E o setor privado está preparado para responder aos desafios climáticos, com produtos, investimento e serviços já implementados”, afirma Renata Piazzon, diretora-executiva do Instituto Arapyaú.</p></blockquote>
<p>Diante disso, o Brasil pode se apresentar como um grande provedor de <a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/embrapa-prepara-exposicao-de-solucoes-de-producao-sustentavel-para-a-cop30/" target="_blank" rel="noopener">soluções climáticas</a> na COP 30, que será realizada em Belém, em novembro. Isso porque o País reúne condições únicas para liderar uma nova economia de baixo carbono, não apenas por sua biodiversidade e matriz energética limpa, mas também por estas práticas agrícolas já consolidadas e em expansão.</p>
<h3>Plantio Direto</h3>
<p>No centro dessa transformação está o plantio direto, que hoje responde por 95% da produção agrícola brasileira, liderando a aplicação mundial à frente de países como Estados Unidos e Argentina. Implantada inicialmente nos anos 1970, a técnica substitui a aragem tradicional, reduzindo a emissão de carbono do solo, melhorando a retenção de água e aumentando a matéria orgânica.</p>
<p>O sistema também permite o plantio sucessivo de culturas na mesma área, o que explica o desempenho brasileiro no indicador de frequência de uso do solo, 30% superior à média global, segundo dados da FAO citados no relatório.</p>
<h3>Biodiversidade a serviço da produtividade</h3>
<p>Outro pilar das tecnologias poupa-terra é o uso crescente de bioinsumos. Com base na biodiversidade tropical, o Brasil lidera globalmente tanto no uso de biofertilizantes quanto de defensivos biológicos e, movimenta R$ 5 bilhões por ano, com um crescimento de 148% na aplicação em apenas um ano, segundo o Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCarbon).</p>
<p>Atualmente, são mais de 600 produtos registrados. Além de reduzir a dependência de fertilizantes importados, eles minimizam emissões de óxido nitroso, gás de efeito estufa com potencial de aquecimento quase 300 vezes maior que o CO2.</p>
<h3>Intensificação com conservação</h3>
<p>O relatório também cita os sistemas integrados, como a integração lavoura-pecuária (ILP) e a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), como estratégia para permitir a produção simultânea de grãos, carne e madeira na mesma área. Conforme dados da Rede ILPF, o Brasil já soma entre 15 milhões e 17,4 milhões de hectares com esses sistemas, que sequestram cerca de 30 milhões de toneladas de carbono por ano.</p>
<h3>Próximo passo é monetizar os serviços ambientais</h3>
<p>Agora, de acordo com os especialistas, o próximo passo é melhorar os instrumentos de financiamento, permitindo que os produtores que investem nessas tecnologias sejam reconhecidos e remunerados pelos serviços ambientais que geram, como a captura de carbono e a proteção da biodiversidade. Programas como o RenovAgro, reformulado pelo governo federal, começam a abrir espaço para isso.</p>
<blockquote><p>“Quando o mundo busca com urgência referências para enfrentar a crise climática, o Brasil pode demonstrar ser um grande provedor de soluções. Por isso, estamos apoiando esta iniciativa para identificar e compartilhar exemplos escaláveis de soluções climáticas”, avalia Marcelo Furtado, diretor executivo do Instituto Itaúsa.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Gigante 163</em></p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p class="wp-embed-heading"><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/sistema-ilpf-e-recomendado-para-enfrentar-ondas-de-calor-no-campo/" target="_top">Sistema ILPF é recomendado para enfrentar ondas de calor no campo</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/sistema-ilpf-garante-producao-rural-sustentavel-e-com-mais-rentabilidade/" target="_top">Sistema ILPF garante produção rural sustentável e com mais rentabilidade</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/embrapa-prepara-exposicao-de-solucoes-de-producao-sustentavel-para-a-cop30/" target="_top">Embrapa prepara exposição de soluções de produção sustentável para a COP30</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/plantio-direto-de-mandioca-traz-economia-de-tempo-e-de-dinheiro/" target="_top">Plantio direto de mandioca traz economia de tempo e de dinheiro</a></strong></p>
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		<item>
		<title>Uso de boas práticas agrícolas auxilia no sequestro de carbono</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/uso-de-boas-praticas-agricolas-auxilia-no-sequestro-de-carbono/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jan 2025 16:09:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[ILPF]]></category>
		<category><![CDATA[plantio direto]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação de pastagens]]></category>
		<category><![CDATA[rotação de culturas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/ILPF33-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O solo é um recurso fundamental para a manutenção da vida, pois oferece serviços essenciais que vão além da produção de alimentos. Ele ajuda a purificar a água, promove a biodiversidade, neutraliza poluentes e regula o clima. Um dos principais mecanismos de regulação climática é o sequestro de carbono orgânico, um processo em que as plantas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/ILPF33-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O solo é um recurso fundamental para a manutenção da vida, pois oferece serviços essenciais que vão além da produção de alimentos. Ele ajuda a purificar a água, promove a biodiversidade, neutraliza poluentes e regula o clima. Um dos principais mecanismos de regulação climática é o sequestro de carbono orgânico, um processo em que as plantas absorvem dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera e o armazenam no solo por meio da decomposição de resíduos orgânicos, como folhas e raízes.</p>
<p>Em ambientes naturais, onde não há interferência humana, o carbono orgânico no solo tende a se manter estável, com poucas alterações. Já em sistemas agrícolas, as práticas de manejo, como o preparo do solo e a forma como os resíduos vegetais são incorporados, podem afetar diretamente a capacidade do solo de armazenar carbono. Por isso, é importante avaliar como diferentes práticas agrícolas influenciam o potencial de sequestro de carbono no solo.</p>
<p>Essa avaliação é especialmente relevante diante da necessidade de expandir sistemas agrícolas que contribuam para a mitigação das mudanças climáticas. Práticas como o plantio direto, a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e a rotação de culturas são exemplos de manejo que podem aumentar o armazenamento de carbono no solo, ajudando a reduzir a concentração de CO₂ na atmosfera e, consequentemente, combater o aquecimento global.</p>
<p>Mas será que essas informações são de conhecimentos do agricultores?</p>
<p>Um novo estudo procurou entender se essas informações  estão disponíveis para produtores rurais das Américas, onde a área ocupada por sistemas agrícolas é estimada em aproximadamente 1,11 bilhão de hectares. A pesquisa também dez uma estimativa do potencial de sequestro de carbono perante a adoção dessas práticas em larga escala.</p>
<p>De acordo com Maurício Cherubin, professor do Departamento de Ciência do Solo da Esalq e vice-coordenador do CCARBON, duas entidades ligadas ao estudo, a adoção do sistema de plantio direto, a recuperação de pastagens e a expansão de sistemas integrados em 30% da área agrícola (aproximadamente 334 milhões de hectares) possibilitariam mitigar aproximadamente 40% das emissões de gases do efeito estufa originados do setor agropecuário no período.</p>
<p>Além, de pesquisadores da Esalq-USP e do CCARBON, fazem parte da pesquisa o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e da Ohio State University (Estados Unidos). As informações são da agência <a href="https://agencia.fapesp.br/estudo-avalia-como-praticas-sustentaveis-de-manejo-agropecuario-nas-americas-auxiliam-sequestro-de-co2/53771" target="_blank" rel="noopener">Fapesp</a></p>
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		<item>
		<title>De olho na COP3o. Pará e Embrapa discutem parceria de agricultura sustentável</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/cop29/de-olho-na-cop3o-para-e-embrapa-discutem-parceria-de-agricultura-sustentavel/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Nov 2024 12:54:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP29]]></category>
		<category><![CDATA[#sistemas agroflorestais]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[plantio direto]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/sistemas_agroflorestais2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />De olho na COP30, que acontece em 2025, em Belém, o Governo do Pará e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) se reuniram na COP29, em Baku, no Azerbaijão, para discutir parceria que permitam desenvolver unidades demonstrativas de agricultura sustentável, na capital paraense. A parceria se dará em áreas que a empresa já atua [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/sistemas_agroflorestais2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>De olho na COP30, que acontece em 2025, em Belém, o Governo do Pará e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) se reuniram na COP29, em Baku, no Azerbaijão, para discutir parceria que permitam desenvolver unidades demonstrativas de agricultura sustentável, na capital paraense.</p>
<p>A parceria se dará em áreas que a empresa já atua e que desempenham sistemas agroflorestais, sistemas de plantio direto de soja e áreas com potenciais sustentáveis, segundo o governo.</p>
<p>O objetivo é tornar essas áreas referências em Belém e abrir essas iniciativas  para visitação durante a 30ª Conferência do Clima.</p>
<blockquote><p>“Nossa ideia é fazer isso para que durante o ano que vêm as pessoas possam ir a Belém e conhecer um pouco mais sobre soluções sustentáveis e de como é possível, ao mesmo tempo,  produzir alimentos sem agredir o meio ambiente e sem emitir gás de efeito estufa”, disse o governador.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Produção de alimentos precisa de apoio para enfrentar as mudanças climáticas, dizem especialistas</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/producao-de-alimentos-precisa-de-apoio-para-enfrentar-as-mudancas-climaticas-dizem-especialistas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Sep 2024 14:56:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[ILPF]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[plantio direto]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação de áreas degradada]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/07/agriculturafamiliar_pa-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As mudanças climáticas trazem desafios para as diversas atividades econômicas. Entre elas, a agricultura e a pecuária estão entre as mais ameaçadas, por isso a necessidade de investimento em adaptação e mitigação nesses setores. As soluções, segundo especialistas ouvidos pelo Globo Rural, já existem e podem ser potencializadas com mais apoio nas áreas de pesquisa [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/07/agriculturafamiliar_pa-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As mudanças climáticas trazem desafios para as diversas atividades econômicas. Entre elas, a agricultura e a pecuária estão entre as mais ameaçadas, por isso a necessidade de investimento em adaptação e mitigação nesses setores. As soluções, segundo especialistas ouvidos pelo <a href="https://globorural.globo.com/tecnologia-e-inovacao/noticia/2024/09/tecnologia-e-boas-praticas-no-campo-ajudam-a-enfrentar-desafios-das-mudancas-climaticas.ghtml?feedvaloragro&amp;interno_origem=valoragro" target="_blank" rel="noopener">Globo Rural</a>, já existem e podem ser potencializadas com mais apoio nas áreas de pesquisa e assistência técnica.</p>
<p>Tecnologias já assimiladas em muitas propriedades rurais e boas práticas no campo, como a técnica do<a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/por-que-o-plano-safra-2023-24-tem-a-agricultura-de-baixo-carbono-como-linha-mestra/"> plantio direto</a>, o <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/sistema-ilpf-garante-producao-rural-sustentavel-e-com-mais-rentabilidade/">sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF)</a> e a <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/restauracao-de-pastagem-traz-dinheiro-empregos-e-reduz-danos-ambientais/">recuperação de pastagens degradadas</a> são estratégias que se mostraram eficazes no aumento da produção e na redução de emissões de gases do efeito estufa. O problema é que essas soluções estão sendo “esquecidas na prateleira” para dar lugar à tecnologias mais caras, avalia Giampaolo Pellegrino, pesquisador e coordenador do Portfólio de Pesquisa em Mudanças Climáticas da Embrapa.</p>
<blockquote><p>“Quando pensamos em inovação, já imaginamos que será caro, porque até o nosso modelo mental é muito mais baseado nessa agricultura tecnificada, mas há resultados sofisticados com técnicas simples e até baratas”, afirma.</p></blockquote>
<p>Outra área importante nesse contexto é o melhoramento genético das plantas. Projetos nesse campo já são desenvolvidos no país e são capazes de gerar sementes mais resistentes ao estresse hídrico, a pragas e doenças sem utilizar produtos químicos. Na avaliação da professora de agronomia da Universidade de Brasília (UnB), Michelle Vilela, a grande dificuldade ainda é fazer essa tecnologia chegar ao produtor rural.</p>
<blockquote><p>“Se eu diminuo a quantidade de produtos utilizados na nutrição no solo, vai ser bom para o bolso do agricultor e para o do consumidor também”, pontua a pesquisadora.</p></blockquote>
<p>O investimento em novas tecnologias pode ser decisivo para incrementar a produção de alimentos nos próximos anos, aponta artigo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). De acordo com a publicação, a produção de milho, soja, arroz e trigo deve sofrer uma baixa até 2050. Para reverter esse quadro, os cientistas defendem a necessidade de aportes adicionais em pesquisa tanto nos países mais desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento.</p>
<p>Na outra ponta desse processo, Giampaolo Pellegrino reforça que é preciso expandir as ações de assistência técnica para, assim, enfrentar as barreiras de acesso à informação e as resistências dos agricultores para adoção de novos modelos e práticas no campo.</p>
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		<title>Plantio direto de mandioca traz economia de tempo e de dinheiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Sep 2022 12:08:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[mandioca]]></category>
		<category><![CDATA[plantio direto]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
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		<category><![CDATA[solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/plantio-direto-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Talvez a mandioca seja a mais brasileira das culturas, sendo cultivada em todo o território nacional. Dessa forma, a pesquisa não para de inovar e trazer soluções para o manejo dessa cultura, que traz consigo também aspectos socioculturais da população brasileira. Assim nasceu o plantio direto de mandioca, que a partir de princípios conservacionistas, traz [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/plantio-direto-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Talvez a mandioca seja a mais brasileira das culturas, sendo cultivada em todo o território nacional. Dessa forma, a pesquisa não para de inovar e trazer soluções para o manejo dessa cultura, que traz consigo também aspectos socioculturais da população brasileira. Assim nasceu o plantio direto de mandioca, que a partir de princípios conservacionistas, traz benefícios para toda a cadeia produtiva.</p>
<p>O primeiro deles, apontado pelo pesquisador da Embrapa (Cruz das Almas-BA) Marco Antônio Rangel, é o econômico. O manejo em sistema plantio direto, quando feito corretamente, traz economia de tempo e de recursos financeiros afirma o agrônomo.</p>
<blockquote><p>“Bem conduzido, não é necessário fazer todo o preparo do solo, no qual os custos são elevados. No plantio convencional, a produtividade gira ao redor de 80 toneladas por alqueire; no plantio direto esse valor é, no mínimo, igual, sem o custo das operações. Além disso, com o plantio na palha, há maior segurança para o ecossistema. Não é uma invenção conservacionista, há lucros consideráveis”, aponta.</p></blockquote>
<p>Esse é o segundo benefício, o ambiental. Por ser plantada em regiões de solos arenosos e, assim, mais frágeis e susceptíveis à erosão, a manutenção da palhada previne erosões, perdas de carbono e matéria orgânica.</p>
<blockquote><p>“O plantio direto de mandioca permite a preservação da vida do solo, o maior patrimônio do produtor”, alerta o especialista em sistemas de produção voltados à agricultura familiar.</p></blockquote>
<p>O plantio direto é uma técnica de cultivo conservacionista em que o plantio é feito sem correção, como etapas de preparo convencional e de gradagem. Nessa técnica, é necessário manter o solo sempre coberto por plantas em desenvolvimento e por resíduos vegetais. Essa cobertura tem por finalidade proteger o solo do cobertura direta das gotas de chuva, do escorrimento superficial e das erosões. O plantio direto pode ser considerado como uma modalidade do cultivo mínimo, visto que o plantio do solo limita-se ao sulco de semeadura, procedendo-se à semeadura, à adubação e, eventualmente, à aplicação de herbicidas em uma única operação.</p>
<h3>Os cuidados</h3>
<p>Entretanto, iniciar a prática exige certos cuidados. Rangel comenta que o produtor acostumado à rotação de culturas, sistemas de integração e consórcios terá uma resposta melhor à adoção, devido ao bom uso do solo. Já em áreas novas, se faz necessário avaliar o solo, observar níveis de degradação, eficiência em relação à fertilidade, compactação e outros fatores só obtidos após uma análise do solo, feita por um profissional especializado e credenciado.</p>
<p>Após essas medidas, a pesquisa recomenda iniciar o plantio direto em parcelas da propriedade. A mesma observação vale para o plantio de variedades ainda não testadas ou indicadas para o solo.</p>
<blockquote><p>“É iniciar devagar e na próxima safra o agricultor terá mais garantias e informações para investir”, sugere Rangel.</p></blockquote>
<p>Para que os benefícios do sistema de plantio direto (SPD) sejam plenamente evidenciados, algumas condições básicas na implantação do sistema deverão ser satisfeitas ou corrigidas, quais sejam:</p>
<ul>
<li>Treinamento do agricultor nas fases de implantação e condução do SPD.</li>
<li>Avaliação das camadas compactadas do solo e adoção de práticas necessárias para eliminá-las. As camadas compactadas são também conhecidas como pé de arado ou pé de grade.</li>
<li>Correção da acidez e dos níveis de fertilidade do solo principalmente do fósforo.</li>
<li>Eliminação de plantas daninhas.</li>
<li>Adoção da rotação de culturas, objetivando minimizar a compactação do solo, melhorar a disponibilidade de nutrientes, aumentar a quantidade de matéria orgânica e a cobertura vegetal do solo.</li>
<li>Contar com o apoio de assistência técnica eficiente.</li>
</ul>
<p>Para facilitar o manejo ainda há plantadoras, de fabricação nacional, e a custo acessível. O maquinário para plantio direto possui componentes específicos que afofam a terra, de forma a permitir que as raízes da mandioca se desenvolvam adequadamente e todo o potencial da cultivar seja explorado.</p>
<h3><strong>Capiaçu</strong></h3>
<p>Outra cultura que conta com equipamentos próprios para plantio é o capim Capiaçu. De trato simples, a plantadeira deposita a muda do capim-elefante a uma profundidade de 35 cm, em entrelinhas de um metro a um metro e meio, e faz a adubação, concomitantemente.</p>
<blockquote><p>“Sua maior qualidade é o plantio sem falhas, evitando o desperdício. A muda sendo de qualidade, a falha no plantio quase não existe”, conta Josafa Brizola da ASA Implementos. “É cuidado com o agricultor e com a muda”, destaca o técnico.</p></blockquote>
<p>De motor hidráulico e econômico, o implemento permite que o trabalhador faça o plantio em pé, o que permite praticidade e agilidade, e os rendimentos estão entre 1,5 a 2 alqueires/dia. É a agricultura de precisão chegando à agricultura familiar.</p>
<p>A Embrapa e parceiros desenvolveram o capim-elefante BRS Capiaçu, com elevado potencial de produção e valor nutritivo, visando à utilização na forma de silagem ou picado verde, em 2016.</p>
<p><em>Fonte: Embrapa</em></p>
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		<title>Saiba como promover fertilidade do solo para reduzir dependência de fertilizantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Mar 2022 15:36:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[cama de frango]]></category>
		<category><![CDATA[Fapesp]]></category>
		<category><![CDATA[fertilidade do solo]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizantes]]></category>
		<category><![CDATA[fósforo]]></category>
		<category><![CDATA[Leste Europeu]]></category>
		<category><![CDATA[plantio direto]]></category>
		<category><![CDATA[rotação de cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/fertilidade-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Nestes tempos de vacas magras enfrentados pelo mercado de fertilizantes, em função da guerra no Leste Europeu ter interrompido a exportação de alguns insumos para o Brasil, que tal melhorar a fertilidade do solo da sua propriedade com manejo mais eficiente que dispense ou reduza o consumo desses produtos vindos de fora? A implementação de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/fertilidade-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Nestes tempos de vacas magras enfrentados pelo mercado de fertilizantes, em função da guerra no Leste Europeu ter interrompido a exportação de alguns insumos para o Brasil, que tal melhorar a fertilidade do solo da sua propriedade com manejo mais eficiente que dispense ou reduza o consumo desses produtos vindos de fora?</p>
<p>A implementação de estratégias mais sustentáveis de manejo do solo, como o plantio direto com a rotação de culturas e o uso de novos insumos biológicos à base de resíduos orgânicos ou de microrganismos, entre outras soluções, pode ajudar a aumentar a eficiência no aproveitamento e, consequentemente, diminuir o uso de fertilizantes minerais críticos para agricultura brasileira.</p>
<p>É o que indicam resultados de estudos divulgados na terça-feira, 22/03, apoiados pela FAPESP e conduzidos por pesquisadores ligados a diferentes universidades e instituições de pesquisa no País.</p>
<p>A adoção dessas práticas pode gerar uma economia para os agricultores brasileiros da ordem de mais de US$ 20 bilhões nas próximas décadas só com a redução do uso de fertilizantes fosfatados, estima <b><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/62647/paulo-sergio-pavinato" target="_blank" rel="noopener">Paulo Sérgio Pavinato</a></b>, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP).</p>
<p>Nos últimos dez anos, o consumo de fertilizantes fosfatados no Brasil aumentou 43,4% – e mais de 67% são importados de países do norte da África, principalmente do Marrocos.</p>
<p>“Manter a palha e restos da planta na superfície das lavouras entre as safras, como é feito no plantio direto, e promover a rotação de culturas, explorando o solo o tempo todo e não o deixando desnudo nunca, são formas de promover a ciclagem mais eficiente e aumentar a eficiência no aproveitamento pelas plantas de nutrientes como o fósforo”, diz Pavinato à Agência FAPESP.</p>
<h3>Fósforo</h3>
<p>De acordo com o pesquisador, fósforo – que é um dos três macronutrientes mais utilizados na adubação de lavouras no Brasil, atrás do nitrogênio e do potássio – é um dos fertilizantes minerais com menores índices de aproveitamento pelas culturas agrícolas nos solos brasileiros.</p>
<p>Isso porque os tipos de solos no Brasil e em outras regiões tropicais, mais argilosos, são ricos em óxidos de ferro e alumínio, que têm capacidade muito alta de se ligar quimicamente e reter fósforo. Dessa forma, grande parte desse fertilizante aplicado fica acumulado no solo em formas pouco ou não acessíveis às plantas.</p>
<p>“Nos últimos 20 anos, em média, a eficiência no aproveitamento do fósforo pelas plantas cultivadas no Brasil tem sido de 50%. Do total desse fertilizante adicionado na adubação, 50% são extraídos via colheita e os outros 50% restantes ficam retidos no solo. Por isso, é comum aplicar nas lavouras no País pelo menos mais do que o dobro da quantidade de fósforo de que a planta necessita”, explica Pavinato.</p>
<p>Por meio da rotação de culturas, com o plantio de plantas de cobertura, como braquiária ou milheto após o cultivo da soja, por exemplo, é possível não só aumentar a eficiência no uso desse fósforo estocado no solo, como também aumentar a resistência da lavoura à seca, afirma Pavinato.</p>
<p>Isso porque com a implantação desse sistema, as raízes das plantas têm maior capacidade de explorar um volume maior do solo, explica o pesquisador.</p>
<p>“Os produtores com sistema de produção bem implantado, que têm feito a rotação de culturas nos últimos anos, podem passar uma safra ou mais sem precisar adubar suas lavouras porque o solo já tem uma boa reserva de nutrientes, principalmente de fósforo”, diz.</p>
<p>“Já os produtores que seguem o sistema de plantio convencional vão sofrer muito mais em períodos de crise de fertilizantes, como agora, porque não têm reserva no solo”, compara.</p>
<h3><b>Uso de plantas de cobertura</b></h3>
<p>Em um estudo em andamento, também <b><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/107515/plantas-de-cobertura-afetando-a-disponibilidade-de-fosforo-de-menor-labilidade-efeitos-na-producao-d/" target="_blank" rel="noopener">apoiado</a></b> pela FAPESP, o pesquisador e colaboradores estão avaliando o uso de plantas de cobertura, como ervilhaca, nabo forrageiro, tremoço e azevém no inverno, antes do plantio de milho, no verão, para melhorar a exploração de fósforo no solo.</p>
<p>Para realizar os experimentos foram aplicados durante sete anos seguidos, entre 2008 e 2015, fosfatos solúvel e natural em áreas de cultivo de milho no Paraná com rotação com essas plantas de cobertura. Após esse período, essas áreas pararam de ser adubadas.</p>
<p>Resultados preliminares do estudo indicaram que, nos anos posteriores e com déficit hídrico, a safra de milho nessas áreas foi duas vezes maior do que a das que não receberam adubação fosfatada.</p>
<p>“As plantas de cobertura que promoveram maior produtividade do milho nessas áreas fosfatadas foram a aveia preta e a azevém. Essas gramíneas têm habilidade de ciclar mais nutrientes de maneira geral. Mas é importante ressaltar que essas respostas só podem ser obtidas em longo prazo”, sublinha Pavinato.</p>
<h3><b>Fertilizantes organominerais</b></h3>
<p>Um fertilizante organomineral desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Solos também pode contribuir tanto para aumentar a disponibilidade de fósforo para cultivares agrícolas como também para aproveitar e gerar valor para um passivo ambiental.</p>
<p>Os pesquisadores da instituição desenvolveram ao longo dos últimos 11 anos um fertilizante organomineral fosfatado granulado a partir da “cama” de frango – material utilizado para forrar o piso dos galpões de granjas, composto por maravalha, palha de arroz, feno de capim e sabugo de milho triturado ou a serragem com as fezes, urina, restos de ração e penas de galinha.</p>
<p>Esse resíduo agrícola era usado como fonte de alimento suplementar para bovinos no Brasil, mas a utilização dele para essa finalidade passou a ser proibida no país a partir de 2004 com o surgimento do “mal da vaca louca”.</p>
<p>Já na agricultura, o uso desse material é consolidado, porém, sem recomendações técnicas específicas, pondera <b><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/672447/joaquim-jose-frazao" target="_blank" rel="noopener">Joaquim José Frazão</a></b>, professor do Instituto Federal de Roraima (IFRR).</p>
<p>“A falta de recomendações técnicas específicas tem causado o uso inadequado e aplicação superficial da cama de frango, com doses inadequadas, baixas respostas agronômicas e risco de contaminação do meio ambiente por nitrato, presente em grande quantidade no material”, afirma Frazão.</p>
<p>Uma vez que a cama de frango também apresenta teores variáveis de fósforo, os pesquisadores da Embrapa Solos, em parceria com Frazão, realizaram nos últimos anos diversos testes de misturas do material com fontes minerais a fim de enriquecê-lo com o mineral para aplicação como fertilizante.</p>
<p>Os resultados de testes de aplicação do fertilizante organomineral em casas de vegetação e em campo, nos municípios de Rio Verde e Goiânia, em Goiás, e em Piracicaba, no interior de São Paulo, durante o doutorado de Frazão, com Bolsa da FAPESP, indicaram que o produto tem eficiência agronômica comparável com as fontes minerais tradicionais, como o fosfato monoamônico (MAP) e o superfosfato triplo, já na primeira safra de culturas como a soja e o milho. O estudo foi <b><a href="https://www.mdpi.com/2071-1050/13/21/11635" target="_blank" rel="noopener">publicado</a></b> na revista <i>Sustainability</i>.</p>
<p>“Também observamos por meio de outros estudos que o produto tem efeito residual no solo”, afirma Frazão.</p>
<p>Como a liberação do fertilizante organomineral é mais lenta em comparação com as outras fontes de fósforo disponíveis, que são solúveis em água, o produto supre a demanda do macronutriente pela planta e, ao mesmo tempo, diminui os riscos de perda do mineral pelo processo de adsorção (fixação) pelos óxidos de ferro e alumínio, explica o pesquisador.</p>
<p>“Como os fertilizantes fosfatados tradicionais são solúveis em água, a liberação deles no solo após a aplicação é quase imediata. Já o organomineral que desenvolvemos tem liberação mais lenta e, dessa forma, é possível mantê-lo disponível no solo por mais tempo”, afirma Frazão.</p>
<p>De acordo com o pesquisador, a Embrapa Solos patenteou a tecnologia do processo de produção do fertilizante organomineral.</p>
<p>Além da cama de frango, podem ser usadas diversas outras fontes orgânicas para produzir o organomineral, como estercos de aves e bovinos e palha de arroz, ressalta Frazão.</p>
<p>“As respostas de eficiência agronômica do organomineral formulado com essas outras fontes, contudo, podem não ser iguais às do composto por cama de frango em razão da variação da composição química”, pondera.</p>
<h3><strong>Microrganismos solubilizadores</strong></h3>
<p>Além do manejo, de variedades melhoradas de plantas e de fertilizantes mais eficientes, outra estratégia que tem sido implementada para melhorar o aproveitamento de nutrientes pelas plantas é a utilização de microrganismos solubilizadores, como bactérias e fungos.</p>
<p>Esses microrganismos têm o potencial de explorar e ajudar as plantas a acessar o fósforo não disponível no solo, por exemplo, explica Antônio Pedro da Rocha Camargo, colaborador do Centro de Pesquisa em Genômica Aplicada às Mudanças Climáticas (GCCRC) – um Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) constituído pela FAPESP e pela Embrapa na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).</p>
<p>“Microrganismos podem ajudar as plantas a conseguir nutrientes de várias formas. Alguns dos mais conhecidos são as micorrizas, que são fungos que se associam à raiz da planta e aumentam a superfície de absorção. Mas também há bactérias que ajudam as plantas a pegar o nutriente que está no solo de uma forma que elas normalmente não conseguem absorver, como o fósforo insolúvel”, explica.</p>
<p>Durante seu doutorado, realizado com <b>bolsa</b> da FAPESP, o pesquisador investigou microrganismos associados às plantas nos campos rupestres.</p>
<p>Situados na região central do Brasil, os campos rupestres têm solo extremamente pobre em fósforo, em razão das condições geológicas, e muito ácido, mas, ainda assim, apresentam alta diversidade de espécies de plantas, a maior parte delas endêmica (que ocorre exclusivamente naquela região).</p>
<p>“Há anos tem sido estudada a fisiologia dessas plantas com o objetivo de entender como elas crescem naquele bioma”, diz Camargo.</p>
<p>O pesquisador e colaboradores constataram que o solo dos campos rupestres, apesar de muito pobres, também apresenta uma grande diversidade de microrganismos associados às plantas, principalmente bactérias, que também ocorrem exclusivamente naquela região.</p>
<p>Ao analisar esses microrganismos, eles observaram que bactérias encontradas nas proximidades da raiz das plantas apresentam maior número de genes associados à disponibilização de fósforo.</p>
<p>“Vimos que várias funções associadas à disponibilização de fósforo para as plantas estão enriquecidas nessas bactérias”, afirma Camargo.</p>
<p>Ao comparar o genoma das bactérias dos campos rupestres com o de outras evolutivamente próximas, encontradas em outros lugares, os pesquisadores também constataram que elas possuem mais genes associados à disponibilização de fósforo para as plantas.</p>
<p>“Isso mostra que as funções de disponibilização de fósforo para as plantas provavelmente estão sendo selecionadas naquele ambiente. As plantas podem liberar compostos que são nutritivos para as bactérias que solubilizam fósforo para recrutá-las e, dessa forma, obter o nutriente”, explica Camargo.</p>
<p>O objetivo final do estudo é permitir selecionar e cultivar essas bactérias em larga escala para produzir inóculos – cultura contendo uma ou mais espécies de microrganismo para aplicação em lavouras com o objetivo de aumentar a absorção de fósforo pelas cultivares agrícolas.</p>
<p><em>Fonte: Elton Alisson | Agência FAPESP</em></p>
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		<title>Saiba o que é a agricultura regenerativa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jul 2021 22:20:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura regeneratia]]></category>
		<category><![CDATA[carbono]]></category>
		<category><![CDATA[ILPF]]></category>
		<category><![CDATA[plantio direto]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/regenerativa-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Você já ouvir falar de agricultura regenerativa? Certamente, sim, uma vez que o termo tem sido muito utilizado nos últimos anos, especialmente por grandes empresas que adotaram essa maneira de produzir. Veja abaixo detalhes do assunto: O QUE É? Sistema criado pelo norte-americano Robert Rodale, fundador do Rodale Institute, nos anos 1980, que consiste em [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/regenerativa-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="3751" class="elementor elementor-3751">
						<section class="elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-730dc4ff elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default" data-id="730dc4ff" data-element_type="section" data-e-type="section">
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									<p>Você já ouvir falar de agricultura regenerativa? Certamente, sim, uma vez que o termo tem sido muito utilizado nos últimos anos, especialmente por grandes empresas que adotaram essa maneira de produzir. Veja abaixo detalhes do assunto:</p><h3><strong>O QUE É?</strong></h3><ul><li>Sistema criado pelo norte-americano Robert Rodale, fundador do Rodale Institute, nos anos 1980, que consiste em uso de técnicas agrícolas capazes de recuperar ecossistemas degradados. Seu objetivo era integrar conhecimentos indígenas e científicos.</li><li>A agricultura orgânica originou as bases para o movimento da agricultura regenerativa</li><li>A agricultura regenerativa adota sistemas Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e Plantio Direto (SPD)</li><li>Produção de alimentos com menos uso de agrotóxicos e fertilizantes</li></ul><p> </p><p><strong>PRINCIPAIS PRÁTICAS</strong></p><ul><li>Rotação de culturas ou cultivo sucessivo de mais de uma planta na mesma terra</li><li>Cobrir o cultivo ou o plantio o ano todo para que a terra não fique em pousio durante as entressafras, o que ajuda a evitar a erosão do solo</li><li>Cultivo conservador, ou menos aração de campos</li><li>Pastagem de gado, que estimula naturalmente o crescimento das plantas</li><li>Diminuição do uso de fertilizantes e pesticidas</li><li>Bem-estar animal e práticas justas de trabalho para os trabalhadores</li></ul><p><strong>OBJETIVO</strong></p><ul><li>Fixar de gás carbônico no solo</li><li>Melhorar a saúde do solo</li><li>Regenerar de ecossistemas degradados</li><li>Aumentar a biodiversidade nativa</li><li>Aumentar oferta de água com diminuição da irrigação, especialmente onde há carência de recursos hídricos</li><li>Ampliar resultados e maior rentabilidade dos produtores</li><li>Reverter o aquecimento global causado pelas emissões de gases de efeito estufa e pelo desmatamento</li><li>Reabilitar o planeta</li><li>Repensar a função das empresas</li><li>Evitar escassez dos recursos naturais</li><li>Criar ambiente sustentável para cultivo de alimentos</li></ul><p><strong>JUSTIFICATIVA</strong></p><ul><li>O ser humano e a economia dependem da floresta</li><li>Previsão de aumento populacional com consequente aumento de produção de alimentos em nível global</li><li>Ocupação desordenada de territórios com impactos ambientais</li><li>Mudança em regime de chuvas</li><li>Desmatamento de 8 milhões de hectares de floresta tropical por ano</li><li>Aumento global de consumo de produtos orgânicos e naturais</li><li>Facilitação na obtenção de selos verdes, créditos e financiamentos bancários</li><li>Emissão de 25% dos gases de efeito estufa pela agricultura convencional (cultivo de culturas e gado, bem como o desmatamento)</li><li>Perda de biodiversidade e danos à saúde com uso de pesticidas</li><li>Indicação de embargos a produtos de áreas desmatadas por países importadores do agronegócio brasileiro</li><li>Compromisso do Brasil com o Acordo de Paris, por meio da nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) assinada pelo presidente Jair Bolsonaro em dezembro de 2020 diante da ONU, de reduzir emissões e acelerar ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas</li><li>O Brasil se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005, até 2025, e 43% abaixo dos níveis de 2005, em 2030. Até 2060, o compromisso é de zerar as emissões líquidas</li></ul>								</div>
				</div>
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