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	<title>#pimenta do reino &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>#pimenta do reino &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<item>
		<title>Divulgada a lista de janeiro dos produtos com direito a bônus do PGPAF para agricultores familiares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jan 2023 18:23:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[#pimenta do reino]]></category>
		<category><![CDATA[amêndoa de cacau]]></category>
		<category><![CDATA[borracha natural]]></category>
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		<category><![CDATA[Companhia Nacional de Abastecimento]]></category>
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		<category><![CDATA[Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/01/6948_6dbddc69-e3c9-a51a-def0-f77d30e50213-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A lista com o bônus de descontos do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), calculado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), já está disponível. Neste mês, serão contemplados 12 produtos em diferentes estados brasileiros, que valem a partir de 10 de janeiro até 9 de fevereiro, conforme publicado no Diário Oficial [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/01/6948_6dbddc69-e3c9-a51a-def0-f77d30e50213-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><span style="font-weight: 400;">A lista com o bônus de descontos do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), calculado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), já está disponível. Neste mês, serão contemplados 12 produtos em diferentes estados brasileiros, que valem a partir de 10 de janeiro até 9 de fevereiro, conforme publicado no Diário Oficial da União (DOU).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os maiores descontos serão concedidos aos produtores de manga do Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo. Nestes estados, a diferença entre o preço de garantia e o valor de comercialização registrado permitiram um bônus de 78,75%, 73,99% e 65,93%, respectivamente. A borracha natural comercializada no Maranhão também terá um desconto expressivo, chegando a 48,43%, assim como o feijão-caupi em Tocantins, com abatimentos de 46,5%, e a castanha de caju no Piauí, com bônus de 37,37%. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dos estados citados, os produtores de borracha natural na Bahia, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul; de castanha de caju no Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte; e de feijão-caupi no Maranhão e em Mato Grosso também podem solicitar o bônus. Ainda terão direito ao desconto os agricultores de abacaxi em Sergipe; de banana na Paraíba e em Pernambuco; de amêndoa de cacau no Amazonas, Pará, Rondônia, Bahia e Espírito Santo; de cará/inhame em Rondônia; de laranja na Bahia; de mamona no Ceará; de pimenta do reino no Pará, Bahia e Espírito Santo; e de trigo no estado mato-grossense.</span></p>
<h3><b>Novos preços </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir deste mês, 23 dos produtos amparados pelo Programa terão novos preços de garantia. O reajuste, aprovado recentemente pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), tem validade de um ano e foi publicado no Diário Oficial da União no final do ano passado. Os novos valores estão vigentes para operações de custeio e de investimento com vencimento de 10 de janeiro deste ano até 9 de janeiro de 2024.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os preços de garantia são definidos com base no custo variável de produção médio regional. Esses custos são levantados pela Companhia e levam em consideração os coeficientes técnicos e preços de fertilizantes, defensivos, mão de obra, máquinas, entre outros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O benefício do PGPAF é concedido sempre que o valor de mercado dos produtos contemplados fica abaixo do preço de garantia. Os custos de produção elaborados pela Conab são o principal parâmetro para este cálculo. O objetivo do Pronaf é financiar a implantação, ampliação ou modernização das estruturas de produção, beneficiamento e indústrias no meio rural e em áreas comunitárias rurais.</span></p>
<p><a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-n-spa/mapa-n-61-de-5-de-janeiro-de-2023-456340146" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Clique aqui</span></a><span style="font-weight: 400;"> para acessar a lista com todos os produtos contemplados neste mês e os percentuais de bônus. Já a portaria com os preços de garantia atualizados pode ser conferida </span><a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-cmn-n-5.053-de-15-de-dezembro-de-2022-451605800" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">aqui</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Fonte: Ascom Conab</span></i></p>
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		<title>Pesquisa usa película de amido de mandioca para proteção de pimenta-do-reino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 May 2022 14:11:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[#pimenta do reino]]></category>
		<category><![CDATA[amido]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[mandioca]]></category>
		<category><![CDATA[pesqusa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/pimenta-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Mandioca e pimenta-do-reino são dois produtos representativos da agricultura paraense. Essa dupla da pesada está sendo testada contra as mais diversas doenças e contaminações da pimenta-do-reino, além de estender a vida útil do produto, conservando-o por muito mais tempo. Como é o processo científico? O processo envolve recobrir as sementes de pimenta-do-reino com uma película [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/pimenta-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Mandioca e pimenta-do-reino são dois produtos representativos da agricultura paraense. Essa dupla da pesada está sendo testada contra as mais diversas doenças e contaminações da pimenta-do-reino, além de estender a vida útil do produto, conservando-o por muito mais tempo.</p>
<h3>Como é o processo científico?</h3>
<p>O processo envolve recobrir as sementes de pimenta-do-reino com uma película protetora feita com substâncias inertes (<em>quimicamente estável ou não tem actividade química em condições normais</em>), entre elas o amido de mandioca, que não alteram as características do produto, mas aumentam a vida útil e formam uma barreira que protege contra o ataque de microrganismos causadores de doenças, como fungos e bactérias. O biofilme também protege contra processos naturais, como a degradação por umidade e oxidação, e há inclusive resultados demonstrando que também protege contra salmonela (Salmonellose).</p>
<p>O projeto foi desenvolvido em parceria pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisa (Fapespa) e pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA).</p>
<h3>Tem alterações?</h3>
<p>As qualidades e características do produto in natura, como a aparência, odor e sabor, serão mantidas.</p>
<p>“Estamos na fase inicial de escalonamento do projeto, comprando equipamentos e organizando a estrutura dos laboratórios. Mas, na área técnica, já temos as pesquisas para a caracterização física e química do amido de mandioca comercial, que será usado no processo de recobrimento das sementes de pimenta-do-reino. A previsão é que essa fase seja concluída em até seis meses”, afirma o coordenador do projeto, professor Davi Brasil.</p>
<p>A proposta é oferecer uma alternativa econômica e sustentável ao agronegócio paraense e mais qualidade ao produto que chega à população.</p>
<div class="mt-4 txt_noticia">
<p>O Pará está entre os três estados com a maior produção de pimenta-do-reino, acompanhado pelo Espírito Santo e Bahia. Esse tipo de pimenta é uma planta trepadeira, originária do Sudeste Asiático e uma das especiarias mais importantes no ramo alimentício. Atualmente, 90% da sua produção estão concentrados entre oito países. O Brasil ocupa o terceiro lugar, representando a força do País na produção dessa <em>commodity</em>.</p>
<p><em>Fonte: Giovanna Abreu, da Agência Pará</em></p>
</div>
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		<title>Agricultor de Baião aumenta produtividade de pimenta-do-reino com uso de gliricídia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Mar 2022 19:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[#pimenta do reino]]></category>
		<category><![CDATA[Baião]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/maciel-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Sidney Alves Agricultores dos municípios de Santarém, Tomé-Açu e Baião passaram a plantar a pimenta-do-reino com o uso do tutor vivo de gliricídia, substituindo as estacas de madeira. O resultado das safras tem ido muito além do esperado. A gliricídia é uma árvore originária da América Central que serve como tutor vivo para o [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/maciel-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Sidney Alves</em></p>
<p>Agricultores dos municípios de Santarém, Tomé-Açu e Baião passaram a plantar a pimenta-do-reino com o uso do tutor vivo de gliricídia, substituindo as estacas de madeira. O resultado das safras tem ido muito além do esperado.</p>
<p>A gliricídia é uma árvore originária da América Central que serve como tutor vivo para o crescimento da pimenta-do-reino.</p>
<p>Maciel Ferreira, 36 anos, agricultor do município de Baião, localizado no nordeste do Pará, contou ao <strong>Pará Terra Boa</strong> que o aumento da safra a partir do uso do tutor vivo despertou o interesse dos agricultores da vizinhança. A gliricídia reduz em quase 30% do custo de implantação do pimental em comparação ao sistema tradicional com o chamado tutor morto (estacas cortadas de madeira).</p>
<blockquote><p>“Desta quantidade de pés frutíferos de pimenta, eu consegui no ano passado uma safra de oito toneladas. Isto começou a desenvolver o interesse de outros agricultores familiares, assim como eu, e passei a informá-los sobre as técnicas que passei a usar por aqui”, disse o produtor, que recebeu orientação da Embrapa.</p></blockquote>
<p>Outra vantagem do uso da gliricídia é a melhoria na condição do solo, já que a árvore aumenta o teor de matéria orgânica, reduz erosão e contribui na fixação de nitrogênio. Assim, o gasto com fertilizantes também é reduzido &#8211; ainda mais em tempos de escassez do produto em razão da guerra na Ucrânia. É uma tecnologia de baixo custo de implantação, fácil de ser desenvolvida, com vantagens econômicas e ambientais, apropriada para agricultura familiar.</p>
<blockquote><p>“Além de uma produção de três quilos de pimenta seca por pé, o tutor vivo é melhor para quem faz a colheita na época do verão, pois tem sombra. Então é muito bom para a planta e para o trabalhador”, ressaltou Maciel ao site da Embrapa.</p></blockquote>
<p>Atualmente, Maciel é proprietário de dois terrenos, um com 100 por 600 metros e outro de 100 por 200 metros. Nestas duas áreas, Maciel tem mais de 3.400 pés de pimenta, bem como cacau, peixe e outras frutas.</p>
<p>No começo, o agricultor afirma que encontrou alguma dificuldade, especialmente com o ‘amarrio’ da pimenta no tutor e com a poda da gliricídia, mas logo depois os resultados começaram a se apresentar. O agricultor não desistiu e se tornou uma referência local.</p>
<p>Nascido e criado em Baião, Maciel começou a trabalhar na agricultura desde muito cedo com o avô, seu Gregório Paes.</p>
<blockquote><p>“Aprendi muito das técnicas de agricultura com o meu avô, quando era muito novo. E muita coisa que aprendi com ele, as experiências ainda me servem bastante”, conta.</p></blockquote>
<h3>Pimenta no Pará</h3>
<p class="p1">O Estado do Pará é o segundo maior produtor nacional de pimenta-do-reino com uma produção de 36,1 mil toneladas em 2020, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As maiores produções se concentram nos municípios de Tomé-Açu, Baião, Mocajuba, Igarapé-Açu e Capitão Poço, e envolvem, principalmente, agricultores familiares.</p>
<p><em>Fonte: Com Embrapa</em></p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/assista-saiba-como-evitar-contaminacao-da-pimenta-do-reino/"><strong>Assista: saiba como evitar contaminação da pimenta-do-reino</strong></a><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/cultivo-de-pimenta-do-reino-com-gliricidia-reduz-custos-e-aumenta-qualidade-do-solo/"><strong>Cultivo de pimenta-do-reino com gliricídia reduz custos e aumenta qualidade do solo</strong></a><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/se-nao-fosse-a-pimenta-do-reino-nao-existiriamos-aqui-diz-produtor-japones/"><strong>‘Se não fosse a pimenta-do-reino, não existiríamos aqui’, diz produtor japonês</strong></a></p>
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		<item>
		<title>Assista: saiba como evitar contaminação da pimenta-do-reino</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/assista-saiba-como-evitar-contaminacao-da-pimenta-do-reino/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Dec 2021 18:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[#pimenta do reino]]></category>
		<category><![CDATA[boas práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[Salmonella]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/12/pimenta-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A contaminação da pimenta-do-reino pela bactéria Salmonella sp pode se dar em diferentes etapas da produção. Mas com boas práticas e atividades simples e acessíveis é possível evitar e melhorar a qualidade do produto. Este é o conteúdo de novo vídeo lançado pela Embrapa Amazônia Oriental, com o apoio da empresa Tropoc, para orientar produtores e técnicos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/12/pimenta-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A contaminação da pimenta-do-reino pela bactéria <em>Salmonella </em>sp pode se dar em diferentes etapas da produção. Mas com boas práticas e atividades simples e acessíveis é possível evitar e melhorar a qualidade do produto. Este é o conteúdo de novo vídeo lançado pela Embrapa Amazônia Oriental, com o apoio da empresa Tropoc, para orientar produtores e técnicos sobre medidas de prevenção da contaminação da pimenta paraense.</p>
<p>O Pará é o segundo maior produtor nacional de pimenta-do-reino com uma produção de 36.156 toneladas, em 2020, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As maiores produções se concentram nos municípios de Tomé-Açu, Baião, Mocajuba, Igarapé-Açu e Capitão Poço, e envolvem, principalmente, agricultores familiares.</p>
<p>Os especialistas afirmam que a contaminação pela bactéria pode acontecer na colheita, pós-colheita até nos <em>containers</em> para exportação. Mas com boas práticas e atividades simples e acessíveis é possível evitar e melhorar a qualidade do produto. Uma delas é cercar a área de secagem dos grãos para evitar o contato com pequenos animais.</p>
<p><iframe title="Boas práticas para minimizar a contaminação por Salmonella sp" width="814" height="458" src="https://www.youtube.com/embed/H_QIhADxj4c?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https://www.paraterraboa.com" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p><em>Fonte: Embrapa</em></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Cultivo de pimenta-do-reino com gliricídia reduz custos e aumenta qualidade do solo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Nov 2021 20:05:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[#pimenta do reino]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[estaca]]></category>
		<category><![CDATA[gliricídia]]></category>
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		<category><![CDATA[pimental]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/gliricidia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Deixar de derrubar árvores e passar a plantar é a transformação que vem acontecendo nas lavouras de pimenta-do-reino no estado do Pará. A substituição das estacas de madeira pela árvore de gliricídia (Gliricidia sepium), como tutor da pimenteira-do-reino, é uma tecnologia que conquista cada vez mais agricultores nas diferentes regiões do estado. Para compartilhar essas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/gliricidia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Deixar de derrubar árvores e passar a plantar é a transformação que vem acontecendo nas lavouras de pimenta-do-reino no estado do Pará. A substituição das estacas de madeira pela árvore de gliricídia (<em>Gliricidia sepium</em>), como tutor da pimenteira-do-reino, é uma tecnologia que conquista cada vez mais agricultores nas diferentes regiões do estado.</p>
<p>Para compartilhar essas experiências, cerca de 50 produtores familiares reuniram-se com pesquisadores e técnicos da extensão rural no município de Castanhal, na última sexta-feira, dia 12 de novembro. O evento aconteceu na sede<a href="https://tropoc.com.br/" target="_blank" rel="noopener"> empresa Tropoc</a>, em Castanhal, onde especialistas da Embrapa Amazônia Oriental conduzem uma área experimental de cultivo da pimenteira-do-reino e de multiplicação da gliricídia.</p>
<p>Árvore leguminosa de rápido crescimento, originária da Ásia, a gliricídia serve como tutor vivo (suporte para o crescimento) da pimenteira-do-reino, que é uma espécie trepadeira. O uso dessa planta reduz a dependência das estacas de madeira, diminui custos de produção, aumenta a longevidade do pimental e reduz o impacto ambiental da atividade.</p>
<figure id="attachment_6126" aria-describedby="caption-attachment-6126" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-6126" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/gliri-300x199.jpeg" alt="" width="300" height="199" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/gliri-300x199.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/gliri-150x100.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/gliri.jpeg 307w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-6126" class="wp-caption-text">Gliricídia. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa</figcaption></figure>
<blockquote><p>“A gliricídia veio para resolver a situação do agricultor familiar que planta e vive da pimenta-do-reino”, afirma Elson Pereira Cardoso, agricultor do município de São Miguel do Guamá (PA).</p></blockquote>
<p>Quase 70% dos seis hectares onde ele tem oito mil pés de pimenteira-do-reino são com tutor vivo e em breve a meta do agricultor é eliminar as estacas de madeira, que são mais caras e sofrem restrições ambientais.</p>
<blockquote><p>“Há cerca de três anos meu plantio tinha apenas mil pés de pimenta e eu queria aumentar a produção, mas não tive o recurso para adquirir as estacas de acapu. Iniciei, então, o cultivo da gliricídia e a multiplicação de plantas foi tão rápida que hoje já tenho oito mil pés. Só este ano plantei quatro mil pimenteiras na minha área”, comemora Elson. Para ele, buscar informação é fundamental para cultivar a pimenta-do-reino com sustentabilidade.</p></blockquote>
<p>E ele continua: “estão vendo como é muito melhor a gente conversar em baixo de um plantio de árvores? É o que acontece na pimenta com a gliricídia”. Isso porque a sombra e a consequente redução da temperatura nas áreas com o tutor vivo são alguns dos benefícios do uso dessa leguminosa.</p>
<p>O pesquisador <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/270705/oriel-filgueira-de-lemos" target="_blank" rel="noopener">Oriel Lemos</a>, da Embrapa Amazônia Oriental, ressalta que são inúmeras as vantagens do uso da gliricídia como tutor vivo. Entre elas, ele destaca a redução em 27% do custo de implantação do pimental em comparação ao sistema tradicional em função da substituição das estacas e da redução na aquisição de fertilizantes e adubos. Além disso, o plantio da gliricídia evita o corte de árvores, contribui no sequestro de carbono, melhora a condição do solo com a fixação de nitrogênio e a incorporação da matéria orgânica.</p>
<p>“O uso da gliricídia como tutor vivo é um grande avanço no sistema de produção da pimenteira-do-reino. Reduzir custos implica em aumentar a renda, a lucratividade e, consequentemente, a melhoria nas condições de vidas dos agricultores e suas famílias. Os pipericultores passam a ser também plantadores de árvores. É um sistema sustentável em todos os aspectos”, conclui o especialista.</p>
<h3>Qualidade do solo</h3>
<p>O agricultor Francisco Martins, do município de Moju (PA), não imaginava que o cultivo da pimenta-do-reino fosse bom para a agricultura familiar.</p>
<blockquote><p>“Não temos mais estacas de madeira na nossa região e o custo é cada vez mais alto para comprar essa madeira. Com a gliricídia esse custo acaba. Além disso a compra de adubos também é reduzida. Uma árvore de gliricídia insere 70 quilos de matéria orgânica no solo por ano”, conta o agricultor.</p></blockquote>
<p>O benefício é comprovado pela ciência, segundo o analista de transferência de tecnologia <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/342121/joao-paulo-castanheira-lima-both" target="_blank" rel="noopener">João Paulo Both</a>, da Embrapa Amazônia Oriental. Ele ressalta que os galhos da leguminosa retirados por meio das podas são depositados no solo. “A ciclagem de nutrientes é rápida e em 16 dias essa matéria verde já está em decomposição ”, conta o analista.</p>
<p>O analista, que tem se dedicado ao estudo dessa leguminosa com a pimenteira-do-reino, cita algumas características que são bastante promissoras para a região, como a alta exigência de luz, a tolerância a solos ácidos, pobres e compactados e a facilidade e rapidez na multiplicação, tanto por sementes quanto por galhos. “Com a poda regular, pode se colher cerca de 50 quilos de material vegetal de uma planta adulta a cada quatro meses”, completa João Paulo Both.</p>
<p>Ele destaca ainda que como toda leguminosa, a gliricídia tem a capacidade de fixar nitrogênio no solo por meio da simbiose com alguns micro-organismos. “Ela tem o potencial de substituir parcial ou totalmente o uso de fertilizantes nitrogenados”, afirma Both.</p>
<h3>Pimenta-do-reino no Pará</h3>
<p class="p1">O Pará produziu 36.156 toneladas de pimenta-do-reino, em 16 mil hectares, no ano de 2020, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As maiores produções se concentram nos municípios de Tomé-Açu, Baião, Mocajuba, Igarapé-Açu, Capitão Poço, Garrafão Norte, Nova Esperança do Piriá e Breu Branco. A cultura da pimenteira-do-reino no estado é uma atividade da agricultura familiar, principalmente, e gera 75 mil empregos diretos.</p>
<p><em>Fonte: Embrapa</em></p>
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		<title>&#8216;Se não fosse a pimenta-do-reino, não existiríamos aqui&#8217;, diz produtor japonês</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Sep 2021 16:35:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[#pimenta do reino]]></category>
		<category><![CDATA[#Tomé-Açu]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Itó]]></category>
		<category><![CDATA[Oppata]]></category>
		<category><![CDATA[pimenta branca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/09/prodserv_50-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />É difícil falar em pimenta-do-reino sem lembrar de Tomé-Açu. Essa associação se tornou possível quando o município, localizado no nordeste do Pará, ganhou destaque como o maior produtor paraense da mais famosa especiaria do mundo. E mais que isso, a história da cidade está tradicionalmente ligada à da pimenta, que chegou ao Pará pelas mãos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/09/prodserv_50-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p class="p1">É difícil falar em pimenta-do-reino sem lembrar de Tomé-Açu. Essa associação se tornou possível quando o município, localizado no nordeste do Pará, ganhou destaque como o maior produtor paraense da mais famosa especiaria do mundo. E mais que isso, a história da cidade está tradicionalmente ligada à da pimenta, que chegou ao Pará pelas mãos dos imigrantes japoneses no ano de 1933 com mudas da cultivar Cingapura.</p>
<p class="p1">Em reconhecimento ao forte elo, foi criada uma lei estadual estabelecendo que todos os anos, em 1º de setembro, é comemorado o Dia Estadual da Pimenta-do-Reino.</p>
<p class="p1">Somente em Tomé-Açu é produzida<span class="Apple-converted-space"> </span>anualmente uma média de 5 mil toneladas da pimenta-do-reino. Segundo o IBGE, a produção brasileira do produto, quando não ocorre imprevistos climáticos, gira numa média de 40.000 t/ano, destacando-se como produtores os Estados do Pará, Espírito Santo e Bahia, responsáveis por 75%, 15% e 9%, respectivamente, da produção nacional, dos quais 85% da produção anual são exportadas, tendo como principais compradores os Estados Unidos, Alemanha, Países Baixos e Argentina.</p>
<p class="p1">Atualmente a produção de pimenta-do-reino do Brasil gira em torno de 40.000 t/ano, se destacando como uma das potências da produção/exportação, ficando atrás apenas da produção/exportação do Vietnã e Índia.</p>
<h3 class="p4"><b>Herança japonesa</b></h3>
<p class="p1">Produtores como Walter Oppata e Jorge Itó, ambos com propriedades agrícolas localizadas no bairro do Breu, falam da satisfação que é trabalhar com a famosa especiaria.</p>
<p class="p1">Os dois são descendentes de imigrantes que<span class="Apple-converted-space"> </span>chegaram a Tomé-Açu nos anos 50 e começaram a trabalhar com a pimenta-do-reino. De simples sementes brotaram plantações do produto que viria a se tornar referência da pimenta por muito tempo.</p>
<p class="p1">Os dois produtores falam dos altos e baixos registrados ao longo dos anos. A dizimação de milhares de pés em função da fusariose, doença que no final dos anos 60 atacou as plantações, marcou bastante a história da pimenta na cidade, mas serviu também como um grande desafio para as famílias de produtores.</p>
<p class="p1">Atualmente, tanto Walter Oppata quanto Jorge Itó trabalham com o chamado Sistema Agroflorestal de Tomé-Açu (Safta), de produção consorciada a um grupo de espécies com a pimenta, como o cacau, açaí e o cupuaçu. A prática, como eles ressaltam, é herança dos avós.</p>
<p class="p1">&#8220;A cultura da pimenta-do-reino tem seus altos e baixos, mas a nossa pimenta é especial por conta de toda a história que carrega atrelada à chegada dos imigrantes japoneses&#8221;, ressalta.</p>
<blockquote>
<p class="p1">&#8220;Viemos para cultivar o cacau. A pimenta deu sentido à nossa imigração. Para a nossa família, se não fosse a pimenta-do-reino, acho que a gente não existiria mais aqui&#8221;, avalia Oppata.</p>
</blockquote>
<h3 class="p4"><b>Pimenta branca</b></h3>
<p class="p1">O produtor Jorge Itó cultiva também um outro tipo de pimenta-do-reino que tem sido bastante requisitada no mercado: a pimenta branca. Segundo ele, enquanto o quilo da pimenta escura sai a R$ 19, o da branca sai a R$ 32. “É um processo que a gente faz para tirar a casca da pimenta, deixa ela de molho por uns 10 a 14 dias e aí a gente descasca e lava”.</p>
<p class="p1">Ele disse que aprendeu esse processo quando criança, pois via o pai fazer a técnica e se interessou em aprender. A preferência entre a branca e a preta é muito relativa, segundo o produtor.</p>
<p class="p1">A produção da preta é bem maior no município que a da branca, destacou Itó. Isso porque a branca exige um processo mais demorado durante as etapas de produção.</p>
<blockquote>
<p class="p1">“Para fazer pimenta branca, até na hora de colher é diferenciado. Temos que colher a pimenta mais madura, senão perde muito”, ensina Jorge.</p>
</blockquote>
<p class="p1">Defensor e praticante de procedimentos sustentáveis na hora de produzir a pimenta, Jorge Itó utiliza as duas barcaças &#8211; estrutura de madeira onde as especiarias são espalhadas para a secagem &#8211; que são utilizadas normalmente no processo de produção do cacau. “Estou aproveitando essas barcaças, quando não há safra de cacau, para secar a pimenta”, diz. Ele explica que produz 500 quilos do produto por vez usando as três barcaças.</p>
<p class="p1">Trabalhando de maneira artesanal, com muita dedicação e paciência, Jorge Itó utiliza um ventilador cuja estrutura também é de madeira e foi feita por um carpinteiro japonês na década de 50. “Esse equipamento foi herança do meu pai e ele é utilizado depois que a pimenta passa pela barcaça”, detalha.</p>
<p class="p1">O produtor diz que não lava mais a pimenta no igarapé que existe em sua propriedade. “A gente lava nos tanques que implantamos. Há mais de 15 anos que adotamos o uso dos tanques. Utilizamos água de poço e deixamos a pimenta 15 dias de molho. Depois, maceramos e jogamos água corrente novamente”, enumera o produtor.</p>
<p class="p1">Ele diz que a sua produção é de um lote, o que equivale a 20 hectares. Atualmente, segundo ele, não trabalha apenas com a produção de pimenta, mas também de frutas e plantas medicinais, como a andiroba. Apesar das dificuldades que às vezes aparecem, Jorge Itó diz que vale a pena continuar trabalhando com a pimenta-do-reino.</p>
<blockquote>
<p class="p1">“Isso é muito relativo, atualmente sim. Mas, se der uma superprodução por aí, o mercado pode despencar. Por causa do dólar também está compensando, já que é produto de exportação”, acrescenta Jorge Itó.</p>
</blockquote>
<p class="p1">Mas, o que faz a diferença mesmo, como ressalta o experiente produtor, é investir em práticas sustentáveis.</p>
<blockquote>
<p class="p1">“Como a concorrência é muita, o cliente vai investir no que tem mais qualidade, quem trabalha com responsabilidade e sustentável”.</p>
</blockquote>
<p class="p4"><b>Boas práticas</b></p>
<p class="p1">De acordo com o levantamento do Núcleo de Planejamento/Estatísticas da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), o município do nordeste paraense é o maior produtor de pimenta-do-reino do Pará. Das 35 mil toneladas produzidas pelo Estado em 2019, (ano-base trabalhado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas- IBGE), 5 mil toneladas eram provenientes de Tomé-Açu.</p>
<p class="p1">A engenheira agrônoma da Sedap, Márcia Tagore, ressalta que Tomé-Açu tem um importante e relevante papel não só para a produção da pimenta-do-reino como também para a manutenção da cultura local, já que a especiaria chegou ao Pará pelas mãos dos imigrantes japoneses.</p>
<p class="p1">Ela lembra que em maio deste ano, o Grupo de Trabalho da Pimenta-do-reino esteve reunido em Tomé-Açu, que foi o primeiro a sediar as rodadas de palestras com a finalidade de orientar os produtores sobre boas práticas na produção da pimenta-do-reino.</p>
<p class="p1">Além desse município, já foram realizadas programações em Castanhal, Capitão Poço – segundo maior produtor da especiaria – Baião e Santarém. A rodada de palestras será concluída em Altamira.</p>
<p class="p1"><i>Fonte: Rose Barbosa (Ascom Sedap)/Luana Laboissiere (SECOM)/Agrospice</i></p>
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		<title>O novo capítulo da história de sucesso da CAMTA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvia Dias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jun 2021 21:14:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[#agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[#CAMTA]]></category>
		<category><![CDATA[#cooperativismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/Captura-de-Tela-2021-06-18-as-18.11.44-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Em junho comemoramos o Dia da Imigração Japonesa.  O 18 de junho foi escolhido por ter sido a data em que chegou o primeiro navio com imigrantes japoneses, em 1908, no porto de Santos, em São Paulo. Para os paraenses, essa data é também motivo de orgulho. Porque é nesta terra boa que o Brasil [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/Captura-de-Tela-2021-06-18-as-18.11.44-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Em junho comemoramos o Dia da Imigração Japonesa.  O 18 de junho foi escolhido por ter sido a data em que chegou o primeiro navio com imigrantes japoneses, em 1908, no porto de Santos, em São Paulo. Para os paraenses, essa data é também motivo de orgulho. Porque é nesta terra boa que o Brasil tem um dos mais bem sucedidos casos de integração entre a cultura nipônica e a sabedoria popular.</p>
<p>Ele começa em 1929, com a chegada de 43 famílias (189 pessoas) à região do Rio Acará.  Uma década mais tarde essas famílias fundaram em 1939 a CAMTA &#8211; Cooperativa Agropecuária Mista de Tomé-Açu. Uma parte dessa história é conhecida: foi pelas mãos desses pioneiros que o município se tornou líder na produção de pimenta do reino.</p>
<p>É uma história que tem uma boa dose de acaso, como em todas as boas histórias. No começo do século passado, a viagem entre o Japão para o Brasil acontecia de navio, passando por Singapura e pela África do Sul, na maioria das rotas.  Em Singapura, um grupo de japoneses decidiu comprar algumas mudas para tentar o cultivo em nossa terra – que hoje responde por 80% da área plantada com pimenta do reino no País, sendo o maior produtor nacional.  Segundo a Embrapa, o Brasil oscila entre o terceiro e o quarto lugar entre os países produtores de pimenta-do-reino.</p>
<p>Mas essa história tem um capítulo mais recente, e igualmente bem sucedido.  Após grandes crises econômicas causadas principalmente pelo ataque de pragas, os produtores começaram a questionar se valia a pena investir em apenas um ou outro tipo de cultivo, já que o risco de grandes perdas quando algo dá errado é enorme. Foi quando começaram a apostar na diversidade de culturas por meio do consórcio de árvores frutíferas (cacau, maracujá, açaí, banana, etc.) dentro das áreas onde a cultura da pimenta declinava.</p>
<p>Esse sistema integrado foi adaptado para o bioma Amazônia e denominado SAFTA, que é uma sigla que significa “Sistema Agroflorestal de Tomé-Açu” (“Sistema Agrofloresta Tomé-Açu”). A aceitação a este novo sistema foi grande porque ele gera receita para os produtores no curto, médio e longo prazo. Como o SAFTA usa muita mão de obra, nos locais de produção houve aumento do emprego rural por hectare na comparação com o emprego médio gerado em áreas de pastagens.</p>
<p>Graças a uma usina de beneficiamento de óleo e manteiga, a economia circular tornou-se realidade, permitindo o manuseio das sementes de maracujá e cupuaçu que inicialmente eram jogadas fora. Agora são vendidas para a indústria cosmética brasileira e há também a perspectivas de crescimento da produção de óleo de andiroba.</p>
<p>Atualmente as polpas das frutas são vendidas principalmente no mercado regional, mas a cooperativa já vende para o restante do Brasil e até para o Japão. A maior parte dos óleos e manteigas, por sua vez, é vendida para uma empresa cosmética brasileira.</p>
<p>O desempenho da cooperativa é o resultado do capital social, valores compartilhados pelo grupo e solidariedade. O sucesso do projeto transformou o SAFTA naquilo que os especialistas chamam de tecnologia social – algo que traz benefícios econômicos e também sociais. Os impactos do trabalho em grupo fortaleceram os produtores e espalharam os benefícios para a comunidade. E este é o mais recente capítulo de sucesso nesta longa história dos nossos irmãos paraenses-nipônicos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>&#8211; Fonte: Climate Smart Institute </em></p>
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