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	<title>pesticidas &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>pesticidas &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Crianças e adolescentes são os que mais sofrem com as mudanças climáticas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Nov 2022 13:58:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[adolescentes]]></category>
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		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[pesticidas]]></category>
		<category><![CDATA[risco climático]]></category>
		<category><![CDATA[UNICEF]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/criancas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um novo relatório da Unicef reforçou a necessidade de cuidado no uso de defensivos. O paraense conhece o efeito nocivo dessas substâncias para sua saúde. Em crianças, a exposição a poluentes em altas concentrações e/ou por longos períodos pode afetar o cérebro, causando atrasos no desenvolvimento, problemas de comportamento e até mesmo de desenvolvimento intelectual. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/criancas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um novo relatório da Unicef reforçou a necessidade de cuidado no uso de defensivos. O paraense conhece o efeito nocivo dessas substâncias para sua saúde. Em crianças, a exposição a poluentes em altas concentrações e/ou por longos períodos pode afetar o cérebro, causando atrasos no desenvolvimento, problemas de comportamento e até mesmo de desenvolvimento intelectual.</p>
<p>Em ambientes poluídos, os pulmões de crianças não se desenvolvem completamente, e o sistema imunológico fica fragilizado em função da exposição ao ar poluído. Infecções respiratórias, que já são comuns em crianças, ficam mais severas e mais frequentes em ambientes poluídos.</p>
<p>A contaminação por pesticidas —pelo ar ou pela água—, atinge 27,8 milhões de crianças e adolescentes brasileiros e que pode comprometer o desenvolvimento físico e intelectual dos grupos.</p>
<p>&#8220;Falamos do uso de pesticida como algo muito técnico, como se dissesse respeito à produção de alimentos de forma geral. Mas o princípio tem de ser o da prevenção deste uso de químico. É importante dizer que essa política precisa inclusive levar em consideração riscos específicos de crianças e adolescentes&#8221;, afirmou ao jornal <em>Folha de S.Paulo</em> Danilo Moura, oficial de avaliação e monitoramento do Unicef.</p>
<p>Outro exemplo citado no estudo é o aumento do risco de transmissão de doenças como malária, febre amarela e dengue no Brasil com as mudanças nos padrões de chuva e temperatura; a grande maioria das vítimas letais dessas doenças são crianças pequenas.</p>
<p>Para se ter uma ideia, no Brasil, 40 milhões de meninas e meninos estão expostos a mais de um risco climático ou ambiental (60% do total) e as mudanças climáticas comprometem a garantia de direitos fundamentais.</p>
<p>O relatório chama a atenção para a urgência de priorizar crianças e adolescentes nos debates e políticas voltados ao enfrentamento das mudanças climáticas. A crise climática impacta desde a frequência de chuvas até a amplitude térmica e as ondas de calor; da quantidade e da intensidade de eventos extremos, como ciclones e queimadas, até o prolongamento de secas extremas. Todos esses fenômenos afetam a vida humana de diversas formas, colocando em risco o bem-estar, o desenvolvimento e a própria sobrevivência de pessoas em todo o planeta.</p>
<p>O estudo cita ainda como exemplo a poluição do ar que está diretamente associada às mudanças climáticas e que no Brasil é agravada pelas queimadas e pela queima de combustíveis fósseis em áreas urbanas, impactando na expectativa de vida da população.</p>
<p>Aproximadamente dois em cada cinco brasileiros estão expostos a concentrações de PM2.5 (poluição do ar externa) acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No caso de crianças e adolescentes, esse número aumenta para três em cada cinco.</p>
<h3>Recomendações</h3>
<p>As mudanças climáticas acendem alerta urgente: já temos um problema e ele pode ficar muito maior. Precisamos lidar com ele agora e mitigar os impactos futuros, diminuir a poluição e promover a adaptação às mudanças já inevitáveis. Com base nessa análise, o relatório do UNICEF apresenta uma lista de recomendações para que crianças e adolescentes sejam prioridade absoluta na pauta climática e para que hoje, e no futuro, não tenham que crescer privados da plena realização dos seus direitos:</p>
<ul>
<li><strong>Posicionar crianças e adolescentes como prioridade absoluta nos planos e nos programas relacionados ao meio ambientes e às mudanças climáticas</strong>
<ul>
<li>Defender e fortalecer as instituições e a legislação responsáveis pela garantia de preservação e pelo enfrentamento da degradação do meio ambiente, garantindo o alcance das metas de redução de emissões.</li>
<li>Garantir financiamento e recursos para a execução de políticas e projetos climáticos sensíveis aos direitos de crianças, adolescentes e jovens.</li>
<li>Desenvolver estratégias que considerem os riscos e potenciais específicos de crianças, adolescentes e jovens indígenas e de outras comunidades tradicionais, negros e meninas.</li>
</ul>
</li>
<li><strong>Garantir a participação de crianças, adolescentes e jovens no enfrentamento das mudanças climáticas</strong>
<ul>
<li>Criar espaços, assegurar e estimular a participação segura – e a representatividade – de crianças, adolescentes e jovens nas esferas de debate, decisão e implementação de políticas públicas relacionadas ao meio ambiente e à crise climática.</li>
<li>Priorizar investimento em educação e desenvolvimento de competências de crianças, adolescentes e jovens sobre o meio ambiente, as mudanças climáticas e as habilidades ecológicas, capacitando-os para enfrentar a crise climática e participar da crescente economia verde e azul.</li>
</ul>
</li>
<li><strong>Adaptar e aprimorar serviços públicos para garantia de direitos</strong>
<ul>
<li>Adaptar os serviços públicos que atendem crianças e adolescentes com base nos cenários de vulnerabilidade e risco de desastres, e nas possibilidades de mudanças de longo prazo nas temperaturas, no padrão de chuvas e estiagens. Garantir a infraestrutura de escolas e hospitais, para assegurar o bem-estar dos usuários e a continuidade dos serviços essenciais.</li>
</ul>
</li>
<li><strong>Engajar a sociedade</strong>
<ul>
<li>Engajar o setor produtivo em defesa da adoção de medidas de preservação ambiental e de manejo sustentável das cadeias de produção e transporte.</li>
<li>Estimular investimentos e outras medidas que promovam e acelerem a transição para uma economia verde, abrindo oportunidades de inclusão socioprodutiva de adolescentes e jovens.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p>As quatro recomendações devem ser colocadas em prática, priorizando sempre grupos mais vulneráveis no que ser refere a idade, gênero, raça e etnia, renda, deficiência e situação migratória.</p>
<p><em>Fonte: UNICEF</em></p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/cop27-pequenos-agricultores-querem-espaco-para-discutir-seguranca-alimentar/?preview_id=13048&amp;preview_nonce=0cefedd39a&amp;post_format=standard&amp;_thumbnail_id=13051&amp;preview=true">COP27: Pequenos agricultores querem espaço para discutir segurança alimentar</a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/documento-denuncia-rede-criminosa-de-destruicao-da-amazonia-em-tribunal-penal-na-holanda/?preview_id=13067&amp;preview_nonce=17ae78d2f6&amp;post_format=standard&amp;_thumbnail_id=13071&amp;preview=true">Documento denuncia &#8216;rede&#8217; criminosa de destruição da Amazônia em tribunal penal na Holanda</a></p>
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		<title>Cientistas criam luva que detecta pesticidas em alimentos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jan 2022 20:13:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[luva]]></category>
		<category><![CDATA[pesticidas]]></category>
		<category><![CDATA[USP]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/luvas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) criaram um dispositivo sensor vestível embutido em uma luva de borracha sintética capaz de detectar resíduos de pesticidas em alimentos. O trabalho, apoiado pela Fapesp, foi idealizado e liderado pelo químico Paulo Augusto Raymundo-Pereira, pesquisador do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP. O dispositivo tem [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/luvas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div class="entry-content clr">
<p>Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) criaram um dispositivo sensor vestível embutido em uma luva de borracha sintética capaz de detectar resíduos de pesticidas em alimentos. O trabalho, apoiado pela Fapesp, foi idealizado e liderado pelo químico <a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/79299/paulo-augusto-raymundo-pereira" target="_blank" rel="noopener">Paulo Augusto Raymundo-Pereira</a>, pesquisador do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP.</p>
<p>O dispositivo tem três eletrodos, localizados nos dedos indicador, médio e anelar. Eles foram impressos na luva por meio de serigrafia, com uma tinta condutora de carbono, e permitem a detecção das substâncias carbendazim (fungicida da classe dos carbamatos), diuron (herbicida da classe das fenilamidas), paraquate (herbicida incluído no rol dos compostos de bipiridínio) e fenitrotiona (inseticida do grupo dos organofosforados).</p>
<p>No Brasil, carbendazim, diuron e fenitrotiona são empregados em cultivos de cereais (trigo, arroz, milho, soja e feijão), frutas cítricas, café, algodão, cacau, banana, abacaxi, maçã e cana-de-açúcar. Já o uso de paraquate foi banido no País pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).</p>
<p>A análise pode ser feita diretamente em líquidos, apenas mergulhando a ponta do dedo contendo o sensor na amostra, e também em frutas, verduras e legumes, bastando tocar na superfície da amostra.</p>
<p><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/3302/sergio-antonio-spinola-machado" target="_blank" rel="noopener">Sergio Antonio Spinola Machado</a>, professor do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP e coautor da pesquisa, diz que não há nada semelhante no mercado e que os métodos mais utilizados atualmente para detecção de pesticidas se baseiam em técnicas como cromatografia (técnica analítica de separação de misturas), espectrofotometria (método óptico de análise usado em biologia e físico-química), eletroforese (técnica que utiliza um campo elétrico para separação de moléculas) ou ensaios laboratoriais.</p>
<p>“No entanto, essas metodologias têm custo alto, demandam mão de obra especializada e um tempo longo entre as análises e a obtenção dos resultados. Os sensores são uma alternativa às técnicas convencionais, pois, a partir de análises confiáveis, simples e robustas, fornecem informação analítica rápida, <i>in loco</i> e com baixo custo.”</p>
<p>Na luva criada pelo grupo, cada dedo é responsável pela detecção eletroquímica de uma classe de pesticida. A identificação é feita na superfície do alimento, mas em meio aquoso.</p>
<p>“Precisamos da água, pois é necessário um eletrólito [substância capaz de formar íons positivos e negativos em solução aquosa]. Basta pingar uma gotinha no alimento e a solução estabelece o contato entre este e o sensor. A detecção é feita na interface entre o sensor e a solução”, detalha a química <a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/671361/nathalia-oezau-gomes" target="_blank" rel="noopener">Nathalia Gomes</a>, pesquisadora do IQSC e integrante da equipe.</p>
<h3><b>Sensores</b></h3>
<p>O processo de verificação de presença de pesticidas é simples. Coloca-se um dedo de cada vez na amostra: primeiro, o indicador; depois, o médio e, por último, o anelar. No caso de um suco de frutas, basta fazer a imersão dos dedos no líquido, um de cada vez. A detecção é feita em um minuto e, no caso do dedo anelar, em menos de um minuto.</p>
<p>“O sensor no dedo anelar usa uma técnica mais rápida. Ele é composto de um eletrodo de carbono funcionalizado, enquanto os dos outros dois dedos de eletrodos modificados com nanoesferas de carbono [dedo indicador] e carbono printex, um tipo específico de nanopartícula de carbono [dedo médio]. Após a detecção, os dados são analisados por um software instalado no celular”, explica Raymundo-Pereira.</p>
<figure id="attachment_484942" class="wp-caption alignnone" aria-describedby="caption-attachment-484942"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-484942 size-full jetpack-lazy-image jetpack-lazy-image--handled" src="https://i2.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2022/01/202201_luva_pesticidas_analise.jpg?resize=1200%2C630&amp;ssl=1" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" srcset="https://i2.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2022/01/202201_luva_pesticidas_analise.jpg?w=1200&amp;ssl=1 1200w, https://i2.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2022/01/202201_luva_pesticidas_analise.jpg?resize=300%2C158&amp;ssl=1 300w, https://i2.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2022/01/202201_luva_pesticidas_analise.jpg?resize=1024%2C538&amp;ssl=1 1024w, https://i2.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2022/01/202201_luva_pesticidas_analise.jpg?resize=768%2C403&amp;ssl=1 768w, https://i2.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2022/01/202201_luva_pesticidas_analise.jpg?resize=150%2C79&amp;ssl=1 150w" alt="" width="1200" height="630" data-recalc-dims="1" data-lazy-loaded="1" /><figcaption id="caption-attachment-484942" class="wp-caption-text">Foto: Nathalia Gomes/USP</figcaption></figure>
<p>O pesquisador ressalta que a incorporação de materiais de carbono conferiu seletividade aos sensores, uma das propriedades mais importantes e difíceis de alcançar em dispositivos semelhantes.</p>
<blockquote><p>“Uma escolha criteriosa de materiais à base de carbono permitiu a detecção sensível e seletiva de quatro classes de pesticidas dentre os mais empregados na agricultura: carbamatos, fenilamidas [subclasse das fenilureias], compostos de bipiridínio e organofosforados. Assim, um dos diferenciais da invenção está na capacidade de detecção seletiva em presença de outros grupos de pesticidas, como triazinas, glicina substituída, triazol, estrobilurina e dinitroanilina. Com os métodos tradicionais isso não é possível.”</p></blockquote>
<p>Outro destaque do dispositivo está na possibilidade de detecção direta, sem exigir preparo de amostra, o que torna o processo rápido. Além disso, o método preserva o alimento, permitindo o consumo após a análise.</p>
<p>A luva não tem prazo de validade e pode ser usada enquanto não houver danos nos sensores. <a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/540/osvaldo-novais-de-oliveira-junior" target="_blank" rel="noopener">Osvaldo Novais de Oliveira Junior</a>, professor do IFSC e coautor da pesquisa, explica que os sensores podem ser danificados por solventes orgânicos (como álcool e acetona) ou por algum contato mecânico impróprio na superfície do sensor (um objeto que o arranhe, por exemplo).</p>
<h3><b>Mercado</b></h3>
<p>Raymundo-Pereira salienta que o produto é inovador e que já está em andamento o processo de requisição de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). Ele afirma que não há um procedimento simples para a detecção de pesticidas, principal razão pela qual os testes para discriminação de diferentes classes de pesticidas e outros contaminantes ainda não estão disponíveis no mercado.</p>
<p>Para ele, o uso de dispositivos como a luva, que permitem a análise química de materiais perigosos <i>in loco</i>, seria relevante em aplicações alimentares, ambientais, forenses e de segurança, permitindo um rápido processo de tomada de decisão no campo.</p>
<blockquote><p>“Representantes das agências internacionais que fazem o controle da entrada de alimentos nos diversos países do mundo já usam luvas para manipulá-los. Imagine se tivessem um sistema de sensoriamento de pesticidas embutido? Alimentos contendo pesticidas proibidos seriam descartados já na fronteira. O dispositivo pode ser usado durante a colheita também.”</p></blockquote>
<p>Segundo o pesquisador, o custo do dispositivo é basicamente o custo da luva, sem o sensor.</p>
<p>“Os sensores custam menos de US$ 0,1. O custo principal é a luva. Usamos uma luva nitrílica porque é menos porosa que a de látex. Com a pandemia, o preço dela disparou. E o custo individual subiu. Mas, ainda assim, o dispositivo que criamos é um produto muito barato. Mais acessível que os testes feitos atualmente.”</p>
<p>A pesquisa recebeu financiamento da Fapesp por meio de quatro projetos (<a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/165011/design-e-fabricacao-de-dispositivos-flexiveis-nanoestruturados-para-deteccao-de-biomarcadores/" target="_blank" rel="noopener">16/01919-6</a>; <a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/194766/desenvolvimento-de-dispositivos-eletroquimicos-baseados-em-nanoestruturas-de-carbono-e-prata-para-a/" target="_blank" rel="noopener">20/09587-8</a>; <a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/103476/confeccao-de-dispositivos-eletroquimicos-descartaveis-compostos-por-nanoesferas-ocas-de-carbono-e-na/" target="_blank" rel="noopener">19/01777-5</a>; e <a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/106487/rumo-a-convergencia-de-tecnologias-de-sensores-e-biossensores-a-visualizacao-de-informacao-e-aprendi/" target="_blank" rel="noopener">18/22214-6</a>).</p>
<p>O artigo <i>Selective and sensitive multiplexed detection of pesticides in food samples using wearable, flexible glove-embedded non-enzymatic sensors</i> pode ser acessado em: <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1385894720334045" target="_blank" rel="noopener">www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1385894720334045</a>.</p>
</div>
<p><em>Fonte: Karina Ninni | Agência Fapesp</em></p>
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		<title>Cobre é testado como substituto de pesticidas e antibióticos para aves e suínos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Nov 2021 19:17:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/cobre-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Mineral com comprovado efeito antimicrobiano, o cobre tem mostrado bom potencial como aditivo na fabricação de produtos tecnologicamente mais elaborados e com maior valor de mercado. Estudos feitos por startups e universidades mostram que, quando apresentado na forma de nanopartícula, ou seja, líquido ou em pó, o material tem potencial para ser empregado como ingrediente [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/cobre-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Mineral com comprovado efeito antimicrobiano, o cobre tem mostrado bom potencial como aditivo na fabricação de produtos tecnologicamente mais elaborados e com maior valor de mercado.</p>
<p>Estudos feitos por startups e universidades mostram que, quando apresentado na forma de nanopartícula, ou seja, líquido ou em pó, o material tem potencial para ser empregado como ingrediente na alimentação de aves e suínos, em substituição a antibióticos, e no combate a pragas agrícolas, emulando o papel dos pesticidas convencionais, bem como na indústria têxtil, de tintas e plásticos, oferecendo proteção contra vírus e bactérias.</p>
<p>Um dos trabalhos mais avançados é liderado pelo Grupo Cecil, do setor de laminação de metais, e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). No fim de 2020, os dois parceiros entraram com pedido de patente de um processo produtivo para obtenção de nanopartículas de cobre com uma tecnologia nacional. O trabalho foi divulgado neste mês de novembro pela <a href="https://revistapesquisa.fapesp.br/o-poder-do-cobre/" target="_blank" rel="noopener">Revista Pesquisa Fapesp</a>.</p>
<p>A startup Brazilian Nano Feed (BNF), de Santo André (SP), trabalha com o cobre nanoparticulado. Em um projeto apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a empresa está realizando a síntese de nanopartículas de cobre e prata para uso como aditivo na alimentação de suínos e aves. O objetivo é substituir os antibióticos utilizados para reduzir bactérias patogênicas do trato intestinal dos animais e facilitar a absorção de nutrientes.</p>
<blockquote><p>“O uso indiscriminado dos antibióticos acaba levando à resistência”, justifica o veterinário Joaquim Gonçalves, gerente comercial da BNF.</p></blockquote>
<p>A empresa já formulou um produto para ser incorporado em diferentes tipos de ração. Camila Neves Lange, sócia-fundadora da startup, destaca as vantagens do uso conjunto de cobre e prata em um mesmo aditivo.</p>
<blockquote><p>“O cobre é mais difícil de trabalhar, mas é mais barato e um nutriente já bastante utilizado, enquanto a prata tem ação bactericida mais eficiente”, diz.</p></blockquote>
<p>O próximo passo será a realização de ensaios em campo com pecuaristas para comparar a eficácia dos antibióticos com as nanopartículas de cobre e prata.</p>
<p>Outra investigação na Universidade Federal do ABC (UFABC) tem como finalidade pesquisar o uso de nanopartículas de cobre na agricultura, em substituição aos pesticidas convencionais.</p>
<blockquote><p>“Estamos utilizando o material para combater patógenos das plantas e biofortificação. O cobre é um elemento importante para o crescimento vegetal”, destaca a química Amedea Barozzi Seabra, que tem apoio da Fapesp.</p></blockquote>
<p>A pesquisadora também trabalha com nanopartículas de prata em um projeto que visa eliminar fungos na pós-colheita. Nesse projeto, em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas, Seabra incorporou às nanopartículas revestimento de quitosana, um polímero natural e biodegradável, modificada para a liberação de óxido nítrico. “Esse elemento também tem ação bactericida. Associada à nanopartícula de prata, permite que usemos menor quantidade do metal”, explica a pesquisadora, que já entrou com pedido de patente da tecnologia.</p>
<p><em>Fonte: Revista Pesquisa Fapesp</em></p>
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