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	<title>pescados &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Tarifas dos EUA afetam mais da metade dos negócios da bioeconomia na Amazônia, diz estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Aug 2025 13:21:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/cacau33-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As tarifas de até 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros — anunciadas pelo presidente Donald Trump e que entraram em vigor na última quinta-feira, 6 — podem afetar mais da metade dos empreendimentos mapeados (54%) relacionados à sociobiodiversidade da Amazônia Legal. Segundo levantamento de empreendimentos que fabricam produtos ligados à bioeconomia amazônica, desenvolvido [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/cacau33-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As tarifas de até 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros — anunciadas pelo presidente Donald Trump e que entraram em vigor na última quinta-feira, 6 — podem afetar mais da metade dos empreendimentos mapeados (54%) relacionados à sociobiodiversidade da Amazônia Legal.</p>
<p>Segundo levantamento de empreendimentos que fabricam produtos ligados à bioeconomia amazônica, desenvolvido pelo IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) em parceria com a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), esse universo abrange 5,4 mil dos 11 mil CNPJs ativos mapeados na região inseridos nas cadeias produtivas potencialmente atingidas. Destes, pelo menos 216 empreendimentos produtores exportam para os EUA e serão impactados diretamente.</p>
<p>De todos os produtos mapeados pelo projeto, apenas a castanha-do-brasil e a borracha escaparam das tarifas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos. Os demais fora da lista de isenção como açaí, cacau, mel, óleos vegetais, temperos, pescados e itens da aquicultura, geraram cerca de 165 milhões de dólares para bioeconomia da Amazônia Legal em produtos de exportação para os EUA, totalizando um volume aproximado de 39 mil toneladas.</p>
<h3>Desenvolvimento sustentável pode ser impactado</h3>
<p>Os empreendimentos mapeados fazem parte das cadeias produtivas da bioeconomia amazônica, formadas por atividades produtivas de extração, produção e comercialização de recursos da biodiversidade por meio do manejo sustentável. Elas despontam como parte da solução climática para o desenvolvimento sustentável e envolvem pequenos produtores, cooperativas e bioindústrias que já enfrentam desafios diários ligados à logística, crédito, infraestrutura e agregação de valor.</p>
<p>Pesquisadores do IPAM afirmam que o tarifaço pode ser mais uma barreira para a geração de renda das populações em territórios vulneráveis da Amazônia. As isenções tarifárias dos EUA, por outro lado, incidiram majoritariamente aos setores de mineração, petróleo e à fabricação de peças para automóveis e aviação, atividades reconhecidamente intensivas em emissões e degradação ambiental.</p>
<h3>Bioindustrialização como Estratégia</h3>
<p>Na análise de Gabriela Savian, diretora de Políticas Públicas do IPAM, as cadeias produtivas da bioeconomia amazônica, assim como outros produtos de exportação são vulneráveis a imposições comerciais externas.</p>
<blockquote><p>“Apesar da isenção de alguns poucos itens, como a castanha-do-Brasil, o tarifaço tende a aumentar a pressão econômica sobre pequenos produtores e bioindústrias, justamente em um setor que ainda enfrenta dificuldades para agregar valor e competir em condições mais justas nos mercados internacionais”, comenta Savian.</p></blockquote>
<p>Uma das apostas para fortalecer a competitividade da bioeconomia brasileira diante de mudanças no cenário internacional é diversificar os mercados nacional e internacional e reforçar a bioindustrialização de produtos amazônicos, segundo Rafaela da Costa, pesquisadora do IPAM.</p>
<blockquote><p>“Exportar produtos primários, sem agregar valor localmente, nos torna vulneráveis a esse tipo de choque externo. A bioeconomia não é só ambiental — é econômica, social e política. É por isso que a bioindustrialização é estratégica para a Amazônia e precisa vir acompanhada de estratégias complementares, através de políticas públicas que promovam a inclusão produtiva, inovação e infraestrutura”, afirma Reis.</p></blockquote>
<p>Segundo pesquisadores do IPAM, assim como o governo brasileiro atua em defesa dos grandes setores industriais, as cadeias da bioeconomia amazônica também devem ser consideradas nas agendas comercial e industrial do país. Essa jornada pode ser traçada pelo desenvolvimento de políticas públicas internas de incentivo à agregação de valor local.</p>
<p><em>Fonte: Ipam</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>China, Índia e Japão surgem como destinos alternativos das exportações paraenses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2025 13:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[carne]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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		<category><![CDATA[madeira]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/exportacao-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Com a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos prestes a entrar em vigor, a partir desta sexta-feira, 1º de agosto, o Pará está em plena reorganização estratégica de suas exportações. Setores vitais como a pecuária, pescado, madeira e açaí, os mais impactados com as mudanças, não estão parados esperando o impacto. Pelo contrário, a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/exportacao-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Com a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos prestes a entrar em vigor, a partir desta sexta-feira, 1º de agosto, o Pará está em plena reorganização estratégica de suas exportações. Setores vitais como a pecuária, pescado, madeira e açaí, os mais impactados com as mudanças, não estão parados esperando o impacto. Pelo contrário, a ordem é acelerar a busca e conquistar novos mercados globais, visando compensar a provável perda do acesso privilegiado ao consumidor americano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A China, Japão, Índia, Dubai e o continente europeu surgem como os horizontes mais promissores para absorver a produção paraense. A urgência é alta, com relatos de estoques em risco e a necessidade de proteger empregos locais. As informações são de O Liberal.</p>
<h3>Carne</h3>
<p>Com frigoríficos locais já reduzindo os abates, a pecuária paraense já sente a necessidade de realinhamento imediato. A China, que se consolida como a grande esperança para absorver o volume de carne que antes seguia para os EUA. Apesar das complexidades de negociação, a Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) está focada em fortalecer essa ponte comercial.</p>
<h3>Pescados</h3>
<p>No setor pesqueiro, a busca por novos mercados é uma realidade, mas com a clareza de que não será fácil. Eloy Araújo, da ABRAPPAA, destaca que a abertura de negócios internacionais para grandes volumes de pescado exige tempo e planejamento minucioso. Contudo, a determinação de encontrar e solidificar essas novas rotas de exportação é total, com todas as possibilidades sendo diligentemente exploradas.</p>
<h3>Açaí</h3>
<p>Os produtores de açaí estão se movimentando em diversas frentes para diversificar seus destinos. Emerson Menezes, da Amaçaí, já aponta negociações ativas com Europa, Japão e Dubai. A grande expectativa, porém, reside na COP30, que será realizada em Belém. Jhoy Gerald Rochinha Jr, da ACPAB, vê o evento como uma oportunidade única para o açaí paraense se apresentar a mais de 190 países, catalisando novos acordos comerciais e ampliando exponencialmente o comércio exterior do fruto em escala global.</p>
<h3><strong>Madeira</strong></h3>
<p>O setor madeireiro também ativou seu plano de contingência, com Deryck Martins, da Aimex, confirmando a prospecção intensa de novos mercados. Índia e China estão no topo da lista para se tornarem os principais compradores da madeira paraense. A indústria busca tanto a atuação diplomática do governo brasileiro para mitigar as tarifas quanto o apoio do Estado do Pará para construir estratégias que garantam a competitividade e a expansão comercial em outros continentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
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