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	<title>pescador &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Sociobiodiversidade sustenta modos de vida no Arquipélago do Marajó</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 14:48:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/09/pescador_marajo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Pesquisa publicada na revista People and Nature detalha o mapeamento participativo da vila pesqueira de Jubim, em Salvaterra (PA), destacando a forte relação dos moradores com a biodiversidade local frente a pressões de grandes empreendimentos. O levantamento, liderado por cientistas da Unifesp e moradores como a graduanda em biologia Jezimara da Silva Vinhas, define [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/09/pescador_marajo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Pesquisa publicada na revista People and Nature detalha o mapeamento participativo da vila pesqueira de Jubim, em Salvaterra (PA), destacando a forte relação dos moradores com a biodiversidade local frente a pressões de grandes empreendimentos.</em></li>
<li><em> O levantamento, liderado por cientistas da Unifesp e moradores como a graduanda em biologia Jezimara da Silva Vinhas, define a comunidade como um &#8220;maretório&#8221;, onde a vida em terra e nas águas se mistura por meio da pesca, extrativismo e cultura.</em></li>
<li><em>A comunidade identificou 73 espécies (51 de plantas e 22 de animais) usadas na alimentação, medicina e artesanato, além do georreferenciamento de 65 locais de importância cultural, ecológica e de subsistência.</em></li>
<li><em>Estudo da TNC aponta a existência de 2.700 espécies de peixes na bacia amazônica — que fornecem grande parte da proteína animal para comunidades locais —, mas alerta para 144 espécies ameaçadas e para os impactos de secas severas e mudanças climáticas.</em></li>
</ul>
<p>“Viver aqui é entender, no dia a dia, que a natureza não é algo separado da gente: nós somos parte dela”. A frase de Jezimara da Silva Vinhas resume a relação de interdependência entre os moradores da vila de Jubim com os rios, a terra, o mar e a biodiversidade. A comunidade está localizada no município de Salvaterra, no Arquipélago do Marajó (PA).</p>
<p>Graduanda em Ciências Biológicas na Universidade Federal do Pará (UFPA), Jezimara é moradora de Jubim e uma das coautoras do estudo “Mapeamento participativo e as contribuições da natureza para as pessoas: reflexões a partir do Delta do Amazonas” (na tradução do inglês), publicado nesta quinta-feira (10/09) na revista People and Nature.</p>
<p>A pesquisa é fruto de um mapeamento colaborativo entre cientistas e moradores da vila pesqueira de Jubim. O objetivo foi compreender a relação da comunidade com a natureza em um contexto de expansão regional de grandes empreendimentos, como portos, ferrovias e prospecção de petróleo na região amazônica.</p>
<figure id="attachment_43882" aria-describedby="caption-attachment-43882" style="width: 655px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-43882" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/09/pescador_marajo2-300x200.jpeg" alt="" width="655" height="436" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/09/pescador_marajo2-300x200.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/09/pescador_marajo2-150x100.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/09/pescador_marajo2-450x300.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/09/pescador_marajo2.jpeg 768w" sizes="(max-width: 655px) 100vw, 655px" /><figcaption id="caption-attachment-43882" class="wp-caption-text">Menino da vila de Jubim: ligação da comunidade com fauna e flora caracteriza o cotidiano no Marajó. Foto: Acervo dos pesquisadores</figcaption></figure>
<p>O Marajó é o maior arquipélago flúvio-marítimo do mundo e fica em uma região extremamente sensível: a foz do Rio Amazonas. O local é marcado pela confluência entre a água doce dos rios e a água salgada do Oceano Atlântico. Segundo os dados do Censo 2022 do IBGE, o arquipélago possui 557.220 habitantes, espalhados por cerca de 3 mil ilhas e ilhotas.</p>
<p>O mapeamento, liderado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mostra que a vida comunitária na vila de Jubim se estrutura a partir de atividades que entrelaçam a subsistência, a cultura, o trabalho e a espiritualidade dos moradores.</p>
<blockquote><p>“Nossa comunidade não é só um espaço onde as pessoas moram; é um ecossistema vivo. Jubim vive da natureza: da pesca, da catação de mariscos, do extrativismo, das frutas, da agricultura, da produção de farinha, do artesanato. Existe uma ligação muito profunda entre a natureza e a gente, um verdadeiro ‘maretório’, onde a vida em terra e a vida nas águas se misturam o tempo todo”, descreve Jezimara.</p></blockquote>
<h3>Ciência participativa</h3>
<p>Realizada entre 2022 e 2025, a pesquisa seguiu um modelo participativo, o que significa a participação ativa da comunidade. A primeira etapa contou com dois workshops com moradores de diferentes idades e papeis sociais. Inicialmente, os participantes identificaram áreas prioritárias de interação entre as comunidades e a natureza — como zonas de caça, pesca, agricultura e pontos de conflitos socioambientais.</p>
<p>No segundo encontro 32 integrantes da comunidade identificaram valores culturais e simbólicos com o uso de recursos como fotografias e com o redesenho dos mapas convencionais para representar lugares significativos.</p>
<p>As informações foram complementadas com sete entrevistas, feitas com moradores identificados como especialistas no conhecimento sobre fauna e flora locais, além de quatro excursões da equipe de pesquisadores ao território para documentar as interações relatadas.</p>
<p>Os moradores identificaram 73 espécies, sendo 51 de plantas e 22 de animais, associadas a práticas como alimentação, medicina, construção e carpintaria, artesanato, produção de biojoias, itens para pesca e cosméticos.</p>
<p>Lara Sartorio, pesquisadora da Unifesp e autora líder do estudo, explica que o levantamento revela a amplitude da sociobiodiversidade conhecida pelos moradores.</p>
<blockquote><p>“As 73 espécies são expressivas na medida em que registram a forma com que a comunidade existe em relação com a natureza”, aponta.</p></blockquote>
<p>O trabalho também resultou no georreferenciamento de 65 locais de pesca, coleta, circulação e usos culturais e simbólicos.</p>
<p>&#8220;Quando uma praia, um igarapé ou uma área de pesca é compreendida apenas como uma parcela isolada de terra ou como um espaço disponível para apropriação privada ou para um grande empreendimento, uma parte importante das relações sociais e ecológicas que sustentam a vida comunitária desaparece da análise, diz Lara.</p>
<p>Após o levantamento de dados, os pesquisadores realizaram encontro de validação com a comunidade. “Os mapas funcionaram como objetos de conversa, memória e correção. Os moradores identificaram lugares, acrescentaram informações, corrigiram localizações e recuperaram histórias e usos associados a diferentes pontos do território”, destaca Sartorio.</p>
<h3>Maretório</h3>
<p>A pesquisa compreende a vila de Jubim como um maretório, conceito baseado na união dos termos “mar” e “território”. Esse termo faz referência ainda às relações sociais, culturais e econômicas que caracterizam a presença humana em ambientes costeiros e marinhos, onde a vida segue o ritmo das águas e das marés.</p>
<p>Dito de outro modo, a localidade de pouco mais de dois mil habitantes tem sua organização social influenciada diretamente pelo encontro entre rio, mar, igarapés, florestas, manguezais e comunidades humanas.</p>
<p>Para Lara Sartorio, o conceito de maretório vai além de uma categoria acadêmica e pode funcionar como uma ferramenta de reconhecimento e reivindicação territorial, especialmente, diante das pressões que a comunidade enfrenta.</p>
<blockquote><p>“Quando uma praia, um igarapé ou uma área de pesca é compreendida apenas como uma parcela isolada de terra ou como um espaço disponível para apropriação privada ou para um grande empreendimento, uma parte importante das relações sociais e ecológicas que sustentam a vida comunitária desaparece da análise”, analisa a pesquisadora da Unifesp.</p></blockquote>
<h3>Peixes esquecidos da Amazônia</h3>
<p>Outro estudo, divulgado na terça-feira (08/09) pela The Nature Conservancy (TNC), mostra como a imensa biodiversidade de peixes da Amazônia contribui para os modos de vida de milhões de pessoas. Ao longo de toda a bacia hidrográfica, foram registradas 2.700 espécies, sendo dois terços delas endêmicas da região.</p>
<p>A quarta edição do relatório Peixes Esquecidos da Amazônia destaca alguns exemplos dessa biodiversidade única, como o gigante pirarucu, peixe que pode atingir até 3 metros de comprimento e pesar 200 kg. Outro exemplo é a dourada, conhecida por percorrer mais de 11.000 km em uma odisseia migratória entre o sopé dos Andes e o Oceano Atlântico.</p>
<blockquote><p>“Esses peixes alimentam milhões de pessoas e fornecem quase três quartos da proteína animal para muitas comunidades, além de moldarem identidades… Quando falamos de peixes estamos falando de cultura, florestas, economia e vida”, destaca Fernanda Silva, cientista da TNC e autora principal do estudo.</p></blockquote>
<p>O relatório também faz alertas, relacionados ao desconhecimento de muitas espécies e às mudanças climáticas. A Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) reúne 144 espécies ameaçadas na região amazônica, outras 334 aparecem com dados insuficientes.</p>
<p>Projeções climáticas citadas no estudo indicam que a descarga anual dos rios pode diminuir mais de 40% em trechos como as cabeceiras do Rio Madeira. Além disso, secas prolongadas podem prejudicar a reprodução e a migração dos peixes, reduzir o oxigênio disponível na água e aumentar a presença de contaminantes.</p>
<p><em>Fonte: Micael Olegário/Agência #Colabora</em></p>
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		<title>Pagamento de auxílio para pescadores afetados por estiagem no Pará começa nesta quarta, 6</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Dec 2023 14:05:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[auxílio emergencial]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/12/pescador-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Foi liberado o auxílio emergencial do governo federal para pescadores artesanais da regiao Norte. A partir desta quarta-feira, 6, 35 mil pescadores de 20 municípios do Pará atingidos pela seca severa serão beneficiados. O valor de R$ 2.640 do auxílio será pago em parcela única pelo governo federal para pescadores que são beneficiados do Seguro [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/12/pescador-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Foi liberado o auxílio emergencial do governo federal para pescadores artesanais da regiao Norte. A partir desta quarta-feira, 6, 35 mil pescadores de 20 municípios do Pará atingidos pela seca severa serão beneficiados.</p>
<p>O valor de R$ 2.640 do auxílio será pago em parcela única pelo governo federal para pescadores que são beneficiados do Seguro Defeso, e que estão cadastrados nos municípios em situação de emergência.</p>
<p>Tem direito ao auxílio extraordinário quem teve o seguro-defeso concedido no ciclo passado (setembro de 2022) e do ciclo atual, desde que o seguro tenha sido concedido até 1º de novembro.</p>
<p>No Pará estão cadastrados os municípios:</p>
<p>Alenquer<br />
Almeirim<br />
Aveiro<br />
Belterra<br />
Bom Jesus do Tocantins<br />
Curuá<br />
Faro<br />
Itaituba<br />
Jacareacanga<br />
Juruti<br />
Mojuí dos Campos<br />
Monte Alegre<br />
Óbidos<br />
Oriximiná<br />
Pacajá<br />
Porto de Moz<br />
Prainha<br />
Rurópolis<br />
Santarém<br />
Terra Santa</p>
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