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	<title>peixes &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>peixes &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>MPF denuncia contaminação por mercúrio em garimpos ilegais na Amazônia à CIDH</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 16:39:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[à Comissão Interamericana de Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/mercurio2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Os prejuízos à saúde e ao meio ambiente causados pelo mercúrio usado em garimpos ilegais na Amazônia foram denunciados à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), com a apresentação de um estudo pelo Ministério Público Federal (MPF). O órgão autônomo internacional é vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA). O documento, apresentado na semana passada, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/mercurio2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Os prejuízos<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/garimpos-ilegais-de-ouro-reduzem-estoque-de-carbono-e-aumentam-contaminacao-por-mercurio-no-solo/" target="_blank" rel="noopener"> à saúde e ao meio ambiente</a> causados pelo mercúrio usado em garimpos ilegais na Amazônia foram denunciados à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), com a apresentação de um estudo pelo Ministério Público Federal (MPF). O órgão autônomo internacional é vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA).</p>
<p>O documento, apresentado na semana passada, é complementar à exposição que o <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mpf-recomenda-criacao-de-sistema-nacional-para-monitorar-contaminacao-por-mercurio-na-amazonia/" target="_blank" rel="noopener">MPF</a> fez, em março, à Relatoria Especial sobre Direitos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (Redesca), ligada à CIDH.</p>
<h3>Contaminação do ecossistema</h3>
<p>A substância líquida é recorrentemente utilizada em garimpos ilegais, porque tem a propriedade de se juntar facilmente a partículas de ouro, formando a chamada “amálgama”.</p>
<p>Após a formação dessa liga metálica, ela é aquecida por um maçarico. Com o aumento da temperatura, o mercúrio evapora e resta apenas o ouro garimpado.</p>
<p>O mercúrio vaporizado se espalha pelo ar e cai no solo e na água, contaminando rios, cursos d’água e peixes ─ base da <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mma-e-fiocruz-iniciam-monitoramento-de-mercurio-na-terra-indigena-kayapo-no-para/" target="_blank" rel="noopener">alimentação de indígenas e das populações ribeirinhas,</a> podendo causar problemas neurológicos.</p>
<p>Além da contaminação por mercúrio, o garimpo ilegal provoca degradação de ecossistemas com desmatamento, remoção intensiva de solos e alteração do curso dos leitos dos rios.</p>
<p>O problema da mineração ilegal na Amazônia no Brasil e em outros países é conhecido pela relatoria da CIDH. Há pouco mais de um mês, a Redesca alertou para a garantia do “direito humano à água nas Américas”, em especial no chamado “Planalto” ou “Escudo” das Guianas, formado por áreas da Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Venezuela e Brasil.</p>
<h3>Norma e decretos</h3>
<p>Em nota à Agência Brasil, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) afirmou que “tem atuado diretamente na restrição do uso de mercúrio em garimpos ilegais.”</p>
<p>O instituto descreve que “estabeleceu critérios mais rigorosos para o acesso ao mercúrio importado legalmente, por meio da Instrução Normativa Ibama nº 26, de 2024, além de realizar constantemente ações de fiscalização ambiental para coibir a utilização de mercúrio contrabandeado, utilizado em garimpos de ouro”.</p>
<p>A instrução normativa exige “a habilitação de pessoas físicas e jurídicas que operam com mercúrio metálico, além da necessidade de que elas portem o Documento de Operações com Mercúrio Metálico, que garante que importação, venda, revenda e transferência de mercúrio ocorram apenas entre pessoas previamente habilitadas.”</p>
<p>A norma, no entanto, não tem força de lei, como é o caso dos decretos presidenciais nº 97.507/1989 e nº 97.634/1989, que “se encontram vigentes e estabelecem, respectivamente, a vedação de mercúrio na extração de ouro, exceto em atividade licenciada pelo órgão ambiental”, como assinala o Ibama.</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
<p>LEIA MAIS</p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mpf-recomenda-criacao-de-sistema-nacional-para-monitorar-contaminacao-por-mercurio-na-amazonia/" target="_top">MPF recomenda criação de Sistema Nacional para monitorar contaminação por mercúrio na Amazônia</a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/arvore-amazonica-revela-alternativa-sustentavel-ao-mercurio-na-mineracao-de-ouro/" target="_top">Descoberta na Amazônia aponta alternativa sustentável ao uso de mercúrio no garimpo</a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mma-e-fiocruz-iniciam-monitoramento-de-mercurio-na-terra-indigena-kayapo-no-para/" target="_top">MMA e Fiocruz iniciam monitoramento de mercúrio na Terra Indígena Kayapó, no Pará</a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/garimpos-ilegais-de-ouro-reduzem-estoque-de-carbono-e-aumentam-contaminacao-por-mercurio-no-solo/" target="_top">Garimpos ilegais de ouro reduzem estoque de carbono e aumentam contaminação por mercúrio no solo</a></p>
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		<title>Peixes contaminados com metais pesados ameaçam saúde de ribeirinhos no Pará, aponta estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 16:45:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[comunidades ribeirinhas]]></category>
		<category><![CDATA[Contaminação em pescado]]></category>
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		<category><![CDATA[Universidade Federal do Oeste do Pará]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/ybhyab15q5qsiid4kzfwqfmmgqyzpx3fva4rmlfr-edmLpy-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho O consumo de peixes como tucunaré, piranha e pirarucu, que fazem parte da cultura alimentar de comunidades do oeste paraense, pode estar colocando em risco a saúde de milhares de pessoas. É o que revela um estudo da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que identificou níveis alarmantes de metais tóxicos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/ybhyab15q5qsiid4kzfwqfmmgqyzpx3fva4rmlfr-edmLpy-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>O consumo de peixes como tucunaré, piranha e pirarucu, que fazem parte da cultura alimentar de comunidades do oeste paraense, pode estar colocando em risco a saúde de milhares de pessoas. É o que revela <a href="https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acsomega.5c10676" target="_blank" rel="noopener">um estudo da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa),</a> que identificou níveis alarmantes de metais tóxicos como mercúrio, arsênio, cádmio e chumbo em espécies consumidas na região.</p>
<p>A pesquisa analisou 398 peixes coletados em municípios como Faro, Juruti, Santarém, Oriximiná (incluindo a região de Porto Trombetas) e Itaituba. Entre as espécies estudadas estão tucunaré, piranha e pirarucu, protagonistas da dieta da população e de parte dos lucros da economia local.</p>
<p>O grande causador de tudo isso? A interferência humana e ilegalidade em atividades como garimpo, mineração e desmatamento.</p>
<p>A investigação principal comparou dois cenários de consumo: o brasileiro, considerando a ingestão de 24 gramas de pescado por dia, e o amazônico, que pode ultrapassar a marca de 460 gramas de pescado ingeridas diariamente. Os dados indicam que a dieta na Amazônia potencializa drasticamente os riscos à saúde a longo prazo, em comparação ao restante do país.</p>
<h3>Arsênio e Mercúrio em altas concentrações</h3>
<p>O estudo aponta que o mercúrio, metal considerado altamente tóxico, foi encontrado acima dos limites considerados seguros principalmente em peixes carnívoros, que ocupam o topo da cadeia alimentar. Praticamente todas as amostras apresentaram níveis de risco à saúde acima do recomendado para efeitos não cancerígenos.</p>
<p>Em situações mais críticas, como no caso de tucunarés coletados em Porto Trombetas, o índice de risco chegou a ser quase 29 vezes maior do que o limite considerado seguro ao longo da vida.</p>
<p>Além disso, o estudo também aponta para consequências de longo prazo associadas ao consumo dessas espécies. A presença de arsênio, por exemplo, foi associada a um risco elevado de câncer em cerca de 25% das amostras.</p>
<p>O pesquisador conta ainda que, embora existam riscos no consumo elevado desses peixes, isso não significa que eles estejam impróprios para o consumo, pois é necessário levar em consideração a variação dos locais, assim como também existem espécies predadoras com baixa concentração de substâncias tóxicas.</p>
<p>A pesquisa, segundo ele, pretende chamar a atenção para as situações de degradação ambiental na região que podem aumentar a concentração das substâncias a níveis mais arriscados.</p>
<p>A pesquisa reforça ainda que as diretrizes nacionais não podem ser usadas para avaliar os riscos à saúde de elementos com alta toxicidade em populações amazônicas, pois o alto consumo de peixe impacta significativamente no risco humano.</p>
<h3>Atividades predatórias</h3>
<p>Segundo a pesquisa, contaminação está diretamente ligada às transformações ambientais na Amazônia. Atividades como o garimpo ilegal, mineração de bauxita e o avanço da agricultura mecanizada têm contribuído para a liberação de metais pesados nos rios. Esses elementos entram na cadeia alimentar e se acumulam nos peixes ao longo do tempo.</p>
<p>Diante desse cenário, os pesquisadores defendem a adoção urgente de políticas públicas integradas como o monitoramento contínuo da qualidade da água e dos peixes, ações de vigilância em saúde e orientações alimentares adaptadas à realidade local.</p>
<p>O desafio, segundo o estudo, é encontrar um equilíbrio entre garantir a segurança alimentar dessas populações e reduzir os riscos à saúde para garantir uma sobrevivência digna para quem trabalha e vive dos rios.</p>
<p><strong>LEIA MAIS</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/organizacao-elabora-plano-para-combater-contaminacao-por-mercurio-na-amazonia/" target="_blank" rel="noopener">Lançado plano para combater contaminação por mercúrio na Amazônia</a></strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mpf-processa-vale-uniao-e-estado-do-para-por-contaminacao-com-metais-pesados/" target="_blank" rel="noopener"><strong>MPF processa Vale, União e estado do Pará por contaminação com metais pesados</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Seca severa e rios contaminados por garimpo: os desafios da pesca artesanal</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/seca-extrema-e-rios-contaminados-por-garimpo-os-desafios-da-pesca-artesanal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2025 13:04:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[conflitos socioambientais]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/pescadores-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A contaminação dos rios pelo uso do mercúrio no garimpo ilegal, a pesca predatória e os impactos das secas severas recentes são alguns dos desafios enfrentados por pescadores artesanais de diferentes regiões do Brasil. Para além das questões regionais, um estudo, realizado em 16 estados brasileiros, revela um dado alarmante: 97,3% das 450 comunidades pesqueiras [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/pescadores-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A contaminação dos rios pelo uso do mercúrio no garimpo ilegal, a pesca predatória e os impactos das secas severas recentes são alguns dos desafios enfrentados por pescadores artesanais de diferentes regiões do Brasil. Para além das questões regionais, um estudo, realizado em 16 estados brasileiros, revela um dado alarmante: 97,3% das 450 comunidades pesqueiras dizem que já sentem os impactos da mudança do clima na instabilidade nas marés, no aumento da temperatura e na redução da variedade de espécies de pescados.</p>
<p>A realidade das comunidades está descrita na nova edição do “Relatório dos Conflitos Socioambientais e Violações de Direitos Humanos em Comunidades Tradicionais Pesqueiras”, lançado pela Comissão Pastoral da Pesca (CPP).</p>
<p>No Pará. o mapeamento, ainda que parcial, mostra que inúmeras ameaças colocam em vulnerabilidade uma das mais tradicionais atividades da região e deixa em risco famílias que têm a vida diretamente relacionada aos recursos naturais. Em Jaquara, no município de Monte Alegre, no oeste paraense, as comunidades locais encontram dificuldades por causa da pesca predatória e da redução da quantidade de animais devido aos extremos da seca.</p>
<p>Na região, por exemplo, as chamadas geleiras, que são barcos para armazenar grandes quantidades de pescado congelado, representam uma concorrência desleal com os pequenos pescadores. Além disso, os recursos estão cada vez mais escassos, principalmente depois de dois anos seguidos de seca.</p>
<blockquote><p>“Infelizmente, o nosso relato é um pouco triste porque morreram centenas e centenas (de peixes). O nosso relato mostra que de pirarucu, por exemplo, morreram mais de 50 mil unidades, de tamuatá morrerram aproximadamente 80 mil unidades. Entre as espécies de pescada, arapaima, tucunaré e tambaqui, nós perdemos mais de 200 toneladas de peixe”, conta Antônio Neto, pescador da comunidade Jaquara.</p></blockquote>
<h3>Outros casos</h3>
<p>Preocupados com a conservação dos recursos pesqueiros, os trabalhadores se uniram na Comissão de Conservação de Rios e Lagos (CCLR) para tentar salvar a biodiversidade local. De acordo com a organização, desde outubro do ano passado, mais de 50 mil unidades de peixes estão ameaçados, como pirarucus e tamuatás, além de quelônios, como tartarugas e tracajás.</p>
<p>Já na comunidade de Apacê, situada na margem esquerda do Rio Tapajós, os barcos geleiros vindos de municípios próximos, como Santarém e Monte Alegre, e até do Amapá e Amazonas prejudicam os trabalhadores da região. Além disso, a atividade garimpeira causa a contaminação da água e do pescado com mercúrio, afetando a saúde da população que não tem apoio de políticas para combater a intoxicação.</p>
<p>Outro caso preocupante ocorre na Aldeia Cavada, em Santarém, onde vivem aproximadamente 3.700 famílias, entre comunidades urbanas, aldeias indígenas e comunidades quilombolas. Na região conhecida como Planalto Santareno a expansão do agronegócio tem feito com que o Plano Diretor Municipal preveja a destinação de áreas do Lago do Maicá para aterramento ou expansão portuária, impedindo o acesso dos pescadores artesanais aos recursos.</p>
<p>Para conferir o estudo completo, <a href="https://www.cppnacional.org.br/sites/default/files/publicacoes/3%C2%BA%20Relat%C3%B3rio%20de%20Conflitos-%202024.pdf" target="_blank" rel="noopener">clique aqui</a>.</p>
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		<title>Água sem oxigênio e quente causou mortandade de peixes em lago de Santarém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Dec 2024 18:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[clima mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/peixes-mortos-Lalo-de-Almeida-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Os peixes do Lago Aramanaí, em Santarém, morreram por falta de oxigênio, concluíram especialistas da Secretaria do Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará. A análise mostra que água do lago está muito quente, com temperatura média de 30 graus, e suja, o que dificulta a entrada de luz e atrapalha as plantas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/peixes-mortos-Lalo-de-Almeida-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Os peixes do Lago Aramanaí, em Santarém, morreram por falta de oxigênio, concluíram especialistas da Secretaria do Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará. A análise mostra que água do lago está muito quente, com temperatura média de 30 graus, e suja, o que dificulta a entrada de luz e atrapalha as plantas que produzem oxigênio.</p>
<p>A <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/seca-extrema-deixa-toneladas-de-peixes-mortos-em-comunidade-ribeirinha-de-santarem/" target="_blank" rel="noopener">mortandade de peixes e outros animai</a>s, como jacaré, tartarugas e arraias foi descoberta por pescadores na segunda-feira, 25, e é mais um dos impactos da seca severa que atinge o Pará há meses, como as <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/queimadas-se-alastram-e-colocam-para-no-topo-do-ranking-da-degradacao/" target="_blank" rel="noopener">queimadas</a> e a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/por-causa-da-fumaca-santarem-e-a-segunda-cidade-mais-poluida-do-mundo/" target="_blank" rel="noopener">fumaça geradas por elas.</a></p>
<p>Para se ter uma ideia, nas análises da equipe técnica, que avaliou as condições físico-químicas da água, seguindo os padrões da resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) foram detectados níveis de oxigênio dissolvido de apenas 0,15 mg/L, muito abaixo do mínimo recomendado de 5 mg/L.]</p>
<p>A temperatura elevada da água, segundo a Semas, se deve à redução no volume do lago, o que facilita o aquecimento pela radiação solar.</p>
<p>Além da evaporação da água, que reduziu o oxigênio disponível, e da sujeira, diz o relatório, os animais mortos liberaram substâncias tóxicas na água. Isso consome ainda mais o pouco oxigênio que restou e deixa a água ainda mais poluída.</p>
<blockquote><p>“Nas nossas análises, constatamos parâmetros que sugerem a concentração de sais devido à evaporação da água, além do índice de PH, medida que indica o quão ácida ou básica a água é, de 7,14, próximo à neutralidade. Esse comportamento, incomum em corpos d’água amazônicos normalmente ácidos, pode estar relacionado à decomposição de matéria orgânica. Além disso, também constatamos que a redução drástica no volume do lago, causada por um evento climático extremo e escassez hídrica, desencadeou uma série de impactos negativos”, disse o biólogo da Semas, Wylfredo Pragana.</p></blockquote>
<p>O relatório da Semas conclui que as condições climáticas extremas foram a principal causa para a crise ambiental no Lago Aramanaí. O baixo nível de oxigênio dissolvido foi identificado como o fator determinante para a mortandade de peixes, destacando a vulnerabilidade de ecossistemas aquáticos às mudanças climáticas e às pressões ambientais.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Governos federal e do Pará anunciam medidas para identificar causas de morte de peixes em Santarém</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/governos-federal-e-do-para-anunciam-medidas-para-identificar-causas-de-morte-de-peixes-em-santarem/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Nov 2024 17:29:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/jacare-Lalo-de-Almeida-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Governo do Pará comunicaram que adotarão medidas para identificar as causas e análisar os impactos da mortandade de peixes na região de várzea do Rio Amazonas, em Santarém (PA). O caso que aconteceu na comunidade de Igarapé do Costa foi revelado pela Folha [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/jacare-Lalo-de-Almeida-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Governo do Pará <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2024/11/governos-federal-e-do-para-anunciam-medidas-para-identificar-causas-de-mortandade-de-peixes-em-santarem.shtml" target="_blank" rel="noopener">comunicaram que adotarão medidas</a> para identificar as causas e análisar os impactos da mortandade de peixes na região de várzea do Rio Amazonas, em Santarém (PA). O <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/seca-extrema-deixa-toneladas-de-peixes-mortos-em-comunidade-ribeirinha-de-santarem/" target="_blank" rel="noopener">caso que aconteceu na comunidade de Igarapé do Costa</a> foi revelado pela Folha na segunda-feira, 25.</p>
<p>Toneladas de peixes, jacarés, tartarugas e arraias morreram em Santarém, causando grande impacto em comunidades locais. A seca extrema, que assola a região há dois anos consecutivos, é apontada como uma das principais causas do problema.</p>
<p>Em nota enviada ao jornal, o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, liderado por Marina Silva, afirmou que destinará um navio de pesquisa para avaliar os impactos da seca na biodiversidade. Já a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) enviou uma equipe para monitorar a qualidade da água na região.</p>
<blockquote><p>&#8220;Nossa equipe de monitoramento da qualidade de água trouxe os equipamentos para cá e conseguimos identificar que a água está com a temperatura elevada e sem oxigênio. Nosso núcleo de monitoramento meteorológico prevê que a partir da segunda quinzena de dezembro a gente começa a ter a normalização das chuvas por aqui, o que vai aos poucos reconstruir o ambiente de vida desses peixes&#8221;, disse à <a href="https://agenciapara.com.br/noticia/61730/estado-acompanha-situacao-de-comunidade-que-sofre-com-a-mortandade-de-peixes-em-santarem" target="_blank" rel="noopener">Agência Pará</a> o secretário de Meio Ambiente, Raul Protázio, que também se deslocou até o local da tragédia.</p></blockquote>
<p data-sourcepos="11:1-11:210">De acordo com informações coletadas pela Semas junto aos moradores, os peixes pararam de morrer em grande quantidade como foi apurado na reportagem da Folha, porém os animais estão impróprios para o consumo, o que traz um grande impacto para a subsistência e a renda da comunidade.</p>
<p data-sourcepos="11:1-11:210">Para garantir o apoio necessário nesse momento, a Defesa Civil vem fornecendo água potável e cestas de alimentos para os moradores desde outubro. Nos próximos dias, 142 cestas devem ser entregues em Igarapé do Costa e a ajuda deve continuar por, pelo menos, mais 60 dias ou enquanto a seca perdurar.</p>
<p data-sourcepos="13:1-13:235">A crise hídrica se soma a outros problemas ambientais na região. Na segunda-feira, 25, a Prefeitura de Santarém decretou situação de emergência devido à má qualidade do ar causada pelas queimadas, proibindo o uso do fogo por 180 dias.</p>
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		<title>Potencial da piscicultura é subaproveitado na Amazônia, revela estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2024 16:06:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[CURIOSIDADES]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<category><![CDATA[produção]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/04/emater11-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A piscicultura de peixes nativos, que pode ser uma das bases para o desenvolvimento da bioeconomia na Amazônia, está prestes a estagnar. O setorprecisa de uma política estratégica que apoie a assistência técnica, a produção, a comercialização e a divulgação dos produtos locais. Essas são as conclusões apresentadas no mais recente estudo do Instituto Escolhas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/04/emater11-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A piscicultura de peixes nativos, que pode ser uma das bases para o desenvolvimento da bioeconomia na Amazônia, está prestes a estagnar. O setorprecisa de uma política estratégica que apoie a assistência técnica, a produção, a comercialização e a divulgação dos produtos locais. Essas são as conclusões apresentadas no mais recente<a href="https://escolhas.org/wp-content/uploads/2024/08/Sumario-Solucao-debaixo-dagua_o-potencial-esquecido-da-piscicultura-amazonica.pdf" target="_blank" rel="noopener"> estudo do Instituto Escolha</a>s que aborda o “potencial esquecido” da atividade na região.</p>
<p>A pesquisa apresenta um levantamento inédito sobre a piscicultura, que ocupa uma área de  76.942 hectares de lâmina d’água com 61.334 empreendimentos, em sua maioria (95,8%) pequenos produtores com até 5 hectares. Já a produção atingiu o pico em 2015 com 220 mil toneladas de peixes e, desde então, tem oscilado entre 160 mil e 175 mil toneladas, enquanto que nacionalmente o setor cresce de 3% a 5% ao ano.</p>
<p>No Pará, a situação também é preocupante. O estado foi pioneiro do desenvolvimento do setor na região nos anos 1970, porém foi perdendo espaço a partir dos anos 2000, quando as normas passaram a proibir o cultivo de espécies exóticas, o que favoreceu as estratégias para as espécies nativas, mas acabou restringindo o alcance de mercado que é voltado para atender as demandas locais.</p>
<p>De acordo com o Instituto Escolhas, o tambaqui e os híbridos tambacu e tambatinga são as espécies dominantes na piscicultura paraense, com participação de 81,9% na produção. São aproximadamente 14 mil toneladas produzidas por ano, bem abaixo do líder regional que é o estado de Rondônia com 57,2 mil toneladas anuais.</p>
<p>Investimento em assistência técnica</p>
<p>Alguns dos entraves detectados foram a saturação do mercado regional e a inativação de cerca de 19% das áreas de piscicultura. De acordo com a análise, caso essas áreas fossem reativadas, seria possível aumentar a produção local sem expandir a lâmina d’água, mas para isso são necessários investimentos em assistência técnica e ração e alevinos de melhor procedência.</p>
<blockquote><p>“Um avanço consistente no mercado nacional depende da resolução de dois gargalos: solucionar os problemas responsáveis pela baixa produtividade, como a falta de acesso à assistência técnica adequada, e aumentar a produção”, ressalta Sérgio Leitão, diretor executivo do Instituto Escolhas.</p></blockquote>
<p>Outro problema identificado é a falta de acesso ao crédito decorrente da dificuldade dos piscicultores de regularizar os empreendimentos e pleitear os recursos. Do total de R$ 665,6 milhões disponibilizados para operações de custeio no setor, R$ 189 foram contratados nos estados da Amazônia Legal. Já no quesito investimento, os empreendedores fizeram aportes de R$ 5,3 milhões, equivalente a uma participação de apenas 10,5% em relação ao total nacional.</p>
<p>Além disso, o estudo aponta que há um desinteresse dos governos estaduais e federal em reconhecer o potencial da piscicultura. Isso se reflete, por exemplo, na falta de dados atualizados sobre a atividade e no marco regulatório defasado. Nesse cenário, a previsão é que em uma década o setor terá um crescimento de apenas 4,6%, passando de 175 mil toneladas produzidas para 183 mil toneladas, o que representa a estagnação da atividade.</p>
<blockquote><p>“Temos milhares de pequenos piscicultores na Amazônia que se mantêm atuantes apesar da falta de acesso à assistência técnica e infraestrutura e da ausência de visão dos governos locais sobre o potencial dessa cadeia produtiva e sua importância no contexto regional”,  comenta Sérgio Leitão, reforçando que a atividade é viável economicamente, contribui para a segurança alimentar e a geração de renda na região.</p></blockquote>
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		<title>Rios amazônicos recebem 182 mil toneladas de plástico por ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jul 2024 17:07:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[contaminação]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/07/igarape-do-Franco_Manaus-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Japu, ave preta de bico e cauda amarelos comum nas florestas sul-americanas, está incorporando um novo material em seus ninhos: detritos plásticos. Uma pesquisa inédita da Universidade Federal do Pará (UFPA) revela que 66,6% dos ninhos da espécie na região contêm fibras e cordas plásticas. Esse fato, no entanto, é apenas a ponta do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/07/igarape-do-Franco_Manaus-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-sourcepos="3:1-3:419">O Japu, ave preta de bico e cauda amarelos comum nas florestas sul-americanas, está incorporando um novo material em seus ninhos: detritos plásticos. Uma pesquisa inédita da Universidade Federal do Pará (UFPA) revela que 66,6% dos ninhos da espécie na região contêm fibras e cordas plásticas. Esse fato, no entanto, é apenas a ponta do iceberg quando se trata dos impactos do descarte inadequado de plástico na fauna amazônica. As informações são do site  <a href="https://oeco.org.br/noticias/rios-amazonicos-recebem-182-mil-toneladas-de-plastico-por-ano/" target="_blank" rel="noopener">O Eco</a>.</p>
<p data-sourcepos="5:1-5:393">Segundo o professor UFPA, José Eduardo Martinelli Filho estima-se que 182 mil toneladas de plástico sejam lançadas anualmente nas águas da Amazônia brasileira, tornando-a a segunda bacia hidrográfica mais poluída do mundo. Esse montante inclui o plástico descartado nas cidades amazônicas em crescimento, mas também resíduos provenientes de países com rios a montante, como Colômbia e Peru.</p>
<blockquote>
<p data-sourcepos="7:1-7:227">&#8220;É comum encontrarmos estudos científicos sobre a ingestão de microplásticos por peixes. Mas, em qualquer lugar da cadeia alimentar, em diferentes tamanhos, esses poluentes estão presentes&#8221;, alerta o professor à revista Fapesp.</p>
</blockquote>
<p data-sourcepos="9:1-9:326">Outro estudo recente da UFPA identificou a retenção de microplásticos por plantas aquáticas no rio Amazonas. Essas plantas, fontes de alimento para diversas espécies, acabam por propagar o microplástico ao longo da cadeia alimentar, contaminando diversos animais, além da ingestão direta das micropartículas presentes na água.</p>
<p data-sourcepos="11:1-11:186">A presença de plástico e microplástico nas águas brasileiras foi tema de debate na 76ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em Belém, Pará.</p>
<p data-sourcepos="13:1-13:187">Pesquisadores destacaram que, na Amazônia, o problema do descarte inadequado do plástico é agravado pelo saneamento precário, pela vastidão da região e pela falta de estudos sobre o tema.</p>
<p data-sourcepos="15:1-15:189">Dados de Martinelli Filho indicam que 70% das cidades da Amazônia brasileira não possuem tratamento de água e apenas 2,6% dos municípios apresentam condições adequadas de saneamento básico.</p>
<blockquote>
<p data-sourcepos="17:1-17:85">&#8220;É difícil encontrar saneamento adequado na Amazônia. Altamira, no Pará, por exemplo, tem apenas uma estação de tratamento de água, que não é suficiente para tratar todo o esgoto da cidade&#8221;, ressalta Martinelli.</p>
</blockquote>
<p data-sourcepos="19:1-19:275">A pesquisa limitada, a falta de recursos, as restrições metodológicas, as falhas e a falta de padronização, somadas à dimensão continental da Amazônia, dificultam a coleta de dados essenciais para avaliar com segurança os impactos e implementar medidas de mitigação eficazes.</p>
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		<title>Seis estados da Amazônia têm peixes contaminados por mercúrio, aponta estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 May 2023 14:37:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[contaminação]]></category>
		<category><![CDATA[estados amazônicos]]></category>
		<category><![CDATA[Faopa]]></category>
		<category><![CDATA[Fiocruz]]></category>
		<category><![CDATA[mercuiros]]></category>
		<category><![CDATA[peixes]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/peixes-contaminados-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um novo estudo realizado nos principais centros urbanos da Amazônia, abrangendo seis estados e 17 municípios, revela que os peixes da região estão contaminados por mercúrio. Os resultados são assustadores: peixes com níveis de contaminação acima do limite aceitável de 0,5 µg/g, estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foram registrados em todos os seis [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/05/peixes-contaminados-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um novo estudo realizado nos principais centros urbanos da Amazônia, abrangendo seis estados e 17 municípios, revela que os peixes da região estão contaminados por mercúrio. Os resultados são assustadores: peixes com níveis de contaminação acima do limite aceitável de 0,5 µg/g, estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foram registrados em todos os seis estados amazônicos.</p>
<p>Os menores indicadores estão no Pará, com 15,8%, e no Amapá, com 11,4%.  Os piores índices estão em Roraima, com 40% , e Acre, com 35,9%. Na média, 21,3% dos peixes comercializados nas localidades e que chegam à mesa das famílias na região Amazônica têm níveis de mercúrio acima dos limites seguros.</p>
<p>Em todas as camadas populacionais analisadas, a ingestão diária de mercúrio excedeu a dose de referência recomendada. No município mais crítico, de Rio Branco (AC), a potencial ingestão de mercúrio ultrapassou de 6,9 a 31,5 vezes a dose de referência indicada pela EPA &#8211; Agência de Proteção Ambiental do governo norte-americano (0,1 µ/kg pc/dia).</p>
<p>As mulheres em idade fértil &#8211; público mais vulnerável aos efeitos do mercúrio – estariam ingerindo até 9 vezes mais mercúrio do que a dose preconizada; enquanto crianças de 2 a 4 anos até 31 vezes mais do que o aconselhado.</p>
<p>Estas informações são de um <a href="https://informe.ensp.fiocruz.br/assets/anexos/2441a041be660fb7575f8fe0bf6f8f34.PDF" target="_blank" rel="noopener">estudo</a> realizado por pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz (Ensp/Fiocruz), da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Greenpeace Brasil, Iepé, Instituto Socioambiental e WWF-Brasil.</p>
<h3>Problema de saúde pública</h3>
<p>O levantamento buscou avaliar o risco à saúde humana em função do consumo de peixes contaminados &#8211; e, para isso, visitou mercados e feiras em 17 cidades amazônicas onde foram compradas as amostras utilizadas nesta pesquisa.</p>
<p>De acordo com Paulo Basta, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz,  “estamos diante de um problema de saúde pública&#8221;.</p>
<blockquote><p>&#8220;Sabemos que a contaminação é mais grave para as mulheres grávidas, já que o feto pode sofrer distúrbios neurológicos, danos aos rins e ao sistema cardiovascular. Já as crianças podem apresentar dificuldades motoras e cognitivas, incluindo problemas na fala e no processo de aprendizagem. De forma geral, os efeitos são perigosos, muitas vezes irreversíveis, os sintomas podem aparecer após meses ou anos seguidos de exposição. É urgente a criação de políticas públicas para atender as pessoas já afetadas pela contaminação por mercúrio e medidas preventivas, de controle de uso”, alerta Basta.</p></blockquote>
<p>Decio Yokota, coordenador do Programa de Gestão da Informação do Iepé, ressalta que este é o primeiro estudo que avalia os principais centros urbanos amazônicos espalhados em seis estados.</p>
<blockquote><p>“Ele reforça um alerta para um assunto já conhecido, mas não resolvido, que é o risco à segurança alimentar na região amazônica gerado pelo uso de mercúrio na atividade garimpeira. É preocupante que a principal fonte de proteína do território, se ingerida sem controle, provoque danos à saúde por estar contaminada”, ressalta Decio Yokota, coordenador do Programa de Gestão da Informação do Iepé.</p></blockquote>
<p>De acordo com Paulo Basta, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz,  “estamos diante de um problema de saúde pública&#8221;.</p>
<blockquote><p>&#8220;Sabemos que a contaminação é mais grave para as mulheres grávidas, já que o feto pode sofrer distúrbios neurológicos, danos aos rins e ao sistema cardiovascular. Já as crianças podem apresentar dificuldades motoras e cognitivas, incluindo problemas na fala e no processo de aprendizagem. De forma geral, os efeitos são perigosos, muitas vezes irreversíveis, os sintomas podem aparecer após meses ou anos seguidos de exposição. É urgente a criação de políticas públicas para atender as pessoas já afetadas pela contaminação por mercúrio e medidas preventivas, de controle de uso”, alerta Basta.</p></blockquote>
<h3>Onde e como foi feito estudo</h3>
<p>O levantamento foi realizado de março/2021 a setembro/2022 nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima. As amostras foram coletadas nos municípios de Altamira (PA), Belém (PA), Boa Vista (RR), Humaitá (AM), Itaituba (PA), Macapá (AP), Manaus (AM), Maraã (AM), Oiapoque (AP), Oriximiná (PA), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Santa Isabel do Rio Negro (AM), Santarém (PA), São Félix do Xingu (PA), São Gabriel da Cachoeira (AM) e Tefé (AM).</p>
<p>Foram avaliados 1.010 exemplares de peixes, de 80 espécies distintas, comprados em mercados, feiras e diretamente de pescadores, simulando o dia a dia dos consumidores locais. Do total geral da amostra, 110 eram peixes herbívoros, 130 detritívoros, 286 onívoros e 484 carnívoros.</p>
<p>Os carnívoros, mais apreciados pelos consumidores finais, apresentaram níveis de contaminação maiores que as espécies não-carnívoras. A análise comparativa entre espécies indicou que a contaminação é 14 vezes maior nos peixes carnívoros, quando comparados aos não carnívoros. Por isso, o estudo faz uma indicação de consumo para as principais espécies de peixes amostradas, considerando o nível de contaminação e a localidade.</p>
<p>A principal recomendação que os pesquisadores fazem é ter maior controle do território amazônico e erradicar os garimpos ilegais e outras fontes emissoras de mercúrio para o ambiente.</p>
<p><em>Fonte: Ensp/Fiocruz</em></p>
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		<title>Indígenas usam whatsapp para monitorar peixes contaminados por garimpo ilegal na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ludmila Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jan 2023 18:25:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[garimpo ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[kayapós]]></category>
		<category><![CDATA[Mebêngôkre Kayapó]]></category>
		<category><![CDATA[mercúrio]]></category>
		<category><![CDATA[peixes]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[whatsapp]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/01/indigenas_peixe-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />“Bom dia a todos do grupo”. Com esta saudação, que faz parte da rotina de milhões de pessoas em todo mundo, Takakudjyti Kayapó, mais conhecido como Takakre, repassa notícias sobre como o mercúrio proveniente do garimpo ilegal afeta as populações de peixes, uma das principais fontes de sustento de seu povo. O indígena faz parte [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/01/indigenas_peixe-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><span style="font-weight: 400;">“Bom dia a todos do grupo”. Com esta saudação, que faz parte da rotina de milhões de pessoas em todo mundo, </span><span style="font-weight: 400;">Takakudjyti Kayapó, mais conhecido como Takakre, repassa notícias sobre como o mercúrio proveniente do garimpo ilegal afeta as populações de peixes, uma das principais fontes de sustento de seu povo. O indígena faz parte de um grupo dos territórios Mebêngôkre Kayapó, localizados no estado do Pará, que uniu inovação à sabedoria ancestral. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelo rio Curuaés, conhecido como Pixaxá pelos indígenas, há uma preocupação constante sobre peixes que possam estar contaminados pelo metal que é utilizado por garimpeiros ilegais para separar minerais em busca de ouro. Por isso, monitores da </span><span style="font-weight: 400;">pesca comunitária</span><span style="font-weight: 400;"> medem e pesam os peixes, registrando todos os detalhes em uma planilha, enviada aos demais membros da equipe de estudiosos pelo aplicativo de mensagens.</span></p>
<h3><b>Troca de informações</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As informações que circulam no grupo trazem detalhes como a espécie, o comprimento e o peso dos peixes. Além disso, o horário da pesca e outras informações envolvendo a distância até um ponto do rio também são devidamente anotadas. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Esse tipo de informação ajuda a medir a saúde da população de peixes”, afirma Alany Gonçalves, bióloga da Unyleya Socioambiental, que trabalha no projeto de monitoramento de peixes Mebêngôkre Kayapó, ao site </span><i><span style="font-weight: 400;">NPR</span></i><span style="font-weight: 400;">. “Se eles têm que ir longe para pescar, demoram muito para pegar peixes muito pequenos ou os peixes são pequenos, ou se voltam sem nenhum peixe, isso nos diz muito sobre o que está acontecendo em aquele rio”, explica.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A coleta de amostras de tecidos para testes de mercúrio requer anos de treinamento, sendo uma tarefa examinada por especialistas técnicos que visitam periodicamente a terra Mebêngôkre Kayapó. Contudo, nem sempre os cientistas estão pela aldeia. Por isso, os monitores têm a função de registrar meses de dados de pesca e ainda estimulam outros povos a realizar as mesmas tarefas em aldeias vizinhas e comentar sobre as melhores formas de manter o avanço dos estudos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre dezembro de 2021 e março de 202 , dez monitores coletaram dados de 813 peixes de 28 espécies diferentes. Desses, 29 peixes, carnívoros ou onívoros, e de 10 espécies diferentes foram testados para mercúrio. Todos testaram positivo. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Assim que vimos os resultados, passamos a comer menos certos tipos de peixe”, diz Bep Ojo Kaiapó, da aldeia Pyngraitire e intérprete do estudo. “Se houver algo que possamos fazer para evitar adoecer, faremos”, conclui.</span></p></blockquote>
<p>Fontes:<em> NPR </em>e<em> Olhar Digital </em></p>
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		<title>Prefeitura de Óbidos pede suspensão do consumo de peixes após detectar doença da urina preta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jun 2022 17:22:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[alerta]]></category>
		<category><![CDATA[doença da urina preta]]></category>
		<category><![CDATA[Óbidos]]></category>
		<category><![CDATA[peixes]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/obidos-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O município de Óbidos (PA) está sob alerta após registrar a suspeita de quatro casos da doença de Haff, conhecida como doença da urina preta. Um dos quatro, com comorbidade, morreu, segundo informou o portal UOL nesta segunda-feira, 27/06. A doença está associada a toxinas ainda desconhecidas presentes em certos peixes e crustáceos cozidos. A [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/obidos-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O município de Óbidos (PA) está sob alerta após registrar a suspeita de quatro casos da doença de Haff, conhecida como doença da urina preta. Um dos quatro, com comorbidade, morreu, segundo informou o portal UOL nesta segunda-feira, 27/06.</p>
<p>A doença está associada a toxinas ainda desconhecidas presentes em certos peixes e crustáceos cozidos.</p>
<p>A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Divisão de Vigilância em Saúde, recomenda a não ingestão de pescado das espécies: pirapitinga (Piaractus brachypomus), tambaqui (Colossoma macropomum) e pacu (Piaractus mesopotamicus). Conforme estudo feito pela Fiocruz, a toxina também está relacionada ao camarão, sendo indicada a cautela no consumo do mesmo.</p>
<p>Em alerta epidemiológico divulgado nesta segunda-feira, a Vigilância em Saúde busca avisar aos profissionais de saúde da rede pública e privada quanto à identificação de notificações, bem como o poder público municipal, quanto à necessidade de medidas preventivas cabíveis.</p>
<blockquote><p>&#8220;Orientamos a população que caso apresentem sintomas como: fraqueza, dor muscular, dor de cabeça, dormência, urina escura, iniciados de 2 a 12 horas após o consumo de peixe, que busque imediatamente atendimento médico&#8221;, afirma o alerta.</p></blockquote>
<p>Óbidos encontra-se na margem mais estreita de todo o rio Amazonas. Daí, há várias fortificações na cidade e arredores. Os vastos exemplos de arquitetura colonial fazem de Óbidos “a mais portuguesa das cidades do Estado do Pará”.</p>
<p>Sua economia assenta na produção de fibra de juta, de castanha-do-Pará e da pesca, estando a localidade equipada com um porto fluvial para escoamento dos produtos locais.</p>
<p><em>Fonte: Prefeitura de Óbidos</em></p>
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