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	<title>Pedra Pintada &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Pedra Pintada &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Parque Monte Alegre é roteiro obrigatório por abrigar &#8216;berço do amazônida&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Oct 2021 23:11:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/10/monte-alegre1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Com o Fórum Mundial de Bioeconomia se aproximando, na segunda-feira, 18/10, o brasileiro tem um motivo a mais para esticar a viagem de Belém até o Parque Estadual Monte Alegre (PEMA), uma Unidade de Conservação de Proteção Integral situada no município de Monte Alegre. Motivos não faltam. Trata-se de uma preciosidade natural cênica do Estado [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/10/monte-alegre1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Com o Fórum Mundial de Bioeconomia se aproximando, na segunda-feira, 18/10, o brasileiro tem um motivo a mais para esticar a viagem de Belém até o Parque Estadual Monte Alegre (PEMA), uma Unidade de Conservação de Proteção Integral situada no município de Monte Alegre. Motivos não faltam.</p>
<p>Trata-se de uma preciosidade natural cênica do Estado com serras (Serra da Lua e Serra do Ererê), vales, cavidades naturais (Gruta do Pilão e Gruta Itatupaoca), além de diversos sítios arqueológicos com pinturas rupestres.</p>
<p>No parque, encontra-se o sítio arqueológico mais antigo da Amazônia sul-americana, com pinturas rupestres de 11.200 anos. É o primeiro com arte rupestre escavado no Estado do Pará. Tais escavações arqueológicas revelaram a presença de fogueiras, fragmentos de cerâmica e artefatos líticos de grupos humanos que viveram nesse local mais de 11 mil anos atrás.</p>
<blockquote><p>&#8220;<span class="s1">Todos gostam muito do passeio. É uma sintonia com a natureza. A Pedra do Mirante, por exemplo, fica a 270 m do nível do mar. </span><span class="s1">Também temos a Pedra do Pilão, com uma visão linda, de onde se enxerga o Rio Amazonas, os lagos, um tesouro&#8221;, relata a guia turística </span><span class="s1">Elana Porto do Nascimento.</span></p></blockquote>
<p><span class="s1">Mas quem é esse amazônida que pintou as pedras do parque? </span></p>
<blockquote><p><span class="s1">&#8220;O</span> máximo que dá para saber é que eram povos indígenas, mas não podemos atribuir a nenhuma etnia. Com esse tempo de aproximadamente 12 mil anos, não se pode dizer de quem eles eram descendentes. De ossada não encontramos nada porque o solo amazônico é mais acido e não favorece a conservação de restos humanos. Na Pedra Pintada, encontramos dentes, mas em condições que não davam para obter mais informação&#8221;, conta a arqueóloga Edithe Pereira, do Museu Paraense Emílio Goeldi.</p></blockquote>
<p>Edithe possui doutorado em Geografia e História pela Universidade de Valência (Espanha). Em 2015, a pesquisadora foi nomeada cidadã de Monte Alegre, graças a sua contribuição ao município paraense.</p>
<blockquote><p>&#8220;É vegetação de savana, tem serras e sítios arqueológicos com pinturas rupestres fantásticas. A mais importante é a da Pedra Pintada, que foi escavada pela arqueóloga norte-americana Anna Roosevelt (<em>bisneta do presidente norte-americano Theodore Roosevelt</em>). Através da escavação dela surgiu uma datação muito antiga. Em 2014, fizemos uma nova escavação nesse sitio, do lado oposto, e conseguimos uma datação de 12 mil anos atrás. Isso coloca Monte Alegre como um dos sítios da transição entre o pleistoceno (<em>que começou há 2,6 milhões de anos e durou até 11,7 mil anos atrás</em>) e holoceno <em>(iniciado há 11,7 anos</em>). Isso poderia ser turisticamente explorado, conscientemente, pelo governo&#8221;, sugere Edithe.</p></blockquote>
<p>Ela conta que o Piauí tem datações mais antigas, mas que o Pará e Minas Gerais estariam na mesma linha do tempo. Edithe afirma que Monte Alegre pode ser berço do amazônida, mas ressalva que Carajás também tem pinturas bastante antigas.</p>
<h3>Tesouros</h3>
<p>Monte Alegre guarda vários raridades. Uma delas são os hábitos alimentares desse amazônida, que incluíam peixes pequenos, frutos e óleos de palmeiras, como murici, ou da vagem de leguminosas, como o jatobá. Também comiam animais pequenos e adoravam tartarugas, segundo contou a própria Anna Roosevelt à revista &#8220;Pesquisa Fapesp&#8221;.</p>
<p>Outra preciosidade do parque é um observatório solar construído pelos paleoíndios para saber em que período do ano estavam. Segundo a arqueóloga norte-americana, trata-se do mais antigo observatório solar que se conhece no planeta, datado de 13 mil anos atrás, início do período paleoíndio, grupo que permaneceu por 1 mil a 2 mil anos na região.</p>
<p>Segundo a guia turística Elana, é possível percorrer o parque em um dia, mas com carro 4 x 4 porque o terreno é bem arenoso. Importante é estar acompanhado de um guia porque os atrativos são distantes uns dos outros. Um lanchinho é bem-vindo durante o passeio, mas no final do trajeto Elana oferece comida aos visitantes, em sua própria casa.</p>
<p>&#8220;Eu sirvo o que tiver: purê de macaxeira, um peixe pirarucu, carne de sol, galinha caipira, tudo bem gostoso&#8221;, conta Elana, que é natural de Monte Alegre.</p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">&#8220;Eu sou pinta-cuia, nascida e criada em Monte Alegre&#8221;, acrescenta Elana.</span></p>
</blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">Pinta-cuia é o nome dado ao povo de Monte Alegre em referencia ao trabalho de pintar cuia que era feito pelas índias monte-alegrenses no período colonial. Com o passar do tempo, o termo assume um caráter identitária e passou a denominar as pessoas naturais do lugar.</span></p>
<h3>Ecoturismo de base comunitária</h3>
<p>A experiência no Parque Estadual Monte Alegre se torna ainda mais rica quando guiada por profissionais dedicados ao chamado ecoturismo de base comunitária. Nesse quesito, a <a href="https://estacaogabiraba.com.br/roteiros/" target="_blank" rel="noopener">Estação Gabiraba</a> se destaca. Ela é uma operadora de ecoturismo que, em conjunto com comunidades locais, procura desenvolver e estabelecer um modelo alternativo de turismo que gera renda às iniciativas sociais comunitárias e valoriza as tradições e o ambiente em que elas vivem.</p>
<blockquote>
<p class="p1"><span class="s1">&#8220;O turismo é uma ferramenta muito poderosa para melhorar a qualidade de vida das pessoas que moram no lugar, com projetos de conservação. Promove muita relação com educação, com a comunidade, moradores e os visitantes. </span><span class="s1">Permite um aprendizado mútuo&#8221;, resume </span><span class="s1">Ana Gabriela Fontoura, diretora da Gabiraba.</span></p>
</blockquote>
<h3>Como chegar</h3>
<p>É possível chegar até o parque a partir de Santarém, que está ligada a Belém por meio de voos comerciais diários. Partindo de Santarém, navega-se em balsas, em torno de duas horas, até o Distrito Portuário de Santana do Tapará.</p>
<p>De lá, prossegue-se via terrestre pela PA-255 e depois até a Linha do Ererê que dá acesso ao parque, uma distância de aproximadamente 80 km. O acesso ao parque está marcado principalmente por estradas secundárias e ramais de terrenos arenosos, o que requer veículos tracionados do tipo 4×4 para trafegá-las.</p>
<p>Contato de Elana: (93) 9197-1229.<br />
Mais informações sobre o local podem ser obtidas <a href="https://ideflorbio.pa.gov.br/unidades-de-conservacao/regiao-administrativa-calha-norte-i/parque-estadual-de-monte-alegre-pema/" target="_blank" rel="noopener">neste link</a>.<br />
Para informações sobre a Estação Gabiraba, clique <a href="https://estacaogabiraba.com.br/roteiros/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
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