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	<title>pecuária sustentável &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>pecuária sustentável &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Brasil e China fortalecem diálogo por pecuária bovina mais sustentável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 16:24:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Fazenda-Carioca-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A pecuária brasileira tornou-se palco de uma conexão histórica com a recepção, pelo Imaflora, de uma delegação estratégica da Tianjin Meat Association (TMA) na semana passada. O objetivo central dessa jornada foi consolidar cadeias bovinas que sejam, acima de tudo, transparentes, rastreáveis e rigorosamente alinhadas a critérios socioambientais. A peça-chave dessa articulação é o &#8220;Beef [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Fazenda-Carioca-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A pecuária brasileira tornou-se palco de uma conexão histórica com a recepção, pelo Imaflora, de uma delegação estratégica da Tianjin Meat Association (TMA) na semana passada. O objetivo central dessa jornada foi consolidar cadeias bovinas que sejam, acima de tudo, transparentes, rastreáveis e rigorosamente alinhadas a critérios socioambientais.</p>
<p>A peça-chave dessa articulação é o &#8220;Beef on Track&#8221; (BoT), um sistema de certificação internacional lançado em outubro de 2025 que atua como um selo de confiança global.  O BoT garante que a carne consumida esteja livre de desmatamento, trabalho análogo à escravidão e ocupação ilegal de terras públicas, elevando a credibilidade do produto brasileiro.</p>
<p>O impacto dessa parceria já é mensurável: os integrantes da TMA assumiram o compromisso de adquirir 50 mil toneladas de carne certificada pelo sistema em 2026, sinalizando o apetite voraz do mercado chinês por produtos que unam qualidade e origem verificável.</p>
<h3>Expedição por sustentabilidade</h3>
<p>A expedição de oito dias percorreu os contrastes e as potências de São Paulo, Belém e Brasília, mergulhando nos diversos elos da produção nacional.</p>
<p>A agenda teve início em São Paulo, com a apresentação institucional do Imaflora e reuniões com atores estratégicos, como o Ministério Público Federal (MPF), a Agrotools, empresa especializada em soluções digitais para o agronegócio, e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, destacando o papel da governança e da articulação institucional no avanço de cadeias mais responsáveis.</p>
<p>Em São Paulo, a agenda focou na governança, promovendo encontros com o Ministério Público Federal (MPF), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e a Agrotools, especialista em soluções digitais para o setor.</p>
<p>No Pará, a comitiva viveu a realidade da produção extensiva na Amazônia durante uma visita à Fazenda Carioca, em Castanhal. Lá, os chineses puderam observar de perto o manejo de pastagens e o melhoramento genético, degustando cortes produzidos no local e reafirmando o interesse por carne &#8220;premium&#8221;.</p>
<p>O intercâmbio cultural também teve espaço em Belém, com uma visita à Ilha do Combu para entender a relação entre território e sustentabilidade, além de passeios pelos pontos turísticos locais que ajudaram a contextualizar o ambiente socioambiental da região.</p>
<p>O encerramento da missão ocorreu em Brasília, onde o diálogo técnico e institucional ganhou força em conversas com a NicePlanet sobre ferramentas de monitoramento em diferentes níveis e com Niels Soendergaard, do Insper Agro Global, que trouxe uma perspectiva acadêmica sobre as complexas relações comerciais entre Brasil e China.</p>
<h3>Convergência de interesses</h3>
<p>A passagem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços reforçou o apoio governamental a essa ponte entre nações.</p>
<p>Ao final, o que ficou evidente foi uma convergência de interesses sem precedentes: a crescente demanda chinesa por responsabilidade socioambiental encontra na expertise do Imaflora o caminho ideal.</p>
<p>Essa cooperação não apenas abre portas para mercados exigentes, mas reafirma que o futuro da pecuária bovina brasileira depende de uma produção que saiba aliar, com transparência, qualidade, credibilidade e sustentabilidade.</p>
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		<title>Melhoramento genético: setor ganha reforço no crédito para pecuária sustentável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 17:32:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[carne]]></category>
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		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/boi_rastreabilidade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Menos metano, mais arrobas. Essa é a conta por trás da nova medida do Conselho Monetário Nacional (CMN), que aprovou, nesta quinta-feira, 26/3, a Resolução CMN nº 5.288. Ao incluir o melhoramento genético animal no cardápio de investimentos do programa RenovAgro, o governo aposta na biotecnologia para reduzir drasticamente a pegada de carbono na produção [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/boi_rastreabilidade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Menos metano, mais arrobas. Essa é a conta por trás da nova medida do Conselho Monetário Nacional (CMN), que aprovou, nesta quinta-feira, 26/3, a Resolução CMN nº 5.288. Ao incluir o melhoramento genético animal no cardápio de investimentos do programa RenovAgro, o governo aposta na biotecnologia para reduzir drasticamente a pegada de carbono na produção de carne e leite, sinalizando ao mercado que a pecuária do futuro não precisa de mais terra, mas de animais mais eficientes.</p>
<p>A partir de agora, produtores rurais poderão acessar crédito rural para a aquisição de sêmen, óvulos e embriões destinados a bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos. O financiamento também cobre os serviços de inseminação artificial e transferência de embriões, ferramentas que prometem elevar o patamar de produtividade do rebanho brasileiro.</p>
<p>O RenovAgro é hoje o principal instrumento de crédito voltado à produção de baixo carbono no Brasil. A inclusão da genética reforça a estratégia de apoiar tecnologias que aumentem a eficiência produtiva enquanto reduzem o impacto ambiental.</p>
<p>Estudos técnicos apontam que a adoção da inseminação artificial em tempo fixo (IATF) pode reduzir em até 37% a pegada de carbono por litro de leite e em até 49% por quilograma de peso vivo em sistemas de corte.</p>
<p>Esses ganhos vêm da aceleração do ciclo produtivo: a idade ao primeiro parto cai de 48 para 24 meses, enquanto a taxa de desmame salta de 60% para 80%.</p>
<h3>O que muda com a nova resolução?</h3>
<p>A norma altera o Manual de Crédito Rural (MCR) e permite que o produtor utilize a integralidade do limite do programa — atualmente de R$ 5 milhões — para a aquisição de material genético e serviços associados, sem restrição de percentual sobre o valor total do projeto.</p>
<p>As condições do financiamento para esta finalidade são:</p>
<ul>
<li><strong>Prazo</strong>: Até cinco anos;</li>
<li><strong>Carência</strong>: Até 12 meses;</li>
<li><strong>Agricultura Familiar:</strong> A resolução também atualiza regras do Pronaf, garantindo acesso a essas biotecnologias com juros diferenciados, com foco especial na pecuária de leite.</li>
</ul>
<h3>Compromisso com a eficiência</h3>
<p>A medida faz parte da agenda do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para promover sistemas mais responsáveis. Segundo a Secretaria de Política Agrícola, a lógica é otimizar o uso de recursos naturais:</p>
<blockquote><p>“Rebanhos mais eficientes, do ponto de vista reprodutivo, permitem produzir a mesma quantidade de animais com menor número de matrizes, reduzindo o consumo de insumos, o metano entérico emitido pelo rebanho e os custos de produção, benefícios simultâneos para o produtor, para o setor e para o meio ambiente.”</p></blockquote>
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		<title>Altamira ganha Núcleo de Atendimento ao Produtor para impulsionar a pecuária sustentável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jan 2026 18:50:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Núcleo de Atendimento ao Produtor]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária sustentável]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/12/agropecuaria-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O governo do Pará entregou à população de Altamira, na semana passada, o espaço físico do Núcleo de Atendimento aos Produtores e Criadores (NAP). A escolha do município é estratégica, já que a região detém o quarto maior rebanho bovino do estado.  O principal objetivo da iniciativa é reduzir a distância entre os serviços técnicos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/12/agropecuaria-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O governo do Pará entregou à população de Altamira, na semana passada, o espaço físico do Núcleo de Atendimento aos Produtores e Criadores (NAP). A escolha do município é estratégica, já que a região detém o quarto maior rebanho bovino do estado.  O principal objetivo da iniciativa é reduzir a distância entre os serviços técnicos estaduais e os pequenos produtores, garantindo orientação especializada, auxílio na regularização e o fomento a métodos de produção mais sustentáveis.</p>
<p>Instalada na sede da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), o NAP, a partir de agora, serve como o ponto de referência central para que produtores e criadores obtenham informações, suporte técnico e acompanhamento em áreas essenciais, como a regularização ambiental, a requalificação comercial e o sistema de identificação e rastreabilidade do rebanho, pilares que sustentam o Programa Pecuária Sustentável do Pará.</p>
<p>A coordenadora de Conformidade de Cadeias Produtivas da Semas, Tamires Mendes, destacou que o núcleo simboliza um avanço real na integração entre as políticas públicas e o homem do campo.</p>
<blockquote><p>“Estamos aqui hoje para a inauguração de um espaço onde oferecemos orientação e capacitação técnica para os produtores que o buscarem. Nosso foco é garantir que os pequenos produtores tenham acesso aos serviços do Programa Pecuária Sustentável para que possam trabalhar com regularidade e também avançar na sua produção”.</p></blockquote>
<p>Além disso, o funcionamento do NAP está integrado ao trabalho realizado no território pela Rede de Governança da Transamazônica e Xingu (RGTX).</p>
<p>Essa rede, composta por 28 instituições dos setores público, privado e do terceiro setor, desempenha um papel estratégico na coordenação de ações voltadas ao desenvolvimento regional.</p>
<p>“Este é um dia ímpar para o nosso território. A Rede de Governança nasce justamente para escalar ações em benefício da região, e acreditamos que o NAP será um ponto estratégico fundamental para o desenvolvimento local”, afirmou a coordenadora da RGTX, Márcia Bueno.</p>
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		<title>Cheque Pecuária aposta em pequenos produtores para fortalecer produção sustentável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jan 2026 16:37:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Cheque pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Pecuária sustentável no Pará]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/boi_rastreabilidade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O programa Cheque Pecuária, lançado no final de 2025 pelo governo do Pará, pretende beneficiar mais de 70 mil pequenos produtores e agricultores familiares com valores de até R$ 20 mil para estimular a recuperação de pastagens, a regularização ambiental das propriedades e o aumento da produtividade com sustentabilidade, contribuindo para a geração de renda [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/boi_rastreabilidade-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O programa Cheque Pecuária, lançado no final de 2025 pelo governo do Pará, pretende beneficiar mais de 70 mil pequenos produtores e agricultores familiares com valores de até R$ 20 mil para estimular a recuperação de pastagens, a regularização ambiental das propriedades e o aumento da produtividade com sustentabilidade, contribuindo para a geração de renda no campo aliada à preservação ambiental.</p>
<p>A ideia é aproximar o setor das políticas governamentais e das novas implementações voltadas ao meio ambiente, já que esses produtores historicamente relatam falhas no acesso às políticas públicas, mesmo sendo responsáveis por parte fundamental da origem do rebanho bovino do estado. No Pará, por exemplo, os pequenos produtores são responsáveis por cerca de 3,1 milhões de cabeças de gado, equivalente a 13,7% do rebanho estadual.</p>
<p>Para o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), o Cheque Pecuária é uma política pública eficiente para engajar esse público em um esforço conjunto de melhoria produtiva e redução de emissões associadas ao desmatamento.</p>
<blockquote><p>“Fizemos um cálculo do potencial de contribuição climática resultante da adesão desse universo de produtores às medidas que são alvo do incentivo e os resultados são muito positivos”, afirma Bruno Vello, coordenador de Políticas Públicas do Imaflora.</p></blockquote>
<p>Na cadeia produtiva, os pequenos produtores geralmente atuam nas áreas fundamentais para a pecuária, como cria e recria. Desta forma, enquanto produtores médios e grandes costumam concentrar todas as etapas, da cria à engorda, os pequenos formam a base da cadeia, fornecendo bezerros e animais jovens que depois seguem para fazendas maiores.</p>
<p>No entanto, quando há irregularidades nessa etapa inicial, os problemas tendem a se espalhar por toda a cadeia produtiva. Desta forma, criar políticas públicas que alcancem a etapa inicial demonstra um reforço no compromisso em gerar uma cadeia pecuária mais sustentável de ponta a ponta.</p>
<p>Para Vello, o programa pode ajudar a superar resistências históricas à regularização ambiental entre pequenos produtores, muitas vezes associada a custos elevados, medo de perda de área produtiva e risco de exclusão de mercados.</p>
<blockquote><p>“Dispor de um recurso que permite se regularizar e obter ganhos de produção com isso pode ser um incentivo para a mudança”, afirma.</p></blockquote>
<h3>Como funciona</h3>
<p>Cada produtor poderá acessar até R$ 20 mil, com uso restrito a duas frentes consideradas estratégicas para a redução do desmatamento como a requalificação comercial, que envolve a recuperação de áreas desmatadas ilegalmente após 2008. A outra frente é a adoção de boas práticas produtivas capazes de elevar a eficiência da atividade sem abertura de novas áreas.</p>
<p>No entanto, propriedades que tenham sobreposição com áreas protegidas ou registros de trabalho análogo à escravidão não podem participar do programa. O objetivo principal é criar distinção entre <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/para-lanca-manual-para-requalificar-pecuaristas-embargados-por-desmatamento/" target="_blank" rel="noopener">produtores que estão em busca de regularização</a> e aqueles que devem ser alvo de ações de fiscalização, comando e controle.</p>
<p>O programa será executado pela Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), do Banco do Estado do Pará (Banpará) e da Secretaria da Agricultura Familiar (Seaf). Para tirar dúvidas sobre o programa, basta procurar a gerência regional mais próxima, que pode ser consultada no <a href="https://www.adepara.pa.gov.br/node/199" target="_blank" rel="noopener">site da Adepará</a>.</p>
<h3>Vantagens</h3>
<p>Para o Imaflora, o programa permite que pequenos produtores possam duplicar a produção pecuária sem expandir a fronteira agropecuária, ajudando na manutenção de cerca de 500 milhões de toneladas de carbono estocadas no solo, além de remover mais de 800 mil toneladas de dióxido de carbono e reduzir as emissões de metano, com abate mais precoce de animais.</p>
<p>Já a restauração florestal em áreas degradadas também possui potencial de capturar milhões de toneladas adicionais de gases de efeito estufa, além de contribuir para o alcance de metas de outros programas estaduais.</p>
<p>Simulando um cenário de adesão total ao programa, por exemplo, seria possível colocar 360 mil hectares sob manejo sustentável, equivalente a 14% da meta estadual do <a href="https://www.paraterraboa.com/?s=abc%2B" target="_blank" rel="noopener">Plano ABC+ Pará</a>, assim como isolar ao menos 432 mil hectares para recuperação ambiental, correspondendo a 7,7% da meta prevista no <a href="https://www.paraterraboa.com/?s=Plano+de+Recupera%C3%A7%C3%A3o+da+Vegeta%C3%A7%C3%A3o+Nativa" target="_blank" rel="noopener">Plano de Recuperação da Vegetação Nativa</a> do estado.</p>
<p>Vello reforça que a implantação é fundamental para, posteriormente, implementar mais recursos vinculados a outros programas estaduais e nacionais, como ao <a href="https://www.paraterraboa.com/?s=SRBIPA" target="_blank" rel="noopener">programa de rastreabilidade individual do rebanho</a>.</p>
<blockquote><p>“Será preciso um monitoramento fino nos próximos anos, para identificar eventuais gargalos, distorções e oportunidades de melhorar o programa”, conclui.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/produtora-mostra-como-o-car-e-a-rastreabilidade-viram-vantagem-competitiva-na-pecuaria/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Rastreabilidade muda a realidade de pequenos e médios produtores do Pará</strong></a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/para-anuncia-ampliacao-da-politica-de-pagamento-por-servicos-ambientais-na-cop30/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pará anuncia ampliação da política de Pagamento por Serviços Ambientais na COP30</strong></a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/para-lanca-manual-para-requalificar-pecuaristas-embargados-por-desmatamento/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pará lança manual para requalificar pecuaristas embargados por desmatamento</strong></a></p>
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		<title>Rastreabilidade muda a realidade de pequenos e médios produtores do Pará</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/produtora-mostra-como-o-car-e-a-rastreabilidade-viram-vantagem-competitiva-na-pecuaria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 12:49:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Gorete Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[rastreabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema de Rastreabilidade Bovídea Individual do Pará]]></category>
		<category><![CDATA[SRBIPA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/up_ag_61421_2ca331d5-fc2a-9b81-51e0-940b7d7c30ca-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A implementação de políticas públicas voltadas à regularização ambiental e à rastreabilidade do rebanho está mudando a realidade de pequenos e médios produtores no Pará. Entre eles está a produtora rural Maria Gorete Ribeiro, que há 11 anos deixou a vida urbana, onde trabalhava como secretária, para iniciar sua trajetória no campo. Hoje, ela é [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/up_ag_61421_2ca331d5-fc2a-9b81-51e0-940b7d7c30ca-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A implementação de políticas públicas voltadas à regularização ambiental e à rastreabilidade do rebanho está mudando a realidade de pequenos e médios produtores no Pará. Entre eles está a produtora rural Maria Gorete Ribeiro, que há 11 anos deixou a vida urbana, onde trabalhava como secretária, para iniciar sua trajetória no campo. Hoje, ela é uma das vozes que defendem a gestão sustentável do rebanho paraense.</p>
<p>Gorete administra uma área de 78 hectares e ganhou destaque pela forma como incorporou as novas exigências, transformando desafios em oportunidades e engajando o setor no seu município. Ela relembra que tudo começou quando participou de palestras sobre desenvolvimento de cadeias produtivas inclusivas e sustentáveis.</p>
<blockquote><p>“Além dos debates sobre sustentabilidade, tiraram dúvidas sobre as etapas de regularização ambiental para cada tipo de projeto de interesse, aquilo abriu meus olhos para as oportunidades: o mapa estava ali na minha frente”, diz.</p></blockquote>
<p>A partir desse contato, vieram os novos passos rumo à regularização ambiental e o pensar estratégico para o uso da terra dentro das legislações de sustentabilidade e manejo responsável.</p>
<blockquote><p>“Eu tinha o título, mas me faltava o CAR (Cadastro Ambiental Rural), e a SEMAS (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade) fez umas palestras mostrando como poderíamos fazer o processo. Daí eu consegui validar o CAR, tive acesso a crédito, comprei o rebanho e ao mesmo tempo já veio a oportunidade de fazer também a identificação animal”, conta.</p></blockquote>
<p>Até então, ela atuava apenas com lavoura, baseada no açaí e cacau, mas ao conhecer as possibilidades nas palestras, um novo mundo se abriu. Agora, além da renda obtida pelos plantios, ela também aderiu a programas como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), o Regulariza Pará e o Sistema de Rastreabilidade Bovídea Individual do Pará (SRBIPA), gerando novas oportunidades de negócio.</p>
<p>Com 70 cabeças de gado em uma pequena propriedade, Gorete ganhou um papel fundamental na pecuária local por virar um modelo de como a rastreabilidade pode avançar não apenas como regulamentação, mas como cultura de manejo e gestão.</p>
<blockquote><p>“Fui a primeira produtora de Novo Repartimento a identificar todo o rebanho e a primeira a fazer a venda direta ao frigorífico”, relembra. &#8220;Quando está tudo dentro das regras, vem a oportunidade de participar de vários programas e diversificar o uso dessa terra com um suporte que, por ser uma pequena produtora, jamais conseguiria com recursos próprios&#8221;.</p></blockquote>
<figure id="attachment_39757" aria-describedby="caption-attachment-39757" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-39757" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-02-at-15.32.41-1024x576.jpeg" alt="" width="814" height="458" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-02-at-15.32.41-1024x576.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-02-at-15.32.41-300x169.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-02-at-15.32.41-768x432.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-02-at-15.32.41-1536x864.jpeg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-02-at-15.32.41-150x84.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-02-at-15.32.41-450x253.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-02-at-15.32.41-1200x675.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-02-at-15.32.41.jpeg 1599w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-39757" class="wp-caption-text">Bois rastreados na propriedade de Maria Gorete, em Novo Repartimento, sudeste do Pará. Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
<h3>Ferramenta de gestão</h3>
<p>Aproveitando o acesso às informações e o caminho aos órgãos públicos, Gorete decidiu ampliar a experiência no tema para engajar outros produtores ao longo do processo. Para isso, ela chegou a fazer o curso de Operador de Identificação Animal (OPR), como forma de ser um apoio local ao setor.</p>
<p>Para ela, a rastreabilidade não é apenas uma exigência, mas uma ferramenta de gestão. “É uma identificação para o Estado, sim, mas principalmente para o produtor”, afirma.</p>
<blockquote><p>“Saber exatamente onde e como está cada animal, como está acontecendo o manejo e essa integração toda ao sistema produtivo do estado facilita a tomada de decisões e abre portas para esses mercados mais exigentes aí de fora”, conta.</p></blockquote>
<p>Gorete aproveitou as possibilidades da sua área para investir na recuperação de áreas de preservação permanente, cercando nascentes, instalando corredores para controlar o acesso do gado e direcionar esses animais para beber água limpa, o que, segundo ela, influencia diretamente na saúde e no ganho de peso.</p>
<blockquote><p>“Sem água não tem vida, essa foi a primeira grande melhoria que veio arrastando todas as demais dentro da porteira”, diz a produtora, explicando que o pisoteio do gado compacta o solo e compromete a recarga das nascentes.</p></blockquote>
<h3>Exemplo e respeito</h3>
<p>Essas ações, somadas ao plantio contínuo de árvores desde que comprou a propriedade, já refletem um cenário diferente. Se antes enfrentava resistência por ser uma mulher implantando técnicas diferentes nas suas terras, os bons resultados transformaram Gorete num exemplo dentro da comunidade, ajudando a convencer outros produtores a ver a sustentabilidade como uma aliada no dia a dia.</p>
<blockquote><p>“Sou mulher, produtora rural, proprietária, e os caras não queriam me respeitar. Conforme o resultado chegava, mostrando que dá certo sim investir no meio ambiente como vantagem para o negócio, essa falta de respeito foi caindo e, aos poucos, eles já vinham perguntar como fazer para ir até determinado órgão ou tirar dúvidas direto comigo”, afirma.</p></blockquote>
<p>A produtora acredita que, assim como aconteceu com ela, outros colegas podem se beneficiar ao encarar a rastreabilidade e a regularização ambiental como uma oportunidade de avanço. Ela destaca que é a primeira vez que vê um projeto como este ter parcerias diretas com o mercado de varejo e exportação:</p>
<blockquote><p>“Não é só mais uma exigência, é uma estratégia de gestão (o SRBIPA). Eu entendo que alguns produtores rejeitam por medo de dar errado, mas existe um esforço em fazer dar certo para não ser só mais uma exigência e sim um legado real. É a primeira vez que vejo gente do mercado envolvida e acredito muito nesse sucesso. Já pensou se um dia alguém me liga e diz que viu o selo da carne no supermercado? É um orgulho já fazer parte disso”, diz.</p></blockquote>
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		<title>Lançado na COP30, Certificado Carne Baixo Carbono fortalece pecuária sustentável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 17:33:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[ILPF]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Protocolo Carne Baixo Carbono]]></category>
		<category><![CDATA[rastreabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/ILPF3-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Pecuaristas que recuperam pastagens e adotam sistemas de menor impacto ambiental, como a integração lavoura-pecuária (ILP), poderão comprovar suas boas práticas por meio da certificação Carne Baixo Carbono (CBC). Lançado na COP30, em Belém (PA), o selo vai agregar valor à produção e atender mercados mais exigentes. A ferramenta é baseada no Protocolo Carne Baixo [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/ILPF3-1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Pecuaristas que recuperam pastagens e adotam sistemas de menor impacto ambiental, como a integração lavoura-pecuária (ILP), poderão comprovar suas boas práticas por meio da certificação Carne Baixo Carbono (CBC). Lançado na COP30, em Belém (PA), o selo vai agregar valor à produção e atender mercados mais exigentes.</p>
<p>A ferramenta é baseada no Protocolo Carne Baixo Carbono, desenvolvido pela Embrapa com apoio da ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira. Na prática, ela vai garantir ao consumidor que a carne foi produzida respeitando a rigorosos critérios ambientais.</p>
<blockquote><p>“Com o selo, damos um passo decisivo na consolidação de uma cadeia de carne bovina de baixo carbono, transparente, auditável e capaz de gerar valor, tanto para o produtor quanto para o consumidor. Trata-se de um avanço que reforça a liderança do Brasil na agenda da agricultura sustentável&#8221;, afirma a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.</p></blockquote>
<h3>Tendência de mercado</h3>
<p>Diante da pressão de compradores nacionais e internacionais por critérios de rastreabilidade, desmatamento zero e redução de emissões, a CBC passa a funcionar como um diferencial competitivo. Não à toa, a MBRF, uma das maiores empresas de alimentos do mundo aderiu à proposta neste domingo (16).</p>
<blockquote><p>“A Carne Baixo Carbono é um reconhecimento que valida nossos esforços e destaca a importância da integração entre ciência e campo para reduzir emissões, impulsionar a sustentabilidade e mostrar que o agro é — e deve ser — parte da solução climática global”, explica o diretor de Sustentabilidade da MBRF, Paulo Pianez.</p></blockquote>
<p>Com marcas fortes como Sadia, Perdigão, Sadia Bassi, Perdigão Montana, Perdigão na Brasa, Qualy, Banvit, Paty, a companhia produz cerca de 8 milhões de toneladas de alimentos por ano, atendendo mais de 425 mil clientes e milhões de consumidores em todo o mundo.</p>
<h3>Como funciona</h3>
<p>O protocolo prevê tanto a certificação da propriedade quanto do frigorífico, utilizando para isso ferramentas próprias de avaliação. Tudo é baseado em critérios monitoráveis, registráveis e verificáveis (MRV), o que garante um processo totalmente alinhado a padrões internacionais de sustentabilidade.</p>
<p>Além disso, a Embrapa capacita certificadoras independentes, que são responsáveis por avaliar se o sistema produtivo cumpre todos os critérios técnicos. Quando a propriedade e a planta industrial são aprovadas, os animais e a carne passam a utilizar a marca registrada “Carne Baixo Carbono”, licenciada pela própria entidade.</p>
<blockquote><p>“Essa certificação é resultado direto da ciência aplicada ao campo e da união entre o setor público e o setor privado, em torno de um mesmo propósito: produzir mais, com menor impacto ambiental.”, avalia Massruhá.</p></blockquote>
<h3>Benefícios aos produtores</h3>
<p>Os benefícios aos produtores vão além do reconhecimento ambiental e incluem pastos mais produtivos, valorização da carne, acesso a mercados mais exigentes e aumento da resiliência da fazenda — com solos mais férteis e menos vulneráveis às mudanças climáticas.</p>
<blockquote><p>“É um pacote técnico muito completo e ganha ainda mais relevância com esta certificação, podendo posicionar o Brasil como liderança global em agricultura sustentável”, afirma Natália Grossi, analista de cadeias agropecuárias da Amigos da Terra – Amazônia Brasileira.</p></blockquote>
<p>A expectativa dos parceiros é que, com o avanço da adoção do protocolo e a crescente adesão de produtores, o Selo Carne Baixo Carbono se consolide como um marco na transição para uma pecuária de baixo impacto climático, contribuindo diretamente para as metas de descarbonização do Brasil no contexto do Acordo de Paris.</p>
<p><em> Fonte: André Garcia/Gigante 163</em></p>
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		<title>Brasil pode reduzir até 92,6% das emissões da carne até 2050, diz estudo apresentado na COP30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 12:10:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Abiec]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento zero]]></category>
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		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
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		<category><![CDATA[rastreabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/ilpf57-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil pode reduzir em até 92,6% as emissões por quilo de carne produzida até 2050, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC). O dado, apresentado na COP30, em Belém (PA), reforça o potencial sustentável  do setor. De acordo com o levantamento, desde 1990, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/ilpf57-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil pode reduzir em até 92,6% as emissões por quilo de carne produzida até 2050, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC). O dado, apresentado na COP30, em Belém (PA), reforça o potencial sustentável  do setor.</p>
<p>De acordo com o levantamento, desde 1990, a produtividade da pecuária aumentou 183% enquanto a área ocupada por pastagens encolheu 18%, combinação que sustenta a redução das emissões mesmo sem políticas adicionais. Se este ritmo for mantido, a queda deve chegar a 79,9%.</p>
<blockquote><p>“A pecuária brasileira tem um papel central na agenda climática e um enorme potencial para contribuir com a descarbonização, liberando espaço nas metas do Brasil em relação ao Acordo de Paris. Isso é motivo de muito orgulho, mas também aumenta ainda mais a nossa responsabilidade”, destaca Roberto Perosa, presidente da ABIEC.</p></blockquote>
<h3>Papel das políticas públicas</h3>
<p>O avanço máximo da descarbonização depende de políticas públicas que impulsionem a adoção das tecnologias avaliadas pela FGV. Entre as medidas essenciais estão o fim da ilegalidade e o cumprimento da meta de desmatamento zero até 2030, o que exige ação coordenada entre governos, produtores e frigoríficos.</p>
<p>Nesse sentido, a ABIEC afirma apoiar planos de prevenção e combate ao desmatamento  e políticas públicas de rastreabilidade como o Plano Nacional de Identificação de Bovinos, o PNIB e a plataforma AgroBrasil+Sustentável ambas do ministério da Agricultura, além de iniciativas estaduais como o Selo Verde, o Programa de Integridade da Pecuária do Pará e a iniciativa da Secretaria de Agricultura de São Paulo.</p>
<h3>Quatro cenários</h3>
<p>Para estimar o potencial de descarbonização da pecuária, o estudo avaliou quatro cenários de futuro. O primeiro reproduz apenas a continuidade das tendências atuais de uso da terra e produtividade, sem políticas adicionais. Nesse caso, as emissões por quilo de carne cairiam de 80 kg de CO₂ para 16,1 kg, redução de 79,9%.</p>
<p>O segundo cenário considera o cumprimento da meta brasileira de zerar o desmatamento até 2030, o que ampliaria a queda para 86,3%. Já o terceiro incorpora a adoção integral do Plano ABC+, com a recuperação de pastagens degradadas e a expansão de sistemas integrados, elevando o potencial de descarbonização para 91,6%.</p>
<p>O quarto cenário combina todos os anteriores e acrescenta técnicas zootécnicas, como aditivos para redução de fermentação entérica e o abate precoce. É nesse estágio que o percentual de redução chega a 92,6%. No balanço líquido das emissões do setor, a variação vai de 60,7% no cenário 1 a 85,4% no cenário 4.</p>
<h3>Para além da regulação</h3>
<p>Para isso, o setor precisa de incentivos que acelerem a adoção das práticas do Plano ABC+ e de tecnologias avançadas de manejo, garantindo viabilidade econômica para a recuperação de pastagens. Para a FGV, essas são condições-chave para transformar o potencial de descarbonização em resultados efetivos no campo.</p>
<blockquote><p>“Os resultados reforçam que a pecuária brasileira já vem se tornando cada vez mais regenerativa e inovadora. No entanto, a adoção de políticas públicas e tecnologias de ponta é o que garante o salto de eficiência necessário para que o Brasil se posicione na vanguarda da sustentabilidade”, conclui Guilherme Bastos, coordenador da FGV Agro.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: André Garcia/Gigante 163</em></p>
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		<title>COP30 debate os caminhos para uma pecuária mais sustentável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2025 18:33:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[Imaflora]]></category>
		<category><![CDATA[metano]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária sustentável]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/territorio-sustentavel-s.-felix-reproducao-youtube-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Na COP30, em Belém (PA), os debates sobre o papel da pecuária no enfrentamento à crise climática e à insegurança alimentar avançam em caminhos complementares, que vão da regularização ambiental à restauração de áreas degradadas, do atendimento direto ao produtor à mitigação de metano. Nos últimos dias, quatro iniciativas reforçaram que esses processos dependem da [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/territorio-sustentavel-s.-felix-reproducao-youtube-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Na COP30, em Belém (PA), os debates sobre o papel da pecuária no enfrentamento à crise climática e à insegurança alimentar avançam em caminhos complementares, que vão da regularização ambiental à restauração de áreas degradadas, do atendimento direto ao produtor à mitigação de metano.</p>
<p>Nos últimos dias, quatro iniciativas reforçaram que esses processos dependem da união entre instituições públicas e privadas. Uma delas é a RAIZ, que, para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, mostra a disposição do Brasil em compartilhar soluções que já estão em curso por aqui.</p>
<blockquote><p>“O que estamos levando à COP é o resultado de políticas concretas. O Brasil tem mostrado que é possível produzir de forma sustentável e quer compartilhar esse conhecimento com o mundo”, afirmou o ministro.</p></blockquote>
<p>Outro exemplo é o projeto “Reduzir o metano, transformar a pecuária: uma parceria pelo Clima”, do Instituto Centro de Vida (ICV) e do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), que busca tornar a pecuária mais resiliente frente à instabilidade do clima.</p>
<blockquote><p>“Queremos mostrar aos pecuaristas que realizar boas práticas, como recuperação de pastagens, integração lavoura, pecuária e floresta, e a implementação de sistemas como a Terminação Intensiva a Pasto (TIP), podem construir uma pecuária que emite menos”, explicou o analista socioambiental do ICV, Luan Cândido.</p></blockquote>
<p><em>Conheça as ações e entenda como elas podem se complementar em um contexto de transição da pecuária brasileira:</em></p>
<h3><strong>RetifiCAR </strong></h3>
<p>O RetifiCAR, criado pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) em 2023, apoia produtores na retificação do Cadastro Ambiental Rural, etapa obrigatória para manter o CAR ativo e acessar crédito rural. O programa analisa notificações dos órgãos ambientais e orienta os produtores na correção do cadastro.</p>
<figure id="attachment_32617" aria-describedby="caption-attachment-32617" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-large wp-image-32617" src="https://www.gigante163.com/wp-content/uploads/2025/11/IMG_4211_produtor-recebe-documento-de-retificacao-do-CAR-650x482.jpg" alt="" width="650" height="482" /><figcaption id="caption-attachment-32617" class="wp-caption-text">Foto: CNA</figcaption></figure>
<p>A iniciativa começou em Minas Gerais e hoje alcança 10 estados, somando 5.658 produtores atendidos, 2.967 cadastros retificados e 454 validados. Além da retificação, o sistema auxilia nas etapas seguintes da regularização ambiental, como adesão ao PRA e elaboração de PRADAs, ampliando o suporte ao produtor.</p>
<h3><strong>RAIZ – Resilient Agriculture Investment for Net Zero Land Degradation</strong></h3>
<p>Já a RAIZ avança para um desafio complementar: recuperar áreas degradadas e fortalecer a produtividade em larga escala. A iniciativa internacional é liderada pelo Mapa, com apoio da FAO, para mobilizar recursos e tecnologias voltadas à recuperação de áreas agrícolas degradadas.</p>
<p>O programa responde ao cenário global, em que 2 bilhões de hectares estão degradados e 3,2 bilhões de pessoas são afetadas. A proposta amplia o alcance de ações brasileiras já existentes, como o Caminho Verde e o Solo Vivo.</p>
<h3><strong>Escritórios Verdes </strong></h3>
<p>As transformações no campo dependem também do produtor e da iniciativa privada. É o caso dos Escritórios Verdes, programa da JBS, criado em 2021 para oferecer assistência gratuita em regularização ambiental, técnica e gerencial a produtores, independentemente de serem fornecedores da empresa.</p>
<p>Com 20 unidades físicas em oito estados e um escritório virtual, o programa já realizou mais de 12 mil atendimentos e apoiou 20 mil propriedades na regularização, destinando mais de 8 mil hectares à recuperação florestal. A iniciativa foi reconhecida entre mais de 670 propostas no SB COP Awards &#8211; o “Oscar” da COP30.</p>
<h3><strong>Reduzir o metano, transformar a pecuária</strong></h3>
<p>Em outra frente, o projeto “Reduzir o metano, transformar a pecuária”, implementado pelo ICV e pelo Imaflora no norte de Mato Grosso e na Bahia, apoia produtores na adoção de boas práticas validadas pelo Plano ABC+, como recuperação de pastagens, integração lavoura-pecuária-floresta e Terminação Intensiva a Pasto.</p>
<p>O programa acompanha cerca de 3 mil produtores e selecionou dez propriedades para demonstrar a viabilidade econômica das práticas. Além da atuação direta no campo, o projeto também busca contribuir para políticas públicas e critérios de monitoramento do metano. Na COP30, foi destaque em evento específico sobre mitigação na pecuária.</p>
<p><em>Fonte: Gigante 163</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Para pecuária sustentável virar &#8216;novo normal&#8217;, setor precisa de mais diálogo, defende fazendeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2025 17:41:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogos Boi na Linha]]></category>
		<category><![CDATA[Fazenda Marupiara]]></category>
		<category><![CDATA[Lúcio Mauro Costa]]></category>
		<category><![CDATA[Paragominas]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade na agropecuária]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/IMG-20251022-WA0244-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Tereza Coelho O que é necessário para desenvolver uma agropecuária mais sustentável? O tema é um dos tópicos abordados no Diálogos Boi na Linha, realizado em Brasília nesta quarta-feira (22),  ao debater as políticas públicas necessárias para a transição sustentável do setor. Além de reunir agentes ligados ao meio ambiente, setor produtivo, comercial e jurídico, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/IMG-20251022-WA0244-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Tereza Coelho</em></p>
<p>O que é necessário para desenvolver uma agropecuária mais sustentável? O tema é um dos tópicos abordados no <em>Diálogos Boi na Linha</em>, realizado em Brasília nesta quarta-feira (22),  ao debater as políticas públicas necessárias para a transição sustentável do setor.</p>
<p>Além de reunir agentes ligados ao meio ambiente, setor produtivo, comercial e jurídico, o evento também apresenta &#8216;modelos de sucesso&#8217;, destacando personalidades que conseguiram desenvolver sistemas e práticas sustentáveis em seus biomas.</p>
<p>Um deles é <a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/em-paragominas-pecuarista-da-fazenda-marupiara-multiplica-produtividade-com-bem-estar-animal/" target="_blank" rel="noopener">Mauro Lúcio Costa</a>,  proprietário da <a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/em-paragominas-pecuarista-da-fazenda-marupiara-multiplica-produtividade-com-bem-estar-animal/">fazenda Marupiara,</a> em Paragominas, que mostra de forma prática, há 27 anos, que é possível conciliar produtividade, preservação e lucro. No último ano, a produtividade da Marupiara superou em mais de seis vezes a média nacional, chegando a 969 quilos de carne por hectare.</p>
<p>Em entrevista ao<strong> Pará Terra Boa</strong>, Costa celebra o reconhecimento, mas reforça a necessidade e a urgência das boas práticas chegarem ao maior número possível de produtores.</p>
<blockquote><p>“A gente está aqui para ajudar essa realidade &#8211; implementação de práticas sustentáveis &#8211; a ser o novo normal. Não querermos ser vistos sempre como ‘o diferente’, mas virar um ponto de referência para que o pecuarista, de qualquer porte, saiba que investir na floresta e no pasto é possível e é lucrativo”, diz Mauro Lúcio Costa.</p></blockquote>
<p>Filho e neto de pecuaristas, Mauro pontua que existe resistência, em parte do setor, para adotar técnicas de manejo sustentáveis e de baixo impacto ambiental, mas reafirma a necessidade de manter o diálogo, seja pela educação, pesquisa ou prática cotidiana.</p>
<blockquote><p>“A gente precisa entender que, para muitos produtores, pecuaristas, aquilo é o legado da vida inteira. Eu praticamente nasci no pasto, tentei me afastar quando era mais jovem e voltei. Com esses 60 anos de experiência, posso dizer que o importante é deixar o caminho livre para conversar. Alguns vão entender, pensando na preservação, outros na saúde dos animais, mas sempre têm aqueles que só vão entender a importância quando virem que o fazendeiro do lado mudou seus processos e está se dando bem”, conta.</p></blockquote>
<p>Para fortalecer as pontes entre o setor produtivo e ambiental, o pecuarista defende o esforço coletivo, que vai do produtor ‘abrindo a cabeça’ até os institutos e bancos, ligados ao crédito rural, ‘calçarem as botinas’ e irem ao campo e ao pasto ver pessoalmente a realidade do setor.</p>
<blockquote><p>“O produtor precisa saber que existem outras alternativas de manejo que vão cuidar melhor do meio ambiente e aumentar o lucro, mas para isso todos precisam arregaçar as mangas de algum jeito. O produtor precisa abrir a cabeça e ter consciência de que têm coisas que ele aprendeu com o pai ou o avô, que precisam ser atualizadas. Mas os outros setores também precisam se empenhar em fazer esse conhecimento chegar ao produtor, porque nem sempre ele sabe que dá pra fazer diferente, especialmente os menores”, diz.</p></blockquote>
<p>Para ele, eventos como o<em> Diálogos Boi na Linha</em> precisam continuar existindo e se multiplicando, para levar mais conhecimento para quem vive imerso na própria produção.</p>
<blockquote><p>“Esses espaços reúnem tudo o que o produtor precisa: quem entende da pesquisa, do manejo, e quem pode ajudar ele financeiramente a começar essa mudança. O caminho fica mais fácil quando o produtor entende que não está sozinho”, enfatiza.</p></blockquote>
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		<title>Semas lança edital que fortalece Programa de Pecuária Sustentável no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Oct 2025 17:14:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/boi11-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) lançou, em parceria com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), um edital estratégico para consolidar o Programa Estadual de Pecuária Sustentável do Pará. O objetivo é selecionar uma empresa especializada ou consórcio para fornecer insumos e executar serviços de requalificação comercial de até [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/boi11-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) lançou, em parceria com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), um edital estratégico para consolidar o Programa Estadual de Pecuária Sustentável do Pará. O objetivo é selecionar uma empresa especializada ou consórcio para fornecer insumos e executar serviços de requalificação comercial de até 100 imóveis rurais de pequenos produtores e agricultura familiar, localizados em assentamentos da reforma agrária, no município de Novo Repartimento, na região sudeste do estado.</p>
<p>O edital, financiado com recursos do Fundo Amazônia Oriental (FAO), do qual o Funbio é o gestor operacional e financeiro, visa beneficiar propriedades com até quatro módulos fiscais. Os imóveis contemplados receberão o apoio técnico e financeiro do mecanismo “Bônus Desbloqueia Já”, permitindo sua adequação socioambiental e o retorno ao mercado formal.</p>
<p>Entre os serviços previstos no contrato — que terá prazo máximo de execução de 140 dias após a assinatura — estão a elaboração de laudos técnicos sobre áreas com desmatamento ilegal, o isolamento dessas áreas e o cadastro das informações na plataforma de requalificação comercial.</p>
<h3>Alinhamento estratégico</h3>
<p>A iniciativa integra o Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA), alinhado à Política Estadual de Mudanças Climáticas e aos compromissos internacionais do Brasil, como a NDC. Para a Semas, a ação é estratégica, pois promove a reintegração de pequenos produtores ao mercado, reduz riscos de bloqueio comercial e fortalece a cadeia da pecuária paraense frente às exigências de regularização ambiental de frigoríficos e mercados globais.</p>
<p>“O edital representa um passo estratégico para o fortalecimento do Programa de Pecuária Sustentável do Pará. A iniciativa reforça nosso compromisso em apoiar os produtores na adequação socioambiental, garantindo inclusão produtiva e contribuindo para a redução das emissões do setor pecuário. Esse movimento mostra como parcerias bem estruturadas podem transformar desafios em oportunidades para uma economia de baixo carbono”, destacou a diretora de Mudanças Climáticas da Semas, Indara Aguilar.</p>
<p>O Programa de Pecuária Sustentável do Pará  busca incentivar o avanço do setor bovino com responsabilidade ambiental.</p>
<p>As propostas para a chamada pública podem ser enviadas até o dia 17 de outubro, às 18h (horário de Brasília), e as dúvidas devem ser encaminhadas até o dia 6 de outubro. A contratação se dará pelo modelo com habilitação técnica obrigatória.</p>
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