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	<title>Paulo Artaxo &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Paulo Artaxo &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Zerar desmatamento é vital para garantir manutenção de recursos hídricos na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Mar 2022 15:07:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[chuvas]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial da Água]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Artaxo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/rios-voadores-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Este Dia Mundial da Água, 22 de março, serve para conscientizar o mundo sobre a importância deste recurso natural imprescindível à vida. O fluxo da água que cai do céu depende de vários fatores, especialmente da quantidade de árvores que temos plantadas no chão e do aquecimento global. Você sabia, por exemplo, que cada árvore [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/rios-voadores-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Este Dia Mundial da Água, 22 de março, serve para conscientizar o mundo sobre a importância deste recurso natural imprescindível à vida. O fluxo da água que cai do céu depende de vários fatores, especialmente da quantidade de árvores que temos plantadas no chão e do aquecimento global. Você sabia, por exemplo, que cada árvore de dez metros de diâmetro joga até 300 litros de água por dia na atmosfera? E mais: que a floresta amazônica é responsável pela evapotranspiração de 20 trilhões de litros de água por dia?</p>
<p>É uma bomba d&#8217;água de alta potência, como comparou André Guimarães, diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e membro da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, ao jornal &#8220;O Globo&#8221; nesta terça.</p>
<p>Só que o desmatamento no bioma está alterando esse volume de água tão necessária à agricultura brasileira como um todo, além de trazer problemas de saúde à vida humana. Além disso, o Brasil sofre com outro fenômeno: estamos sendo fritados. De acordo com comunicado da Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgado em janeiro, os últimos seis anos foram os mais quentes registrados desde 1880, sendo 2016, 2019 e 2020 os três mais abrasadores.</p>
<p>Essas alterações estão aí para qualquer paraense ver. O físico Paulo Artaxo, pesquisador de mudanças climáticas ligado à Universidade de São Paulo (USP), chama atenção para o que tem ocorrido em Santarém.</p>
<blockquote>
<p class="p1">&#8220;Com o desmatamento da Amazônia e as mudanças climáticas globais, o ciclo hidrológico da Amazônia está tendo fortes mudanças, está caindo a precipitação na região de Santarém e em várias outras regiões do Pará. O aumento da temperatura, que em algumas regiões da parte Leste da Amazônia atinge 2.2, 2.3 graus, aumenta a evapotranspiração, alterando todo o ciclo da água, nesta região crítica da Amazônia&#8221;, afirmou ele ao <strong>Pará Terra Boa</strong>.</p>
</blockquote>
<p>Mas o paraense pode pensar: &#8220;ah, o que não falta é água em nosso Estado, pois temos rios e muitas árvores cobrindo nosso Pará&#8221;. Certo, mas para sempre? Não.</p>
<blockquote>
<p class="p1">&#8220;E esta região mostra vulnerabilidades muito importantes do ponto de vista de recursos hídricos, então, o fato de nós termos muita água na região amazônica hoje pode não ser verdade daqui a algumas décadas&#8221;, acrescenta o pesquisador.</p>
</blockquote>
<p>O que precisa ser feito para ontem, explica Artaxo, é frear o desmatamento hoje, agora.</p>
<blockquote>
<p class="p1">&#8220;Portanto a melhor ação para a gente garantir a manutenção dos recursos hídricos na Amazônia, e inclusive no Pará, é reduzirmos a zero o desmatamento como comprometido pelo Governo Federal até 2028, que é somente daqui a seis anos. Temos de zerar o desmatamento da Amazônia e implantar um novo modelo agrícola e de desenvolvimento para o bioma, não mais baseado no desmatamento e na destruição do ecossistema amazônico, mas, na verdade, baseado na preservação e na exploração dos vastos recursos econômicos que a floresta amazônica possui&#8221;, defende.</p>
</blockquote>
<p>A ciência está aí para comprovar que o padrão de chuvas no Brasil já mudou. Pesquisadores chegaram à conclusão de que a desregulação dessa bênção divina está aí: aumento dos períodos de seca e excesso de chuvas concentrado em outras. Mas, praticamente, todo o País tem uma tendência de redução do volume que cai sobre o solo, segundo o meteorologista Marcelo Seluchi, coordenador-geral de Operação e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). E o pior: o desmatamento na Amazônia afeta o clima de todo o Brasil.</p>
<blockquote><p>&#8220;Nos próximos anos, a gente vai continuar numa situação de ter anos melhores e piores, mas vão provavelmente prevalecer os anos piores. Essa tendência não vai se reverter, pode até se estabilizar, mas não há uma tendência de voltarmos a ter chuvas iguais a décadas atrás. Na média geral, o Brasil tem de estar cada vez mais preparado para os extremos de chuvas, porque é isso que nos espera daqui para frente&#8221;, alertou Seluchi, com base em análise de uma série histórica dos últimos 60 anos, ao jornal &#8220;O Globo&#8221;.</p></blockquote>
<p>O metereologista também relata como o aquecimento da Terra pode explicar as fortes chuvas que caíram em Petrópolis e Bahia neste início de ano. Isso porque a atmosfera está mais quente. &#8220;A quantidade de água suspensa na atmosfera hoje é maior do que tínhamos séculos atrás. Ou seja, o mesmo fenômeno meteorológico hoje consegue provocar mais chuvas que anos atrás&#8221;, disse o pesquisador ao jornal.</p>
<p>Com mais calor, as árvores precisam de mais água para permanecerem de pé.</p>
<blockquote><p>&#8220;Existe principalmente uma mudança de distribuição de chuvas. A chuva está chegando cada vez mais tarde e acabando cada vez mais cedo. O produtor acaba tendo que plantar mais tarde, prejudicando a produtividade. E não adianta chover o mesmo volume se a planta e o solo ficam com mais sede&#8221;, disse Ludmila Rattis, pesquisadora do Woodwell Climate Research Center e do Ipam, à publicação.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA TAMBÉM:</strong><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/dia-mundial-da-agua-reflete-situacao-precaria-de-saneamento-em-3-municipios-no-para/" target="_blank" rel="noopener"><b>Dia Mundial da Água reflete situação precária de saneamento em 3 municípios no Pará<br />
</b></a><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/rios-contaminados-ferem-orgulho-do-paraense-no-dia-mundial-da-agua/" target="_blank" rel="noopener"><b>Rios contaminados ferem orgulho do paraense no Dia Mundial da Água</b></a></p>
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		<title>COP26: &#8216;Reduzir emissões de metano gera ganhos para pecuária e setor de gás&#8217;, diz físico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Nov 2021 22:09:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[COP26]]></category>
		<category><![CDATA[gás]]></category>
		<category><![CDATA[metano]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Artaxo]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[São Felix do Xingu]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/GADO-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Conferência do Clima da ONU (COP26) produziu, nos primeiro dias do evento que ocorre até 12 de novembro na Escócia, uma notícia ótima para o nosso Pará e, especialmente, para São Félix do Xingu. Trata-se do Compromisso Global do Metano, assinado por cerca de cem países, para reduzir a emissão desse gás nocivo para [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/GADO-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Conferência do Clima da ONU (COP26) produziu, nos primeiro dias do evento que ocorre até 12 de novembro na Escócia, uma notícia ótima para o nosso Pará e, especialmente, para São Félix do Xingu.</p>
<p>Trata-se do Compromisso Global do Metano, assinado por cerca de cem países, para reduzir a emissão desse gás nocivo para o meio ambiente. A proposta é de diminuição de 30% das emissões de metano até 2030 em relação aos níveis de 2020.</p>
<p>O Brasil é o quinto maior emissor desse gás, produzido pelo sistema digestivo do gado, e <a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/sao-felix-do-xingu-se-mantem-lider-nacional-em-rebanho-bovino-com-alta-de-54/" target="_blank" rel="noopener">São Félix do Xingu</a> mantém a liderança no País em número de cabeças de bovinos, com 2,4 milhões de unidades, e alta de 5,4%, em 2020.</p>
<p>O metano é 80 vezes mais potente no aumento da temperatura da Terra que o dióxido de carbono (CO2).</p>
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="38" data-block-id="4">
<div class="mc-column content-text active-extra-styles " data-block-type="unstyled" data-block-weight="18" data-block-id="17">Por isso, segue abaixo a entrevista com o físico Paulo Artaxo, do Instituto de Física da USP, que está na COP26 e falou sobre a importância desse acordo.</div>
</div>
<p><strong>Qual é a importância do Compromisso Global do Metano?</strong></p>
<p class="p1">O acordo sobre metano é de extrema importância na questão das mudanças climáticas por várias razões. A primeira delas é que o metano tem vida curta na atmosfera, de 12 anos e, com isso, qualquer redução nas emissões tem um impacto a curto prazo muito forte.</p>
<p class="p1">Segundo, o metano é o segundo gás em importância em efeito estufa, e ele corresponde hoje a cerca de 50% do aquecimento causado pelo CO2. O metano é muito significativo.</p>
<p class="p1">As principais fontes de metano para a atmosfera são duas: primeiro, pecuária, por meio da digestão entérica dos animais. Segundo, a exploração de gás natural através de vazamentos de gás natural, que são grandes emissores de metano.</p>
<p class="p1">O curioso é que as estratégias para reduzir as emissões de metano dão ganhos de produtividade para esses dois setores, pecuária e indústria do gás.</p>
<p class="p1">Com a redução da emissão de metano do gado bovino através da melhoria da qualidade dos pastos, você reduz, claro, a emissão de metano e, ao mesmo tempo, com o controle dos vazamentos, da indústria de gás, já que é a maneira mais rápida e barata de reduzir as emissões de metano.</p>
<p class="p1">Eles estão jogando fora na atmosfera o metano que eles poderiam vender e que, portanto, também tem um ganho de produtividade importante.</p>
<p class="p1">Essa redução de 30% das emissores de metano é extremamente importante e dá ganhos de lucratividade para as empresas que reduzirem suas emissões. Todos ganham com essa redução.</p>
<p><strong>No Brasil, com tecnologia que tem, você acredita que isso é viável em curto prazo?</strong></p>
<p class="p1">Estudos da Embrapa no Brasil dizem que a melhoria da qualidade da pastagem pode fazer uma redução de cerca de 20% nas emissões. Acima disso, você tem realmente que alterar a produtividade do rebanho com adição de alguns produtos na dieta do gado. Uma das experiencias que está sendo feita é a adição de algas marinhas. Se 5% da dieta dos animais for associada com algas marinhas, você consegue redução de metano da ordem de 30 e 35%. São técnicas simples, fáceis de serem implementadas, de baixo custo e que podem trazer benefícios enormes para as questões de mudanças climáticas no Brasil.</p>
<p><strong>Qual é o porcentual das emissões de metano pela pecuária no Brasil?</strong></p>
<p class="p1">A atividade agropecuária no País é responsável por 47% das emissões de gases de efeito estufa no levantamento do SEEG (<em>Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima</em>) da semana passada. Desses 47%, cerca de 80% estão associados à pecuária.</p>
<p class="p1">A pecuária é uma fatia importante e a modernização da pecuária pode trazer menos emissões e, ao mesmo tempo, ganhos de produtividade.</p>
<p><strong>Com o Acordo sobre Floresta e o acordo do metano, não estamos saindo do zero dessa COP?</strong></p>
<p class="p1">Não estamos saindo do zero dessa COP. Digamos que é esperar demais que uma única reunião resolva um problema tão complexo quanto o das mudanças climáticas globais. Nós já estamos saindo com duas direções importantes: a primeira, reduzir o desmatamento a zero. Segundo, reduzir as emissões de metano, mas o ponto mais importante é reduzir as emissões de CO2 do setor de energia, em particular do carvão e gás natural. Ainda está faltando esse terceiro ponto que esperamos que seja assinado algum acordo de forte redução de queima de combustíveis fosseis e, basicamente, da neutralidade de emissão de carbono nos países desenvolvidos até 2030. Então isso vai ser muito bem-vindo e vai caracterizar um sucesso da COP.</p>
<p><em>Fonte: entrevista concedida a jornalista do <a href="https://www.brazilclimatehub.org/sobre-o-brazil-climate-hub/#quem" target="_blank" rel="noopener">Brazil Climate Action Hub</a></em></p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM: <a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/sao-felix-do-xingu-se-mantem-lider-nacional-em-rebanho-bovino-com-alta-de-54/" target="_blank" rel="noopener">São Félix do Xingu se mantém líder nacional em rebanho bovino com alta de 5,4%</a></strong></p>
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