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	<title>pasto &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>pasto &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Integração Lavoura-Pecuária: Como a agricultura &#8216;paga a conta&#8217; da renovação de pasto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 13:35:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[área degradada]]></category>
		<category><![CDATA[ILP]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/ilp9-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O que muitos pecuaristas veem como terra cansada, o pesquisador Emerson Borghi, da Embrapa Pecuária Sudeste, enxerga como um dos maiores ativos do agronegócio brasileiro. Atualmente, o País soma 100 milhões de hectares de pastagens degradadas, mas uma fatia de 28 milhões tem potencial direto para a agricultura. O segredo para destravar esse valor não [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/ilp9-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O que muitos pecuaristas veem como terra cansada, o pesquisador Emerson Borghi, da Embrapa Pecuária Sudeste, enxerga como um dos maiores ativos do agronegócio brasileiro. Atualmente, o País soma 100 milhões de hectares de pastagens degradadas, mas uma fatia de 28 milhões tem potencial direto para a agricultura. O segredo para destravar esse valor não é substituir o gado, mas usar a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) para fazer com que a soja ou o milho paguem a reforma do pasto.</p>
<p>A transição para o sistema ILP muda a estrutura da fazenda. Ao rotacionar grãos com braquiária, o produtor elimina o cenário de solo exposto, erosão e plantas daninhas.</p>
<blockquote><p>&#8220;A evolução acontece com o tempo. Ganhos na fertilidade do solo, como aumento de matéria orgânica, carbono e da atividade biológica, criam um ambiente que reflete em elevação de produtividade, seja para grãos ou para a pecuária, onde o grande reflexo é o ganho de peso animal&#8221;, destaca Borghi.</p></blockquote>
<p>Um dos principais trunfos da integração é o retorno financeiro rápido. A soja, cultura mais utilizada no sistema, amortiza os custos da renovação da pastagem logo no primeiro ano. Além do caixa, a ILP oferece uma &#8220;apólice de seguro&#8221; natural contra as mudanças climáticas.</p>
<blockquote><p>“A ILP é a oportunidade de transformar um cenário degradado, de baixa produtividade, em um sistema  em que a agricultura amortiza os custos para renovar a pastagem ou então propicia a utilização desses grãos dentro da propriedade, diminuindo a dependência externa&#8221;, explica Borghi.</p></blockquote>
<p>No sistema de plantio direto viabilizado pela integração, as raízes das forrageiras criam canais no solo, permitindo que as culturas seguintes busquem água em camadas profundas.</p>
<blockquote><p>&#8220;A matéria orgânica, entre vários benefícios, atua como uma esponja. Esse efeito melhora a retenção de água e nutrientes, essenciais para o desenvolvimento das plantas sob estresse”, destaca o pesquisador.</p></blockquote>
<p>Outro fator determinante para a sustentabilidade é a manutenção do solo coberto, diminuindo a evaporação e a evapotranspiração das plantas. Embora as mudanças climáticas possam causar perdas de produtividade em qualquer sistema, Borghi reforça que a tecnologia faz a diferença.</p>
<blockquote><p>&#8220;Em um sistema de integração, usando os preceitos do sistema de plantio direto, a sua perda é menor do que quem não faz&#8221;, conta.</p></blockquote>
<p>Assim, a ILP não apenas recupera o solo e melhora a produtividade, mas apresenta maior resiliência contra as mudanças climáticas.</p>
<p>Apesar dos lucros evidentes, a implementação esbarra na cultura do campo. O desafio, segundo Borghi, é adaptar o pecuarista tradicional ao uso de máquinas e ao planejamento agrícola rigoroso. A mensagem é clara: a agricultura não chega para expulsar o boi, mas para profissionalizar o negócio pecuário.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Saiba os desafios para incluir o agronegócio no mercado de carbono</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jan 2024 14:11:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[gado]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de carbono]]></category>
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		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/boi-pasto-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Em dezembro passado, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei nº 2148/2015, que cria Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). O chamado mercado regulado de carbono é uma tendência mundial para conter as emissões de poluentes, porém tanto no Brasil quanto no exterior a ausência do agronegócio [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/09/boi-pasto-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Em dezembro passado, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei nº 2148/2015, que cria Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). O chamado mercado regulado de carbono é uma tendência mundial para conter as emissões de poluentes, porém tanto no Brasil quanto no exterior a ausência do agronegócio desse mecanismo gera debates sobre o impacto dessa estratégia.</p>
<p>Estudos do Observatório do Clima comprovam que o agronegócio responde por 74% das emissões totais de GEE, sendo que 80% desse total é oriunda da produção de carne bovina. Ainda que o peso do setor seja grande, especialistas afirmam que ainda é difícil calcular as emissões de cada produtor.</p>
<p>Uma das alternativas seria o uso de uma metodologia elaborada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). A proposta é que o cálculo deveria levar em conta uma média de quantos quilos de metano cada animal emite, a partir de seu peso e idade, mas essa fórmula não seria adequada para a realidade brasileira.</p>
<blockquote><p>&#8220;Suponha que haja dois produtores com dez hectares e cinco vacas cada um. Um deles tem um pasto super legal e dá ração ao gado, já o outro joga as vacas no pasto e vai embora. Nesse caso, como é que o governo, utilizando a média, vai distinguir a emissão dos dois? É justamente por isso que a média de vacas e pastos não funciona. Um dia vamos chegar lá, mas hoje não sabemos como fazer isso com a precisão que o mercado de carbono precisa&#8221;, comentou Shigueo Watanabe, pesquisador sênior no Instituto Talanoa, em entrevista à <a href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/01/entenda-como-o-agro-afeta-o-clima-e-por-que-ele-fica-fora-do-mercado-de-carbono-no-mundo-todo.shtml" target="_blank" rel="noopener">Folha de SP</a>.</p></blockquote>
<p>A Embrapa também desenvolveu uma proposta que considera uma altura ideal do capim para a entrada e saída de animais nas pastagens. A ideia seria potencializar a absorção de carbono pelo solo e, assim, reduzir as emissões por gado. Contudo, o pesquisador Cristiano Alberto reforça que o desafio de analisar o contexto de cada fazenda ainda é obstáculo.</p>
<blockquote><p>&#8220;É difícil estimar a emissão de metano pelo boi porque isso varia até conforme a qualidade do material que ele come. Se for um pasto mal manejado e velho, ele emite muito metano. Além disso, se o boi demora muito para engordar, ele passa a vida inteira emitindo metano. Mas, se você engordar ele em curto prazo, vai emitir menos&#8221;, analisa.</p></blockquote>
<h3>Outros países</h3>
<p>Assim como no Brasil, outros países enfrentam dificuldades para estabelecer regras para o mercado de carbono que incluam o agronegócio. Os integrantes da União Europeia, por exemplo, não possuem um sistema que abranja o setor e por isso as soluções ainda são voltadas para a indústria.</p>
<p>Por outro lado, a Nova Zelândia já avança na taxação das emissões do agronegócio, enquanto que o Brasil enfrenta ainda a resistência dos produtores. A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) propõe que os produtores entrem no mercado regulado como fornecedores de créditos de carbono provenientes do sequestro de carbono pelas plantações.</p>
<p>Ou seja, o setor ignora as emissões do arroto do boi, por exemplo, assim como o fato de que tecnologia para aferição desse tipo ainda está em desenvolvimento. Enquanto isso, o mundo convive com mudanças climáticas cada vez mais drásticas.</p>
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		<title>Expansão de pastagens em terras indígenas triplica em 4 anos e ameaça povos isolados da Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 May 2023 18:23:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[InfoAmazônia]]></category>
		<category><![CDATA[MapBiomas]]></category>
		<category><![CDATA[pastagens]]></category>
		<category><![CDATA[pasto]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Ituna-Itatá]]></category>
		<category><![CDATA[terras indígenas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2022-04-28-at-22-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Entre 2018 e 2021, 124 mil hectares de terras indígenas desmatadas viraram pasto. Nesse período, 316  territórios da Amazônia Legal registraram abertura de áreas para criação de gado ilegal, mais de 70% da área ocupada pelas novas pastagens estão concentradas em apenas 15 terras indígenas da Amazônia Legal. A reportagem da InfoAmazonia analisou dados de pastagem de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2022-04-28-at-22-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Entre 2018 e 2021, 124 mil hectares de terras indígenas desmatadas viraram pasto. Nesse período, 316  territórios da Amazônia Legal registraram abertura de áreas para criação de gado ilegal, mais de 70% da área ocupada pelas novas pastagens estão concentradas em apenas 15 terras indígenas da Amazônia Legal.</p>
<p>A reportagem da<a href="https://infoamazonia.org/2023/05/04/expansao-de-pastagens-em-terras-indigenas-triplica-em-4-anos-e-ameaca-povos-isolados-da-amazonia/" target="_blank" rel="noopener"> InfoAmazonia</a> analisou dados de pastagem de 1985 a 2021 da rede <a href="https://plataforma.brasil.mapbiomas.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">MapBiomas</a>, que faz o monitoramento via satélite da cobertura e uso do solo, e concluiu que esse foi o maior crescimento das áreas de pastagem em terras indígenas nos últimos 37 anos.</p>
<p>O ritmo de crescimento das pastagens quase triplicou de 2018 a 2021, com uma média anual de 38 mil hectares, contra 13 mil hectares no período anterior, de 2014 a 2017.</p>
<p>Na Terra Indígena Ituna-Itatá, na bacia do médio Xingu, Pará, até 2013 praticamente não havia nem pasto, nem desmatamento. Em apenas quatro anos, entre 2018 e 2021, foram abertos o equivalente amais de oito mil campos de futebol em pastagens para criação de gado: 8,7 mil hectares.</p>
<h3>Causas e principais envolvidos</h3>
<p>A área de pasto analisada pela reportagem se refere exclusivamente a áreas antropizadas, ou seja, que foram transformadas por ações humanas, como desmatamento ou queimadas. A InfoAmazonia cruzou esses dados com outras informações para investigar as causas e os principais atores envolvidos nessa transformação dos territórios.</p>
<p>A análise incluiu pasto em áreas embargadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), nas áreas de avisos de desmatamento do MapBiomas Alerta e nos limites de propriedades rurais do Sistema de Gestão Fundiária (Sigef) e do Cadastro Ambiental Rural (CAR).</p>
<p>Além de atender a demanda dos frigoríficos por carne, a expansão das pastagens em terras indígenas também está ligada a práticas de grilagem, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.</p>
<p>A criação de gado por terceiros em terras indígenas é proibida pela Constituição de 1988, no seu artigo 231, que diz que essas áreas “são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis”.</p>
<p>Marcos Rosa, coordenador técnico do MapBiomas, destaca que as terras indígenas têm papel fundamental na preservação da floresta e “mesmo apresentando crescimento acima da média nos últimos anos, as pastagens em terras indígenas estão expandindo em áreas mais próximas dos limites territoriais [nas bordas]”.</p>
<p>Segundo o especialista, a expansão das áreas de pecuária nos territórios não segue o mesmo padrão do que acontece em outras áreas desmatadas da Amazônia, como nas florestas públicas não destinadas.</p>
<p>São áreas sob domínio do governo federal ou de algum governo estadual e que ainda não receberam destinação para se consolidar como terra indígena, unidade de conservação ou outro tipo de área. Essas áreas são as mais desmatadas e griladas na Amazônia.</p>
<blockquote><p>“Existe uma sequência da invasão que retira a madeira, planta pasto e depois converte em agricultura”, afirma Marcos Rosa, coordenador técnico do MapBiomas</p></blockquote>
<p>Nas terras indígenas, Rosa observa que a conversão de áreas desmatadas em pastos nem sempre é imediata e muitas vezes está relacionada a outros fatores, como invasões facilitadas por portarias durante períodos próximos à renovação da proteção, ou em áreas pouco fiscalizadas. Dessa forma, pode haver um intervalo grande entre a invasão, o desmatamento e a abertura da pastagem.</p>
<blockquote><p>“Esse padrão indica que um aumento da fiscalização e apreensão de produtos do crime pode surtir um efeito rápido para conter esse avanço”, diz o especialista.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: InfoAmazônia</em></p>
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		<title>Manejo sustentável do solo aumenta ganhos do produtor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Coutinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Dec 2021 13:40:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[controle de pragas]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[manejo do solo]]></category>
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		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/12/pastagens_foto-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A publicação Fertilidade do solo em pastagem: como construir e monitorar, lançada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em dezembro de 2021, conscientiza técnicos e produtores rurais sobre a importância de se fazer o manejo adequado de um dos mais preciosos recursos naturais não renováveis do planeta – o próprio solo, essencial para a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/12/pastagens_foto-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A publicação <em>Fertilidade do solo em pastagem: como construir e monitorar</em>, lançada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em dezembro de 2021, conscientiza técnicos e produtores rurais sobre a importância de se fazer o manejo adequado de um dos mais preciosos recursos naturais não renováveis do planeta – o próprio solo, essencial para a segurança alimentar global.</p>
<p>De forma simples, prática e ilustrada, a obra, registrada em março deste ano, mostra como tornar as pastagens mais sustentáveis e longevas, com estratégias de construção de solos férteis sob elas, elencando as formas diretas e indiretas de monitoramento dessa fertilidade, sem agredir o meio ambiente. O conteúdo todo do documento está no Portal Embrapa, com acesso livre ao público.</p>
<p><a href="https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/221778/1/DOC460.pdf" target="_blank" rel="noopener"><strong>Leia aqui a publicação gratuita</strong></a></p>
<blockquote><p>“Manter o solo fértil no ecossistema de pastagem é mais complexo que em outros ecossistemas agrícolas, mas perfeitamente possível, começando pelo entendimento dos princípios biológicos que regem a construção e a manutenção dessa fertilidade”, afirma o pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental (Belém, PA) Moacyr Bernardino Dias-Filho.</p></blockquote>
<p>Ele é autor da publicação, juntamente à engenheira-agrônoma Monyck Jeane dos Santos Lopes, vinculada ao Museu Paraense Emílio Goeldi.</p>
<h3><strong>Matéria orgânica em foco</strong></h3>
<p>O valor da matéria orgânica em pastagens é bastante enfatizado. No primeiro tópico da obra já fica claro que pastagem produtiva é aquela que apresenta cobertura forrageira eficiente do solo, tendo alta capacidade de acumular matéria orgânica.</p>
<p>O ato de “construir a fertilidade do solo”, como os autores explicam, possibilita o acúmulo de nutrientes no solo, havendo mais entrada destes do que perdas.</p>
<blockquote><p>“Mas além da ação direta com a adubação, para haver sustentabilidade é necessário fortalecer a base dessa construção, isto é, garantir o aumento do teor de matéria orgânica e a eficiência na ciclagem de nutrientes”, complementa o pesquisador.</p></blockquote>
<h3><strong>Adubação e ciclagem</strong></h3>
<p>“A perda e carência natural de nutrientes do solo podem ser compensadas com aplicações de fertilizantes e corretivos, mas de forma responsável, racional e eficiente, sem risco de contaminação ambiental, em especial do lençol freático e cursos d’água”, diz a publicação.</p>
<p>A longevidade produtiva da pastagem, por outro lado, depende de uma eficiente ciclagem de nutrientes, conquistada com estratégias de manejo do pastejo e controle das plantas daninhas.</p>
<blockquote><p>“A queima voluntária da pastagem, prática comum no Brasil até meados dos anos 1980, é desaconselhável por incentivar a perda da camada superficial do solo, desconstruindo a fertilidade”, ensina o pesquisador.</p></blockquote>
<p>Na parte final da obra, os autores dão dicas de como monitorar a fertilidade do solo sob pastagem: de forma direta e indireta, complementares entre si. O monitoramento direto é feito por meio da coleta de solo e análises químicas em laboratório.</p>
<blockquote><p>“Esse procedimento é imprescindível, pois detecta o estado do solo. Conforme o resultado, podemos implementar medidas de manejo, incluindo a adubação, antes que os problemas da queda de fertilidade se agravem”, orienta Dias-Filho.</p></blockquote>
<p>A forma indireta de monitorar é subjetiva e depende da experiência prática do manejador, que, de acordo com recomendação da publicação, deve sistematicamente observar e interpretar os sinais visíveis característicos de queda de fertilidade e degradação de pastagem. “Esse tipo de monitoramento, pela relativa facilidade de condução, deve ser uma tarefa rotineira na propriedade rural”, recomendam os autores.</p>
<h3><strong>Cuidar das pastagens é garantia de lucro e preservação</strong></h3>
<p>O pecuarista Ubiratan Lessa Novelino Filho reconhece as vantagens de se investir na construção e manejo de pastagens para uma pecuária profissional e lucrativa. Ele é proprietário da Fazenda Madressilva, localizada no município de Benevides, na Região Metropolitana de Belém, e atua com recria e engorda de bezerros há cerca de 20 anos.</p>
<p>Segundo o pecuarista, a visão profissional de lidar com gado foi herdada do pai, que já atuava na atividade, e vem sendo aprimorada ao longo dos anos e para isso conta com a ajuda das pesquisas da Embrapa para seguir inovando e colhendo diversos benefícios.</p>
<p>Os benefícios econômicos são inegáveis, afirma Ubiratan, pois o manejo adequado do pasto garante alimento de qualidade aos animais, com engorda mais rápida e maior volume de carcaça.</p>
<blockquote><p>&#8220;Nossos bezerros ganham até 700 gramas por dia enquanto a média das fazendas no Estado é de apenas 300 gramas”, comemora.</p></blockquote>
<p>Mas a lista de vantagens não para por aí, nem a de boas práticas que utiliza na fazenda. O manejo das pastagens é anual e abrange, entre outras, adubação, controle de doenças e pragas e a cria rotacionada, com piquetes ou mangas como chamam os criadores, com módulos para 30 animais.</p>
<blockquote><p>“Desta forma, o gado de alimenta de pastagem sempre fresca e nova fatores que influenciam em menor emissão de gases e proteção do meio ambiente”, garante o pecuarista.</p></blockquote>
<p>Outro investimento que fez a diferença foi o plantio de árvores. A propriedade conta mais de 8 mil pés de mogno africano espalhados em 500 dos 900 hectares da fazenda. As árvores além de um investimento, fazem estoque de carbono, garantem conforto aos animais que retribuem em engorda mais eficiente, além de embelezar e valorizar a propriedade. “Investir nas pastagens pode parecer caro e trabalhoso, mas o retorno é certo e compensa economicamente e ambientalmente. Temos um produto diferenciado, com respeito ao meio ambiente. Só nos faltam políticas que valorizem essas práticas, mas ainda assim o lucro é garantido”, analisa.</p>
<p><em>Fonte: Embrapa Amazônia Oriental</em></p>
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