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	<title>passivo ambiental &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Projeto de restauração transforma vida de agricultores e combate passivo ambiental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 17:06:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-20-at-13.47.58-e1774026201489-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A agricultora Carmem Lúcia Barbosa da Silva, moradora da comunidade de São Francisco do Poraquê, em Mojuí dos Campos (oeste do Pará), tornou-se símbolo de uma nova fase para o produtor rural na Amazônia. Desde o início de 2026, de acordo com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), ela recupera 89 hectares de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-20-at-13.47.58-e1774026201489-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A agricultora Carmem Lúcia Barbosa da Silva, moradora da comunidade de São Francisco do Poraquê, em Mojuí dos Campos (oeste do Pará), tornou-se símbolo de uma nova fase para o produtor rural na Amazônia. Desde o início de 2026, de acordo com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), ela recupera 89 hectares de sua propriedade com o plantio de açaí, cacau, cumaru, pequi e espécies nativas, por meio do projeto Regulariza Rural.</p>
<p>Pelo resultado de sua iniciativa, Carmem foi homenageada no último dia 11 de março em Brasília, durante a mostra que celebrou os 20 anos do Serviço Florestal Brasileiro.</p>
<blockquote><p>&#8220;A recuperação da minha área é recente, mas já mudou tudo na minha vida. Já tenho consciência de que teremos uma renda maior e mais sustentável&#8221;, afirmou a produtora, que agora também gera empregos em sua terra.</p></blockquote>
<p>Financiado pelo banco alemão KfW e pelo IICA, com apoio do Serviço Florestal Brasileiro e da Semas-PA, o projeto foca na recuperação de áreas desmatadas ilegalmente em pequenas propriedades. Atualmente, a iniciativa beneficia 68 produtores em três regiões do Pará, somando 600 hectares em processo de restauro.</p>
<blockquote><p>“A nossa cabeça muda muito. A gente aprende a plantar de verdade. Eu já tinha algumas mudas, mas foi o projeto que deu o empurrão final&#8221;, destaca a produtora.</p></blockquote>
<p>O modelo propõe uma alternativa à pecuária de corte, predominante na região, mas que enfrenta barreiras de mercado devido a irregularidades ambientais.</p>
<blockquote><p>“Além de ser muito mais trabalhosa e cara, essa prática (gado de corte) acaba gerando mais consequências ambientais e, por conta da irregularidade dessas áreas, o produtor não consegue nem vender para frigoríficos certificados. Por isso, o restauro com plantas produtivas e nativas é muito mais prático, rentável e seguro para essas pessoas e, graças a novas leis do estado, permite um restauro produtivo que também regulariza essas terras”, explica Taiany Liborio, analista de pesquisa do IPAM.</p></blockquote>
<h3>Acesso ao crédito</h3>
<p>A existência de passivos ambientais em pequenas propriedades, desmatadas ilegalmente— como os 17 milhões de hectares de Reserva Legal em falta no Pará, segundo o Termômetro do Código Florestal — bloqueia o acesso dos pequenos produtores a crédito e assistência rural. O projeto Regulariza Rural rompe esse ciclo ao unir a recuperação da floresta com a produção sustentável de frutas e sementes.</p>
<p>Para Carmem Lúcia, a mudança foi também cultural.</p>
<blockquote><p>No começo, o pessoal que mora comigo achava que era só conversa, que não valeria a pena, mas agora todos temos uma visão diferente e percebemos que dá, sim, para produzir recuperando a área e sem desmatamento. Agora as pessoas vêm me perguntar como fazer para começar e como se organizar para realizar o restauro”, destaca a agricultora</p></blockquote>
<h3>O papel da Reserva Legal</h3>
<p>Embora a renda da Reserva Legal seja menor que a de uma área de produção consolidada, ela funciona como um incentivo para a transição produtiva. Taiany Liborio observa que uma mudança de visão de produtores da região.</p>
<blockquote><p>&#8220;Temos acompanhado uma transição: o pessoal que antes trabalhava apenas com gado e nunca tinha plantado nada agora amplia sua visão e se capacita para novas formas de produção”, destaca Taiany.</p></blockquote>
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		<title>Técnica desenvolvida em Altamira pode acelerar restauração de áreas degradadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Apr 2024 17:18:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Altamira]]></category>
		<category><![CDATA[áreas degradadas]]></category>
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		<category><![CDATA[espécies nativas]]></category>
		<category><![CDATA[passivo ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[restauração florestal]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/plantio-mudas-altamira-norte-energia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A restauração de áreas degradadas na Amazônia é importante para conter o aumento das emissões de carbono e as mudanças climáticas, porém o crescimento lento de algumas espécies ainda é um desafio. Em Altamira, no sudoeste paraense, pesquisadores desenvolveram uma técnica que agiliza esse processo, ajudando a diminuir o passivo ambiental, reduzir as emissões de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/plantio-mudas-altamira-norte-energia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A restauração de áreas degradadas na Amazônia é importante para conter o aumento das emissões de carbono e as mudanças climáticas, porém o crescimento lento de algumas espécies ainda é um desafio. Em Altamira, no sudoeste paraense, pesquisadores desenvolveram uma técnica que agiliza esse processo, ajudando a diminuir o passivo ambiental, reduzir as emissões de carbono e combater o desmatamento.</p>
<p>O estudo é realizado desde 2022 por pesquisadores da Universidade Federal do Pará em parceria com especialistas da Universidade Federal de Viçosa, da Universidade Federal Rural da Amazônia e do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (IdeflorBio) e faz parte do projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) da Norte Energia, que busca soluções para restaurar áreas impactadas pela implantação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.</p>
<p>A técnica utiliza uma parte de uma outra planta viva e hormônios que aceleram o crescimento, antecipando a floração e frutificação de espécies nativas como o jatobá, o taperebá, o <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/coleta-e-producao-de-sementes-viram-alternativa-de-recuperacao-florestal-na-volta-grande-do-xingu/">camu-camu</a>, mogno, andiroba, entre outras. De acordo com os cientistas, uma das vantagens é que, além da restauração florestal, essas espécies contribuem para a geração de renda entre as populações locais.</p>
<figure id="attachment_28605" aria-describedby="caption-attachment-28605" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-28605 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/pesquisadores-altamira-norte-energia-1024x576.jpg" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/pesquisadores-altamira-norte-energia-1024x576.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/pesquisadores-altamira-norte-energia-300x169.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/pesquisadores-altamira-norte-energia-768x432.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/pesquisadores-altamira-norte-energia-150x84.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/pesquisadores-altamira-norte-energia-450x253.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/pesquisadores-altamira-norte-energia-1200x675.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/pesquisadores-altamira-norte-energia.jpg 1427w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-28605" class="wp-caption-text">Pesquisadores da UFPA estão a frente de estudo com plantas de crescimento lento. Foto: Reprodução Norte Energia</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Os resultados apontam para uma revolução nas técnicas usadas até o momento para a restauração de florestas. O sucesso do projeto pode ter benefícios significativos para o futuro da restauração florestal na Amazônia e poderá ser aplicado em outras regiões, ajudando a recuperar áreas degradadas e a reduzir o desmatamento. O projeto também pode auxiliar a biodiversidade da Amazônia e gerar renda e emprego para quem vive na região”, afirma o professor da UFPA, Emil Hernández.</p></blockquote>
<h3>Golosa: ótima candidata</h3>
<p>Um dos resultados mais animadores da pesquisa veio com a golosa. Com característica de crescimento lento, essa árvore chega a demorar 25 anos para dar frutos, no entanto, a técnica inovadora permitirá que os primeiros frutos sejam obtidos entre três a quatro anos após o plantio. Esses dados tornam a espécie uma ótima candidata a ser utilizada em processos de recomposição de passivo ambiental e de enriquecimento da biodiversidade de matas ciliares.</p>
<p>Além disso, o crescimento acelerado da golosa deve auxiliar outras espécies, como o taperebá e o jenipapo que precisam de sombra para se desenvolver. A pesquisa também avaliou que o camu-camu teve um crescimento 50% mais rápido com o uso da técnica, enquanto que o taperebá apresentou um diâmetro cerca de 30% maior durante o estudo.</p>
<blockquote><p>“O projeto vai proporcionar uma redução de tempo da geração de plantas nativas na região em cerca de 20 anos e traz um benefício, não só acadêmico, mas para toda a sociedade. Isso é espetacular para o meio ambiente. O que essa pesquisa tem de mais peculiar é o desenvolvimento da região. E é muito importante para a companhia deixar esse legado”, destaca Roberto Silva, gerente de Meios Físico e Biótico da Norte Energia.</p></blockquote>
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