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	<title>multas ambientais &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Multas por crimes ambientais crescem 190% após início dos estudos da Ferrogrão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Mar 2024 15:09:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/ferrograo2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As multas por crimes ambientais ao redor da Ferrogrão (EF-170), estrada de ferro de 933 quilômetros planejada entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), aumentaram 190% após o início do projeto, segundo análise da InfoAmazonia com base nos dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS) do Pará. De 2014, ano de início do estudo [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/ferrograo2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As multas por crimes ambientais ao redor da Ferrogrão (EF-170), estrada de ferro de 933 quilômetros planejada entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), aumentaram 190% após o início do projeto, segundo análise da<a href="https://infoamazonia.org/2024/03/25/multas-por-crimes-ambientais-crescem-190-apos-inicio-dos-estudos-da-ferrograo/" target="_blank" rel="noopener"> InfoAmazonia </a>com base nos dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS) do Pará.</p>
<p>De 2014, ano de início do estudo de viabilidade técnica, até 2022, o órgão emitiu 6.972 multas na região (em um raio de 50 km ao redor do traçado da ferrovia), contra 2.389 no período anterior, de 2005 a 2013.</p>
<p>Após o edital da Ferrogrão, além de quase triplicar o número de multas, houve uma mudança no tipo de crime ambiental registrado pela SEMAS. Até 2013, os delitos eram limitados principalmente a três categorias: desmatamento, construção de serrarias ilegais e extração de madeira. Depois, a variedade aumentou e passou a envolver também o porte de motosserra e uso de trator dentro de florestas protegidas, apreensão de animais silvestres em cativeiro, uso de mercúrio e extração de ouro em garimpo ilegal, entre outros.</p>
<p>Há, ainda, um segundo pico no número de multas na região da ferrovia, que ocorreu em 2022, ano em que a Justiça determinou a consulta prévia aos povos indígenas, algo que não estava sendo feito desde o início do projeto. A InfoAmazonia solicitou do governo do Pará uma resposta sobre os pagamentos das multas ligadas à Ferrogrão, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.</p>
<p>Além disso, as infrações de 2014 até 2022 geraram multas que hoje somam R$ 5,5 bilhões, corrigidos pelo IPCA, valor 130% maior do que o do período anterior, de R$ 2,4 bilhões (2005 a 2013), também corrigidos. Dentre elas, 46% foram por desmatamento. Novo Progresso e Itaituba, cidades incluídas no traçado da ferrovia, reúnem 62% dos casos de todos os tipos na região, com 4.349 mil multas aplicadas pela SEMAS do Pará após o início do projeto.</p>
<p>Entre as unidades de conservação (UCs), o Parque Nacional do Jamanxim é que concentra a maior parte das multas por crimes ambientais após o início do planejamento do projeto, em 2014, até 2022: são 457. Em 2017, foi sancionada a <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13452.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%2013.452%2C%20DE%2019%20DE%20JUNHO%20DE%202017.&amp;text=Altera%20os%20limites%20do%20Parque,Art." target="_blank" rel="noopener">Lei nº 13.452</a>, que alterou os limites da área protegida da floresta para a construção da ferrovia. Em setembro do ano passado, o ministro do<a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/stf-suspende-por-seis-meses-processo-contra-a-construcao-da-ferrograo/" target="_blank" rel="noopener"> Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes suspendeu a lei </a>e pediu novos estudos ambientais para o licenciamento da obra.</p>
<p>O aumento dos crimes ambientais relacionados à Ferrogrão é uma das maiores preocupações dos povos indígenas da região. Mydjere Mekrã ngnotire, líder do povo Kayapó, vive na Terra Indígena (TI) Baú, um dos 11 territórios que já sentem o impacto da ferrovia.</p>
<p>No iníco de março, um <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/ferrograo-e-sentenciada-pelo-povo-indigena-durante-tribunal-popular-realizado-em-santarem/" target="_blank" rel="noopener">tribunal de lideranças indígenas julgou simbolicamente a Ferrogrão</a> e apontou uma série de violação de direitos efetuada pelas empresas patrocinadoras do empreendimento e sentenciou a extinção imediata do projeto.</p>
<p>Na terça-feira, 26,  em encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente francês, Emmanuel Macron, na Ilha do Combu, <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/lula-e-macron-lancam-investimento-de-rs-5-bilhoes-para-desenvolvimento-da-amazonia/" target="_blank" rel="noopener">o cacique Raoni pediu que Lula não aprove o projeto da Ferrogrão.</a></p>
<h3 id="h-embargos-do-ibama" class="wp-block-heading">Embargos do Ibama</h3>
<p>A InfoAmazoniatambém analisou os <span class="tooltip-block">embargos  aplicados pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) antes e depois do começo do projeto da Ferrogrão, também em um raio de 50 km da ferrovia. No caso deles, é possível verificar os nomes dos infratores. </span></p>
<p>No total, foram 1.583 mil embargos na região de 2014 a 2023, contra 1.654 nos 10 anos anteriores, de 2004 a 2013, uma queda de 4%. Entre os nomes, estão alguns infratores conhecidos. É o caso de Antônio José Junqueira Vilela Filho, com 16 embargos. Ele foi <a href="https://www.mpf.mp.br/pa/sala-de-imprensa/noticias-pa/operacao-rios-voadores-aj-vilela-e-preso-em-sao-paulo" target="_blank" rel="noopener">preso preventivamente na operação Rios Voadores</a>, em 2016,  acusado de ser chefe de um esquema de desmatamento ilegal e grilagem de terras no interior do Pará.</p>
<p>Ezequiel Antônio Castanha, que contabilizou oito embargos, chegou a ser preso em 2014 por invasão de terras públicas e desmate ilegal de florestas do Pará.  Giovany Marcelino Pascoal tem dois registros de embargo neste período. De acordo com <a href="https://www.trf1.jus.br/sjpa/conteudo/files/Processo%20n_%201843-57.2014.4.01.3908%20-%20terras%20-%20pris_es%20-%20opera__o.pdf" target="_blank" rel="noopener">inquérito da Polícia Federal (PF)</a>, ele atuava no mesmo esquema, junto com Ezequiel.</p>
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