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	<title>mudanças do clima &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>mudanças do clima &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Na COP30, agricultura precisará incluir natureza no sistema produtivo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Oct 2025 14:26:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[agricultua]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/agroecologia2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Unir o aumento da produção de alimentos, necessário para garantir a segurança alimentar de uma população mundial que se aproxima dos 8 bilhões, com a redução da área destinada ao cultivo e à pecuária, será um dos principais desafios da agricultura global na COP30, que ocorre em Belém entre os dias 10 e 21 de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/agroecologia2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Unir o aumento da produção de alimentos, necessário para garantir a segurança alimentar de uma população mundial que se aproxima dos 8 bilhões, com a redução da área destinada ao cultivo e à pecuária, será um dos principais desafios da agricultura global na COP30, que ocorre em Belém entre os dias 10 e 21 de novembro.</p>
<p>Atualmente, o setor é responsável por cerca de 20% das emissões globais de gases de efeito estufa e figura entre os principais motores do desmatamento nas regiões tropicais. Ao mesmo tempo, enfrenta safras cada vez mais imprevisíveis em razão do desequilíbrio climático, segundo dados da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura).</p>
<blockquote><p>&#8220;A agricultura é um setor que sofre riscos, é fundamental para a humanidade e precisará se reinventar, trazendo a natureza para dentro do sistema produtivo. Hoje, o modelo vigente exclui a natureza e desmata para plantar, mas o futuro certamente não será nesse formato. Precisamos pensar em arranjos de paisagem que permitam uma maior resiliência para a agricultura do futuro”, destaca André Guimarães, diretor-executivo do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e enviado especial da sociedade civil para a COP30.</p></blockquote>
<p>De acordo com dados do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa), a agropecuária foi diretamente responsável pela emissão de 631 milhões de toneladas de CO₂ em 2023, o equivalente a 27% das emissões brasileiras no período. Já as mudanças no uso da terra, frequentemente associadas à abertura de novas áreas para pastagens ou lavouras, responderam por 1 bilhão de toneladas no mesmo ano, liderando a lista de fontes emissoras de gases de efeito estufa no país.</p>
<blockquote><p>&#8220;A agricultura é um setor importante no contexto das emissões e precisa ser trabalhado. Por conta do desmatamento e de técnicas desatualizadas, o tema se tornou um desafio a ser resolvido”, reforça André. “O fato de a COP acontecer em uma floresta tropical, como a Amazônia, e em um país essencialmente agrícola, dá ainda mais relevância a essa discussão. É uma oportunidade para refletirmos, de forma madura, sobre como transformar o atual cenário das mudanças climáticas em um debate construtivo sobre como produzir mais alimentos para uma população crescente, utilizando cada vez menos área”.</p></blockquote>
<h3>Protegendo contra o desmatamento legal</h3>
<p>Em carta publicada na revista Nature no início da semana passada, André Guimarães e Paulo Moutinho, pesquisador sênior do IPAM, defendem uma série de medidas para ampliar as áreas protegidas na Floresta Amazônica.</p>
<p>Entre as iniciativas destacadas estão o investimento em assistência técnica para pequenos agricultores amazônicos — que ocupam cerca de 20 milhões de hectares — e o apoio a projetos como o Conserv, que remunera produtores pela proteção de áreas que poderiam ser legalmente desmatadas, uma área que pode chegar a 10 milhões de hectares apenas na Amazônia.</p>
<blockquote><p>“Um dos principais desafios da agenda climática dos próximos anos é justamente reverter o processo de desmatamento, recuperando e conservando florestas — e fazer isso com mais produção. Esse é um desafio ecológico, ambiental e também econômico, porque exige investimento em tecnologia e em recuperação florestal. Parte do desafio climático do planeta é incluir a natureza no sistema produtivo e encontrar formas de financiar a regeneração da vegetação nativa”, comenta André.</p></blockquote>
<p>Desenvolvido pelo IPAM, em parceria com o Woodwell Climate Research Center e com o EDF (Environmental Defense Fund), o Conserv já firmou 23 contratos no estado de Mato Grosso, Pará e Maranhão, somando mais de 20 mil hectares de vegetação protegida.</p>
<p>O programa evitou a emissão de cerca de 2 milhões de toneladas de CO₂ e garantiu o estoque de mais de 600 mil toneladas de carbono. Após cinco anos de implementação, o projeto também constatou que, mesmo após o encerramento dos pagamentos, proprietários e empresas continuam protegendo seus excedentes de vegetação nativa.</p>
<p><em>Fonte: Ipam</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Brics defende compromissos com financiamento climático e cobra nações mais ricas</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/brics-defende-compromissos-com-financiamento-climatico-e-cobra-nacoes-mais-ricas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 18:53:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[BRICS]]></category>
		<category><![CDATA[Financiamento Climático]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças do clima]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/toms3027-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A poucos meses da COP30, que será sediada em Belém sob a liderança brasileira, os países do BRICS adotaram uma declaração conjunta que intensifica a cobrança por mecanismos de financiamento climático mais robustos. Em um dos atos finais da presidência brasileira do bloco, o grupo defendeu a ampliação de recursos para ações de transição energética [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/toms3027-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A poucos meses da COP30, que será sediada em Belém sob a liderança brasileira, os países do BRICS adotaram uma<a href="https://www.gov.br/mre/pt-br/canais_atendimento/imprensa/notas-a-imprensa/declaracao-marco-dos-lideres-do-brics-sobre-financas-climaticas" target="_blank" rel="noopener"> declaração conjunta</a> que intensifica a cobrança por mecanismos de financiamento climático mais robustos.</p>
<p>Em um dos atos finais da presidência brasileira do bloco, o grupo defendeu a ampliação de recursos para ações de transição energética e o enfrentamento das mudanças do clima e seus efeitos. O texto, embora reconheça a parcela de responsabilidade das nações em desenvolvimento no aquecimento global, faz um apelo contundente aos países mais ricos por um maior engajamento financeiro e político.</p>
<blockquote><p>&#8220;Enfatizamos que, embora os países em desenvolvimento tenham contribuído em menor medida para a mudança do clima, as populações desses países são as mais vulneráveis a seus impactos adversos e as menos equipadas, inclusive em termos de infraestrutura relevante, para suportar seus efeitos&#8217;.</p></blockquote>
<p>A declaração do BRICS reitera o compromisso do bloco com os termos do Acordo de Paris de 2015.. O documento não deixa margem para dúvidas sobre a gravidade da situação:</p>
<blockquote><p>&#8220;Enfatizamos que a mudança climática é um dos maiores desafios do nosso tempo e que seus impactos já estão sendo sentidos em todas as regiões do mundo e reconhecemos que a natureza global da mudança climática exige a mais ampla cooperação possível.&#8221;</p></blockquote>
<p>Para o bloco, são necessários &#8220;aumentos significativos no financiamento para adaptação e mitigação&#8221;. A declaração aponta para a existência de capital global para cobrir essas necessidades, mas ressalta que &#8220;barreiras persistentes afetam desproporcionalmente o acesso dos países em desenvolvimento a financiamento acessível.&#8221;</p>
<h3>Cobrança aos países ricos</h3>
<p>O BRICS é categórico na sua exigência: os países desenvolvidos precisam demonstrar maior abertura e ação em relação às nações em desenvolvimento. A declaração os insta a &#8220;cumprirem suas obrigações de fornecer financiamento&#8221;, sem que isso comprometa a &#8220;assistência para outras necessidades de desenvolvimento, incluindo a erradicação da pobreza&#8221;.</p>
<p>O texto vai além, pedindo que esses governos cumpram a meta de US$ 300 bilhões anuais (equivalente a R$ 1,6 trilhão) estabelecida na COP29 em Baku, para serem destinados a ações climáticas em países em desenvolvimento. Adicionalmente, o grupo cobra o cumprimento da meta anterior de mobilizar conjuntamente US$ 100 bilhões (R$ 548 bilhões) até 2025 para atender às necessidades dessas nações.</p>
<blockquote><p>&#8220;Ressaltamos que, embora os países em desenvolvimento tenham contribuído em menor grau para as mudanças climáticas, suas populações são as mais vulneráveis ​​aos seus impactos adversos e as menos equipadas, inclusive em termos de infraestrutura relevante, para suportar seus efeitos&#8221;, afirma a declaração, justificando a urgência do apoio financeiro.</p></blockquote>
<p>Para o Brasil, sediar a COP30 em Belém implica a meta ambiciosa de garantir um compromisso de financiamento anual de US$ 1,3 trilhão para ações climáticas, uma &#8220;obrigação&#8221; como destacou a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em abril. A declaração do BRICS  afirma que &#8220;ainda existem lacunas substanciais no atendimento às necessidades de financiamento identificadas pelos países em desenvolvimento&#8221;, e que essas lacunas devem começar a ser sanadas antes do evento de novembro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>130 mil hectares de florestas foram incendiados em fase que mais absorvem carbono</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jul 2025 13:17:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[florestas primárias]]></category>
		<category><![CDATA[florestas secundárias]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/queimadas6-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um novo estudo acende um sinal de alerta para a Amazônia: em 2023, aproximadamente 150 mil hectares de florestas em recuperação foram consumidos pelo fogo. A preocupação é ainda maior ao se constatar que 130 mil hectares (88%) dessas áreas queimadas estavam nos primeiros 20 anos de regeneração. Esse período é crucial, pois é quando [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/queimadas6-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um novo estudo acende um sinal de alerta para a Amazônia: em 2023, aproximadamente 150 mil hectares de florestas em recuperação foram consumidos pelo fogo. A preocupação é ainda maior ao se constatar que 130 mil hectares (88%) dessas áreas queimadas estavam nos primeiros 20 anos de regeneração. Esse período é crucial, pois é quando essas florestas atuam como &#8220;esponjas&#8221; de carbono, retirando uma quantidade significativa de gás carbônico da atmosfera e ajudando a frear as mudanças climáticas.</p>
<p>Os dados foram divulgados em um estudo na revista científica Environmental Research Letters, contando com a participação do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia). A pesquisa aponta que mais da metade dessas áreas afetadas pelo fogo – 82 mil hectares (55%) – tinham entre 1 e 6 anos de recuperação, ou seja, estavam em seu estágio mais vulnerável e, paradoxalmente, mais ativo na absorção de carbono.</p>
<h3>O que são florestas em recuperação</h3>
<p>Para entender a gravidade do problema, é preciso saber que:</p>
<ul>
<li>Florestas em recuperação, também chamadas de florestas secundárias, são áreas que foram desmatadas no passado (por exemplo, para agricultura ou pecuária) e que, após o abandono, começaram a crescer novamente por conta própria.</li>
<li>Sua importância é imensa: nos primeiros 20 anos de sua &#8220;nova vida&#8221;, essas florestas conseguem retirar 11 vezes mais carbono da atmosfera do que as florestas primárias (aquelas que nunca foram desmatadas e mantêm sua estrutura original). Elas agem como um &#8220;aspirador de pó&#8221; natural, limpando o ar.</li>
</ul>
<p>&#8220;Florestas secundárias desempenham um papel vital na mitigação das mudanças climáticas, removendo carbono da atmosfera&#8221;, explica Celso H. L. Silva Junior, pesquisador do IPAM e um dos autores do estudo. No entanto, ele alerta: &#8220;Mesmo com essa função crucial, a vegetação secundária não possui proteção em nível federal, nem mesmo pelo Código Florestal.&#8221;</p>
<p>Silva Junior reforça que florestas em estágio inicial de regeneração são mais frágeis e suscetíveis ao fogo e outros distúrbios, necessitando de proteção equivalente à das florestas primárias. É fundamental, porém, entender que florestas primárias não devem ser substituídas por secundárias, pois o desmatamento inicial libera grandes volumes de gás carbônico que levariam muitos anos para serem reabsorvidos por uma nova floresta em crescimento.</p>
<h3>O problema</h3>
<p>O dióxido de carbono, ou CO2, é um gás naturalmente presente na atmosfera e é essencial para a vida na Terra. Ele faz parte do que chamamos de efeito estufa natural, que funciona como um cobertor, mantendo o planeta aquecido o suficiente para que a vida exista.</p>
<p>No entanto, desde a Revolução Industrial, atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural), o desmatamento e certas práticas agrícolas liberam quantidades enormes de CO2 na atmosfera.</p>
<p>Essa liberação excessiva está desequilibrando o efeito estufa natural, tornando o &#8220;cobertor&#8221; mais espesso. Isso faz com que mais calor fique retido na Terra, levando ao aquecimento global.</p>
<h3>A solução</h3>
<p>É aqui que a absorção de carbono se torna vital. Ela se refere à capacidade de &#8220;remover&#8221; o CO2 da atmosfera e armazená-lo em diferentes locais. Os principais &#8220;aspiradores de carbono&#8221; do planeta são:</p>
<ul>
<li><strong>Florestas e vegetação:</strong> As plantas, através da fotossíntese, absorvem CO2 do ar para crescer. Elas transformam esse gás em matéria orgânica (troncos, folhas, raízes) e liberam oxigênio. Quanto mais florestas e vegetação saudáveis, mais carbono pode ser removido da atmosfera. É por isso que reflorestar e proteger áreas verdes é tão importante.</li>
<li><strong>Oceanos</strong>: Os oceanos absorvem uma quantidade gigantesca de CO2 da atmosfera. Uma parte se dissolve na água, e outra é utilizada por organismos marinhos (como plânctons e corais) para construir suas conchas e esqueletos.</li>
<li><strong>Solos</strong>: O solo, especialmente solos ricos em matéria orgânica, também tem uma grande capacidade de armazenar carbono. Práticas agrícolas sustentáveis podem aumentar essa capacidade.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Amazônia possui maior parte da água doce do país, mas menor acesso à água potável</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-possui-maior-parte-da-agua-doce-do-pais-mas-menor-acesso-a-agua-potavel/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Mar 2023 15:32:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[água potável]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial da Água]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças do clima]]></category>
		<category><![CDATA[WWF Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/11669_f617f7f9-c947-c2a1-6ca1-c11d01df8cf6-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Uma pesquisa lançada às vésperas do Dia Mundial da Água, comemorado nesta quarta, 22, apontou que 81% dos brasileiros estão muito preocupados com a escassez de água potável, percentual bem acima da média mundial, que é de 58%. A preocupação tem motivo: apenas 15% dos entrevistados no Brasil declaram não serem afetados pela falta de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/11669_f617f7f9-c947-c2a1-6ca1-c11d01df8cf6-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Uma <a href="https://www.wwf.org.br/?85100/Falta-de-agua-potavel-preocupa-81-dos-brasileiros-aponta-estudo" target="_blank" rel="noopener">pesquisa</a> lançada às vésperas do Dia Mundial da Água, comemorado nesta quarta, 22, apontou que 81% dos brasileiros estão muito preocupados com a <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/coleta-de-agua-de-chuva-e-aposta-para-ampliar-abastecimento-a-ribeirinhos-no-para/" target="_blank" rel="noopener">escassez de água potável</a>, percentual bem acima da média mundial, que é de 58%. A preocupação tem motivo: apenas 15% dos entrevistados no Brasil declaram não serem afetados pela falta de água potável e 40% informaram já terem sido prejudicados por secas.</p>
<p>Realizado pela GlobeScan, Radar Survey, em parceria com Circle of Blue e o WWF, o levantamento mostrou que um percentual ainda maior está muito preocupado com a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/em-obidos-campanha-promove-iniciativas-para-preservacao-de-rios-e-igarapes/" target="_blank" rel="noopener">poluição dos rios</a>, chegando a 84% (contra uma média global de 62%). Enquanto apenas 5% disseram não serem afetados pelas mudanças do clima, 68% dos entrevistados disseram ter sido afetados pela alta do preço dos alimentos causada pelo clima.</p>
<blockquote><p>&#8220;Na Amazônia está a maior parte da água doce do país e, ao mesmo tempo, os menores percentuais de acesso a serviços de água potável e esgoto. O crescente desmatamento coloca em risco o regime de chuvas que abastece lençóis freáticos no centro sul do país. No Cerrado, onde nascem oito das doze principais bacias hidrográficas do país, metade das áreas naturais já foram convertidas em lavoura ou pasto. Em todo o Brasil, vemos a superfície de água dos rios diminuindo. Ou seja, já temos evidências suficientes de que o país está a caminho da insegurança hídrica&#8221;, afirmou Helga Correa, especialista em conservação do WWF-Brasil.</p></blockquote>
<p>A pesquisa mostra que a preocupação com a escassez de água potável cresceu nos últimos anos em todo o mundo, passando de 49% em 2014 para 61% em 2022 entre os 17 países rastreados de forma consistente.</p>
<p>Aumentou também a preocupação global com as mudanças climáticas (45% em 2014 para 65% em 2022). A mudança climática está fortemente ligada à escassez de água: no total da amostra, de cada dez pessoas que se declararam pessoalmente afetadas pelas mudanças climáticas, quase quatro disseram que experimentaram a seca.</p>
<h3>Conclusões da pesquisa</h3>
<p>Os principais pontos da pesquisa revelam que:</p>
<ul>
<li>58% das pessoas em todo o mundo acreditam que a escassez de água doce é um problema &#8220;muito sério&#8221;. Mexicanos, colombianos e brasileiros relatam a maior preocupação com o acesso à água, enquanto as pessoas na China, Hong Kong, Japão e Coréia do Sul são as menos propensas a dizer que a escassez de água potável é um problema &#8220;muito sério&#8221;.</li>
<li>As pessoas na Argentina, Coréia do Sul, Vietnã, Colômbia, Alemanha e Peru relatam os maiores aumentos de preocupação com a escassez de água no ano passado.</li>
<li>30% das pessoas em todo o mundo afirmam que são &#8220;grandemente&#8221; afetadas pessoalmente pela escassez de água potável, enquanto a maioria global se sente pelo menos ou moderadamente afetada pessoalmente (56%). Apenas um quarto (25%) diz que não é afetado.</li>
<li>A maioria das pessoas pesquisadas na Colômbia, Itália, México, Peru e Turquia dizem que são muito afetadas pessoalmente pela falta de água potável. Em contraste, menos de um em cada dez diz que foi muito afetado na Alemanha, Japão e Holanda.</li>
<li>Globalmente, as pessoas em áreas urbanas (32%) são mais propensas do que aquelas em áreas rurais (28%) ou cidades e áreas suburbanas (26%) a se sentirem muito afetadas pela falta de água potável.</li>
<li>Até 38% das pessoas dizem que foram &#8220;muito&#8221; pessoalmente afetadas pelas mudanças climáticas, enquanto até 75% foram pelo menos &#8220;moderadamente&#8221; afetadas.</li>
<li>As pessoas que dizem ter sido pessoalmente afetadas pelas mudanças climáticas geralmente mencionam a seca como uma das formas pelas quais foram impactadas; 37 por cento das pessoas que vivenciam a mudança climática afirmam pessoalmente que isso ocorre devido à seca.</li>
</ul>
<blockquote><p>&#8220;A água não vem de uma torneira, ela vem da natureza. Mas com a perda da natureza e o aumento da instabilidade climática, a escassez de água só piorará, impactando sociedades e economias em todo o mundo. No entanto, por meio da colaboração, restaurando pântanos, reconectando rios e reabastecendo aquíferos, provamos maneiras de enfrentar esses desafios compartilhados de água. É hora de investir urgentemente nessas soluções&#8221;, analisou Alexis Morgan, líder global de gerenciamento de água do WWF.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: WWF Brasil</em></p>
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