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	<title>mudanças de clima &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>mudanças de clima &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Em Augusto Corrêa, Fazenda Bacuri sofre efeitos de mudanças no clima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Oct 2022 20:51:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[#agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Corrêa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/Captura-de-Tela-2022-10-03-às-17.43.37-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Ivana Guimarães Localizada em Augusto Corrêa (PA), a Fazenda Bacuri trabalha com produção agroindustrial orgânica e artesanal de polpa de frutas e licores da biodiversidade amazônica, sendo pioneira na certificação de seus processos e tendo reconhecimento internacional. A propriedade foi fundada pelo economista nipo-brasileiro Henrique Osaqui, nos anos 70. “Ele acreditava que o bacuri, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/Captura-de-Tela-2022-10-03-às-17.43.37-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Ivana Guimarães</em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Localizada em Augusto Corrêa (PA), a <a href="https://www.fazendabacuri.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Fazenda Bacuri</a> trabalha com produção agroindustrial orgânica e artesanal de polpa de frutas e licores da biodiversidade amazônica, sendo pioneira na certificação de seus processos e tendo reconhecimento internacional. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">A propriedade foi fundada pelo economista nipo-brasileiro Henrique Osaqui, nos anos 70. “</span><span style="font-weight: 400;">Ele acreditava que o bacuri, através do manejo, poderia mudar a vida das pessoas nessa região onde a agricultura é geralmente de corte e queima”, contou Hortência Osaqui, engenheira florestal e administradora da fazenda ao <strong>Pará Terra Boa</strong>. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O que a família Osaqui não podia prever é que as mudanças climáticas alterariam o período de safra do bacuri, deixando os frutos secos e prejudicando a produção.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Nós temos sofrido muito. Nesses últimos anos, há uma mudança de temperatura e de período também. Por exemplo, no ano passado, o bacuri começou a florar em maio e, até julho, ele já estava florado. Entre agosto e início de dezembro já tinha fruto fora de época. Não é pra ter fruto em dezembro, é para ter em janeiro. Só que quando ele antecipa, eu não tenho água. Porque aqui nós temos um período bem definido sem chuvas, os quatro últimos meses do ano. É sem nada, zero chuva. Começa a chover a partir de janeiro. Quando começa a chover, a fruta absorve a água. Se não chover, meu fruto fica seco. Então já tem duas safras que a gente vem sofrendo&#8221;, analisa Hortência. </span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">E se eles não tivessem o controle do sistema como prioridade, as consequências das alterações no clima poderiam ser ainda mais severas. A propriedade tem uma área de 64 hectares quase toda fechada, possuindo indicativos ambientais, como borboletas e pássaros que mostram seu equilíbrio. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;A nossa preocupação vai além do que está só na floresta, mas quem está embaixo da floresta também. A gente vem desenvolvendo com o INPA (<em>Instituto Nacional em Pesquisas da Amazônia</em>) um projeto sobre produção de cogumelos com o objetivo de utilizar tudo o que a floresta pode nos dar de forma sustentável e assim poder mantê-la.&#8221;</span></p></blockquote>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/CY2OjFGLMRQ/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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<div style="color: #3897f0; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: 550; line-height: 18px;">Ver essa foto no Instagram</div>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/p/CY2OjFGLMRQ/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Uma publicação compartilhada por Fazenda Bacuri (@fazendabacuribio)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<h3><strong>Como o bacuri transformou uma comunidade</strong></h3>
<p>Hortência explica que o objetivo de fomentar o desenvolvimento sustentável na Amazônia vem de muito tempo. Visionário, seu pai já tinha essa preocupação desde a década de 70.</p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Esse trabalho na fazenda Bacuri começou na década de 70 com o meu pai. Ele acreditava que o bacuri, através do manejo, poderia mudar a vida das pessoas nessa região onde a agricultura é geralmente de corte e queima. Essa floresta de bacuri dessa região é uma espécie por rebrotamento natural. Então ele observou que se mantivéssemos essa agrofloresta, ela poderia ter melhor rendimento econômico com baixo custo de manutenção e alto valor agregado. Quando ele observou isso, começou a fazer o manejo de forma empírica. Ou seja, ele vislumbrou a floresta já que antes a madeira do bacurizeiro era muito usada para a construção naval e na época tudo era em função do rio, a gente não tinha a estrada. Então imagina que nossos bacurizais foram todos dizimados.&#8221;</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_12689" aria-describedby="caption-attachment-12689" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-12689" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-03-at-17.31.13-225x300.jpeg" alt="" width="300" height="400" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-03-at-17.31.13-225x300.jpeg 225w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-03-at-17.31.13-150x200.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-03-at-17.31.13-450x600.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-03-at-17.31.13.jpeg 768w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-12689" class="wp-caption-text">Hortência Osaqui, engenheira florestal e administradora da Fazenda Bacuri</figcaption></figure>
<h3><b>Aproveitamento dos frutos </b><span style="font-weight: 400;"> </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um quintal florestal de dez hectares com diversos tipos de frutas como o açaí, taperebá e sapoti, a engenheira conta que alguns foram desenvolvidos para ter uma linha de produtos, já outros só são usados na fazenda. O carro chefe da empresa, o bacuri, é aproveitado ao máximo, tanto em polpa, quanto em casca e caroço.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Utilizamos praticamente 100% do bacuri. O fruto tem uma média de no máximo 20% de  polpa comestível, o restante é caroço e casca. Hoje, todo meu processo é certificado como orgânico. Então, eu consegui um mercado para os caroços, que é a indústria de cosméticos. A gente está começando a fazer um trabalho para utilização da casca, pelas suas propriedades antioxidantes. </span>Parte dessa <span style="font-weight: 400;">casca também vai pra adubação então meu resíduo é praticamente zero&#8221;, esclarece.</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_12688" aria-describedby="caption-attachment-12688" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-12688" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-03-at-17.30.49-225x300.jpeg" alt="" width="300" height="400" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-03-at-17.30.49-225x300.jpeg 225w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-03-at-17.30.49-768x1024.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-03-at-17.30.49-1152x1536.jpeg 1152w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-03-at-17.30.49-150x200.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-03-at-17.30.49-450x600.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-03-at-17.30.49.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-12688" class="wp-caption-text">Hortência Osaqui, engenheira florestal e administradora da Fazenda Bacuri</figcaption></figure>
<h3><b>Compartilhando conhecimento </b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A agroempresa familiar recebe entre 200 e 400 alunos por ano. Grande parte dessa visita é subsidiada pela própria fazenda. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Eles vêm, passam o dia, a gente fala de todo o processo e depois eles almoçam aqui. A gente gosta de trabalhar principalmente com os jovens para mostrar esse modelo de negócio, explicar que é possível ser feito aqui pertinho deles e para que entendam o processo sustentável&#8221;, conclui.</span></p></blockquote>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-12685" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-03-at-17.30.23-266x300.jpeg" alt="" width="355" height="400" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-03-at-17.30.23-266x300.jpeg 266w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-03-at-17.30.23-909x1024.jpeg 909w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-03-at-17.30.23-768x865.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-03-at-17.30.23-150x169.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-03-at-17.30.23-450x507.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-03-at-17.30.23-1200x1352.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/10/WhatsApp-Image-2022-10-03-at-17.30.23.jpeg 1242w" sizes="(max-width: 355px) 100vw, 355px" /></p>
<h3>Rainha Elizabeth II provou bacuri*</h3>
<p>O bacuri, fruta nativa da Amazônia, da qual é extraída uma polpa saborosíssima, já ganhou o mundo e caiu nas graças da realeza.</p>
<p>Isso porque, segundo conta um garçom que atendeu a comitiva real em 1968, em uma de suas visitas ao Brasil, a rainha Elizabeth II não resistiu a essa frutinha.</p>
<p>A rainha ficou tão encantada com o sorvete de bacuri, sobremesa dos grandes banquetes oficiais oferecidos pelo Brasil, que levou para a Inglaterra latas e latas da polpa dessa fruta.</p>
<p>Além de sabor, o bacuri tem uma árvore de mil e uma utilidades; a qual é, ao mesmo tempo, frutífera e madeireira.</p>
<p>Como frutífera, o bacurizeiro (<em>Platonia insignis Mart.</em>) produz um fruto saboroso e rico em potássio, fósforo e cálcio, cuja casca e polpa são usadas na culinária regional, na produção de doces, de sorvetes, de sucos, de licores e de outras delícias.</p>
<p>Além disso, da semente do bacurizeiro se extrai um óleo usado como anti-inflamatório e cicatrizante pela medicina popular e pela indústria de cosméticos; e, de seus troncos e galhos, uma madeira nobre e resistente, que ainda hoje é muito procurada.</p>
<p><em>*Com Embrapa Amazônia Oriental</em></p>
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