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	<title>mudanças climáticas &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>mudanças climáticas &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Estudo mostra que solo perde mais carbono em períodos secos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 18:43:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/solo_degradado-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A seca amplifica a perda de carbono do solo, induzida pelo aquecimento global.  Esta é a principal conclusão  de um experimento de 12 anos conduzido nos Estados Unidos, em que mostra que microrganismos do solo desempenham um papel decisivo na liberação ou retenção de carbono. Publicado na revista Nature Climate Change, o estudo monitorou 48 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/solo_degradado-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A seca amplifica a perda de carbono do solo, induzida pelo aquecimento global.  Esta é a principal conclusão  de um experimento de 12 anos conduzido nos Estados Unidos, em que mostra que microrganismos do solo desempenham um papel decisivo na liberação ou retenção de carbono.</p>
<p>Publicado na revista <em>Nature Climate Change</em>, o estudo monitorou 48 parcelas de pastagem sob diferentes cenários de temperatura e umidade. Em parte das áreas, a temperatura foi elevada em 3°C, enquanto outras foram submetidas a simulações de seca ou aumento de chuvas, permitindo observar como o solo reagia a condições climáticas extremas. As informações são de O Globo.</p>
<p>Os resultados apontam uma diferença significativa no comportamento do carbono. Em ambientes mais quentes e úmidos, o solo chegou a ganhar 7% de carbono. Já sob calor combinado com seca, houve perda de 12%, incluindo frações consideradas antigas e estáveis – antes vistas como pouco suscetíveis à liberação.</p>
<p>Segundo os pesquisadores, a explicação está na atividade microbiana. Em períodos secos, esses organismos aumentam o metabolismo e passam a consumir reservas mais profundas de carbono para sobreviver, acelerando sua liberação na forma de dióxido de carbono. Em condições úmidas o processo se inverte: os microrganismos priorizam o crescimento, ajudando a manter o carbono armazenado.</p>
<p>Essas respostas ajudam a entender como as mudanças climáticas podem ser intensificadas por mecanismos ainda pouco considerados nos modelos climáticos. Por isso o estudo alerta que mudanças na umidade do solo podem ser determinantes para o futuro equilíbrio do carbono no planeta – e, por consequência, para a velocidade do aquecimento global.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Um em cada quatro brasileiros já saiu de casa por evento climático extremo, diz pesquisa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 17:08:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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		<category><![CDATA[eventos climáticos extremos]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Talanoa]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/seca2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um levantamento realizado pela Ipsos para o Instituto Talanoa, divulgado nesta segunda-feira, 16, apresenta um retrato alarmante do impacto ambiental no cotidiano do Brasil: um em cada quatro brasileiros (24%) já precisou abandonar sua residência temporariamente devido a crises como enchentes, deslizamentos, incêndios ou ondas de calor. Nos últimos 12 meses, a percepção de crise [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/seca2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um levantamento realizado pela Ipsos para o Instituto Talanoa, divulgado nesta segunda-feira, 16, apresenta um retrato alarmante do impacto ambiental no cotidiano do Brasil: um em cada quatro brasileiros (24%) já precisou abandonar sua residência temporariamente devido a crises como enchentes, deslizamentos, incêndios ou ondas de calor.</p>
<p>Nos últimos 12 meses, a percepção de crise foi dominada por três fatores principais:</p>
<ul>
<li><strong>Calor extremo</strong>: citado por 48% dos entrevistados;</li>
<li><strong>Quedas de energia elétrica</strong>: relatadas por 42%;</li>
<li><strong>Tempestades fortes:</strong> mencionadas por 35%.</li>
</ul>
<p>Outros problemas frequentes incluíram a escassez de água (26%), o aumento de doenças transmitidas por mosquitos (23%) e a ocorrência de enchentes (21%). Essas variações climáticas afetaram diretamente cinco pilares do dia a dia da população: a saúde (40%), a alimentação (37%), os gastos com energia (37%), a moradia (29%) e a mobilidade (25%).</p>
<h3>Adaptação e conscientização</h3>
<p>Embora o termo &#8220;adaptação climática&#8221; já seja conhecido por 81% dos brasileiros, o domínio sobre o conceito ainda é superficial: apenas 13% afirmam conhecê-lo profundamente. Apesar disso, a percepção de risco é alta, com 70% dos entrevistados acreditando que os eventos extremos estão se tornando mais recorrentes.</p>
<p>A pesquisa identificou uma disposição favorável da sociedade para medidas de prevenção, mesmo diante de custos ou transtornos imediatos.</p>
<p>A pesquisa mostra que 63% dos entrevistados concordam que novos empreendimentos devem prever os efeitos climáticos. Esse apoio salta para 76% quando as obras utilizam recursos públicos.</p>
<p>Em relação a intervenções urbanas, 66% da população apoia ações de adaptação (como mudanças em regras de construção ou obras de infraestrutura), enquanto apenas 9% se declaram contrários.</p>
<p>Regionalmente, a aceitação dessas medidas varia de 58% no Sul a 73% no Sudeste.</p>
<p>O estudo foi realizado entre 19 e 29 de dezembro de 2025, utilizando um painel online com 1 mil entrevistados. A amostra é representativa das classes A, B e C, respeitando critérios de gênero, faixa etária e distribuição geográfica em todas as regiões do país.</p>
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		<title>Mudança climática estica a duração dos dias e pode confundir até o seu GPS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 18:15:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque4]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/degelo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Você já sentiu que o dia precisava de mais de 24 horas? Pois a ciência acaba de confirmar que os dias estão, de fato, ficando mais longos — e a culpa é do aquecimento global. Um novo estudo realizado por cientistas da Áustria e da Suíça revela que a Terra está girando um pouco mais [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/degelo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Você já sentiu que o dia precisava de mais de 24 horas? Pois a ciência acaba de confirmar que os dias estão, de fato, ficando mais longos — e a culpa é do aquecimento global. Um novo estudo realizado por cientistas da Áustria e da Suíça revela que a Terra está girando um pouco mais devagar, um fenômeno que não era visto nessa intensidade há pelo menos 3,6 milhões de anos.</p>
<p>Para entender o que está acontecendo, imagine uma bailarina girando: quando ela fecha os braços rente ao corpo, ela gira muito rápido. Quando ela abre os braços, o giro desacelera.</p>
<p>Com a Terra, o processo é parecido. O gelo que estava concentrado nos polos (o topo e a base do planeta) está derretendo e virando água. Essa água corre para o centro do planeta (a região do Equador), fazendo com que a &#8220;massa&#8221; da Terra se espalhe mais para as laterais. Como a Terra fica &#8220;mais larga&#8221; no meio, ela perde velocidade no seu giro diário.</p>
<h3>Como os cientistas descobriram isso?</h3>
<p>Como não existem relógios de milhões de anos atrás, os pesquisadores analisaram &#8220;arquivos&#8221; da própria natureza: fósseis microscópicos de seres que viveram no fundo do mar.</p>
<p>A química desses fósseis guarda o registro de como o nível do mar subiu ou desceu ao longo das eras.</p>
<p>Com esses dados, os cientistas usaram modelos matemáticos para calcular quão rápido a Terra girava no passado.</p>
<p>A conclusão foi clara: embora a duração do dia mude naturalmente ao longo de milhões de anos, a velocidade com que isso está acontecendo agora é alarmante e causada pela ação humana.</p>
<h3>Isso muda algo na sua vida?</h3>
<p>A mudança é minúscula para os nossos sentidos: o dia aumenta cerca de 1,33 milissegundo a cada cem anos. Não dá para notar a diferença ao acordar, mas as máquinas sim.</p>
<p>Sistemas que exigem precisão absoluta, como o GPS do seu celular, os satélites de comunicação e as rotas de naves espaciais, dependem de uma contagem de tempo perfeita. Se a rotação da Terra oscila e não ajustarmos os relógios atômicos, esses sistemas podem começar a falhar ou dar localizações erradas.</p>
<h3>O futuro da rotação terrestre</h3>
<p>Até então, o principal fator que influenciava o ritmo da Terra era a Lua, através das marés. No entanto, o estudo prevê que, se o aquecimento global continuar no ritmo atual, o derretimento do gelo terá um impacto maior no nosso tempo do que a própria força da Lua até o fim deste século.</p>
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		<title>Desastres climáticos afetaram 336 mil pessoas e geraram prejuízo de R$ 3,9 bi no País</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 15:21:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Cemaden]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/seca11-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado no planeta, com a temperatura global 1,47 °C acima dos níveis pré-industriais. No Brasil, o aquecimento provocou eventos climáticos extremos. Recordes de temperatura, chuvas intensas com alto impacto urbano e uma seca prolongada que atingiu centenas de municípios atingiram 336.656 pessoas e geraram prejuízos de R$ [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/seca11-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado no planeta, com a temperatura global 1,47 °C acima dos níveis pré-industriais. No Brasil, o aquecimento provocou eventos climáticos extremos. Recordes de temperatura, chuvas intensas com alto impacto urbano e uma seca prolongada que atingiu centenas de municípios atingiram 336.656 pessoas e geraram prejuízos de R$ 3,9 bilhões.</p>
<p>Os dados são relatório Estado do Clima, Extremos de Clima e Desastres no Brasil em 2025, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).</p>
<p>O relatório destaca que os prejuízos públicos foram mais elevados no município de Belterra, Pará, em função de um episódio de chuva extrema ocorrido em março de 2025.</p>
<p>&#8220;Apenas os custos relacionados&#8217; à assistência médica, à saúde pública e ao atendimento de emergências médicas totalizaram aproximadamente R$ 356 milhões&#8221;, diz o relatório.</p>
<h3>Ondas de calor e frio</h3>
<p>Ao longo do ano, o País registrou sete ondas de calor. Em fevereiro, Quaraí (RS) alcançou 43,8°C, a maior temperatura do período no território nacional. Capitais também enfrentaram marcas históricas. O Rio de Janeiro (RJ) registrou máximas entre 42°C e 44°C, enquanto São Paulo (SP) atingiu 37,2°C em dezembro — o maior valor para o mês em 64 anos. O calor intenso foi acompanhado por impactos na saúde pública, aumento do consumo de energia e pressão sobre sistemas urbanos.</p>
<p>No Brasil, o verão 2024/2025 foi o sexto mais quente desde 1961, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia.</p>
<p>O inverno também apresentou extremos. Foram registradas sete ondas de frio em 2025, com temperaturas negativas no Sul do País. Em General Carneiro (PR), os termômetros marcaram –7,8°C, e em São José dos Ausentes (RS), –4,5°C, com ocorrência de neve em áreas de maior altitude. A combinação de ondas de calor frequentes e episódios intensos de frio evidencia a crescente variabilidade climática observada no território brasileiro.</p>
<h3>Chuva e seca</h3>
<p>Além das temperaturas extremas, o ano foi marcado por episódios significativos de chuva intensa, especialmente nas regiões Sudeste e Sul. Em abril, Teresópolis (RJ) acumulou 689,4 mm de precipitação — volume 548% acima da média histórica do mês. Em 24 de janeiro, a cidade de São Paulo registrou 125,4 mm em um único dia, o terceiro maior acumulado desde o início das medições, em 1961. No Rio Grande do Sul (RS), eventos de chuva em junho afetaram mais de 120 municípios, provocando alagamentos, transbordamentos de rios e deslocamentos de famílias.</p>
<p>Enquanto parte do País enfrentava enchentes, outra parcela convivia com estiagem prolongada. Ao longo de 2025, até 503 municípios chegaram à condição de seca severa ou extrema. Oito unidades federativas registraram seca em 100% do território no mês de novembro: Ceará (CE), Distrito Federal (DF), Goiás (GO), Minas Gerais (MG), Piauí (PI), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Tocantins (TO). Em algumas áreas, o quadro de déficit hídrico persistiu por até dez meses consecutivos.</p>
<h3>Prevenção e monitoramento</h3>
<p>No campo da prevenção e monitoramento, o Cemaden enviou 2.505 alertas de risco geo-hidrológico ao longo do ano para 1.133 municípios monitorados. Foram registradas 1.493 ocorrências associadas a eventos hidrológicos e geológicos, com predominância de inundações, enxurradas e deslizamentos de terra. Embora o número seja inferior ao observado em anos de El Niño intenso, permanece elevado em comparação ao início da série histórica, indicando maior recorrência de eventos extremos e maior exposição territorial.</p>
<p>O relatório aponta que, mesmo em um ano sem atuação significativa de El Niño ou La Niña, o Brasil apresentou extremos relevantes. A combinação entre variabilidade climática natural e o aquecimento global tem ampliado a frequência e a intensidade desses eventos, com impactos diretos sobre a segurança hídrica, a infraestrutura urbana, a produção agrícola e a qualidade de vida da população.</p>
<p>Os dados consolidados reforçam a importância do monitoramento contínuo, do investimento em ciência e tecnologia e da integração entre pesquisa e gestão pública para antecipar riscos e reduzir vulnerabilidades. Para o MCTI, o fortalecimento da capacidade científica nacional é elemento central para enfrentar um cenário climático cada vez mais desafiador e complexo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Desastres climáticos causaram prejuízos de R$ 28 bilhões ao Brasil em 2025, diz relatório</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 14:04:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/02/seca23-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil parece ter deixado definitivamente para trás o rótulo de &#8220;país abençoado&#8221; contra grandes catástrofes naturais. Segundo o novo relatório da Aon, o Brasil encerrou 2025 com uma fatura de US$ 5,4 bilhões (cerca de R$ 28,4 bilhões) em prejuízos causados por eventos climáticos extremos. Embora o montante seja inferior aos US$ 12 bilhões [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/02/seca23-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil parece ter deixado definitivamente para trás o rótulo de &#8220;país abençoado&#8221; contra <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desastres-climaticos-no-brasil-aumentaram-460-em-relacao-aos-anos-1990/" target="_blank" rel="noopener">grandes catástrofes naturais.</a> Segundo o novo relatório da Aon, o Brasil encerrou 2025 com uma fatura de US$ 5,4 bilhões (cerca de R$ 28,4 bilhões) em prejuízos causados por eventos climáticos extremos.</p>
<p>Embora o montante seja inferior aos US$ 12 bilhões registrados no ano anterior — quando o Rio Grande do Sul viveu enchentes sem precedentes —, os dados revelam uma nova e incômoda realidade: o prejuízo multibilionário tornou-se o novo normal.</p>
<p>Beatriz Protasio, CEO de resseguros da Aon para o Brasil, disse a<a href="https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2026/02/desastres-climaticos-causaram-prejuizos-de-r-28-bilhoes-ao-brasil-em-2025-diz-relatorio.shtml" target="_blank" rel="noopener"> Folha de S.Paulo</a> que o País atravessou uma fronteira invisível. Se no início do século o risco catastrófico era considerado baixo, hoje a infraestrutura urbana e o agronegócio estão sob ataque constante de uma &#8220;recorrência de perdas&#8221; que não dá trégua.</p>
<p>Diferente de 2024, onde a água foi o grande carrasco, em 2025 o <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/cientistas-alertam-para-aumento-de-eventos-extremos-provocados-pelo-aquecimento-global/" target="_blank" rel="noopener">vilão foi a seca</a>. A estiagem prolongada no Centro-Oeste e no Sudeste respondeu por 88% das perdas econômicas do País, somando US$ 4,8 bilhões. O impacto foi um efeito dominó que atingiu desde a rentabilidade das safras até a conta de luz dos brasileiros.</p>
<p>As hidrelétricas, espinha dorsal da nossa matriz energética, sentiram o golpe: em agosto de 2025, a contribuição das usinas para a geração nacional caiu para 48%, um abismo em relação à média histórica de 66%.</p>
<p>O restante do prejuízo foi pulverizado entre tempestades severas (11%) e inundações no Sul, que seguem desafiando os modelos de medição devido à subnotificação em áreas rurais.</p>
<h3>O mundo em ebulição</h3>
<p>O cenário brasileiro é o reflexo de um tabuleiro global em chamas. Em 2025, a Aon contabilizou 49 eventos bilionários ao redor do planeta. O destaque sombrio ficou para os incêndios na Califórnia, que em janeiro consumiram US$ 58 bilhões, tornando-se o desastre mais caro da história mundial.</p>
<p>No Caribe, o Furacão Melissa mostrou a face mais técnica da crise: ventos 7% mais fortes do que seriam em um mundo sem aquecimento global, uma prova de que a natureza está &#8220;turbinada&#8221;.</p>
<h3>Do alerta à ação</h3>
<p>O relatório deixa claro que a gestão de riscos climáticos não é mais uma pauta ambientalista, mas uma urgência econômica de sobrevivência.</p>
<p>O desafio agora é cultural e estrutural: o Brasil precisa de sistemas de alerta mais precisos, modelagens de risco robustas e, acima de tudo, uma infraestrutura que pare de tentar resistir ao clima do passado e comece a se adaptar ao caos do presente.</p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desastres-climaticos-no-brasil-aumentaram-460-em-relacao-aos-anos-1990/" target="_top">Desastres climáticos no Brasil aumentaram 460% em relação aos anos 1990</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/cientistas-alertam-para-aumento-de-eventos-extremos-provocados-pelo-aquecimento-global/" target="_top">Cientistas alertam para aumento de eventos extremos provocados pelo aquecimento global</a></strong></p>
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		<title>Em carta, Presidência da COP30 defende aceleração de decisões climáticas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 14:05:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[carta]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/andre_correa_do_lago2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Em sua décima segunda carta oficial, publicada nesta terça-feira, 27, o embaixador André Aranha Corrêa do Lago, presidente da COP30, traçou um balanço histórico e ambicioso da conferência realizada na capital paraense. O documento consolida a COP30 como a &#8220;COP da Verdade&#8221;, marcando o fim de três décadas de discussões teóricas e o nascimento de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/andre_correa_do_lago2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Em sua décima segunda carta oficial, publicada nesta terça-feira, 27, o embaixador André Aranha Corrêa do Lago, presidente da COP30, traçou um balanço histórico e ambicioso da conferência realizada na capital paraense. O documento consolida a COP30 como a &#8220;COP da Verdade&#8221;, marcando o fim de três décadas de discussões teóricas e o nascimento de uma governança climática focada em resultados práticos, o chamado Mutirão Global.</p>
<p>Apesar do entusiasmo com a participação popular — que incluiu a Aldeia Indígena, a Cúpula dos Povos e a Marcha Global pelo Clima — a carta é marcada por uma admissão honesta: a COP30 ficou aquém do que a ciência e as comunidades afetadas esperavam. De acordo com o embaixador, o fato evidencia uma desconexão entre o tempo lento das negociações e a urgência da física do clima, especialmente após os dados do Serviço Copernicus confirmarem que a média trienal de 2023-2025 já ultrapassou o limite de 1,5°C.</p>
<p>Essa pressão exige, segundo a presidência, que o multilateralismo mude de marcha e passe a operar em duas velocidades: uma baseada no consenso para diretrizes jurídicas e outra focada na implementação rápida por meio de coalizões voluntárias, como o novo Acelerador Global de Implementação.</p>
<p>No campo das decisões formais, cita a carta, a COP30 adotou 56 resoluções, incluindo o avanço do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que atingiu US$ 6,6 bilhões, e a entrega de novas metas nacionais (NDCs) por 120 países.</p>
<p>Corrêa do Lago cita a provocação brasileira sobre a dependência de combustíveis fósseis e afirma que, embora o multilateralismo ainda não tenha acolhido formalmente o fim dessas fontes, assume a tarefa de desenvolver roteiros para uma transição justa e ordenada.</p>
<p>O presidente da COP30 enfatiza que o planejamento não é uma escolha moral, mas um imperativo para a estabilidade econômica global, evitando o colapso abrupto de ativos.</p>
<p>Para o embaixador brasileiro, o sentimento de insuficiência deve servir como motor para uma mudança sistêmica irreversível. De acordo com ele, o descompasso revelado em Belém mostra que o regime climático atual esgotou seu potencial em sua forma antiga, exigindo que o mundo escolha entre o planejamento coordenado ou o risco de rupturas sociais profundas.</p>
<p>Ao olhar para o futuro e para a COP31, o embaixador reforça o compromisso com o roteiro de US$ 1,3 trilhão em financiamento climático e apoia a criação de um Conselho de Mudança do Clima da ONU para tornar a cooperação internacional mais ágil.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Amazônia tem 18% de áreas úmidas, altamente vulneráveis às mudanças climáticas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 17:40:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[áreas úmidas]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Sítios Ramsar]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/Floresta-de-igapo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um estudo inédito mostrou que 18% da Amazônia é formada por áreas úmidas, um dos ecossistemas mais vulneráveis às mudanças climáticas no bioma. A partir de uma nova metodologia, pesquisadores de quatro instituições ambientais mapearam e classificaram 77 milhões de hectares de áreas úmidas na Amazônia. E alertam: quase metade está fora de territórios protegidos. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/Floresta-de-igapo-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um estudo inédito mostrou que 18% da Amazônia é formada por áreas úmidas, um dos ecossistemas mais vulneráveis às mudanças climáticas no bioma. A partir de uma nova metodologia, pesquisadores de quatro instituições ambientais mapearam e classificaram 77 milhões de hectares de áreas úmidas na Amazônia. E alertam: quase metade está fora de territórios protegidos.</p>
<p>Com o título “Desafios e oportunidades para a proteção, conservação e manejo de áreas úmidas do bioma Amazônia“, o trabalho contou com a participação de especialistas do Imazon, do ICMBio, do ISA  e do EcoSaMa. E foi possível graças à criação de uma metodologia de mapeamento por imagens de satélite que combinou dados de sensores remotos, mapas já publicados e o inventário nacional de áreas úmidas.</p>
<p>Outro avanço científico da pesquisa foi adaptar a classificação regional ao sistema nacional de classificação de áreas úmidas, com o objetivo de incentivar políticas públicas.</p>
<p>Com diferentes características de vegetação, hidrologia e biodiversidade, as áreas úmidas são todos os ecossistemas presentes na interface entre ambientes terrestres e aquáticos. Elas podem ser de sistemas costeiros (como manguezais), interiores (como florestas de igapó ou de várzea) ou antropogênicos (como açudes e lagoas artificiais).</p>
<p>As áreas úmidas naturais têm importância global para a regulação climática e manutenção da biodiversidade, além de importância local para a qualidade de vida de povos e comunidades tradicionais e para a purificação dos recursos hídricos. Também são de extrema relevância para espécies de aves migratórias e peixes, o que incentivou a criação de um esforço global de proteção desses territórios, a Convenção de Ramsar, tratado do qual o Brasil é signatário.</p>
<h3>Secas são ameaça de pontos de não retorno</h3>
<p>Além disso, por serem altamente dependentes da água, as áreas úmidas estão entre os ecossistemas amazônicos mais vulneráveis às mudanças climáticas e a pressões como desmatamento, represamento dos rios, expansão urbana e mineração.</p>
<p>Enquanto o aquecimento global pode fazer com que as áreas úmidas costeiras desapareçam com o aumento do nível do mar, as áreas úmidas interiores podem entrar em pontos de não retorno devido a secas extremas frequentes.</p>
<blockquote><p>“Uma das hipóteses que estamos avaliando é o papel das áreas úmidas da Amazônia como o primeiro sinal de pontos de não retorno no bioma. Essas áreas podem dar o alarme de que já possamos estar cruzando um limiar de risco altíssimo”, explica o pesquisador Carlos Souza Jr., do Imazon.</p></blockquote>
<h3>Quase metade das áreas úmidas está desprotegida</h3>
<p>Apesar da importância global, quase metade dos ecossistemas mapeados na Amazônia ainda está fora de territórios legalmente protegidos. Conforme o estudo, apenas 53,7% das áreas úmidas do bioma encontram-se sob algum nível de proteção, sendo 21,3% em Unidades de Conservação, 15,4% em terras Indígenas, 3% em Sítios Ramsar e 14% em áreas protegidas sobrepostas.</p>
<blockquote><p>“Destinar áreas para conservação, em especial as áreas úmidas, seria fundamental porque esses territórios sustentam processos ecológicos essenciais para a Amazônia. Eles concentram grandes estoques de carbono, mantêm a biodiversidade e garantem água e alimentos para as populações. Em um contexto de mudanças climáticas, ignorar o papel das áreas úmidas aumenta a vulnerabilidade da Amazônia e das populações que dependem desses territórios”, afirma Cícero Augusto, analista GIS do ISA. Importância dos Sítios Ramsar</p></blockquote>
<p>Os Sítios Ramsar são zonas úmidas de importância internacional definidas pela Convenção de Ramsar, um tratado estabelecido em 1971, cujo Brasil é signatário desde 1993. Eles são reconhecidos pelo papel significativo na conservação da biodiversidade global e na manutenção da vida humana, principalmente em relação às espécies migratórias de aves e peixes.</p>
<blockquote><p>“Os Sítios Ramsar revelam que conservar áreas úmidas é uma das estratégias mais eficazes para proteger a biodiversidade, garantir segurança hídrica e enfrentar a crise climática, especialmente em regiões onde a floresta, a água e os povos tradicionais estão profundamente interligados” aponta Suelma Silva, pesquisadora e analista ambiental do ICMBio.</p></blockquote>
<p>O Brasil possui atualmente 27 Sítios Ramsar reconhecidos internacionalmente, sendo 10 deles na Amazônia — que somam 23 milhões de hectares e estão localizados em 21 terras indígenas e 88 unidades de conservação. São de destaque o Mosaico do Rio Negro, o maior Sítio Ramsar do mundo, com 12 milhões de hectares, o Estuário do Amazonas e seus Manguezais, com 3,8 milhões de hectares, e o Rio Juruá, com 2,1 milhões de hectares.</p>
<blockquote><p>“Além disso, sabe-se que nesses sítios e nas unidades de conservação encontram-se numerosas turfeiras, muitas delas ainda não inventariadas, fundamentais para a mitigação das mudanças climáticas. Sua relevância foi destacada no relatório da COP 30, que reconhece esses ecossistemas como grandes reservatórios naturais de carbono e elementos-chave para a estabilidade climática e hidrológica em escala global”, reforça Silva.</p></blockquote>
<h3>Pesquisa apontou mais de 1 milhão de hectares de áreas únidas sob ameaça</h3>
<p>O estudo também avaliou as principais ameaças às áreas úmidas da Amazônia, calculando a área afetada por cada uma delas. No total, mais de 1 milhão de hectares desses ecossistemas estão sob ameaça de hidrelétricas, desmatamento, pequenos reservatórios, garimpo, exploração madeireira e mineração industrial.</p>
<p>Por usar quase 20 mapas de propostas anteriores de mapeamento das áreas úmidas da Amazônia como ponto de partida, a nova metodologia apresentada pela pesquisa toma 2020 como referência para a identificação e classificação desses ecossistemas (data em que era possível comparar a maioria dos estudos), mas as ameaças estão atualizadas até 2024.</p>
<p>As hidrelétricas representam atualmente a principal ameaça às áreas úmidas da Amazônia em termos de área afetada. Conforme o estudo, 600 mil hectares de superfície de água encontram-se classificados como hidrelétricas no bioma.</p>
<blockquote><p>“As barragens construídas para a geração de energia elétrica e armazenamento de água causam impactos negativos nas áreas úmidas, alterando o fluxo hídrico e o ciclo natural de inundações dos rios, além de prejudicar a biodiversidade aquática e o fluxo migratório de peixes”, comenta Bruno Ferreira, pesquisador do Imazon. As hidrelétricas Jirau e Santo Antônio, por exemplo, provocaram o declínio de populações de peixes no Rio Madeira, afetando a pesca realizada pelas comunidades.</p></blockquote>
<p>O segundo maior problema é o desmatamento, que afetou 290 mil hectares de áreas úmidas entre 2020 e 2024 na Amazônia.</p>
<blockquote><p>“Alguns tipos de áreas úmidas amazônicas armazenam maiores quantidades de carbono por hectare do que florestas terrestres, como manguezais e turfeiras, o que faz sua destruição ser ainda mais grave para o bioma. Além disso, no caso das turfeiras, o desmatamento também provoca emissões de metano”, alerta Souza Jr.</p></blockquote>
<h3>Pequenos reservatórios são a terceira maior ameaça às áreas úmidas</h3>
<p>O estudo também revelou de forma inédita a escala do problema dos pequenos reservatórios de água na Amazônia, que atualmente são a terceira maior ameaça às áreas úmidas do bioma em relação à área afetada. Conforme a pesquisa, a Amazônia possui 112 mil hectares de áreas úmidas afetadas por pequenos reservatórios, como, por exemplo, os açudes construídos nas propriedades rurais para o gado beber água.</p>
<blockquote><p>“Os serviços ambientais dessas áreas úmidas artificiais não se equivalem aos das áreas úmidas naturais. Frequentemente, os pequenos reservatórios geram impactos ambientais e sociais negativos”, ressalta Ferreira.</p></blockquote>
<p>Para construir ou regularizar uma barragem no Brasil, o proprietário da terra precisa possuir Cadastro Ambiental Rural (CAR) e autorizações específicas, entre elas Outorga de Uso da Água, Licença Ambiental e Licença de Supressão Vegetal dos órgãos responsáveis, que dependem do tamanho da barragem e do domínio da água. “Mapeamos todos os pequenos reservatórios em áreas úmidas da Amazônia e disponibilizamos esse banco de dados de forma aberta ao público, o que pode ajudar nas investigações e na responsabilização pelas barragens ilegais”, completa o pesquisador.</p>
<h3>Garimpo e exploração de madeira ameaçam biodiversidade</h3>
<p>Outra grave ameaça às áreas úmidas é o avanço do garimpo, que tem contaminado os recursos hídricos, os animais e os povos e comunidades tradicionais com mercúrio, um dos metais mais perigosos segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre 2020 e 2024, conforme o estudo, aproximadamente 53 mil hectares de áreas úmidas foram explorados por garimpo.</p>
<blockquote><p>“Os peixes são contaminados principalmente pelo metilmercúrio, um subproduto da transformação do mercúrio no ambiente aquático. Amostras coletadas em peixes de 17 municípios da Amazônia brasileira apresentam níveis de mercúrio 21,3% acima do limite aceitável (0,5 µg/g) estabelecido pela OMS”, aponta a pesquisa.</p></blockquote>
<p>O estudo também mostrou que 44 mil hectares de áreas úmidas foram submetidos à exploração madeireira entre 2020 e 2023, o que representa uma grave ameaça à biodiversidade amazônica devido à quantidade de espécies nesses ecossistemas. As várzeas, um tipo de floresta de áreas úmidas, apresentam a maior diversidade biológica do mundo, abrigando mais de mil espécies de árvores tolerantes à inundação, o que representa cerca de 1/6 de todas as árvores da Amazônia. “Além disso, essas árvores atuam como megafiltros, capturando carbono e purificando as águas”, acrescenta Ives Brandão, pesquisador do Imazon.</p>
<p>Esse desmatamento contribuiu para que a Cedrela odorata, uma árvore típica das florestas de várzea, entrasse na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN,a sigla em inglês), na categoria Vulnerável (VU). Além disso, a espécie está listada no Anexo II da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens em Perigo de Extinção (CITES).</p>
<p>Outra ameaça mapeada no estudo foi a mineração industrial, registrada em 3,5 mil hectares de áreas úmidas na Amazônia até 2024. “A atividade prejudica esses ecossistemas ao aumentar o escoamento superficial e a carga de sedimentos”, explica Brandão.</p>
<h3>Recomendações para conservação e manejo das áreas úmidas</h3>
<p>O estudo também traz uma série de recomendações para a proteção desses territórios, entre elas avançar na implementação efetiva dos Sítios Ramsar e de seus respectivos planos de manejo; aumentar a participação dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e extrativistas na elaboração e implementação dos planos; e elaborar planos de adaptação e mitigação às mudanças climáticas.</p>
<p>Além disso, é importante difundir o conhecimento sobre as áreas úmidas e sua importância para a regulação do clima global.</p>
<p><em>Fonte: Imazon</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Sistema de Saúde na Amazônia precisa se adaptar às mudanças do clima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 13:57:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque3]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde na Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_ag_21170_2dc01152-e7f4-3f87-0036-201fbb05d339-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um grupo de pesquisadores brasileiros defende a reformulação dos sistemas de saúde na Amazônia para que a população da região esteja mais preparada para enfrentar os impactos das mudanças climáticas, como eventos extremos e insegurança alimentar. Em um artigo publicado na revista British Medical Journal, os pesquisadores de instituições do Norte e Sudeste do Brasil [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/up_ag_21170_2dc01152-e7f4-3f87-0036-201fbb05d339-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um grupo de pesquisadores brasileiros defende a reformulação dos sistemas de saúde na Amazônia para que a população da região esteja mais preparada para enfrentar os impactos das mudanças climáticas, como eventos extremos e insegurança alimentar.</p>
<p>Em um artigo publicado na revista<a href="https://www.bmj.com/content/391/bmj.r1925" target="_blank" rel="noopener"> British Medical Journal</a>, os pesquisadores de instituições do Norte e Sudeste do Brasil propõem que este &#8216;novo modelo&#8217; leve em consideração os saberes tradicionais e as necessidades específicas das comunidades locais.</p>
<p>O estudo aproveita a elaboração do plano nacional de saúde e clima pelo Ministério da Saúde durante a COP30 para sugerir que o Sistema Único de Saúde (SUS) crie indicadores sensíveis às particularidades locais e que valorizem as práticas de cuidado adaptadas ao território amazônico.</p>
<blockquote><p>“O setor de Saúde entrou tardiamente no debate sobre a emergência climática e, em particular, no tema da adaptação. No entanto, ele deveria ser protagonista, visto que os eventos extremos, como ondas de calor, enchentes e tornados, têm se intensificado e afetado cada vez mais pessoas”, afirma Gabriela Di Giulio, professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) e uma das autoras do artigo em entrevista à Agência Fapesp.</p></blockquote>
<p>Leandro Giatti, também professor da FSP-USP e um dos autores do artigo, afirma que as condições de vida da população se agravaram com a seca, gerando aumento de doenças transmissíveis, fome, entre outros problemas que devem entrar no radar das políticas em saúde para buscar adaptações para enfrentamento.</p>
<blockquote><p>“O rio é o principal meio de transporte que permite o acesso à saúde, mas existe uma imprevisibilidade nisso que foge do convencional. Nas duas últimas secas, em 2023 e 2024, por exemplo, comunidades inteiras ficaram isoladas. O rio secou. Portanto não tinham acesso à saúde, não tinham posto de saúde, a equipe de saúde não conseguia chegar às áreas afetadas”, explica Leandro.</p></blockquote>
<p>Segundo os autores, para reimaginar a saúde na Amazônia é necessário fortalecer estratégias que integrem saberes tradicionais, científicos e políticos. Uma das sugestões envolve a integração dos saberes indígenas e científicos.</p>
<blockquote><p>“É fundamental valorizar os conhecimentos tradicionais sobre alimentação e as práticas dietéticas para conter a disseminação dos alimentos ultraprocessados. Em algumas regiões, o sistema público de saúde já adota essa abordagem híbrida. Um exemplo importante é o trabalho das parteiras, que combinam práticas biomédicas e ancestrais para oferecer cuidados em territórios vastos e de difícil acesso&#8221;, diz o artigo.</p></blockquote>
<p>A proposta do grupo lista um modelo de adaptação orgânica que considera os rios e a floresta como participantes ativos desses processos e os povos tradicionais como guardiões de conhecimentos necessários para a sobrevivência em meio a crise climática.</p>
<p>A equipe de autores aponta que os povos tradicionais possuem uma visão de saúde que integra aspectos espirituais, sociais e ambientais. Logo, doenças como malária e COVID-19 vão além de questões biológicas para essas lideranças, mas manifestações de desequilíbrios provocados por ações humanas, agressões à natureza e locais sagrados.</p>
<p>Logo, o grupo reforça que cumprir acordos ambientais e repensar a assistência em saúde garante a preservação da sociobiodiversidade amazônica, visto que a integração entre povo e natureza é fundamental para minimizar o sofrimento social provocado pela emergência climática.</p>
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		<title>Governo lança painel inédito para rastrear gastos ambientais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2025 18:51:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque3]]></category>
		<category><![CDATA[gastos públicos]]></category>
		<category><![CDATA[gestão de riscos]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Painel Gastos Climáticos]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/seca2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Os brasileiros agora podem acompanhar os gastos climáticos do governo federal, por meio de uma ferramenta interativa que permite rastrear e detalhar os R$ 782 bilhões aplicados em mudança climática, biodiversidade e gestão de riscos entre 2010 e 2023. O Painel de Gastos Climáticos, resultado da parceria entre o MPO (Ministério do Planejamento e Orçamento), [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/seca2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Os brasileiros agora podem acompanhar os gastos climáticos do governo federal, por meio de uma ferramenta interativa que permite rastrear e detalhar os R$ 782 bilhões aplicados em mudança climática, biodiversidade e gestão de riscos entre 2010 e 2023.</p>
<p>O Painel de Gastos Climáticos, resultado da parceria entre o MPO (Ministério do Planejamento e Orçamento), BID, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e Ministério da Fazenda, utilizou uma nova metodologia padronizada para identificar e acompanhar as despesas.</p>
<p>Segundo o painel, a maior parte dos R$ 782 bilhões aplicados foi destinada à agenda climática (R$ 421 bilhões), seguida pela proteção da biodiversidade (R$ 250 bilhões) e pelo gerenciamento de riscos e desastres (R$ 111 bilhões).</p>
<p>O MPO informou que o novo painel é crucial para superar a ausência de um sistema unificado, oferecendo dados consistentes para avaliar políticas como o Plano Clima e o Plano de Transformação Ecológica. A ferramenta classifica os gastos com impacto positivo e negativo, permitindo discutir o seu alinhamento com as metas ambientais.</p>
<p>A análise dos gastos revela uma inversão no perfil de investimento, especialmente após 2015:</p>
<ul>
<li>Inversão de Prioridade: As despesas com adaptação e gerenciamento de riscos saltaram de 24% em 2010 para quase 70% em 2023. Isso indica que os recursos migraram para ações de resposta a eventos extremos já em curso, um reflexo da crise climática.</li>
<li>Queda do Volume: A partir de 2015, os valores investidos caíram. O MPO atribui a redução ao aperto fiscal, ao teto federal de gastos e à interrupção do PAC entre 2020 e 2022.</li>
</ul>
<p>No eixo de desastres, o relatório mostra que a maior parte dos recursos é direcionada à redução de riscos (respostas imediatas), enquanto a governança e a análise de riscos (prevenção e planejamento) continuam recebendo poucos investimentos.</p>
<p>O aumento das despesas com seguros rurais, como o Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária), também reflete o custo crescente dos eventos climáticos adversos.</p>
<h3>Paradoxos no gasto</h3>
<p>O estudo destaca o paradoxo na evolução dos gastos com biodiversidade: despesas com impacto negativo superam as positivas. Um exemplo clássico é a construção de hidrelétricas, que, embora ajude na mitigação de emissões, causa danos irreversíveis aos ecossistemas.</p>
<p>O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima defende a necessidade de avaliar cada ação com as “lentes” de mitigação e redução de emissões.</p>
<p>A metodologia do sistema, desenvolvida ao longo de quase dois anos com a participação de órgãos técnicos e entidades como o WRI Brasil, foi desenhada para ser replicável por outros entes da federação e países. O painel interativo e o relatório completo estão disponíveis no site do MPO.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Iniciativa para financiar restauração de terras recebe apoio de nove países na COP30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Nov 2025 16:50:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/recuperacao_area_degradada-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Liderada pelo Brasil, a plataforma RAIZ (sigla em inglês para Resilient Agriculture Investment for net-Zero land degradation), lançada na COP30, recebeu o apoio de oito países para impulsionar a restauração de áreas degradadas em todo o mundo: Austrália, Canadá, Alemanha, Japão, Arábia Saudita, Nova Zelândia, Noruega, Peru e Reino Unido Com parceria da Organização das [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/recuperacao_area_degradada-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Liderada pelo Brasil, a plataforma RAIZ (sigla em inglês para Resilient Agriculture Investment for net-Zero land degradation), lançada na COP30, recebeu o apoio de oito países para impulsionar a restauração de áreas degradadas em todo o mundo: Austrália, Canadá, Alemanha, Japão, Arábia Saudita, Nova Zelândia, Noruega, Peru e Reino Unido</p>
<p>Com parceria da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a iniciativa tem o objetivo de mobilizar recursos financeiros para reverter a degradação de terras agrícolas em escala planetária, buscando fortalecer a segurança alimentar, proteger a biodiversidade e combater a crise climática.</p>
<p>A urgência é monumental: um déficit de US$ 105 bilhões impede a restauração, um valor que governos não conseguem suprir sozinhos. O setor privado, apesar de ter potencial para investir US$ 90 bilhões, enfrenta barreiras como altos custos iniciais e retornos de longo prazo. A RAIZ nasce para superar essa lacuna, atuando como um catalisador de investimentos ao cocriar soluções de financiamento adaptadas a cada país, destravando o capital privado para a restauração.</p>
<p>O potencial é igualmente gigantesco: a plataforma mira a recuperação de aproximadamente 1 bilhão de hectares de terras agrícolas degradadas (mais de 20% do total mundial). Reverter apenas 10% da degradação dessas terras cultiváveis poderia gerar alimentos suficientes para 154 milhões de pessoas.</p>
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<p data-path-to-node="1">De acordo com o diretor do Escritório de Mudanças Climáticas, Biodiversidade e Meio Ambiente da FAO, Avreh Zahedi, a plataforma busca acelerar investimentos em restauração e agricultura resiliente, conectando prioridades nacionais com soluções financiáveis e fluxos de capital. Segundo ele, o lançamento marca um legado importante da COP30.</p>
<p data-path-to-node="2">O ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil (Mapa), Carlos Fávaro, complementou, destacando que o RAIZ se inspira diretamente na experiência brasileira. Fávaro citou o programa Caminho Verde Brasil, lançado em 2023, que já restaurou 3 milhões de hectares e contribuiu diretamente para a safra recorde de 2025.</p>
</div>
<p>De acordo com o ministro Carlos Fávaro, a RAIZ representa a contribuição do Brasil à agenda global de sustentabilidade.</p>
<blockquote><p>“O que estamos levando à COP é o resultado de políticas concretas. O Brasil tem mostrado que é possível produzir de forma sustentável e quer compartilhar esse conhecimento com o mundo”, afirmou o ministro.</p></blockquote>
<p>A iniciativa em cases de sucesso brasileiros, como o Green Way e o EcoInvest, que já mobilizaram cerca de US$ 6 bilhões.</p>
<p>De acordo com o Mapa, a proposta deve fortalecer programas conduzidos pela pasta que promovem a recuperação de solos e o uso sustentável da terra, como o Solo Vivo e o Caminho Verde Brasil, de alcance nacional. Ambos reúnem ciência, tecnologia e inclusão produtiva para transformar áreas degradadas em sistemas agrícolas mais eficientes e ambientalmente responsáveis.</p>
<p>Roberto Rodrigues, enviado especial da COP30 para Agricultura, destacou que o solo é a base da vida humana e que financiar a restauração deve ser tratado com a mesma prioridade. Ele afirmou que a agricultura historicamente recebeu pouca atenção nas COPs, e que o Brasil está corrigindo esse desequilíbrio ao colocar a agricultura e o solo no centro por meio do RAIZ.</p>
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