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	<title>Mudança climática &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Mudança climática &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>90% dos países não sabem quanto gastam para enfrentar mudanças climáticas, diz TCU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 21:39:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[ClimateScanner]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Mudança climática]]></category>
		<category><![CDATA[TCU]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/incendio-florestal-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Tribunal de Contas da União (TCU) jogou luz sobre o principal obstáculo da ação climática global: a falta de transparência financeira. Em um painel na COP30, nesta terça-feira (11), o órgão brasileiro divulgou dados da plataforma ClimateScanner, que funcionam como um raio-X financeiro sobre os governos. O resultado é incisivo: 90% dos países que [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/incendio-florestal-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Tribunal de Contas da União (TCU) jogou luz sobre o principal obstáculo da ação climática global: a falta de transparência financeira. Em um painel na COP30, nesta terça-feira (11), o órgão brasileiro divulgou dados da plataforma ClimateScanner, que funcionam como um raio-X financeiro sobre os governos.</p>
<p>O resultado é incisivo: 90% dos países que aderiram ao levantamento não conseguem mensurar, de forma clara e auditável, quanto dinheiro público está sendo, de fato, investido no combate às mudanças climáticas.</p>
<p>O ClimateScanner e o Painel ClimaBrasil são metodologias desenvolvidas para avaliar e acompanhar as ações dos governos no enfrentamento às mudanças climáticas. O modelo verifica se existem estruturas, planos e recursos destinados às ações climáticas. A ferramenta é estruturada em três eixos: governança, políticas públicas e financiamento.</p>
<p>O ClimateScanner, que já conta com a adesão de 141 nações, também aponta uma grave falha no planejamento: os dados mostram que 40% dos países analisados carecem de planos concretos e eficazes para se adaptar aos impactos inevitáveis da crise, como inundações, secas e ondas de calor.</p>
<p>O diagnóstico do TCU, em Belém, reforça a urgência da COP30 em exigir não apenas metas, mas mecanismos de controle e transparência nos orçamentos nacionais.</p>
<h3>Brasil: capitais despreparadas</h3>
<p>Em relação ao Brasil, o Painel ClimaBrasil mostra que, das 24 capitais avaliadas, 17 não estão preparadas para se recuperar de desastres causados pelas alterações climáticas.</p>
<p>O estudo apontou que a maioria das cidades demonstra um déficit na proteção social: apenas quatro cidades mapearam e reconheceram os grupos mais vulneráveis às mudanças climáticas. A falta de identificação desses grupos mais expostos dificulta a elaboração de políticas eficazes e direcionadas para o combate aos danos e a promoção da justiça climática.</p>
<p>A análise também apontou uma desigualdade regional:  Sudeste e Nordeste estão mais preparados para enfrentar as mudanças climáticas, enquanto regiões como o Norte e o Centro-Oeste demonstram deficiências na criação de planos de adaptação.</p>
<p>A maioria dos estados, por sua vez, desconhece os riscos da mudança do clima em seu território, o que pode tornar as ações reativas e desorganizadas.</p>
<p>O sucesso brasileiro reside na estrutura legal e institucional, segundo o painel. O país tem nota alta nas leis que apoiam ações climáticas locais, com 91%, e nas instituições governamentais fortes para planejar, implementar e monitorar objetivos climáticos, com 78%.</p>
<blockquote><p>&#8220;Nós passamos três anos juntando dados de mais de cem países e também internamente, no Brasil, e continuamos recebendo informações de nações que foram capacitadas para usar a metodologia e ainda estão coletando esses números. Com isso, a sociedade tem acesso a uma vasta base de dados, que fortalece a transparência sobre ações climáticas dos governos. Esses dados podem ser usados para auxiliar nossos governantes em uma melhor alocação de recursos e no aperfeiçoamento de políticas climáticas&#8221;, afirmou o presidente Vital do Rêgo.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Circulação de águas do Atlântico pode enfraquecer e impactar chuva na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 14:58:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Agência Fapesp]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Amoc]]></category>
		<category><![CDATA[Atlântico]]></category>
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		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança climática]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/amazonia6-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um novo estudo, publicado na revista Nature Communications por uma equipe de cientistas do Brasil, da Alemanha e da Suíça, alerta para a relação direta entre a Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico (Amoc) e a Amazônia. A Amoc é um dos principais &#8220;motores&#8221; do clima terrestre, funcionando como uma esteira oceânica que transporta calor [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/amazonia6-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um novo estudo, publicado na revista <em>Nature Communications</em> por uma equipe de cientistas do Brasil, da Alemanha e da Suíça, alerta para a relação direta entre a Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico (Amoc) e a Amazônia. A Amoc é um dos principais &#8220;motores&#8221; do clima terrestre, funcionando como uma esteira oceânica que transporta calor e nutrientes e está intrinsecamente ligada ao regime de chuvas da floresta.</p>
<p>De acordo com a Agência Fapesp, a pesquisa aponta que, nos últimos 6.500 anos, a Amoc se manteve estável. No entanto, as mudanças climáticas causadas pela ação humana podem levar a um enfraquecimento sem precedentes dessa circulação. O professor da Universidade de São Paulo (USP) e coautor do estudo, Cristiano Mazur Chiessi, explica que a consequência mais grave desse enfraquecimento seria a &#8220;marcante diminuição das chuvas no norte da Amazônia, justamente a região mais preservada da floresta&#8221;.</p>
<blockquote><p>&#8220;Projetamos uma marcante diminuição das chuvas no norte da Amazônia, justamente a região mais preservada da floresta. Esse efeito poderá ocorrer porque as chuvas equatoriais tenderão a se deslocar para o sul com o enfraquecimento da circulação do Atlântico. Com isso, o norte da Amazônia, abrangendo áreas do Brasil, da Colômbia, da Venezuela e das Guianas, poderá enfrentar reduções significativas na pluviosidade&#8221;, projeta Chiessi.</p></blockquote>
<p>O pesquisador enfatiza que a gravidade desse cenário é ainda maior porque se trata da porção mais preservada da floresta. Diferentemente do sul e do leste amazônicos, onde o desmatamento e a degradação já avançaram fortemente, o norte tem funcionado como um &#8220;porto seguro&#8221; de biodiversidade.</p>
<blockquote><p>&#8220;É justamente nessa região, até agora menos impactada, que a <a href="https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/mudanca-climatica/" target="_blank" rel="noopener">mudança climática</a> poderá impor uma vulnerabilidade nova e dramática&#8221;, observa.</p></blockquote>
<p>Estudos anteriores já haviam mostrado que o enfraquecimento da Amoc, no passado, levou à expansão de vegetação sazonal em detrimento das florestas úmidas. As projeções atuais indicam que um enfraquecimento futuro teria impactos ainda maiores, agravados pelo desmatamento e pelas queimadas em outras partes da bacia.</p>
<h3>Urgência em agir</h3>
<p>Há consenso entre os cientistas de que o enfraquecimento é uma clara tendência, mas a urgência de agir é inegociável. Segundo Chiessi, os dados atuais, com monitoramento direto iniciado apenas em 2004, ainda são insuficientes para uma resposta conclusiva.</p>
<blockquote><p>&#8220;Ainda existe tempo, mas nossas ações precisam ser robustas, rápidas e conectadas, envolvendo governos e sociedade civil&#8221;, alerta Chiessi.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>&#8220;COP30 será em Belém, e não há nenhum plano B”, garante presidente da conferência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nahama Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2025 19:32:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Andre Correa Lago]]></category>
		<category><![CDATA[COP-30]]></category>
		<category><![CDATA[hospedagem]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança climática]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Embaixador-Andre-Correa-do-Lago-Fabio-Rodrigues-Pozzebom-Agencia-Brasil-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Nahama Nunes A COP 30 será mesmo em Belém. A confirmação veio do embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30 &#8211; conferência da ONU sobre mudanças climáticas &#8211; em coletiva virtual à imprensa, nesta sexta-feira, 1º, para marcar os 100 dias da COP &#8211; contagem que começa oficialmente neste sábado, 2 de agosto.Ele [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/Embaixador-Andre-Correa-do-Lago-Fabio-Rodrigues-Pozzebom-Agencia-Brasil-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Nahama Nunes</em></p>
<p>A COP 30 será mesmo em Belém. A confirmação veio do embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30 &#8211; conferência da ONU sobre mudanças climáticas &#8211; em coletiva virtual à imprensa, nesta sexta-feira, 1º, para marcar os 100 dias da COP &#8211; <span class="highlight highlighted">contagem que começa oficialmente neste sábado, 2 de agosto.</span>Ele descartou qualquer possibilidade de mudança de cidade ou estado.</p>
<blockquote><p>“Quero deixar bem claro que a COP vai ser em Belém, o encontro de chefes de Estado vai ser em Belém, e não há nenhum plano B”, afirmou Corrêa do Lago, <span style="font-size: 15.68px;">Segundo ele, o problema não é de infraestrutura, mas de preço. “Acreditamos que haverá acomodação suficiente. O que temos é uma questão de preço, não de número de acomodações.”</span></p></blockquote>
<p style="text-align: left;">A declaração veio após pedidos de alguns países para transferir a conferência <a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/hoteis-criaram-uma-crise-e-paises-querem-cop30-fora-de-belem-diz-presidente-da-conferencia/" target="_blank" rel="noopener">por causa dos altos preços das hospedagens no período do evento, em novembro.</a></p>
<p>O diplomata explicou que representantes de três grupos de países, principalmente em desenvolvimento e pequenos, manifestaram preocupação com os valores cobrados.</p>
<blockquote><p>“Esses países se manifestaram de maneira muito clara na reunião. Disseram que, com a diária de 143 dólares que recebem, precisam de quartos entre 50 e 70 dólares para poder participar”, explicou. “Se você olhar hoje os preços em Belém, há centenas de quartos nessa faixa. Mas nas datas da COP, os valores disparam.”</p></blockquote>
<p>Corrêa do Lago destacou que um grupo de trabalho criado na Casa Civil da Presidência da República está buscando soluções para garantir a participação de todos os países-membros da ONU.</p>
<blockquote><p>“Estamos tentando oferecer quartos que entrem dentro do valor que eles podem pagar e uma equipe da Casa Civil está acompanhando e buscando soluções para assegurar que todos os países membros da ONU e do Acordo de Paris possam participar da COP30, assim como a sociedade civil, observadores e ONGs”, explicou.</p></blockquote>
<p>A busca, segundo o presidente da COP30,  é evitar que o alto custo da hospedagem impeça a participação dessas delegações.</p>
<blockquote><p>“Queremos uma COP inclusiva, com todos os países membros da Convenção do Clima e do Acordo de Paris presentes em Belém”, afirmou.</p></blockquote>
<p>Ainda de acordo com o governo, está em curso uma operação para ampliar a oferta de quartos a preços acessíveis e buscar soluções complementares, mesmo diante dos limites impostos pela legislação.</p>
<p>O embaixador também ressaltou que o governo federal já respondeu a outras preocupações levantadas anteriormente sobre saúde, segurança e transporte.</p>
<blockquote><p>“Talvez os hotéis não estejam se dando conta da crise que estão provocando”, disse Corrêa do Lago, acrescentando que o Brasil quer evitar a redução de delegações. “Precisamos de uma COP intensa e produtiva. Vamos garantir que esse único ponto levantado, que é o preço dos hotéis, possa ser superado para que todos possam vir a Belém.”</p></blockquote>
<p>O embaixador ainda enfatizou que Belém é uma cidade incrível e o lugar certo para se realizar a COP. Para ele, é importante olhar para Belém de forma ampla e não apenas pela questão dos preços dos hotéis.</p>
<blockquote><p>“A cidade também está recebendo elogios dos países, que citam a beleza da arquitetura e até o Hospital das Mulheres, que é uma referência mundial”, destacou.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS:<br />
</strong><br />
<strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/hoteis-criaram-uma-crise-e-paises-querem-cop30-fora-de-belem-diz-presidente-da-conferencia/" target="_blank" rel="noopener">Países querem COP30 fora de Belém por preço de hospedagem, diz presidente da conferência</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/portal-de-hospedagem-da-cop30-e-lancado-com-atraso-e-recebe-criticas-por-precos-altos/" target="_top">Portal de hospedagem da COP30 é lançado com atraso e recebe críticas por preços altos</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/governo-contrata-navios-de-cruzeiro-para-hospedagem-durante-a-cop30/" target="_top">Governo contrata navios de cruzeiro para hospedagem durante a COP30</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop30/para-fecha-acordo-com-tarifas-especiais-para-hospedagem-na-cop-30/" target="_blank" rel="noopener">Pará fecha acordo com tarifas mais baratas para hospedagem na COP 30</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Compensar poluição de combustíveis fósseis apenas com reflorestamento é impossível</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/compensar-poluicao-de-combustiveis-fosseis-apenas-com-reflorestamento-e-impossivel/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2025 18:48:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agroflorestas]]></category>
		<category><![CDATA[Emissão de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança climática]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/reflorestamento3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Muitas empresas de combustíveis fósseis gostam de falar que ajudam o meio ambiente plantando árvores para absorver o carbono que elas emitem. Mas um novo estudo joga um balde de água fria nessa ideia. Especialistas alertam que, em muitos casos, a compensação não ocorre no local da emissão dos gases e, mais importante, não implica [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/reflorestamento3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Muitas empresas de combustíveis fósseis gostam de falar que ajudam o meio ambiente plantando árvores para absorver o carbono que elas emitem. Mas um novo estudo joga um balde de água fria nessa ideia. Especialistas alertam que, em muitos casos, a compensação não ocorre no local da emissão dos gases e, mais importante, não implica em uma redução real da poluição.</p>
<p>E pior, para compensar as emissões das 200 maiores empresas de <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/exploracao-de-petroleo-na-foz-do-amazonas-ameaca-natureza-e-comunidades-locais/" target="_blank" rel="noopener">combustíveis fósseis</a> do mundo, seria necessário reflorestar uma área equivalente a cinco vezes o tamanho da Floresta Amazônica brasileira, ou 24 milhões de quilômetros quadrados</p>
<p>Ou seja, depender apenas da compensação sem a redução efetiva das emissões não resolve a crise climática. O reflorestamento seria um complemento, <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/pesquisadores-defendem-royalties-verdes-para-evitar-exploracao-de-petroleo-na-amazonia/" target="_blank" rel="noopener">não a solução principal,</a> afirma o estudo.</p>
<p>Por isso, cientistas alertam, é urgente diminuir de verdade as emissões de gases poluentes, principalmente porque o aquecimento global e os eventos extremos (como enchentes e secas severas) estão cada vez piores.</p>
<h3>Parar de poluir sai mais barato</h3>
<p>A pesquisa fez um cálculo interessante sobre o &#8220;valor ambiental&#8221; das empresas. Eles estimaram quanto uma empresa valeria se tivesse que pagar para compensar toda a poluição que vai gerar no futuro. Usando o preço médio de compensação na Europa em 2022 (cerca de US$ 83 por tonelada de CO₂), o resultado foi chocante: 95% dessas empresas teriam um valor negativo no mercado.</p>
<p>Em outras palavras, o estudo sugere que, financeiramente, seria mais vantajoso para essas empresas parar de extrair e produzir combustíveis fósseis do que continuar poluindo e tentar &#8220;limpar a sujeira&#8221; depois.</p>
<p>O trabalho foi liderado por Alain Naef, especialista em economia verde da ESSEC Business School, na França. A equipe usou dados de 200 empresas para estimar suas futuras emissões e, a partir daí, calcular quantas árvores seriam necessárias para &#8220;compensar&#8221; todo esse impacto.</p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/sob-criticas-anp-leiloa-19-pontos-de-exploracao-de-petroleo-na-foz-do-amazonas/" target="_top">Sob críticas, ANP leiloa 19 pontos de exploração de petróleo na Foz do Amazonas</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/pesquisadores-defendem-royalties-verdes-para-evitar-exploracao-de-petroleo-na-amazonia/" target="_top">Pesquisadores defendem royalties verdes para evitar exploração de petróleo na Amazônia</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/exploracao-de-petroleo-na-foz-do-amazonas-ameaca-natureza-e-comunidades-locais/" target="_top">Exploração de petróleo na Foz do Amazonas ameaça natureza e comunidades locais</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Calor recorde em maio acelera derretimento de geleiras: saiba como isso afeta os oceanos</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/calor-recorde-em-maio-acelera-derretimento-de-geleiras-saiba-como-isso-afeta-os-oceanos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2025 19:13:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[calor extremo]]></category>
		<category><![CDATA[Copernicus]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança climática]]></category>
		<category><![CDATA[oceanos]]></category>
		<category><![CDATA[recorde]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/mar-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O mundo teve o segundo maio mais quente de sua história em 2025. Segundo dados do Observatório Europeu, as temperaturas estiveram 1,4°C mais altas do que no período pré-industrial de 1850-1900, quando os humanos começaram a queimar combustíveis fósseis. O índice só é menor do que o registrado em maio de 2024, o ano mais [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/mar-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O mundo teve o segundo maio mais quente de sua história em 2025. Segundo dados do Observatório Europeu, as temperaturas estiveram 1,4°C mais altas do que no período pré-industrial de 1850-1900, quando os humanos começaram a queimar combustíveis fósseis. O índice só é menor do que o registrado em maio de 2024, o ano mais quente da história.</p>
<p>Com o calor, o derretimento da Groenlândia, em maio, foi 17 vezes mais rápido que a média, segundo os especialistas. E isso é uma péssima notícia por vários motivos.</p>
<p>As geleiras, grandes massas de gelo que se acumulam em terra firme – seja em montanhas ou nas calotas polares da Groenlândia e da Antártica – são verdadeiros reservatórios de água doce do planeta. Por milênios, elas atuaram como termômetros naturais da Terra. No entanto, com o avanço das mudanças climáticas, essas gigantes de gelo estão encolhendo em um ritmo alarmante, e seu derretimento tem consequências profundas e diretas para os oceanos e para a vida em nosso planeta.</p>
<p>A mais evidente é o aumento do nível do mar. Ao contrário do gelo marinho (que já está flutuando na água e, ao derreter, não altera significativamente o volume do oceano, similar a um cubo de gelo num copo d&#8217;água), o derretimento das geleiras e das calotas polares adiciona água que antes estava retida em terra diretamente aos oceanos.</p>
<p>Juntamente com a expansão térmica da água (quando a água esquenta, ela se expande), o derretimento do gelo terrestre é a principal causa do aumento do nível do mar que observamos hoje.</p>
<p>O aumento do nível do mar pode levar a inundações de cidades costeiras, erosão de praias, dunas e falésias, e a invasão de água do mar em reservatórios subterrâneos e áreas agrícolas próximas à costa. Isso contamina fontes de água doce para consumo humano e inviabiliza o cultivo em terras que antes eram férteis, afetando a segurança hídrica e alimentar.</p>
<h3>Água doce invade o mar</h3>
<p>As geleiras e calotas polares liberam água doce no oceano. Essa água, sendo menos densa que a água salgada, impactam as correntes oceânicas. As correntes são como &#8220;esteiras transportadoras&#8221; que distribuem calor, nutrientes e oxigênio por todo o globo.</p>
<p>Uma grande entrada de água doce pode diminuir o sal da água em regiões críticas, tornando-a menos densa e dificultando seu afundamento (processo essencial para a formação de correntes profundas). Uma interrupção ou desaceleração dessas correntes pode ter consequências globais, alterando o clima de alguma regiões e a distribuição e adaptação de animais e plantas marinhas.</p>
<p>Outro efeito devastador é que o derretimento do gelo contribui para um ciclo vicioso. Geleiras e calotas de gelo são brancas e refletem grande parte da luz solar de volta para o espaço. Quando elas derretem, a área que antes era branca é substituída por oceanos escuros ou terra, que absorvem muito mais calor. Essa absorção adicional acelera o aquecimento das águas e, por sua vez, intensifica o derretimento do gelo restante, criando um ciclo vicioso de aquecimento e perda de gelo.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Brasil pede &#8220;mutirão global&#8221; para enfrentar crise climática</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2025 15:04:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Financiamento Climático]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança climática]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[urgência climática]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/Andre-Correa-do-Lago-810x540-1-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil propõe um mutirão global contra a mudança do clima para fazer da COP30 um momento da esperança e das possibilidades por meio da ação. A proposta contida em uma carta divulgada nesta segunda-feira, 10, pelo embaixador André Aranha Corrêa do Lago, presidente da conferência do clima que acontece em Belém, em novembro, destaca [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/Andre-Correa-do-Lago-810x540-1-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil propõe um mutirão global contra a mudança do clima para fazer da COP30 um momento da esperança e das possibilidades por meio da ação. A proposta contida em uma<a href="https://cop30.br/pt-br/presidencia-da-cop30/carta-da-presidencia-brasileira" target="_blank" rel="noopener"> carta</a> divulgada nesta segunda-feira, 10, pelo embaixador André Aranha Corrêa do Lago, presidente da conferência do clima que acontece em Belém, em novembro, destaca a importância de &#8220;um esforço&#8221; de todos os países para &#8220;reescrever um futuro diferente&#8221;.</p>
<blockquote><p>&#8220;Devemos enfrentar a mudança do clima juntos e reativar nossas habilidades coletivas e individuais de resposta: nossas &#8216;responsa-habilidades&#8217;, diz o texto, que lembra 2024 como  o ano mais quente já registrado globalmente e o primeiro em que a temperatura média global ultrapassou 1,5ºC acima de níveis pré-industriais.</p></blockquote>
<p>Para Corrêa do Lago, é urgente aceitar &#8220;a realidade e combater a catástrofe, o cinismo e o negacionismo&#8221; porque se o aquecimento global não for controlado, a &#8220;mudança nos será imposta, ao desestruturar nossas sociedades, economias e famílias&#8221;.</p>
<blockquote><p>“A COP30 será a primeira a ocorrer indiscutivelmente no epicentro da crise climática e a primeira a ser sediada na Amazônia, um dos ecossistemas mais vitais do planeta e que, de acordo com os cientistas, agora corre o risco de ponto de inflexão irreversível”, escreve a carta,  que traz a visão e os objetivos do Brasil à frente a cúpula.]</p></blockquote>
<h3>Entrevista</h3>
<p>Na entrevista coletiva que deu após divulgar a carta, Correa do Lago destacou três pontos importantes da carta. O primeiro deles é aumentar a relevância do multilateralismo. De acordo com ele, no momento complexo que o mundo vive, não se pode deixar que as negociações de clima se enfraqueçam, principalmente, quando a mudança do clima se faz presente.</p>
<p>O segundo ponto é assegurar que haja uma conexão entre a sociedade civil e as discussões que acontecem nas COPs. Para Correa do Lago, há uma percepção de que o que se discute nas conferências do clima não tem nada a ver com a vida real das pessoas.</p>
<p>O terceiro ponto é acelerar a implementação do Acordo de Paris. E, para isso, é muito importante a articulação com as demais estruturas internacionais, inclusive na área financeira.</p>
<blockquote><p>&#8220;A Convenção do Clima e o Acordo de Paris são uma base muito boa, formal de negociação, mas, para essa implementação, nós precisamos do FMI, do banco mundial, de todo um movimento institucional, tendo em vista que a mudança do clima está atingindo a economia e a política. De maneira indiscutível cada vez mais, portanto, as soluções têm que vir dessas outras áreas.</p></blockquote>
<p>Na entrevista, ele rebateu ainda críticas em relação à infraestrutura em Belém para acomodar a COP30, afirmando que tema está ganhando uma dimensão excessiva, já que a maioria das COPs tem problemas.]]</p>
<blockquote><p>&#8220;Ninguém escolheu Belém porque era uma cidade brasileira que tinha muitos hotéis. O presidente da República escolheu Belém porque está na Amazônia, e isso é de um simbolismo imenso&#8221;, disse, salientando que os problemas serão solucionados e que a COP30 deixar um ótimo legado para a cidade.</p></blockquote>
<h3>Momento de virada</h3>
<p>A carta cita a cultura brasileira para falar da urgência climática. Primeiro, explica o conceito de &#8220;mutirão&#8221; (&#8220;Motirõ&#8221; em tupi-guarani), que se refere a uma comunidade que se reúne para trabalhar em uma tarefa compartilhada, seja colhendo, construindo ou apoiando uns aos outros. Depois menciona o futebol  para falar que a COP30 pode ser o pontapé inicial de uma nova década da luta contra a crise climática global e de como o Brasil acredita que podemos vencer essa briga &#8220;de virada&#8221;.</p>
<blockquote><p>&#8220;Isso significa lutar para virar o jogo quando a derrota parece quase certa. Juntos, podemos fazer da COP30 o momento em que viramos o jogo, quando colocamos em prática nossas conquistas políticas e nosso conhecimento coletivo sobre o clima para mudar o curso da próxima década. A COP30 pode ser a COP em que alinharemos esforços em todo o mundo: dos governos nacionais aos municipais, dos mercados de capitais internacionais às pequenas lojas de bairro, dos principais agentes tecnológicos aos inovadores locais, dos conhecimentos acadêmicos aos tradicionais.</p></blockquote>
<p>Em termons práticos,  para fortalecer a governança global e acelerar a tomada de decisões e ações contra as mudanças do clima, a COP30 propõe a criação de dois grupos de colaboração.</p>
<h3>Reunião de presidências</h3>
<p>O primeiro, o &#8220;Círculo de Presidências&#8221;, reunirá os líderes das COPs anteriores (COP21 a COP29), além dos presidentes das convenções sobre biodiversidade (CBD) e desertificação (UNCCD), as outras COPs existentes. O objetivo é aproveitar a experiência e o conhecimento acumulado dessas lideranças para orientar o processo político e a implementação de ações climáticas, garantindo a continuidade dos legados das COPs anteriores e abordando os desafios atuais e futuros da governança climática global, visando também alinhar as agendas de clima, biodiversidade e combate à desertificação, otimizando recursos e ações.</p>
<p>O segundo grupo, o &#8220;Círculo de Liderança Indígena&#8221;, reunirá líderes de povos indígenas para garantir sua participação e representação na COP30, integrando os conhecimentos e a sabedoria tradicional dos povos indígenas à inteligência coletiva global na luta contra as mudanças climáticas. Essas iniciativas visam promover a colaboração, o aprendizado mútuo e a ação coordenada entre diferentes atores para enfrentar os desafios das mudanças climáticas de forma eficaz e inclusiva.</p>
<h3>Financiamento</h3>
<p>Em relação ao financiamento climático, a presidência da COP30 espera trabalhar com a presidência da COP29 na liderança do &#8220;Mapa do Caminho de Baku a Belém para 1,3T&#8221;,  um plano estratégico que visa mobilizar durante  evento em Belém US$ 1,3 trilhão para ajudar os países em desenvolvimento a enfrentar a crise do clima.</p>
<blockquote><p>&#8220;Os especialistas estão sendo claros: temos apenas alguns anos. Para que os objetivos climáticos sejam alcançados, o financiamento da adaptação e da mitigação precisará ser aumentado exponencialmente&#8221;, diz a carta.</p></blockquote>
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		<title>Governo cria Sala de Situação para prevenção de incêndios no Pantanal e na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jun 2024 12:32:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[emergência climática]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios florestais]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança climática]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/Santarem-seca-1-e1698771006265-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Governo Federal criou na sexta-feira, 14, uma Sala de Situação para ações de controle e prevenção do desmatamento e enfrentamento de incêndios e queimadas no Pantanal e na Amazônia. A decisão veio após uma reunião com o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, no Palácio do Planalto. Participaram a ministra Marina Silva (Meio [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/Santarem-seca-1-e1698771006265-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Governo Federal criou na sexta-feira, 14, uma Sala de Situação para ações de controle e prevenção do desmatamento e enfrentamento de incêndios e queimadas no Pantanal e na Amazônia. A decisão veio após uma reunião com o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, no Palácio do Planalto.</p>
<p>Participaram a ministra Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima), os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), além de representantes da Casa Civil, do Desenvolvimento Agrário, da Gestão e Inovação,  da Agricultura e Pecuária e do Ibama</p>
<p>.De acordo com Marina Silva, o País vive uma situação de agravamento dos problemas climáticos e a medida se baseia na lógica da gestão de risco, e não apenas do desastre. O intuito é enfrentar a estiagem que atinge os dois biomas de forma preventiva e permanente, já que a estiagem severa, a grande quantidade de matéria orgânica em combustão e a insuficiência das cotas de cheias nos rios da Amazônia e do Pantanal exigem planejamento antecipado.</p>
<blockquote><p>&#8220;Nós estamos vivendo uma situação de agravamento dos problemas em função de uma combinação do El Niño com La Niña, e o fato de o Pantanal estar vivendo já uma estiagem severa e com escassez hídrica. Essa sala de situação não vai tratar apenas da questão dos incêndios, mas da seca&#8221;, pontuou a ministra.</p></blockquote>
<p>Marina explicou que a primeira reunião oficial será nesta segunda-feira, 17 de junho, para tratar da simplificação de contratação de equipes de brigadista, de equipamentos de aeronaves, bem como a possibilidade de recursos extraordinários para o enfrentamento à crise climática. &#8220;Nós geralmente temos a escalada dos incêndios em agosto, mas, neste momento, já estamos numa situação de preocupação&#8221;, sublinhou.</p>
<blockquote><p>&#8220;O governo todo passa a atuar com antecedência na transversalidade, enxergando essas questões que podem ser trabalhadas em termos de contingência e de providência antecipada, para que a gente diminua não o evento, que é impossível a gente interferir nele, mas o estrago que ele faz na vida das pessoas, na sociedade, a partir da atuação do Governo Federal com os governos estaduais, municipais e a sociedade civil&#8221;, destacou o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.</p></blockquote>
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		<title>Com calor recorde, fevereiro mantém aquecimento acelerado do planeta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Mar 2024 14:03:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[calor]]></category>
		<category><![CDATA[Copernicus]]></category>
		<category><![CDATA[fevereiro]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança climática]]></category>
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		<category><![CDATA[temperatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/quente-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O mês passado foi o fevereiro mais quente desde que os registros globais de temperatura começaram, apontou o Copernicus, serviço climático europeu. A análise publicada na quinta-feira, 7, mostra que o mês foi 1,77 °C mais quente do que a estimativa da média de fevereiro para o período pré-industrial (1850-1900). Por quatro dias consecutivos, de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/09/quente-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O mês passado foi o fevereiro mais quente desde que os registros globais de temperatura começaram, apontou o Copernicus, serviço climático europeu. A análise publicada na quinta-feira, 7, mostra que o mês foi 1,77 °C mais quente do que a estimativa da média de fevereiro para o período pré-industrial (1850-1900). Por quatro dias consecutivos, de 8 a 11 de fevereiro, a temperatura média global atingiu 2 °C acima dos níveis pré-industriais.</p>
<p>A temperatura média do ar à superfície alcançou 13,54 °C. Em comparação com a média de fevereiro de 1991 a 2020, o termômetro ficou 0,81 °C mais alto. O mês mais curto do ano é o nono consecutivo mais quente.</p>
<figure id="attachment_27866" aria-describedby="caption-attachment-27866" style="width: 617px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-27866" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/copernicus0703a-e1709819521888-300x143.webp" alt="" width="617" height="294" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/copernicus0703a-e1709819521888-300x143.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/copernicus0703a-e1709819521888-1024x489.webp 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/copernicus0703a-e1709819521888-768x367.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/copernicus0703a-e1709819521888-150x72.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/copernicus0703a-e1709819521888-450x215.webp 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/copernicus0703a-e1709819521888-1200x573.webp 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/03/copernicus0703a-e1709819521888.webp 1315w" sizes="(max-width: 617px) 100vw, 617px" /><figcaption id="caption-attachment-27866" class="wp-caption-text">Imagem mostra a temperatura de fevereiro, que ficou, em comparação com a média de fevereiro de 1991 a 2020, 0,81 °C mais alta. Fonte: Copernicus</figcaption></figure>
<blockquote><p>”Fevereiro junta-se a longa série de recordes dos últimos meses. Por mais notável que possa parecer, não é realmente surpreendente, uma vez que o aquecimento contínuo do sistema climático conduz inevitavelmente a novos extremos de temperatura”, disse Carlo Buontempo, diretor do Copernicus.</p></blockquote>
<p>O Copernicus também mostra que a temperatura média global dos últimos doze meses, de março de 2023 a fevereiro de 2024, é a mais alta já registrada: 0,68 °C acima da média de 1991-2020 e 1,56 °C acima da média pré-industrial. No período de fevereiro de 2023 a janeiro de 2024, as médias foram 0,64 °C e 1,52 °C. O inverno no Hemisfério Norte (dezembro de 2023, janeiro e fevereiro de 2024) foi classificado como o mais quente. Ficou 0,78 °C acima da média de 1991-2020.</p>
<h3>Umidade</h3>
<p>Em relação a umidade, fevereiro ficou acima da média em parte da Europa, oeste e nordeste da América do Norte, da Eurásia até a Ásia Central, partes da África Austral, norte da Austrália e sudeste do Brasil. “Estas condições foram frequentemente associadas ao trânsito de ciclones”, diz a análise. Secas acima da média atingiram outros trechos da Europa e América do Norte, Chifre da África, maior parte da África do Sul, Península Arábica, centro-sul da Ásia, Austrália e parte da América do Sul, o que inclui o Brasil.</p>
<p>O desequilíbrio climático também continua impactando o gelo marinho. No Ártico, o gelo marinho ficou 2% abaixo da média em fevereiro. A menor baixa para o mês ainda é de 2018, quando ficou 6% inferior à média. No entanto, a extensão de fevereiro de 2024 é inferior aos valores registrados nas décadas de 1980 e 1990. Já o gelo marinho da Antártida ficou 28% abaixo da média, um pouco melhor do que em fevereiro de 2023, quando ficou 33% abaixo da média.</p>
<p><em>Fonte: Priscila Pacheco/Observatório do Clima</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>COP27: Agricultura de baixo carbono deve ser &#8216;regra&#8217; no Brasil, não promessa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Nov 2022 19:59:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[COP27]]></category>
		<category><![CDATA[Emissão de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[gases de efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[metano]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança climática]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/Desmatamento-Amazonia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Nesta quarta, 9/11, foi apresentado na Conferência do Clima da ONU (COP27) um balanço de dez anos da plataforma SEEG, Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima, que mostra que o Brasil fracassou em cortar gases-estufa após adoção de política nacional. Os especialistas do Observatório do Clima mostraram [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/Desmatamento-Amazonia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><span style="font-weight: 400;">Nesta quarta, 9/11, foi apresentado na Conferência do Clima da ONU (COP27) um balanço de dez anos da plataforma SEEG, </span><span style="font-weight: 400;">Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa </span><span style="font-weight: 400;">do Observatório do Clima, que mostra que o Brasil fracassou em cortar gases-estufa após adoção de política nacional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os especialistas do Observatório do Clima mostraram como o Brasil desperdiçou oportunidades para reduzir suas emissões, sobretudo, pela destruição da floresta amazônica, nos últimos dez anos. A “década perdida” do controle de emissões aconteceu após a regulamentação da Política Nacional sobre Mudança do Clima, no fim de 2010.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No início do mês, o <strong>Pará Terra Boa</strong> publicou <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desmatamento-faz-emissao-de-gases-de-efeito-estufa-ter-a-maior-alta-em-19-anos/?preview_id=12972&amp;preview_nonce=ba169fe83c&amp;post_format=standard&amp;_thumbnail_id=12974&amp;preview=true">dados divulgados pelo SEEG que revelaram o maior aumento em 19 anos das emissões no Brasil</a>. </span><span style="font-weight: 400;">Só no ano passado, o país emitiu 2,42 bilhões de toneladas brutas de CO2 equivalente, um aumento de 12,2% em relação a 2020 (2,16 bilhões de toneladas). Há quatro anos as emissões sobem sem parar, algo inédito desde a década de 1990. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia)</span><span style="font-weight: 400;">, Pará, Amazonas e Mato Grosso são os estados amazônicos que mais emitiram gases do efeito estufa em 2021: foram 640 milhões de toneladas de carbono equivalente, ou 70% das emissões brutas por mudanças de uso da terra da região. </span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O principal que a gente tem que fazer são ações que fazem a gente reverter a situação do desmatamento. Outro aspecto importante é que a aplicação da agricultura de baixo carbono tem que se dar no Brasil como regra e não com uma exceção como é hoje. Hoje é um programa de agricultura de baixo carbono. Na verdade, a gente deveria fazer com que a agricultura de baixo carbono fosse o padrão no Brasil porque a gente tem tecnologia pra isso”, disse Tasso Azevedo, coordenador do SEEG.</span></p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
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