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	<title>Moju &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>Moju &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Produção de chocolates de alta qualidade faz Pará despontar no mercado global</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jul 2024 12:54:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/cacau_divulgacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Alimento produzido a partir de uma fruta típica e que remete ao conhecimento tradicional das populações originárias da Amazônia, o chocolate se tornou uma paixão mundial e conquista um mercado cada vez mais exigente e avido por novidades e sabores diferenciados. Nesse segmento, o Pará se destaca como uma referência por investir em uma cadeia [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/cacau_divulgacao-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Alimento produzido a partir de uma fruta típica e que remete ao conhecimento tradicional das populações originárias da Amazônia, o chocolate se tornou uma paixão mundial e conquista um mercado cada vez mais exigente e avido por novidades e sabores diferenciados. Nesse segmento, o Pará se destaca como uma referência por investir em uma cadeia produtiva que valoriza o cacau nativo e o trabalho da agricultura familiar.</p>
<p>De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), o brasileiro consome, em média, 3,9 kg de chocolate por ano, porém a tendência é de crescimento devido ao perfil dos consumidores que buscam produtos que contribuam para a saúde, o bem-estar e o desenvolvimento sustentável. Como <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/maior-produtor-de-cacau-do-pais-para-estima-produzir-mais-de-152-mil-toneladas-do-fruto-em-2024/">líder da produção nacional</a>, com mais de 149 mil toneladas de amêndoas de cacau produzidas em 2023, o Pará tem tudo para ser um dos estados mais beneficiados por essa expansão.</p>
<p>Em entrevista ao <a href="https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2024/07/07/maior-produtor-do-brasil-para-cultiva-cacau-nativo-oriundo-de-arvores-seculares-e-se-torna-o-novo-terroir-de-chocolates-finos-do-pais.ghtml" target="_blank" rel="noopener">G1 Pará</a>, a doutora em Engenharia de Alimentos, Luciana Centeno avalia que além da enorme safra, o estado se diferencia por produzir cacau em árvores nativas e seculares em algumas regiões, além de que os saberes e práticas de manejo de tradicionais de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais são determinantes para a produção de amêndoas que dão origem a chocolates finos com sabores únicos.</p>
<blockquote><p>“Essas singularidades tornam o Pará o novo terroir de chocolates do país. O mercado de especialidades alimentícias valoriza muito os aspectos de raridade, exclusividade, pureza, e qualidade de manejo e beneficiamento de matérias-primas, sobretudo quando capazes de promover desenvolvimento regional sustentável&#8221;, disse Luciana Centeno.</p></blockquote>
<p>As marcas disso podem ser notadas nas diferentes premiações que já reconheceram as qualidades do cacau, das amêndoas e dos chocolates de diversos produtores paraenses, a exemplo dos <a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/cacau-do-para-leva-ouro-e-prata-na-premiacao-cocoa-of-excellence-awards-na-europa/">agricultores Míriam Federicci Vieira e Robson Brogni, que ganharam as medalhas de ouro e prata</a>, respectivamente no prêmio Cocoa of Excellence Awards de 2023.</p>
<p>Produtora do município de Moju, Chiara da Cruz vislumbra um futuro promissor nesse segmento com o microempreendimento Da Cruz Chocolates, que mantém cultivos baseados em agricultura sustentável e em sistema agroflorestal, com preservação da vegetação nativa e livre de agrotóxicos.</p>
<blockquote><p>“Nossa ideia sempre foi produzir um produto saudável, sem glúten, sem lactose, somente cacau e açúcar demerara como ingredientes”, conta.</p></blockquote>
<p>Chiara é uma das beneficiadas de todo um ecossistema de apoio à cadeia produtiva do cacau e do chocolate desenvolvido no Pará. As ações incluem parcerias com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) nas Escolas-Indústrias de Chocolate, que promovem a capacitação dos empreendedores e os eventos e feiras nacionais e internacionais que servem de vitrine para produtores locais.</p>
<blockquote><p>“Repassamos os recursos do Funcacau [Fundo de Desenvolvimento da Cacauicultura] para instituições que fazem apoio técnico e fornecem sementes híbridas aos produtores de cacau do estado. Apoiamos diretamente também os produtores quando os levamos todos os anos para os principais eventos de cacau do Brasil ou fora, como, por exemplo, Portugal, Bélgica e França, por meio do projeto chamado Internacionalização das Amêndoas”, ressaltou Ivaldo Santana, coordenador do programa de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva da Cacauicultura no Pará (Procacau) em entrevista à <a href="https://www.agenciapara.com.br/noticia/57761/para-lidera-producao-nacional-de-cacau-e-esta-entre-as-melhores-amendoas-do-mundo" target="_blank" rel="noopener">Agência Pará</a>.</p></blockquote>
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		<title>Plantio de dendê em sistema agroflorestal garante renda para produtores de Moju</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jun 2024 15:14:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[#sistema agroflorestal]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/dende3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Alimentos, cosméticos, biocombustíveis e uma série de outros produtos consumidos em todo o mundo têm em sua composição o óleo de palma, óleo vegetal oriundo do dendê, cujo maior produtor brasileiro é o Pará. Com uma demanda global em alta, o estado se destaca não só por abastecer os mercados globais, mas também por incentivar [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/dende3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Alimentos, cosméticos, biocombustíveis e uma série de outros produtos consumidos em todo o mundo têm em sua composição o óleo de palma, óleo vegetal oriundo do dendê, cujo maior produtor brasileiro é o Pará. Com uma demanda global em alta, o estado se destaca não só por abastecer os mercados globais, mas também por incentivar a dendeicultura com respeito à biodiversidade por meio de sistemas agroflorestais (SAFs), como mostrou <a href="https://capitalreset.uol.com.br/conteudo-patrocinado/palmeiras-de-dende-geram-renda-e-protegem-a-floresta-em-iniciativa-no-para/" target="_blank" rel="noopener">reportagem do Reset</a>.</p>
<p>Em Moju, no nordeste paraense, um grupo de 17 famílias começou a plantar 227 hectares de dendê no ano passado adotando o modelo de agrofloresta, combinando o cultivo da palmeira com espécies como o cacau, a pimenta-do-reino, a mandioca e o açaí, que extraído de áreas próximas dos cursos d’água. Ou seja, não há monocultura, mas sim o respeito à diversidade típica das florestas.</p>
<p>Entre esses produtores está Raimundo Nonato Pompeu, morador da comunidade de Vila Jutai, que investiu na dendeicultura com o incentivo de um projeto de produção responsável organizado pela prefeitura do município e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Os frutos extraídos a partir de 2026 já tem a compra assegurada pela Agropalma, o que garante uma expectativa de renda estável para as famílias participantes.</p>
<blockquote><p>“Apesar de plantar e colher várias culturas, às vezes a gente não consegue vender porque não tem quem compre”, comenta o Raimundo Nonato animado com o futuro da agricultura na região: “É um investimento alto, mas dá segurança”.</p></blockquote>
<p>Desde 2001 a Agropalma, que é a segunda maior produtora de palma orgânica do mundo, mantém um projeto semelhante na comunidade São Vicente, também em Moju, oferecendo mudas, treinamento e compromisso de adquirir a produção dos agricultores familiares.</p>
<blockquote><p>“Na nossa região você não via uma bicicleta, um trabalhador de bota, era só sandália. As casas eram de madeira. Muita gente desistiu do projeto porque não acreditou. Os que acreditaram estão vivendo numa condição melhor, quebraram o ciclo. O produtor não vai mais cavar terra para extrair ouro, porque está plantando ouro em cima da terra”, afirma Leonel Oliveira de Souza, um dos primeiros envolvidos com a iniciativa.</p></blockquote>
<p>Além do impacto na geração de renda e nas condições de vida dos moradores, o trabalho com SAFs fortalece uma estratégia que ajuda a recuperar áreas degradadas, contribui com a conservação da floresta e estimula práticas orgânicas, sem uso de herbicidas e pesticidas que agridem o meio ambiente.</p>
<blockquote><p>“Toda agricultura tem impacto ambiental, mas quando se faz de maneira sustentável em área degradada, o impacto é positivo”, ressalta Marco Flavio Picucci, coordenador agrícola da Agropalma.</p></blockquote>
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		<title>Uber e Audi usaram créditos de carbono de fazenda no Pará investigada por trabalho escravo</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/uber-e-audi-usaram-creditos-de-carbono-de-fazenda-no-para-investigada-por-trabalho-escravo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Feb 2024 20:13:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[créditos de carbono]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/15371_5586fa75-bd8b-fa4e-c5f6-50ed2d408009-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A descarbonização das atividades produtivas é uma demanda crescente na economia global. Em busca de uma atuação mais sustentável, empresas e indústrias de diferentes ramos têm investido em inovação, mas também na compensação de suas emissões por meio da compra de créditos de carbono. Esse segmento cresce com o surgimento de inúmeros projetos baseados principalmente [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/15371_5586fa75-bd8b-fa4e-c5f6-50ed2d408009-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A descarbonização das atividades produtivas é uma demanda crescente na economia global. Em busca de uma atuação mais sustentável, empresas e indústrias de diferentes ramos têm investido em inovação, mas também na compensação de suas emissões por meio da compra de créditos de carbono. Esse segmento cresce com o surgimento de inúmeros projetos baseados principalmente em regiões como a Amazônia, porém um histórico de denúncias de fraudes ainda ronda esses negócios.</p>
<p>O caso mais recente foi revelado em reportagem da <a href="https://reporterbrasil.org.br/2024/02/uber-audi-creditos-de-carbono-trabalho-escravo/" target="_blank" rel="noopener">Repórter Brasil</a>, que mostra que a montadora Audi, a plataforma de mobilidade Uber e outras 20 empresas compensaram emissões de gases de efeito estufa usando créditos de carbono de uma fazenda no Pará com flagrante de trabalho escravo e desmatamento.</p>
<p>A área em questão é localizada no município de Moju, no nordeste paraense, e é de propriedade da Sipasa Seringa Industrial do Pará. No local, era mantido o projeto Maisa cujo objetivo era a preservação da floresta, contudo ali o Ministério Público do Trabalho (MPT) resgatou 16 trabalhadores em condições análogas à escravidão em operação realizada em junho de 2023.</p>
<p>O relatório da fiscalização afirma que os empregados eram mantidos em alojamentos sem ventilação e sem banheiros. Além disso, eles teriam sido contratados para desmatar 477 hectares de vegetação nativa a despeito da área ser utilizada para venda de créditos de carbono. A consultoria AlliedOffsets estima que na região foram gerados créditos equivalentes a US$ 6 milhões no período entre 2020 e 2023.</p>
<p>Apesar do flagrante em atividades criminosas, a Repórter Brasil apurou que esses créditos foram utilizados em medidas de compensação. Em julho, o projeto ajudou a Audi Sport a compensar as emissões do Rally Dakar. Já em agosto, a Uber compensou parte de suas emissões de carbono das operações no Equador, República Dominicana e Panamá.</p>
<p>Além delas, outras empresas como a iFood, a Giorgio Armani Spa e a Nike também eram parceiras do projeto Maisa, que já havia sido denunciado em 2021 pela prática de desmatamento.</p>
<p>Para a defensora pública Andreia Barreto, essas são evidências de que a iniciativa não tem sustentabilidade social.</p>
<blockquote><p>“Se a empresa compra [o crédito], também contribui para as violações dentro dessa propriedade e está fomentando o trabalho escravo”, destacou a defensora à reportagem.</p></blockquote>
<p>Em nota, a Uber se defendeu dizendo que investe apenas em projetos “certificados, rastreáveis e auditáveis”. A Audi afirmou que vai “acompanhar seriamente as informações” divulgadas. A iFood minimizou a denúncia ressaltando que os créditos comprados representam menos de 0,002% do seu total emitido. Já a certificadora Verra informou que inativou, de imediato, o projeto.</p>
<p>A Giorgio Armani, a Nike e a Sipasa Seringa Industrial do Pará S/A foram procurados, mas não responderam aos questionamentos.</p>
<h3><strong>Irregularidades em projetos de créditos de carbono</strong></h3>
<p>Denúncias de fraudes em iniciativas como essa têm ganhado cada vez mais repercussão em paralelo a um movimento de tentativa de regulação do mercado de carbono. No ano passado, por exemplo, a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/empresas-usam-terras-publicas-do-para-como-se-fossem-particulares-para-vender-creditos-de-carbono/">Defensoria Pública do Estado do Pará revelou que empresas nacionais e estrangeiras usavam terras públicas do município de Portel para lucrar com a venda de créditos de carbono</a>.</p>
<p>Ainda no estado, o projeto Jari/Pará prometia remunerar agricultores familiares pela preservação de áreas de vegetação nativa, porém as comunidades nunca tiveram acesso ao recurso. Ainda assim, a empresa vendeu mais de 900 mil créditos de carbono para companhias, como a BMW, o Banco BTG Pactual e a Telefônica Brasil.</p>
<p>Atualmente, o Brasil conta com uma Comissão Nacional por coordenar, acompanhar, monitorar e revisar a estratégia de Redução de Emissões Provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+). Além disso, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que prevê a implantação de um mercado para o setor envolvendo os governos, mas não a iniciativa privada.</p>
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		<title>Indústria do dendê no Pará está em conflito de terra com indígenas e quilombolas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Coutinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Jul 2022 19:09:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[#Cadastro Ambiental Rural]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/bbf_sitebbf-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Nas últimas semanas, o Pará Terra Boa ficou de olho nos conflitos ocorridos entre comunidades locais e fábricas de dendê no Pará. A reportagem recebeu vídeos de protestos contra algumas empresas, Agropalma e Brasil BioFuels (BBF), acusadas de avançar sobre áreas já demarcadas e ameaçar líderes comunitários. Em uma das gravações, de fim de junho, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/bbf_sitebbf-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Nas últimas semanas, o <strong>Pará Terra Boa</strong> ficou de olho nos conflitos ocorridos entre comunidades locais e fábricas de dendê no Pará. A reportagem recebeu vídeos de protestos contra algumas empresas, Agropalma e Brasil BioFuels (BBF), acusadas de avançar sobre áreas já demarcadas e ameaçar líderes comunitários.</p>
<p>Em uma das gravações, de fim de junho, indígenas e seguranças da BBF, em Tomé-Açu, discutiam. Na última sexta-feira, 1/07, outro vídeo mostrava manifestação de dezenas de indígenas do povo Tembé em frente à sede da BBF, com gritos “Fora BBF”. Os moradores têm sido impedidos, contam, de pescar e visitar cemitério na região. O acesso deles ao local só se dá mediante cadastro prévio pela Agropalma.</p>
<figure id="attachment_11167" aria-describedby="caption-attachment-11167" style="width: 400px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-11167" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/dende-300x202.webp" alt="" width="400" height="270" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/dende-300x202.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/dende-768x518.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/dende-150x101.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/dende-450x304.webp 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/dende.webp 1008w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-11167" class="wp-caption-text">Foto: Associação de Ribeirinhos e Quilombolas</figcaption></figure>
<p>Nesta segunda, 4/07, o portal G1 falou em &#8220;guerra do dendê&#8221; porque quatro quilombolas já foram mortos, de 2012 a 2018: Abiair Amaral Gusmão e Josivane Amaral Gusmão, no distrito de Quatro Bocas, em Tomé-Açu; Artêmio Gusmão, na divisa de Tomé-Açú com Acará; e Nazildo dos Santos Brito, no ramal da Roda D&#8217;água, em Acará. Mas os conflitos se arrastam desde os anos 1980.</p>
<p>Questionada, a BBF informou que “vem sofrendo ameaças, roubos, furtos, extorsões e demais crimes praticados por um grupo de criminosos que atuam na região de Tomé Açu, no Pará, e que estão à frente desta manifestação realizada na data de 29 de junho”. A nota ainda diz: “Esses criminosos enganam moradores das comunidades que ficam no entorno das operações da empresa e manipulam questões sociais para acobertar práticas ilegais e delitos contra o patrimônio da BBF. A Companhia possui decisão judicial em ações possessórias, operando no local desde 2008”.</p>
<p>A BBF informou ainda que “respeita os limites de suas áreas e jamais exerceu qualquer atividade fora de suas propriedades”.</p>
<p>O mapeamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT) mais recente, &#8220;Conflitos no Campo Brasil 2021&#8221;, registra que disputas associadas ao dendê envolvem mais de 750 famílias e ocorrem nas seguintes regiões:</p>
<ul>
<li>na cidade de Acará, entre a comunidade Bucaia, do Ramal São Lourenço, com a empresa BBF, antiga Biopalma, atingindo 60 famílias;</li>
<li>nas cidades de Acará, Tailândia e Tomé-Açu, entre as comunidades quilombolas do Alto Acará e Balsas, com a empresa Agropalma, envolvendo 650 famílias;</li>
<li>em Tomé-Açu, entre os indígenas Tembé da TI Turé-Mariquita I e II com a empresa BBF, envolvendo 47 famílias.</li>
</ul>
<p>O que chama a atenção é a área das duas principais indústrias, Agropalma e a BBF. De acordo com o G1, a área somada das fazendas produtoras é de cerca de 535 mil hectares, que equivalem a aproximadamente 535 mil campos de futebol. Desse total, metade é destinada aos dendezais. O restante abriga moradias, criação de gado e plantações para sustento.</p>
<p>Os indígenas afetados, da etnia Tembé, vivem na Terra Indígena Turé-Mariquita, homologada em 1991, em Tomé-Açu, num espaço de 147 hectares. Já as comunidades quilombolas estão em três territórios: Amarqualta, Nova Betel e Balsa/Turiaçu/Gonçalves/Vila Palmares, sendo que este último teve documento com pedido de reconhecimento perdido nos arquivos do Iterpa (Instituto de Terras do Pará) e aguarda regularização.</p>
<blockquote><p>&#8220;Você vê a menos de cem metros das aldeias a plantação de dendê e, até mesmo, dentro das comunidades&#8221;, afirmou o advogado Jorde Tembé ao G1 . &#8220;As comunidades acabam aceitando várias situações para manter uma boa vizinhança. Mas, com a chegada da BBF, os funcionários se mostraram plenamente combativos e intransigentes. Por conta disso, as comunidades se revoltaram porque não aceitam&#8221;, disse.</p></blockquote>
<p>A Agropalma, do Grupo Alfa, dono do banco de mesmo nome e de empresas como C&amp;C e La Basque, instalada na região no fim da década de 1980, na divisa de Tailândia e Acará, está em atrito constante com povos quilombolas que ali viviam e foram expulsos já naquela época, segundo o presidente da Associação dos Remanescentes de Quilombos Comunidade da Balsa, Turiaçu, Gonçalves e Vila Palmares do Vale do Acará (ARQVA), José Joaquim Pimenta.</p>
<p>Quilombolas tentaram retomar, em fevereiro deste ano, a área das fazendas Roda de Fogo e Castanheira, controladas pelo empreendimento e que estariam dentro dessa suposta sobreposição.</p>
<h3>Riqueza local</h3>
<p>É do dendê que se extrai o óleo de palma. Nossa terra boa é responsável por 88% da produção do produto, de acordo com a Associação Brasileira de Produtos de Óleo de Palma (Abrapalma). O óleo do dendê tem uma série de aplicações em diferentes indústrias, como a alimentícia, a química e na de cosméticos e biocombustíveis.</p>
<p>Em 2020, o Pará produziu 2,8 milhões de toneladas do óleo de dendê, segundo dados do governo estadual, informa o G1. Hoje, a tonelada é comercializada por cerca de US$ 1,7 mil, o que dá, na cotação atual do dólar, em torno de R$ 10 mil. Usando como base a produção daquele ano, seriam R$ 28 bilhões.</p>
<p><strong>Pará Terra Boa</strong> <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/sobreposicao-de-car-e-obstaculo-para-implementacao-do-codigo-florestal/">mostrou aqui</a> que o Cadastro Ambiental Rural é um dos primeiros avanços para a justiça ambiental prevista no Código Florestal. Porém, precisa ser aperfeiçoado. Segundo os dados do Serviço Florestal Brasileiro, até o dia 11 de abril de 2022, apenas 18,5% de CAR de um total de 6,5 milhões de imóveis rurais registrados no sistema no Brasil passaram por alguma análise e 0,4% foi concluída. E um gargalo que tira o sono de quilombolas está na sobreposição dos registros, ou seja, quando mais de uma pessoa registra, ilegalmente, um território público, como unidades de conservação, no sistema do Governo Federal.</p>
<p>O pesquisador Raimundo Magno Nascimento, de quilombo de Moju (PA), ressaltou em evento que lembrou os dez anos do Novo Código, promovido em maio pelo Observatório do Código Florestal, que “não lembra de ver cadastro que não tenha sobreposição de terceiros”.</p>
<p><i>Atualização em 6 de julho, com nova resposta da BBF:</i></p>
<p><em>&#8220;Resposta da BBF para o G1:</em></p>
<p><em>Na reportagem “&#8217;Guerra do dendê”, publicada pelo portal G1 (Grupo Globo), no dia 4 de julho (domingo), a Brasil BioFuels (BBF) esclarece que:</em></p>
<p><em>O cultivo da palma, principal atividade da empresa, é realizado de acordo com a legislação ambiental vigente e todas as suas áreas de plantio respeitam o Zoneamento Agroecológico da Palma de Óleo, programa criado pelo Governo Federal, em 2010, por meio do Decreto Nº 7.172/2010, cujo objetivo é recuperar áreas degradadas até 2007, com as diretrizes de proteção ao meio ambiente, conservação da biodiversidade e utilização racional dos recursos naturais, além do respeito à função social da propriedade. Desta forma, a BBF esclarece que respeita os limites de territórios citados na reportagem e atua apenas em suas áreas de posse, atendendo os critérios exigidos no decreto. A BBF exerce a posse pacífica, justa e ininterrupta de suas áreas desde que assumiu a propriedade que era exercida pela Biopalma no Estado do Pará, após sua aquisição em 2020. Além disso, a BBF ressalta que respeita os limites de suas áreas em relação à Terra Indígena Turé-Mariquita.</em></p>
<p><em>A BBF segue as melhores práticas internacionais para o manejo sustentável da palma e utiliza somente produtos permitidos por lei, sem emprego de agrotóxicos em regiões próximas às terras indígenas e quilombolas. A empresa realiza monitoramento do entorno das áreas de atuação em conformidade com os padrões definidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Além disso, as atividades da BBF são classificadas como de baixo impacto ambiental pelos órgãos competentes, o que significa que não causa o envenenamento de rios e igarapés e não afeta os territórios em que vivem as comunidades indígenas e quilombolas. A empresa esclarece que não descarta rejeitos, mesmo porque dos frutos do dendê absolutamente tudo é utilizado, diferentemente do citado na reportagem utilizando-se do termo “tibórnia”. Depois de extraído o óleo, a água do cozimento do fruto é aproveitada para fertirrigação, ou seja, ela é devolvida para as plantas, nas áreas da empresa, como um processo 100% natural. Essa água do cozimento do fruto, que possui um odor característico, serve de adubo natural para as próprias plantas, evitando a utilização de matéria química. Essa é uma escolha da empresa, buscar o equilíbrio socioambiental e não utilizar fertilizantes em larga escala, mesmo detendo todas as licenças para isso.</em></p>
<p><em>Desde que indígenas e quilombolas invadiram muitas das áreas da empresa (mais de 10 mil hectares invadidos) para furtar e roubar os frutos do dendê, em razão do seu atual alto valor no mercado das commodities, a BBF está impedida de entrar em suas áreas e desta forma não consegue realizar a manutenção necessária nas plantas e manter o necessário equilíbrio ambiental. Além disso, existe o perigo real, e iminente, de insetos e pragas se espalharem por outros cultivos, não só de palma. Essa situação preocupante e muito prejudicial ao meio ambiente já foi comunicada formalmente ao Ministério da Agricultura e à ADEPARÁ, para que realizem esse manejo da fitossanidade, mas até agora a BBF não obteve resposta. Assim como não obteve qualquer resposta do poder público do Estado do Pará por ocasião do registro de mais de seiscentos e trinta boletins de ocorrência noticiando roubos e furtos de dendê, de maquinários e de tratores. Ainda, não houve qualquer resposta do poder público, do Estado do Pará, no que diz respeito a fazer cumprir as ordens judiciais de reintegração de posse e interdito proibitório favoráveis à empresa. A Companhia busca insistentemente apoio dos órgãos governamentais para solução do caso, fato que pode ser corroborado com dezenas de ofícios às autoridades do Estado, munícipios e até no âmbito federal. A BBF reforça que suas atividades não causam o envenenamento de rios e igarapés, não afetando os territórios em que vivem as comunidades indígenas e quilombolas.</em></p>
<p><em>A BBF mantém diálogo contínuo com as aldeias indígenas e com as comunidades quilombolas que coabitam regiões onde a empresa desempenha suas atividades produtivas, procurando sempre manter a boa convivência, promover o respeito ao meio ambiente e às culturas locais e tradicionais. Por meio desse relacionamento, estabeleceu-se um Termo de Cooperação e Compromisso (TCC) entre a BBF e três associações representantes de comunidades indígenas tradicionais: a Associação Indígena Tembé de Tomé-Açu (AITTA), a Associação Indígena Tembé do Vale do Acará (AITVA), e a Associação Tenetehar Tekwa-Haw Pytawa de Tomé Açu.</em></p>
<p><em>O TCC foi assinado com o objetivo de reforçar a relação de confiança entre a empresa e as comunidades e resultou em acordo voluntário entre as partes para promover o bem viver. O documento estabelece como diretrizes ações que deveriam ser do poder público, como por exemplo o acesso a água potável, segurança alimentar, educação e tradições culturais, sistemas produtivos e insumos e saúde. Esse termo de cooperação foi rompido pelos indígenas em novembro de 2021, em desacordo com a BBF.</em></p>
<p><em>Mesmo atuando em total legalidade, a BBF vem sofrendo ameaças e sendo vítima de roubos, furtos, extorsões e outros crimes, incluindo ameaças à integridade física de seus colaboradores. A empresa gera mais de 5 mil empregos diretos no Estado do Pará e as invasões promovidas nas áreas de propriedade da empresa têm prejudicado as atividades produtivas e a segurança dos colaboradores. Até o presente momento, a BBF já acumula prejuízos na ordem de mais de R$ 50 milhões, decorrentes das invasões, roubos, subtração de frutos, maquinários, incêndios criminosos e vandalismos contra a empresa. A companhia aguarda ações que resultem no cumprimento das ordens judiciais de reintegração de posse e interdito proibitório favoráveis à empresa. A BBF busca, insistentemente, o apoio dos órgãos governamentais para solução do caso, fato que pode ser corroborado pelas dezenas de ofícios enviados às autoridades do Estado, munícipios e até no âmbito federal.</em></p>
<p><em>Por fim, a empresa esclarece que não opera drones ou “aviões” como citados pela matéria, em nenhum território indígena ou quilombola, bem como não instala câmeras de segurança nessas localidades. A BBF utiliza equipamentos do tipo VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado) em suas próprias áreas e com o objetivo específico de verificar, fiscalizar e impedir o cometimento de crimes ambientais em suas áreas de reserva legal e preservação permanente, buscando inibir o desmatamento ilegal. Por determinação legal e compromisso com o meio ambiente, a BBF tem a obrigação de monitorar as áreas de reserva legal e de preservação permanente que integram a propriedade da companhia. Por meio desse acompanhamento, a empresa denunciou inúmeras ações ilegais de desmatamento praticadas por terceiros, nessas localidades.</em></p>
<p><em>A BBF é uma empresa comprometida com o bem-estar das comunidades em que atua e tem o propósito de continuar gerando empregos, renda e desenvolvimento para a população local de forma sustentável e respeitando o meio ambiente.</em></p>
<p><em>A Brasil BioFuels se coloca à disposição deste veículo e da sociedade para esclarecer quaisquer questionamentos que surjam&#8221;.</em></p>
<p><strong>Leia mais</strong><br />
<strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/apos-ocupacao-povo-tembe-relata-presenca-de-milicianos-a-mando-da-bbf/">Após ocupação, povo Tembé relata presença de ‘milicianos’ a mando da BBF</a></strong><br />
<strong><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/sobreposicao-de-car-e-obstaculo-para-implementacao-do-codigo-florestal/">Sobreposição de CAR é obstáculo para implementação do Código Florestal</a> </strong></p>
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		<title>Conheça a técnica cabruca em plantio de cacau sem uso de fogo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Coutinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 May 2022 20:30:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[#sistema agroflorestal]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[cabruca]]></category>
		<category><![CDATA[cacau]]></category>
		<category><![CDATA[Emater]]></category>
		<category><![CDATA[Moju]]></category>
		<category><![CDATA[SAFs]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/cabruca5_emater-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Gisele Coutinho O significado de cabruca é “roçar o mato”. Mas, no caso de quem planta cacau no Pará, trata-se de uma técnica que pode otimizar a produção do fruto, evitar o fogo no manejo &#8211; que se torna mais perigoso em épocas de estiagem &#8211; e ainda proteger o solo da floresta. Prática [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/cabruca5_emater-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Gisele Coutinho</em></p>
<p>O significado de cabruca é “roçar o mato”. Mas, no caso de quem planta cacau no Pará, trata-se de uma técnica que pode otimizar a produção do fruto, evitar o fogo no manejo &#8211; que se torna mais perigoso em épocas de estiagem &#8211; e ainda proteger o solo da floresta.</p>
<p>Prática presente em diversas propriedades que utilizam do Sistema Agroflorestal, funciona sob o dossel, ou seja, o teto denso das árvores de uma floresta nativa.</p>
<p>O <strong>Pará Terra Boa</strong> conversou com Marizita Lima, chefe do escritório local da Emater em Moju, município pertencente à microrregião de Tomé-Açu, que nos explicou sobre a importância da técnica.</p>
<blockquote><p>“O cultivo é feito através da remoção do sub-bosque (<em>conjunto de vegetação de baixa estatura</em>) e da retirada de galhos para entrada de luz na mata, que chamamos de raleamento”, explicou.</p></blockquote>
<p>O objetivo é manter o microclima local, possibilitando bons índices de colheita.</p>
<h3><strong>Onde pode ser aplicada?</strong></h3>
<p>Marizita conta que, normalmente, a técnica da cabruca é valorizada em propriedades de agricultura familiar. Em Moju, o agricultor conta com assistência técnica da Emater, em parceria com a Secretaria de Agricultura municipal.</p>
<p>A prática é voltada para o cultivo do cacau, porém, em Moju, a Emater incentiva a prática de sistemas agroflorestais (SAFs) para aplicação da cabruca. O SAF é a forma de uso e ocupação do solo em que árvores são plantadas ou manejadas em associação com culturas agrícolas ou forrageiras</p>
<h3><strong>Bem-estar</strong></h3>
<blockquote><p>“Os benefícios são a não utilização do fogo e nem da utilização de máquinas agrícolas no preparo de área, sendo utilizada a mão de obra familiar, assim como o benefício da disponibilidade de matéria orgânica no solo”, conta Marizita.</p></blockquote>
<p>Outro benefício relevante é a possibilidade de famílias desenvolverem suas atividades diárias sem exposição ao sol, com uma sensação térmica agradável por conta do sombreamento.</p>
<h3><strong>Se interessou pela cabruca?</strong></h3>
<p>O produtor interessado em aprender sobre a cabruca deve procurar um escritório da Emater no seu município para receber orientações necessárias para desenvolver essa atividade.</p>
<p>Marizita conta que a Emater pode auxiliar o agricultor interessado por meio de intercâmbio, assim como proporcionar o acesso ao crédito rural pelo Banpará-Bio, entre outras linhas de crédito.</p>
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		<title>Para Páscoa, chocolate paraense é opção para quem valoriza produtos e gente da terra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2022 16:59:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[cacau]]></category>
		<category><![CDATA[castanha-do-Pará]]></category>
		<category><![CDATA[chocolate]]></category>
		<category><![CDATA[Da Cruz]]></category>
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		<category><![CDATA[ovos de Páscoa]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Bárbara do Pará]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/04/chocolate-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Sidney Alves Já está chegando o Domingo de Páscoa! Uma das características principais desta data é o ato de presentear com os tradicionais ovos de chocolate. Que tal realizar esta ação com produtos tipicamente paraenses? O Pará Terra Boa selecionou duas marcas que valorizam produtos e a gente da nossa terra. A De Mendes, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/04/chocolate-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Sidney Alves</em></p>
<p>Já está chegando o Domingo de Páscoa! Uma das características principais desta data é o ato de presentear com os tradicionais ovos de chocolate. Que tal realizar esta ação com produtos tipicamente paraenses? O <strong>Pará Terra Boa</strong> selecionou duas marcas que valorizam produtos e a gente da nossa terra. A <a href="https://www.demendes.com.br/" target="_blank" rel="noopener">De Mendes</a>, por exemplo, de Santa Bárbara do Pará, oferece produtos com ingredientes típicos do Pará, como a nossa castanha.</p>
<p>De acordo com César de Mendes, fundador da marca, o resultado das vendas deste ano foi muito bom, apesar dos pesares. Segundo recente pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (DIEESE/PA), na segunda-feira, 11/04, os preços dos ovos de Páscoa subiram em torno de 12% acima da inflação nos últimos 12 meses.</p>
<blockquote><p>“A nossa expectativa para esta Páscoa foi muito boa e já está praticamente finalizada. O mercado do chocolate não difere de outros mercados, ou seja, depende muito da economia do País. Pretendemos sempre chegar no nosso consumidor de forma impactante e positiva”, afirmou.</p></blockquote>
<p>A justificativa do setor produtivo para a alta está relacionada com os aumentos dos preços necessários para a produção dos ovos, como o cacau, açúcar, leite, embalagens etc.</p>
<p>Para esta Páscoa, os destaques da De Mendes são os biscoitos de castanha-do-Pará, com puxuri e flor de sal, bem como bombons de chocolate com 60% de cacau e café apuí (o primeiro café 100% Robusta orgânico, cultivado em agrofloresta da Amazônia brasileira) e as castanhas-do-Pará cobertas com chocolate 60% cacau e flor de sal. As vendas são feitas, principalmente, pela internet.</p>
<p>Atualmente, as produções da De Mendes estão espalhadas para vários Estados do Brasil e exportadas para o exterior.</p>
<blockquote><p>“A nossa venda está mesmo centrada no momento no nosso site, via online. Em Belém, nós temos alguns pontos de vendas. Hoje São Paulo também é um centro consumidor, Rio de Janeiro também, um pouco em Brasília. Mas é tudo via online, a grande maioria. Agora nós estamos fechando alguns contratos com alguns grupos de redes supermercados e mercados espalhados pelo Brasil. Também já fizemos uma pequena exportação para os Estados Unidos recentemente. Acredito que devam vir outras situações pela frente”.</p></blockquote>
<p>Ainda de acordo com César de Mendes, é necessário saber comercializar o produto nas redes sociais para conseguir um resultado positivo nas vendas.</p>
<blockquote><p>“Dada pela forma como as coisas acontecem por causa dos meios de comunicação, principalmente pelas redes sociais, nós temos que ser muito cautelosos porque praticamente todo mundo tem o potencial de chegar e, às vezes, as pessoas com pouco recursos chegam mais rapidamente e de maneiras mais eficientes ao consumidor, do que uma empresa bem estruturada. Então, eu acho que tem tudo a ver com esta estratégia”, disse.</p></blockquote>
<h3><strong>Da Cruz</strong></h3>
<p>Outro exemplo na produção de chocolates aqui no Pará é a <a href="http://dacruzchocolates.com/" target="_blank" rel="noopener">Da Cruz Chocolates &#8211; Chocolate escuro artesanal da Amazônia</a>. A produção começou de maneira artesanal, em 2014, na cozinha da família da empresária Chiara da Cruz, proprietária da empresa. As barras de chocolate escuro ainda feitos de maneira artesanal com as mais variadas porcentagens de cacau, indo de 50 até 80%, são os grandes destaques da marca.</p>
<p>Com o passar do tempo, passaram a entender a importância de todos os processos envolvidos na fabricação do produto, ou seja, a fermentação, a torra, a moagem, a refinagem, a conchagem e a temperagem. Atualmente produzem desde a amêndoa à barra de chocolate. O cacau vem de produção própria, no município de Moju, às margens do Rio Ubá.</p>
<p>Segundo Chiara da Cruz, o fluxo de vendas para a Páscoa até o momento tem sido bom, com reaquecimento do mercado desde dezembro do ano passado.</p>
<blockquote><p>“A perspectiva para a Páscoa está sendo muito boa. Mesmo com a crise e com a pandemia, os pedidos estão muito intensos, precisei contratar mais pessoas para poder da conta de todos os pedidos”, disse ela ao <strong>Pará Terra Boa</strong>.</p></blockquote>
<p>Mesmo com perspectivas positivas, existe um grande desafio do frete a ser ultrapassado quando se fala em vendas para outros Estados.</p>
<blockquote><p>“Os fretes ficaram extremamente altos. Eu vendia para São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia. Hoje estou com a produção direcionada para Belém e Ananindeua. Nesta semana, eu reiniciei pedidos para o Rio de Janeiro e Santa Catarina, mas são para pessoas que têm lojas com produtos paraenses. Eu acabei deixando de vender para fora por causa disto”, contou ela na terça-feira, 12/04.</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/as-expedicoes-em-busca-do-melhor-cacau-do-mundo/"><strong>As expedições em busca do ‘melhor cacau do mundo’</strong></a><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/produtor-de-cacau-concorre-a-premio-em-maior-evento-de-chocolate-na-franca/"><strong>Produtor de cacau concorre a prêmio em maior evento de chocolate na França</strong></a><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/chocolate-da-ilha-do-combu-e-tesouro-da-bioeconomia-do-para/"><strong>Chocolate da Ilha do Combu é tesouro da bioeconomia do Pará</strong></a><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/chocolate-de-tome-acu-e-ouro-no-japao-durante-as-olimpiadas/"><strong>Chocolate de Tomé-Açu é ouro no Japão durante as Olimpíadas</strong></a></p>
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		<title>Semas inicia processo de CAR Coletivo em comunidade quilombola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Mar 2022 19:14:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade quilombola]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Moju]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria Municipal do Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[SEMAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/semas-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) seguiu com uma equipe técnica, na quinta-feira, 10/03, até o território quilombola Sítio Bosque, distante a 40 quilômetros do centro da cidade de Moju, para iniciar o cronograma de ações conjuntas com a comunidade quilombola. O objetivo foi de apoiar a realização do Cadastro Ambiental [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/semas-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) seguiu com uma equipe técnica, na quinta-feira, 10/03, até o território quilombola Sítio Bosque, distante a 40 quilômetros do centro da cidade de Moju, para iniciar o cronograma de ações conjuntas com a comunidade quilombola.</p>
<p>O objetivo foi de apoiar a realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) Coletivo por eles declarado, também denominado CAR para povos e comunidades tradicionais (PCT), ou seja, voltado para as formas tradicionais de gestão ambiental coletiva, conforme informa nesta sexta-feira, 11/03, a<a href="https://www.semas.pa.gov.br/2022/03/11/secretaria-de-meio-ambiente-inicia-processo-de-cadastro-ambiental-rural-car-em-comunidade-quilombola/" target="_blank" rel="noopener"> Semas.</a></p>
<p>O primeiro encontro ocorreu na Associação Quilombola Sítio Bosque, reunindo quilombolas e outras famílias rurais do entorno do território, quando foi apresentado o que é o CAR Coletivo e as possibilidades de acesso a políticas que decorrem do cadastro. Com ele, povos e comunidades tradicionais, bem como agricultores familiares, podem ter acesso a créditos bancários rurais para financiar suas atividades econômicas ligadas à terra e também utilizá-lo como instrumento de comprovação para a aposentadoria, entre outros.</p>
<p>O CAR Coletivo é voltado para quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, assentados, entre outras territorialidades específicas. No documento de registro do CAR/PCT haverá a relação nominal de todos os integrantes da comunidade, beneficiários do território coletivo quilombola.</p>
<p>O secretário adjunto de gestão e regularidade ambiental, Rodolpho Zahluth Bastos, apresentou diferenciações e direitos que o território tradicional possui, e que devem ser considerados na realização de qualquer política pública.</p>
<blockquote><p>“Deve ser respeitado o ponto de vista das comunidades quilombolas na aplicação da regularização ambiental coletiva, pois a especificidade do território tradicional de uso coletivo não pode der resumida a aplicar o Código Florestal como em um imóvel rural individual. O território de uso e aproveitamento de recursos naturais não se relaciona apenas à produção econômica, inclui a manutenção das formas de existência em que não se deve limitar o exercício dos direitos garantidos aos povos quilombolas. As informações por eles cadastradas também têm a função de proteção do território, até mesmo das sobreposições de CAR individuais que venham a ser declarados por terceiros reivindicando o território da comunidade”, ressaltou.</p></blockquote>
<p>O trabalho será realizado até a próxima segunda-feira, 14/03, e ao todo 15 comunidades quilombolas vão receber os esclarecimentos sobre formas de realizarem seus cadastros coletivos.</p>
<p>Sítio Bosque, São Miguel, São Sebastião, Nossa Senhora das Graças, Oxalá de Jacunday, Santa Ana Axé do Baixo Jambuaçu, Conceição do Igarapé Mirandeua, Santo Cristo do Ipitinga, Santa Maria do Mirindeua e Oxossi serão as comunidades quilombolas visitadas. A ação se desenvolve no âmbito do Programa Regulariza Pará, integrante do Plano Estadual Amazônia Agora.</p>
<p>O resultado esperado é possibilitar uma regularização ambiental compatível com o modo de vida da comunidade.</p>
<blockquote><p>“O CAR, por ser indutor de outras políticas socioambientais, é importante para várias situações da vida das pessoas. Tanto em uma situação de aposentadoria, como um quilombola que irá submeter um crédito rural em uma instituição bancária para financiar a sua produção, assim como para que ele possa fazer o fornecimento da merenda escolar com produtos da agricultura tradicional também poderá ser exigido o CAR,”, afirmou o secretário adjunto.</p></blockquote>
<p>Na comunidade quilombola Sítio Bosque vivem 90 famílias que conseguem o sustento principalmente da venda de açaí, cacau e castanha. Regina Célia da Natividade da Silva, 49 anos, nasceu no quilombo e afirmou que já aguardada ansiosa pelo CAR/PCT.</p>
<blockquote><p>“Achei muito esclarecedor e fiquei muito feliz porque vai garantir várias coisas pra comunidade, como para o meu caso, com a comprovação para aposentadoria. Vai ser um benefício muito bem-vindo pra nós”, disse.</p></blockquote>
<h3><strong>Capacitação </strong></h3>
<p>Na próxima fase da construção do CAR Coletivo, duas pessoas indicadas por cada comunidade quilombola irão participar de uma capacitação para a inscrição do Cadastro Coletivo/PCT do sistema SICAR, que ocorrerá no período de 21 a 25 ainda do mês de março.</p>
<p>Após esse processo, ele é validado pela Semas e posteriormente entregue. A Prefeitura Municipal de Moju integra as ações e oferecerá espaço e meio de transporte para a realização do treinamento conjunto, além de compor a equipe de formação.</p>
<p><span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">“É muito importante a parceria com o Estado mais uma vez porque as comunidades quilombolas precisam desse apoio do poder público. A Semas aqui ajudando a realizar o CAR/PCT, que é um sonho dessa comunidade, ressaltando a importância que está sendo dada para o fortalecimento do povo quilombola”, registrou a prefeita de Moju, Nilma Lima.</span></p>
<p><em>Fonte: Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas)</em></p>
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