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	<title>moda &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>moda &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<item>
		<title>Projeto quer aproximar público local da moda autoral amazônica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 18:59:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia em Estilo]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[produção regional]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/moda_amazonica2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Apesar do sucesso global e dos debates sobre sustentabilidade, a moda com identidade amazônica ainda luta para virar consumo real dentro da própria região. Para mudar esse cenário, Belém recebe nesta terça-feira, 16, o lançamento do projeto &#8220;Amazônia em Estilo&#8221;, idealizado pela empresária Liliane Obando. Fortalecer o consumo local ajuda a sustentar toda a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/moda_amazonica2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<div class="container">
<div id="model-response-message-contentr_3bbf39b3e6d07943" class="markdown markdown-main-panel enable-updated-hr-color" dir="ltr" aria-live="off" aria-busy="false">
<ul data-path-to-node="3">
<li>
<p data-path-to-node="3,0,0"><em>Apesar do sucesso global e dos debates sobre sustentabilidade, a moda com identidade amazônica ainda luta para virar consumo real dentro da própria região.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="3,1,0"><em>Para mudar esse cenário, Belém recebe nesta terça-feira, 16, o lançamento do projeto &#8220;Amazônia em Estilo&#8221;, idealizado pela empresária Liliane Obando.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="3,2,0"><em>Fortalecer o consumo local ajuda a sustentar toda a cadeia produtiva, que envolve desde estilistas até comunidades tradicionais que fornecem matérias-primas e artesanato.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="3,3,0"><em>Esta edição destaca a grife Lilia Lima Design, conhecida por misturar técnicas manuais e elementos da Amazônia em suas criações contemporâneas.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="3,4,0"><em>O evento terá o workshop &#8220;Moda Amazônica &amp; Estilo na Prática&#8221;, comandado pela consultora Nathalia Iketani, ensinando o público a usar a moda autoral na rotina.</em></p>
</li>
</ul>
<p data-path-to-node="6">A moda autoral amazônica vem ganhando cada vez mais visibilidade dentro e fora do Brasil. Apesar do reconhecimento crescente em passarelas e debates sobre sustentabilidade, as marcas criativas produzidas na região ainda enfrentam o desafio de ampliar sua presença no próprio mercado local e se aproximar das consumidoras amazônicas. É justamente com o propósito de reverter esse cenário e estimular os negócios da economia criativa que Belém recebe, nesta terça-feira, 16, o lançamento do projeto <b data-path-to-node="6" data-index-in-node="503">Amazônia em Estilo</b>.</p>
<p data-path-to-node="7">Idealizada pela empresária Liliane Obando, fundadora da Casa Circular, a iniciativa nasce para encurtar a distância entre os criadores nortistas e o público local, incentivando uma cultura de valorização e consumo da identidade regional. As informações são de O Liberal.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="8">&#8220;A Amazônia ainda não consome a Amazônia. Temos marcas produzindo com identidade, qualidade e propósito, mas muitas delas precisam buscar mercado em outros estados para sobreviver. O que queremos é criar uma cultura de consumo local&#8221;, afirma Liliane.</p>
</blockquote>
<p data-path-to-node="9">Segundo a organizadora, a ausência de um mercado consumidor consolidado no Norte impacta não apenas os estilistas, mas toda a engrenagem da cadeia produtiva local.</p>
<p data-path-to-node="9">Como muitas marcas utilizam matérias-primas regionais, técnicas artesanais e parcerias com comunidades tradicionais, fortalecer o consumo significa, fundamentalmente, garantir a geração de renda para diversos setores que sustentam a economia criativa. O projeto quer mostrar que as peças autorais podem fazer parte do cotidiano, indo muito além dos eventos especializados.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="10">&#8220;A moda amazônica não precisa estar apenas nas passarelas. Ela precisa estar no trabalho, nos encontros, nas viagens e na vida real&#8221;, destaca a empresária.</p>
</blockquote>
<h3 data-path-to-node="11">Destaques e programação prática</h3>
<p data-path-to-node="12">O evento contará com uma curadoria de marcas de moda autoral amazônica contemporânea, além da participação da Lilia Lima Design, escolhida como Marca em Foco desta edição. A marca é reconhecida pelo uso de matérias-primas amazônicas e pela valorização de técnicas manuais em suas criações.</p>
<p data-path-to-node="13">A programação inclui ainda o workshop &#8220;Moda Amazônica &amp; Estilo na Prática&#8221;, ministrado pela especialista em estilo e comportamento Nathalia Iketani. A atividade abordará formas de incorporar a moda autoral amazônica ao dia a dia, valorizando identidade, consumo consciente e produção local.</p>
<p data-path-to-node="14">Nathalia consolidou sua marca no mercado de Belém apostando em uma transição de carreira marcante. Formada em fisioterapia e com uma bagagem de 17 anos de atuação em Unidades de Terapia Intensiva, ela resgatou uma paixão de infância, nascida nos bastidores da loja de roupas de sua mãe, para empreender. O movimento começou em 2019 e se estruturou a partir de 2021, transformando seu propósito de cuidado em mentoria de estilo e autoestima.</p>
<p data-path-to-node="15">A expectativa é que o Amazônia em Estilo tenha novas edições ao longo do ano, ampliando o debate sobre consumo regional e fortalecimento dos negócios criativos da Amazônia.</p>
</div>
</div>
<h4 class="wp-block-heading">Serviço</h4>
<p><strong>Evento:</strong> lançamento do projeto Amazônia em Estilo<br />
<strong>Data:</strong> 16 de junho de 2026<br />
<strong>Horário:</strong> das 17h às 21h<br />
<strong>Local:</strong> Nuestro Lounge Bar (Dr. Moraes, 70, bairro Nazaré, Belém)<br />
<strong>Informações:</strong> (91) 98273-1465</p>
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		<item>
		<title>O que as bolsas de grife da Europa têm a ver com a destruição da Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jun 2025 13:54:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[bolsas]]></category>
		<category><![CDATA[couro]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento ilegal]]></category>
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		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena Apiterewa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/TI-Apyterewa_Gado-e-desmatamento-Daniel-Beltra-Greenpeace-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />No mercado da moda, as bolsas de marcas como Fendi, Hugo Boss, Saint Laurent e Chanel são associadas ao luxo e ao alto custo de cada acessório. Mas por trás do requinte das peças está também uma cadeia de fornecedores com fortes relações com o desmatamento ilegal da Amazônia. Uma investigação da organização Earthsight divulgada [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/10/TI-Apyterewa_Gado-e-desmatamento-Daniel-Beltra-Greenpeace-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>No mercado da moda, as bolsas de marcas como Fendi, Hugo Boss, Saint Laurent e Chanel são associadas ao luxo e ao alto custo de cada acessório. Mas por trás do requinte das peças está também uma cadeia de fornecedores com fortes relações com o desmatamento ilegal da Amazônia. Uma investigação da organização Earthsight divulgada pela <a href="https://www.dw.com/pt-br/couro-ilegal-da-amaz%C3%B4nia-abastece-marcas-de-bolsas-luxuosas-mostra-estudo/a-73017239" target="_blank" rel="noopener">DW</a> revela que parte do gado criado por invasores da Terra Indígena (TI) Apiterewa foi exportado e pode ter abastecido as fábricas de grifes famosas.</p>
<p>O relatório “O preço oculto do luxo: o que as bolsas de grife da Europa estão custando à Floresta Amazônica” analisou registros de remessas de couro brasileiro para o exterior, dados sobre o setor pecuário, decisões judiciais, imagens de satélite e outras informações colhidas em campo para rastrear a trajetória do gado criado ilegalmente na TI que passou por um processo de desintrusão em 2024.</p>
<h3>A rota do gado ilegal</h3>
<p>Segunda a investigação, entre 2020 e 2023, mais de 40% dos pecuaristas invasores forneceram gado para abate nas unidades da Frigol no Pará. Durante esse período, estima-se que cerca de 17 mil animais foram vendidos para o frigorífico, o que seria suficiente para produzir 425 toneladas de couro.</p>
<p>Mas a quantidade pode ser ainda maior, já que a empresa não rastreia a maior parte dos seus fornecedores indiretos. Sem esse controle, aumentam os riscos da chamada “lavagem de gado”, quando os animais ilegais são vendidos como se fossem de uma propriedade regularizada.</p>
<p>Depois de abatido o gado, parte do couro produzido no estado é exportado principalmente via Durlicouros, uma empresa fundada no Rio Grande do Sul e que atua em cidades paraenses desde 2004. O relatório aponta que, entre 2020 e 2023, foram 14.700 toneladas de couro exportadas pela Durlicouros para a Itália.</p>
<p>Em solo europeu, cerca de 25% dessa matéria-prima é fornecida para os curtumes Conceria Cristina e Faeda, que fabricam itens diversos para marcas de luxo. Entre os clientes da Conceria Cristina estão Coach, Fendi e Hugo Boss. Já a Faeda abastece Chanel, Balenciaga e Gucci.</p>
<h3>Problemas na rastreabilidade</h3>
<p>De acordo com os pesquisadores, é difícil dizer se os curtumes europeus estão cientes sobre o rastro de desmatamento e violação de direitos indígenas, mas é certo que a certificação adotada no setor &#8211; a Leather Working Group &#8211; tem falhas no processo de rastreabilidade até as fazendas. Tanto a Durlicouros quanto os curtumes Canceria Cristina e Faeda têm essa certificação.</p>
<blockquote><p>&#8220;O risco que observamos com sistemas de certificação é que eles são utilizados por empresas que querem ‘limpar&#8217; sua cadeia de fornecimento como um atalho, em vez de realizarem uma diligência significativa por conta própria para garantir que suas cadeias estejam livres de desmatamento&#8221;, afirmou Lara Shirra White, pesquisadora da Earthsight, em entrevista à DW.</p></blockquote>
<p>Com a entrada em vigor da lei europeia antidesmatamento, que proíbe a importação de produtos e matérias-primas com origem associada à destruição da floresta, a expectativa é inibir o avanço de negócios com histórico de ilegalidade e violação de direitos. Para Paulo Barreto, pesquisador do Imazon, a indústria do couro deve ter um controle ambiental semelhante ao que vem sendo adotado na pecuária de corte.</p>
<blockquote><p>&#8220;Houve progressos parciais, mas o controle dos fornecedores indiretos é inexistente ou incompleto. Assim, gados criados em áreas desmatadas ilegalmente acabam entrando no mercado como se fossem legais. A falta de sistema público transparente sobre a origem do gado dificulta o controle&#8221;, analisa o pesquisador.</p></blockquote>
<h3>Empresas negam</h3>
<p>Em nota à reportagem, as empresas e marcas citadas na investigação negaram realizar negócios com o gado criado em terra indígena. A Tapestry, proprietária da marca Coach, disse que está empenhada em melhorar a rastreabilidade e a transparência por meio de nossos programas com o WWF e outras organizações. O Kering Group, detentor das marcas Balenciaga, Gucci e Saint Laurent, reconheceu que os curtumes são seus fornecedores, mas afirma que o contrato com as empresas garante que o couro não é originário do Brasil.</p>
<p>Da mesma forma, a Hugo Boss disse que analisou os dados e consultou os curtumes para confirmar que nenhum dos couros fornecidos está relacionado a qualquer ilegalidade. A LVMH, das marcas Fendi e Louis Vuitton, afirma que baniu de sua cadeia de suprimentos de couro e produtos madeireiros da América do Sul.</p>
<p>Já o Leather Working Group reconhece que seu sistema tem falhas de rastreabilidade, mas garante que está aprimorando os requisitos e incluirá o estabelecimento de um sistema de cadeia de custódia para rastrear de forma detalhada a cadeia de valor do couro. As empresas italianas Conceria Cristina e Faeda não responderam à reportagem.</p>
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		<item>
		<title>COP30 estimula empreendedorismo e criação de produtos de moda e perfumaria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Apr 2025 13:48:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/osada-bandeira-do-Para-e1743626457900-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As belezas naturais e as tradições da Amazônia traduzidas em perfumes e estilos que remetem ao respeito ao meio ambiente, às práticas sustentáveis e à valorização de matérias-primas regionais. Esse é o foco de duas empreendedoras paraenses que viram na realização da COP30, em novembro deste ano em Belém, uma inspiração a mais para apostar [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/osada-bandeira-do-Para-e1743626457900-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As belezas naturais e as tradições da Amazônia traduzidas em perfumes e estilos que remetem ao respeito ao meio ambiente, às práticas sustentáveis e à valorização de matérias-primas regionais. Esse é o foco de duas empreendedoras paraenses que viram na realização da COP30, em novembro deste ano em Belém, uma inspiração a mais para apostar na criatividade e no potencial de inovação dos negócios locais.</p>
<p>Uma delas é Márcia Martínez, que em 2015 criou a marca Confraria dos Aromas para levar ao mercado uma linha de difusores de ambientes com fragrâncias regionais, como açaí, patchouli e cupuaçu, tudo elaborado de forma artesanal. Com esses diferenciais, a empresa ganhou espaço em um mercado dominado por marcas nacionais e internacionais, além de consumidores exigentes.</p>
<figure id="attachment_33839" aria-describedby="caption-attachment-33839" style="width: 265px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-33839 size-medium" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/difusor-confraria-dos-aromas-e1743626842632-265x300.jpeg" alt="" width="265" height="300" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/difusor-confraria-dos-aromas-e1743626842632-265x300.jpeg 265w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/difusor-confraria-dos-aromas-e1743626842632-150x170.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/difusor-confraria-dos-aromas-e1743626842632.jpeg 434w" sizes="(max-width: 265px) 100vw, 265px" /><figcaption id="caption-attachment-33839" class="wp-caption-text">Difusores de aromas exploram os cheiros de matérias-primas regionais. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>Com a aproximação da COP30, a empresária dobrou a demanda por produtos e viu uma oportunidade para conquistar novos clientes com uma linha de sprays com a marca do evento. A ideia é explorar as matérias-primas nativas e o processo artesanal para oferecer fragrâncias leves, com frescor e vida. Para isso, Márcia já planeja também ações com marketing olfativo para fisgar turistas e as delegações internacionais que vão desembarcar em Belém.</p>
<blockquote><p>“Fui buscar inspiração nas bucólicas cidades do interior por onde já passei, onde os cheiros das frutas, sementes e plantas são marcantes e intensos, faz eu lembrar que a mãe natureza sempre nos presenteia de forma magnífica. Eu tenho um orgulho inenarrável de ser belenense, de honrar minhas raízes e dizer que nasci e moro na cidade da COP”, afirma Márcia Martínez.</p></blockquote>
<h3>O Pará como tema</h3>
<p>Já no segmento da moda, a estilista Lora Cirino tem mais de 20 anos de experiência criando roupas, calçados e acessórios com uma pegada sustentável, reaproveitando materiais que seriam descartados para fabricar produtos cheios de estilo vendidos em Belém e no Rio de Janeiro.</p>
<p>Aproveitando a visibilidade que a COP30 está gerando para os produtos do estado, Lora renovou a coleção da marca Osada neste ano tendo o Pará como tema principal. A bandeira serve de referência para as estampas para looks unissex, que incluem cangas, kimonos, camisas, saias e outras peças.</p>
<blockquote><p>“Tive muita sorte devido a bandeira possuir uma enorme estrela azul, as cores combinam entre si. A  bandeira é super bonita e falando de moda mesmo são duas cores primárias, então é algo muito fácil de vestir, fica bem em todo mundo”, comenta Lora</p></blockquote>
<figure id="attachment_33838" aria-describedby="caption-attachment-33838" style="width: 229px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-33838 size-medium" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/osada-divulgacao-e1743626570345-229x300.jpeg" alt="" width="229" height="300" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/osada-divulgacao-e1743626570345-229x300.jpeg 229w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/osada-divulgacao-e1743626570345-781x1024.jpeg 781w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/osada-divulgacao-e1743626570345-768x1007.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/osada-divulgacao-e1743626570345-150x197.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/osada-divulgacao-e1743626570345-450x590.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/osada-divulgacao-e1743626570345.jpeg 900w" sizes="(max-width: 229px) 100vw, 229px" /><figcaption id="caption-attachment-33838" class="wp-caption-text">Lora Cirino diz que paraenses querem fincar a bandeira onde quer que estejam. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>A novidade já caiu no gosto do público, que já enviou para a estilista fotos com as peças em diferentes partes do Brasil e do mundo. A expectativa é que a coleção continue em alta com esse momento de valorização da cultura paraense mundo afora.</p>
<blockquote><p>“Eu estou muito orgulhosa do caminho que essa coleção está tomando. Vários paraenses, que moram em outros países ou outros estados querem muito essas peças para dizer ‘sou paraense’, para fincar a sua bandeira onde quer que estejam”, destaca Lora Cirino.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Empresários da Amazônia apostam na COP30 como grande vitrine para os seus negócios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2025 12:02:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[bieconomia]]></category>
		<category><![CDATA[bioeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-15-at-16.39.14-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A menos de um ano da realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), entre 10 e 21 de novembro, a cidade de Belém passa por uma transformação na sua infraestrutura e oferta de serviços. Assim como suas vias, prédios e praças, micro e pequenos empreendedores também se preparam para receber [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/WhatsApp-Image-2025-01-15-at-16.39.14-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A menos de um ano da realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), entre 10 e 21 de novembro, a cidade de Belém passa por uma transformação na sua infraestrutura e oferta de serviços. Assim como suas vias, prédios e praças, micro e pequenos empreendedores também se preparam para receber os visitantes e oferecer o melhor da já tradicional hospitalidade amazônica.</p>
<p>Novas tecnologias na moda, produção de biojoias associada ao reaproveitamento, inovação em artigos de decoração com matéria-prima da Amazônia são alguns dos produtos que serão apresentados aos visitantes que chegarão ao estado do Pará para a conferência global do clima.</p>
<p>O governo brasileiro espera receber cerca de 100 mil visitantes ao longo das duas semanas de conferência, entre chefes de Estado, participantes e turistas que pretendem visitar a cidade no mesmo período. Em 2024, Baku, no Azerbaijão, recebeu 54.148 participantes presenciais entre delegações, observadores, convidados e equipe de suporte inscritos na COP29.</p>
<p>Atualmente, Belém possui 18 mil leitos em hotéis e deve alcançar 22 mil nos próximos meses com a inauguração de novas unidades já em construção. O secretário extraordinário para a COP30, Valter Correia, declarou em entrevista à Voz do Brasil, programa produzido e veiculado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) no final de 2024, que, além das iniciativas do empresariado paraense, o governo federal garantirá a construção de 500 apartamentos modulares no padrão cinco estrelas, além da disponibilização de dois navios utilizados em cruzeiros internacionais com capacidade de acomodar até 5 mil pessoas.</p>
<figure id="attachment_23029" aria-describedby="caption-attachment-23029" style="width: 622px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-23029" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/Belem7-300x200.jpg" alt="" width="622" height="414" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/Belem7-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/Belem7-1024x683.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/Belem7-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/Belem7-1536x1024.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/Belem7-2048x1365.jpg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/Belem7-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/Belem7-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/Belem7-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 622px) 100vw, 622px" /><figcaption id="caption-attachment-23029" class="wp-caption-text">Vista aérea da cidade de Belém. Oswaldo Forte/Arquivo/Agência Belem</figcaption></figure>
<p>O número de unidades de hospedagem em residências e locais para temporada nos aplicativos mais utilizados no país também crescem a cada dia. São espaços que já eram usados para hospedagem de visitantes em festividades como o Círio de Nazaré, quando a cidade reúne milhares de turistas do próprio estado e de outras cidades brasileiras, principalmente. Em 2023 foram 80,5 mil turistas, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA).</p>
<h3>Capacitação</h3>
<p>O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), por exemplo, firmou parceria com um dos aplicativos para capacitação dos proprietários desses espaços e, apenas em 2024, o número de anfitriões na plataforma subiu de 700 para 3,5 mil, informou a instituição.</p>
<blockquote><p>“As expectativas são as melhores possíveis, não só para novembro, mas também para antes e depois do evento. Para você ter uma ideia, o turismo no nosso estado já aumentou desde o anúncio de que a conferência seria aqui”, afirma Rubens Magno, diretor-superintendente do Sebrae no Pará.</p></blockquote>
<p>Uma dessas empresárias é Betty Saldarriaga, que é proprietária de um spa com hospedagem pós-cirurgia plástica. Ela possui unidades tipo suítes duplas, com duas camas de solteiro, que resolveu disponibilizar também para o turismo, inicialmente durante o Círio de Nazaré.</p>
<blockquote><p>“Eles (os turistas) ficam muito satisfeitos com o nosso atendimento. Porque como eu já trabalho com hospedagem para cirurgia plástica, tenho um atendimento privilegiado, um atendimento muito humanizado. Então, a gente já sabe como receber as pessoas”, explica.</p></blockquote>
<p>Segundo Betty, a capacitação recebida pelo Sebrae foi fundamental para diversificar a oferta de seu negócio, partindo também para a hospedagem de turismo por meio de uma plataforma. O modelo de negócio era desconhecido pela empresária.</p>
<blockquote><p>“Quando eu fui atender uma paciente, ela me passou o endereço, eu fui até ela. E quando eu cheguei lá, ela me disse que o apartamento não era dela, que ela não estava muito confortável, porque o apartamento não estava oferecendo muitas condições para ela. Aí me explicou e me mandou o nome da plataforma e eu procurei o Sebrae para entender melhor”, lembra.</p></blockquote>
<p>Após a capacitação, Betty passou a disponibilizar as unidades com agenda de atendimento livre nas ocasiões em que a cidade de Belém tem aumento na demanda por hospedagem turística, como a COP30. “Todo mundo está falando aqui em Belém sobre isso. Inclusive eu estou indicando pessoas que têm suas casas, esses apartamentos, algum imóvel, para aproveitarem a oportunidade e receberam essas pessoas. Eu acho que vai ter bastante gente que vai ajudar bastante como no Círio”, diz.</p>
<p>De acordo com Magno, somente em 2024, o Sebrae realizou 18 mil atendimentos de empresas, dos setores de hospitalidade, alimentos e bebidas, mobilidade e economia criativa, interessadas em se preparar para a COP30.</p>
<blockquote><p>“As empresas nos procuram em busca de orientações em assuntos como gestão financeira, precificação, estoque e atendimento, mirando o aumento de demanda que já chegou a seus negócios com a visibilidade trazida pela conferência da ONU”, diz.</p></blockquote>
<h3>Inovação</h3>
<p>Uma dessas empresas é da design Nilma Arraes, que produz biojoias e objetos autorais com responsabilidade ambiental. A empresária, que já passou por várias capacitações e também atua como consultora do Sebrae, vem inovando no reaproveitamento de materiais descartados de forma abundante na região.</p>
<blockquote><p>“O foco do meu produto, desde sempre, ele tem tudo a ver com a COP, porque eu trabalho a sustentabilidade e o social também, além de eu trabalhar o meio ambiente. O meu trabalho é focado em não usar material que vai destruir e sim em reaproveitar aquilo que iria para o lixo”, explica.</p></blockquote>
<p>Partindo dessa ideia, Nilma desenvolveu uma matéria-prima chamada Maria, uma abreviação para mistura de açaí com resina e insumos da Amazônia, com a qual produz biojoias e outros acessórios. Para a COP30, lançou a linha de luminárias, chamada Luz de Rios, elaboradas a partir do reaproveitamento de escamas do peixe pirapema, muito presente na costa paraense e consumida na culinária regional.</p>
<p>A estilista Val Valadares foi além e fez uma parceria com outra empresa paraense, responsável por iniciar um novo ciclo da borracha na Amazônia, e juntas lançaram uma coleção de moda feita de látex.</p>
<blockquote><p>“Nós estamos estudando transformar a nossa borracha numa espécie de couro paraense inédito na moda. Fazendo peças exclusivas, já não vão ser peças em quantidade, mas exclusivas para artistas, para quem gosta de usar alguma coisa diferente. Então, eu estou agora aperfeiçoando essa possibilidade de forrar com acabamento 100% sustentável, para eu não precisar usar nenhum produto que não seja sustentável.”, diz.</p></blockquote>
<p>A empresa parceira trabalha com 1.570 famílias de seringueiros, na Ilha do Marajó, a partir de tecnologias sociais que profissionalizam, comercializa biojoias de látex produzidas por mulheres de seringueiros e fornecem matéria prima para indústria de calçados. “Todo seringueiro cadastrado nesse processo, ele põe uma etiqueta lá no Marajó, quando ele pesa o produto. Ela vem com o nome dele direitinho, chega aqui na fábrica, a gente pesa, confere a qualidade da borracha e deposita o dinheiro”, explica Francisco Samonek, coordenador do projeto que estruturou a marca.</p>
<p>Segundo Francisco, a capacitação oferecida pelo Sebrae permitiu que a marca se estruturasse com registro, inserção no mercado, divulgação e precificação, por exemplo. Também foi o ponto de conexão entre as duas marcas. “Estamos trabalhando para capacitar os pequenos negócios locais para que quem venha ao Pará tenha acesso às belezas e riquezas da floresta pelas mãos de quem vive dela.”, reforça Rubens Magno.</p>
<h3>Protagonismo</h3>
<p>Os empresários também esperam o protagonismo na COP30. A estilista Val Valadares conta que, além de elevar o padrão da costura na Amazônia, sonha abrir um ateliê escola, para multiplicar receita de uma marca que iniciou na comunidade Quilombola Jacundaí, no município de Moju, e que já alcançou as passarelas da Semana de Moda em Milão.</p>
<blockquote><p>“A minha expectativa é que eu consiga mostrar o meu talento, o conhecimento que adquiri nesses anos todos de trabalho. Que eu possa divulgar e contribuir para a moda, não só na COP30, mas para que o nosso estado tenha uma outra cara, que não seja conhecido só pela culinária, mas também que tenha a sua participação na moda”.</p></blockquote>
<figure id="attachment_32739" aria-describedby="caption-attachment-32739" style="width: 663px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-32739" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/rouoa-feita-com-latex-300x225.webp" alt="" width="663" height="498" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/rouoa-feita-com-latex-300x225.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/rouoa-feita-com-latex-150x112.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/rouoa-feita-com-latex-450x337.webp 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/01/rouoa-feita-com-latex.webp 463w" sizes="(max-width: 663px) 100vw, 663px" /><figcaption id="caption-attachment-32739" class="wp-caption-text">Vestido feito com látex pela estilista Val Valadares. Foto: Eco Brasil Fashion Week/Divulgação</figcaption></figure>
<p>Nilma também tem projetos de expandir os negócios e envolver ainda mais gente na cadeia produtiva de suas criações. “Eu movimento seis pessoas que trabalham como ourives, além de comprar as escamas de um fornecedor de pescados, mas já trabalhei com outros profissionais que me ajudaram em momentos diferentes”, diz.</p>
<p>O protagonismo de quem produz e protege a Amazônia, também é o reconhecimento aguardado por Francisco.</p>
<blockquote><p>“A nossa expectativa maior é fazer nossa apresentação no mercado internacional. A gente está apostando muito na COP com uma grande oportunidade de a gente ser visto”, conclui.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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		<title>Moda marajoara ajuda a promover a cultura e a estimular a economia criativa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Jun 2024 13:45:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Cachoeira do Arari]]></category>
		<category><![CDATA[camisas marajoaras]]></category>
		<category><![CDATA[cañybó]]></category>
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		<category><![CDATA[Soure]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/moda-marajoara-Arianne-Almeida-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz Mundialmente reconhecidos, os grafismos das cerâmicas marajoaras são um símbolo da cultura paraense. O traçado original foi criado pelas sociedades que viveram na região no período entre os anos 400 e 1600, mas ainda hoje esses símbolos permanecem vivos. Um exemplo disso ocorre no campo da moda, onde os elementos da cultura [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/moda-marajoara-Arianne-Almeida-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mundialmente reconhecidos, os grafismos das cerâmicas marajoaras são um símbolo da cultura paraense. O traçado original foi criado pelas sociedades que viveram na região no período entre os anos 400 e 1600, mas ainda hoje esses símbolos permanecem vivos. Um exemplo disso ocorre no campo da moda, onde os elementos da cultura marajoara ganharam ainda mais popularidade com as tradicionais camisas de vaqueiro e com as estampas aplicadas em diferentes tipos de roupas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vestimenta típica dos vaqueiros seja no trabalho no campo ou em ocasiões sociais, as camisas marajoaras ganharam fama além das fronteiras desde que o governador do Pará, Helder Barbalho, passou a utilizar esses trajes em eventos como a Cúpula da Amazônia e a visita do presidente Emmanuel Macron à Belém. A visibilidade fez aumentar a procura pelas camisas que foram produzidas por artesãs e bordadeiras que vendem as peças na <a href="https://www.instagram.com/lojamuseumarajo/?igshid=MzRlODBiNWFlZA%3D%3D" target="_blank" rel="noopener">loja do Museu do Marajó</a>, em Cachoeira do Arari.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a coordenadora da loja, Rosimere Feio, chegam a ser vendidas cerca de 100 camisas marajoaras por mês. A demanda é constante tanto de clientes do próprio estado como de fora, mas o desafio é atender a todos os pedidos, já que a peça é produzida artesanalmente com bordados alusivos à cultura marajoara feitos à mão.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Essa popularização foi de forma muito positiva porque criou um grande fortalecimento cultural. Eu posso destacar essa arte como um legado que retoma a nossa história, não que ela fosse esquecida por sua antiguidade, mas é como se ela estivesse adormecida e que agora despertou como inspiração para os nossos artistas e artesãos”, diz.</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_29221" aria-describedby="caption-attachment-29221" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-29221 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Helder-camisa-marajoara-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Helder-camisa-marajoara-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-1024x683.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Helder-camisa-marajoara-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-300x200.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Helder-camisa-marajoara-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-768x512.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Helder-camisa-marajoara-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-1536x1024.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Helder-camisa-marajoara-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-150x100.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Helder-camisa-marajoara-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-450x300.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Helder-camisa-marajoara-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-1200x800.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Helder-camisa-marajoara-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para.jpg 1620w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-29221" class="wp-caption-text">O governador Helder Barbalho ajudou a divulgar a produção de camisas de Cachoeira do Arari. Foto: Pedro Guerreiro / Agência Pará</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, um grupo de 10 bordadeiras e quatro costureiras está à frente do trabalho, porém novas profissionais que estão em formação devem se juntar ao time em breve visando o aumento da produção, mas sem perder de vista o cuidado com as raízes culturais e as particularidades de cada camisa.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Cada peça produzida representa ganho econômico e melhoria da qualidade de vida das nossas artesãs. Outro grande diferencial é que é um trabalho nosso, que é da nossa história, que nos engrandece de forma humilde, mas positiva. São produtos feitos artesanalmente e que geram um fortalecimento dos laços sociais e culturais dentro do nosso município. Todos ganham, em especial a nossa população”, destaca Rosimere Feio.</span></p></blockquote>
<h3><strong>Novas criações com grafismo marajoara</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A valorização dos grafismos dos povos marajoaras na moda não é de hoje. Há 16 anos, a empreendedora Rosilda Angelim, natural de Salvaterra e moradora do município de Soure, começou a fazer pinturas manuais com o traçado para estampar camisas básicas e, assim, promover a cultura local através de roupas de uso cotidiano.</span></p>
<figure id="attachment_29223" aria-describedby="caption-attachment-29223" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-29223 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Rosilda-Angelim-1024x682.jpeg" alt="" width="1024" height="682" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Rosilda-Angelim-1024x682.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Rosilda-Angelim-300x200.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Rosilda-Angelim-768x512.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Rosilda-Angelim-150x100.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Rosilda-Angelim-450x300.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Rosilda-Angelim-1200x800.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/Rosilda-Angelim.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-29223" class="wp-caption-text">Modelos criados por Rosilda Angelim apostam na estamparia marajoara. Foto: Arianne Almeida</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As primeiras aplicações foram em camisas brancas, depois outras cores e modelos de roupas, como a camisa regata, o vestido, o cropped e até o quimono também ganharam a estamparia marajoara. Os cerca de 20 modelos criados fazem parte da coleção da marca <a href="https://www.instagram.com/canybo_/" target="_blank" rel="noopener">Cañybó</a>.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A gente sempre teve dificuldade de trabalhar com a camisa do vaqueiro marajoara porque é uma peça que demora a ser confeccionada. Tem que ser feita em um tecido 100% algodão e em modelo de alfaiataria. Então, eu vi a possibilidade de lançar outras peças com o grafismo marajoara. Comecei com pintura manual atendendo poucos clientes e depois passei para a serigrafia, sempre pensando em modelos comuns, do dia a dia. A diversidade da cultura é gigante e nos permite criar muitas coisas diferentes”, conta Rosilda Angelim.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Aliando tradição e criatividade, as roupas da Cañybó começaram a chamar a atenção de artistas e influenciadores locais, como a ex-BBB Alane Dias, que usou um vestido da marca durante o reality show, além de consumidores de fora do estado que ajudam a ampliar os horizontes para expansão da moda marajoara.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Quando essa tendência explodiu, eu pude aproveitar mais a divulgação. Hoje tem muitas pessoas criando novos negócios nesse ramo e eu acho isso positivo porque são novas pessoas agregando, atraindo mais público e ajudando a elevar o Marajó. O objetivo de todos é fazer o Marajó voar o mais alto possível”, afirma.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o Pará diante dos holofotes mundiais, a expectativa é que a procura pelas camisas marajoaras e novos modelos continue em alta, por isso os grupos envolvidos comemoram a recente criação do Polo de Moda do Marajó, desenvolvido pelo Sebrae Pará para estimular a capacitação de mão de obra, a valorização da cultura e a economia criativa no arquipélago.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“O polo de moda veio pra dar mais força pra gente que forma esse coletivo de 48 mulheres. Ficamos felizes porque vemos que agora não estamos mais só e que tem órgãos nos ajudando a manter a nossa história e a nossa ancestralidade fortes”, ressalta Rosilda Angelim.</span></p></blockquote>
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		<title>Oficina pretende capacitar mulheres indígenas da aldeia Mojkarakô em corte e costura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Mar 2023 17:38:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CURSOS & EVENTOS]]></category>
		<category><![CDATA[corte e costura]]></category>
		<category><![CDATA[indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[L'oreàl]]></category>
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		<category><![CDATA[Terra Indígena Kayapó]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/dayana-molina_foto-de-igor-tripolli2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Atelier Nalimo vai promover uma oficina de costura na aldeia Mojkarakô, na Terra Indígena Kayapó, entre os dias 12 e 22 de março. Ministrada por Dayana Molina, criadora da Nalimo, e Gabrieli Lecoña, da equipe criativa do atelier, a oficina se propõe capacitar e aperfeiçoar técnicas de corte e costura a partir de uma [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/dayana-molina_foto-de-igor-tripolli2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div class="wix-blog-print-in-full-width">
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<p id="viewer-221j1" class="mm8Nw _1j-51 roLFQS _1FoOD _3M0Fe Z63qyL roLFQS public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">O Atelier Nalimo vai promover uma oficina de costura na aldeia Mojkarakô, na Terra Indígena Kayapó, entre os dias 12 e 22 de março. </span><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Ministrada por Dayana Molina, criadora da Nalimo, e Gabrieli Lecoña, da equipe criativa do atelier, a oficina </span><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">se propõe capacitar e aperfeiçoar técnicas de corte e costura a partir de uma perspectiva decolonial, com o intuito de valorizar a identidade indígena e diversidade estética. </span></p>
<p id="viewer-75bkk" class="mm8Nw _1j-51 roLFQS _1FoOD _3M0Fe Z63qyL roLFQS public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">O projeto será o primeiro a ser totalmente executado pela associação Floresta Protegida, sendo voltado especialmente para as mulheres. </span></p>
<p id="viewer-3imd3" class="mm8Nw _1j-51 roLFQS _1FoOD _3M0Fe Z63qyL roLFQS public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Nele, a comunidade é apoiada na construção de suas próprias casas de costura. Totalizando 33 aldeias kaiapós contempladas com a capacitação. Nas casas de costuras, terão estruturas com equipamentos de máquinas, mobiliário e insumos de costura.</span></p>
<p class="mm8Nw _1j-51 roLFQS _1FoOD _3M0Fe Z63qyL roLFQS public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Cada capacitação será dividida em 5 dias. Todo esse projeto com as oficinas de costura está sendo organizada pela AFP, em colaboração com as mulheres, caciques e lideranças da aldeia Mojkarakô. </span></p>
<p id="viewer-2348d" class="mm8Nw _1j-51 roLFQS _1FoOD _3M0Fe Z63qyL roLFQS public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr"><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">No encerramento das atividades, haverá desfiles de moda originária nas aldeias, com as produções feitas pelas alunas. </span></p>
<p><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr">Realizado por meio do financiamento e apoio da Conservação Internacional, com recursos doados pela L&#8217;orèal, a iniciativa</span><span class="_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr"> é uma conquista coletiva das mulheres Kayapó do território indígenas Las Casas e a liderança feminina Tuíre Kayapó.</span></p>
<p><em>Fonte: Nalimo</em></p>
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		<title>Marca de moda afro-amazônica de Belém tem apelo antirracista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Mar 2022 20:04:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[afro-amazônica]]></category>
		<category><![CDATA[Belém]]></category>
		<category><![CDATA[Fogoyó]]></category>
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		<category><![CDATA[racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Saia-carimbo-e1647983497154-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Sidney Alves A moda paraense cada vez mais se destaca no mercado nacional. Uma marca que hoje atrai os holofotes é a Fogoyó, com sede em Belém, por abordar temas afro-amazônicos e ambientais em suas peças, bem como sensibilizar seu público politicamente com apelo antirrascista. Essa conscientização social é um dos motores da Fogoyó, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Saia-carimbo-e1647983497154-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Sidney Alves</em></p>
<p>A moda paraense cada vez mais se destaca no mercado nacional. Uma marca que hoje atrai os holofotes é a Fogoyó, com sede em Belém, por abordar temas afro-amazônicos e ambientais em suas peças, bem como sensibilizar seu público politicamente com apelo antirrascista. Essa conscientização social é um dos motores da Fogoyó, com a proposta de servir de exemplo às comunidades periféricas da capital paraense.</p>
<blockquote><p>“Vendemos para todo mundo, principalmente para quem tem como bandeira o anti-racismo”, afirmou Vanessa Mendonça, de 28 anos, idealizadora da marca, ao <strong>Pará Terra Boa</strong>.</p></blockquote>
<p>Um exemplo dessa proposta pôde ser visto nesta terça-feira, 22/03, com o primeiro desfile de moda preta na periferia de Belém, numa ocupação urbana no bairro da Terra Firme.</p>
<blockquote><p>“Eu sou moradora há três desta ocupação chamada Liberdade. Onde moram mais de 100  mil famílias”, disse ela.</p></blockquote>
<p>A marca também esteve presente no Primeiro Festival de Moda Afro Amazônica e Cultura Popular, aprovado pela Lei Aldir Blanc e realizado no início do ano no Teatro Espaço Gasômetro. O evento contou com a apresentação de artistas negros de vários setores culturais, com rodas de conversas, contação de histórias e palestras sobre execução de projetos culturais.</p>
<p>Atualmente Vanessa faz parte do coletivo Pretas Paridas de Amazônia, coletivo de mulheres empreendedoras nos variados serviços.</p>
<blockquote><p>“O coletivo é formado por 20 mulheres, e elas estão marcando história”, ressaltou Vanessa.</p></blockquote>
<p>Segundo ela, seu projeto inspira outros jovens, especialmente os que vivem na periferia. “Sei da nossa influência e que somos inspirações para muitos jovens empreendedores deste mercado. A Fogoyó é atualmente o sustento da nossa família”, conta ela, cujos familiares trabalham neste empreendimento de economia criativa. Vanessa é do bairro da Matinha, na periferia de Belém</p>
<h3>Criações</h3>
<p>A marca confecciona vários tipos de peças, como macacões, turbantes, tops, frentes únicas, acessórios, brincos, pochetes, bolsas etc.. Vanessa conta que as peças são feitas a partir de retalhos, viscose, chitão e até de garrafas pet. A maioria das criações, conta a empreendedora, são peças únicas e exclusivas. As saias de carimbó são um diferencial.</p>
<p>Um dos planos da Fogoyó para este ano é levar as peças para outros Estados, como Maranhão, Bahia e Rio de Janeiro.</p>
<h3><strong>O nome</strong></h3>
<p>O nome da marca vem de um apelido de quando a empreendedora era criança.</p>
<blockquote><p>“Fogoyó era como me chamavam quando eu era pequena. O meu cabelo crespo era um pouco amarelado e passaram a me chamar de Fogoyó. No começo, eu não gostava, mas depois eu percebi a força deste nome. Pois, o reino de Yó é também o reino de Xangô.</p></blockquote>
<h3><strong>Onde encontrar</strong></h3>
<p>A Fogoyó vai participar da Feira Preta de São Paulo, que ocorrerá no período de 28 de março a 5 de abril, na capital paulista. Em Belém, está presente no Espaço Cultural Apoena e todos os domingos na Praça da República. Há um ano está também no Quilombo da Praça, que é um espaço do Centro de Estudo e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa).</p>
<p>As peças podem ser adquiridas pelo perfil da marca no <a href="https://m.facebook.com/FogoyoModaAfroAmazonica/" target="_blank" rel="noopener">Facebook</a>, no <a href="https://www.instagram.com/fogoyo.77/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a> e pelo Whatsapp: 91- 9 8221-4781.</p>
<p><strong>LEIA MAIS:<br />
</strong><a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/estilista-paraense-apresenta-tematica-amazonica-na-semana-de-moda-de-milao/"><strong>Estilista paraense apresenta temática amazônica na Semana de Moda de Milão</strong></a></p>
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		<title>Estilista paraense apresenta temática amazônica na Semana de Moda de Milão</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/estilista-paraense-apresenta-tematica-amazonica-na-semana-de-moda-de-milao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Mar 2022 19:24:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Belém]]></category>
		<category><![CDATA[fashion]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
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		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[Semana de Moda de Milão]]></category>
		<category><![CDATA[Tony Palha]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Milao-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A moda paraense chegou em Milão! Estes grandes artistas paraenses do mundo fashion acabaram de retornar da Itália para a nossa querida Belém do Pará: o estilista Tony Palha e o produtor Tiago Gomes. Eles representaram o nosso Estado de forma inédita na Semana de Moda de Milão, que ocorreu no período de 22 a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/Milao-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A moda paraense chegou em Milão!</p>
<p>Estes grandes artistas paraenses do mundo fashion acabaram de retornar da Itália para a nossa querida Belém do Pará: o estilista Tony Palha e o produtor Tiago Gomes. Eles representaram o nosso Estado de forma inédita na Semana de Moda de Milão, que ocorreu no período de 22 a 28 de fevereiro. Na ocasião, eles apresentaram o projeto &#8220;O Pará virou Moda&#8221;, conforme informou na quinta, 10/03, o <a href="https://dol.com.br/entretenimento/cultura/701878/para-ganha-as-passarelas-na-semana-de-moda-de-milao?d=1" target="_blank" rel="noopener">Diário On Line (DOL)</a>.</p>
<p>A Semana de Moda de Milão é um dos quatro mais importantes salões de moda do mundo, ao lado de Paris, Nova Iorque e Londres. Em Milão, grandes estilistas mundiais apresentaram as novas tendências da moda para este ano, como Gianni Versace, Dolce &amp; Gabbana, Krizia, Moschino e Gianfranco Ferré.</p>
<p>Tony Palha foi o único brasileiro que se apresentou nesta mostra. Seu desfile foi no primeiro dia do evento, com 15 looks, destacando a fauna e a flora amazônica.</p>
<blockquote><p>&#8220;É uma honra, eu me sinto privilegiadíssimo de estar representando o nosso Estado em um evento tão disputado&#8221;, afirmou.</p></blockquote>
<h3><strong>&#8216;O Pará virou Moda&#8217; </strong></h3>
<p>As peças do estilista apresentavam estamparias de pássaros e outros elementos do nosso bioma, com cores vivas, como laranja, verde cítrico e dourado. A ideia primordial do estilista é o reaproveitamento.</p>
<blockquote><p>&#8220;A nossa ideia é mostrar que podemos fazer tudo com esse material (<em>de reaproveitamento</em>), inclusive roupas de noite. Não me refiro só o que sobra das confecções, detalhou.</p></blockquote>
<p>Um dos exemplos dessa proposta é o vestido de noiva feito de saco de lixo.</p>
<p>O projeto &#8220;O Pará Virou Moda&#8221; é patrocinado pela Equatorial Energia. A empresa cedeu os uniformes que seriam incinerados na Fábrica Esperança para a confecção das novas peças. A iniciativa tem uma vertente social, já que emprega mão de obra formada por egressas do sistema penal e mulheres em situação de vulnerabilidade social na confecção das roupas.</p>
<p>Tony Palha conta com a participação de três estudantes de moda para a produção de novas peças.</p>
<p>“Queremos mostrar que os jovens estilistas, os novos criadores, precisam ter um olhar carinhoso para isso”, acrescentou ele ao site Rede Pará em referência à iniciativa de utilizar material reciclado ou reaproveitado em suas coleções.</p>
<p><em>Fontes: DOL e Rede Pará</em></p>
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