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	<title>Médio Xingu &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Chocolate artesanal do Pará vira modelo de produção sustentável em vitrine internacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Feb 2026 17:25:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[chocolate artesanal]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-15.38.05-e1770403282117-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />No coração do Médio Xingu, no sudoeste do Pará, um chocolate artesanal está se destacando não apenas pelo sabor, mas por por sua contribuição para o meio ambiente. A líder indígena Katyana Xipaya é a responsável pela marca de chocolates Sidjä Wahiü, selecionada pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) para integrar sua vitrine [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-15.38.05-e1770403282117-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>No coração do Médio Xingu, no sudoeste do Pará, um chocolate artesanal está se destacando não apenas pelo sabor, mas por por sua contribuição para o meio ambiente. A líder indígena Katyana Xipaya é a responsável pela marca de chocolates Sidjä Wahiü, selecionada pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) para integrar sua vitrine global de soluções sustentáveis.</p>
<p>O WBCSD &#8211; ou Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável — é uma organização global liderada pelos CEOs de mais de 200 das maiores empresas do mundo e funciona como uma ponte entre o que os cientistas dizem que o planeta precisa e o que as empresas fazem na prática.</p>
<blockquote><p>“Criar faz parte da nossa cultura, mas estar no mercado é importante para tornar nossa presença pública como agentes de inovação que não precisam derrubar a floresta”, diz Sidjä Wahiü sobre o primeiro chocolate indígena da região.</p></blockquote>
<p>A coalizão entende que, para salvar a Amazônia, não basta apenas &#8220;não desmatar&#8221;; é preciso criar um sistema alimentar que valorize o produto da floresta. É aqui que entra o chocolate Sidjä Wahiü. Ele serve como um modelo real de &#8220;Cadeia de Valor Sustentável&#8221; que o WBCSD apresenta para outras empresas aprenderem a replicar.</p>
<p>Moradora da comunidade ribeirinha Jericoá 2, em Vitória do Xingu,  Katyana resgatou o legado de seu avô para revolucionar o cacau nativo. O que antes era tradição familiar, hoje se apresenta como barras de 72% cacau que celebram a biodiversidade da floresta ao se fundirem com abacaxi, pitaya e banana. Mais do que um produto de alto valor, o chocolate é o fruto do trabalho integrado de três famílias locais, provando que a ancestralidade e a bioeconomia caminham juntas.</p>
<figure id="attachment_40757" aria-describedby="caption-attachment-40757" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-40757" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-15.55.00-1024x845.jpeg" alt="" width="814" height="672" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-15.55.00-1024x845.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-15.55.00-300x248.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-15.55.00-768x634.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-15.55.00-150x124.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-15.55.00-450x371.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-15.55.00-1200x990.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-15.55.00.jpeg 1253w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-40757" class="wp-caption-text">Chocolate com frutas desidratadas como Abacaxi, Pitaya e Banana. Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
<blockquote><p>“A produção de alimentos costuma envolver boa parte da família e isso já fala muito sobre quem somos. Nas comunidades indígenas, compartilhar conhecimento é regra”, comenta.</p></blockquote>
<p>De acordo com Katyana,  todos numa comunidade indígena têm seu papel na construção de conhecimento, mas as principais guardiãs são mulheres. Daí o o nome Sidjä Wahiü, que significa ‘Mulher Forte’ na língua Xipaya.</p>
<h3>Parceria com a Cacauway</h3>
<p>Katyana conta que, após a colheita e o processamento inicial feito ainda nas comunidades de Jericoá 2, a matéria-prima segue para Medicilândia, onde é processada pela Cacauway, parceira técnica responsável pela finalização e refino dos chocolates.</p>
<p>Segundo Ademir Venturin, diretor da empresa, a parceria é essencial para posicionar o chocolate do Xingu no mercado nacional e global da indústria sustentável.</p>
<blockquote><p>“Grandes marcas do mercado estão alterando suas fórmulas, adicionando mais açúcar e gordura para não perder lucro, mas isso está acontecendo porque as mudanças climáticas já estão afetando a produção do cacau e muitos empresários preferem mexer no produto todo para proteger o lucro, do que ter uma conversa franca sobre meio ambiente e a cadeia do cacau. Iniciativas de manejo responsável como a Sidjä Wahiü apostam na transparência e já trazem esse diálogo desde a origem”, destaca.</p></blockquote>
<p>A Cacauway contribui com o acabamento do produto e com as embalagens necessárias para o mercado de chocolates finos, sem descaracterizar a receita original e o saber tradicional.</p>
<blockquote><p>“Nós (Cacauway) produzimos aproximadamente 1,2 tonelada de chocolate por mês, em parceria com mais de 120 famílias beneficiadas que cultivam em SAFs. A Sidjä possui seu próprio alcance também em SAFs e vai expandir ainda mais. É uma alegria muito grande fazer parte desse processo porque vai além as premiações, é o reconhecimento do esforço de centenas de famílias que apostam todas as fichas no desenvolvimento sustentável”, diz.</p></blockquote>
<h3>Sementinha por sementinha</h3>
<p>Para Katyana, o reconhecimento internacional ao empreendimento representa uma conquista coletiva.</p>
<blockquote><p>“O Sidjä Wahiü não é algo só meu. É a oportunidade de mostrar a força do empreendedorismo indígena, da nossa cultura e do protagonismo das mulheres. Essa é uma história construída sementinha por sementinha”, afirma.</p></blockquote>
<p>A trajetória de Katyana reflete um movimento maior que vem ganhando força no Pará, estado responsável por mais de 50% da produção nacional de cacau. De acordo com a Embrapa, a cadeia do fruto movimenta cerca de R$ 3,5 bilhões por ano no Brasil.</p>
<p>Para o futuro, a empreendedora e líder indígena acredita em uma cadeia produtiva com ainda mais parceiros, que possam olhar na mesma direção: a preservação da floresta em pé, fortalecimento da cultura indígena e a manutenção de cadeias de trocas de conhecimento.</p>
<blockquote><p>“A gente fica em movimento o ano todo, participamos de formações para produzir ainda melhor, compartilhamos mudas de café, cacau e outros frutos com outras comunidades e ensinamos a gerar renda com esses insumos. Um futuro mais justo é possível quando entendemos que precisamos desenvolver essa parceria também com a natureza. Se nós não gostamos dessas relações injustas, por que vamos impor isso para a floresta?”.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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