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	<title>Marajó &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Marajó &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Expedição vai mapear os impactos da crise climática sobre rios e açaizais no Marajó</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 17:16:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Bioflore]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/Territorio-Quilombola-de-Gurupa-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Território Quilombola de Gurupá, no Marajó (PA), abriga cerca de 310 famílias que dependem diretamente do rio Arari e de igarapés para transporte e subsistência, tendo o açaí como base alimentar e econômica. Secas extremas e mudanças nos ciclos de chuva provocaram a queda de rios, mortalidade de peixes e choque térmico nos açaizais [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/Territorio-Quilombola-de-Gurupa-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div class="container">
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<ul data-path-to-node="1">
<li>
<p data-path-to-node="1,0,0"><em>O Território Quilombola de Gurupá, no Marajó (PA), abriga cerca de 310 famílias que dependem diretamente do rio Arari e de igarapés para transporte e subsistência, tendo o açaí como base alimentar e econômica.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,1,0"><em>Secas extremas e mudanças nos ciclos de chuva provocaram a queda de rios, mortalidade de peixes e choque térmico nos açaizais (deixando os frutos secos). Além disso, a redução da água doce permitiu o avanço da água salgada do oceano na região.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,2,0"><em>Entre 12 e 16 de maio de 2026, um grupo de 13 pesquisadores e dois jornalistas de instituições como Imazon, ISA, Bioflore e Fiocruz realizou uma expedição na área para medir e mitigar os danos ambientais.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,3,0"><em>A equipe utilizou drones com tecnologia LiDAR (laser) e câmeras de alta resolução para mapear 300 hectares de floresta. Os dados servem para calcular a altura da vegetação, o estoque de carbono e amparar o manejo comunitário do açaí.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,4,0"><em>Testes laboratoriais da Fiocruz avaliaram a qualidade da água dos rios. A falta de saneamento e tratamento governamental força as famílias a usarem poços sem tratamento adequado, gerando surtos de diarreia e vômito, sobretudo em crianças.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,5,0"><em>Os pesquisadores planejam retornar ao território no segundo semestre de 2026 para apresentar um diagnóstico consolidado e construir, junto com os moradores, um plano de adaptação climática para o quilombo.</em></p>
</li>
</ul>
</div>
</div>
<p>A crise climática global está ameaçando a subsistência de 310 famílias no Território Quilombola de Gurupá, no Marajó (PA).  De acordo com pesquisadores do projeto Áreas Úmidas da Amazônia (RAISG), as secas extremas e o desequilíbrio ambiental já desestabilizam a produção de açaí e a pesca, atividades que são a base econômica e alimentar da comunidade.</p>
<blockquote><p>“As populações e a biodiversidade já sofreram impactos negativos das mudanças climáticas, com as secas extremas de 2023 e 2024, mas ainda não foram caracterizados nem medidos”, explica Carlos Souza Jr., coordenador científico do projeto Áreas Úmidas da Amazônia, conduzido pela RAISG:</p></blockquote>
<p>Os moradores já relatam a diminuição expressiva do nível dos rios, lagos e igarapés, a mortalidade de peixes e a queda na produtividade do açaí, cujos frutos começaram a aparecer &#8220;queimados&#8221; e secos nos próprios cachos devido ao choque térmico causado por chuvas torrenciais em períodos de calor extremo.</p>
<p>Além disso, a redução do volume de água doce permitiu que a água salgada do oceano avançasse com maior força pelo estuário do Marajó entre os meses de julho e dezembro, elevando a salinidade local.</p>
<p>O professor Rosivaldo Correa, residente da comunidade e presidente da Associação de Remanescentes de Quilombo do Rio Gurupá (ARQUIG), descreve o impacto prático na lavoura:</p>
<blockquote><p>“O que tem afetado diretamente a produção do açaí, de forma notória, são as mudanças nos ciclos do período chuvoso e do período de seca. Se já tá quente e o cacho do açaí tá maduro e cai uma chuva (às vezes tem chuvas torrenciais), há um choque térmico, o açaí na árvore amolece e posteriormente ele seca.”</p></blockquote>
<p>Para mensurar e mitigar esses danos, um grupo de 13 pesquisadores e dois jornalistas do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), do Instituto Socioambiental (ISA), da startup Bioflore e da Fiocruz, realizou uma expedição de campo na região entre os dias 12 e 16 de maio de 2026. A ação integra os projetos Áreas Úmidas e Vulnerabilidade Hídrica, liderados pela Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG).</p>
<h3>Tecnologia 3D mapeia os impactos</h3>
<p>Durante três dias, a equipe utilizou drones equipados com sensores LiDAR (tecnologia laser capaz de penetrar na copa das árvores e gerar imagens tridimensionais) e câmeras RGB de alta resolução. Foram mapeados cerca de 300 hectares ao longo de 12 pontos estratégicos no rio Arari e nos igarapés Murucutu, Gurupá e Baixo Gurupá. O levantamento envolveu áreas de açaizais nativos intocados, áreas manejadas e extensões de floresta ainda não exploradas.</p>
<p>Heitor Filpi, CEO da startup Bioflore — responsável pelo suporte técnico de sensoriamento remoto e Inteligência Artificial —, detalha a aplicação prática do maquinário:</p>
<blockquote><p>“Trabalhamos com o LiDAR, um tipo de sensor capaz de penetrar a copa da vegetação e gerar imagens tridimensionais da floresta. Com essas informações em 3D, conseguisons calcular a altura da vegetação e o estoque de carbono que as árvores armazenam. Outra tecnologia utilizada é a câmera RGB, que captura imagens em altíssima resolução para que a gente possa identificar as espécies existentes aqui, a quantidade delas e conhecer melhor a biodiversidade da região”.</p></blockquote>
<p>Os dados coletados servirão para amparar o manejo comunitário do fruto e fundamentar novos pleitos políticos e econômicos, como aponta Rosivaldo Correa:</p>
<blockquote><p>“Com esse levantamento, a gente vai ter dados mais precisos e poderá elaborar projetos, participar de editais, e isso vai ser um ganho muito grande para nós. É muito importante ter esses dados para buscar melhorias para o nosso povo”.</p></blockquote>
<h3>Reflexos na saúde pública</h3>
<p>Paralelamente ao monitoramento da vegetação, a qualidade da água dos rios e poços locais passou por avaliação laboratorial. A pesquisadora Gina Boemer, da Fiocruz, coletou sete amostras de água líquida em pontos do rio Arari e dos igarapés Gurupá, Murutucu e Aracaju para analisar parâmetros como pH, teor de oxigênio e a concentração de sais minerais decorrentes do avanço marítimo. Segundo ela:</p>
<blockquote><p>“O desejável é que a água esteja mais próxima das condições originais e que não haja grandes impactos humanos interferindo nessa qualidade hídrica. Esse equilíbrio ambiental é necessário para a manutenção da vida nesse ecossistema”.</p></blockquote>
<p>A vulnerabilidade estende-se também à água de consumo doméstico. Sem redes de tratamento governamentais, as famílias dependem de poços artesianos e poços rasos (conhecidos como &#8220;poços de boca aberta&#8221;), purificando a água individualmente por fervura ou uso de hipoclorito de sódio. A ausência de tratamento adequado e de um diagnóstico frequente tem provocado surtos de diarreia e vômito na população local, com maior incidência entre crianças.</p>
<p>A coordenadora escolar e moradora Miriam Santos compartilhou sua experiência pessoal com o problema:</p>
<blockquote><p>“Na minha casa, eu fervo a água para tomar, porque há muito tempo já sofri com algumas doenças causadas pela contaminação. Então, eu tenho certeza de que essa pesquisa vai gerar bons frutos, principalmente em relação à saúde das pessoas”.</p></blockquote>
<h3>Próximos passos</h3>
<p>O cronograma do projeto prevê o retorno dos pesquisadores ao Território de Gurupá ainda no segundo semestre de 2026 para apresentar o diagnóstico consolidado à comunidade. A meta é utilizar o conjunto final de dados para formular soluções e estruturar um plano robusto de adaptação climática. O pesquisador do ISA, Cícero Augusto, conclui:</p>
<blockquote><p>“Em breve, vamos ter um dossiê detalhado sobre o que está acontecendo na comunidade. Existem algumas tendências sobre o que pode estar acontecendo, mas esse conjunto de dados pode nos dar perspectivas para compreender melhor essas mudanças e construir um plano de adaptação climática para o quilombo”.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Imazon</em></p>
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		<item>
		<title>Força-tarefa no Marajó tenta barrar avanço da vassoura-de-bruxa da mandioca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 17:53:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[Adepará]]></category>
		<category><![CDATA[Amapá]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/acoes_contra_vassoura_de_mandioca-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo Alerta fitossanitário: A Adepará, em parceria com o Ministério Público do Pará (MPPA) e a Prefeitura de Portel, realizou uma força-tarefa educativa para impedir a entrada da vassoura-de-bruxa da mandioca no estado. Ameaça vinda do Amapá: O risco é iminente porque o estado vizinho do Amapá já registrou a praga em 13 municípios, e [...]]]></description>
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<p data-path-to-node="3"><em>Resumo</em></p>
<ul data-path-to-node="4">
<li>
<p data-path-to-node="4,0,0"><em><b data-path-to-node="4,0,0" data-index-in-node="0">Alerta fitossanitário:</b> A <b data-path-to-node="4,0,0" data-index-in-node="25">Adepará</b>, em parceria com o <b data-path-to-node="4,0,0" data-index-in-node="52">Ministério Público do Pará (MPPA)</b> e a Prefeitura de Portel, realizou uma força-tarefa educativa para impedir a entrada da <b data-path-to-node="4,0,0" data-index-in-node="174">vassoura-de-bruxa da mandioca</b> no estado.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="4,1,0"><em><b data-path-to-node="4,1,0" data-index-in-node="0">Ameaça vinda do Amapá:</b> O risco é iminente porque o estado vizinho do Amapá já registrou a praga em <b data-path-to-node="4,1,0" data-index-in-node="99">13 municípios</b>, e Portel possui uma rota diária de embarcações com a região contaminada.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="4,2,0"><em><b data-path-to-node="4,2,0" data-index-in-node="0">Foco no maior produtor:</b> O município de Portel é o <b data-path-to-node="4,2,0" data-index-in-node="50">maior produtor de farinha do Marajó</b>. Uma eventual contaminação destruiria a principal fonte de renda e segurança alimentar de milhares de famílias agrícolas.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="4,3,0"><em><b data-path-to-node="4,3,0" data-index-in-node="0">Restrições no transporte:</b> O MPPA reuniu-se com empresas de navegação para garantir o cumprimento de portarias que <b data-path-to-node="4,3,0" data-index-in-node="114">restringem temporariamente o trânsito de vegetais</b> vindos do Amapá.</em></p>
</li>
</ul>
<p data-path-to-node="7">A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), em parceria com o Ministério Público do Pará (MPPA) e a Prefeitura de Portel, no Marajó, realizou uma série de ações educativas e preventivas de combate à<strong> vassoura-de-bruxa da mandioca</strong> no município.</p>
<p data-path-to-node="8">As equipes percorreram escolas públicas, portos, a orla da cidade e comunidades polo, como o assentamento Acutipereira e a cooperativa CoopMarajó. O foco foi treinar <b data-path-to-node="8" data-index-in-node="166">agricultores familiares, feirantes e transportadores</b> para identificar os sintomas da praga e agir rapidamente caso notem alguma alteração nas plantas.</p>
<h3 data-path-to-node="9">O que é a vassoura-de-bruxa da mandioca?</h3>
<p data-path-to-node="10">Diferente da famosa praga que ataca o cacau, a vassoura-de-bruxa da mandioca é uma enfermidade severa que afeta o desenvolvimento pleno da planta. Ela faz com que os ramos e folhas cresçam de maneira <b data-path-to-node="10" data-index-in-node="200">desordenada, superbrotada e seca</b>, dando às ramificações a aparência de uma vassoura velha.</p>
<p data-path-to-node="11">Como a mandioca é a base da fabricação da farinha, a doença ataca diretamente o rendimento do cultivo, sendo capaz de <b data-path-to-node="11" data-index-in-node="118">dizimar plantações inteiras</b> e inviabilizar a colheita comercial.</p>
<h3 data-path-to-node="12">O risco logístico e econômico na rota do Marajó</h3>
<p data-path-to-node="13">A preocupação das instituições faz total sentido quando analisamos a posição geográfica e econômica de Portel. O município detém o título de <b data-path-to-node="13" data-index-in-node="141">maior produtor de farinha da região do Marajó</b>, abastecendo grande parte do mercado paraense.</p>
<p data-path-to-node="14">Porém, a cidade mantém um fluxo diário de embarcações com o Amapá, onde a doença já está descontrolada em mais de uma dezena de municípios. Segundo o secretário municipal de Agricultura, Nilson Silva, a <b data-path-to-node="14" data-index-in-node="203">ligação por vias fluviais</b> cria um corredor de alto risco para a entrada do fungo no Pará, exigindo fiscalização rigorosa em cargas e bagagens.</p>
<h3 data-path-to-node="15">Bloqueio sanitário e fiscalização em embarcações</h3>
<p data-path-to-node="16">Para fechar o cerco contra a praga, o Ministério Público do Pará, por meio da promotora de Justiça Ione Nakamura, convocou os empresários do setor de navegação que operam na rota Amapá-Pará.</p>
<p data-path-to-node="17">A reunião cobrou o cumprimento rigoroso das medidas que <b data-path-to-node="17" data-index-in-node="56">proíbem temporariamente a circulação de determinados produtos vegetais</b> vindos do estado vizinho. O transporte ilegal de manivas (ramas de mandioca usadas para plantio) ou de materiais contaminados é o principal vetor de dispersão da doença a longas distâncias.</p>
<h3 data-path-to-node="18">Próximos passos da vigilância agropecuária</h3>
<p data-path-to-node="19">A mobilização em Portel foi apenas o início de um cinturão de proteção que a Adepará pretende consolidar na região ocidental do Marajó. O cronograma de <b data-path-to-node="19" data-index-in-node="152">vigilância e educação sanitária</b> continuará avançando nos municípios vizinhos de <b data-path-to-node="19" data-index-in-node="232">Bagre, Breves e Melgaço</b>.</p>
<p data-path-to-node="20">A orientação da Agência de Defesa é clara: qualquer suspeita de sintomas da vassoura-de-bruxa nas folhas ou ramos da mandioca deve ser <b data-path-to-node="20" data-index-in-node="135">comunicada imediatamente</b> à unidade local da Adepará para o isolamento seguro da área.</p>
</div>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Turismo comunitário liderado por mulheres é tema de expedição no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 13:02:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Quase Nativa - Expedição Amazônia Paraense]]></category>
		<category><![CDATA[turismo comunitário]]></category>
		<category><![CDATA[turismo sustentável]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260505-WA0152-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho Turismo sustentável, cultura e autonomia feminina se encontram no Pará por meio do projeto Quase Nativa — Expedição Amazônia Paraense. A iniciativa mobiliza comunidades tradicionais em territórios como Soure, Pesqueiro, Algodoal e Marajó, criando uma rede de base comunitária que transforma a valorização cultural em geração de renda, sob a liderança majoritária [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/IMG-20260505-WA0152-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>Turismo sustentável, cultura e autonomia feminina se encontram no Pará por meio do projeto Quase Nativa — Expedição Amazônia Paraense. A iniciativa mobiliza comunidades tradicionais em territórios como Soure, Pesqueiro, Algodoal e Marajó, criando uma rede de base comunitária que transforma a valorização cultural em geração de renda, sob a liderança majoritária de mulheres.</p>
<p>Na contramão do turismo predatório, a proposta aposta em experiências imersivas e no fortalecimento das economias locais. Os visitantes são recebidos nas casas dos moradores, participam de atividades culturais e têm contato direto com os modos de vida das comunidades, em uma lógica que prioriza a preservação ambiental e o respeito às tradições.</p>
<p>A iniciativa é baseada no turismo regenerativo, que busca gerar impactos positivos nos territórios, incentivando a conservação ambiental e o fortalecimento social.</p>
<p>Para Julia Monteiro, uma das lideranças locais do Quase Nativa, o projeto valoriza a identidade local e abre caminho para viabilizar parcerias futuras.</p>
<blockquote><p>&#8220;Nosso grande objetivo é colaborar para a autonomia das comunidades. A visibilidade ao turismo local é uma das principais estratégias, por atrair pessoas que podem gerar parcerias ou ajudar no boca a boca, até chegar nessas pessoas que possam auxiliar de forma mais efetiva. Além de fortalecer a autoestima das comunidades e suas expressões culturais&#8221;, pontua.</p></blockquote>
<h3>Nova expedição</h3>
<p>A próxima edição da expedição já tem data definida: 9 a 14 de novembro. Ao longo de seis dias, os participantes terão acesso a vivências como rodas de carimbó, degustação de pratos típicos, banhos de cheiro, plantio de mudas e conversa com lideranças locais.</p>
<p>Noemi Barbosa é uma das facilitadoras do Quilombo de Mangueiras, localizado em Salvaterra, na Ilha do Marajó. Ela reforça o papel do turismo como ferramenta de transformação e valorização das comunidades.</p>
<blockquote><p>&#8220;Estaremos de braços abertos para compartilhar nossas vivências e o potencial transformador de melhorar a vida no dia a dia em integração com o meio ambiente e técnicas sustentáveis. Por muito tempo houve aquela mentalidade de que era necessário degradar para gerar valor, o que finalmente está sendo refutado em grande escala&#8221;, diz.</p></blockquote>
<h3>Parcerias e capacitações</h3>
<p>O projeto também conta com apoio institucional de organizações como BNDES, Fundação Arymax, Fundação Tide Setubal, Instituto Humanize, Instituto Heineken, Instituto Votorantim, Santander, entre outras.</p>
<p>Além de viabilizar as expedições, as parcerias oferecem capacitações em turismo e ensino de inglês para as participantes, ampliando as possibilidades de inserção no mercado e fortalecimento das comunidades envolvidas. Para Noemi, as capacitações são fundamentais para expandir o público atendido por elas.</p>
<blockquote><p>&#8220;Saber um novo idioma abre a possibilidade de atrair um mundo novo, porque além de falar melhor com visitantes estrangeiros, poderemos criar outros diferenciais nas nossas programações com base no potencial desse público&#8221;, declara.</p></blockquote>
<p>Para mais detalhes sobre o projeto e valores da experiência, basta acessar o <a href="https://www.instagram.com/quasenativa?igsh=MXN6bGMxdnQ5cmV0dw==" target="_blank" rel="noopener">Quase Nativa — Expedição Amazônia Paraense</a> nas redes sociais.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Agricultores de Portel investem em viveiros agroflorestais para enfrentar crise climática no Marajó</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/agricultores-de-portel-investem-em-viveiros-agroflorestais-para-enfrentar-crise-climatica-no-marajo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 13:09:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agroflorestas]]></category>
		<category><![CDATA[Agroflorestas em Portel]]></category>
		<category><![CDATA[Arquipélago do Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[Associação de Agricultores e Agricultoras da Estada do Acutipereira (AGROESP)]]></category>
		<category><![CDATA[Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[Portel]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Teia da Sociobiodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Valcinena Santos]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-27-at-13.16.16-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho No município de Portel, no Arquipélago do Marajó, uma comunidade que lida com décadas de impactos ambientais causados pela extração predatória de madeira decidiu reagir a uma realidade cada vez mais difícil. Entre queimadas, desmatamento e uma seca histórica recente, nasceu uma iniciativa que investe nas agroflorestas a esperança para recuperar áreas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-27-at-13.16.16-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>No município de Portel, no Arquipélago do Marajó, uma comunidade que lida com décadas de impactos ambientais causados pela extração predatória de madeira decidiu reagir a uma realidade cada vez mais difícil. Entre queimadas, desmatamento e uma seca histórica recente, nasceu uma iniciativa que investe nas agroflorestas a esperança para recuperar áreas degradadas e garantir o futuro das famílias locais.</p>
<p>A Associação dos Agricultores e Agricultoras da Estrada do Acutipereira (AGROESP) tem pouco mais de um ano de existência formal. Lá existem 20 famílias que dependem diretamente do uso da terra e que sentem a dificuldade imposta pela mudança climática todos os dias.</p>
<p>Valcinena Santos, presidente da associação, explica que a exploração madeireira ilegal é antiga, mas continua afetando a região até hoje.</p>
<blockquote><p>“Desde 2004 tentam parar essa extração nas margens do Rio Acutipereira, mas ela continua. A qualidade do ar fica péssima. Prejudica plantação, prejudica a saúde da gente. Durante a seca de 2024 foi difícil até entender o que fazer, foi um caos completo e muito sofrimento”, relembra.</p></blockquote>
<h3><strong>Plantar para garantir a própria sobrevivência</strong></h3>
<p>Foram as próprias famílias que começaram a pensar em possíveis soluções para enfrentar o problema. Graças a construção coletiva, feita com os conhecimentos técnicos e práticos de cada um, veio a ideia principal: os viveiros agroflorestais, que permitem recuperar a floresta e produzir alimento ao mesmo tempo.</p>
<p>O objetivo é criar espaços para cultivar mudas de árvores e plantas, que serão cultivadas na área da associação. Após a fase inicial frutificar, as novas mudas serão levadas para áreas degradadas.</p>
<blockquote><p>&#8220;Já fizemos testes e deu certo, agora estamos em busca de oportunidades para aumentar ainda mais o projeto. Pra gente, cuidar da floresta é como proteger a própria vida&#8221;, diz.</p></blockquote>
<figure id="attachment_41705" aria-describedby="caption-attachment-41705" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-41705" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-27-at-13.23.00-1.jpeg" alt="" width="720" height="703" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-27-at-13.23.00-1.jpeg 720w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-27-at-13.23.00-1-300x293.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-27-at-13.23.00-1-150x146.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-27-at-13.23.00-1-450x439.jpeg 450w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /><figcaption id="caption-attachment-41705" class="wp-caption-text">Famílias da AGROESP durante mutirão para a instalação dos primeiros viveiros. Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
<p>Nesta semana, a Associação foi anunciada como uma das selecionadas na Teia da Sociobiodiversidade, iniciativa do Fundo Casa Socioambiental com apoio financeiro do Fundo Socioambiental CAIXA. O programa fomenta organizações de base comunitária que promovem soluções enraizadas nos territórios e valorizam a sociobiodiversidade brasileira. Ao todo, a iniciativa destinará cerca de R$ 40 milhões em incentivos para o fortalecimento desses projetos</p>
<p>Para Valcinena, o resultado traz o fôlego necessário para transformar sonhos em realidade. Com a base do projeto comunitário já estruturada, a comunidade planeja uma expansão ambiciosa: formar agentes locais capacitados para difundir técnicas de plantio de mais de 20 espécies nativas.</p>
<blockquote><p>&#8220;Vamos implantar 20 canteiros de agrofloresta e instalar um viveiro de 80 m² com capacidade de produzir 3 mil mudas por ano, também vamos formar agentes na comunidade e buscar apoio especializado para fazer bem feito, para que dure muitos e muitos anos&#8221;, comenta.</p></blockquote>
<p>Atualmente, a associação já é fornecedora da prefeitura da cidade via Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), ajudando a abastecer as escolas do município. No entanto, o horizonte ainda apresenta desafios, como o aprimoramento dos sistemas de plantio e a abertura de novos mercados e parcerias estratégicas.</p>
<p>A aposta nos viveiros agroflorestais é o caminho para aumentar a produtividade de forma sustentável, provando que é possível prosperar sem derrubar a floresta. Além do ganho econômico, a recuperação de áreas degradadas promete impactos ambientais diretos, melhorando a qualidade do solo e do ar para a comunidade e seus vizinhos.</p>
<p>Valcinena revela que seu sonho tem um alcance vasto — muito maior do que a fumaça das queimadas que, por tanto tempo, castigou a região. Ela reconhece que a jornada exige paciência e resiliência, mas mantém o foco no legado a longo prazo.</p>
<blockquote><p>“Em 10, 15, 20 anos, a gente imagina ter uma vida saudável, respirando um ar puro, com todos tendo o que comer e vivendo em harmonia na comunidade. Esse sonho de um futuro melhor é o que move a gente e dá forças para continuar”, revela.</p></blockquote>
<h3>Décadas de agressões ambientais</h3>
<p>Maior que o estado do Sergipe em termos territoriais, a chamada &#8216;Floresta Marajoara&#8217; coleciona décadas de agressões ambientais na sua história. Recentemente, quando a melhoria em tecnologias permitiu uma mensuração mais ágil de danos, foi catalogado um processo de desmatamento ilegal acentuado na região. A região inclusive chegou a liderar o número de queimadas no Pará durante o período mais seco do ano entre 2022 e 2024, com mais de mil focos registrados.</p>
<p>O ano de 2024 foi especialmente difícil para as comunidades amazônicas. Segundo uma análise do InfoAmazonia, com base em dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, quase 60% dos municípios da região registraram algum grau de seca de 1º janeiro até 31 de dezembro, aumentando a vulnerabilidade física e social de áreas distantes dos centros urbanos.</p>
<p>A combinação de calor intenso, pouca chuva e ação humana tem acelerado o problema e causado um impacto direto na vida das comunidades rurais: as plantações duram menos tempo, o solo perde força e o ar fica pesado por causa da fumaça. Muitas famílias também convivem com o medo de invasões e com a perda de áreas onde vivem há gerações.</p>
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		<title>Pescadores do Marajó querem fim da exploração de petróleo na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Sep 2025 14:20:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[exploração de petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[pescadores]]></category>
		<category><![CDATA[segurança alimentar]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/protesto_pescadores-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Às vésperas da COP30, pescadores da Ilha do Marajó se uniram no domingo (21/09), em Jubim, para protestar contra a exploração de petróleo na Foz do Amazonas. Dezesseis barcos formaram uma linha e exibiram uma faixa gigante com a frase: &#8220;COP30: Amazônia de Pé, Petróleo no Chão&#8221;. O projeto de exploração na Foz do Amazonas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/protesto_pescadores-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Às vésperas da COP30, pescadores da Ilha do Marajó se uniram no domingo (21/09), em Jubim, para protestar contra a exploração de petróleo na Foz do Amazonas. Dezesseis barcos formaram uma linha e exibiram uma faixa gigante com a frase: &#8220;COP30: Amazônia de Pé, Petróleo no Chão&#8221;.</p>
<p>O projeto de exploração na Foz do Amazonas é visto como uma ameaça à segurança alimentar e econômica da comunidade, pois coloca em risco os ecossistemas marinhos e os estoques pesqueiros. Um vazamento ou a simples presença da indústria do petróleo poderia poluir a água e destruir o modo de vida tradicional dos pescadores.</p>
<h3>Comunidades na linha de frente da crise climática</h3>
<p>A mobilização destaca o papel crucial das comunidades que vivem na linha de frente dos impactos da exploração de combustíveis fósseis. Nelson Bastos, pescador e pesquisador da UFPA, alerta que a exploração agravaria os problemas já enfrentados pelos pescadores, que têm suas ferramentas e redes danificadas pelo trânsito de navios.</p>
<blockquote><p>“E com a exploração de petróleo em curso na Foz do Amazonas, a vida dos pescadores artesanais do Jubim e do Marajó está ainda mais ameaçada. Estes grandes projetos em<br />
curso no território amazônico deixam as comunidades tradicionais da região vulneráveis<br />
ao capital internacional, que vem nos explorar e deixar os pescadores sem opção”, disse.</p></blockquote>
<p>A mensagem das comunidades é clara: a COP30 não pode ser coerente com a abertura de novos poços na Amazônia. A ação no Marajó simboliza uma &#8220;linha vermelha&#8221; contra a violência e a destruição ambiental, exigindo um futuro sem fósseis e sem &#8220;falsas soluções&#8221;.</p>
<h3>Parte de uma mobilização global</h3>
<p>A manifestação no Marajó integra a iniciativa global Draw the Line / Delimite, que promoveu mais de 600 ações em 90 países entre os dias 15 e 21 de setembro. A mobilização global ocorreu durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, e seis semanas antes da COP30, em Belém.</p>
<p>A ação, no Marajó no Brasil, foi realizada em aliança com diversas organizações, como o Coletivo Pororoka, a Rede de Trabalho Amazônico, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, entre outras. Além do Marajó, outras cidades brasileiras, como Belém, São Paulo e Rio de Janeiro também sediaram ações.</p>
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		<title>Viveiros no Marajó promovem recuperação de áreas degradadas e geram renda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Aug 2025 14:45:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[#agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[áreas degradadas]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Ideflor-Bio]]></category>
		<category><![CDATA[Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Sistemas Agroflorestais]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/viveiros_agrofloresta_Marajo-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Arquipélago do Marajó está se transformando em um polo de sustentabilidade e geração de renda com a instalação de seis novos viveiros pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio). A iniciativa, implementada no primeiro semestre de 2025, tem como foco impulsionar a bioeconomia local e a recuperação de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/viveiros_agrofloresta_Marajo-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Arquipélago do Marajó está se transformando em um polo de sustentabilidade e geração de renda com a instalação de seis novos viveiros pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio). A iniciativa, implementada no primeiro semestre de 2025, tem como foco impulsionar a bioeconomia local e a recuperação de áreas degradadas, fornecendo mais de 100 mil mudas por ano para agricultores familiares.</p>
<p>O trabalho do Ideflor-Bio atende diretamente ao Projeto Sistemas Agroflorestais (PROSAF), promovendo o cultivo de espécies nativas e frutíferas de alto valor econômico. O agricultor Jovanildo Teles destaca o impacto direto da ação.</p>
<blockquote><p>“Isso garante a possibilidade de uma muda de qualidade e próximo de suas propriedades rurais. Além de diminuir a quase zero o investimento em mudas para o agricultor, já que elas serão doadas”, ressaltou.</p></blockquote>
<p>Para o diretor Vicente Neto, a ação do Ideflor-Bio representa um avanço importante na recuperação de áreas degradadas, unindo os componentes social, econômico e ambiental.</p>
<blockquote><p>“Essas atividades estão dentro de uma proposta que engloba os componentes social, econômico e ambiental, com o envolvimento de famílias,  geração de renda e contribuição ambiental, por meio da recuperação dessas áreas que foram degradadas”, pontuou o diretor.</p></blockquote>
<p>A estrutura dos viveiros, feita com ferro galvanizado e um sistema de irrigação por aspersão, assegura a proteção ideal e a qualidade das mudas produzidas.</p>
<p>A gerente do Escritório Regional do Marajó Oriental, Osiane Barbosa, ressalta que os seis novos viveiros implantados na porção leste do arquipélago impulsionam a bioeconomia da região. Já o engenheiro florestal do Ideflor-Bio, Daniel Francês, destacou que o último viveiro foi instalado em julho, no município de Muaná, e que a iniciativa inclui treinamento para técnicos e agricultores familiares.</p>
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		<title>Agricultura familiar no Marajó avança em rastreabilidade de bovídeos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2025 18:50:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[búfalos]]></category>
		<category><![CDATA[Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[rastreabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/rastreabilidade_bufalo-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A pecuária paraense deu um passo importante em direção à sustentabilidade com a realização do evento “Pecuária Sustentável e Treinamento Prático em Operador/a da Rastreabilidade”. O encontro ocorreu nos dias 30 e 31 de julho, no município de Salvaterra, na Ilha do Marajó. A formação teve como foco o Programa Pecuária Sustentável do Pará e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/rastreabilidade_bufalo-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A pecuária paraense deu um passo importante em direção à sustentabilidade com a realização do evento “Pecuária Sustentável e Treinamento Prático em Operador/a da Rastreabilidade”. O encontro ocorreu nos dias 30 e 31 de julho, no município de Salvaterra, na Ilha do Marajó.</p>
<p>A formação teve como foco o<a href="https://www.paraterraboa.com/cop28/cop28-para-lanca-plano-para-rastrear-todo-o-rebanho-do-estado-individualmente-ate-2026/" target="_blank" rel="noopener"> Programa Pecuária Sustentável do Pará</a> e o SRBIPA (Sistema de Rastreabilidade Bovídea Individual do Pará), apresentado por técnicos da Adepará, da SEAF (Secretaria de Estado de Agricultura Familiar) e do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia).</p>
<p>O objetivo foi ampliar a compreensão sobre o sistema oficial de rastreabilidade, os critérios de cadastramento e o papel estratégico da rastreabilidade para a valorização da produção familiar.</p>
<h3>O papel estratégico da rastreabilidade</h3>
<p>Edivan Carvalho, coordenador do IPAM no Pará, ressaltou que a iniciativa é crucial para <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/capacitacao-em-rastreabilidade-fortalece-agricultura-familiar-no-para/" target="_blank" rel="noopener">profissionalizar os operadores</a> de rastreabilidade, que terão um papel decisivo na consolidação do programa.</p>
<blockquote><p>“Eventos como esses são fundamentais não só para engajar os criadores de gado, mas também para profissionalizar os operadores da rastreabilidade, que terão um papel decisivo na consolidação do Programa de Pecuária Sustentável no Pará. O IPAM segue comprometido com esse processo, contribuindo com nossa experiência e apoiando na expansão do conhecimento sobre o programa para criadores de bovinos e bubalinos em todo o estado”, explicou Edivan Carvalho, Coordenador do IPAM no Pará.</p></blockquote>
<p>Cássio Pereira, secretário de Estado da Agricultura Familiar, destacou a rastreabilidade como ferramenta essencial para a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/sem-rastreabilidade-pecuaria-na-amazonia-pode-desmatar-3-milhoes-de-hectares-ate-2025/" target="_blank" rel="noopener">sustentabilidade na pecuária. </a></p>
<blockquote><p>“Temos criar oportunidades para fortalecer práticas sustentáveis nesta cadeia. É uma tarefa desafiadora, pois temos 144 mil criadores(as) no estado – e esse número pode aumentar com a atualização cadastral em andamento. No Pará, cerca de 50% a 60% dos criadores(as) de bovídeos são agricultores e agricultoras familiares, e é essencial envolvê-los nas ações do programa”, afirmou.</p></blockquote>
<h3>Treinamento teórico e prático</h3>
<p>O primeiro dia do evento contou com palestras técnicas sobre o SRBIPA, abordando o processo de cadastro e os benefícios para a agricultura familiar. John Robert, da Gerência de Rastreabilidade e Cadastro Agropecuário (GRCA), explicou que a rastreabilidade &#8220;transforma o saber do campo em dado oficial, dá visibilidade, combate o roubo e ajuda a profissionalizar&#8221; a pecuária na região.</p>
<blockquote><p>“A criação de búfalos no Marajó é um modo de vida herdado há gerações. Mas, sem organização, o prejuízo fica com o produtor. A rastreabilidade vem para mudar isso: transforma o saber do campo em dado oficial, dá visibilidade, combate o roubo e ajuda a profissionalizar uma atividade essencial para a cultura e a economia da região”, afirmou Olivar Valente, gerente regional em exercício da Adepará em Soure.</p></blockquote>
<p>Já no segundo dia, a programação incluiu uma atividade prática em uma propriedade rural, onde 35 agricultores foram certificados pela Adepará como operadores aptos a cadastrar rebanhos no sistema estadual. Joelcio Fernandes, o proprietário do sítio, compartilhou sua experiência, destacando que a rastreabilidade valoriza o produto e reconhece o trabalho no campo.</p>
<blockquote><p>&#8220;No começo, era o boi que criava o fazendeiro, não o fazendeiro que criava o boi. Mas hoje eu vejo diferente: a gente precisa cuidar, dar comida certa, conhecer o capim, pensar na saúde do animal. Isso muda tudo&#8221;, disse ele.</p></blockquote>
<p>O agrixultor afirmou que, com apoio do Senar e da Embrapa, ele aprendeu que dá pra produzir melhor e respeitar o que o búfalo precisa, e isso começa pela terra, pela água e pelo manejo consciente.</p>
<blockquote><p>&#8220;A rastreabilidade chegou pra somar. Eu já colocava brinco no gado, mas agora vai ter registro, número, histórico, tudo certinho. Isso dá valor pro nosso produto, mostra que o leite, a carne, o queijo marajoara têm qualidade e têm origem. É segurança pra quem compra e reconhecimento pelo nosso trabalho aqui no campo”, contou o agricultor.</p></blockquote>
<p>A iniciativa visa valorizar o trabalho dos produtores e a qualidade de seus produtos, como o queijo marajoara, um pilar da economia familiar e da identidade cultural da região. Luan Carlos Moraes Costa, um jovem produtor rural, compartilhou sua visão, enfatizando que a rastreabilidade é uma forma de &#8220;entender o animal e produzir com consciência&#8221;.</p>
<blockquote><p>“Cresci vendo meus pais criando no modo tradicional, mas aprendi que dá pra fazer diferente, com mais respeito aos animais e ao meio ambiente. A rastreabilidade abriu meus olhos: não é só criar por criar, é entender o animal e produzir com consciência. Minha área é pequena, mas a vontade é grande. Planto, crio, reaproveito o que a terra dá e ensino isso pras minhas filhas. Quero produzir com orgulho e sem agredir o lugar de onde eu venho”, disse Luan Carlos Moraes Costa, jovem produtor rural de Cachoeira do Arari (PA).</p></blockquote>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/governo-define-cronograma-para-rastreabilidade-obrigatoria-de-bovinos-e-bufalos/" target="_top"><strong>Governo define cronograma para rastreabilidade obrigatória de bovinos e búfalos</strong></a></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/sem-rastreabilidade-pecuaria-na-amazonia-pode-desmatar-3-milhoes-de-hectares-ate-2025/" target="_top">Sem rastreabilidade, pecuária na Amazônia pode desmatar 3 milhões de hectares até 2025</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/cop28/cop28-para-lanca-plano-para-rastrear-todo-o-rebanho-do-estado-individualmente-ate-2026/" target="_top">Pará lança plano para rastrear todo o rebanho do Estado individualmente até 2026</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/capacitacao-em-rastreabilidade-fortalece-agricultura-familiar-no-para/" target="_top">Capacitação em rastreabilidade fortalece agricultura familiar no Pará</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/para-busca-ampliar-exportacoes-de-carne-com-rastreabilidade/">Pará busca ampliar exportações de carne com rastreabilidade</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/china-deve-exigir-rastreabilidade-da-carne-a-partir-de-2025/" target="_top">China deve exigir rastreabilidade da carne a partir de 2025</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/governo-federal-cria-o-programa-de-projetos-sustentaveis-na-agropecuaria/">Governo Federal cria o Programa de Projetos Sustentáveis na Agropecuária</a></strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/governo-do-para-capacita-70-operadores-para-rastreabilidade-bovina/"><strong>Governo do Pará capacita 70 operadores para rastreabilidade bovina</strong></a></p>
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		<title>Guardiões da floresta: cientista estuda o perigo das mudanças do clima para o futuro da Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2025 11:44:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Esecaflor]]></category>
		<category><![CDATA[Flona de Caxiuanã]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Goeldi]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/leandro-ferreira-esecaflor-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz No ano de 2024, o planeta registrou pela primeira vez uma temperatura média 1,5ºC acima dos padrões pré-industriais. Os números indicam que o aquecimento global está acontecendo e representa um grande risco para muitas regiões. Na Amazônia, um clima mais quente e com menos chuva podem mudar a cara da maior floresta [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/leandro-ferreira-esecaflor-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>No ano de 2024, o planeta registrou pela primeira vez uma temperatura média 1,5ºC acima dos padrões pré-industriais. Os números indicam que o aquecimento global está acontecendo e representa um grande risco para muitas regiões. Na Amazônia, um clima mais quente e com menos chuva podem mudar a cara da maior floresta tropical do mundo, com consequência graves para várias regiões do País.</p>
<p>Na semana em que se comemora o <strong>Dia Mundial do Meio Ambiente</strong>, em 5 de junho, o<strong> Pará Terra Boa</strong> tem mostrado que se, por um lado, há destruição, há, por outro, muita gente preocupada com a Amazônia, com sua preservação e conservação. São <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/guardioes-da-amazonia-uma-alianca-pela-vida-na-terra/" target="_blank" rel="noopener">os guardiões da floresta,</a> que, em grupos ou individualmente, cada um à sua maneira, lutam pela Amazônia.</p>
<blockquote><p>“O meu interesse em trabalhar com biologia e ecologia ocorreu há bastante tempo porque eu acho importante que pesquisadores tenham informações para prestar para a sociedade como um todo e elas só são possíveis se você for a campo, se dedicar a fazer as análises, coletar os dados e publicar”, afirma Leandro Valle Ferreira, doutor em Ecologia e pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi.</p></blockquote>
<p>O ecólogo está à frente de uma iniciativa única no Brasil: o projeto Seca Floresta (Esecaflor), que monitora há duas décadas os impactos da redução de chuvas na Floresta Nacional (Flona) de Caxiaunã, em Melgaço, no arquipélago do Marajó. Ele explica que o trabalho tem como referência os modelos climáticos que apontam que, em um cenário de mudanças do clima, a Amazônia pode ter uma redução de 50% nas chuvas.</p>
<p>Para isso, é realizado um experimento com duas áreas de 1 hectare cada. Em uma delas fica coberta com painéis plásticos transparentes que impedem que metade da água da chuva chegue ao solo, enquanto a outra não sofre interferência e serve para fazer análises comparativas.</p>
<figure id="attachment_34726" aria-describedby="caption-attachment-34726" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-34726 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/esecaflor-1024x768.jpeg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/esecaflor-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/esecaflor-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/esecaflor-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/esecaflor-1536x1152.jpeg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/esecaflor-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/esecaflor-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/esecaflor-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/esecaflor.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-34726" class="wp-caption-text">Painéis plásticos impedem a chegada de chuva em parte da floresta. Foto: Arquivo Leandro Ferreira</figcaption></figure>
<p>Os dados coletados mostram que a vegetação amazônica é adaptada para resistir a períodos de mais calor e menos chuvas, mas se a seca for prolongada, as raízes das árvores vão penetrando para acessar as reservas subterrâneas de água.</p>
<blockquote><p>“As raízes vão penetrando, conforme a precipitação vai reduzindo, para tentar chegar no lençol freático que fica a entre 5 e 6 metros de profundidade. Se chegar em um momento em que o lençol freático já baixou tanto por causa da falta de chuva, as plantas não conseguem captar água e começam a morrer”, esclarece o pesquisador.</p></blockquote>
<p>Esse impacto ocorre principalmente entre árvores maiores que compõem o chamado dossel, afetando espécies como a castanheira, angelins e sapucaias. Porém, a floresta sofre ainda com a diminuição da umidade e aumento da temperatura do solo, redução e até desaparecimento de espécies da flora menos tolerantes ao ressecamento e aumento de espécies mais adaptadas a essas condições, como cipós e palmeiras.</p>
<blockquote><p>“Os fenômenos climáticos estão se tornando cada vez mais imprevisíveis, ou seja, estão se tornando mais intensos e com uma frequência muito menor entre eles. É por isso que a Amazônia está ficando mais seca, é por isso que os biomas brasileiros estão queimando, é por isso que quando entra nos períodos em que sai o El Niño e entra o La Niña, começa a chover muito em outras áreas e você perde totalmente o controle”, analisa o cientista sobre a tendência de piora das condições diante das mudanças climáticas.</p></blockquote>
<figure id="attachment_34727" aria-describedby="caption-attachment-34727" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-34727 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/leandro-ferreira-1024x768.jpeg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/leandro-ferreira-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/leandro-ferreira-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/leandro-ferreira-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/leandro-ferreira-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/leandro-ferreira-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/leandro-ferreira-1200x900.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/leandro-ferreira.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-34727" class="wp-caption-text">&#8220;A Amazônia já é completamente diferente&#8221;, afirma Leandro Ferreira. Foto: Arquivo Leandro Ferreira</figcaption></figure>
<p>Leandro Ferreira ressalta que a existência do Esecaflor, como um dos projetos apoiados dentro do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD), é fundamental para entender o ecossistema amazônico, sua biodiversidade e como os efeitos das ações humanas e da alteração do clima sobre o bioma.</p>
<blockquote><p>“A gente chegou num momento em que a gente não sabe se vai ter volta. A Amazônia que gente conhece hoje, já é completamente diferente”, afirma o pesquisador, que coordena a nova etapa do projeto agora focada em analisar a capacidade de resiliência da floresta depois da retirada da cobertura que impedia a chegada da chuva.</p></blockquote>
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		<title>Guardiões da floresta: guia promove os encantos marajoaras em parceria com a comunidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2025 13:45:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Cachoeira do Arari]]></category>
		<category><![CDATA[ecoturismo]]></category>
		<category><![CDATA[Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Resex Marinha de Soure]]></category>
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		<category><![CDATA[Soure]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-03-at-11.54.23-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Fabrício Queiroz Áreas de campos alagáveis, savanas, manguezais, praias paradisíacas, florestas densas e comunidades cercadas pelos rios e a natureza são algumas das diversas paisagens que a Amazônia abriga dentro do arquipélago do Marajó. Na semana em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, o Pará Terra Boa está destacando em uma [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/WhatsApp-Image-2025-06-03-at-11.54.23-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Fabrício Queiroz</em></p>
<p>Áreas de campos alagáveis, savanas, manguezais, praias paradisíacas, florestas densas e comunidades cercadas pelos rios e a natureza são algumas das diversas paisagens que a Amazônia abriga dentro do arquipélago do Marajó. Na semana em que se comemora o <strong>Dia Mundial do Meio Ambiente</strong>, o <strong>Pará Terra Boa</strong> está destacando em uma série de reportagens pessoas que ajudam a cuidar da Amazônia, promovendo, por exemplo, um turismo responsável, que ajuda na conservação e no fortalecimento do desenvolvimento sustentável na região.</p>
<p>As belezas naturais são atrativos onde quer que existam, porém o histórico de negócios de turismo de massa mostra que a chegada de muitos visitantes pode trazer muitos prejuízos. O aumento da poluição, a construção de empreendimentos que geram devastação e outros impactos ambientais, a contaminação de rios e a perda de biodiversidade são apenas alguns dos problemas que ocorrem em locais com grande movimentação turística.</p>
<figure id="attachment_34739" aria-describedby="caption-attachment-34739" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34739 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/passeio-pelo-rio-Marajo-1024x576.jpeg" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/passeio-pelo-rio-Marajo-1024x576.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/passeio-pelo-rio-Marajo-300x169.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/passeio-pelo-rio-Marajo-768x432.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/passeio-pelo-rio-Marajo-1536x864.jpeg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/passeio-pelo-rio-Marajo-150x84.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/passeio-pelo-rio-Marajo-450x253.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/passeio-pelo-rio-Marajo-1200x675.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/passeio-pelo-rio-Marajo.jpeg 1599w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-34739" class="wp-caption-text">As experiências dos visitantes são conduzidas por pequenos empreendedores locais. Foto: Arquivo Andrea Scafi</figcaption></figure>
<p>Para guardiões da floresta, como a guia de turismo e técnica hoteleira, Andrea Scafi, esse não pode ser o perfil da atividade em uma região como o Marajó. Com mais de 14 anos de experiência no ramo, ela defende que a visita ao arquipélago deve ser vivida como uma experiência de conexão com a natureza, com a cultura e com a população marajoara.</p>
<blockquote><p>“O Marajó sempre foi visitado, mas teve uma queda na procura. De 2016 para cá, a gente viu o avanço desse nome por iniciativa dos guias e agências locais, já que antes os roteiros eram feitos só por agentes de Belém que não tinham o conhecimento da nossa realidade. Hoje em dia, a demanda aumentou porque foi criada uma necessidade de visitar o Marajó, principalmente depois da pandemia, quando as pessoas passaram a buscar mais refúgios longe do estresse e das grandes cidades e mais perto da natureza”, conta.</p></blockquote>
<figure id="attachment_34737" aria-describedby="caption-attachment-34737" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34737 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/bufalos-marajo-e1748952689527-1024x660.jpeg" alt="" width="1024" height="660" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/bufalos-marajo-e1748952689527-1024x660.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/bufalos-marajo-e1748952689527-300x193.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/bufalos-marajo-e1748952689527-768x495.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/bufalos-marajo-e1748952689527-150x97.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/bufalos-marajo-e1748952689527-450x290.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/bufalos-marajo-e1748952689527.jpeg 1040w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-34737" class="wp-caption-text">Rotas incluem as famosas fazendas de criação de búfalos. Foto: Arquivo Andrea Scafi</figcaption></figure>
<p>Uma das formas de oferecer uma experiência diferente envolve a parceria com outros pequenos negócios locais, como barqueiros, fazendas e guias comunitários. A ideia é não só oferecer roteiros fora do comum e experiências mais típicas, mas também contribuir para a geração de renda nas localidades.</p>
<blockquote><p>“Os moradores não se viam como protagonistas do setor. Eles achavam que só a grande fazenda ou a praia eram responsáveis pelo turismo e não imaginavam que um vendedor de camarão, por exemplo, está inserido nessa rede e é parte do Marajó que queremos mostrar”, diz Andrea.</p></blockquote>
<p>Com foco de atuação nos municípios de Soure, Salvaterra e Cachoeira do Arari, Andrea oferece roteiros personalizados que abrangem o patrimônio histórico, o turismo religioso, as tradições culturais e, claro, a diversidade da Amazônia marajoara.</p>
<p>Entre as atrações estão a extração e a degustação do turu na Reserva Extrativista Marinha (Resex) de Soure, passeio pelo Rio Paracauari, a visita à rota das vilas pesqueiras, o passeio em fazendas de criação de búfalos e uma trilha suspensa pelo manguezal.</p>
<blockquote><p>“O nosso grande diferencial é falar desde a área geográfica, histórica e social dentro do contexto do turismo do Marajó. Nosso trabalho é para mostrar um Marajó acolhedor onde se envolve com a natureza, se contempla a praia, se faz montaria no búfalo, se dança carimbó e se vive em comunidade”, destaca a guia.</p></blockquote>
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		<title>Comunidade do Marajó ganha agroindústria para beneficiar óleos e sementes da Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 May 2025 19:45:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agroindústria]]></category>
		<category><![CDATA[Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas]]></category>
		<category><![CDATA[cosméticos]]></category>
		<category><![CDATA[foz do Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha das Cinzas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/ilhas-das-cinzas-agroindustria-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Na foz do rio Amazonas, a Ilha das Cinzas é um território preservado diretamente pelo trabalho de 280 famílias extrativistas que coletam e vendem sementes de espécies típicas da região com propriedades cosméticas e medicinais. Essa iniciativa agora será impulsionada pela inauguração de uma agroindústria, trazendo ganhos para a geração de renda e a sustentabilidade [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/ilhas-das-cinzas-agroindustria-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Na foz do rio Amazonas, a Ilha das Cinzas é um território preservado diretamente pelo trabalho de 280 famílias extrativistas que coletam e vendem sementes de espécies típicas da região com propriedades cosméticas e medicinais. Essa iniciativa agora será impulsionada pela inauguração de uma agroindústria, trazendo ganhos para a geração de renda e a sustentabilidade na comunidade.</p>
<p>Uma parceria entre a Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas (ATAIC), a Natura e a WEG possibilitou a construção do espaço, que conta com energia solar e é operado com sistema de armazenamento de energia em baterias. Dessa forma, deve ocorrer uma redução do consumo de diesel na região.</p>
<p>Além disso, a nova estrutura permite aumentar a produtividade de forma sustentável, agregando valor com a comercialização de óleos e manteigas vegetais em vez de somente sementes e amêndoas. De acordo com as estimativas, a renda da população pode aumentar 60% com o beneficiamento dos produtos.</p>
<blockquote><p>“O complexo funciona como um laboratório de tecnologias sociais. Além disso, contribui diretamente para o empoderamento das mulheres da comunidade, ampliando sua participação nas atividades produtivas e na geração de renda local”, explica o presidente da ATAIC, Francisco Malheiros.</p></blockquote>
<figure id="attachment_34647" aria-describedby="caption-attachment-34647" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34647 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/ilha-das-cinzas-marajo-1024x576.jpeg" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/ilha-das-cinzas-marajo-1024x576.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/ilha-das-cinzas-marajo-300x169.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/ilha-das-cinzas-marajo-768x432.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/ilha-das-cinzas-marajo-1536x864.jpeg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/ilha-das-cinzas-marajo-150x84.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/ilha-das-cinzas-marajo-450x253.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/ilha-das-cinzas-marajo-1200x675.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/ilha-das-cinzas-marajo.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-34647" class="wp-caption-text">Floresta nativa é preservada na Ilha das Cinzas com contribuição de extrativistas. Foto: Anderson Ferreira / Natura / WEG</figcaption></figure>
<p>Com mais de 30 anos de trajetória, a associação atua com a coleta e o beneficiamento de sementes da Amazônia tendo como principal cliente a indústria de cosméticos interessada pelas propriedades hidratantes, anticelulíticas e antiinflamatórias de espécies como patauá, andiroba, muru-muru e ucuuba. Neste trabalho, são 280 famílias coletoras, sendo que 120 delas são lideradas por mulheres.</p>
<p>Outra frente de trabalho é com o desenvolvimento de sistemas agroflorestais baseados em árvores frutíferas e a venda para programas governamentais de segurança alimentar. A iniciativa vem contribuindo para o desenvolvimento social e ambiental da ilha, formalizando cadeias de valor que vão do camarão ao açaí.</p>
<blockquote><p>&#8220;Com essa iniciativa, a ATAIC reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, o fortalecimento das comunidades tradicionais e a manutenção da floresta em pé”, ressalta Francisco Malheiros.</p></blockquote>
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