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	<title>MapBiomas &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>MapBiomas &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Área queimada no Brasil em janeiro é a menor dos últimos dois anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 14:09:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/manejo_integrado_do_fogo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O ano de 2026 começou com um alívio para o monitoramento ambiental no Brasil. Segundo dados inéditos do MapBiomas, a área queimada no País em janeiro caiu 36% em relação ao mesmo mês do ano passado, totalizando 437 mil hectares. Se comparado a janeiro de 2024, a redução é ainda maior: 58%. De toda a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/manejo_integrado_do_fogo-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O ano de 2026 começou com um alívio para o monitoramento ambiental no Brasil. Segundo dados inéditos do MapBiomas, a área queimada no País em janeiro caiu 36% em relação ao mesmo mês do ano passado, totalizando 437 mil hectares. Se comparado a janeiro de 2024, a redução é ainda maior: 58%.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">De toda a área queimada em janeiro deste ano no País, </span><b>66,8%</b><span style="font-weight: 400;"> ocorreram em vegetação nativa, sendo a formação campestre a classe de cobertura mais atingida, correspondendo a 35% desse total. Já entre os usos agropecuários, a classe de pastagens se destacou, com 26,3% da área queimada no mês.</span></p>
<h3>Amazônia, o bioma mais afetado</h3>
<p>Apesar da melhora nos índices nacionais, o cenário na Região Norte exige atenção. <span style="font-weight: 400;">Mesmo apresentando uma queda de 46% em relação ao mesmo período de 2025, a</span> Amazônia continua sendo o bioma mais atingido pelo fogo, concentrando 337,2 mil hectares queimados — o que representa cerca de 76% de toda a área afetada no Brasil.</p>
<p>Para se ter uma ideia, a Amazônia obteve nove vezes o valor do segundo bioma mais atingido no mês, o Pantanal, que registrou 38 mil hectares de área queimada.</p>
<p>O Pará ocupa a terceira posição entre os estados mais afetados, com 67,9 mil hectares atingidos. Junto com R<span style="font-weight: 400;">oraima (156,9 mil hectares), Maranhão (109 mil hectares) </span>, o estado integra o eixo que concentra a maior parte do fogo no início do ano.</p>
<blockquote><p><b>“</b><span style="font-weight: 400;">Embora o mês de janeiro marque o período chuvoso em grande parte do Brasil, o cenário climático em Roraima é o oposto. O estado, único inteiramente localizado acima da Linha do Equador e com um calendário climático distinto do restante do País, atravessa a estiagem, chamada &#8216;verão roraimense&#8217;, entre dezembro e abril, o que aumenta a vulnerabilidade ao fogo, sobretudo em formações campestres (lavrados) e outras áreas abertas.</span><span style="font-weight: 400;"> Assim, o predomínio do fogo na Amazônia em janeiro está diretamente associado a essa sazonalidade invertida, que torna o norte do bioma um ponto crítico de fogo no início do ano, enquanto a maior parte do país se encontra em pleno período úmido”.</span></p></blockquote>
<h3 data-path-to-node="10">Alerta em outros biomas</h3>
<p data-path-to-node="11">Embora a média nacional tenha caído, três biomas apresentaram aumentos preocupantes para o período:</p>
<ul data-path-to-node="12">
<li>
<p data-path-to-node="12,0,0"><b data-path-to-node="12,0,0" data-index-in-node="0">Pantanal:</b> Registrou 38 mil hectares queimados, um salto de <b data-path-to-node="12,0,0" data-index-in-node="59">323%</b> em relação a janeiro de 2025.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="12,1,0"><b data-path-to-node="12,1,0" data-index-in-node="0">Caatinga:</b> Com 18,4 mil hectares atingidos, o aumento foi de <b data-path-to-node="12,1,0" data-index-in-node="60">203%</b>. A vegetação nativa compõe 82,8% dessa área.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="12,2,0"><b data-path-to-node="12,2,0" data-index-in-node="0">Mata Atlântica:</b> Teve alta de <b data-path-to-node="12,2,0" data-index-in-node="29">177%</b>, com o fogo concentrado em áreas de uso agropecuário (95% do total).</p>
</li>
</ul>
<p data-path-to-node="13">Em contrapartida, o Pampa quase não registrou focos, com uma queda de 98%, totalizando apenas 59 hectares.</p>
<h3 data-path-to-node="13">Números podem ser maiores</h3>
<p data-path-to-node="13">Os pesquisadores ressaltam que o excesso de nuvens nesta época do ano funciona como uma barreira para os sensores espaciais. Isso significa que cicatrizes de fogo pequenas podem não ter sido contabilizadas, gerando uma contagem abaixo da realidade.</p>
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		<title>Três em cada 10 processos de mineração têm irregularidades no Pará</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mais-de-um-terco-dos-processos-para-mineracao-no-brasil-apresenta-inconsistencias/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Dec 2025 15:05:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque1]]></category>
		<category><![CDATA[MapBiomas]]></category>
		<category><![CDATA[mineração]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/area_de_minracao_Apa_Tapajos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará é o estado com maior número de processos minerários com algum sinal de inconsistência, segundo a última atualização do novo Monitor da Mineração do MapBiomas, divulgada nesta quarta-feira (3). Do total de processos no estado, 31,4% (o que representa 7.552 processos) apresentam indícios de irregularidade. Este número vai na contramão do cenário nacional, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/area_de_minracao_Apa_Tapajos-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará é o estado com maior número de processos minerários com algum sinal de inconsistência, segundo a última atualização do novo Monitor da Mineração do MapBiomas, divulgada nesta quarta-feira (3). Do total de processos no estado, 31,4% (o que representa 7.552 processos) apresentam indícios de irregularidade.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este número vai na contramão do cenário nacional, onde 91,2% (234.923) dos processos minerários do Brasil não apresentam indícios de inconsistência processual, </span></p>
<p>O panorama inédito sobre a atividade minerária em todo o Brasil, que consolida informações processuais da Agência Nacional de Mineração (ANM) desde 1934 até 2025, mostra que:</p>
<ul>
<li>Inconsistência geral: Do total de 257.591 processos minerários no Brasil, 22.668 processos (8,8%) apresentam &#8220;Sinais de inconsistência processual&#8221;.</li>
<li>Mineração em áreas proibidas: 10.620 processos (4,1%) incidem em Áreas restritas à atividade minerária, como Terras indígenas, Unidades de Conservação de proteção integral, Reservas Extrativistas (Resex) e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN).</li>
<li>Fase inadequada: Há sinais de mineração em fase inapropriada em 11.394 processos (4,4%).</li>
<li>Dupla irregularidade: 654 processos minerários (0,3%) incorrem em ambas as condições (área restrita e fase inapropriada).</li>
</ul>
<p>Apesar desses números, o monitor também mostra que a grande maioria (91,2% ou 234.923 processos) não apresenta indícios de inconsistência processual.</p>
<h3>Inadimplência na CFEM</h3>
<p>A plataforma permite, ainda, avaliar o recolhimento da Compensação financeira pela exploração de recursos minerais (CFEM). Com base nos dados dos últimos seis meses, 56,4% (26.622 processos) não efetuaram o pagamento do tributo, enquanto 20.632 processos (43,6%) registraram recolhimento no período.</p>
<blockquote><p> “O Monitor da mineração foi desenvolvido para integrar, de forma clara e objetiva, dados relevantes à análise do nível de conformidade das atividades minerárias com os parâmetros estabelecidos pela legislação nacional”, explica César Diniz, coordenador da equipe Mineração do MapBiomas.</p></blockquote>
<p>A plataforma cruza dados disponíveis publicamente pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Funai, Ibama e ANM, e pode ser acessada gratuitamente pelo site www.mapbiomas.org .</p>
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		<title>Amazônia perde 52 milhões de hectares de vegetação nativa e se aproxima do ponto de não retorno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Sep 2025 14:03:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/desmate-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A forma como o ser humano ocupou a Amazônia nas últimas quatro décadas acelerou a ameaça de a maior floresta tropical do mundo perder sua capacidade de manter o equilíbrio climático global. Entre 1985 e 2024, o bioma, que é o maior do País e ocupa quase metade do território nacional, perdeu 52 milhões de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/desmate-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A forma como o ser humano ocupou a Amazônia nas últimas quatro décadas acelerou a ameaça de a maior floresta tropical do mundo perder sua capacidade de manter o equilíbrio climático global. Entre 1985 e 2024, o bioma, que é o maior do País e ocupa quase metade do território nacional, perdeu 52 milhões de hectares de vegetação nativa.</p>
<p>Os dados são da Coleção 10 do MapBiomas, uma iniciativa que produz mapas anuais de cobertura e uso da terra no Brasil. O levantamento, divulgado nesta segunda-feira, 15, revela que essa perda representa 13% da área total da Amazônia.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O levantamento, feito a partir da análise de imagens de satélite, revela que a</span> supressão atingiu principalmente as formações florestais, que perderam 49,1 milhões de hectares no mesmo período e indica que a Amazônia está se aproximando do &#8220;ponto de não retorno&#8221;.</p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“A Amazônia brasileira está se aproximando da faixa de 20% a 25% prevista pela ciência como o possível ponto de não retorno do bioma, a partir do qual a floresta não consegue mais se sustentar”, diz Bruno Ferreira, do MapBiomas. “Já podemos perceber alguns dos impactos dessa perda de cobertura florestal, como nas áreas úmidas do bioma. Os mapas de cobertura e uso da terra na Amazônia mostram que ela está mais seca”, completa.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Somando a superfície coberta com água, floresta alagável, campo alagável, apicum e mangues, houve uma retração de 2,6 milhões de hectares entre 1985 e 2024. Esses dados mostram que 8 dos 10 anos mais secos, incluindo a classe de superfície de água, foram registrados na última década. No ano passado, as áreas úmidas ocupavam 59,6 milhões de hectares.</span></p>
<h3>Ocupação humana</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As imagens de satélite também mostram como a</span> ocupação humana na Amazônia é recente e acelerada, com 83% da área antropizada no bioma ocorrendo entre 1985 e 2024. Nesse período, os usos por seres humanos aumentaram 471%, com um avanço de 57 milhões de hectares.</p>
<ul>
<li>Pastagens: O uso que mais se expandiu, passando de 12,3 milhões de hectares para 56,1 milhões, um crescimento de 355%.</li>
<li>Agricultura: A área cresceu 4.321%, passando de 180 mil hectares para 7,9 milhões. Desse total, três em cada quatro hectares (74,4%) são ocupados por lavouras de soja.</li>
<li>Silvicultura e Mineração: A silvicultura teve a maior expansão percentual, multiplicando sua área em mais de 110 vezes. Já a mineração ganhou relevância, crescendo de 26 mil para 444 mil hectares.</li>
</ul>
<p>A pesquisa também aponta que 88% do desmatamento na Amazônia em 2024 aconteceu em áreas de vegetação primária, e apenas 12% em áreas secundárias, que correspondem a 2% da vegetação nativa do bioma.</p>
<h3>Moratória da Soja</h3>
<p>Os dados do MapBiomas mostram que, após a Moratória da Soja em 2008, a conversão direta de floresta para a cultura da oleaginosa reduziu em 68%. O crescimento da soja se deu, principalmente, sobre áreas já abertas de pastagem e agricultura.</p>
<p>Entre os estados da região, Rondônia se destaca por ser o que mais converteu vegetação nativa em pastagens. A área de pastagem passou de 7% de seu território em 1985 para 37% em 2024, tornando-o o estado com a menor proporção de vegetação nativa na Amazônia. A região da AMACRO (Acre, Mato Grosso e Rondônia) foi responsável por 14% da perda líquida de vegetação nativa do bioma nos últimos 40 anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Área queimada na Amazônia tem queda de 65% em julho e atinge menor nível desde 2019</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/area-queimada-na-amazonia-tem-queda-de-65-em-julho-e-atinge-menor-nivel-desde-2019/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Aug 2025 14:55:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/amazonia8-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Amazônia registrou uma queda histórica na área queimada em julho de 2025, de acordo com o Monitor do Fogo do MapBiomas. O bioma teve uma redução de 65% em relação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 143 mil hectares queimados. Os dados representam a menor área queimada no bioma para o período desde [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/amazonia8-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Amazônia registrou uma queda histórica na área queimada em julho de 2025, de acordo com o Monitor do Fogo do MapBiomas. O bioma teve uma redução de 65% em relação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 143 mil hectares queimados. Os dados representam a menor área queimada no bioma para o período desde o início da medição, em 2019.</p>
<p>O alívio nos números de julho contribuiu para uma queda ainda maior no acumulado do ano. De janeiro a julho de 2025, a área queimada na Amazônia foi de 1,1 milhão de hectares, o que representa uma redução de 70% em comparação com 2024 e também a menor marca histórica para o período.</p>
<h3>O que explica a queda</h3>
<p>Felipe Martenexen, pesquisador do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e do MapBiomas Fogo, explica que a redução significativa pode ser atribuída a pelo menos dois fatores principais.</p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Após dois anos de secas severas na Amazônia, em 2023 e 2024, que culminaram em um recorde de queimadas no bioma, a redução significativa da área queimada em 2025 pode ser atribuída a pelo menos dois fatores principais. O principal deles é o retorno das chuvas, com um período úmido mais intenso e prolongado, dificulta a prática e a propagação do fogo. Além disso, os prejuízos ambientais e econômicos de 2024, juntamente com o monitoramento e registro mais intensos das queimadas, podem ter levado produtores e comunidades a adotarem maior cautela com a prática, o que contribuiu para a queda nos números”, explica Felipe Martenexen, pesquisador do IPAM e do MapBiomas Fogo.</span></p></blockquote>
<h3>Panorama geral</h3>
<p>O total de áreas queimadas no Brasil em julho foi de 748 mil hectares, u<span style="font-weight: 400;">ma redução de 40% em relação ao mesmo mês em 2024, com 510 mil hectares a menos queimados. É</span> a menor marca desde o início da medição do MapBiomas, em 2019.</p>
<p>No acumulado do ano, a área queimada no Brasil foi de 2,45 milhões de hectares, uma redução de 59% em relação ao mesmo período de 2024. A maior parte do fogo consumiu vegetação nativa (75%), com as pastagens se destacando entre as áreas de uso agropecuário.</p>
<p>Os estados com maior área queimada em julho de 2025 foram Tocantins (203 mil hectares), Mato Grosso (126 mil hectares) e Maranhão (121 mil hectares), todos com Cerrado em sua totalidade ou em parte &#8211; <span style="font-weight: 400;">o bioma com maior área queimada no período, com 1,2 milhão de hectares &#8211; metade de toda a área queimada no Brasil em 2025</span>. Juntos, os três estados totalizaram 50% de toda a área queimada no país entre janeiro e julho.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Pará perde, em 40 anos, 15% de vegetação natural, aponta MapBiomas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Aug 2025 12:51:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/amazonia_chuva-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Em quatro décadas, o Pará perdeu 15% de vegetação nativa, que caiu de 93% em1985 para 78% em 2024. Isso significa que só no Estado, 18,7 milhões de hectares da Floresta Amazônica foram convertidos em áreas urbanas, de mineração, agricultura e, sobretudo, pecuária, que representa a maior pressão sobre o bioma. Nesse período, o Brasil [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/amazonia_chuva-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Em quatro décadas, o Pará perdeu 15% de vegetação nativa, que caiu de 93% em1985 para 78% em 2024. Isso significa que só no Estado, 18,7 milhões de hectares da Floresta Amazônica foram convertidos em áreas urbanas, de mineração, agricultura e, sobretudo,<a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/como-melhor-a-eficiencia-da-pecuaria-brasileira/" target="_blank" rel="noopener"> pecuária</a>, que representa a maior pressão sobre o bioma.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse período, o Brasil perdeu 111,7 milhões de hectares entre 1985 e 2024. Essa área, que corresponde a 13% do território nacional, é maior que a Bolívia.</span></p>
<p>Os dados fazem parte da coleção 10 de mapas anuais de cobertura e uso da terra do MapBiomas, lançada nesta quarta-feira, 13, e mostram que o estado ocupa a 6ª posição no ranking nacional de cobertura vegetal.</p>
<p>Essa tendência acompanha a realidade de toda a Amazônia, que no mesmo período perdeu 52,1 milhões de hectares de áreas naturais, o equivalente a 13% de sua cobertura original. Para se ter ideia, apenas entre 1995 e 2004 a conversão chegou a 21,1 milhões de hectares, mais que todo o desmatamento registrado até 1985.</p>
<p>O lançamento da coleção MapBiomas 2025 chega em momento importante, quando o Brasil se prepara para sediar a COP30 em Belém, reforçando a importância de dados robustos para subsidiar decisões estratégicas sobre o futuro da Amazônia e do planeta.</p>
<h3>Cenário nacional</h3>
<p>Essas transformações se repetiram em todos os outros biomas. Entre 1985 e 2024, o País perdeu <span style="font-weight: 400;"> em média 2,9 milhões de hectares de áreas naturais por ano</span>. Hoje, o Brasil é dividido principalmente entre vegetação nativa e agropecuária, que ocupam 65% e 32% do território, respectivamente.</p>
<blockquote><p>“Até 1985 &#8211; ao longo de quase cinco séculos com diferentes ciclos da expansão da fronteira agrícola &#8211; o Brasil converteu 60% de toda área hoje ocupada pela agropecuária, mineração, cidades, infraestrutura e outras áreas antrópicas Já os 40% restantes dessa conversão ocorreram em apenas quatro décadas, de 1985 a 2024”, resume Tasso Azevedo Coordenador Geral do MapBiomas.</p></blockquote>
<h3>Avanço da pecuária e da mineração</h3>
<p>Segundo o levantamento, três em cada cinco hectares de agricultura na Amazônia surgiram nos últimos 20 anos,  e a Amazônia lidera o ganho de novas<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/manejo-de-pastagens-e-pilar-da-pecuaria-que-gera-renda-e-protege-a-floresta/" target="_blank" rel="noopener"> áreas de pastagem</a> no País. No caso do Pará, especificamente, as pastagens saltaram de 3% para 17% do território, enquanto a agricultura manteve participação reduzida.</p>
<p>Outro dado preocupante diz respeito ao avanço da mineração: 58% da área de mineração do Brasil surgiu na última década (2015–2024), com 65% desse total concentrado na Amazônia. Dois terços desse total surgiram apenas nos últimos dez anos, impulsionada principalmente pelo garimpo.</p>
<h3>Amazônia mais seca</h3>
<p>Essas mudanças se somaram à crise climática e deixaram a Amazônia mais seca. Na última década, o bioma também enfrentou estiagens severas, com oito dos dez anos de menor superfície de água registrados desde 1985. Como consequência, tivemos recordes de queimadas registrados em 2024, incluindo incêndios em áreas de floresta.F</p>
<blockquote><p>“A gente teve recorde de queimada em 2024, inclusive, na área de floresta da Amazônia, que normalmente não era um padrão. A queima está muito associada ao desmatamento, à limpeza de áreas para pastagem, mas em 2024, por estar muito seco, tivermos uma grande extensão de florestas queimadas”, explicou o coordenador técnico do Mapbiomas, Marcos Rosa.</p></blockquote>
<h3>Sinais de recuperação</h3>
<p>Apesar das perdas, parte das áreas degradadas apresenta sinais de recuperação. Na última década, 6,1% da vegetação nativa do Brasil correspondeu a formações secundárias em regeneração, o que equivale a 34,5 milhões de hectares. Na Amazônia, esse percentual é de 2%, ou 6,9 milhões de hectares, com recuperação concentrada em áreas anteriormente desmatadas.</p>
<p>Isso significa que, mesmo em meio à pressão crescente, existem processos naturais e iniciativas de restauração capazes de devolver parte da cobertura vegetal, contribuindo para a recomposição de habitats e para a redução de emissões associadas à mudança do uso da terra.</p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/manejo-de-pastagens-e-pilar-da-pecuaria-que-gera-renda-e-protege-a-floresta/" target="_top">Manejo de pastagens é pilar da pecuária que gera renda e protege a floresta</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/pecuaria/como-melhor-a-eficiencia-da-pecuaria-brasileira/" target="_top">Como melhorar a eficiência da pecuária brasileira</a></strong></p>
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		<item>
		<title>Amazônia queimou mais da metade do total registrado no Brasil em 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jun 2025 15:03:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[fogo]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[MapBiomas]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/fogo-amazonia-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Em 2024, a Amazônia registrou a maior área queimada, desde o início da série histórica em 1985, consolidando-se como o principal epicentro do fogo no Brasil. Com aproximadamente 15,6 milhões de hectares atingidos, o bioma teve mais da metade de toda a área queimada no Brasil em 2024 , ue registrou 30 milhões de hectares,- [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/fogo-amazonia-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Em 2024, a Amazônia registrou a maior área queimada, desde o início da série histórica em 1985, consolidando-se como o principal epicentro do fogo no Brasil. Com aproximadamente 15,6 milhões de hectares atingidos, o bioma teve mais da metade de toda a área queimada no Brasil em 2024 , ue registrou 30 milhões de hectares,- uma área 62% acima da média histórica de 18,5 milhões de hectares por ano.</p>
<p>Os dados são do MapBiomas Fogo, que lança nesta terça-feira, 24 de junho, a Coleção 4 de mapas de cicatrizes de fogo do Brasil e a primeira edição do Relatório Anual do Fogo (RAF). O levantamento revela que 30 milhões de hectares foram atingidos pelo fogo em 2024, uma área 62% acima da média histórica anual de 18,5 milhões de hectares.</p>
<p>De acordo com o relatório, entre 1985 e 2024, um quarto do território nacional brasileiro, equivalente à soma das áreas do Pará e do Mato Grosso, foi atingido por queimadas. Nesses 40 anos, 206 milhões de hectares foram consumidos pelo fogo, afetando os seis biomas do País.</p>
<p>Quase metade da área queimada no Brasil neste período de quatro décadas esteve concentrada em apenas três Estados: Mato Grosso (44.981.584 hectares), Pará (31.251.958 hectares) e Maranhão (2.422.849 hectares). Juntos, somam mais de 96,6 milhões de hectares atingidos pelo fogo pelo menos uma vez — o equivalente a 47% de toda a área queimada no país no período.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-35147 aligncenter" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/image2-fogo-300x245.webp" alt="" width="675" height="552" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/image2-fogo-300x245.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/image2-fogo-150x122.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/06/image2-fogo-450x367.webp 450w" sizes="(max-width: 675px) 100vw, 675px" /></p>
<h3>Ação humana e seca severa agravam o cenário</h3>
<p>Além do recorde em extensão, pela primeira vez na série histórica, a vegetação florestal tornou-se a classe de cobertura e uso da terra mais afetada pelo fogo na Amazônia. Foram 6,7 milhões de hectares de florestas  afetados pelo fogo (equivalente a 43% da área queimada no bioma), superando os 5,2 milhões de hectares de pastagem queimados (33,7%). Historicamente, as pastagens sempre haviam sido a classe mais atingida pelo fogo no bioma.</p>
<p>Felipe Martenexen, coordenador de mapeamento do bioma Amazônia do MapBiomas, ressalta que &#8220;o fogo não é um elemento natural da dinâmica ecológica das florestas amazônicas.</p>
<blockquote><p>“As áreas queimadas que marcaram o bioma em 2024 são resultado da ação humana, especialmente em um cenário agravado por dois anos consecutivos de seca severa. A combinação entre vegetação altamente inflamável, baixa umidade e o uso do fogo  criou as condições perfeitas para a propagação do mesmo em larga escala, levando a um recorde histórico de área queimada na região.” afirma Martenexen,.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Desmatamento cai quase 17% na Amazônia e 15% no Pará em 2024, aponta MapBiomas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 May 2025 11:57:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[APA Triunfo do Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[MapBiomas]]></category>
		<category><![CDATA[Portel]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil conseguiu reduzir pela primeira vez, desde 2019, o desmatamento em todos os biomas, com exceção da Mata Atlâtnica. A nova edição do Relatório Anual do Desmatamento (RAD), elaborada pelo MapBiomas sobre dados de 2024 e divulgada nesta quinta-feira, 15, mostra que a área total desmatada no País recuou 32,4% em relação a 2023. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil conseguiu reduzir pela primeira vez, desde 2019, o <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desmatamento-agrava-os-eventos-extremos-de-seca-e-chuva-na-amazonia/">desmatamento</a> em todos os biomas, com exceção da Mata Atlâtnica. A nova edição do Relatório Anual do Desmatamento (RAD), elaborada pelo MapBiomas sobre dados de 2024 e divulgada nesta quinta-feira, 15, mostra que a<span style="font-weight: 400;"> área total desmatada no País recuou 32,4% em relação a 2023</span>. No total, foram 1.242.079 hectares devastados, sendo 377.708 hectares na Amazônia, onde a queda foi de 16,8% em comparação com o ano anterior.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este é o segundo ano consecutivo de redução no desmatamento: em 2023, a retração havia sido de mais de 11% em comparação com 2022.</span></p>
<p>O levantamento indica que o Pará é o estado com maior área desmatada no acumulado de 2019 a 2024, com quase 2 milhões de hectares desmatados. Porém, nos últimos dois anos, os índices baixaram de 487.421 hectares em 2022 para 184.673 hectares em 2023 e 156.990 hectares no ano passado. Em 2024, a queda foi de 15%.</p>
<blockquote><p>“Nesses dois últimos anos foram construídos planos de prevenção e combate ao desmatamento para todos os biomas, coisa que a gente tinha antes basicamente na Amazônia; outra questão é que aumentou a participação dos estados em termos de ações de embargos e autuações, somando também os embargos e autuações feitos pelo Ibama. E o terceiro aspecto é a questão do crédito rural, houve um aumento do uso dessa informação do desmatamento antecipando a autorização do crédito rural”, avalia Tasso Azevedo, coordenador do MapBiomas, sobre as possíveis causas da queda do desmatamento no país.</p></blockquote>
<p>Na Amazônia, a área desmatada <span style="font-weight: 400;"> (377.708 hectares)</span> foi a menor dos seis anos da série histórica do RAD, iniciada em 2019. Com isso, a maioria dos estados apresentou <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/alta-de-55-no-desmatamento-da-amazonia-em-abril-coloca-governo-em-alerta/">queda no desmatamento</a>, com exceção do Acre, com alta de 31%, e Roraima, com alta de 8%. Entre os biomas, a Amazônia ficou em segundo lugar na quantidade de área desmatada, atrás do Cerrado, que registrou devastação em 652.197 hectares.</p>
<p>Apesar do recuo, o ritmo de perda de vegetação nativa segue alto na Amazônia, onde foram derrubadas cerca de sete árvores por segundo em 2024.</p>
<p>De acordo com o estudo, a abertura de áreas para a agropecuária foi a principal responsável pela perda de vegetação nativa no Brasil, sendo determinante em 97% dos casos de desmatamento. A análise mostra ainda que outra causas têm peso distinto de acordo com o bioma. No caso do garimpo, por exemplo, 99% de toda área desmatada por essa atividade está localizada na Amazônia.</p>
<h3>Áreas críticas</h3>
<p>De acordo com o MapBiomas, no ano passado, dois terços das Terras Indígenas não tiveram nenhum caso de desmatamento. Outro dado importante foi a redução da perda de vegetação nativa em unidades de conservação. Em 2024, foram 57.930 hectares desmatados em UCs, o que representa uma queda de 42,5% em relação ao ano anterior. Mas o problema ainda é sério em locais como a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/apa-triunfo-do-xingu-no-ranking-que-o-paraense-nao-quer-foi-principal-alvo-do-desmatamento-na-amazonia-nos-tres-primeiros-meses-do-ano/">APA Triunfo do Xingu</a> que teve 6.413 hectares desmatados.</p>
<blockquote><p>“Apesar do bioma Amazônia ter sido o segundo que mais desmatou e ter tido redução em áreas protegidas, unidades de conservação e terras indígenas, a APA Triunfo do Xingu foi a unidade de conservação mais desmatada mesmo assim. É uma unidade de conservação que está sob intensa pressão, entre os municípios de Altamira e São Félix do Xingu, é uma região bem crítica”, aponta Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon.</p></blockquote>
<p>No Pará, outro destaque negativo fica por conta de Portel. Localizada no arquipélago do Marajó, a cidade aparece em nono lugar na lista dos dez municípios que mais desmataram no ano passado. Portel, onde há uma forte presença da exploração registrou uma área desmatada de 10.928 hectares em 2024, 42,5% a mais do que os 7.670 hectares devastados em 2023.</p>
<h4>Leia mais:</h4>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/area-na-apa-triunfo-do-xingu-e-leiloada-para-recuperacao-florestal/" target="_top">Área na APA Triunfo do Xingu é leiloada para recuperação florestal</a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desmatamento-cai-60-no-para-e-62-na-amazonia-em-2023-afirma-mapbiomas/" target="_top">Desmatamento cai 60% no Pará e 62% na Amazônia em 2023, afirma MapBiomas</a></p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Desmatamento ameaça 122 sítios arqueologicos brasileiros</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desmatamento-ameaca-122-sitios-arqueologicos-brasileiros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2025 12:52:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[alertas de desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[MapBiomas]]></category>
		<category><![CDATA[sítios arqueológicos]]></category>
		<category><![CDATA[vegetação nativa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/sitio_arqueologico-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um levantamento inédito do MapBiomas, em parceria com pesquisadores da BraziLab (Universidade de Princeton) e do Iphan, revela uma redução de quase 23% na área de vegetação nativa no entorno de sítios arqueológicos brasileiros, locais onde se encontram vestígios materiais da atividade humana, tanto do período pré-colonial quanto histórico, entre 1985 e 2023. Acre, Rondônia [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/sitio_arqueologico-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um levantamento inédito do MapBiomas, em parceria com pesquisadores da BraziLab (Universidade de Princeton) e do Iphan, revela uma redução de quase 23% na área de vegetação nativa no entorno de sítios arqueológicos brasileiros, locais onde se encontram vestígios materiais da atividade humana, tanto do período pré-colonial quanto histórico, entre 1985 e 2023. Acre, Rondônia e Pará foram os estados com maior perda de vegetação nativa ao redor dos sítios arqueológicos.</p>
<p>Dos 27.974 sítios arqueológicos cadastrados pelo Iphan, 122 (17 na Amazônia) estão localizados em áreas que sofreram desmatamento nos últimos cinco anos, diz o estudo.</p>
<p>Os cientistas avaliaram as mudanças no uso da terra em um raio de até 100 metros desses locais. Em 1985, a vegetação nativa (florestas, savanas e campos naturais) cobria 53,5% do solo nessa área. Em 2023, essa proporção caiu para 41,5%.</p>
<p>No mesmo período, a área ocupada por atividades humanas (áreas antrópicas) aumentou de 41,7% em 1985 para 49,6% em 2023, um crescimento de 18,9%. Essa inversão indica o avanço do desmatamento para atividades como agricultura e pecuária, representando uma ameaça à descoberta e preservação do patrimônio histórico e cultural do país.</p>
<p>Há 40 anos, as florestas predominavam no entorno desses locais históricos, representando 43,2% da área. Em 2023, a agropecuária passou a ocupar a maior parcela, com 43,1% do uso do solo ao redor dos sítios arqueológicos.</p>
<p>A localização dos sítios arqueológicos também foi cruzada com os alertas de desmatamento disponibilizados no MapBiomas Alerta. Entre o total de sítios arqueológicos, 122 tiveram alertas de desmatamento entre 2019 e 2024. A Caatinga foi o bioma com maior número de alertas (45), seguido do Cerrado (29), da Mata Atlântica (31) e da Amazônia (17). Os estados com maior número de alertas são Rio Grande do Norte (25), Paraná (19), Bahia (15), Tocantins (12) e Pará (9).</p>
<blockquote><p>“A identificação dos sítios arqueológicos dentro de alertas de desmatamento permite analisar os sítios que foram descobertos e cadastrados durante o processo recente de ocupação e os que já haviam sido identificados anteriormente — distinção importante, considerando que o desmatamento pode danificar ou até destruir esses sítios. Quase dois terços (79 sítios arqueológicos) estão em áreas desmatadas para expansão das áreas agrícolas. No Rio Grande do Norte, estão 13 dos 19 sítios arqueológicos em alertas de desmatamento relacionados à expansão de projetos de energias sustentáveis (solares ou eólicas)”afirma Marcos Rosa, coordenador técnico do MapBiomas.</p></blockquote>
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		<title>Área queimada no Brasil cai 70% no primeiro trimestre de 2025</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/area-queimada-no-brasil-cai-70-no-primeiro-trimestre-de-2025/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2025 14:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[fogo]]></category>
		<category><![CDATA[MapBiomas]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/queimadas_2019-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A área atingida por queimadas reduziu em 70% entre janeiro e março no Brasil, de acordo com os novos dados do Monitor do Fogo, do MapBiomas Nesse período, as imagens de satélite captaram focos de fogo em 912,9 mil hectares, o que equivale a 2,1 milhões de hectares queimados a menos em relação a 2024. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/queimadas_2019-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A área atingida por queimadas reduziu em 70% entre janeiro e março no Brasil, de acordo com os novos dados do Monitor do Fogo, do MapBiomas Nesse período, as imagens de satélite captaram focos de fogo em 912,9 mil hectares, o que equivale a 2,1 milhões de hectares queimados a menos em relação a 2024.</p>
<p>Apesar da queda nos registros de fogo, a ameaça continua presente e provoca destruição principalmente na Amazônia. Na região amazônica, foram 774,5 mil hectares, ou 84% do total registrado no País. O estado de Roraima liderou o ranking das queimadas com 415,7 mil hectares perdidos. O Pará, com 208,6 mil hectares, e o Maranhão, com 123,8 mil hectares, aparecem na segunda e terceira colocação, respectivamente. Juntos, eles concentraram 81% de todas as queimadas do trimestre no país.</p>
<p>Esse cenário ocorre devido ao regime climático distinto de Roraima, onde ainda predomina um clima mais seco, o que é um combustível para a disseminação de incêndios. Enquanto isso, outros estados da região, como o <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/depois-da-seca-para-enfrenta-situacao-de-emergencia-por-causa-das-chuvas/">Pará, passam por um período mais chuvoso</a>.</p>
<blockquote><p>“Os dados do primeiro trimestre de 2025 refletem a sazonalidade climática nos biomas brasileiros, com o período de chuvas na maior parte dos biomas resultando em um uma redução geral das áreas queimadas”, afirma Vera Arruda, pesquisadora do IPAM e do MapBiomas Fogo.</p></blockquote>
<p>Na análise específica do mês de março, o levantamento aponta que a Amazônia concentrou 51% da área queimada, com um total de 55,1 mil hectares em risco. Nesse quesito, Roraima e Pará também tiveram os piores resultados, com registros de fogo em 37,3 mil hectares e 9 mil hectares, respectivamente, no mês passado.</p>
<p>No total, foram 106,6 mil hectares queimados no período, o que representa uma queda de 86% em relação a março de 2024, quando houve fogo em 781,5 mil hectares.</p>
<blockquote><p>“A redução expressiva da área queimada na Amazônia é uma boa notícia. Entretanto, é importante entendermos que a estação seca de 2025 que se aproxima possivelmente ainda será forte, o que pode reverter essa condição de redução” alerta Ane Alencar, diretora de Ciência do Ipam e coordenadora do Mapbiomas Fogo.</p></blockquote>
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		<title>Área queimada no Brasil cresce 79% e Pará lidera ranking em 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jan 2025 18:26:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[fogo]]></category>
		<category><![CDATA[MapBiomas]]></category>
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		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
		<category><![CDATA[São Felix do Xingu]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/queimadas-amazonia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As queimadas causaram a degradação de mais de 30,8 milhões de hectares no País em todo o ano passado, o maior índice desde 2019 e um aumento de 79% em relação a 2023. Os dados divulgados nesta quarta-feira, 22, fazem parte do balanço realizado pela plataforma Monitor do Fogo, do MapBiomas, que ainda aponta o [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/11/queimadas-amazonia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As queimadas causaram a degradação de mais de 30,8 milhões de hectares no País em todo o ano passado, o maior índice desde 2019 e um aumento de 79% em relação a 2023. Os dados divulgados nesta quarta-feira, 22, fazem parte do balanço realizado pela plataforma Monitor do Fogo, do MapBiomas, que ainda aponta o Pará como o principal alvo das queimadas.</p>
<p>Na Amazônia, o fogo atingiu 17,9 milhões de hectares, o equivalente a 58% do total registrado no País. No total, 7,3 milhões de hectares foram destruídos pelo fogo no território paraense, o que corresponde a 24% do total nacional.</p>
<p>É no Pará que também fica o município com as maiores taxas de queimadas no Brasil. O estudo revela que São Felix do Xingu, no sudeste paraense, acumulou mais de 1,47 milhão de hectares em 2024, um aumento de 381% em relação à média do ano anterior. Em seguida aparece Corumbá (MS), com 841 mil hectares queimados. Juntos, os dois municípios respondem por mais da metade (55%) da área queimada no Brasil no ano passado.</p>
<p>A situação é ainda mais crítica porque São Félix do Xingu não é um caso isolado, já que o bioma amazônico foi o mais atingido pelo fogo. Segundo a pesquisa, foram 17,9 milhões de hectares destruídos na região ao longo de 2024. Para se ter noção da gravidade, essa extensão é maior do que toda a área queimada no País em 2023 e corresponde a mais da metade (58%) de todas as queimadas no ano passado.</p>
<blockquote><p>“O ano de 2024 destacou-se como um período atípico e alarmante do fogo no Brasil, com um aumento expressivo na área queimada em quase todos os biomas, afetando especialmente as áreas florestais, que normalmente não são tão atingidas. Os impactos dessa devastação expõem a urgência de ações coordenadas e engajamento em todos os níveis para conter uma crise ambiental exacerbada por condições climáticas extremas, mas desencadeada pela ação humana como foi a do ano passado”, recomenda Ane Alencar, diretora de Ciências do IPAM e coordenadora do MapBiomas Fogo.</p></blockquote>
<h3>Relação direta com a seca</h3>
<p>O avanço do fogo tem relação direta com os efeitos das secas recentes aliadas ao fenômeno El Niño, que entre 2023 e 2024 provocou uma queda no volume de chuvas na região. Mas além disso, os especialistas destacam que há outros fatores acelerando esse processo e agravando a crise, aumentando o risco em áreas florestais, por exemplo, que historicamente tiveram menos índices de queimadas em comparação às pastagens.</p>
<blockquote><p>“Esse recorde na Amazônia foi impulsionado por um regime de chuvas abaixo da média histórica, agravando as condições ambientais. Um dado preocupante é que a classe de formação florestal foi a mais atingida, superando pela primeira vez as áreas de pastagens, que tradicionalmente eram as mais afetadas. Essa mudança no padrão de queimadas é alarmante, pois as áreas de floresta atingidas pelo fogo tornam-se mais suscetíveis a novos incêndios. Vale destacar que o fogo na Amazônia não é um fenômeno natural e não faz parte de sua dinâmica ecológica, sendo um elemento introduzido por ações humanas”, alerta Felipe Martenexen, da equipe do MapBiomas Fogo.</p></blockquote>
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