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	<title>mapará &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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		<title>&#8220;Quem vive do rio aprende a se virar&#8221;: A força da tradição na pesca do Mapará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 16:41:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-02-at-10.46.17-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Tereza Coelho O respeito aos ciclos do meio ambiente é uma meta desejada em todo o mundo, mas e se este ciclo virar uma tradição popular que mobiliza um estado inteiro e envolve mais de 50 comunidades ribeirinhas? Essa realidade é vivida anualmente em Cametá, no nordeste paraense, onde o fim do defeso do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/WhatsApp-Image-2026-03-02-at-10.46.17-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Tereza Coelho</em></p>
<p>O respeito aos ciclos do meio ambiente é uma meta desejada em todo o mundo, mas e se este ciclo virar uma tradição popular que mobiliza um estado inteiro e envolve mais de 50 comunidades ribeirinhas? Essa realidade é vivida anualmente em Cametá, no nordeste paraense, onde o fim do defeso do Mapará, peixe símbolo da pesca local, é celebrado por 55 comunidades ribeirinhas de cinco municípios e atrai turistas. A manifestação também é considerada Patrimônio Cultural e Imaterial do Pará.</p>
<p>Raimundo Costa é líder de uma pequena associação de pescadores em Igarapé-Miri, um dos municípios que celebra a abertura da pesca do Mapará. Para ele, o período de defeso é uma pausa importante para o futuro da tradição.</p>
<blockquote><p>&#8220;É importante respeitar o defeso senão falta peixe no futuro. Todo ano a gente recebe orientações e incentivo pra fazer outros jeitos de ganhar dinheiro e até auxílio pra quem precisar. Se não fizer a pausa certinho nesse período (entre 1º de novembro e 1º de março) a produção diminui e a pesca rende pouco. Se a gente tem as nossas necessidades, tem a deles também&#8221;, conta.</p></blockquote>
<p>O diretor de pesca da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Orlando Lobato, explica que a legislação implementada há mais de 10 anos foi estabelecida com base em estudos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).</p>
<blockquote><p>&#8220;Houve muita pesquisa para definir o melhor espaço de tempo para o período de defeso. Isso ajuda o governo a estabelecer políticas públicas e as comunidades por dar a noção exata do período em que a pausa é realmente necessária&#8221;, diz.</p></blockquote>
<p>Lucyan Santos é de Cametá e reforça que o fim do defeso é uma grande celebração entre amigos e o meio ambiente.</p>
<blockquote><p>&#8220;A gente tem outras formas de ganhar dinheiro porque quem vive da terra e do rio aprende a se virar desde sempre, mas o Mapará é uma tradição, um símbolo muito muito importante. As crianças crescem comendo mapará e se tu cresceste sem estar no borqueio (quando as embarcações se posicionam em um círculo para pescar), cresceu errado. É hora de encontrar os amigos de Oeiras, Igarapé-Miri, e Limoeiro (do Ajuru) e ver quem pegou os mais graúdos. Se tiver defeso, tem peixe e se tiver peixe é mais um ano desse encontro garantido. É uma grande celebração que precisa continuar&#8221;, celebra.</p></blockquote>
<figure id="attachment_41114" aria-describedby="caption-attachment-41114" style="width: 860px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-41114" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260228103227-GC00075037-F00291349.webp" alt="" width="860" height="573" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260228103227-GC00075037-F00291349.webp 860w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260228103227-GC00075037-F00291349-300x200.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260228103227-GC00075037-F00291349-768x512.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260228103227-GC00075037-F00291349-150x100.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/20260228103227-GC00075037-F00291349-450x300.webp 450w" sizes="(max-width: 860px) 100vw, 860px" /><figcaption id="caption-attachment-41114" class="wp-caption-text">Maparás capturados no borqueio. Foto: Arquivo/Agência Pará</figcaption></figure>
<h3>100 toneladas no primeiro dia</h3>
<p>No primeiro dia da abertura da pesca do Mapará, os borqueios podem capturar entre 8 a 20 toneladas por bloqueio, chegando a 100 toneladas. No entanto, em parte do município, os frutos do primeiro borqueio são divididos e doados entre comunidades carentes. A abertura de mercado nas feiras da região acontece ao longo da semana.</p>
<blockquote><p>&#8220;Ninguém resiste um mapará assado de brasa, do lado da família e dos amigos então, melhor ainda. Isso que dizem é o tal do consumo consciente&#8221;, comenta Raimundo.</p></blockquote>
<p>O diretor da Sedap conta ainda que o final do defeso também é recebido com festa em outros municípios. Em Curuá, por exemplo, existe um evento semelhante do de Cametá para marcar o retorno da pesca. Ele explica que a maior preocupação é garantir acordos justos com as comunidades, como forma de garantir a preservação do defeso e um equilíbrio ambiental.</p>
<blockquote><p>“Através da Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), o Estado tem tido um protagonismo bastante importante no sentido de celebrar esses acordos de pesca, que nada mais são do que a concordância da comunidade envolvida, de forma participativa, e seguindo todo um processo e um calendário, até se chegar à conclusão daquele acordo selado, para que haja melhor preservação do mapará”</p></blockquote>
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		<title>Em Oeiras do Pará, ribeirinhos fazem festa para a reabertura da temporada de pesca do mapará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 May 2024 16:11:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[mapará]]></category>
		<category><![CDATA[oeiras do pará]]></category>
		<category><![CDATA[pesca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/pesca_mapara1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />No último sábado, 4, a cidade de Oeiras do Pará, localizada na Ilha do Marajó, celebrou a 4ª Abertura da Pesca do Mapará. O evento, que reuniu moradores, pescadores, autoridades locais e turistas, marca o fim do período do defeso, a “piracema”, fenômeno anual em que determinadas espécies de peixes, como o mapará, nadam rio [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/05/pesca_mapara1-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>No último sábado, 4, a cidade de Oeiras do Pará, localizada na Ilha do Marajó, celebrou a 4ª Abertura da Pesca do Mapará. O evento, que reuniu moradores, pescadores, autoridades locais e turistas, marca o fim do período do defeso, a “piracema”, fenômeno anual em que determinadas espécies de peixes, como o mapará, nadam rio acima, contra a correnteza, em busca de locais adequados para desova e reprodução.</p>
<p>A abertura da pesca do mapará em Oeiras do Pará é mais do que apenas um evento para marcar o início da temporada. É uma verdadeira festa para a comunidade, que celebra a tradição, a cultura e a importância da pesca como fonte de renda para as comunidades ribeirinhas. As ruas da cidade foram tomadas por barracas de comidas típicas, artesanato local e apresentações musicais que animaram o público presente.</p>
<p>O evento também foi um momento para homenagear os pescadores, que dedicam suas vidas à pesca do mapará. Diversas autoridades locais discursaram sobre a importância da pesca sustentável e da preservação ambiental, reconhecendo o papel fundamental dos pescadores na economia e na cultura da região.</p>
<h3>Símbolo da identidade ribeirinha</h3>
<p>A pesca do mapará representa muito mais do que uma simples atividade econômica. É um símbolo da identidade cultural das comunidades ribeirinhas do Pará, que passam de geração em geração o conhecimento e as técnicas tradicionais de pesca.</p>
<p>A abertura da temporada é um momento para celebrar essa tradição e reafirmar a importância da pesca para a preservação do modo de vida local.</p>
<p>Na região do Baixo Tocantins, no Pará, a piracema se encerra em fevereiro e a temporada de pesca do mapará acontece de março a outubro. Em cidades como Cametá e Limoeiro do Ajuru, a liberação atrai uma multidão de pescadores.</p>
<h3>Sustentabilidade e Conservação</h3>
<p>É importante destacar que a pesca do mapará em Oeiras do Pará é realizada de forma sustentável, com o manejo adequado dos recursos pesqueiros e respeito ao meio ambiente. As autoridades locais trabalham em conjunto com as comunidades ribeirinhas para garantir a preservação da espécie e a pesca responsável, assegurando a perpetuação dessa tradição para as futuras gerações.</p>
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