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	<title>manejo &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>manejo &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Dia do Açaí: Pará aposta no fortalecimento da cadeia produtiva sustentável do fruto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Sep 2024 19:16:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/acai-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Com mais de 1,7 milhão de toneladas por ano, o Pará responde por 93% de toda a produção nacional do açaí. O fruto é um símbolo da cultura alimentar da Amazônia, além de um vetor para o desenvolvimento sustentável da região. Neste 5 de setembro, data dedicada tanto à Amazônia quanto ao açaí, o apoio [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/acai-Pedro-Guerreiro-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Com mais de 1,7 milhão de toneladas por ano, o <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/para-fecha-2023-como-lider-na-producao-de-acai-dende-cacau-mandioca-e-abacaxi/">Pará responde por 93% de toda a produção nacional do açaí</a>. O fruto é um símbolo da cultura alimentar da Amazônia, além de um vetor para o desenvolvimento sustentável da região. Neste 5 de setembro, data dedicada tanto à<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/dia-da-amazonia-restauracao-biocultural-une-saberes-tradicionais-e-ciencia-para-proteger-a-floresta/" target="_blank" rel="noopener"> Amazônia </a>quanto ao açaí, o apoio à cadeia produtiva ligada à espécie avança  e beneficia desde o agricultor e extrativista até o batedor.</p>
<p>No arquipélago do Marajó estão dois municípios entre os dez maiores produtores de açaí do Brasil: Bagre e Anajás. É nesta região com grande potencial, mas ainda marcada pelos baixos índices de desenvolvimento humano (IDH), que o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em parceria com a Embrapa realiza o projeto Sustenta e Inova.</p>
<p>Com foco na capacitação de 4 mil famílias de produtores, a iniciativa dissemina conhecimento sobre formas de manejo que melhoram a produtividade, ajudam a restaurar áreas degradadas e são menos agressivas ao meio ambiente. Além disso, a implantação de tecnologias e boas práticas para o preparo da terra e cultivo do açaí ajudaram também a melhorar a qualidade dos frutos e prolongar o tempo de safra.</p>
<p>Para o diretor-superintendente do Sebrae no Pará, Rubens Magno, esses aspectos representam os impactos que o trabalho pode ter, já que a capacitação possibilita que os agricultores aprendam a mapear as exigências dos mercados institucionais e privados e a desenvolver técnicas de processamento e agroindustrialização, que facilita a entrada desses grupos nos circuitos da bioeconomia.</p>
<blockquote><p>“Esse é um programa que está alinhado à agenda da COP30, que acontecerá no Pará em 2025, pois ajuda a plantar a semente para o fortalecimento de uma das mais promissoras cadeias baseadas na bioeconomia amazônica, já que os visitantes da conferência provavelmente repetirão a predileção, já identificada em mercados internacionais, pelo consumo da fruta”, destaca Rubens Magno em artigo publicado no site <a href="https://oeco.org.br/analises/capacitacao-insere-acai-do-marajo-em-novos-mercados-da-bioeconomia/" target="_blank" rel="noopener">O eco</a>.</p></blockquote>
<p>No cenário estadual, a cadeia produtiva do fruto também é atendida com programas de estímulo à produção e a visibilidade do produto. Uma dessas ações é a organização do festival do açaí que a cada ano apresenta novidades e soluções técnicas e tecnológicas que abrem portas para o avanço do setor.</p>
<blockquote><p>Para alavancar a produção do produto, a Sedap apoiou com recursos financeiros a Embrapa na pesquisa que lançou a nova atualização da Cultivar BRS Paidégua (para cultivo de açaí em várzea e terra firme), apresentando alta produtividade e a distribuição de cerca de 14 toneladas de sementes, o que possibilitou a implantação de 35 mil novos hectares da cultura. Também, via convênio com a Emater, a Sedap patrocina anualmente a capacitação de produtores ribeirinhos em técnicas de manejo de açaizais com práticas de sustentabilidade”, comenta o gerente de Fruticultura da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Geraldo Tavares à <a style="font-size: 14px;" href="https://agenciapara.com.br/noticia/59374/dia-do-acai-para-segue-na-lideranca-nacional-com-mais-de-90-da-producao-brasileira" target="_blank" rel="noopener">Agência Pará</a><span style="font-size: 14px; color: var(--c-contrast-800);">.</span></p></blockquote>
<p>Na outra ponta, a Sedap atua junto com secretarias municipais de saúde promovendo cursos de manipulação de alimentos e a distribuição de equipamentos para os batedores de açaí. A capacitação aliada aos recursos da mesa de catação, tanque de branqueamento e despolpadeira ajudam a garantir a higiene e padronização do produto que chega às mesas dos paraenses.</p>
<p>Com o mercado em alta e o fortalecimento das medidas de apoio, Edvaldo Silva, da Ilha do Combu, que há mais de 40 anos trabalha com a extração e venda do fruto, diz que os principais ganhos vieram com o aumento da renda para produtores, batedores e comerciantes.</p>
<blockquote><p>“Desde quando eu nasci, eu trabalho com açaí. A minha família só trabalha com açaí. A gente produz e vende na feira, em Belém. Hoje em dia, o açaí melhorou muito, não só pra mim, mas pra muita gente, porque a maioria da renda é do açaí”, relata Edvaldo.</p></blockquote>
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		<title>Manejo de bacurizais evita desmatamento e melhora renda de agricultoras quilombolas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jul 2024 14:22:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Abaetetuba]]></category>
		<category><![CDATA[assistência técnica]]></category>
		<category><![CDATA[Bacuri]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/07/projeto-putirum-abaetetuba-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Espécies frutíferas típicas da Amazônia, como o cupuaçu e o bacuri, têm hoje um grande apelo comercial dentro e fora da região. O potencial do mercado é grande, mas produtores familiares ainda encontram dificuldades para ampliar a produção muito prejudicada pelo histórico de desmatamento. Uma das alternativas é a adoção de técnicas adequadas de manejo [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/07/projeto-putirum-abaetetuba-Agencia-Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Espécies frutíferas típicas da Amazônia, como o cupuaçu e o bacuri, têm hoje um grande apelo comercial dentro e fora da região. O potencial do mercado é grande, mas produtores familiares ainda encontram dificuldades para ampliar a produção muito prejudicada pelo histórico de desmatamento. Uma das alternativas é a adoção de técnicas adequadas de manejo das árvores nativas.</p>
<p>Com esse objetivo em mente, a Associação de Mulheres Quilombolas Agroextrativistas do Ramal do Bacuri (Raízes do Bacuri), do município de Abaetetuba, deu início ao projeto Putirum – que remete à ideia de “mutirão” na língua tupi. A iniciativa conta com recursos da organização-não governamental Cáritas Brasileira e apoio do Governo do Estado e da Federação dos Órgãos para Assistência Social e Educação (Fase).</p>
<p>O uso de estratégias de manejo das árvores nativas deve ter impacto no aumento da colheita; no fortalecimento da subsistência das comunidades, já que o fruto é consumido na forma de sucos, doces, geleias e outros alimentos; bem como ajude a evitar o desmatamento na região, visto que a madeira do bacurizeiro é considerada nobre e costuma ser utilizada na construção de pequenas embarcações.</p>
<blockquote><p>“Nossos antepassados focaram na madeira, e derrubaram e queimaram muito, o que enfraqueceu nossas terras. Mas hoje nossa visão é diferente: madeira a gente tira e só lucra uma vez; bacuri, não: a gente colhe, consome e comercializa das mais diferentes formas, todo ano; Fora isso, nossa intenção é preservação máxima da floresta”, contou à <a href="https://www.agenciapara.com.br/noticia/57996/com-emater-manejo-de-bacurizal-em-abaetetuba-melhora-renda-de-mulheres" target="_blank" rel="noopener">Agência Pará</a> Marciane Pastana, de 36 anos, presidente da Associação de Remanescentes de Quilombos da Comunidade Ramal do Bacuri (Arquiba).</p></blockquote>
<p>Entre as ações desenvolvidas pelo projeto Putirum estão a capacitação e orientação de cerca de 30 agricultoras em torno das estratégias que garantem maior produtividade dos bacurizais, como o espaçamento. De acordo com avaliação dos técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), o potencial de frutificação dos territórios Cataiandeua e Ramal do Bacuri, que ficam nas proximidades da rodovia PA-151, está abaixo de 1%.</p>
<p>Isso significa que a implementação das técnicas recomendadas deve favorecer o nascimento de mais frutos e, consequentemente, aumentar a renda das famílias devido à valorização da polpa do bacuri no mercado. Para se ter uma ideia, em alguns supermercados de Belém, o produto chega a custar até quatro vezes mais do que outras frutas.</p>
<blockquote><p>“Quando espaçamos para 10 metros, e plantamos espécies de retorno rápido no caminho, tais quais abacaxi, o processo alavanca a produtividade”, explica o engenheiro agrônomo da Emater Flávio Ikeda.</p></blockquote>
<p>A comercialização dos bacuris também deve ser aliada de outras atividades, como o plantio e o beneficiamento de mandioca.  A proposta do projeto Putirum envolve a disseminação de duas estratégias produtivas desenvolvidas pela Embrapa: o Jardim de Reciclagem e o Plantio Direto Agroecológico, que são aplicados em duas unidades de demonstração montadas na região.</p>
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		<title>Produtor de São Félix do Xingu se torna referência em pecuária sustentável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jul 2024 15:10:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/osvaldo-vagner-produtor-rural-reproducao-youtube-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará é hoje um importante polo da produção pecuária nacional com um rebanho total de mais de 26 milhões de cabeças, com destaque para o município de São Félix do Xingu, onde há mais de 2 milhões de animais, o maior do país. O avanço desse setor na região se deu com degradação e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/osvaldo-vagner-produtor-rural-reproducao-youtube-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará é hoje um importante polo da produção pecuária nacional com um rebanho total de mais de 26 milhões de cabeças, com destaque para o município de São Félix do Xingu, onde há mais de 2 milhões de animais, o maior do país. O avanço desse setor na região se deu com degradação e abertura de áreas para pastagem, porém novas formas de manejo estão transformando a pecuária em uma atividade mais produtiva e sustentável.</p>
<p>Práticas como recuperação do pasto, pastejo rotacionado e preservação de áreas de floresta fazem parte da receita adotada pelo produtor rural Osvaldo Wagner, cuja propriedade é uma das Unidades de Referência Tecnológica do Programa Territórios Sustentáveis, do Governo do Pará.</p>
<p>No local, a Embrapa e a  Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater) aplicam, demonstram e disseminam conhecimento sobre estratégias que garantem benefícios econômicos e ambientais para os produtores.</p>
<blockquote><p>“São práticas simples nas quais o produtor acerta a fertilidade do solo, planta o capim mais adequado e faz o manejo da entrada e saída de animais no pastejo rotacionado”, explica Bruno de Maria, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa no Pará.</p></blockquote>
<figure id="attachment_29472" aria-describedby="caption-attachment-29472" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-29472 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/territorio-sustentavel-s.-felix-reproducao-youtube-1024x613.jpg" alt="" width="1024" height="613" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/territorio-sustentavel-s.-felix-reproducao-youtube-1024x613.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/territorio-sustentavel-s.-felix-reproducao-youtube-300x180.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/territorio-sustentavel-s.-felix-reproducao-youtube-768x460.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/territorio-sustentavel-s.-felix-reproducao-youtube-150x90.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/territorio-sustentavel-s.-felix-reproducao-youtube-450x270.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/territorio-sustentavel-s.-felix-reproducao-youtube-1200x719.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/territorio-sustentavel-s.-felix-reproducao-youtube.jpg 1347w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-29472" class="wp-caption-text">Técnicas adequadas garantem mais produção e nenos impacto ambiental na pecuária. Foto Reprodução Youtube</figcaption></figure>
<p>A principal vitrine desse trabalho está atualmente na propriedade de Wagner, que está há 36 anos no município, Ele conta que trabalhava no modelo de pecuária extensiva e sem manejo, que a longo prazo acabou degradando o solo e levando a queda na produtividade. Há três décadas, a fazenda tinha lotação de 10 a 15 animais por alqueire (cerca de 27 mil m²), porém essa lotação caiu para em torno de cinco animais por alqueire.</p>
<p>Ao invés de abrir novos pastos, o que iria aumentar a degradação, o produtor passou a receber todo o suporte de assistência técnica e tecnológica para implementar a pecuária intensiva e se tornou uma referência no tema no sudeste paraense.</p>
<blockquote><p>“O conhecimento mudou tudo. Conseguimos recuperar o pasto que estava quase degradado, aumentar a lotação para 16 animais por alqueire (em torno de três animais por hectare) e o gado ganha mais peso quando comparado ao pasto sem adubação”, afirma o pecuarista.</p></blockquote>
<h3>Apoio por práticas sustentáveis</h3>
<p>Por meio do programa Territórios Sustentáveis, produtores rurais de São Félix do Xingu, Tucumã, Ourilândia do Norte e Água Azul do Norte estão recebendo apoio para implementar práticas voltadas ao desenvolvimento sustentável. As Unidades de Referências Tecnológicas implementadas pela Embrapa apresentam projetos nas áreas de manejo e conservação dos solos, recuperação de pastagens, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), sistemas agroflorestais e recuperação florestal.</p>
<p>Além disso, com a adoção dessas tecnologias, os empreendimentos da região podem ser habilitados a ingressar no Programa Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais. A ideia é que os produtores recebam uma remuneração pelos serviços prestados na recuperação e proteção de áreas de preservação permanente, por exemplo, um incentivo a mais para manter a floresta em pé. Esse é o caso de Osvaldo Wagner que recentemente foi um dos primeiros produtores da região a ser cadastrado no programa,</p>
<blockquote><p>“A presença da Emater e mais recentemente da Embrapa aqui na propriedade foi muito importante para essa mudança. A gente primeiro tem que buscar o conhecimento e depois tem que ter coragem de colocar em prática”, afirmou.</p></blockquote>
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		<title>Dia das Florestas: Saberes milenares de manejo ajudaram na formação da Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Mar 2024 11:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/10/florestas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Fabrício Queiroz As florestas dão uma série de contribuições essenciais para a manutenção da vida, da biodiversidade e do equilíbrio climático no planeta. Apesar disso, esses ambientes estão em constante ameaça devido à ação humana, que é a principal responsável pela devastação, as queimadas e o desmatamento. Neste 21 de março, quando se comemora o [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/10/florestas-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Fabrício Queiroz</em></p>
<p>As florestas dão uma série de contribuições essenciais para a manutenção da vida, da biodiversidade e do equilíbrio climático no planeta. Apesar disso, esses ambientes estão em constante ameaça devido à ação humana, que é a principal responsável pela devastação, as queimadas e o desmatamento. Neste 21 de março, quando se comemora o Dia Internacional das Florestas, o <strong>Pará Terra Boa </strong>lembra que essa relação nem sempre foi predatória e que o homem pode ser um aliado desses ecossistemas.</p>
<p>As populações da Amazônia, sejam elas rurais ou urbanas, têm uma relação muito próxima com a floresta. É dentro delas que estão mais bem preservados os recursos hídricos e os rios por onde trafegam milhões de pessoas. São elas que também abrigam inúmeras espécies da fauna e da flora, além de prover as sociedades locais com uma enorme variedade de frutas e plantas medicinais de uso cotidiano.</p>
<p>Aliás, a pesquisa arqueológica desenvolvida na região mostra que a disseminação de muitas dessas espécies é uma evidência de como a maior floresta tropical do mundo é fruto de um longo histórico de processos de manejo. <a href="https://www.museu-goeldi.br/em-carajas-estudos-comprovam-a-origem-antropica-da-floresta-amazonica" target="_blank" rel="noopener">Projetos realizados pelo Museu Paraense Emílio Goeldi em Carajás</a> revelam que os grupos humanos já manejavam a floresta amazônica há pelo menos 11 mil anos.</p>
<p>Essa conclusão é apresentada no livro “A Humanidade e a Amazônia: 11 mil anos de evolução histórica em Carajás”, organizado por Marcos Pereira Magalhães. A obra estabelece conexões entre as investigações arqueológicas e os estudos botânicos, fornecendo uma nova perspectiva sobre a formação da Amazônia e o papel dos povos caçadores-coletores.</p>
<p>Segundo a pesquisa, esses povos ainda não tinham desenvolvido a tecnologia da produção cerâmica nem uma agricultura sistematizada, porém foram eles os responsáveis pelo manejo e seleção cultural das plantas encontradas atualmente, sobretudo em virtude das suas necessidades medicinais, alimentares e de construção.</p>
<blockquote><p>“Nosso viés de pesquisa sempre foi o impacto humano sobre a Amazônia, a partir da perspectiva da cobertura vegetal. Nós percebemos que esse impacto humano existe desde o início e que no princípio foi positivo”, pontua Marcos Magalhães.</p></blockquote>
<p>Entre essas espécies selecionadas na pré-história da Amazônia estão frutos como o cacau e o cupuaçu, que podem ser encontrados em diferentes localidades e se tornaram ingredientes típicos de muitos pratos da culinária regional. Isso porque as populações que sucederam os caçadores-coletores herdaram essa sabedoria do manejo e aprimoraram técnicas de produção, de cultivo e de composição do solo e das paisagens. Uma sabedoria ancestral cada vez mais ameaçada pela devastação.</p>
<blockquote><p>“Imagine que ao longo de 11 mil anos essas pessoas foram conhecendo e selecionando aquelas plantas. Hoje, não conhecemos muitas das suas utilidades, pois esse conhecimento foi perdido a partir da invasão europeia, com a imposição de uma outra cultura”, analisa o arqueólogo.</p></blockquote>
<p>Já Eduardo Góes Neves, professor do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, se dedica a estudar os vestígios de populações antigas da região que podem ser encontrados, seja em resquícios de cerâmica, em geoglífos e em sedimentos da chamada terra preta em porções da Amazônia Ocidental. Ainda que abordagens diferentes tenham sido aplicadas, as conclusões foram semelhantes.</p>
<blockquote><p>“A ideia, ainda muito difundida, de uma formação florestal virgem, intocada, não corresponde à realidade. As florestas amazônicas são produtos da ação humana. O manejo criou a composição de árvores que existe hoje”, disse o pesquisador autor do <a href="https://www.paraterraboa.com/cultura/floresta-amazonica-foi-densamente-povoada-com-manejo-antigo-de-acao-humana/">livro “Sob os tempos do equinócio: oito mil anos de história na Amazônia”</a>.</p></blockquote>
<p>O que esses e outros estudos trazem não é apenas uma nova forma de olhar a floresta, mas também demonstram que é possível reaprender com o passado e estabelecer novas relações com a floresta e com natureza.</p>
<blockquote><p>“Há diferentes formas de viver e prosperar na Amazônia. O modelo atualmente dominante, que derruba árvores, queima a mata, esburaca a terra, contamina os rios e transforma a paisagem exuberante em uma terra desolada, não é o único possível. É possível viver na e da floresta sem destruí-la. E as populações que vivem desse jeito, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, são os grandes guardiães não apenas da floresta viva, mas também dos tesouros arqueológicos que ela esconde”, afirma Eduardo Neves.</p></blockquote>
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		<title>Cigarrinha de milho: saiba o que fazer para controlar a praga que pode destruir plantações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2023 15:20:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[cigarrinha de milho]]></category>
		<category><![CDATA[colheita]]></category>
		<category><![CDATA[cultivo]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[manejo]]></category>
		<category><![CDATA[praga]]></category>
		<category><![CDATA[semeadura]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/01/cigarrinha3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A cigarrinha de milho é a principal dor de cabeça do produtor de milho. E, o pior, ainda não se tem medidas curativas para os chamados enfezamentos pálido e vermelho do milho, doenças que podem provocar perdas de mais de 70% na produtividade das lavouras. Existem, porém, uma série de recomendações da Embrapa e parceiros [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/01/cigarrinha3-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A cigarrinha de milho é a principal dor de cabeça do produtor de milho. E, o pior, ainda não se tem medidas curativas para os chamados enfezamentos pálido e vermelho do milho, doenças que podem provocar perdas de mais de 70% na produtividade das lavouras.</p>
<p>Existem, porém, uma série de recomendações da Embrapa e parceiros que, seguidas em escala local e regional, podem minimizar os prejuízos na cultura.</p>
<p>As chamadas queimas controladas não estão entre as recomendações.  De acordo com norma da Secretaria  do Estado do Meio Ambiente  e Sustentabilidade do Pará (Semas), “o emprego do fogo mediante queima controlada depende de prévia autorização, a ser obtida pelo interessado junto à secretária&#8221;.</p>
<p>Veja o que pode ser feito em cada fase, segundo a Embrapa, para controlar a cigarrinha:</p>
<p><strong>Na entressafra:</strong></p>
<ul>
<li>Eliminar plantas de milho voluntárias (tigueras) e manter a lavoura no limpo.</li>
</ul>
<p><strong>Na semeadura:</strong></p>
<ul>
<li>Sincronizar o período de semeadura na região;</li>
<li>Evitar a semeadura do milho em proximidade de lavouras mais velhas com alta incidência de enfezamentos;</li>
<li>Diversificar e rotacionar cultivares de milho;</li>
<li>Usar híbridos com maior tolerância genética aos enfezamentos;</li>
<li>Usar sementes certificadas e tratá-las com inseticidas registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Tratar as sementes vai reduzir a transmissão dos molicutes na fase inicial da cultura.</li>
</ul>
<p><strong>Durante o cultivo:</strong></p>
<ul>
<li>Monitorar a presença da cigarrinha entre as fases VE (emergência) e V8 (oitava folha) do milho e aplicar inseticidas registrados para reduzir ao máximo a população de cigarrinhas;</li>
<li>Rotacionar os modos de ação para evitar a resistência aos inseticidas;</li>
<li>Controlar a qualidade da colheita e evitar a perda de espigas e grãos.</li>
</ul>
<p><strong>Após a colheita:</strong></p>
<ul>
<li>Transportar o milho colhido e evitar a perda de grãos nas estradas;</li>
<li>Fazer a rotação de cultivos e evitar o plantio sucessivo de gramín.</li>
</ul>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Novas formas de extrair óleo de pracaxi aumentam produção de comunidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Aug 2022 18:12:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amapá]]></category>
		<category><![CDATA[manejo]]></category>
		<category><![CDATA[óleo de pracaxi]]></category>
		<category><![CDATA[pracaxi]]></category>
		<category><![CDATA[pracaxizeiro]]></category>
		<category><![CDATA[semente]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/pracaxi4-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O pracaxizeiro é visto em grande quantidade nas margens dos rios do estuário amazônico &#8211; ponto de encontro do rio e o mar, na divisa do Amapá e Pará. Seu óleo é amplamente utilizado na região como anti-inﬂamatório, cicatrizante e antiofídico. A adoção das boas práticas em todas as fases, desde a coleta das sementes [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/pracaxi4-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O pracaxizeiro é visto em grande quantidade nas margens dos rios do estuário amazônico &#8211; ponto de encontro do rio e o mar, na divisa do Amapá e Pará. Seu óleo é amplamente utilizado na região como anti-inﬂamatório, cicatrizante e antiofídico. A adoção das boas práticas em todas as fases, desde a coleta das sementes até o envasamento do óleo, além de novos equipamentos, tem proporcionado aumento de produção e comercialização para a comunidade ribeirinha Limão do Curuá, localizada no Arquipélago do Bailique (Amapá). Mas pode e deve ser adotada no Pará também.</p>
<p>Uma das inovações impactantes no processo de extração do óleo de pracaxi é o uso da prensa mecânica. Anteriormente, o equipamento mais usado era a prensa artesanal feita pelos próprios agroextrativistas com a madeira da árvore pracuúba. Porém, por ser de madeira, é vulnerável a rachaduras que viram habitat para micro-organismos nocivos como fungos e bactérias, que podem potencializar a acidez e redução da qualidade química do óleo.</p>
<p>A prensa mecânica proporciona uma importante redução do tempo de extração, já que não há necessidade de trabalhar a massa todos os dias, três vezes ao dia, durante 30 dias, para o escorrimento do óleo.</p>
<figure id="attachment_12260" aria-describedby="caption-attachment-12260" style="width: 380px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-12260" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/pracaxi2-214x300.jpeg" alt="" width="380" height="533" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/pracaxi2-214x300.jpeg 214w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/pracaxi2-150x210.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/pracaxi2-450x631.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/pracaxi2.jpeg 642w" sizes="(max-width: 380px) 100vw, 380px" /><figcaption id="caption-attachment-12260" class="wp-caption-text">Foto: Paulo Paiva</figcaption></figure>
<p>Outra prática que gera bons resultados é substituir o fogo pelo sol na hora do cozimento.</p>
<p>“Nós trabalhávamos da forma mais antiga, criada pelas nossas avós. Fazíamos o cozimento das sementes ao fogo, o que durava o dia inteiro. Hoje, nosso grupo adotou a prática de levá-las ao sol. Além disso, ao invés de piladas, as sementes são trituradas no liquidificador industrial. Com isso, em poucos minutos temos a massa para ser levada à prensa mecânica”, explica a extratora Claudiane Barbosa.</p>
<p>Ela conta que se antes a extração de um litro de óleo de pracaxi demorava de três a quatro dias, hoje leva apenas 30 minutos.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-12259" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/pracaxi-300x214.jpeg" alt="" width="450" height="321" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/pracaxi-300x214.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/pracaxi-768x548.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/pracaxi-150x107.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/pracaxi-450x321.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/pracaxi.jpeg 900w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /></p>
<p>Também gera bons resultados o uso de água tratada com hipoclorito para lavagem de sementes, no lugar de água de rio. A Embrapa também recomenda que o envasamento do óleo seja feito em garrafas escuras ou protegidas por papel no lugar de garrafas pet ou de vidro transparente.</p>
<figure id="attachment_12262" aria-describedby="caption-attachment-12262" style="width: 450px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-12262" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/pracaxi3-300x214.jpeg" alt="" width="450" height="321" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/pracaxi3-300x214.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/pracaxi3-768x548.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/pracaxi3-150x107.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/pracaxi3-450x321.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/08/pracaxi3.jpeg 900w" sizes="(max-width: 450px) 100vw, 450px" /><figcaption id="caption-attachment-12262" class="wp-caption-text">Foto: Paulo Paiva</figcaption></figure>
<p>O óleo de pracaxi é extraído das sementes da árvore <em>Pentaclethra macroloba</em> (Willd.) Kuntze, conhecida popularmente como pracaxizeiro. É uma espécie típica da Amazônia que pode alcançar 14 metros de altura, o equivalente a um prédio de quatro andares, e seu tronco atinge um Diâmetro na Altura do Peito (DAP) de até 59 centímetros.</p>
<p>Os frutos amadurecem e as sementes se dispersam entre os meses de janeiro a abril até 10 metros de distância das árvores e flutuam nos ambientes de várzea, onde são transportadas pelas marés ao longo dos rios e igarapés.</p>
<p><em>Fonte: Embrapa Amapá</em></p>
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		<title>Conheça técnicas de manejo adequadas para plantio de açaí em terra firme</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jun 2022 16:14:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[abelhas]]></category>
		<category><![CDATA[açaí]]></category>
		<category><![CDATA[Acará]]></category>
		<category><![CDATA[manejo]]></category>
		<category><![CDATA[polinizadores]]></category>
		<category><![CDATA[terra firme]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/acai-em-acara-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Nas margens do Rio Acará, localizado na região nordeste paraense, o manejo do açaí de várzea é uma das principais atividades da agricultura familiar da região. Mas é a expansão dessa cultura para a terra firme que vem despertando o interesse dos agricultores, que devem ficar atentos. Um deles é Benedito da Silva, que além [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/06/acai-em-acara-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Nas margens do Rio Acará, localizado na região nordeste paraense, o manejo do açaí de várzea é uma das principais atividades da agricultura familiar da região. Mas é a expansão dessa cultura para a terra firme que vem despertando o interesse dos agricultores, que devem ficar atentos.</p>
<p>Um deles é Benedito da Silva, que além de cultivar a mandioca e manejar o açaí nativo, vai ampliar a produção trazendo a palmeira para dentro da propriedade. “Eu ainda não planto o açaí em terra firme, mas vou iniciar ainda este ano” afirmou.</p>
<p>O agricultor foi um dos participantes do curso “Manejo da cultura do açaí em terra firme”, realizado pela Embrapa Amazônia Oriental, no dia 31/05, no município do Acará.</p>
<p>Cerca de 80% da população do Acará vive na zona rural, de acordo com a engenheira agrônoma Helenice César, coordenadora do escritório regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do estado do Pará (<a href="https://www.emater.pa.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Emater – Pará</a>).</p>
<p>“O acesso a informação e tecnologias para o preparo da área, para o plantio e adubação é fundamental aos agricultores e o curso ofertado pela Embrapa é uma excelente oportunidade para formar multiplicadores e fazer a informação chegar em todo o município”, afirma.</p>
<h3>Demanda do mercado</h3>
<p>O interesse do mercado, principalmente o interno, é um dos principais fatores para expansão do cultivo do açaí em terra firme, segundo o pesquisador <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/241953/joao-tome-de-farias-neto" target="_blank" rel="noopener">João Tomé de Farias Neto</a>, da Embrapa Amazônia Oriental. Ele estima que o crescimento anual da demanda de mercado por esse fruto está em torno de 15%, já o crescimento da produção é de 5% ao ano. “Então existe uma lacuna importante para esse crescimento e a produção, principalmente na entressafra, é uma oportunidade muito interessante aos agricultores”, afirma.</p>
<p>Ele ressalta ainda que com o manejo adequado, adubação e irrigação é possível superar grande parte da sazonalidade na produção da palmeira e assim tornar a atividade mais rentável ao produtor.</p>
<blockquote><p>“A produção na entressafra é para atender diretamente o mercado interno. O Pará produz 1,5 milhão de toneladas ao ano, sendo que 20% é consumido dentro da própria propriedade, 85% é no mercado local e 5% vai para outros estados e países”, explica o especialista.</p></blockquote>
<h3>Manejo certo</h3>
<p>O agricultor Anry Nagase, do município do Acará, tem quatro hectares de plantio em terra firme de açaí e aponta que a adubação está entre os principais desafios do cultivo.</p>
<p>“Como aqui chove bastante, ainda não senti a necessidade de irrigar, mas minha produção está insuficiente”, afirma. O pesquisador João Tomé explica que na fase produtiva, o açaizeiro extrai mais potássio do solo, por isso é preciso intensificar a oferta desse nutriente à planta.</p>
<p>A polinização do açaizeiro também despertou o interesse do agricultor. O tema foi abordado pela pesquisadora <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/270033/marcia-motta-maues" target="_blank" rel="noopener">Márcia Maués</a>, da Embrapa Amazônia Oriental. Maués explica que o açaizeiro tem uma grande diversidade de polinizadores, mas as abelhas nativas são as mais abundantes e frequentes nas flores dessa palmeira.</p>
<p>“Muitas dessas abelhas não podem ser manejadas, então é fundamental manter ou restaurar a vegetação nativa próxima aos plantios para que esses insetos tenham abrigo e alimento fora da época de floração do açaí”, recomenda a pesquisadora da Embrapa. Ela acrescenta ainda que conciliar o manejo de abelhas com a manutenção ou restauração da floresta é fundamental para o serviço de polinização.</p>
<p>Na área do Anry Nagase, segundo ele, já não há tanta área de vegetação nativa, então ele aposta na introdução de colmeias no plantio.</p>
<p>“Vou iniciar a atividade da meliponicultura para melhorar a produção de frutos na minha área. A intenção é ter o cacho cheio”, afirma.</p>
<p>Já o agricultor Benedito da Silva vai mudar uma prática até pouco tempo recorrente. Ao invés de eliminar os ninhos, vai observar mais a presença das abelhas no açaizal e manter as árvores grandes dentro e nas proximidades da área.</p>
<blockquote><p>“Quando eu encontrava a abelha arapuá, eu derrubava a árvore e queimava o ninho, porque achava que ela só trazia prejuízo. Agora eu já sei que ela é muito importante para o açaizeiro e não vou mais fazer isso”, finaliza.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Embrapa Amazônia Oriental</em></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Saiba qual é o melhor espaçamento da castanheira para aumentar produção de madeira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 May 2022 15:15:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[castanheira]]></category>
		<category><![CDATA[espaçamento]]></category>
		<category><![CDATA[madeira]]></category>
		<category><![CDATA[manejo]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/madeira-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Fase importante da instalação de um plantio, o espaçamento adotado entre as plantas influencia no crescimento e na utilização desta para o empreendimento. Resultados de estudos feitos pela Embrapa Amazônia Ocidental (AM), em plantios de castanheiras (Bertholletia excelsa) estabelecidos há 20 anos, concluiu a distância de 4m x 4m, e de 5m x 5m, como as mais [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/05/madeira-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Fase importante da instalação de um plantio, o espaçamento adotado entre as plantas influencia no crescimento e na utilização desta para o empreendimento. Resultados de estudos feitos pela <a href="http://www.embrapa.br/amazonia-ocidental" target="_blank" rel="noopener">Embrapa Amazônia Ocidental</a> (AM), em plantios de castanheiras (<em>Bertholletia excelsa</em>) estabelecidos há 20 anos, concluiu a distância de 4m x 4m, e de 5m x 5m, como as mais adequadas para o cultivo dessa espécies florestal para a finalidade de produção de madeira.</p>
<p>De acordo com o pesquisador da Embrapa <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/241160/roberval-monteiro-bezerra-de-lima" target="_blank" rel="noopener">Roberval Lima</a>, usualmente há dois padrões de espaçamento no estabelecimento de plantações tropicais: quadrado (o mais comum) e retangular.</p>
<blockquote><p>“O número de árvores plantadas por hectare é uma das principais decisões silviculturais no estabelecimento das plantações”, informa. “É um fator que afeta o custo, porque pequenos espaçamentos requerem alto número de mudas, mas por outro lado, estreitos espaçamentos podem induzir à desrama natural, melhorando a qualidade da madeira”, compara Lima.</p></blockquote>
<p>No caso da castanha-do-brasil, espaçamentos iniciais muito amplos favorecem a formação de copas grandes, sendo mais indicados para a produção de frutos. Espaçamentos menores são mais indicados para a produção madeira, pois favorecem a desrama natural e a formação de copas mais estreitas.</p>
<p>O trabalho foi conduzido na fazenda Aruanã, em Itacoatiara, no Amazonas, em uma área alterada, usada anteriormente para pastagem, iniciada em janeiro de 1995, a utilização de mudas provenientes do próprio viveiro da propriedade, não tendo sido realizada nenhuma adubação ao longo dos 15 anos de idade do povoamento. Foram avaliadas 566 árvores.</p>
<p>Os tratamentos foram compostos por seis diferentes espaçamentos: 3 m x 4 m; 5 m x 5 m; 5 m x 6 m; e 6 m x 6 m. Foram avaliados e mensurados a altura total e do DAP (diâmetro tomado a 1,30 m do solo), e coletados os dados de sobrevivência.</p>
<h3>Bom negócio</h3>
<p>Em 2019, a balança comercial do setor de árvores plantadas foi de US$ 10,3 bilhões em 2019, o segundo melhor resultado dos últimos dez anos. Essa cadeia industrial representa 1,2% do PIB Nacional. Além de atuar de forma sustentável, é um importante gerador de riqueza compartilhada. Em 2019, foram 1,3 milhão de postos de trabalho, na cadeia de árvores plantadas, somando oportunidades para 3,75 milhões de brasileiros em todo o País.</p>
<p><em>Fonte: Embrapa Amazônia Oriental</em></p>
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		<title>Como combater fungos em culturas de feijão-caupi no Pará</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/agricultura/como-combater-fungos-em-culturas-de-feijao-caupi-no-para/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Feb 2022 15:46:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[feijão-caupi]]></category>
		<category><![CDATA[fungos]]></category>
		<category><![CDATA[manejo]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/feijao-caupi-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Atenção, produtores de feijão-caupi do Pará. A Embrapa Amazônia Oriental acaba de lançar uma publicação sobre as doenças fúngicas destinada aos agentes da cadeia produtiva dessa leguminosa no Estado. A obra está disponível desde segunda-feira, 14/02, no Portal Embrapa (acesse aqui), de forma permanente e gratuita. As vantagens do melhoramento genético conquistadas pela pesquisa e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/feijao-caupi-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Atenção, produtores de feijão-caupi do Pará. A Embrapa Amazônia Oriental acaba de lançar uma publicação sobre as doenças fúngicas destinada aos agentes da cadeia produtiva dessa leguminosa no Estado. A obra está disponível desde segunda-feira, 14/02, no Portal Embrapa (acesse <a href="https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/229674/1/CirTec51.pdf" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>), de forma permanente e gratuita.</p>
<p>As vantagens do melhoramento genético conquistadas pela pesquisa e embutidas nas plantas cultivadas, como a alta produtividade e a resistência a doenças, costumam ser potencializadas com o bom manejo da cultura. Mas, conforme explicado na publicação, há casos em que o controle e a prevenção são possíveis somente por meio de manejo – situação que por si só já revela a importância e impacto de um trabalho como esse no meio produtivo do Pará, responsável por 30% do feijão-caupi produzido na Região Norte (safra de 2019/2020).</p>
<p>Para os autores da publicação, “o sucesso da cultura do feijão-caupi no Estado do Pará está diretamente relacionado ao acompanhamento programado do cultivo”.</p>
<p>Segundo eles, as técnicas de caráter preventivo, quando aplicadas no tempo certo e de forma eficiente, podem diminuir as perdas em volume e qualidade de produção decorrentes de condições de cultivo inadequadas.</p>
<blockquote><p>“Nesse trabalho reunimos informações que permitem reconhecer facilmente os sintomas no campo e agilizam as decisões sobre medidas a serem adotadas contra a mela, a podridão cinzenta do caule, a mancha-café, a cercosporiose e a podridão de esclerócio, que são as doenças que causam perdas expressivas na cultura”, exemplifica Ruth Linda Benchimol, pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental (Belém, PA) e autora da publicação.</p></blockquote>
<p>Há outras doenças de menor importância econômica, como carvão, mancha-alvo, oídio ou cinza e podridão das vagens, mas que também precisam ser manejadas, complementa a autora. Os resultados da pesquisa enfatizam a importância do manejo integrado das doenças, com adoção de várias práticas em conjunto, como é o caso da mela, cujo controle com medidas isoladas, de acordo com os estudos, não tem se mostrado eficaz.</p>
<p>A obra &#8220;<a href="http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1137782" target="_blank" rel="noopener">Doenças fúngicas do feijão-caupi no estado do Pará</a>&#8221; (clique sobre o título para acesso ao repositório Infoteca-e), resulta de uma pesquisa realizada no período que compreende os anos de 2011 a 2019, em campos do Marajó, Belém e Nordeste Paraense, este um tradicional polo de produção do grão no Pará.</p>
<h3>Feijão da colônia</h3>
<p>O feijão-caupi [<em>Vigna unguiculata </em>(L.) Walp.], originário da África, é alimento de interesse econômico e social no Norte e Nordeste do País, com cultivos mecanizados em franca expansão no Centro-Oeste. Apreciado no Brasil desde a segunda metade do século XVI, rico em proteínas, aminoácidos essenciais, carboidratos, vitaminas, minerais e fibras, com ele se faz baião-de-dois, acarajé, saladas e outros pratos regionais.</p>
<p>Nos Estados Unidos é chamado de <em>cowpea</em> (pronuncia-se caupi), planta comum em jardins residenciais e símbolo de prosperidade. Tem também o tipo denominado <em>black-eyed peas</em> – aquele com o ponto preto no grão parecendo um olho. Já no Brasil os nomes populares do feijão-caupi são muitos, como feijão de corda e feijão macassar, dependendo da região de plantio. Os paraenses o conhecem por feijão da colônia.</p>
<p><em>Fonte: Embrapa Amazônia Oriental</em></p>
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