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	<title>manejo de pastos &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Pastos com gramínea na Amazônia estimulam captura de metano pelo solo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Dec 2022 13:29:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento climático amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[gases de efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[manejo de pastos]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/12/up_ag_29867_55d110ed-21ec-13cd-7e66-17bc288457e7-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Estudo publicado na revista Science of The Total Environment demonstrou que pastagens com gramínea na Amazônia aumentam a capacidade de sequestro de metano quando comparadas a áreas de pastagem com solo descoberto. O metano (CH4) é um dos mais importantes gases de efeito estufa – com 21 vezes mais capacidade de reter calor na atmosfera que o dióxido de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/12/up_ag_29867_55d110ed-21ec-13cd-7e66-17bc288457e7-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Estudo publicado na revista <i>Science of The Total Environment</i> demonstrou que pastagens com gramínea na Amazônia aumentam a capacidade de sequestro de metano quando comparadas a áreas de pastagem com solo descoberto. O metano (CH<sub>4</sub>) é um dos mais importantes gases de efeito estufa – com 21 vezes mais capacidade de reter calor na atmosfera que o dióxido de carbono (CO<sub>2</sub>). Assim, estratégias de manejo de pastos têm o potencial de mitigar o aquecimento climático.</p>
<p>Uma das razões que os autores identificaram para esse efeito é que na camada de solo diretamente em contato com as raízes (rizosfera) das gramíneas há menos microrganismos que produzem metano, as arqueias metanogênicas. Essa redução é da ordem de dez vezes. Tanto microrganismos produtores quanto consumidores de metano habitam os solos. A mudança de floresta para pastagem afeta os consumidores e aumenta os produtores. Em um pasto bem cuidado, as raízes das gramíneas reduzem a quantidade de microrganismos que produzem metano.</p>
<p>A equipe também verificou que o pH tipicamente ácido do solo sob floresta é importante para que exerça o papel de sumidouro de metano.</p>
<blockquote><p>“Tanto que, quando fizemos calagem [técnica empregada no preparo do solo agrícola em que materiais de calcário são adicionados para neutralizar acidez, aumentando a produtividade], houve redução de sua capacidade de sequestrar o metano atmosférico – em alguns casos passaram até a emitir metano”, afirma Leandro Souza, que atualmente faz seu pós-doutorado nas áreas de ecogenômica e microbiologia ambiental no Departamento de Genética da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP).</p></blockquote>
<p>Segundo o biólogo, pesquisas indicam que de 60% a 80% das áreas desmatadas da Amazônia são utilizadas como pasto. E entre 40% e 60% delas estão degradadas em algum nível.</p>
<h3><b>Estudos em estufa e no campo</b></h3>
<p>No estudo liderado por Souza, os fluxos de metano de solos de floresta e pastagem foram avaliados em experimentos em estufa com umidade controlada com ou sem cobertura de gramínea (<i>Urochloa brizantha cv.</i>, popularmente chamada capim marandu) e com ou sem calagem. Também foram avaliadas as mudanças na estrutura da comunidade microbiana nesses solos, com a quantificação da microbiota de ciclagem de metano por seus respectivos genes marcadores relacionados à geração de metano (<i>mcrA</i>) ou oxidação (<i>pmoA</i>).</p>
<p>Os experimentos usaram solos do leste e oeste da Amazônia e estudo de campo simultâneo demonstrou a mesma tendência. A presença de uma cobertura de grama não só aumentou a absorção de metano em até 35% nos solos de pastagem, mas também reduziu a abundância da comunidade metanogênica. A calagem do solo para aumentar o pH comprometeu a capacidade dos solos de florestas e pastagens de serem sumidouros de metano e, em vez disso, converteu em apenas 40 a 80 dias solos florestais anteriormente consumidores de CH<sub>4</sub> em fontes do gás de efeito estufa.</p>
<p>As taxas de desmatamento na Amazônia variaram muito desde que a medição começou, em 1988. As maiores ocorreram entre 1995 (29.059 km<sup>2</sup>/ano) e 2004 (27.777 km<sup>2</sup>/ano). No período entre 2004 e 2012, caíram 84%. Após atingirem a mínima já registrada, em 2012 (4.571 km<sup>2</sup>), os níveis de desmatamento voltaram a aumentar e ultrapassaram 10 mil km<sup>2</sup> em 2019. Atualmente, 70% (37 milhões de hectares) do total de pastagens na Amazônia podem ser atribuídos ao processo de desmatamento ocorrido nos últimos 35 anos.</p>
<p>O artigo <i>Maintaining grass coverage increases methane uptake in Amazonian pastures, with a reduction of methanogenic archaea in the rhizosphere</i> pode ser encontrado em: <strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0048969722033228" target="_blank" rel="noopener">www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0048969722033228</a></strong>.</p>
<p><em>Fonte: Agência FAPESP</em></p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/brasil-pode-reduzir-emissao-de-metano-em-36-ate-2030/?preview_id=12846&amp;preview_nonce=3141d83c37&amp;post_format=standard&amp;_thumbnail_id=12848&amp;preview=true"><strong>Brasil pode reduzir emissão de metano em 36% até 2030</strong></a></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/feijao-guandu-consorciado-em-pastagem-reduz-emissao-de-metano-em-ate-70/?preview_id=12477&amp;preview_nonce=aa091ee953&amp;post_format=standard&amp;_thumbnail_id=12480&amp;preview=true"><strong>Feijão guandu consorciado em pastagem reduz emissão de metano em até 70%</strong></a></p>
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