<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>LAC &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<atom:link href="https://www.paraterraboa.com/tag/lac/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
	<lastBuildDate>Mon, 17 Jan 2022 18:38:54 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>

<image>
	<url>https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/05/cropped-512x512px-32x32.png</url>
	<title>LAC &#8211; Pará Terra Boa</title>
	<link>https://www.paraterraboa.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Santarém recebe laboratório itinerante de cacau com uso de tecnologia 3D</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/santarem-recebe-laboratorio-itinerante-de-cacau-com-uso-de-tecnologia-3d/</link>
					<comments>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/santarem-recebe-laboratorio-itinerante-de-cacau-com-uso-de-tecnologia-3d/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gisele Coutinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Jan 2022 22:07:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia 4.0]]></category>
		<category><![CDATA[bioensumo]]></category>
		<category><![CDATA[biofábrica]]></category>
		<category><![CDATA[cacau]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Nobre]]></category>
		<category><![CDATA[chocolate]]></category>
		<category><![CDATA[cupuaçu]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[Ismael Nobre]]></category>
		<category><![CDATA[LAC]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[savanização]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=7177</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/lac-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Gisele Coutinho Feche os olhos e imagine um laboratório de última tecnologia, feito em lona com cobertura geodésica, totalmente desmontável, com 100 metros quadrados. Agora abra os olhos. É a realidade de um novo capítulo de inovação no Pará. Essa estrutura, que leva apenas dois dias para ser montada, é um dos Laboratórios Criativos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/lac-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Gisele Coutinho</em></p>
<p>Feche os olhos e imagine um laboratório de última tecnologia, feito em lona com cobertura geodésica, totalmente desmontável, com 100 metros quadrados. Agora abra os olhos. É a realidade de um novo capítulo de inovação no Pará.</p>
<p>Essa estrutura, que leva apenas dois dias para ser montada, é um dos Laboratórios Criativos da Amazônia, de pesquisa científica sobre novos usos e mercados para os produtos amazônicos.</p>
<p>A iniciativa é um dos frutos do projeto Amazônia 4.0, liderado pelo climatologista Carlos Nobre, cujo objetivo é estimular uma cadeia de produção local, permitindo o desenvolvimento das comunidades e a preservação da biodiversidade com uso de tecnologia avançada.</p>
<p>O foco inicial do projeto é a cadeia de cacau, em que um vasto time de profissionais de diversas áreas do conhecimento e universidades combinam informações científicas e saberes tradicionais capazes de atrair novas oportunidades de mercado.</p>
<p>A estrutura é equipada com kit de energia solar, purificador de água com uso de nanotecnologia, impressora 3D, torrador de semente de cacau e máquinas de beneficiamento sob rigoroso controle de tempo, umidade e temperatura. A ideia é entrar matéria-prima no laboratório e sair chocolate embalado para o consumidor ou para demonstração e capacitação nas comunidades amazônicas.</p>
<p>O primeiro laboratório será instalado em Santarém, como uma escola temporária de campo. Com previsão de funcionamento em abril, seguirá para outras comunidades de forma itinerante, conforme adiantou ao <strong>Pará Terra Boa</strong> o biólogo Ismael Nobre, irmão de Carlos.</p>
<figure id="attachment_7190" aria-describedby="caption-attachment-7190" style="width: 527px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-7190" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/Ismael_3-300x225.jpeg" alt="" width="527" height="395" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/Ismael_3-300x225.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/Ismael_3-1024x768.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/Ismael_3-768x576.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/Ismael_3-1536x1152.jpeg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/Ismael_3-2048x1536.jpeg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/Ismael_3-150x113.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/Ismael_3-450x338.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/Ismael_3-1200x900.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 527px) 100vw, 527px" /><figcaption id="caption-attachment-7190" class="wp-caption-text">Professor Ismael Nobre coordena os Laboratórios de Criatividade da Amazônia</figcaption></figure>
<blockquote><p>“Amazônia 4.0 é um projeto que foi concebido para dar uma resposta inovadora para esse debate que já se arrasta há décadas sobre desenvolver a Amazônia ou conservar a floresta. É um debate que se mostrou bastante estéril no sentido de apontar um caminho para o futuro para que as duas coisas aconteçam. Elas sempre foram colocadas como excludentes e se colocou muito uma ênfase sobre a conservação estreita em uma grande área da Amazônia”, afirma Ismael Nobre, biólogo, doutor em Dimensões Humanas dos Recursos Naturais pela Colorado State University e um dos idealizadores do projeto.</p></blockquote>
<p>Ele alerta sobre o risco de savanização da Amazônia caso as árvores sejam derrubadas de forma predatória pelo capital que se recusa e enxergar o valor comercial da floresta em pé. No Pará, a situação é tão grave que os municípios que mais desmatam no Estado, também possuem os piores índices de desenvolvimento humano do Brasil.</p>
<blockquote><p>“Se começamos a usar acima de 20 ou 25% do território você começa a ter a perda automática da floresta por conta da falta de água das próprias árvores. Você corta esse ciclo hídrico e o resultado é a savanização. Um processo que vai avançando com uma floresta seca, sujeita ao fogo, um ponto de não retorno. Não podemos acreditar que metade preserva e metade não preserva. A ciência já chegou a essa conclusão.”</p></blockquote>
<p>O cientista acrescenta que o Amazônia 4.0 busca valorizar a matéria-prima tão rica e diversa da floresta, com ganhos aos que colocam a mão na massa, de forma que o produtor não volte a ser um escravo dos tempos coloniais.</p>
<blockquote><p>“O que acontece nessa cadeia de valor é que a matéria-prima tem a menor participação econômica, menor remuneração de seus produtores. A ideia da Amazônia 4.0 é quebrar esse modelo colonialista que a Amazônia ainda vive de ser eterna produtora de matéria-prima, algo muito parecido ao que era o Brasil no tempo da Colônia com metrópoles na Europa extraindo recursos do Brasil para gerar riqueza para outros atores”, provoca.</p></blockquote>
<h3><strong>Chocolate 3D</strong></h3>
<p>A decisão de começar pelo chocolate é certeira, pois o Pará é o maior produtor de cacau do Brasil, de acordo com recente estimativa divulgada neste mês de janeiro de 2022 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).</p>
<blockquote><p>“O chocolate gera riqueza em outros lugares que não estão, em geral, na Amazônia, de onde ele sai. As exceções nos mostram que existe outro caminho, mas existe ainda a dificuldade de escalar esse modelo. A Amazônia 4.0 quer envolver as comunidades para gerar valor e trabalhar a matéria-prima com expertise. Com tecnologia, você agrega valor às comunidades”, diz Nobre.</p></blockquote>
<p>Segundo o biólogo, para mudar substancialmente a realidade da Amazônia, as soluções de agregação de valor aos produtos amazônicos devem estar acessíveis a qualquer comunidade, em qualquer lugar, levando em consideração a extensa área territorial com suas dificuldades de logística. Por isso, o laboratório é itinerante para atender às diferentes comunidades.</p>
<blockquote><p>“Levamos todo o equipamento de prototipagem 3D, como impressora, para dar formas diferentes ao chocolate, para que as manifestações culturais das comunidades aflorem, com total liberdade a partir de ferramentas supertecnológicas, de forma que transformem a riqueza biológica e ambiental da matéria-prima em riqueza econômica”.</p></blockquote>
<h3><strong>Tecnologia acessível</strong></h3>
<p>Nobre destaca a importância da troca de conhecimento entre os povos da floresta e os muitos profissionais envolvidos no Amazônia 4.0, como engenheiros de computação, de mecatrônica, de alimentos e de produção.</p>
<blockquote><p>“Trabalhamos a rastreabilidade dos produtos, a identidade de origem de cada coisa para a valorização dos povos que vivem da floresta. Tem outro ator na parte da produção que são as pessoas da comunidade. Líderes de vários segmentos constroem com a gente tudo isso. Então, primeiro conhecemos como essas pessoas trabalham e, depois, recebemos eles em nossos laboratórios. Aliamos o conhecimento científico ao conhecimento tradicional”.</p></blockquote>
<figure id="attachment_7191" aria-describedby="caption-attachment-7191" style="width: 526px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-7191" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/MG_7029-Pano-2-300x286.jpg" alt="" width="526" height="501" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/MG_7029-Pano-2-300x286.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/MG_7029-Pano-2-1024x977.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/MG_7029-Pano-2-768x733.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/MG_7029-Pano-2-1536x1466.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/MG_7029-Pano-2-2048x1954.jpg 2048w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/MG_7029-Pano-2-150x143.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/MG_7029-Pano-2-450x429.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/01/MG_7029-Pano-2-1200x1145.jpg 1200w" sizes="(max-width: 526px) 100vw, 526px" /><figcaption id="caption-attachment-7191" class="wp-caption-text">Representantes de comunidades da Amazônia em São José dos Campos</figcaption></figure>
<p>Ribeirinhos, representantes de reserva extrativista, quilombolas, indígenas e mulheres produtoras do Pará, Amapá e Rondônia fazem parte desta fase. “Esse é o público que receberá capacitação em abril. Vamos ajustando esses prazos de acordo com os indicadores da pandemia de covid-19 e andamento da vacinação pelo Brasil”.</p>
<p>Em 2021, eles visitaram fábricas e lojas de chocolate de diferentes portes no Estado de São Paulo, incluindo um centro tecnológico em São José dos Campos e instalações em Campos do Jordão (SP) para observar o consumo de chocolate em locais de luxo.</p>
<blockquote><p>“Hoje os povos do interior da Amazônia vivem uma exclusão tecnológica. Dá para fazer a inclusão e fazer gerar mais riqueza sem ser assistencialista, participando da economia com tecnologia”.</p></blockquote>
<h3><strong>Financiamento</strong></h3>
<p>O projeto Amazônia 4.0 é financiado por diversas instituições, como o Instituto Humanize, Instituto Arapyaú, Instituto Clima e Sociedade, o fundo holandês The Good Energy Foundation, Aldo Solar, Banco Itaú, além das embaixadas da Austrália e da França.</p>
<p>“O grande financiador desse projeto seria o Fundo Amazônia, que casava perfeitamente com os objetivos. Infelizmente o fundo foi estrangulado (<em>pelo ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, hoje investigado pelo STF</em>). Esse projeto nasceu por conta da urgência climática. Conseguimos passar esses objetivos para os doadores”, diz Nobre.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/santarem-recebe-laboratorio-itinerante-de-cacau-com-uso-de-tecnologia-3d/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>

<!--
Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: https://www.boldgrid.com/w3-total-cache/?utm_source=w3tc&utm_medium=footer_comment&utm_campaign=free_plugin

Page Caching using Disk: Enhanced 

Served from: www.paraterraboa.com @ 2026-06-13 18:26:28 by W3 Total Cache
-->