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	<title>João Carlos Vogt &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>João Carlos Vogt &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Projeto Borracha Nativa promove comunidades em Altamira com comércio justo de látex</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gisele Coutinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jul 2022 12:14:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/marivanxipaya_Lilo-ClaretoISA-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Gisele Coutinho Lembra daquela borracha escolar de duas cores, azul e rosa, que fez parte da vida de várias gerações das nossas famílias e ainda faz? Sabia que ela é feita de borracha natural a partir de látex das seringueiras, uma matéria-prima renovável, que se regenera na natureza e que parte dela é nativa [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/marivanxipaya_Lilo-ClaretoISA-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Gisele Coutinho</em></p>
<p>Lembra daquela borracha escolar de duas cores, azul e rosa, que fez parte da vida de várias gerações das nossas famílias e ainda faz? Sabia que ela é feita de borracha natural a partir de látex das seringueiras, uma matéria-prima renovável, que se regenera na natureza e que parte dela é nativa do Pará?</p>
<p>Em Altamira, o projeto Borracha Nativa, da empresa quase centenária Mercur, tem provado ser possível remunerar a população local com o que a natureza oferece. É uma alternativa de trabalho nessa terra marcada por invasões de terra, destruição florestal, queimadas e transformações trazidas pela construção da hidrelétrica Belo Monte.</p>
<p>O coordenador do Laboratório da Mercur, João Carlos Vogt, conversou com o <strong>Pará Terra Boa</strong> sobre esse capítulo do município. Desde 2010, o projeto de extração do material é desenvolvido em quatro reservas extrativistas, de Riozinho do Anfrísio, do Rio Iriri,do Rio Xingu e das Terras Indígenas Xipaya, sob orientação do Instituto Socioambiental (ISA), além da parceria com Rede de Cantinas Terra do Meio, que reúne 14 associações indígenas, ribeirinhas e da agricultura familiar.</p>
<blockquote><p>“Nossa ideia sempre foi dar garantia de compra. Quando começamos, eles vendiam a R$ 1 o quilo da borracha e propomos pagar R$ 4 o quilo. Criamos uma relação de confiança com os povos da floresta”, conta João Vogt. Hoje, o bloco de borracha é comprado pela Mercur por R$ 13 o quilo, e a manta de borracha a R$ 20 o quilo.</p></blockquote>
<p>A manta é mais valorizada por ir direto para a fábrica da Mercur, enquanto o bloco precisa passar por uma usina. Os valores são pagos de acordo com a quantidade produzida.</p>
<blockquote><p>“Em nenhum momento exigimos quantidades. O jeito de vida deles é diferente. Se eles têm castanha, eles vão colher castanha. Não vamos impor o quanto queremos comprar, compramos o quanto eles produzem. Teve ano que compramos cinco toneladas. Em 2021, compramos duas toneladas. É um volume que representa uns 2% do que precisamos de borracha nativa na Mercur”.</p></blockquote>
<p>Para suprir economicamente a demanda, a empresa tem como principal origem o Estado de São Paulo. João Vogt explica que enquanto um seringueiro “sangra” de 800 a 1200 árvores por dia em São Paulo, onde as árvores estão plantadas para esse fim, lado a lado, em uma floresta, o trabalho diário é de alcançar 100 a 200 árvores sangradas.</p>
<p>“Temos que pensar no custo superior, logística, deslocamento. Por números, a borracha de São Paulo é mais barata, mas quando falamos sobre agregar serviços socioambientais, você percebe que é um valor muito além do preço. É preciso mensurar esse valor socioambiental para a sociedade como um todo.”</p>
<h3><strong>Manejo</strong></h3>
<p>Extraído do tronco da seringueira por cortes na casca da árvore, em caminhos na mata nativa paraense chamados “estradas de seringa”, a coleta do látex é realizada na época de estiagem, entre os meses de junho e dezembro.</p>
<p>Esse leite que sai das árvores é utilizado para a fabricação de sacos emborrachados (encauxados), utensílios de produção e de uso familiar e comercializado em forma de blocos e mantas de borracha.</p>
<p>O mais comum antigamente era a extração com uso de fogo, para confecção dos chamados blocos defumados.</p>
<p>“Isso fazia muito mal para as pessoas. Desenvolvemos com eles juntando os saberes tradicionais com o trabalho dos nossos técnicos novos manejos, melhorando algumas formas de fazer e desenvolvendo ouras”, afirma João.</p>
<p>O extrativista extrai o leite, leva para casa, limpa essa matéria-prima, deixa coagular com produtos da floresta e depois de uns dias prensa como um bloco para ser comercializado.</p>
<p>“Outro processo é a manta, que depois de limpar o leite, deixar de um dia para o outro com o coagulante, passa por máquinas de macarrão, daquelas de fazer massa, que levamos para eles. Dali, sai a manta fina, que vai para o varal para secar por uns 7 ou 8 dias. Um processo simples, manual, que pode ser levado para a floresta, como uma tecnologia adequada para esses povos”.</p>
<figure id="attachment_11483" aria-describedby="caption-attachment-11483" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-11483 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/borracha_manta_origensbrasil.jpeg" alt="" width="680" height="450" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/borracha_manta_origensbrasil.jpeg 680w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/borracha_manta_origensbrasil-300x199.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/borracha_manta_origensbrasil-150x99.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/07/borracha_manta_origensbrasil-450x298.jpeg 450w" sizes="(max-width: 680px) 100vw, 680px" /><figcaption id="caption-attachment-11483" class="wp-caption-text">Mantas de borracha secando no varal. Foto: ISA</figcaption></figure>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/rede-de-cantinas-transforma-vida-de-extrativistas-de-castanha-do-para-em-altamira/"><strong>Rede de Cantinas transforma vida de extrativistas de castanha-do-pará em Altamira</strong></a><br />
<strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/com-violencia-exposta-altamira-liderou-emissoes-de-gases-de-efeito-estufa-no-brasil-em-2019/">Com violência exposta, Altamira liderou emissões de gases de efeito estufa no Brasil em 2019</a></strong></p>
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