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	<title>IPAM &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>IPAM &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Conferência de Bonn debate estratégia para zerar desmatamento até 2030</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 15:13:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/desmate8-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo A abertura da Conferência de Bonn (64ª SB64), na Alemanha, priorizou debates para acelerar o roteiro global de eliminação do desmatamento e da degradação florestal até 2030. Cientistas e lideranças discutiram seis frentes essenciais propostas pela ciência: priorizar a conservação, alinhar mecanismos financeiros, regulamentar o comércio internacional, dar protagonismo e verbas a povos indígenas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/desmate8-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>A abertura da Conferência de Bonn (64ª SB64), na Alemanha, priorizou debates para acelerar o roteiro global de eliminação do desmatamento e da degradação florestal até 2030.</em></li>
<li><em>Cientistas e lideranças discutiram seis frentes essenciais propostas pela ciência: priorizar a conservação, alinhar mecanismos financeiros, regulamentar o comércio internacional, dar protagonismo e verbas a povos indígenas e conectar o plano florestal à transição para fora dos combustíveis fósseis.</em></li>
<li><em>O mapa do caminho foi lançado pela presidência brasileira da COP30 para transformar promessas climáticas internacionais em ações práticas e integradas de governança.</em></li>
<li><em>Especialistas do Ipam destacaram que as florestas em pé trazem benefícios climáticos locais cruciais, como regulação de temperatura e manutenção dos fluxos de umidade (segurança hídrica).</em></li>
<li><em> Ao longo de dez dias, as delegações alinharão detalhes técnicos e políticos sobre adaptação (Indicadores de Belém), transição justa (Mecanismo de Ação de Belém) e mitigação (Programa de Sharm el-Sheikh) rumo à COP31.</em></li>
</ul>
<p>A abertura da Conferência de Bonn (64ª SB64), na Alemanha, trouxe para o centro dos debates globais a urgência de tirar as promessas climáticas do papel. Em um painel estratégico liderado pelo Woodwell Climate Research Center, com o apoio do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e da EESI, cientistas, diplomatas e lideranças indígenas discutiram um plano prático com seis diretrizes científicas para interromper e reverter a degradação florestal nos próximos quatro anos.</p>
<p>Essa força-tarefa está alinhada à iniciativa lançada pela presidência brasileira da COP30, que desenha um mapa do caminho (roadmap) focado em governança, restauração e financiamento para blindar os ecossistemas globais. O ponto de partida consensual é o foco na conservação: embora plantar novas árvores seja crucial para capturar carbono, proteger a floresta que já está em pé é a resposta mais rápida e eficiente contra o aquecimento global.</p>
<p>Para que essa engrenagem funcione, os especialistas apontam que o mercado financeiro e o comércio internacional precisam jogar no mesmo time da sustentabilidade. Isso significa revisar mecanismos de crédito para que os recursos cheguem diretamente aos territórios protegidos por povos indígenas e comunidades locais, além de criar barreiras comerciais rígidas contra produtos oriundos de cadeias desmatadas.</p>
<p>Da mesma forma, os inventários nacionais de emissões precisam ser aprimorados para rastrear dados de degradação que hoje passam despercebidos pela fiscalização.</p>
<p>A pesquisadora do Ipam e do Woodwell Climate, Ludmila Rattis, alertou que o planejamento não pode se limitar à contabilidade do carbono. Segundo ela, a ciência já comprova que as florestas funcionam como uma infraestrutura climática viva, essencial para baixar as temperaturas locais, conter eventos extremos e alimentar as chuvas que garantem a segurança hídrica de continentes inteiros.</p>
<p>Por isso, a agenda florestal deve avançar colada ao cronograma global de transição para fora dos combustíveis fósseis.</p>
<p>O debate em Bonn também contou com contribuições de João Veras (PNUMA), Ghanshyam Pandey (Green Foundation Nepal) e do líder indígena brasileiro Dinamam Tuxá, que reforçou a necessidade de colocar as comunidades tradicionais no topo das tomadas de decisão e do acesso ao financiamento climático.</p>
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		<title>Projeto no Pará recupera florestas, gera renda e auxilia agricultor a resistir ao calor extremo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 16:52:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[IPAM]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[Regulariza Rural]]></category>
		<category><![CDATA[restauro produtivo]]></category>
		<category><![CDATA[Semana do Meio Ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/tomeacu2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Plantio de açaí em sistema agroflorestal, com o cacau, em Tomé-Açu (PA). Foto: Camta" decoding="async" />Resumo Iniciativa liderada pelo IPAM apoia cerca de 70 agricultores familiares na recuperação de 750 hectares de áreas degradadas em 19 municípios paraenses. A regularização ambiental resolve o passivo da Reserva Legal (que na Amazônia deve ser de 80%), devolvendo ao produtor o acesso a linhas de crédito e assistência rural. O projeto utiliza Sistemas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/06/tomeacu2-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="Plantio de açaí em sistema agroflorestal, com o cacau, em Tomé-Açu (PA). Foto: Camta" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>Iniciativa liderada pelo IPAM apoia cerca de 70 agricultores familiares na recuperação de 750 hectares de áreas degradadas em 19 municípios paraenses.</em></li>
<li><em>A regularização ambiental resolve o passivo da Reserva Legal (que na Amazônia deve ser de 80%), devolvendo ao produtor o acesso a linhas de crédito e assistência rural.</em></li>
<li><em>O projeto utiliza Sistemas Agroflorestais (SAFs), consorciando espécies nativas com culturas comerciais de alto valor agregado, como cacau e açaí, para gerar renda sustentável.</em></li>
<li><em>Diante da previsão de um novo El Niño no segundo semestre de 2026, os agricultores recebem orientações técnicas para proteger o solo e o cultivo contra a forte estiagem.</em></li>
<li><em>As mulheres representam mais de 30% dos produtores beneficiados, ganhando destaque e autonomia econômica na gestão das propriedades.</em></li>
</ul>
<p data-path-to-node="8">No momento em que se celebra a <b data-path-to-node="8" data-index-in-node="35">Semana Nacional do Meio Ambiente</b>, um projeto de restauro produtivo no Pará ganha destaque ao mostrar que a preservação da Amazônia pode andar de mãos dadas com a lucratividade da agricultura familiar.</p>
<p data-path-to-node="8">A iniciativa apoia produtores locais na recuperação e na regularização ambiental de suas propriedades, transformando o cumprimento das leis ecológicas em uma oportunidade real de geração de renda no campo.</p>
<p data-path-to-node="9">Desde o ano passado, a ação intitulada “Restauração florestal na Amazônia: recuperação de áreas alteradas no Estado do Pará”, desenvolvida pelo Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), trabalha com cerca de 70 produtores espalhados por 19 municípios paraenses.</p>
<p data-path-to-node="9">Ao todo, o projeto está recuperando 750 hectares de áreas degradadas que antes eram ocupadas por pastagens ou cultivos irregulares.</p>
<h3>O peso do Código Florestal e o acesso ao crédito</h3>
<p>De acordo com o Código Florestal Brasileiro, as propriedades rurais localizadas na Amazônia Legal precisam conservar 80% da sua vegetação nativa como Reserva Legal. O desmatamento dessas áreas — muitas vezes realizado para a abertura de pastos ou por puro desconhecimento da legislação — deixa os imóveis em situação irregular perante os órgãos ambientais.</p>
<p>Além do impacto legal, a perda da cobertura vegetal compromete serviços ambientais essenciais, como a formação de chuvas, a regulação do microclima e a própria regeneração do solo.</p>
<p>Para o pequeno produtor, o prejuízo de ter um passivo ambiental na propriedade vai além do dano à natureza: a falta de regularização impede o acesso a programas de crédito bancário, financiamentos oficiais e assistência rural.</p>
<p>Com a chegada do projeto, esses produtores, que antes estavam desassistidos e sem capital para investir na lavoura, passam a enxergar na recuperação ambiental e na produção sustentável uma oportunidade real de manter a propriedade lucrativa e protegida.</p>
<blockquote><p>“Para a recuperação e a regularização ambiental dessas áreas, usamos três técnicas: regeneração natural, enriquecimento de capoeira e implantação de sistemas agroflorestais, de acordo com as necessidades de cada propriedade. Esses imóveis regularizados passam a permitir que o produtor tenha acesso a políticas públicas, enquanto os sistemas produtivos possibilitam a produção de alimentos e a comercialização de produtos com maior valor agregado, gerando renda e estabilidade para as famílias”, explica Edivan Carvalho, pesquisador e coordenador do IPAM no Pará.</p></blockquote>
<p>A iniciativa faz parte do projeto amplo “Regulariza Rural”, coordenado pelo SFB (Serviço Florestal Brasileiro) e pelo IICA Brasil (Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura). A ação conta ainda com a parceria da SEMAS/PA (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade) e tem o apoio financeiro do KfW (Banco de Desenvolvimento Alemão), instituição que também participa das visitas de monitoramento e do acompanhamento da implementação dos SAFs (sistemas agroflorestais).</p>
<p>Dentro do cronograma, foram entregues mudas e insumos para os cultivos, além de vistorias técnicas para acompanhar os plantios e orientar os produtores na adoção de técnicas modernas e sustentáveis.</p>
<h3>O potencial econômico do cacau e do açaí</h3>
<p>Os dados do Termômetro do Código Florestal apontam que o Pará possui, sozinho, um passivo de 17 milhões de hectares de Reserva Legal. Diante desse cenário, as experiências de restauro produtivo — que combinam a recuperação de áreas com espécies florestais e frutíferas comerciais, como o cacau e o açaí — têm mostrado resultados muito positivos tanto no controle do desmatamento quanto na geração de receita para as comunidades rurais da Amazônia.</p>
<p>Baseado no Código Florestal Brasileiro e em decretos do governo estadual, o produtor que possui passivo de Reserva Legal pode fazer o restauro utilizando o cacau na composição do sistema. Esses modelos misturam espécies florestais e produtivas, criando paisagens mais resilientes e perfeitamente adaptadas à realidade econômica da região.</p>
<p>“Essa área vai ajudar muito na nossa renda e na regularização da nossa terra. Estamos esperando colher toneladas de açaí e cacau, além das outras frutas e essências florestais que vão crescer aqui. Também será muito importante para minha família porque, daqui a 10 ou 20 anos, meus filhos ainda poderão trabalhar essa área da maneira correta e entender que é possível produzir de forma consciente”, comenta Jailson Marques Reis, produtor do município de Tomé-Açu, que recebeu mais de 7 mil mudas através da iniciativa.</p>
<h3>Preparo contra as mudanças no clima e o El Niño</h3>
<p>Durante as visitas técnicas realizadas pelas equipes, os pesquisadores ouviram relatos frequentes sobre a preocupação dos agricultores com a chegada de períodos de seca cada vez mais intensos, longos e imprevisíveis.</p>
<p>Com a perspectiva de um super El Niño previsto para o segundo semestre de 2026, os produtores foram orientados sobre práticas para minimizar os impactos da forte estiagem e sobre a necessidade de sistemas de irrigação adequados.</p>
<p>Vale lembrar que no último evento de El Niño, entre 2023 e 2024, uma seca histórica castigou a região, gerando uma temporada recorde de queimadas que afetou gravemente pastagens e áreas de vegetação nativa.</p>
<blockquote><p>“Nestes últimos anos, o clima mudou bastante. No verão, o sol está muito forte, as temperaturas estão mais altas e isso faz com que a gente precisa aumentar a quantidade de água nas plantas. Estamos usando cobertura morta e o consórcio de cacau, que deixa muitas folhas no chão e protege o solo. Assim, durante o verão, conseguimos manter o solo úmido por mais tempo”, explica o produtor Jailson.</p></blockquote>
<p>Por causa do aquecimento global e do aumento da temperatura dos oceanos, o fenômeno El Niño tende a se tornar mais frequente. Antes, os episódios ocorriam em média a cada cinco anos; agora, o super El Niño de 2026 está projetado para acontecer menos de três anos após o último ciclo.</p>
<p>Na Amazônia, o fenômeno enfraquece o período de chuvas e severiza a seca, deixando a vegetação muito suscetível ao fogo. Por isso, técnicas como o preparo correto do solo, o uso de sistemas agroflorestais e a suspensão total do uso do fogo são ferramentas fundamentais defendidas pelo projeto para proteger o pequeno produtor.</p>
<h3>Liderança e representatividade feminina no campo</h3>
<p>A forte presença feminina é outro ponto de destaque na execução do projeto, já que as mulheres somam mais de 30% do total de beneficiados pela iniciativa. Ginelda Lima, também moradora de Tomé-Açu (PA), ressalta que sua entrada no programa foi um divisor de águas para ampliar sua autonomia no campo.</p>
<blockquote><p>“Sou filha de agricultores e nasci agricultora. Esse é um sonho de menina, e para ele crescer a gente precisa caminhar junto, como uma planta que precisa ser adubada. Aqui vai ter 2.500 plantas como açaí, cacau, cumaru, acapu e piquiá, e elas serão minha aposentadoria”, celebra a produtora.</p></blockquote>
<p>O reconhecimento do trabalho das mulheres do projeto também ecoa fora do estado. Em março deste ano, a agricultora Carmem Lúcia Barbosa esteve em Brasília participando da mostra “O Brasil das Florestas: 20 anos do Serviço Florestal Brasileiro”, onde foi homenageada como exemplo de proatividade, iniciativa e produção sustentável na Amazônia.</p>
<blockquote><p>“A nossa cabeça muda muito. A gente aprende a plantar de verdade. Eu já tinha algumas mudas, mas foi o projeto que deu o empurrão final. No começo, o pessoal que mora comigo achava que era só conversa, que não valeria a pena, mas agora todos temos uma visão diferente e percebemos que dá, sim, para produzir recuperando a área e sem desmatamento. Agora as pessoas vêm me perguntar como fazer para começar e como se organizar para realizar o restauro”, destacou Carmem Lúcia durante o evento na capital federal.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Ipam</em></p>
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		<title>Descontrole ambiental promovido pela Câmara piora futuro do agronegócio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 17:12:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/desmate-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Uma série de projetos de lei aprovados pela Câmara dos Deputados, como parte do “Dia do Agro”, pioram as perspectivas futuras do agronegócio brasileiro e expõem o setor aos riscos de um clima cada vez mais severo e inconstante, prejudicando a saúde e a economia do país, o clima mundial e a segurança alimentar de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/desmate-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Uma série de projetos de lei aprovados pela Câmara dos Deputados, como parte do “Dia do Agro”, pioram as perspectivas futuras do agronegócio brasileiro e expõem o setor aos riscos de um clima cada vez mais severo e inconstante, prejudicando a saúde e a economia do país, o clima mundial e a segurança alimentar de toda a humanidade, alerta o Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia).</p>
<p>As leis aprovadas nesta semana atacam diretamente a fiscalização ambiental, a conservação de áreas protegidas e a implementação de políticas climáticas no Brasil; e se somam a uma série de medidas que tornam incertos os cenários futuros para o agronegócio, o clima e a produção de alimentos.</p>
<blockquote><p>“O agronegócio brasileiro se tornou essa potência mundial porque as condições climáticas do Brasil criam duas, e em alguns lugares até três, janelas de plantio ideais para a produção em larga escala. Sem as florestas, que produzem a chuva que irriga as lavouras e permite esse cenário, todo esse sistema falha, como já vem dando sinais de que irá falhar. O que está sendo atacado por esses projetos é o meio ambiente, mas é também a produtividade do país, a estabilidade do plantio e a capacidade do Brasi de colocar comida no prato de boa parte do planeta”, alerta André Guimarães, diretor executivo do Ipam e enviado especial da sociedade civil para a COP30.</p></blockquote>
<p>De acordo com o relatório da FAO (sigla em inglês para Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), o Brasil será responsável por quase metade do crescimento do fornecimento de alimentos até 2050 e 50% do alimento produzido vem do cinturão tropical do planeta.</p>
<blockquote><p>“Se bagunçarmos o sistema da Amazônia, estaremos colocando o PIB brasileiro e a segurança alimentar do país e do planeta em risco. Não há como assegurar a segurança alimentar do planeta Terra e atingir as metas do Acordo de Paris sem a integridade da Amazônia. Isso é uma enorme responsabilidade do Brasil; mas é também uma oportunidade enorme de crescermos e liderarmos a transição sustentável da agronomia. Nós conseguimos isso porque temos florestas e água e não é abrindo caminho para o uso desregulado desses recursos que vamos manter esse cenário”, completa.</p></blockquote>
<p>Segundo estudo publicado pelo Ipam na revista Nature, 28% das propriedades de soja e milho no Centro-Oeste já operam fora do ideal climático. Sem investimentos e políticas públicas focadas em adaptação, alerta o estudo, a porcentagem de agricultura fora do ideal climático na região central do Brasil pode chegar a 50% na próxima década e a 70% em 30 anos, tornando-se inviável economicamente.</p>
<p>Ainda, quase 90% da agricultura no Brasil depende da chuva, o que torna a instabilidade climática um risco econômico e social para a cadeia de produção agrícola, tanto para exportação, quanto para consumo interno. Se nos primeiros estágios de desenvolvimento das mudas o clima fica instável, e não chove na hora esperada, por exemplo, ou a temperatura sobe muito, tem-se um cenário propício para a queda na produção das safras, mesmo em anos de seca menos intensa.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Entidades lançam guia estratégico para proteção das terras indígenas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 17:12:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[IPAM]]></category>
		<category><![CDATA[proteção]]></category>
		<category><![CDATA[UNODC]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/indigenas-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Com o objetivo de combater o avanço de crimes ambientais e invasões em terras indígenas, o Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e o UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime) lançaram, nesta terça-feira, 12, em Brasília, a publicação Boas Práticas para o Fortalecimento da Vigilância Participativa Aplicada à Proteção Territorial Indígena [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/indigenas-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Com o objetivo de combater o avanço de crimes ambientais e invasões em terras indígenas, o Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e o UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime) lançaram, nesta terça-feira, 12, em Brasília, a publicação Boas Práticas para o Fortalecimento da Vigilância Participativa Aplicada à Proteção Territorial Indígena no Brasil.</p>
<p>O documento, apoiado pelo governo italiano, consolida recomendações e experiências construídas diretamente com comunidades indígenas. O foco é fortalecer a proteção territorial e preservar modos de vida que são hoje estratégicos para a agenda climática global.</p>
<p>A publicação destaca que a valorização do conhecimento tradicional é a base para enfrentar ameaças como o garimpo e o desmatamento ilegal.</p>
<blockquote><p>“A vigilância participativa, quando orientada pelos conhecimentos tradicionais indígenas, fortalece a capacidade de adaptação desses povos diante das pressões crescentes sobre seus territórios. Ao mesmo tempo, assegura a continuidade de práticas que mantêm o equilíbrio ambiental e a integridade cultural, aspectos fundamentais para uma proteção territorial duradoura e que, ainda, contribuem de forma sem precedente na regulação climática global”, disse a diretora-adjunta de Ciência do Ipam, Patrícia Pinho.</p></blockquote>
<p>Um dos eixos centrais do manual é justamente a integração entre os saberes da floresta e tecnologias contemporâneas, como o uso de drones, aplicativos de coleta de dados e monitoramento por satélite para identificar vestígios de invasores e mudanças na fauna.</p>
<h3>Vigilância como autonomia e governança</h3>
<p>O estudo detalha que esses sistemas de proteção variam desde modelos comunitários até equipes formais articuladas com órgãos públicos.</p>
<blockquote><p>“A publicação evidencia que a vigilância territorial vai além da proteção física do território: trata-se de uma ferramenta de fortalecimento da autonomia, da governança indígena e da transmissão de conhecimento entre gerações, consolidando-se como elemento central da identidade e da organização social contemporânea desses povos”, afirmou Ray Pinheiro Alves, pesquisador do Ipam.</p></blockquote>
<h3>Dados que reforçam a urgência</h3>
<p>A urgência da publicação é sustentada por evidências científicas. Uma nota técnica do Ipam revela que o garimpo ilegal já deixou mais de 80 mil pontos de exploração na Amazônia, com a área impactada dentro de Terras Indígenas crescendo 16 vezes entre 1985 e 2022.</p>
<p>A solução, aponta o manual, reside na convergência de saberes. Ferramentas como o Somai (Sistema de Monitoramento Territorial Indígena), que já atua em mais de 80 territórios amazônicos, provam que a ciência indígena e a geotecnologia, quando unidas, garantem a proteção da sociobiodiversidade e a regulação do clima.</p>
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		<item>
		<title>Brasil mobiliza mais de 200 contribuições para zerar desmatamento global até 2030</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 14:19:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[2030]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento zero]]></category>
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		<category><![CDATA[IPAM]]></category>
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		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/amazonia4-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Em busca de transformar promessas em ações concretas, a presidência da COP30 iniciou uma série de consultas globais para criar um guia prático contra a destruição das florestas. O pontapé inicial ocorreu nesta segunda-feira, 11, em Nova York, durante o Fórum das Nações Unidas sobre Florestas, reunindo desde governos e grandes empresas até lideranças indígenas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/amazonia4-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Em busca de transformar promessas em ações concretas, a presidência da COP30 iniciou uma série de consultas globais para criar um guia prático contra a destruição das florestas. O pontapé inicial ocorreu nesta segunda-feira, 11, em Nova York, durante o Fórum das Nações Unidas sobre Florestas, reunindo desde governos e grandes empresas até lideranças indígenas e especialistas.</p>
<p>O projeto, nomeado como “Mapa do Caminho para Parar e Reverter o Desmatamento e a Degradação Florestal até 2030”, está sendo desenhado pela diplomacia brasileira. O foco é consolidar as melhores práticas mundiais em financiamento, governança e políticas públicas. Embora o roteiro não seja um tratado obrigatório, ele pretende servir como bússola para que as nações acelerem o passo rumo às metas climáticas antes do prazo final da década.</p>
<blockquote><p>“Nosso objetivo com o Mapa do Caminho da Presidência da COP30 para Parar e Reverter o Desmatamento e a Degradação Florestal até 2030 é ir além dos compromissos e avançar na implementação, oferecendo um instrumento prático, orientado à ação, que os países possam usar para orientar e fortalecer suas políticas florestais no território”, afirma o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30.</p></blockquote>
<p>Para Martin Krause, da UNFCCC, o roteiro surge em um momento crítico onde as florestas são pressionadas por diversas transições econômicas:</p>
<blockquote><p>“O mundo está reestruturando sua economia e, em todas as transições econômicas da história, as florestas acabam sacrificadas. Hoje, as florestas não sofrem apenas uma pressão, mas muitas, vindas de diferentes direções. Esse roadmap pode reunir todos esses elementos, inclusive a parceria financeira, que é fundamental para transformar compromissos em resultados concretos para as florestas, para as pessoas e para o planeta.”</p></blockquote>
<h3>Ciência e agricultura como aliadas</h3>
<p>A iniciativa ganha reforço científico com análises do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), que destacam que a preservação da Amazônia é vital para a própria agricultura. Florestas em pé garantem a estabilidade do regime de chuvas e a fertilidade do solo necessárias para a produtividade no longo prazo. Além disso, os pesquisadores reforçam que investir na proteção ambiental agora é mais econômico do que remediar os prejuízos causados por eventos climáticos extremos no futuro.</p>
<blockquote><p>“Não há como enfrentar a crise climática nem garantir alimento para a população mundial sem proteger as florestas”, disse o diretor do Ipam, André Guimarães, que também é Enviado Especial da Sociedade Civil para a COP30.</p></blockquote>
<h3>Um processo colaborativo e global</h3>
<p>Embora não tenha caráter negociador, o roteiro busca refletir um consenso global. Mais de 130 países e 150 organizações já enviaram contribuições para o projeto, que pretende ser um legado político da presidência brasileira para a resiliência econômica e redução de desigualdades.</p>
<blockquote><p>“Estamos investindo tempo, esforço e em diálogo com diferentes partes interessadas. Mais de 130 países enviaram contribuições formais, tanto individuais quanto em grupo, além de cerca de 150 organizações internacionais, pesquisadores, indivíduos e agências de pesquisa. Este não é um momento de negociação, mas queremos refletir o máximo possível sobre as visões da comunidade internacional”, reforçou Marco Túlio Cabral, chefe do Núcleo de Florestas para a COP30 do Itamaraty.</p></blockquote>
<p>A expectativa é que a versão consolidada do roadmap seja apresentada em setembro de 2026, durante a Assembleia Geral da ONU, servindo como base para as metas de implementação que deverão ser levadas até a COP31, na Turquia.</p>
<p>O grande desafio da iniciativa continua sendo o financiamento — o eterno nó das negociações globais. Enquanto países em desenvolvimento cobram recursos e suporte técnico para proteger suas matas, a presidência da conferência aposta na bioeconomia e no mercado de carbono como saídas viáveis. A meta é que o documento final seja apresentado em setembro, durante a Assembleia Geral da ONU.</p>
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		<title>Diagnóstico aponta gargalos na regularização de territórios quilombolas no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 15:48:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
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		<category><![CDATA[regularização fundiária]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/9412_47552-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um novo diagnóstico que sistematiza dados de 52 territórios quilombolas foi apresentado durante a 16ª Mesa Quilombola Estadual, em Belém. O trabalho, fruto de uma parceria entre o Ipam, a Malungu e a iniciativa “Tô no Mapa”, revela que muitas comunidades ainda vivem em invisibilidade administrativa, sem qualquer camada de proteção oficial ou processo de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/9412_47552-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um novo diagnóstico que sistematiza dados de 52 territórios quilombolas foi apresentado durante a 16ª Mesa Quilombola Estadual, em Belém. O trabalho, fruto de uma parceria entre o Ipam, a Malungu e a iniciativa “Tô no Mapa”, revela que muitas comunidades ainda vivem em invisibilidade administrativa, sem qualquer camada de proteção oficial ou processo de titulação iniciado.</p>
<p>O levantamento abrange municípios como Abaetetuba, Acará, Baião, Barcarena, Cametá, Moju, Oeiras do Pará e a região do Marajó (Salvaterra, Soure e Cachoeira do Arari).</p>
<p>Segundo Raquel Poça, pesquisadora do Ipam, o foco é o reconhecimento.</p>
<blockquote><p>“Estamos identificando áreas que já são ocupadas por comunidades quilombolas, mas que ainda não entraram em nenhuma base oficial de cadastro e não possuem nenhuma camada de proteção, seja por certificação, processos fundiários ou mesmo cadastro ambiental.”</p></blockquote>
<h3>Gargalos na regularização</h3>
<p>O estudo aponta que 19 comunidades sequer possuem processo de regularização tramitando. Destas, oito estão em áreas estaduais, três em federais e oito ainda aguardam definição de competência.</p>
<p>A análise também evidencia diferenças entre as regionais.</p>
<p>Na região da Guajarina, comunidades como São José e Trindade enfrentam vulnerabilidade extrema por não possuírem nem mesmo o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Em muitos casos, também foram identificadas situações de sobreposição de direitos, conflitos territoriais e ausência de informações consolidadas sobre a dominialidade das áreas.</p>
<p>Em outras regiões, como Nordeste e Marajó, foram identificados casos de conflitos, indefinição fundiária e processos de regularização ainda não iniciados.</p>
<p>Para o presidente do Iterpa, Bruno Kono, o diagnóstico fortalece a gestão pública.</p>
<blockquote><p>&#8220;Os materiais demonstram que a pauta territorial quilombola é conduzida de forma compartilhada entre comunidades e instituições, com responsabilidades divididas para acelerar a regularização fundiária.”</p></blockquote>
<h3>Fortalecimento e autonomia</h3>
<p>O levantamento também incorporou informações sobre conflitos territoriais e situações específicas de cada comunidade, ampliando a capacidade de análise para além do reconhecimento formal dos territórios. Com isso, o material passa a apoiar não apenas processos de regularização, mas também a gestão territorial das comunidades quilombolas no estado.</p>
<p>A partir desse processo, foi realizado o cruzamento dos dados territoriais com informações sobre políticas públicas, situação fundiária e instrumentos de regularização. Esse trabalho permitiu transformar o conjunto de dados em um diagnóstico estruturado, capaz de subsidiar o encaminhamento de demandas de forma mais precisa.</p>
<p>O diagnóstico foi construído por meio do &#8220;automapeamento&#8221;, onde as próprias comunidades utilizam ferramentas digitais para delimitar suas áreas. Érika Thaís, coordenadora da Malungu, destaca o impacto para as associações.</p>
<blockquote><p>“Esse processo foi muito benéfico para a Malungu. Conseguimos chegar aos territórios, escutar as comunidades e realizar o automapeamento a partir do olhar de quem vive nesses espaços. Isso fortalece não só o reconhecimento dos territórios, mas também a autonomia das próprias comunidades.”</p></blockquote>
<p>A pesquisadora do Ipam, Isabel Castro, ressalta que o automapeamento oferece uma segurança imediata.</p>
<blockquote><p>“O grande diferencial é que os próprios comunitários se autodeclaram como comunidades tradicionais e também delimitam os limites da sua terra. Isso traz uma camada a mais de proteção para as áreas ainda não tituladas. Com essa ferramenta, o Estado precisa reconhecer essa autodeclaração, que é legítima, e isso gera repercussões jurídicas e extrajurídicas.”</p></blockquote>
<h3>Encaminhamentos</h3>
<p>Agora, os dados organizados em relatórios analíticos e mapas visuais servem de subsídio para que órgãos como Iterpa, Ministério Público e Defensoria Pública priorizem o atendimento às comunidades em maior situação de conflito ou indefinição jurídica.</p>
<blockquote><p>“A partir da qualificação desses dados, conseguimos não só dar visibilidade a esses territórios, mas direcionar essas informações para espaços institucionais como a Mesa Quilombola”, conclui Raquel Poça.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Os caminhos da agrofloresta: conheça as diferentes trajetórias que mantêm a floresta em pé no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 17:02:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[#agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[#sistemas agroflorestais]]></category>
		<category><![CDATA[#Tomé-Açu]]></category>
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		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[SAFs]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/agrofloresta_ginelda-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Na paisagem diversa da agrofloresta amazônica, não existe um único perfil de produtor nem um único caminho. Entre diferentes idades, histórias e formas de produzir, os SAFs (Sistemas Agroflorestais) vêm sendo construídos a partir de trajetórias que, embora distintas, compartilham um mesmo objetivo: produzir com sustentabilidade e garantir a permanência no campo. Durante a “Jornada [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/agrofloresta_ginelda-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Na paisagem diversa da agrofloresta amazônica, não existe um único perfil de produtor nem um único caminho. Entre diferentes idades, histórias e formas de produzir, os SAFs (Sistemas Agroflorestais) vêm sendo construídos a partir de trajetórias que, embora distintas, compartilham um mesmo objetivo: produzir com sustentabilidade e garantir a permanência no campo.</p>
<p>Durante a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/intercambio-agroflorestal-conecta-produtores-da-transamazonica-e-tome-acu/" target="_blank" rel="noopener">“Jornada Técnica Agroflorestal”</a>, realizada em Tomé-Açu pelo Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), em parceria com a GIZ (Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável) , quatro propriedades apoiadas por projetos do Ipam evidenciaram essa diversidade na prática. Os sistemas visitados revelam diferentes estágios de desenvolvimento, níveis de organização e estratégias produtivas, que vão desde iniciativas familiares em consolidação até modelos estruturados em maior escala.</p>
<h3>A força da mulher no campo</h3>
<p>Ginelda Lima, proprietária de uma das áreas visitadas em Tomé-Açu, se destaca como uma mulher empreendedora que conduz, de forma independente, sua produção. Agricultora familiar, ela estruturou um sistema baseado na mandioca, articulado com açaí, cumaru e cacau, aliado ao funcionamento de uma casa de farinha e à agregação de valor ao produto.</p>
<p>A experiência da produtora integra ações do Projeto de Restauração Florestal com Sistemas Agroflorestais e Regeneração Natural, desenvolvido em parceria com a Conservação Internacional Brasil, com apoio da Daikin. A iniciativa também faz parte do projeto “Restauração Florestal na Amazônia: recuperação de áreas alteradas no Estado do Pará, no âmbito do Projeto Regulariza Rural”, apoiado pelo Serviço Florestal Brasileiro, que busca fortalecer práticas produtivas sustentáveis e a recuperação de áreas degradadas no estado.</p>
<blockquote><p>“A farinha era só uma monocultura na minha vida e cheguei a ter toneladas paradas, sem mercado. Mas decidi investir na qualidade, na embalagem e no valor do meu produto. Hoje, ela chega a outros estados e até a outros países. Isso só aconteceu porque alguém acreditou em mim e porque eu também não desisti. A minha produção envolve outras famílias, gera renda e abre oportunidades para mais gente”, explica.</p></blockquote>
<h3>O acesso ao conhecimento e a nova geração</h3>
<p>Em outro contexto, Adeilton Mendes, de 32 anos, representa uma nova geração que permanece no campo a partir da sucessão familiar. Jovem agricultor e estudante de agronomia, ele deu continuidade ao trabalho iniciado pelo pai, incorporando conhecimento técnico, planejamento e diversificação produtiva.</p>
<p>Sua trajetória também se conecta ao Projeto de Restauração Florestal com Sistemas Agroflorestais e Regeneração Natural em Tomé-Açu, desenvolvido em parceria com a Conservação Internacional Brasil e com apoio da Daikin, que incentiva a adoção de sistemas produtivos mais sustentáveis e resilientes na região.</p>
<blockquote><p>“Eu comecei a trabalhar na propriedade ainda jovem, depois que meu pai me deu um pedaço de terra. No início foi difícil, faltava informação técnica e organização, e eu cheguei a trabalhar muito ganhando pouco. Foi quando decidi investir em conhecimento, estudar e aplicar isso na prática. Hoje, consigo diversificar a produção e ampliar as atividades dentro da propriedade”, conta.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42454" aria-describedby="caption-attachment-42454" style="width: 712px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-42454" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Agrofloresta-Adeilson-mendes-980x550-1-300x168.webp" alt="" width="712" height="399" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Agrofloresta-Adeilson-mendes-980x550-1-300x168.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Agrofloresta-Adeilson-mendes-980x550-1-768x431.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Agrofloresta-Adeilson-mendes-980x550-1-150x84.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Agrofloresta-Adeilson-mendes-980x550-1-450x253.webp 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/Agrofloresta-Adeilson-mendes-980x550-1.webp 980w" sizes="(max-width: 712px) 100vw, 712px" /><figcaption id="caption-attachment-42454" class="wp-caption-text">Adeilton Mendes viu que no sistema agroflorestal garante renda em vários períodos do ano.</figcaption></figure>
<p>“Quando a gente trabalha só com uma cultura, acaba ficando limitado. No sistema agroflorestal, é possível ter produção ao longo do ano, com diferentes culturas garantindo renda em vários períodos. Isso traz mais estabilidade e melhora a qualidade de vida”, acrescenta.</p>
<p>A experiência acumulada ao longo do tempo aparece na trajetória de José Paixão, de 72 anos, conhecido como Zé Paixão. Agricultor familiar desde a juventude, ele construiu um sistema agroflorestal diverso ao longo de décadas, com diferentes cultivos integrados na mesma área.</p>
<p>Sua história se conecta ao Projeto Monitoramento e Consolidação de Restauração Florestal com Sistemas Agroflorestais (SAFs) em Tomé-Açu, iniciativa que conta com apoio da Otsuka e acompanha a evolução de áreas em restauração produtiva na região.</p>
<blockquote><p>“Comecei em uma área difícil, onde quase não tinha nada. Fui trabalhando aos poucos, plantando diferentes culturas. Hoje, vejo minha propriedade formada, com produção diversificada, resultado de muitos anos de esforço”, relata. “Nunca fui empregado de ninguém, sempre vivi do meu próprio trabalho. Criei minha família assim, trabalhando na terra e acreditando no que eu fazia”, afirma.</p></blockquote>
<h3>Sustentabilidade em larga escala</h3>
<p>Michinori Konagano, 68 anos, representa um sistema consolidado em ampla escala. De origem japonesa, ele é reconhecido como referência na produção agroflorestal em Tomé-Açu, sendo frequentemente citado como modelo para outros produtores da região.</p>
<blockquote><p>&#8220;Cheguei à Amazônia ainda jovem com a minha família, em busca de uma oportunidade de recomeço. Encontramos muitos desafios no início, mas foi com trabalho e persistência que conseguimos construir nossa trajetória na região. Ao longo dos anos, fomos aprendendo a manejar a terra de forma diversificada, integrando culturas e respeitando o tempo da natureza. Hoje, o sistema agroflorestal mostra que é possível produzir com equilíbrio, garantindo renda e mantendo a floresta em pé”, explica.</p></blockquote>
<figure id="attachment_42456" aria-describedby="caption-attachment-42456" style="width: 729px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-42456" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/agrofloresta-michinori-konagane-980x549-1-300x168.webp" alt="" width="729" height="408" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/agrofloresta-michinori-konagane-980x549-1-300x168.webp 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/agrofloresta-michinori-konagane-980x549-1-768x430.webp 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/agrofloresta-michinori-konagane-980x549-1-150x84.webp 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/agrofloresta-michinori-konagane-980x549-1-450x252.webp 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/05/agrofloresta-michinori-konagane-980x549-1.webp 980w" sizes="(max-width: 729px) 100vw, 729px" /><figcaption id="caption-attachment-42456" class="wp-caption-text">Michinori Konagano afirma que sucesso é resultado da dedicação e troca de conhecimentos ao longo de gerações.</figcaption></figure>
<p>O produtor destaca que o desenvolvimento da produção no município de Tomé-Açu é resultado de dedicação e troca de conhecimentos ao longo de gerações.</p>
<blockquote><p>“A agrofloresta exige cuidado e visão de longo prazo, mas traz segurança para quem produz. Por isso, faço questão de compartilhar essa experiência, para que mais produtores possam fortalecer seus sistemas e crescer de forma sustentável”, conclui.</p></blockquote>
<h3>Compartilhando princípios</h3>
<p>Apesar das diferenças entre os perfis, seja na escala, no nível de organização ou no acesso à tecnologia, os sistemas compartilham princípios como diversificação, manejo integrado e geração de renda associada à conservação ambiental. Ao mesmo tempo, evidenciam o papel das parcerias institucionais no apoio aos produtores.</p>
<p>Do sistema conduzido por uma mulher empreendedora, passando por um jovem em sucessão familiar e por um produtor com décadas de experiência, até um modelo consolidado em larga escala, os SAFs demonstram que não há um único formato produtivo, mas múltiplos caminhos possíveis dentro da agrofloresta.</p>
<p>A programação de visitas em Tomé-Açu integra o “Projeto Regulariza Rural”, coordenado pelo SFB (Serviço Florestal Brasileiro) e o IICA Brasil (Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura), com apoio financeiro do KfW (Banco de Desenvolvimento Alemão).</p>
<p>A iniciativa apoia os estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia na implementação da regularização ambiental e no monitoramento da vegetação nativa. No Pará, as ações são promovidas pelo Ipam, em parceria com a Semas.</p>
<p><em>Fonte: Ipam</em></p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/intercambio-agroflorestal-conecta-produtores-da-transamazonica-e-tome-acu/" target="_top">Intercâmbio agroflorestal conecta produtores da Transamazônica e Tomé-Açu</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Intercâmbio agroflorestal conecta produtores da Transamazônica e Tomé-Açu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 14:20:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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		<category><![CDATA[#CAMTA]]></category>
		<category><![CDATA[#sistemas agroflorestais]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/agrofloresta_intercambio-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Entre os dias 20 e 24 de abril, o município de Tomé-Açu, no Pará, tornou-se o centro de um diálogo estratégico entre agricultores familiares, técnicos e pesquisadores. A “Jornada Técnica Agroflorestal: conexões amazônicas Transamazônica/Tomé-Açu” promoveu o intercâmbio de saberes para fortalecer os Sistemas Agroflorestais (SAFs) como pilar de desenvolvimento sustentável na região. O evento foi [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/agrofloresta_intercambio-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Entre os dias 20 e 24 de abril, o município de Tomé-Açu, no Pará, tornou-se o centro de um diálogo estratégico entre agricultores familiares, técnicos e pesquisadores. A “Jornada Técnica Agroflorestal: conexões amazônicas Transamazônica/Tomé-Açu” promoveu o intercâmbio de saberes para fortalecer os Sistemas Agroflorestais (SAFs) como pilar de desenvolvimento sustentável na região.</p>
<p>O evento foi promovido pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), em parceria com a Cooperação Brasil-Alemanha (GIZ). A iniciativa faz parte do projeto “Restauração Florestal na Amazônia”, inserido no âmbito do Projeto Regulariza Rural, que atua na recuperação de áreas alteradas no Pará.</p>
<p>Com foco na articulação de diferentes territórios, a jornada reuniu participantes das regiões da Transamazônica e do Xingu. Para Edivan Carvalho, coordenador estadual do IPAM no Pará, o encontro superou a lógica tradicional de capacitação:</p>
<blockquote><p>“A proposta é reconhecer o conhecimento que cada agricultor e agricultora traz de sua realidade. Queremos criar um espaço de diálogo e construção coletiva, onde seja possível compartilhar experiências, tirar dúvidas e conhecer diferentes estratégias de sistemas agroflorestais, levando ideias que possam ser aplicadas nos territórios”, explica.</p></blockquote>
<p>Durante a programação, os participantes conheceram, na prática, diferentes modelos de sistemas agroflorestais implantados em campo, observando estratégias de manejo, diversificação de culturas e organização produtiva. As visitas evidenciaram a viabilidade de conciliar SAFs à produção agrícola, contribuindo para a recuperação de áreas degradadas e geração de renda.</p>
<blockquote><p>“Esse intercâmbio mostra como temos muitos manejos diferentes no mesmo Estado. Mesmo com todos nós já atuando na agricultura, essas experiências mostram que devemos estar sempre inovando no campo”, disse o agricultor familiar Antônio Lima, da Transamazônica.</p></blockquote>
<h3>Além da monocultura</h3>
<p>Um dos principais objetivos da missão foi oferecer alternativas à monocultura do cacau. Rogério Brito, assessor técnico da GIZ, ressaltou a importância de Tomé-Açu como referência histórica:</p>
<blockquote><p>“A proposta é aproximar técnicos e produtores da Transamazônica das experiências desenvolvidas em Tomé-Açu, reconhecido como berço dos sistemas agroflorestais no Pará. Ainda temos um cenário marcado pela monocultura do cacau, e esse intercâmbio abre espaço para diversificar a produção com base na biodiversidade, fortalecendo a renda e a sustentabilidade das propriedades.”</p></blockquote>
<p>O professor Elder Silva, representante da Casa Familiar Rural de Placas (PA), classificou o intercâmbio como uma oportunidade de transformação local, permitindo que novos modelos de recuperação de áreas degradadas sejam aplicados em sua realidade.</p>
<h3>O exemplo de 90 anos de idade</h3>
<p>A jornada contou com a participação de seis cooperativas amazônicas, que puderam conhecer de perto a estrutura da CAMTA (Cooperação Agrícola Mista de Tomé-Açu). Com quase 90 anos de história, a cooperativa é um modelo global de agregação de valor e acesso a mercados.</p>
<p>Segundo Edinaldo Santos, diretor de assistência agrícola da cooperativa, a CAMTA reúne atualmente 173 cooperados ativos e cerca de 1.800 produtores cadastrados, beneficiando diretamente 10 mil pessoas.</p>
<blockquote><p>“A CAMTA se destaca pela exportação de aproximadamente 5 mil toneladas de polpa de frutas por ano”, afirmou Santos.</p></blockquote>
<p>Para Elisângela Trzeciak, coordenadora do IPAM na Transamazônica, o evento celebrou a conexão entre produção, conservação e renda.</p>
<blockquote><p>“Encerramos essa jornada com a certeza de que o intercâmbio de saberes, aliado às experiências práticas e ao conhecimento técnico, fortalece os sistemas agroflorestais como estratégia de desenvolvimento sustentável na Amazônia. Ao longo desses dias, foi possível conectar diferentes realidades e reforçar a integração entre produção, conservação e geração de renda.”</p></blockquote>
<p>A Jornada Agroflorestal é coordenada pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA Brasil), com apoio financeiro do banco alemão KfW.</p>
<p>No Pará, as ações de regularização ambiental e monitoramento são executadas pelo IPAM em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).</p>
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		<title>Capacidade de recuperação da Amazônia é limitada, mostra estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 13:36:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios florestais]]></category>
		<category><![CDATA[IPAM]]></category>
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		<category><![CDATA[regeneração]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/Amazonia-fragmentada-810x540-1-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Embora os impactos crescentes causados pelo fogo, secas severas, tempestades de vento, efeito de borda e eventos climáticos extremos pressionem cada vez mais a floresta amazônica, os resultados mostram que a floresta ainda demonstra capacidade de recuperação. No entanto, essa regeneração não significa um retorno completo ao estado original. A constatação é resultado do novo [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/Amazonia-fragmentada-810x540-1-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Embora os impactos crescentes causados pelo fogo, secas severas, tempestades de vento, efeito de borda e eventos climáticos extremos pressionem cada vez mais a floresta amazônica, os resultados mostram que a floresta ainda demonstra capacidade de recuperação. No entanto, essa regeneração não significa um retorno completo ao estado original.</p>
<p>A constatação é resultado do novo artigo conduzido por pesquisadores do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), publicado na revista científica PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences).</p>
<p>O estudo teve início em 2004, quando pesquisadores visitaram a região sul da Amazônia, em Mato Grosso, com o objetivo de monitorar os impactos da fragmentação e degradação florestal. Na época, modelos climáticos já indicavam que essa porção do bioma seria mais impactada por secas extremas e, consequentemente, mais suscetíveis a incêndios devido aos altos índices de desmatamento e fragmentação.</p>
<p>Os cientistas estabeleceram três tratamentos na Estação de Pesquisa Tanguro, um laboratório a céu aberto do IPAM e simularam diferentes regimes de incêndio para compreender como a floresta reagiria a diferentes condições de degradação: uma parcela queimada anualmente, outra queimada a cada três anos e uma área controle, sem fogo.</p>
<p>Ao contrário do que se esperava, os resultados mostraram que queimadas menos frequentes podem causar impactos mais severos.</p>
<blockquote><p>“Esperávamos que o fogo anual tivesse maior efeito, mas o que observamos foi o oposto. O fogo, a cada três anos, gera maior intensidade, com chamas mais altas, porque há acúmulo de biomassa na terra, o que ultrapassa a resistência das árvores e aumenta a sua mortalidade”, explica Leandro Maracahipes, pesquisador associado do IPAM e autor principal do estudo.</p></blockquote>
<h3>Seca eleva mortalidade das árvores</h3>
<p>Em paralelo, eventos de seca extrema registrados em 2007 e 2010 intensificaram os impactos, elevando a mortalidade das árvores em até 30%. O estudo analisou diferentes tipos de distúrbios que afetam a floresta, e em um dos eventos extremos registrados, uma tempestade de vento foi responsável por derrubar 5% das árvores na área, equivalente à mortalidade esperada ao longo de um ano inteiro.</p>
<p>Toda essa degradação florestal foi ainda mais intensa nas bordas da floresta.</p>
<blockquote><p>“O cenário é preocupante. O desmatamento não afeta apenas a área diretamente derrubada, mas também altera as condições da floresta ao redor, tornando-a mais vulnerável ao fogo, a tempestades de ventos e a degradação florestal. As bordas desses fragmentos são especialmente críticas, já que é ali que a maioria dos incêndios começa, quase sempre por ação humana”, relata Paulo Brando, pesquisador associado do IPAM e um dos líderes dessa pesquisa.</p></blockquote>
<h3>Regeneração sob determinadas condições</h3>
<p>Apesar dos impactos causados, observou-se que as florestas conseguem se regenerar, desde que alguns fatores como a retirada de distúrbios antropogênicos e a conservação de áreas próximas dos locais degradados estejam presentes.</p>
<p>Esse processo de recuperação está diretamente ligado à dispersão de sementes, que permite o repovoamento da vegetação nas áreas em recuperação. Com a proximidade de florestas conservadas, as sementes conseguem chegar a esses ambientes, principalmente, através dos animais.</p>
<blockquote><p>“A anta, por exemplo, ajuda a levar sementes de espécies mais resistentes, de crescimento lento, e que estocam carbono por centenas de anos para áreas em recuperação. Sem essa dispersão, o processo de regeneração fica comprometido”, destaca Maracahipes.</p></blockquote>
<p>Esse fluxo de espécies é essencial para que a regeneração avance ao longo do tempo, especialmente com a chegada de espécies mais resistentes e de crescimento mais lento, que ajudam a restabelecer a estrutura da floresta, favorecendo o surgimento de novas plantas e a recomposição da cobertura florestal.</p>
<h3>&#8220;Estados estáveis alternativos&#8221;</h3>
<p>Cientistas alertavam que florestas severamente degradadas por múltiplos distúrbios consecutivos caminharam para o colapso, adotando “estados estáveis alternativos”, mais suscetíveis a novos eventos extremos.</p>
<p>O temor era de que essas áreas atingissem o chamado ponto de não retorno, ou tipping point: momento em que a floresta perde sua capacidade de se regenerar e se transforma em outro tipo de ambiente, em um processo irreversível.</p>
<blockquote><p>“Embora, as florestas degradadas apresentam um quadro mais complexo. O estudo mostra que, mesmo sob enorme pressão, nossas florestas experimentais não perderam sua capacidade fundamental de permanecer florestas. Apesar de colapsos dramáticos na biodiversidade e na complexidade estrutural, elas mantiveram a capacidade de recuperar algumas de suas características fundamentais dentro de uma década ou mais. Esse é um achado significativo e, com cautela, sim, é um motivo para otimismo”, comenta Brando.</p></blockquote>
<p>Os resultados reforçam que, embora a floresta amazônica ainda apresente capacidade de regeneração, esse processo depende das condições ao seu redor. A persistência de distúrbios como o fogo e o desmatamento, aliada à perda de fauna e à fragmentação das áreas florestais, pode comprometer essa recuperação ao longo do tempo.</p>
<p>Para os autores, conter a degradação e manter a conectividade entre florestas se torna essencial não apenas para garantir a regeneração, mas para evitar que esses ecossistemas se aproximem de um ponto de não retorno.</p>
<blockquote><p>“Se controlarmos os distúrbios e mantivermos as fontes de sementes e os animais dispersores, a floresta tem capacidade de se recuperar. Mas esse processo tem limites e depende diretamente das nossas ações”, finaliza Leonardo Maracahipes-Santos, pesquisador do IPAM e um dos autores do artigo.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Ipam</em></p>
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		<title>Coletivo Mirí fortalece a proteção ambiental no nordeste do Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 16:55:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Coletivo Miri]]></category>
		<category><![CDATA[combate]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamenti]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque3]]></category>
		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[IPAM]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/coletivo_Miri-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Coletivo Mirí, do nordeste do Pará, tem mostrado como a mobilização comunitária, liderada por jovens, pode gerar impactos concretos na conservação ambiental. Formado por moradores de Castanhal, o grupo atua na proteção do município e do Igarapé Mirí por meio de ações de educação ambiental, com objetivo de provocar práticas sustentáveis na região. A [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/coletivo_Miri-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Coletivo Mirí, do nordeste do Pará, tem mostrado como a mobilização comunitária, liderada por jovens, pode gerar impactos concretos na conservação ambiental. Formado por moradores de Castanhal, o grupo atua na proteção do município e do Igarapé Mirí por meio de ações de educação ambiental, com objetivo de provocar práticas sustentáveis na região.</p>
<p>A partir de iniciativas que integram cultura, arte e conscientização, o projeto desenvolve ações como o incentivo de atividades educativas com moradores, buscando reduzir impactos ambientais e estimular a conscientização da comunidade sobre os recursos naturais.</p>
<p>Como estratégia de fortalecimento da identidade local, o coletivo também utiliza expressões culturais do território, como o boi-bumbá, de forma integrada às ações socioambientais. Batizado de“Boi Mirí”, um espetáculo acontece anualmente, reunindo moradores de diferentes idades, abordando temas ligados ao meio ambiente e à realidade da comunidade.</p>
<p>Para Thalya Silva, coordenadora de projetos do coletivo, o Mirí nasceu do vínculo profundo de seus integrantes com o território e da preocupação com as mudanças observadas ao longo do tempo.</p>
<blockquote><p>“Vemos a degradação dos igarapés e a perda da memória biocultural. Diante desse cenário, nos organizamos com o objetivo de não apenas observar essas transformações, mas atuar diretamente na proteção do ambiente e no fortalecimento da comunidade”.</p></blockquote>
<h3>Protagonismo jovem fortalece o território</h3>
<p>Outra frente é a formação de jovens como agentes de transformação. Por meio de oficinas, encontros e atividades educativas, crianças e adolescentes são incentivados a assumir um papel ativo dentro da comunidade. A proposta é que deixem de ser apenas participantes e passem a atuar como multiplicadores de práticas sustentáveis.</p>
<blockquote><p>“Aos poucos notamos que os adolescentes e jovens estão participando mais das atividades, se envolvendo nas ações e assumindo um compromisso na comunidade. Um exemplo que me marcou é a entrada de um dos nossos membros na universidade. Isso mostra como esse trabalho tem impactado a vida deles, abrindo novos caminhos e possibilidades, além de servir de inspiração para outros que também começam a acreditar que podem chegar lá”, explicou Thalya.</p></blockquote>
<p>Para a coordenadora, os principais desafios para a proteção do igarapé Mirí estão relacionados às transformações no uso da terra e à mobilização comunitária.</p>
<blockquote><p>“Vemos um aumento do desmatamento, especialmente nas áreas de nascente, pelo avanço do agronegócio, comprometendo diretamente o equilíbrio ambiental do território. Ao mesmo tempo, o contexto social tem tornado mais complexa a participação dos moradores, já que o crescimento de posturas mais conservadoras dificulta o engajamento em ações coletivas e no diálogo sobre a importância do cuidado com o território”.</p></blockquote>
<h3>Reconhecimento e vontade de continuar</h3>
<p>Em 2023, Thalya foi a única jovem da região Norte a ser selecionada para concorrer ao prêmio Jovem Transformador 2023, da ONG internacional Ashoka, presente em mais de 100 países.</p>
<blockquote><p>“O reconhecimento do nosso trabalho fortalece o que estamos fazendo, mostra que estão nos enxergando para além da comunidade. Isso abre novos caminhos e passamos a ter mais visibilidade, facilitando o acesso a parcerias e oportunidades. Continuamos com o mesmo compromisso com a comunidade, principalmente com mulheres, adolescentes e jovens”, concluiu.</p></blockquote>
<p>Para conhecer mais sobre o Mirí ou entrar em contato basta procurar por @somosmiri nas redes sociais.</p>
<p><em>Fonte: Ipam</em></p>
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