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	<title>inteligência artificial &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>inteligência artificial &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Primeiro data center de IA na Amazônia ameaça desregular clima na região</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 14:24:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/barreiro_amazonia-e1786371828430-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O Ministério Público do Pará abriu inquérito civil para apurar se o data center BEL1, da Elea Data Centers no bairro do Barreiro em Belém, pode provocar danos climáticos e criar &#8220;ilhas de calor&#8221;. A operação iniciará consumindo 7,5 MW (suficiente para abastecer 22,5 mil casas), podendo expandir para até 100 MW com início [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/08/barreiro_amazonia-e1786371828430-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O Ministério Público do Pará abriu inquérito civil para apurar se o data center BEL1, da Elea Data Centers no bairro do Barreiro em Belém, pode provocar danos climáticos e criar &#8220;ilhas de calor&#8221;.</em></li>
<li><em> A operação iniciará consumindo 7,5 MW (suficiente para abastecer 22,5 mil casas), podendo expandir para até 100 MW com início previsto para 2027.</em></li>
<li><em>Estudos ainda apontam aumento médio de 2,07°C na superfície ao redor de data centers no mundo, o que pode agravar o calor e o ruído em Belém e atingir comunidades vizinhas e ribeirinhas sem a devida consulta prévia.</em></li>
<li><em> Nem a Prefeitura de Belém (Semma) nem o governo do estado (Semas-PA) possuem processos de licenciamento, estudo de vizinhança ou relatório de impacto ambiental abertos para o projeto</em></li>
<li><em>A Elea argumenta que a fase inicial tem baixo impacto, utilizará resfriamento a ar e busca aproximar o processamento de dados da região para melhorar serviços digitais e reduzir a dependência de conexões externas.</em></li>
<li><em>Especialistas apontam para a necessidade de regulamentar o setor e exigir benefícios locais, como o uso do processamento para saúde e monitoramento ambiental, evitando o &#8220;extrativismo tecnológico&#8221;.</em></li>
</ul>
<p>O primeiro data center de Inteligência Artificial da Amazônia já nasce sob investigação.  O Ministério Público do Pará (MPPA) abriu inquérito civil para apurar se a estrutura, que será instalada no bairro do Barreiro, em Belém, pode gerar &#8220;ilhas de calor&#8221; numa região que já sofre com temperaturas extremas.</p>
<p>Por trás do termo técnico, a lógica é simples: um data center é um conjunto de servidores e chips dedicados a armazenar e processar dados em grande escala. Esse processamento consome muita energia e gera calor sem parar, o que exige sistemas constantes de resfriamento.</p>
<p>De acordo com reportagem d g1, os números do BEL1, da empresa Elea Data Centers, chamam atenção pela escala. Na primeira fase, a operação vai consumir 7,5 megawatts — o suficiente para abastecer mais de 22,5 mil casas na região Norte, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).</p>
<p>Com a expansão prevista pela empresa, esse consumo pode saltar para até 100 megawatts. A previsão é começar a funcionar no segundo trimestre de 2027.</p>
<h3>O que motiva a investigação</h3>
<p>À frente do inquérito, o promotor Márcio Maués, da 1ª Promotoria de Justiça de Barcarena, quer saber se o empreendimento configura risco de dano climático.</p>
<p>A base técnica da preocupação vem de Cambridge: pesquisadores da universidade britânica cruzaram imagens de satélite da Nasa para monitorar a temperatura ao redor de mais de 8 mil data centers de IA no mundo, entre 2004 e 2024, e encontraram um aumento médio de 2,07°C na superfície logo após o início de operação dessas estruturas — efeito que chega a se espalhar por 10 km, com maior intensidade (cerca de 1°C) num raio de até 4,5 km.</p>
<p>&#8220;Não basta afirmar que não trará consequências, não basta afirmar que será bom. Tem que ser demonstrado tecnicamente&#8221; disse Maués.</p>
<p>Ele chama atenção especialmente para comunidades ribeirinhas no entorno, caso da Ilha das Onças, a apenas 4,5 km do terreno — moradores que, segundo o promotor, deveriam ter sido ouvidos conforme prevê a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho.</p>
<p>Os bairros Miramar, Barreiro, Sacramenta e Pratinha também não passaram por consulta pública.</p>
<p>O calor projetado preocupa porque incide sobre uma região que já convive com sensação térmica de 34°C ou mais, segundo o professor Juliano Ximenes, da UFPA — condição que estruturas como essa tendem a agravar, criando o que ele chama de manchas de calor.</p>
<p>A Elea diz que vai usar ar-condicionado, e não água, para resfriar os equipamentos, num modelo conhecido como &#8220;expansão direta&#8221;.</p>
<p>Já o CEO da Elea, o italiano Alessandro Lombardi, defende que só faz sentido aprofundar estudos de impacto térmico quando — e se — o projeto avançar para a fase de 100 MW, ainda sem data prevista.</p>
<p>Na etapa atual, segundo ele, o consumo de energia da instalação equivale ao de &#8220;um shopping center de médio porte&#8221;. Ele reconhece que uma escuta mais ampla da sociedade faria sentido numa fase futura, maior, &#8220;mas não nesta fase atual do projeto, que eu posso garantir que não tem nenhum impacto&#8221;.</p>
<p>O barulho constante do resfriamento é outro ponto de atenção citado por Ximenes: a lei de Belém limita ruído a 65 decibéis, mas o entorno de data centers pelo mundo pode chegar a 96. Lombardi atribui esse risco a eventuais geradores a diesel — não ao data center propriamente — e garante que já existe previsão de contingência para esse tipo de ruído.</p>
<h3>Sem licença, sem regra</h3>
<p>Enquanto o debate técnico avança, o processo formal de licenciamento sequer começou. A Secretaria de Meio Ambiente de Belém (Semma) confirmou, em ofício de julho, que não há nenhum processo de licenciamento aberto para o BEL1 — e, por consequência, também não existem estudo de impacto de vizinhança nem relatório de impacto ambiental.</p>
<p>A Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará (Semas-PA) deu a mesma resposta.</p>
<p>Para Maués, esse cenário passa uma mensagem preocupante.</p>
<blockquote><p>&#8220;A sensação que nos transmite é que o projeto já está definido e que todas as etapas de licenciamento ficam em segundo plano, como se fossem meras formalidades&#8221;.</p></blockquote>
<p>A Elea rebate, em nota, que &#8220;as licenças ambientais e demais autorizações necessárias ao empreendimento estão sendo solicitadas dentro dos prazos e trâmites legais e em linha com os investimentos anunciados&#8221;.</p>
<p>A Aneel informou que não trata data centers de IA de forma diferenciada, mas ainda estuda exigências específicas sobre infraestrutura de rede elétrica. O ONS, responsável por avaliar o impacto de grandes cargas no sistema, não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre os efeitos da futura demanda de 100 MW.</p>
<p>O fornecimento de energia ficará a cargo da Axia Energia, dona de 81 usinas no Pará e responsável por 17% da capacidade de geração elétrica do País. As duas empresas afirmam que essa energia será contratada diretamente, sem passar pelo Sistema Interligado Nacional.</p>
<p>Lombardi explica que a escolha do terreno foi estratégica justamente pela proximidade com a subestação Miramar, hoje sob gestão da Axia (antiga Eletronorte) — e argumenta que a região Norte, embora seja grande geradora de energia hidrelétrica, carece de grandes consumidores estáveis, o que já gera instabilidade na rede local.</p>
<h3>A promessa por trás do projeto</h3>
<p>A Elea apresenta o BEL1 como resposta a um problema concreto: hoje, uma simples transação via Pix ou o acesso a um prontuário médico na região Norte dependem de uma rota de dados que passa por São Paulo e por cabos submarinos até Miami, nos Estados Unidos, antes de voltar ao Pará — trajeto que gera lentidão e vulnerabilidade a quedas de conexão.</p>
<p>Com o data center local, a promessa é reduzir essa dependência, além de dar suporte a sistemas bancários, prontuários eletrônicos, o Tribunal de Justiça e a estabilidade dos sinais de 4G e 5G. A empresa diz já ter fechado contratos com clientes-âncora de grande porte, mas mantém os nomes em sigilo.</p>
<p>Para o professor Marcus Braga, da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), a discussão vai além da infraestrutura: é uma questão de soberania digital.</p>
<blockquote><p>&#8220;A inteligência artificial é a nova eletricidade. O mundo atual não consegue mais viver sem ela&#8221;, diz.</p></blockquote>
<p>Ainda assim, ele defende que o Pará negocie contrapartidas concretas, para não repetir o que chama de &#8220;extrativismo tecnológico&#8221; — ceder o território sem capturar benefício algum. Uma proposta dele: reservar parte da capacidade de processamento para setores estratégicos, como saúde e monitoramento ambiental.</p>
<p>O momento não é qualquer um para esse debate: levantamento do g1 mostrou que Belém foi a segunda cidade do Brasil com mais dias de calor atípico em 2024.</p>
<p>Para Ximenes, essa combinação — clima já pressionado e regras ainda inexistentes — torna urgente regulamentar o setor e exigir transparência das empresas envolvidas.</p>
<p>Em nota, a Elea reafirmou que o projeto está sendo implantado em área industrial privada, dentro do Centro de Tecnologia da Axia Energia, e que seu cronograma &#8220;reflete o cronograma de desenvolvimento do projeto, alinhado à implantação da infraestrutura e à entrada de seus clientes, permanecendo condicionada ao cumprimento de todas as etapas do processo de licenciamento e às aprovações dos órgãos competentes&#8221;. ]</p>
<p>A empresa afirmou também estar estruturando um plano de relacionamento com as comunidades vizinhas, com mapeamento de lideranças e criação de canais permanentes de diálogo, e disse que &#8220;não foi formalmente notificada pelo MPPA&#8221; até o momento.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Ferramenta aponta Pará como o estado sob maior risco de desmatamento na Amazônia em 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2026 15:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Plataforma PrevisIA]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/mapa_risco_desmate-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará aparece como o território mais crítico no novo mapeamento da plataforma PrevisIA, concentrando 36% do risco de desmatamento projetado para toda a Amazônia em 2026. Além de liderar o ranking estadual de vulnerabilidade — que estima uma ameaça sobre 5.501 km² de floresta no bioma —, o estado também detém os índices mais [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/mapa_risco_desmate-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará aparece como o território mais crítico no novo mapeamento da plataforma PrevisIA, concentrando 36% do risco de desmatamento projetado para toda a Amazônia em 2026. Além de liderar o ranking estadual de vulnerabilidade — que estima uma ameaça sobre 5.501 km² de floresta no bioma —, o estado também detém os índices mais alarmantes nas categorias de municípios, terras indígenas e unidades de conservação sob pressão.</p>
<p>A ferramenta desenvolvida pelo Imazon em parceria com a Microsoft e o Fundo Vale alcançou, nos últimos cinco anos, uma assertividade média de 68% em um raio de até 4 km das áreas monitoradas. Utilizando inteligência artificial, a tecnologia é considerado peça-chave para sustentar a queda na destruição da floresta e garantir que o Brasil cumpra o compromisso de desmatamento zero até 2030, direcionando fiscalização e recursos para onde a pressão sobre a vegetação nativa é mais crítica.</p>
<blockquote><p>&#8220;A assertividade da PrevisIA reduziu em 2025 com a queda do desmatamento, o que foi muito positivo para o Brasil, país anfitrião da COP30. Além disso, se tivermos acesso aos dados sobre as áreas onde ocorreram as operações de combate ao desmatamento em 2025, poderemos estimar o quanto de floresta foi efetivamente poupada, fornecendo evidências irrefutáveis de que as intervenções conseguiram evitar a destruição”, afirma Carlos Souza Jr., coordenador do programa de Monitoramento da Amazônia do Imazon, instituto de pesquisa que criou a ferramenta.</p></blockquote>
<p>Além de indicar as áreas, a ferramenta ainda as classifica conforme cinco categorias de risco: muito alto, alto, moderado, baixo e muito baixo.</p>
<blockquote><p>“O objetivo dessa classificação é fornecer informações detalhadas do risco de desmatamento para governos, setor privado e sociedade em geral, para apoiar ações preventivas. No final do ano, queremos que a PrevisIA erre a previsão. Ou seja: que essas florestas e seus serviços ambientais sejam protegidos e as emissões de carbono sejam evitadas”, completa Souza Jr.</p></blockquote>
<p>Para 2026, a PrevisIA indicou que 1.686 km² de floresta estão sob risco muito alto ou alto de desmatamento, o que representa 31% do total. Outros 1.056 km² (20%) estão sob ameaça moderada e 2.759 km² sob risco baixo ou muito baixo (50%).</p>
<blockquote><p>“Evitar a derrubada nessas áreas pode inclusive viabilizar mecanismos de finanças florestais para pagamentos por desmatamento evitado na Amazônia”, indica o pesquisador.</p></blockquote>
<p>A estimativa da ferramenta segue o chamado “calendário do desmatamento”, que vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte, assim como os dados oficiais do governo federal. Conforme o Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram devastados 5.112 km² entre agosto de 2024 e julho de 2025, o que representa uma queda de 18% em relação ao período anterior.</p>
<blockquote><p>“Além de analisar o risco de desmatamento com a PrevisIA, acompanhamos também como as estradas estão avançando na Amazônia, já que costumam abrir caminho para novas derrubadas. Inclusive, já conseguimos estimar onde há risco de novas estradas surgirem, o que ajuda a antecipar áreas de risco do desmatamento. Esse modelo de risco de expansão de estradas foi publicado recentemente na revista científica PNAS, e todos esses dados já estão disponíveis ao público no site <a href="https://previsia.org.br/" target="_blank" rel="noopener">previsia.org.br</a>“, afirma Stefany Pinheiro, cientista de dados da plataforma.</p></blockquote>
<p>Desde 2020, a análise espacial mostra que o desmatamento ocorre majoritariamente próximo às vias de acesso, com cerca de 95% da derrubada concentrada a até 5,5 km de distância de uma estrada. “Isso evidencia a forte associação entre abertura de estradas e o avanço do desmatamento na Amazônia, reforçando a importância de monitorar essa dinâmica para antecipar as áreas sob maior pressão”, completa Pinheiro.</p>
<h3>Amazonas e Mato Grosso completam o pódio</h3>
<p>Além do Pará, com seus 36%, a PrevisIA indica que Amazonas (18%) e Mato Grosso (18%) lideram o ranking de riscos de desmate. Apenas os três concentram 72% de todo o território ameaçado na Amazônia, somando 4.049 km² sob risco.</p>
<p><span style="font-size: 14px; color: #333333;">A importância do monitoramento nos estados  reflete-se em parcerias estratégicas, como explica a pesquisadora Alexandra Alves.</span></p>
<blockquote><p>“A análise estadual é importantíssima para que os órgãos competentes possam atuar em defesa da Amazônia. No Pará, por exemplo, o Imazon possui parceria com o Ministério Público Estadual (MPPA) e com a Defensoria Pública do Estado (DPE-PA) para usar a PrevisIA em ações de prevenção ao desmatamento em solo paraense”.</p></blockquote>
<h3>Metade dos municípios ameaçados estão no Pará</h3>
<p>A ferramenta também possibilita análises municipais, favorecendo a adoção de políticas públicas pelas secretarias de meio ambiente e demais órgãos ligados às prefeituras na proteção da floresta”, de acordo com a pesquisadora.</p>
<p>Para 2026, apenas os 10 municípios com maior área sob risco de desmatamento concentram 20% de toda a área ameaçada na Amazônia. Metade deles está no Pará, dois no Amazonas, dois em Mato Grosso e um em Rondônia.</p>
<p>Os líderes do ranking são os paraenses São Félix do Xingu e Altamira, municípios historicamente ligados à expansão do desmatamento na Amazônia.</p>
<p>Além deles, as cidades amazonenses de Apuí, que ficou em quarto lugar, e de Lábrea, em sexto, chamam a atenção por se localizarem na Amacro, região de expansão agrícola na divisa do Amazonas com o Acre e Rondônia.</p>
<p><img decoding="async" src="https://imazon.t3.storage.dev/images/ce91a37b-40b6-459d-86cc-ed0b8add66d5-10%20munic%C3%ADpios%20com%20maior%20risco%20de%20desmatamento%20para%202026.jpg" alt="" /></p>
<h3><strong>Dez terras indígenas concentram 44% do risco </strong></h3>
<p>Para 2026, a PrevisIA estimou 357 km² sob ameaça de devastação em territórios indígenas, sendo 44% apenas nas 10 mais ameaçadas. A liderança do ranking ficou com a Terra Indígena Kayapó, no Pará, com 31 km² sob risco. Em 2024, o território possuía a maior área de garimpo ilegal na Amazônia, segundo o MapBiomas. Por isso, em julho de 2025, o governo federal iniciou uma operação de desintrusão no território.</p>
<blockquote><p>“Ações como essa podem impedir o avanço do desmatamento ilegal no território e são necessárias para as outras terras indígenas que estão entre as mais ameaçadas da Amazônia”, afirma Souza Jr.</p></blockquote>
<p>Além do Kayapó, outros cinco territórios indígenas paraenses possuem as maiores áreas sob risco de derrubada: Parque do Xingu (que também possui parte da área no Mato Grosso), Apyterewa, Alto Rio Guamá, Cachoeira Seca e Munduruku. Isso faz o Estado ser o mais crítico para a proteção dos povos originários e suas florestas na Amazônia, segundo a PrevisIA. Amazonas, Mato Grosso, Roraima e Maranhão também possuem terras indígenas entre as 10 mais ameaçadas.</p>
<p><img decoding="async" src="https://imazon.t3.storage.dev/images/a5d50b5b-1ff2-43c3-9100-f3dc313f6c72-10%20TIs%20com%20maior%20risco%20de%20desmatamento%20para%202026.jpg" alt="" /></p>
<h3><strong>Unidades de Conservação Estaduais são as mais críticas</strong></h3>
<p>A PrevisIA também indicou 598 km² de desmatamento em unidades de conservação, sendo 339 km² (57%) em áreas estaduais, 246 km² em federais (41%) e 12 km² em municipais (2%). “Esse dado reforça a necessidade dos estados atuarem fortemente na proteção desses territórios, com foco nos mais ameaçados”, comenta Pinheiro.</p>
<p>Apenas as 10 unidades de conservação sob maior ameaça na Amazônia concentram quase metade de todo o risco de desmatamento dentro desses territórios, segundo a PrevisIA. A liderança do ranking ficou com a APA Triunfo do Xingu, no Pará, e com a Resex Chico Mendes, no Acre, ambas que figuram há anos entre as mais desmatadas na Amazônia.</p>
<h3><img decoding="async" src="https://imazon.t3.storage.dev/images/a3e1d779-b315-4426-96e4-115d7728dec4-Gr%C3%A1ficos.jpg" alt="" /></h3>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Projeto usa inteligência artificial para detectar o som de queimadas na floresta</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/tecnologia/projeto-usa-inteligencia-artificial-para-detectar-o-som-de-queimadas-na-floresta/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Oct 2024 16:09:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[greenbug]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
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		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/queimadas_2019-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil vive um período crítico de aumento da degradação florestal provocada pelo fogo. O combate às chamas por si só é um desafio, mas os governos têm ainda dificuldades de identificar com rapidez as áreas atingidas. Um projeto batizado de Greenbug oferece uma solução para esse problema com a utilização de uma tecnologia de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/queimadas_2019-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil vive um período crítico de aumento da <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/policia-civil-apura-queimada-de-cerca-de-8-mil-hectares-dentro-de-fazenda-no-para/" target="_blank" rel="noopener">degradação florestal provocada pelo fogo</a>. O combate às chamas por si só é um desafio, mas os governos têm ainda dificuldades de identificar com rapidez as áreas atingidas. Um projeto batizado de <a href="https://greenbug.com.br/iot-e-ia-para-proteger-a-natureza" target="_blank" rel="noopener">Greenbug</a> oferece uma solução para esse problema com a utilização de uma tecnologia de inteligência artificial capaz de perceber as perturbações na floresta a partir do som.</p>
<p>Atualmente, o <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/com-recorde-de-queimadas-em-24-horas-amazonia-bate-dia-do-fogo-de-2019/" target="_blank" rel="noopener">monitoramento das queimadas</a> é feito via satélite, e o processamento das imagens com os alertas pode demorar horas ou até dias. Sem a informação, os órgãos ambientais podem ter dificuldades ou nem mesmo <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/marina-silva-defende-penas-severas-para-queimadas-e-cita-projeto-que-torna-fogo-intencional-crime-hediondo/" target="_blank" rel="noopener">localizar os responsáveis</a> por iniciar uma grande queimada, um desafio ainda <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/governo-estuda-medida-provisoria-para-barrar-grilagem-de-terras-atingidas-por-fogo/" target="_blank" rel="noopener">maior na Amazônia</a>, onde há localidades de difícil acesso.</p>
<p>É esse processo que o Greenbug tenta agilizar. O projeto conta com estações de captação de som, alimentadas com energia solar e conectadas à internet em diferentes porções de floresta. Essas estações captam os sons e podem enviar os dados para apuração caso haja alguma suspeita, como o barulho nas folhas ou o estalar dos galhos</p>
<p>Para isso, o coordenador do projeto, Marcelo Vieira, está treinando uma inteligência artificial para reconhecer e diferenciar os diversos registros sonoros de uma mata. O recurso é capaz de identificar pássaros diferentes a partir dos seus cantos, por exemplo.</p>
<figure id="attachment_31207" aria-describedby="caption-attachment-31207" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-31207 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/greenbug.png" alt="" width="650" height="434" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/greenbug.png 650w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/greenbug-300x200.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/greenbug-150x100.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/10/greenbug-450x300.png 450w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><figcaption id="caption-attachment-31207" class="wp-caption-text">Sistema pode ser instalado em áreas remotas da mata. Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>Da mesma forma, o sistema reconhece ruídos de motores com 100% de precisão. Já carros e caminhões que têm características parecidas ainda são classificados como veículos, no entanto helicópteros, que são muito utilizados em ações de garimpo ilegal, são descritos com facilidade.</p>
<blockquote><p>&#8220;Criamos nossa base de dados, em campo, com o dispositivo armazenando amostras de para treinar o algoritmo. No ano passado, por exemplo, foram 34 mil registros de sons de fauna, trovão, aviões, motos, carros e caminhões&#8221;, explicou Marcelo Vieira à <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2024/10/projeto-quer-usar-ia-para-alertar-sobre-incendios-e-invasores-usando-os-sons-da-floresta.shtml" target="_blank" rel="noopener">Folha de São Paulo</a>.</p></blockquote>
<p>O projeto é apoiado pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e busca captar novos parceiros e recursos para aprimorar a tecnologia e ampliar seu uso, que ainda está restrito a fazendas e empresas de segurança..</p>
<blockquote><p>&#8220;Há uma dificuldade de monitorar áreas remotas, onde não é possível deixar um vigilante circulando 24 horas por dia, por exemplo&#8221;, diz Vieira, destacando a vantagem das estações para garantir a segurança de áreas florestais.</p></blockquote>
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		<title>Ferramenta com inteligência artificial identifica espécies florestais de valor comercial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Apr 2024 14:52:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[árvores]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/netflora-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Tecnologia inédita no Brasil utiliza inteligência artificial para identificar e mapear árvores de alto valor comercial na Amazônia. Essa ferramenta inovadora, que funciona como um verdadeiro guia florestal, reconhece espécies como castanheira, cumaru-ferro, açaí e cedro com uma precisão impressionante de 95%, resultado que reduz custos de produção e torna mais sustentável o manejo das [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/netflora-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Tecnologia inédita no Brasil utiliza inteligência artificial para identificar e mapear árvores de alto valor comercial na Amazônia. Essa ferramenta inovadora, que funciona como um verdadeiro guia florestal, reconhece espécies como castanheira, cumaru-ferro, açaí e cedro com uma precisão impressionante de 95%, resultado que reduz custos de produção e torna mais sustentável o manejo das florestas na Amazônia</p>
<p>Desenvolvido pela Embrapa, com base em características botânicas, disponíveis em um banco de dados, o <a href="https://www.embrapa.br/acre/tecnologias/netflora" target="_blank" rel="noopener">Netflora</a> reúne um conjunto de algoritmos treinados com inteligência artificial (IA) para consideração de espécies florestais.</p>
<p>De acordo com o pesquisador da Embrapa Acre Evandro Orfanó, um dos coordenadores de estudos desses, o Netflora confere maior automação ao planejamento da atividade florestal e aumenta a precisão e eficiência na execução de planos de manejo.</p>
<blockquote><p>“Uma vez treinado e especializado, o algoritmo também fornece evidências, como cerâmico e área de copa, que possibilitam estimar, por meio de equações alométricas (que relacionam formas e tamanhos), o volume de madeira de cada árvore. Essas ferramentas tecnológicas recomendadas para o aumento da produção florestal com conservação ambiental”, afirma.</p></blockquote>
<p>A adoção dessas tecnologias envolve investimentos em computadores, drones, baterias e estrutura adequada de escritório. Segundo Orfanó, esse gasto inicial é compensado pela redução drástica nos custos de produção, especialmente na etapa do inventário florestal.</p>
<p>Para se ter uma ideia, no levantamento tradicional de espécies, com equipes em campo, um hectare de floresta mapeado tem custo estimado entre R$ 100 e R$ 140, enquanto com a metodologia Netflora esse valor cai para R$ 4 a R$ 6 .</p>
<p>A metodologia pode aumentar até 100 vezes a capacidade de mapeamento da área inventariada, em relação ao método tradicional. Com a ferramenta, a meta da Embrapa é mapear 80 mil hectares de floresta, com inserção de novas áreas de interesse comercial na Amazônia.</p>
<p>Inicialmente, a tecnologia já está validada para uso nos estados do Acre e Rondônia e em processo de implementação nos demais estados amazônicos, onde o recurso pode ser adotado para mapeamento de espécies não-madeireiras.</p>
<blockquote><p>“Nós temos um algoritmo treinado para identificação de açaí. Nós vamos ter em breve um outro algoritmo treinado para identificação de castanheiras, ou seja, vai ser possível utilizar essa metodologia para identificar de forma muito precisa e com custo baixo onde estão essas árvores”, comenta Bruno Pena Carvalho, chefe-adjunto de transferência de tecnologia da Embrapa Acre.</p></blockquote>
<p>Apesar da previsão de que o Pará ainda não ter sido contemplado nesta fase do projeto, Walkimário Lemos, chefe da Embrapa Amazônia Oriental, avalia que a ferramenta terá um impacto positivo quando chegar ao estado. Para ele, a agilidade e acurácia no processamento das informações devem impulsionar as atividades ligadas ao manejo florestal e ao extrativismo.</p>
<blockquote><p>“A tecnologia de inteligência artificial para manejo florestal na Amazônia é capaz de ampliar com rapidez o conhecimento acerca da floresta enriquecendo o conhecimento a respeito do manejo florestal, seja ele comunitário ou tradicional, assim como do manejo racional de açaizeiros nativos. Essa ampliação do conhecimento pode acrescentar melhorias sociais e econômicas para as nossas populações amazônicas uma vez que esse grande valor da floresta em pé passa obrigatoriamente pelo conhecimento da sua diversidade”, acrescenta Walkimário Lemos.</p></blockquote>
<p>As pesquisas para viabilizar o uso de inteligência artificial no setor florestal são realizadas pela Embrapa desde 2015 e contemplam diferentes aspectos da atividade. Na fase atual, os estudos ocorrem por meio do projeto Geotecnologias aplicadas à automação florestal e espacialização dos estoques de carbono em uso nativo e modificado da terra na Amazônia Ocidental (Geoflora), executados no Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, Pará e Amazonas, em parceria com o Fundo JBS pela Amazônia</p>
<p>.</p>
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		<title>Uso da Inteligência artificial pode promover sustentabilidade em áreas com ILP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Mar 2024 13:50:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PECUÁRIA]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/ILPF33-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A integração de diferentes práticas agropecuárias em uma mesma propriedade já se mostrou uma estratégia importante de fomento à práticas sustentáveis no campo. Sistemas como aIintegração Lavoura-Pecuária (ILP) podem trazer uma série de benefícios econômicos, produtivos e ambientais para os produtores rurais. Um estudo publicado na revista Remote Sensing of Environment mostra que o uso de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/03/ILPF33-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A integração de diferentes práticas agropecuárias em uma mesma propriedade já se mostrou uma estratégia <a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/sistema-ilpf-garante-producao-rural-sustentavel-e-com-mais-rentabilidade/">importante de fomento à práticas sustentáveis no campo</a>. Sistemas como aIintegração Lavoura-Pecuária (ILP) podem trazer uma série de benefícios econômicos, produtivos e ambientais para os produtores rurais. Um estudo publicado na <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0034425723004376" target="_blank" rel="noopener">revista <em>Remote Sensing of Environment</em></a> mostra que o uso de ferramentas de inteligência artificial pode ampliar esses impactos positivos.</p>
<p>O artigo é assinado por pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que descrevem um método para identificação de áreas onde sistemas ILP estão sendo empregados. Nesse projeto, ferramentas de inteligência artificial, como imagens de satélite, treinamento de algoritmos, sensoriamento remoto e análise de dados são utilizados para mapear as áreas produtivas e sua evolução.</p>
<blockquote><p>“O objetivo principal do projeto, fruto de uma colaboração internacional para abordar questões relacionadas à agricultura sustentável, foi promover a integração de dados de sensoriamento com imagens da superfície terrestre obtidas a distância utilizando técnicas de inteligência artificial, agricultura de precisão e modelos biogeoquímicos para entender e criar modelos da dinâmica desse tipo de sistema”, explicou Inácio Thomaz Bueno, pesquisador na área de Engenharia Florestal, à <a href="https://agencia.fapesp.br/metodo-alia-inteligencia-artificial-a-imagens-de-satelite-para-mapear-areas-com-integracao-lavoura-pecuaria/51150" target="_blank" rel="noopener">Agência Fapesp</a>.</p></blockquote>
<p>Os experimentos foram realizados em áreas dos estados de São Paulo e Mato Grosso e fazem parte da pesquisa de pós-doutorado de Inácio Bueno, que trata da importância do monitoramento espacial e temporal do sistema ILP.</p>
<p>A Integração Lavoura-Pecuária é uma das estratégias difundidas na produção rural brasileira por combinar o plantio de grãos (soja, milho e sorgo) com o de plantas forrageiras que servem de alimentação para o gado. Esse tipo de consórcio tem se mostrado vantajoso para os produtores, pois proporciona maior geração de renda, amplia a disponibilidade de alimentos para os animais mesmo nos períodos secos e aumenta a fertilidade do solo.</p>
<p>Além disso, as experiências com ILP evidenciam que o sistema repercute no menor uso de agrotóxicos, reduz o risco de erosão e ajuda na recuperação de áreas degradadas. Os resultados obtidos na pesquisa de Inácio Bueno ressaltam esses impactos e mostram o quanto as novas tecnologias podem ser aliadas do desenvolvimento de uma agropecuária mais sustentável já que servem de base para a tomada de decisões com base em informações cientificas sobre o manejo de rebanhos e as práticas de cultivo, por exemplo.</p>
<blockquote><p>“A identificação precisa de áreas de ILP permite uma gestão mais eficiente dos recursos agrícolas, na qual os agricultores podem otimizar a alocação de terras e melhorar a eficiência de uso. Além disso, a diversificação de atividades pode proporcionar uma fonte adicional de renda aos produtores”, afirma o pesquisador.</p></blockquote>
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		<title>Em evento em Belém, Google anuncia projetos mundiais para combater desmatamento na Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Apr 2023 17:47:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[alerta de enchentes nos territórios ribeirinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Belém]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento no Pará]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/16082_9ce11e57-8017-f86f-303d-f7c50b5f7869-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Google anunciou nesta terça-feira, 4, que o Google Earth passou a incluir imagens do avanço do desmatamento na Amazônia até 2022. Com a presença de representantes dos povos indígenas e quilombolas, o evento Sustentabilidade com Google &#8211; Amazônia, que aconteceu em Belém, expôs vários lançamentos de produtos focados no levantamento de dados para o combate à [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/04/16082_9ce11e57-8017-f86f-303d-f7c50b5f7869-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O <a href="https://12ft.io/proxy?ref=&amp;q=https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/google/" target="_parent" rel="noopener">Google</a> anunciou nesta terça-feira, 4, que o <a href="https://www.google.com.br/intl/pt-BR/earth/" target="_blank" rel="nofollow noopener">Google </a><a href="https://www.google.com.br/intl/pt-BR/earth/" target="_blank" rel="nofollow noopener">Earth</a> passou a incluir imagens do avanço do desmatamento na Amazônia até 2022. Com a presença de representantes dos povos indígenas e quilombolas, o evento Sustentabilidade com Google &#8211; Amazônia, que aconteceu em Belém, expôs vários lançamentos de produtos focados no levantamento de dados para o combate à destruição da floresta, de acordo com <a href="https://www.oliberal.com/belem/google-amazonia-programa-lanca-projetos-mundiais-para-combater-desmatamento-na-floresta-1.664768" target="_blank" rel="noopener">O Liberal</a>.</p>
<p>Entre as iniciativas apresentadas estão o alerta de enchentes nos territórios ribeirinhos, a detecção de focos de incêndios e desmatamento e o rastreamento de madeira ilegal em parceria com a <a href="https://www.tnc.org.br/?utm_source=google&amp;utm_medium=cpc&amp;utm_campaign=Institucional_Institucional_Ads1&amp;utm_id=Hubify" target="_blank" rel="noopener">The Nature Conservancy</a>, que usará bioquímica e inteligência artificial para emitir os alertas de ilegalidade.</p>
<p>Com registros de imagens de satélite desde 1984, o <a href="https://earth.google.com/web/@-11.04879618,-58.18570907,-340a,2278369d,35y,0h,0t,0r/data=Ci0SKxIgZjZlNDgwYTM0Njk3MTFlYWE3MWIyZGUyNWIyYWZmNjkiB2FtYXpvbjE" target="_blank" rel="noopener">Google Earth</a> agora mostra com detalhes as mudanças ocorridas na cobertura florestal nos últimos dois anos. Segundo a <a href="https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2023/04/google-earth-passa-a-mostrar-desmatamento-na-amazonia-ate-2022.shtml" target="_blank" rel="noopener">Folha de S.Paulo</a>, o mecanismo utilizado para gerar as imagens, o Google Earth Engine, já é usado por pesquisadores para monitorar o uso de recursos naturais, como no caso da plataforma <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/em-janeiro-e-fevereiro-amazonia-concentrou-90-da-area-queimada-para-teve-71-mil-hectares-atingidos/" target="_blank" rel="noopener">Mapbiomas</a>.</p>
<p>Na ocasião, Helder Barbalho comentou a candidatura da capital paraense como <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/candidata-a-sediar-a-cop30-belem-recebe-em-agosto-a-cupula-da-amazonia/" target="_blank" rel="noopener">sede da COP 30</a> em 2025 e reforçou que a vinda do Google <a href="https://www.oliberal.com/belem/google-amazonia-programa-lanca-projetos-mundiais-para-combater-desmatamento-na-floresta-1.664768" target="_blank" rel="noopener">&#8220;com a licença aos amigos dos outros estados, só frisa mais ainda que Belém é a capital da Amazônia</a>&#8220;.</p>
<h3>Buscas pelo termo</h3>
<p>Segundo o Google, as buscas pelo termo Amazônia cresceram mais de 80% nos últimos 10 anos. Além disso, tempo e clima estão entre as dez palavras mais buscadas no País desde o início da série histórica, em 2004.</p>
<p>O interesse pelo bioma motivou a empresa a lançar na plataforma Google Trends, uma página com dados em tempo real sobre pesquisas realizadas por meio ambiente, Amazônia e outros assuntos relacionados a mudanças climáticas e sustentabilidade.</p>
<blockquote><p>“O Google, como uma empresa global, sempre teve essa preocupação ambiental, que começou de dentro para fora. Percebemos que no Brasil, a gente tem uma particularidade entre o ambiente, que é a floresta, e o fato de os brasileiros estarem mais conectados. Os dados mostram que o brasileiro está preocupado em preservar um patrimônio que lhe pertence. Entender como isso se transforma em algo sustentável é muito importante, entender como isso pode ter uma combinação que gere desenvolvimento com preservação faz parte do nosso papel em ajudar”, pontuou Fábio Coelho, presidente executivo do Google Brasil.</p></blockquote>
<p>Voltar os olhares para a floresta ajuda a mostrar que a luta para manter a Amazônia de pé é coletiva e que as respostas para isso estão no conhecimento tradicional.</p>
<blockquote><p>&#8220;A tecnologia hoje é muito importante para nós, povos indígenas, não só na proteção de territórios, mas também para levar a nossa cosmologia e o nosso entendimento de mundo para outros lugares, que acham que só existe o mundo deles&#8221;, afirmou a ativista Txai Suruí, à <em>Folha de S.Paulo</em>.</p></blockquote>
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		<title>Entenda como uma ferramenta com inteligência artificial pode ajudar a combater a destruição florestal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ivana Guimarães]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jan 2023 18:43:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[alertas de desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[combate]]></category>
		<category><![CDATA[destruição florestal]]></category>
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		<category><![CDATA[Vale]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/01/up_ag_27859_2b364a50-1a0f-fe0d-8840-1c37bba2128d-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Entre os nove estados que compõem a Amazônia Legal, os mais críticos em relação ao risco de desmatamento em 2023 são os três maiores: Pará, Amazonas e Mato Grosso. Somados, eles representam 73% da área sob ameaça de derrubada  (8.582 km²) neste ano. O prognóstico não é de nenhum vidente, mas de uma plataforma que [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/01/up_ag_27859_2b364a50-1a0f-fe0d-8840-1c37bba2128d-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><span style="font-weight: 400;">Entre os nove estados que compõem a Amazônia Legal, os mais críticos em relação ao risco de desmatamento em 2023 são os três maiores: Pará, Amazonas e Mato Grosso. Somados, eles representam 73% da área sob ameaça de derrubada  (8.582 km²) neste ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O prognóstico não é de nenhum vidente, mas de uma plataforma que usa Inteligência Artificial (IA) para prever as áreas sob maior risco de desmatamento na Amazônia e que registrou uma assertividade de quase 80% na estimativa de destruição florestal em 2022.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançada pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), a Microsoft e o Fundo Vale</span><span style="font-weight: 400;">, em 2021, a PrevisIA se consolida como uma tecnologia relevante para auxiliar nas ações de proteção à floresta e ajudar a evitar que a previsão de que, em 2023, o Brasil pode perder mais 11.805 km² de mata nativa se concretize.</span></p>
<blockquote><p>“Desde o lançamento da PrevisIA, em 2021, nós estamos repetindo que queremos errar a previsão, porque nosso objetivo é que essa tecnologia seja usada para evitar que o risco de derrubada vire realidade. É para isso que trabalhamos a cada ano para aprimorar a ferramenta. Em uma região tão extensa como a Amazônia Legal, poder direcionar as ações de fiscalização para os pontos sob maior risco pode torná-las mais eficazes com menor gasto público”, afirma Carlos Souza Jr., pesquisador do Imazon.</p></blockquote>
<h3><strong>Como a plataforma funciona</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A PrevisIA analisa diversas variáveis para indicar as áreas sob maior risco de desmatamento, entre elas estradas legais e ilegais, topografia, cobertura do solo, infraestrutura urbana e dados socioeconômicos. Para realizar essa análise, a ferramenta conta um algoritmo de IA e com um modelo de risco desenvolvidos pelo Imazon e com recursos avançados de nuvem de computadores do Microsoft Azure.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do mapa de calor, a plataforma indica a área total e o número de municípios, unidades de conservação, terras indígenas, territórios quilombolas e assentamentos rurais sob risco de desmatamento na Amazônia. A ferramenta também possibilita a análise por estado e fornece rankings de estados e municípios com maior probabilidade de terem áreas de floresta destruídas.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Quando falamos de uma ferramenta que ajuda na prevenção do desmatamento, quem mais pode agir são os governos. Queremos sensibilizar os governos ao fornecer informações estratégicas para sua tomada de decisão, mas a plataforma também é importante para a sociedade civil, que assim consegue monitorar uma área de seu interesse, pressionar governos e deputados em quem votaram. Traz informação e transparência&#8221;, explicou Lucia Rodrigues, líder de Filantropia e Sustentabilidade na Microsoft.</span></p></blockquote>
<h3><strong>Concentração do desmatamento</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dos estados, a PrevisIA também aponta os municípios com as áreas de floresta sob maior risco de devastação em 2023. Entre os 10 primeiros, metade está no Pará.</span></p>
<p><img decoding="async" class="wp-image-14261 aligncenter" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/01/PrevisIA-por-municipio-768x438-1-300x171.png" alt="" width="556" height="317" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/01/PrevisIA-por-municipio-768x438-1-300x171.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/01/PrevisIA-por-municipio-768x438-1-150x86.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/01/PrevisIA-por-municipio-768x438-1-450x257.png 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/01/PrevisIA-por-municipio-768x438-1.png 768w" sizes="(max-width: 556px) 100vw, 556px" /></p>
<blockquote><p>“O nível de detalhamento com que os dados da plataforma são apresentados possibilita criar ações em pontos estratégicos de grandes cidades, como por exemplo Altamira, no Pará. Com isso, em uma futura política de combate ao desmatamento, ao invés de colocar o município todo em alguma lista de embargo, o que prejudicará a economia da cidade, pode-se atuar apenas nas áreas mais ameaçadas”, explica Souza Jr.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Imazon</em></p>
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		<title>Ferramenta de inteligência artificial auxilia na prevenção de desmatamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Aug 2021 21:56:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/08/Captura-de-Tela-2021-08-04-às-18.54.02-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Quer acompanhar a situação do seu município no quesito desmatamento? A ferramenta PrevisIA acaba de ser lançada com essa função. Ela analisará dados diversos, como topografia, cobertura do solo, infraestrutura urbana, estradas oficiais e não oficiais e dados socioeconômicos para identificar possíveis tendências de conversão da floresta pelo desmatamento. A solução tem como objetivo ajudar [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/08/Captura-de-Tela-2021-08-04-às-18.54.02-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Quer acompanhar a situação do seu município no quesito desmatamento? A ferramenta <a href="https://previsia.org/" target="_blank" rel="noopener">PrevisIA</a> acaba de ser lançada com essa função. Ela analisará dados diversos, como topografia, cobertura do solo, infraestrutura urbana, estradas oficiais e não oficiais e dados socioeconômicos para identificar possíveis tendências de conversão da floresta pelo desmatamento.</p>
<p>A solução tem como objetivo ajudar a proteger a floresta amazônica durante a estação de seca, que teve início em junho de 2021. A ferramenta foi lançada pela Microsoft, Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e o Fundo Vale.</p>
<p>Com recursos avançados de nuvem de computadores do Microsoft Azure e com o algoritmo de inteligência artificial desenvolvido pelo Imazon para detectar estradas em imagens de satélites, a solução aperfeiçoou o modelo de risco de desmatamento para identificar os diferentes tipos de territórios ameaçados pelo desmatamento na Amazônia, incluindo Terras Indígenas e Unidades de Conservação.</p>
<p>Além disso, essas informações serão divulgadas publicamente em um painel de controle da iniciativa e poderão ser usadas por órgãos públicos para o planejamento e execução de ações preventivas, de combate e controle do desmatamento. Para assegurar que os públicos que podem ser mais beneficiados com essa solução tenham conhecimento sobre a disponibilidade da PrevisIA, o Imazon fará um trabalho de engajamento com diferentes audiências para incentivar o uso da plataforma.</p>
<p>Como informa a gigante de tecnologia, há um ano e meio foi anunciado o seu compromisso de ser carbono negativo, positivo para a água e de criar um “computador planetário” para coletar dados que ajudarão a melhorar a biodiversidade mundial.</p>
<p>A PrevisIA utiliza imagens de satélite da European Space Agency para, com inteligência artificial de reconhecimento de imagem, gerar as previsões de desmatamento.</p>
<p>“Como parte do nosso compromisso com a biodiversidade, assumimos a responsabilidade pela nossa pegada na Terra e há alguns anos lançamos o programa AI for Good, onde disponibilizamos US$ 165 milhões, durante o período de cinco anos, para fornecer financiamento, tecnologia e especialização para indivíduos e ONGs. As iniciativas desse projeto são divididas em cinco pilares, um deles é o AI for Earth, que, entre as ações apoiadas no Brasil, consta a parceria com o Fundo Vale e o Imazon”, destacou Tânia Cosentino, presidente da Microsoft Brasil.</p>
<p>“O grande avanço deste projeto foi democratizar o acesso a recursos avançados de Tecnologia da Informação para facilitar o engajamento de diversos usuários na prevenção e controle do desmatamento da Amazônia”, afirma Carlos Souza Jr, pesquisador associado do Imazon.</p>
<p>A Vale, segundo informa, que já contribui para proteger quase 1 milhão de hectares de florestas no mundo, dos quais 800 mil na Amazônia, anunciou recentemente que pretende recuperar e proteger mais 500 mil hectares de mata nativa até 2030. A iniciativa faz parte da estratégia da empresa de tornar-se carbono neutra em 2050. E a ferramenta de Inteligência Artificial da Microsoft poderá ajudá-la a atingir a meta florestal.</p>
<p class="x-hidden-focus">“O sistema tem potencial de ser usado também para avaliar áreas de restauração florestal e vulnerabilidade ao fogo, ajudando a produzir dados mais concretos para arranjos de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) que poderão ser adotados pela Vale em mercados de créditos de carbono”, afirma a diretora de Operações do Fundo Vale, Patrícia Daros. No ano passado, a companhia lançou o Manifesto Amazônia, no qual reafirma os compromissos de promover o desenvolvimento sustentável na região.</p>
<p>Anunciado em outubro de 2020, o investimento da Microsoft no projeto faz parte do “Microsoft Mais Brasil”, um plano abrangente que tem como objetivo apoiar a retomada econômica do país por meio de um conjunto de ações e investimentos. O programa é dividido nas frentes “educação, capacitação profissional e empregabilidade”, “habilitação da economia digital por meio da tecnologia” e “crescimento sustentável e impacto social”, frente da qual PrevisIA faz parte.</p>
<p>A plataforma pode ser acessada no link: <a class="x-hidden-focus" href="https://previsia.org/" target="_blank" rel="noopener">previsia.org</a>.</p>
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