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	<title>Inpe &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>Inpe &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<item>
		<title>Alertas de desmatamento caem 15% na Amazônia em abril</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 16:02:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/desmate22-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil registrou queda nos alertas de desmatamento na Amazônia em abril.  De acordo com dados do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), na Floresta Amazônica, a área desmatada foi de 228 km² – um recuo de 15% em comparação a abril de 2025. O primeiro semestre é caracterizado por taxas mais [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/desmate22-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil registrou queda nos alertas de desmatamento na Amazônia em abril.  De acordo com dados do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), na Floresta Amazônica, a área desmatada foi de 228 km² – um recuo de 15% em comparação a abril de 2025.</p>
<p>O primeiro semestre é caracterizado por taxas mais baixas devido à estação chuvosa – que dificulta a entrada de homens e máquinas na floresta –, além de maior presença de nuvens, que pode prejudicar a precisão das informações obtidas via satélite.</p>
<p>No acumulado do ano, de janeiro a abril, a queda do desmatamento na Amazônia foi de 6%, em comparação ao mesmo período do ano passado. É o segundo mais baixo da série histórica, que começou em 2016.</p>
<p>O Deter emite alertas de desmate para orientar ações de fiscalização. Já os números oficiais são de outro sistema do instituto, o Prodes, mais preciso e divulgado anualmente.</p>
<p>Apesar da trajetória de redução observada desde 2023, a pressão sobre o bioma continua concentrada em estados estratégicos: o Pará, com 144 km² desmatados no ano, é o terceiro estado que mais desmata no País, atrás apenas do Mato Grosso (255 km²) e Roraima (117 km²).</p>
<p>Especialistas advertem que, embora o período chuvoso tenha auxiliado na contenção dos índices, a fase mais crítica da destruição ocorre entre maio e setembro, durante a estiagem.</p>
<p>O cenário é agravado pela previsão de um El Niño de intensidade moderada a forte, que deve intensificar a seca no Norte do País, elevando o risco de incêndios florestais e novos desmates.</p>
<p>A contenção da perda florestal na Amazônia é considerada o pilar central para que o Brasil cumpra o Acordo de Paris. Em 2024, o desmatamento foi responsável por 42% das emissões de gases do efeito estufa do Brasil, segundo dados do Sistema de Estimativa de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observatório do Clima. O governo Lula tem como uma das promessas chegar ao desmatamento zero até 2030.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Brasil e Alemanha firmam acordo para monitorar gases de efeito estufa com alta precisão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 16:28:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[gases de efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[Inpe]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/inpe2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil e a Alemanha selaram uma aliança para monitorar fontes de poluição que antes passavam despercebidas pelos radares convencionais. Assinada em 20 de abril de 2026, em Hannover, a parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Centro Aeroespacial Alemão (DLR) dará vida à Missão Espacial CO2Image. O grande diferencial da [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/inpe2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil e a Alemanha selaram uma aliança para monitorar fontes de poluição que antes passavam despercebidas pelos radares convencionais. Assinada em 20 de abril de 2026, em Hannover, a parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Centro Aeroespacial Alemão (DLR) dará vida à Missão Espacial CO2Image.</p>
<p>O grande diferencial da missão é a sua visão aguçada. Enquanto os instrumentos atuais planejam medições com uma resolução de 2 km, o sensor do satélite CO2Image entregará uma precisão de 50 metros. Essa capacidade permite identificar emissões de dióxido de carbono (CO₂) e metano (CH₄) a partir de 1 milhão de toneladas por ano.</p>
<blockquote><p>&#8220;Além das importantes questões científicas, a possibilidade de termos um medidor de gases de efeito estufa em 50 metros amplia nossa capacidade de auxiliar a qualidade do inventário nacional de emissões e de trabalhar esta questão com um conjunto de setores produtivos do país, em particular a indústria de óleo e gás&#8221;, disse Antonio Miguel Vieira Monteiro, diretor do INPE.</p></blockquote>
<p>O Brasil será o responsável pelo &#8220;módulo de serviços&#8221; (o corpo que sustenta o satélite), utilizando a Plataforma P100, uma estrutura modular para satélites de pequeno porte (até 200 kg) que otimiza custos e tempo de construção.</p>
<p>Já a Alemanha será responsável, pelo DLR, o sensor de alta tecnologia que faz as medições. E a Agência Espacial Brasileira (AEB) vai atuar na coordenação e acompanhamento técnico, garantindo que o projeto siga o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE).</p>
<p>A missão não apenas reforça a autonomia tecnológica do Brasil, mas entrega um produto inovador para a agenda climática global.</p>
<p>Ao combinar o conhecimento de 40 anos de engenharia espacial do INPE com a tecnologia alemã, o País se posiciona na vanguarda do monitoramento de emissões, essencial para o cumprimento de acordos internacionais e para a descarbonização da economia.</p>
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		<title>Secas mais longas e mudanças nas chuvas já ocorrem na Amazônia, apontam pesquisas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 14:44:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[chuvas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/queimadas23-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O que se projetava para acontecer nas próximas décadas na Amazônia brasileira já começou. Dois novos estudos liderados por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam que a maior floresta tropical do mundo enfrenta estações secas mais longas e alterações drásticas nas chuvas. O cenário, que coloca em xeque a biodiversidade e o [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/queimadas23-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O que se projetava para acontecer nas próximas décadas na Amazônia brasileira já começou. Dois novos estudos liderados por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam que a maior floresta tropical do mundo enfrenta estações secas mais longas e alterações drásticas nas chuvas.</p>
<p>O cenário, que coloca em xeque a biodiversidade e o abastecimento de água, pode ser agravado em 2026 pela ameaça de um “super El Niño” — aquecimento do Oceano Pacífico que pode elevar as temperaturas globais em mais de 2 °C acima da média. As informações são da Agência Fapesp.</p>
<p>As pesquisas trazem dados alarmantes sobre o comportamento da floresta. Um dos artigos, publicado no International Journal of Climatology, mostra que a estação seca pode se estender por até seis meses, com um déficit hídrico acumulado de -150 milímetros (mm).</p>
<p>Já o trabalho divulgado na revista Perspectives in Ecology and Conservation analisou o período de 2023-2024 e confirmou um salto de 19% nos alertas de degradação florestal e 9% nas áreas queimadas, com 4,2 milhões de hectares atingidos pelo fogo. Isso revela que  que o ciclo seca-fogo-degradação está se fortalecendo, reduzindo a capacidade do ecossistema de se restabelecer.</p>
<p>A engenheira ambiental Débora Dutra, primeira autora dos artigos e doutoranda em sensoriamento remoto no Inpe, destaca a gravidade da situação:</p>
<blockquote><p>“Há alguns anos, quando começamos a discutir cenários climáticos para a Amazônia, muitas vezes esse futuro era visto como algo distante nas conjunturas mais pessimistas. Porém, estamos observando que os extremos de anomalia mais pessimistas estão acontecendo no presente. Quando comparamos os dados de hoje com as projeções, vemos o quão crítica vai ficando essa situação à medida que incluímos cenários pessimistas na análise climática.”</p></blockquote>
<h3>O risco no Sudoeste da Amazônia</h3>
<p>O estudo detalhou a situação no sudoeste da Amazônia, abrangendo o Acre e partes do Amazonas e de Rondônia. Embora a região abrigue áreas com mais de 90% de cobertura florestal, ela está sob forte pressão de desmatamento.</p>
<p>Os resultados mostram que, em cenários de altas emissões de gases de efeito estufa, há uma intensificação dos déficits hídricos na estação seca, sobretudo nessa porção sudoeste. As projeções indicam períodos secos mais intensos entre junho e setembro, com déficits que podem ultrapassar -21 mm/mês até o fim do século no cenário mais pessimista.</p>
<p>Esse agravamento tende a causar maior mortalidade de árvores e perda de biodiversidade, reduzindo a capacidade da floresta de atuar como sumidouro de carbono e reforçando um ciclo de retroalimentação entre degradação e aquecimento global.</p>
<h3>Metas para 2030 e ação prática</h3>
<p>Liana Anderson, pesquisadora do Inpe que lidera o laboratório TREES (Tropical Ecosystems and Environmental Sciences), alerta que o Brasil está em um momento decisivo para cumprir metas internacionais até 2030 e se o esforços forem reais, é possível atingi-las.</p>
<blockquote><p>&#8220;É preciso pensar na conexão entre meio ambiente, desenvolvimento e economia como uma tríade indissociável, seja pelo lado da exploração ou pelo preço a ser pago pela reconstrução após os impactos. Acho que essa crise climática abre oportunidade de repensarmos caminhos e como acelerar iniciativas sustentáveis, que busquem qualidade de vida, justiça social e ambiental. Existe mobilização da comunidade científica para contribuir e mostrar alternativas. A questão é quem está disposto a escutar o que vem sendo estudado ao longo das últimas décadas.”</p></blockquote>
<h3>Parceria contra o fogo</h3>
<p>Os estudos sugerem a adoção de análises integradas e governança do fogo, unindo indicadores climáticos a sistemas de alerta. Exemplo disso é a iniciativa “Fogo em Foco”, parceria entre o Inpe e o Corpo de Bombeiros Militar, que teve continuidade autorizada para 2026 para aliar a ciência à prevenção e combate na ponta.</p>
<p>Liana Anderson conclui:</p>
<blockquote><p>“Essa aproximação é uma forma de aliar o que a ciência consegue entregar com a realidade de quem atua na ponta, tanto em estratégias de prevenção quanto de combate. Tentamos costurar ciência e ações na sociedade. Mas ainda há um ponto em que precisamos avançar, que é a magnitude do impacto econômico e o quanto isso significa para o desenvolvimento do país.”</p></blockquote>
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		<title>Estudo inédito revela que Bolsa Verde reduziu desmatamento na Amazônia em 30%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 15:22:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa Verde]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/agrofloresta_cacau-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Pela primeira vez, a ciência quantificou o impacto real do programa Bolsa Verde na preservação da Amazônia. Um artigo científico publicado no primeiro número de 2026 do Journal of Environmental Economics and Management revela que a derrubada de floresta primária caiu 30% nos assentamentos e unidades de conservação de uso sustentável que participaram da primeira [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/agrofloresta_cacau-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Pela primeira vez, a ciência quantificou o impacto real do programa Bolsa Verde na preservação da Amazônia. Um artigo científico publicado no primeiro número de 2026 do <em>Journal of Environmental Economics and Management</em> revela que a derrubada de floresta primária caiu 30% nos assentamentos e unidades de conservação de uso sustentável que participaram da primeira fase do programa (2011-2016).</p>
<p>O estudo, que analisou dados a partir dos primeiros pagamentos realizados em 2012, é fruto de uma colaboração internacional entre pesquisadoras do Brasil, Reino Unido, Noruega e Cazaquistão, envolvendo instituições como o IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).</p>
<p>Os números apresentados pela pesquisa impressionam pelo custo-benefício. Entre 2012 e 2015, o programa evitou o desmatamento de 22,6 mil hectares. Em termos climáticos, isso representa 8,3 milhões de toneladas de gás carbônico que deixaram de ser emitidas na atmosfera.</p>
<p>Os especialistas avaliaram essas emissões evitadas em 199 milhões de dólares, valor que equivale a 2,8 vezes o custo total da primeira fase do programa. Enquanto no mercado internacional de mitigação o preço da tonelada de gás carbônico varia entre 40 e 190 dólares, o Bolsa Verde alcançou o patamar de 8,6 dólares por tonelada.</p>
<blockquote><p>“Nossas estimativas sugerem que as emissões evitadas custaram cerca de 8,6 dólares por tonelada, um resultado excepcional de custo-benefício em comparação com a maioria das ações climáticas. Em um momento em que o desmatamento continua a pressionar as florestas tropicais, essas descobertas mostram que programas como o Bolsa Verde podem gerar impacto real — um exemplo claro de que políticas sociais e ambientais podem e devem caminhar juntas”, avalia Po Yin Wong, pesquisadora da Universidade Queen Mary, em Londres, e principal autora do estudo.</p></blockquote>
<h3>Impacto social e governança</h3>
<p>Na fase analisada, o Bolsa Verde pagava 300 reais por trimestre a famílias em situação de extrema pobreza (renda mensal de até R$ 77 na época) residentes em áreas prioritárias, como populações extrativistas. O benefício funcionou como um braço complementar à fiscalização tradicional, alcançando locais de difícil acesso.</p>
<p>A pesquisa destaca a &#8220;condicionalidade coletiva&#8221;: o pagamento só era liberado se toda a área estivesse em conformidade com o Código Florestal. Isso gerou um efeito colateral positivo na organização das comunidades.</p>
<blockquote><p>“O que observamos é que o Bolsa Verde influenciou positivamente a governança das áreas. Nas Unidades de Conservação, por exemplo, houve aproximação entre as famílias atendidas e os gestores, fortalecendo o diálogo e a presença institucional. Ao mesmo tempo, o programa estimulou a articulação interna entre os próprios beneficiários, com a criação de associações e outras formas de organização coletiva”, afirma Ana Carolina Pessôa, pesquisadora do IPAM e coautora do trabalho.</p></blockquote>
<h3>Metodologia e retomada</h3>
<p>Para chegar aos resultados, as cientistas utilizaram modelagem econométrica e testes de robustez em 317 áreas beneficiadas, abrangendo 21 mil famílias, localizadas majoritariamente no chamado &#8220;Arco do Desmatamento&#8221;. Foram cruzados dados de satélite do INPE, registros do CAR (Cadastro Ambiental Rural), infrações do Ibama e ICMBio, além de indicadores socioeconômicos.</p>
<p>Com a retomada do Bolsa Verde em 2023, o programa foi fortalecido: o valor pago às famílias foi dobrado e o alcance geográfico expandido, consolidando-se como uma ferramenta estratégica para as metas ambientais brasileiras.</p>
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		<title>Desmatamento na Amazônia cai 11% e atinge menor nível em 11 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 16:58:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/amazonia7-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O desmatamento caiu para o menor nível em 11 anos na Amazônia Legal, atingindo a marca de 5.796 km² em 2025. Os dados, divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nesta quinta-feira, 12, confirmam uma redução consolidada de 11% em relação ao ano anterior e uma queda expressiva de 50% quando comparada aos índices de 2022. Trata-se [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/amazonia7-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O desmatamento caiu para o menor nível em 11 anos na Amazônia Legal, atingindo a marca de 5.796 km² em 2025. Os dados, divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nesta quinta-feira, 12, confirmam uma redução consolidada de 11% em relação ao ano anterior e uma queda expressiva de 50% quando comparada aos índices de 2022. Trata-se do quarto ano consecutivo de queda no desmatamento.</p>
<p>A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ressaltou que a estratégia de combate aos crimes ambientais continua passando por ajustes contínuos. Segundo ela, o foco em 81 municípios considerados prioritários — responsáveis pela maior parte da pressão sobre a floresta — foi decisivo.</p>
<blockquote>
<p data-path-to-node="9">“Tivemos uma queda do desmatamento na Amazônia de 50% quando olhamos para o que vinha acontecendo em 2022, e uma queda no país inteiro de 32%”, afirmou Marina Silva. A ministra projetou ainda um cenário ainda mais otimista para o fechamento de 2026: “Os dados que temos até agora, baseados no monitoramento de agosto a janeiro, indicam uma expectativa de queda em torno de 35% para 2026, o que seria o menor desmatamento da história da Amazônia Legal”.</p>
</blockquote>
<h3 data-path-to-node="10"><b data-path-to-node="10" data-index-in-node="0">Tecnologia no campo</b></h3>
<p data-path-to-node="11">Um dos pontos altos do relatório é o desempenho dos municípios que mais desmatam. Dos 81 mapeados, 70 aderiram a programas de cooperação para fortalecer a fiscalização local. O secretário extraordinário de Controle do Desmatamento, André Lima, detalhou que a queda nessas localidades foi de <b data-path-to-node="11" data-index-in-node="291">65,5%</b>, muito acima da média geral do bioma.</p>
<p data-path-to-node="11">“Esses municípios estão aderindo a um movimento forte de redução. Eles recebem o equipamento para poder acompanhar as coisas em tempo real”, explicou Lima.</p>
<p data-path-to-node="12">Esse resultado foi impulsionado pela entrega de um &#8220;pacote tecnológico&#8221; para as equipes de fiscalização:</p>
<ul data-path-to-node="13">
<li>
<p data-path-to-node="13,0,0"><b data-path-to-node="13,0,0" data-index-in-node="0">Estrutura:</b> Lanchas, caminhonetes, motos e drones para acesso a áreas remotas.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="13,1,0"><b data-path-to-node="13,1,0" data-index-in-node="0">Inteligência:</b> Contratação de consultores em geoprocessamento.</p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="13,2,0"><b data-path-to-node="13,2,0" data-index-in-node="0">Conectividade:</b> Uso de internet via satélite (Starlink) para monitoramento de alertas em tempo real.</p>
</li>
</ul>
<h3>Projeções para 2026</h3>
<p>A tendência de queda deve se manter ao longo deste ano. Indicadores dos últimos seis meses (agosto de 2025 a janeiro de 2026) apontam para uma redução estimada em 35% para o fechamento de 2026. Se a projeção se confirmar, a Amazônia Legal poderá registrar a menor taxa de desmatamento de toda a série histórica.</p>
<p>&#8220;Temos uma expectativa, acompanhando os últimos seis meses, de agosto a 31 de janeiro, a expectativa de chegarmos à menor taxa de desmatamento na Amazônia da série histórica se continuarmos com esses esforços&#8221;, disse Marina.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Pará inicia 2026 no topo do ranking de queimadas em janeiro atípico para o Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Feb 2026 17:27:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
		<category><![CDATA[Queimadas e Incêndios Florestais]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/queimadas23-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O estado do Pará encerrou o primeiro mês de 2026 como o território brasileiro mais afetado por focos de calor, registrando 985 ocorrências. O dado faz parte de um cenário nacional alarmante: o Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), detectou 4.347 focos ativos em todo o País até o dia 29 de [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/queimadas23-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O estado do Pará encerrou o primeiro mês de 2026 como o território brasileiro mais afetado por focos de calor, registrando 985 ocorrências. O dado faz parte de um cenário nacional alarmante: o Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), detectou 4.347 focos ativos em todo o País até o dia 29 de janeiro. O volume nacional é o dobro da média histórica para o mês e representa uma alta de 46% em relação a 2025. As informações são da Agência Brasil.</p>
<p>Este janeiro já se consolidou como o sexto pior da série histórica iniciada em 1999 e o segundo maior da última década, ficando atrás apenas de 2024 (4.555 focos). No Pará, a liderança negativa é impulsionada por áreas que enfrentam severidade climática, conforme o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA), que já apontava o estado em situação crítica em dezembro.</p>
<p>A concentração de incêndios no Pará coincide com um fenômeno que atinge também o Nordeste e o restante da Região Norte. Enquanto o Norte sofre com chuvas abaixo da normalidade, o Nordeste enfrenta uma seca persistente desde o inverno de 2023. O reflexo disso é visto nos estados vizinhos.</p>
<p>Embora o Inpe use os focos de calor como um indicador essencial para políticas de prevenção, o alto índice em janeiro não garante um ano recorde. Contudo, o histórico mostra que, em anos com janeiros inflamáveis, o resultado anual costuma superar a média nacional de 200 mil registros — com exceção apenas do ano de 2016.</p>
<h3>O que diz o governo do Pará</h3>
<p>Questionada sobre a liderança no ranking, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará tratou os dados com cautela. Em nota, a secretaria afirmou que &#8220;recortes temporais muito curtos devem ser analisados com prudência&#8221;, argumentando que picos concentrados em poucos dias ou locais específicos não definem uma tendência para o ano inteiro.</p>
<p>A Semas garantiu que monitora os registros de 2026 e que aplicará as medidas previstas na política estadual de combate a incêndios florestais conforme a necessidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Amazônia ganha sistema de monitoramento diário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Sep 2025 13:58:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Deter Não Floresta]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/desmate_Amazonia21-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) lançaram nesta segunda-feira, 15, o Deter Não Floresta (Deter NF), sistema que passa a monitorar diariamente todo o bioma Amazônia. Diferentemente do modelo tradicional do Deter, focado apenas na floresta densa, o Deter NF amplia a cobertura [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/desmate_Amazonia21-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) lançaram nesta segunda-feira, 15, o Deter Não Floresta (Deter NF), sistema que passa a monitorar diariamente todo o bioma Amazônia.</p>
<p>Diferentemente do modelo tradicional do Deter, focado apenas na floresta densa, o Deter NF amplia a cobertura para áreas não florestais, como campos naturais, savanas e zonas de transição, que representam cerca de 20% do bioma.</p>
<p>A ferramenta usará imagens de satélite e inteligência artificial para detectar alterações na vegetação, como desmatamento, queimadas, mineração e outras atividades irregulares.</p>
<p>Os alertas gerados são públicos, gratuitos, e já estão disponíveis na plataforma TerraBrasilis.</p>
<p>Segundo o MMA, a inovação representa um avanço na governança ambiental da Amazônia e fortalece a fiscalização de órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e as polícias ambientais estaduais.</p>
<blockquote><p>“Estamos fechando uma lacuna crítica no monitoramento. Onde antes tínhamos um vazio de informação diária, agora temos transparência e agilidade. Isso democratiza o acesso à informação e fortalece imensamente a ação do Estado”, explicou o secretário Extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima.</p></blockquote>
<p>Segundo o Inpe, o sistema é resultado de anos de pesquisa e desenvolvimento, utilizando técnicas avançadas de processamento de imagens. A meta agora é expandir a tecnologia para os biomas Mata Atlântica, Caatinga e Pampa, ainda sem monitoramento diário.</p>
<blockquote><p>“Aplicamos técnicas avançadas de processamento de imagens com o uso de métodos de aprendizagem por máquina [inteligência artificial] para criar um sistema robusto e confiável que atende a uma necessidade urgente de proteção de todos os ecossistemas do bioma”, disse o coordenador do programa BiomasBR do Inpe, Cláudio Almeida.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Focos de incêndio caem 90,5% no Pará em agosto, aponta Inpe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Sep 2025 14:07:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/amazonia0-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará obteve uma redução histórica de 90,5% nos focos de incêndio florestal em agosto de 2025, em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), analisados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), o estado registrou 1.314 ocorrências, contra 13.803 em [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/amazonia0-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará obteve uma redução histórica de 90,5% nos focos de incêndio florestal em agosto de 2025, em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), analisados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), o estado registrou 1.314 ocorrências, contra 13.803 em 2024. Divulgado às vésperas do Dia da Amazônia, celebrado nesta sexta-feira, 5 de setembro, e a dois meses de o estado sediar a COP30, o resultado deve ser comemorado.</p>
<p>O desempenho é atribuído ao programa Pará Sem Fogo, lançado neste ano pelo governador Helder Barbalho, e ao fortalecimento das operações de comando e controle.</p>
<p>O programa estadual, desenvolvido em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar, atua em quatro eixos: monitoramento em tempo real, prevenção com base em ciência, resposta rápida coordenada e capacitação de brigadas locais. Também prevê a instalação de um Centro Integrado Multiagências, reunindo órgãos ambientais, agropecuários e de proteção comunitária em um único comando de operações.</p>
<p>Além do Pará Sem Fogo, o resultado é fruto das operações Curupira e Amazônia Viva, que só no primeiro semestre de 2025 apreenderam 142 maquinários e veículos usados em atividades ilegais, inutilizaram 4.800 metros cúbicos de produtos florestais e resultaram na lavratura de 235 autos de infração.</p>
<p>O governador Helder Barbalho destacou que a redução é fruto de um esforço integrado para proteger a floresta e a população.</p>
<blockquote><p>“A redução histórica registrada em agosto é fruto do esforço do Governo do Pará e do trabalho integrado para proteger a floresta e as pessoas que vivem nela. Seguimos fortalecendo nossas ações de comando e controle para que o Estado esteja ainda mais preparado no enfrentamento aos incêndios florestais e dos eventos climáticos extremos, com foco na conservação da Amazônia e na qualidade de vida dos paraenses”, declarou o governador.</p></blockquote>
<p>O secretário da Semas, Raul Protazio Romão, afirmou que os números comprovam a eficácia das ações estratégicas.</p>
<blockquote><p>“A redução drástica nos focos de incêndio florestal mostra que prevenção, resposta rápida e alternativas sustentáveis ao uso do fogo são ferramentas essenciais para proteger a Amazônia e reduzir os riscos às comunidades”, afirmou.</p></blockquote>
<p>O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, coronel Jayme de Aviz Benjó, ressaltou a importância da atuação em campo, com equipes em todas as regiões paraenses, que atuaram no combate direto às chamas, no treinamento de brigadas e em trabalhos preventivos.</p>
<p>Para ampliar as ações do Pará Sem Fogo e garantir maior capacidade de resposta a eventos extremos, o governo do estado declarou emergência ambiental e climática por 180 dias. O programa prevê a instalação de um Centro Integrado Multiagências para reunir órgãos ambientais, agropecuários e de proteção comunitária.</p>
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		<title>Brasil alcança menor índice de focos de calor dos últimos 12 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Aug 2025 14:46:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agosoto]]></category>
		<category><![CDATA[área queimada]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[focos de calor]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/incendios-florestais33-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Os efeitos das medidas preventivas do Governo Federal para prevenir e conter os incêndios florestais já estão refletidos nos dados atuais, que mostram o menor índice de pontos de calor dos últimos doze anos, nos primeiros meses de 2025, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A conquista vem em boa hora, com o [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/incendios-florestais33-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Os efeitos das medidas preventivas do Governo Federal para prevenir e conter os incêndios florestais já estão refletidos nos dados atuais, que mostram o menor índice de pontos de calor dos últimos doze anos, nos primeiros meses de 2025, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A conquista vem em boa hora, com o País às vésperas de receber a COP30 na Amazônia — o bioma mais afetado pelas queimadas em 2024.</p>
<p>De acordo com o Programa Queimadas do Inpe, de janeiro a 7 de agosto de 2025, o Brasil registrou cerca de 30 mil focos de incêndio, o menor número para o período desde 2013, quando foram 28 mil. Na comparação com 2024, a queda na Amazônia foi muito expressiva, passando de 30 mil para 7 mil casos.</p>
<p>O monitoramento por satélite revelou uma queda substancial de 59% no total de focos em agosto. Essa redução se junta à <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/area-queimada-na-amazonia-tem-queda-de-65-em-julho-e-atinge-menor-nivel-desde-2019/" target="_blank" rel="noopener">área queimada em julho, que também foi a menor para o mês desde 2019</a>, conforme divulgado pelo Mapbiomas.</p>
<p>Segundo André Lima, secretário extraordinário de Controle do Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima (MMA), a redução se deve a dois fatores.</p>
<blockquote><p>&#8220;De fato, está tendo um número bem abaixo da média, e eu atribuo a dois fatores. O primeiro é que o ano passado foi completamente fora da curva. Saiu o efeito El Niño (que afeta padrões de chuva) e a gente voltou a ter um ano praticamente com um efeito neutro. Com um fator a mais, que foi toda a implementação da política derivada da situação do ano passado. Foi um conjunto de ações de mobilização dos atores locais, dos governos locais e estaduais, com investimento nos corpos de bombeiros e um aumento das ações também no âmbito federal, que também trazem resultados&#8221;, explica.</p></blockquote>
<p>A ministra Marina Silva destacou que &#8220;o Brasil tem lutado para liderar pelo exemplo&#8221; e reforçou que é preciso &#8220;quebrar a inércia do resultado já alcançado&#8221;, superando os avanços a cada ano.</p>
<blockquote><p>&#8220;Todo ano temos que nos superar&#8221;, declarou a ministra.</p></blockquote>
<p>A infraestrutura de combate foi significativamente ampliada. O Brasil tem o maior contingente de brigadistas federais da história, com 4.385 profissionais do Ibama e do ICMBio, um aumento de 26% em relação a 2024. O Ibama também adquiriu 11 helicópteros e investiu mais de R$ 45 milhões em veículos de operação.</p>
<p>Os recursos para esses investimentos vêm, em parte, do Fundo Amazônia, que já aprovou R$ 405 milhões para apoiar os corpos de bombeiros dos nove estados da Amazônia Legal e, pela primeira vez, destinou verbas para ações no Cerrado e no Pantanal.</p>
<p>A Lei 15.143/2025, sancionada em junho, ampliou a capacidade de resposta ao permitir a transferência direta de recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) para estados e municípios, e reduz o intervalo para a recontratação de brigadistas para três meses. Em 2024, o presidente Lula também assinou um decreto que aumentou as punições por incêndios florestais.</p>
<p>O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, destacou a importância da infraestrutura conquistada, através de iniciativas do governo federal, ao longo do último ano.</p>
<blockquote><p>&#8220;Na medida do possível, o que a gente percebe é que precisamos diminuir a nossa vulnerabilidade, aumentar a nossa capacidade de enfrentamento, melhorar a nossa estrutura. E é exatamente isso que nós estamos fazendo. Nós aproveitamos os recursos da crise do ano passado para melhorar nossas estruturas e, este ano, estamos muito mais preparados para agir, tanto no momento de prevenção, quanto no combate propriamente dito&#8221;, enfatiza Agostinho.</p></blockquote>
<h3>COP30</h3>
<p>Com a COP30 se aproximando, ações específicas estão sendo realizadas em Belém, como a criação de aceiros e a execução de queimas prescritas, que criam barreiras de contenção para evitar grandes incêndios.</p>
<blockquote><p>&#8220;A gente teve melhores condições e condições mais antecipadas este ano de realizar as ações de prevenção&#8221;, relatou João Moreira, analista ambiental do ICMBio. As queimas prescritas são amplamente utilizadas para evitar incêndios naturais de grandes proporções. Nesse caso, o fogo é provocado de forma intencional e controlada em parcelas da vegetação, o que cria uma barreira natural e evita o espalhamento de chamas em época de seca. Já os aceiros são faixas de terra em que a vegetação é retirada para criar uma espécie de “barreira física” que impeça a propagação de incêndios.</p></blockquote>
<p>Sobre a possibilidade de conter incêndios, apesar de novembro — mês em que a COP será realizada — não ser época de seca no Brasil, há um planejamento em elaboração.</p>
<blockquote><p>&#8220;Um estado que a gente já tem um atendimento especial é o paraense&#8221;, disse o presidente do Ibama. &#8220;O leste e o sul do território paraense são regiões que foram intensamente desmatadas no passado e onde existe a presença do fogo nas temporadas mais secas do ano. Então, nós estamos reforçando nossas equipes e aproveitando esse aumento do número de brigadistas&#8221;.</p></blockquote>
<p>Além disso, João Moreira afirmou que não há nenhuma unidade de conservação muito próxima a Belém sob a gestão do ICMBio que tenha incêndios recorrentes, por isso, outras regiões são prioritárias para o órgão. &#8220;A gente vai dar apoio ao Ibama no que for necessário, na região metropolitana, e o nosso foco vai estar muito concentrado nas unidades de conservação da [rodovia] BR-63, próximas de Itaituba e Santarém&#8221;, complementou.</p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><strong><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/area-queimada-na-amazonia-tem-queda-de-65-em-julho-e-atinge-menor-nivel-desde-2019/" target="_top">Área queimada na Amazônia tem queda de 65% em julho e atinge menor nível desde 2019</a></strong></p>
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		<item>
		<title>Desmatamento cresce 4% na Amazônia e cai 21% no Pará</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desmatamento-cresce-4-na-amazonia-e-cai-21-no-para/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2025 18:22:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Deter]]></category>
		<category><![CDATA[Inpe]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/Desmate6-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou que os alertas de desmatamento na Amazônia Legal tiveram um aumento de 4% na temporada 2024/2025. Apesar do crescimento, o governo federal destaca que este é o segundo menor resultado já registrado na série histórica. Os dados são do sistema Deter, que monitora a alteração da cobertura [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/08/Desmate6-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou que os alertas de desmatamento na Amazônia Legal tiveram um aumento de 4% na temporada 2024/2025. Apesar do crescimento, o governo federal destaca que este é o segundo menor resultado já registrado na série histórica. Os dados são do sistema Deter, que monitora a alteração da cobertura florestal.</p>
<p>Foram 4.495 km² desmatados nos últimos 12 meses contra 4.321 km²  de 2023/2024, quando houve a maior redução de destruição do bioma na série histórica (quase 50%),</p>
<figure id="attachment_35976" aria-describedby="caption-attachment-35976" style="width: 673px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-35976" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/amazonia_deter-300x173.jpg" alt="" width="673" height="388" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/amazonia_deter-300x173.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/amazonia_deter-768x442.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/amazonia_deter-150x86.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/amazonia_deter-450x259.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/amazonia_deter.jpg 944w" sizes="(max-width: 673px) 100vw, 673px" /><figcaption id="caption-attachment-35976" class="wp-caption-text">Fonte: Inpe</figcaption></figure>
<p>O fogo foi o principal responsável pela destruição da vegetação na Amazônia, segundo dados do sistema Deter. Essa tendência surge após o ano de 2024, que registrou um recorde de queimadas e incêndios florestais no bioma.</p>
<p>No Pará, no entanto, houve queda de 21%, uma ótima notícia para quem vai sediar a COP30 em novembro. Foram 1.325 km² desmatados contra 1.681 km² do período anterior. Ainda assim, o estado foi responsável  por 29,5% do desmtamento em toda a Amazônia.</p>
<figure id="attachment_35974" aria-describedby="caption-attachment-35974" style="width: 666px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-35974" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/para_deter-300x168.jpg" alt="" width="666" height="373" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/para_deter-300x168.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/para_deter-768x430.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/para_deter-150x84.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/para_deter-450x252.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/para_deter.jpg 969w" sizes="(max-width: 666px) 100vw, 666px" /><figcaption id="caption-attachment-35974" class="wp-caption-text">Fonte: Inpe</figcaption></figure>
<p>Houve grande queda no Pantanal, onde a supressão de vegetação recuou 72%, e no Cerrado, onde caiu 21%.</p>
<h3>O desafio do fogo</h3>
<p>O secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, ressaltou que, se não fosse pelo impacto das queimadas, a derrubada de vegetação por corte raso, &#8221; que historicamente vinha degradando a Amazônia desde o fim do regime militar&#8221;, a Amazônia teria uma queda de 8% em relação ao ano passado e teria atingido o menor índice da história.</p>
<blockquote><p>&#8220;Os incêndios se tornaram um desafio novo&#8221;, afirmou.</p></blockquote>
<p>Na temporada anterior (2023/2024), a área sob alerta de desmatamento na Amazônia foi de 4.321 km². Em 2020, ano de maior total de alertas, a área chegou a 9.216 km².</p>
<p>A ministra Marina Silva afirmou que o índice é fruto de um grande esforço para coibir o desmatamento ilegal, mas que além disso é necessário também conseguir reduzir o a destruição que acontece dentro da lei.</p>
<h3>Situação por estado na Amazônia</h3>
<p>Os dados do Deter revelam um panorama misto entre os estados da Amazônia Legal:</p>
<p>Pará: Queda de 21% (1.325 km²)</p>
<p>Rondônia: Queda de 35% (194 km²)</p>
<p>Mato Grosso: Aumento de 74% (1.636 km²)</p>
<p>Amazonas: Aumento de 3% (814 km²)</p>
<p>Acre: Aumento de 12,3% (238 km²)</p>
<p>Roraima: Queda de 23,7% (206 km²)</p>
<p>&nbsp;</p>
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