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	<title>Imazon &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>Imazon &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<item>
		<title>Expedição vai mapear os impactos da crise climática sobre rios e açaizais no Marajó</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 17:16:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Bioflore]]></category>
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		<category><![CDATA[Território Quilombola de Gurupá]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/Territorio-Quilombola-de-Gurupa-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Território Quilombola de Gurupá, no Marajó (PA), abriga cerca de 310 famílias que dependem diretamente do rio Arari e de igarapés para transporte e subsistência, tendo o açaí como base alimentar e econômica. Secas extremas e mudanças nos ciclos de chuva provocaram a queda de rios, mortalidade de peixes e choque térmico nos açaizais [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/06/Territorio-Quilombola-de-Gurupa-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><div class="container">
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<ul data-path-to-node="1">
<li>
<p data-path-to-node="1,0,0"><em>O Território Quilombola de Gurupá, no Marajó (PA), abriga cerca de 310 famílias que dependem diretamente do rio Arari e de igarapés para transporte e subsistência, tendo o açaí como base alimentar e econômica.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,1,0"><em>Secas extremas e mudanças nos ciclos de chuva provocaram a queda de rios, mortalidade de peixes e choque térmico nos açaizais (deixando os frutos secos). Além disso, a redução da água doce permitiu o avanço da água salgada do oceano na região.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,2,0"><em>Entre 12 e 16 de maio de 2026, um grupo de 13 pesquisadores e dois jornalistas de instituições como Imazon, ISA, Bioflore e Fiocruz realizou uma expedição na área para medir e mitigar os danos ambientais.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,3,0"><em>A equipe utilizou drones com tecnologia LiDAR (laser) e câmeras de alta resolução para mapear 300 hectares de floresta. Os dados servem para calcular a altura da vegetação, o estoque de carbono e amparar o manejo comunitário do açaí.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,4,0"><em>Testes laboratoriais da Fiocruz avaliaram a qualidade da água dos rios. A falta de saneamento e tratamento governamental força as famílias a usarem poços sem tratamento adequado, gerando surtos de diarreia e vômito, sobretudo em crianças.</em></p>
</li>
<li>
<p data-path-to-node="1,5,0"><em>Os pesquisadores planejam retornar ao território no segundo semestre de 2026 para apresentar um diagnóstico consolidado e construir, junto com os moradores, um plano de adaptação climática para o quilombo.</em></p>
</li>
</ul>
</div>
</div>
<p>A crise climática global está ameaçando a subsistência de 310 famílias no Território Quilombola de Gurupá, no Marajó (PA).  De acordo com pesquisadores do projeto Áreas Úmidas da Amazônia (RAISG), as secas extremas e o desequilíbrio ambiental já desestabilizam a produção de açaí e a pesca, atividades que são a base econômica e alimentar da comunidade.</p>
<blockquote><p>“As populações e a biodiversidade já sofreram impactos negativos das mudanças climáticas, com as secas extremas de 2023 e 2024, mas ainda não foram caracterizados nem medidos”, explica Carlos Souza Jr., coordenador científico do projeto Áreas Úmidas da Amazônia, conduzido pela RAISG:</p></blockquote>
<p>Os moradores já relatam a diminuição expressiva do nível dos rios, lagos e igarapés, a mortalidade de peixes e a queda na produtividade do açaí, cujos frutos começaram a aparecer &#8220;queimados&#8221; e secos nos próprios cachos devido ao choque térmico causado por chuvas torrenciais em períodos de calor extremo.</p>
<p>Além disso, a redução do volume de água doce permitiu que a água salgada do oceano avançasse com maior força pelo estuário do Marajó entre os meses de julho e dezembro, elevando a salinidade local.</p>
<p>O professor Rosivaldo Correa, residente da comunidade e presidente da Associação de Remanescentes de Quilombo do Rio Gurupá (ARQUIG), descreve o impacto prático na lavoura:</p>
<blockquote><p>“O que tem afetado diretamente a produção do açaí, de forma notória, são as mudanças nos ciclos do período chuvoso e do período de seca. Se já tá quente e o cacho do açaí tá maduro e cai uma chuva (às vezes tem chuvas torrenciais), há um choque térmico, o açaí na árvore amolece e posteriormente ele seca.”</p></blockquote>
<p>Para mensurar e mitigar esses danos, um grupo de 13 pesquisadores e dois jornalistas do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), do Instituto Socioambiental (ISA), da startup Bioflore e da Fiocruz, realizou uma expedição de campo na região entre os dias 12 e 16 de maio de 2026. A ação integra os projetos Áreas Úmidas e Vulnerabilidade Hídrica, liderados pela Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG).</p>
<h3>Tecnologia 3D mapeia os impactos</h3>
<p>Durante três dias, a equipe utilizou drones equipados com sensores LiDAR (tecnologia laser capaz de penetrar na copa das árvores e gerar imagens tridimensionais) e câmeras RGB de alta resolução. Foram mapeados cerca de 300 hectares ao longo de 12 pontos estratégicos no rio Arari e nos igarapés Murucutu, Gurupá e Baixo Gurupá. O levantamento envolveu áreas de açaizais nativos intocados, áreas manejadas e extensões de floresta ainda não exploradas.</p>
<p>Heitor Filpi, CEO da startup Bioflore — responsável pelo suporte técnico de sensoriamento remoto e Inteligência Artificial —, detalha a aplicação prática do maquinário:</p>
<blockquote><p>“Trabalhamos com o LiDAR, um tipo de sensor capaz de penetrar a copa da vegetação e gerar imagens tridimensionais da floresta. Com essas informações em 3D, conseguisons calcular a altura da vegetação e o estoque de carbono que as árvores armazenam. Outra tecnologia utilizada é a câmera RGB, que captura imagens em altíssima resolução para que a gente possa identificar as espécies existentes aqui, a quantidade delas e conhecer melhor a biodiversidade da região”.</p></blockquote>
<p>Os dados coletados servirão para amparar o manejo comunitário do fruto e fundamentar novos pleitos políticos e econômicos, como aponta Rosivaldo Correa:</p>
<blockquote><p>“Com esse levantamento, a gente vai ter dados mais precisos e poderá elaborar projetos, participar de editais, e isso vai ser um ganho muito grande para nós. É muito importante ter esses dados para buscar melhorias para o nosso povo”.</p></blockquote>
<h3>Reflexos na saúde pública</h3>
<p>Paralelamente ao monitoramento da vegetação, a qualidade da água dos rios e poços locais passou por avaliação laboratorial. A pesquisadora Gina Boemer, da Fiocruz, coletou sete amostras de água líquida em pontos do rio Arari e dos igarapés Gurupá, Murutucu e Aracaju para analisar parâmetros como pH, teor de oxigênio e a concentração de sais minerais decorrentes do avanço marítimo. Segundo ela:</p>
<blockquote><p>“O desejável é que a água esteja mais próxima das condições originais e que não haja grandes impactos humanos interferindo nessa qualidade hídrica. Esse equilíbrio ambiental é necessário para a manutenção da vida nesse ecossistema”.</p></blockquote>
<p>A vulnerabilidade estende-se também à água de consumo doméstico. Sem redes de tratamento governamentais, as famílias dependem de poços artesianos e poços rasos (conhecidos como &#8220;poços de boca aberta&#8221;), purificando a água individualmente por fervura ou uso de hipoclorito de sódio. A ausência de tratamento adequado e de um diagnóstico frequente tem provocado surtos de diarreia e vômito na população local, com maior incidência entre crianças.</p>
<p>A coordenadora escolar e moradora Miriam Santos compartilhou sua experiência pessoal com o problema:</p>
<blockquote><p>“Na minha casa, eu fervo a água para tomar, porque há muito tempo já sofri com algumas doenças causadas pela contaminação. Então, eu tenho certeza de que essa pesquisa vai gerar bons frutos, principalmente em relação à saúde das pessoas”.</p></blockquote>
<h3>Próximos passos</h3>
<p>O cronograma do projeto prevê o retorno dos pesquisadores ao Território de Gurupá ainda no segundo semestre de 2026 para apresentar o diagnóstico consolidado à comunidade. A meta é utilizar o conjunto final de dados para formular soluções e estruturar um plano robusto de adaptação climática. O pesquisador do ISA, Cícero Augusto, conclui:</p>
<blockquote><p>“Em breve, vamos ter um dossiê detalhado sobre o que está acontecendo na comunidade. Existem algumas tendências sobre o que pode estar acontecendo, mas esse conjunto de dados pode nos dar perspectivas para compreender melhor essas mudanças e construir um plano de adaptação climática para o quilombo”.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Imazon</em></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Amazônia teve 67% das áreas protegidas sem desmatamento nos últimos nove meses</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/amazonia-teve-67-das-areas-protegidas-sem-desmatamento-nos-ultimos-nove-meses/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 17:22:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/amazonia44-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As áreas protegidas da Amazônia têm se mostrado uma estratégia eficiente de proteção ambiental. Nos últimos nove meses, de agosto de 2025 a abril de 2026, 262 terras indígenas e 220 unidades de conservação registraram desmatamento zero, o que corresponde a 67% das áreas protegidas da região. Os dados são do instituto de pesquisa Imazon, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/08/amazonia44-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As áreas protegidas da <strong>Amazônia</strong> têm se mostrado uma estratégia eficiente de proteção ambiental. Nos últimos nove meses, de agosto de 2025 a abril de 2026, 262 terras indígenas e 220 unidades de conservação registraram <strong>desmatamento zero</strong>, o que corresponde a 67% das áreas protegidas da região. Os dados são do instituto de pesquisa Imazon, que monitora a <strong>Amazônia</strong> por imagens de satélite desde 2008.</p>
<p>Além disso, outras 120 terras indígenas e 86 unidades de conservação registraram áreas desmatadas menores de 1 km² nesse período, o que representa outros 28% das áreas protegidas da<strong> Amazôni</strong>a. “Historicamente, as áreas protegidas são os territórios que menos registram <strong>desmatamento.</strong> Por isso, é muito importante que os governos federal e dos estados priorizem áreas públicas ainda sem uso definido na <strong>Amazônia</strong> para a criação de terras indígenas e unidades de conservação, uma ação efetiva para chegar à meta de <strong>desmatamento</strong> zero em 2030”, afirma a pesquisadora do Imazon Larissa Amorim.</p>
<p>A queda no <strong>desmatamento</strong> não ocorreu apenas nas áreas protegidas. Em toda <strong>a Amazônia</strong>, conforme o Sistema de Alerta de <strong>Desmatamento</strong> (SAD) do Imazon, a derrubada florestal apresentou redução de 35% nos últimos nove meses, entre agosto de 2025 e abril de 2026. Nesse período, a derrubada chegou a 1.635 km², a menor em oito anos.</p>
<p>Agosto representa o primeiro mês do chamado “calendário do <strong>desmatamento”</strong>, que encerra em julho. “Quando comparamos com o ciclo de agosto de 2020 a abril de 2021, em que registramos os maiores índices de devastação, observamos uma diminuição de aproximadamente 74% na perda de floresta. Esses registros são positivos, mas precisamos dar continuidade e intensificar as ações de fiscalização e controle ambiental na região”, afirma Larissa.</p>
<p>Quando se analisa apenas o mês de abril, foram registrados 175 km² de floresta destruídas, resultado que representa uma baixa de 25% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e reforça o cenário de diminuição.</p>
<p>“A redução do <strong>desmatamento</strong> contribui para diminuir as emissões de gases de efeito estufa e ajuda a preservar funções essenciais da floresta; além de garantirem os direitos dos povos tradicionais e reforçarem os compromissos internacionais do Brasil com a sustentabilidade”, afirma o pesquisador do Imazon Carlos Souza Jr.</p>
<picture><source srcset="/webp/344f2b53b818c259.webp" type="image/webp" /></picture>
<p><strong>Pará, Mato Grosso e Amazonas lideram o desmatamento</strong></p>
<p>No acumulado do calendário, <strong>Pará</strong>, Mato Grosso e Amazonas lideraram a perda de cobertura vegetal na <strong>Amazônia</strong>. Apesar da concentração nesses territórios, o cenário geral trouxe um resultado favorável: todos apresentaram retração nos índices registrados ao longo da série atual, com exceção de Roraima.</p>
<p>Segundo a pesquisadora do Imazon Manoela Athaide, o comportamento observado nos estados demonstra que as ações de controle ambiental vêm produzindo efeitos em diferentes partes da <strong>Amazônia</strong>, embora ainda existam áreas que demandem maior atenção. “Houveram avanços importantes, mas é necessário fortalecer estratégias específicas nos locais onde a pressão continua elevada para evitar novos aumentos e consolidar a proteção da floresta”, afirma.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Estado</strong></td>
<td><strong>Desmatamento agosto de 2024 a abril de 2025</strong></td>
<td><strong>Desmatamento agosto de 2025 a abril de 2026</strong></td>
<td><strong>Variação</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Pará</strong></td>
<td><strong>918</strong></td>
<td><strong>467</strong></td>
<td><strong>-49%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Mato Grosso</strong></td>
<td><strong>522</strong></td>
<td><strong>340</strong></td>
<td><strong>-35%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Amazonas</strong></td>
<td><strong>428</strong></td>
<td><strong>257</strong></td>
<td><strong>-40%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Roraima</strong></td>
<td><strong>191</strong></td>
<td><strong>236</strong></td>
<td><strong>24%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Acre</strong></td>
<td><strong>287</strong></td>
<td><strong>195</strong></td>
<td><strong>-32%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Rondônia</strong></td>
<td><strong>98</strong></td>
<td><strong>73</strong></td>
<td><strong>-26%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Maranhão</strong></td>
<td><strong>62</strong></td>
<td><strong>61</strong></td>
<td><strong>-2%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Amapá</strong></td>
<td><strong>7</strong></td>
<td><strong>4</strong></td>
<td><strong>-43%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Tocantins</strong></td>
<td><strong>17</strong></td>
<td><strong>3</strong></td>
<td><strong>-82%</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Apenas três estados registraram degradação em abril</strong></p>
<p>O cenário acumulado para a degradação também aponta um ritmo de retração. No calendário do <strong>desmatamento,</strong> foram contabilizados 2.336 km² afetados por esse tipo de dano florestal, índice 93% menor que o observado no recorte equivalente iniciado em 2024. Na análise, Mato Grosso permanece na liderança das ocorrências, sendo responsável por mais da metade dos registros identificados em toda a <strong>Amazônia.</strong></p>
<p>Mesmo com a queda registrada no calendário, a degradação florestal na <strong>Amazônia</strong> alcançou 50 km² em abril de 2026, o que representa um crescimento de 100% em relação ao mesmo intervalo do ano passado e uma perda de cinco mil campos de futebol no mês.</p>
<p>A degradação florestal foi detectada em apenas três estados: Mato Grosso,<strong> Pará</strong> e Roraima, com Mato Grosso concentrando 78% de toda a área impactada.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Ranking</strong></td>
<td><strong>Estado</strong></td>
<td><strong>Degradação entre Agosto 2024 a Abril 2025 (km²)</strong></td>
<td><strong>Degradação entre Agosto 2025 a Abril 2026 (km²)</strong></td>
<td><strong>Variação (%)</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>1</strong></td>
<td><strong>Mato Grosso</strong></td>
<td><strong>9243</strong></td>
<td><strong>1296</strong></td>
<td><strong>-86%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>2</strong></td>
<td><strong>Pará</strong></td>
<td><strong>17461</strong></td>
<td><strong>683</strong></td>
<td><strong>-96%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>3</strong></td>
<td><strong>Amazonas</strong></td>
<td><strong>2971</strong></td>
<td><strong>53</strong></td>
<td><strong>-98%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>4</strong></td>
<td><strong>Roraima</strong></td>
<td><strong>62</strong></td>
<td><strong>69</strong></td>
<td><strong>11%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>5</strong></td>
<td><strong>Maranhão</strong></td>
<td><strong>958</strong></td>
<td><strong>23</strong></td>
<td><strong>-98%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>6</strong></td>
<td><strong>Rondônia</strong></td>
<td><strong>2718</strong></td>
<td><strong>73</strong></td>
<td><strong>-97%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>7</strong></td>
<td><strong>Acre</strong></td>
<td><strong>72</strong></td>
<td><strong>108</strong></td>
<td><strong>50%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>8</strong></td>
<td><strong>Tocantins</strong></td>
<td><strong>321</strong></td>
<td><strong>24</strong></td>
<td><strong>-93%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>9</strong></td>
<td><strong>Amapá</strong></td>
<td><strong>35</strong></td>
<td><strong>7</strong></td>
<td><strong>-80%</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><em>Fonte: Imazon</em></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Leis fundiárias na Amazônia facilitam grilagem de terras públicas revela pesquisa</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/leis-fundiarias-na-amazonia-facilitam-grilagem-de-terras-publicas-aponta-estudo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 13:52:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia Legal]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[grilagem]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[leis fundiária]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/Desmatamento-grilagem-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Após analisar 41 leis, decretos ou normas administrativas federais e dos nove estados da Amazônia sobre regularização fundiária, um estudo mostrou que é possível receber terra pública mesmo sem morar ou trabalhar nela. E pior: com ocupação e desmatamento recentes. Na prática, é como dar um prêmio para quem comete crimes ambientais. Realizado pelo instituto [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/Desmatamento-grilagem-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Após analisar 41 leis, decretos ou normas administrativas federais e dos nove estados da Amazônia sobre regularização fundiária, um estudo mostrou que é possível receber terra pública mesmo sem morar ou trabalhar nela. E pior: com ocupação e desmatamento recentes. Na prática, é como dar um prêmio para quem comete crimes ambientais.</p>
<p>Realizado pelo instituto de pesquisa Imazon em parceria com o Observatório de Políticas de Governança de Terras (OPGT), o estudo aponta também que essas normas permitem que pessoas que já possuem outros imóveis recebam terras públicas nessas condições.</p>
<blockquote><p>“A regularização fundiária, para a qual há dispensa de licitação, deveria ser um instrumento de justiça social e promoção do uso sustentável da terra, focado no público da agricultura familiar, que trabalha diretamente na terra e não possui outros imóveis. Porém, as leis vigentes acabam permitindo transferir terras públicas para quem descumpre lei ambiental, possui outros imóveis e não usa a terra para seu sustento direto” , afirma a pesquisadora Brenda Brito, autora da pesquisa.</p></blockquote>
<p>Conforme a Constituição e legislação aplicável, a destinação de terras públicas deve priorizar o reconhecimento de terras indígenas, territórios quilombolas e de comunidades tradicionais, além da criação de unidades de conservação, concessões florestais e políticas de acesso à terra para agricultura familiar.</p>
<p>A regularização fundiária de ocupações individuais de médios e grandes imóveis até 2.500 hectares pode ocorrer apenas quando não houver sobreposição com essas prioridades, mas poucas das leis avaliadas explicitam esses impedimentos.</p>
<p>Sem essa previsão nas regras dos terrenos agrários, os órgãos fundiários podem não adotar procedimentos para verificar se há demandas prioritárias que deveriam impedir a titulação de ocupações individuais.</p>
<h3>Governos cobram até 95% a menos que o mercado pelas terras públicas</h3>
<p>Outro grande incentivador da grilagem na Amazônia por meio das leis de regularização fundiária é o baixo preço cobrado pelas terras públicas.</p>
<p>De acordo com o estudo, o preço cobrado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), órgão responsável por conceder títulos individuais de terras públicas, é em média 77% menor que o valor de mercado, chegando a 90% em três estados: Maranhão, Mato Grosso e Pará.</p>
<p>A discrepância é ainda maior nas legislações estaduais, nas quais o preço base cobrado pelos governos representa em média apenas 5% do valor de mercado por hectare.</p>
<p>Além disso, as leis fundiárias concedem descontos expressivos para quitação à vista ou por outros fatores, reduzindo ainda mais o custo de aquisição da terra. Há também amplas facilidades de parcelamento e períodos de carência prolongados.</p>
<blockquote><p>“Esses benefícios acabam diminuindo o risco do investimento em ocupações ilegais. Na prática, são subsídios financeiros para que invasores e desmatadores de terras públicas possam se tornar donos legítimos delas, contribuindo para a manutenção do ciclo de grilagem na Amazônia e impedindo investimentos em desenvolvimento sustentável nessas áreas”, explica o pesquisador Josevando Silva, também autor da pesquisa.</p></blockquote>
<h3>União e estados descumprem determinação do STF</h3>
<p>Além disso, em 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que União e estados adotem regras que impeçam a titulação de terras em áreas com desmatamento e queimadas ilegais, decisão que ainda não foi cumprida.</p>
<p>Segundo a pesquisa, nenhuma norma impõe uma vedação absoluta à titulação de imóveis alvo de crimes ambientais, como o desmatamento. Em apenas três estados, Pará, Rondônia e Amapá, há proibições parciais.</p>
<blockquote><p>“As poucas restrições existentes não abrangem imóveis com desmatamento ilegal que ainda não tiveram fiscalização. Essa ilegalidade pode ser facilmente detectada pelos próprios órgãos fundiários durante a análise de pedidos de regularização, que utilizam imagens de satélite para avaliar o imóvel. Assim, qualquer desmatamento deveria ser comunicado aos órgãos ambientais e aqueles ocorridos após julho de 2008 (de acordo com o Código Florestal) deveriam impedir a titulação do imóvel”, alerta Brenda.</p></blockquote>
<p>Cinco estados não estabelecem data limite para ocupação elegível à titulação, o que cria incentivos para novas ocupações de terra pública. Nos estados que possuem este tipo de marco temporal, as datas variam de 2008 a 2021, e algumas leis (como a federal e de Roraima) já estenderam esses prazos ao longo do tempo.</p>
<blockquote><p>“Essas extensões para ocupações cada vez mais recentes das terras públicas reforçam a expectativa de que novas ocupações sempre poderão ser beneficiadas com mudanças na lei, o que também favorece a grilagem”, complementa a pesquisadora.</p></blockquote>
<p>O estudo ressalta que estabelecer um marco temporal para regularização fundiária individual difere do que se tentou fazer com direitos territoriais indígenas.</p>
<p>Os povos originários têm garantia constitucional ao seu território tradicionalmente ocupado, não sendo possível limitar seu direito à prova de que sua ocupação estava ocorrendo em uma data específica. Porém, esta lógica não se aplica a ocupações individuais privadas em terra pública.</p>
<h3>Recomendações para adequar as normas à proteção socioambiental</h3>
<p>Esses incentivos à grilagem colocam mais de 100 milhões de hectares de terras públicas não destinadas em risco de invasão e desmatamento na Amazônia, dos quais 52% pertencem aos estados e 48% à União. Uma área maior do que o estado de Mato Grosso ou do que a França e a Alemanha juntas. Por isso, a pesquisa aborda sete recomendações principais:</p>
<ul>
<li>Impedir titulação de terra de ocupações individuais sobrepostas a áreas requeridas por povos e comunidades tradicionais &#8211; Explicitar proibição de titulações individuais sobrepostas a florestas públicas e territórios ocupados, pleiteados e reconhecidos por povos indígenas, comunidades quilombolas, populações tradicionais. Além disso, vedar a possibilidade de emissão de título de terra em imóveis formados majoritariamente por área de floresta (acima de 80% de cobertura florestal).</li>
<li>Definir uma data limite para ocupação de terra pública que pode ser titulada &#8211; Explicitar a data limite para ocupação elegível para regularização fundiária, preferencialmente seguindo a regra federal. Esta recomendação se aplica apenas a ocupações individuais, não sendo pertinente para demandas territoriais coletivas, como de povos indígenas. Além disso, incluir previsão na constituição dos estados impedindo a alteração da data definida.</li>
<li>Impedir titulação de imóveis desmatados após o Código Florestal &#8211; Proibir a regularização de imóveis com desmatamento ou queimadas ilegais ocorridas após 22 de julho de 2008, data definida pelo Código Florestal para área rural consolidada.</li>
<li>Restringir a titulação à função social da terra &#8211; Definir renda máxima mensal da família do requerente (para doação), impedir titulação para quem possui outro imóvel ou já foi beneficiado com regularização fundiária, exigir ocupação e exploração direta (pelo requerente e família), além de morada permanente.</li>
<li>Proibir titulação para quem ocupa cargo público no Poder Executivo, Legislativo e Judiciário.</li>
<li>Criar requisito de gênero &#8211; Inserir obrigação de emitir título em nome do casal, incluindo em uniões estáveis e uniões homoafetivas.</li>
<li>Cobrar preços de mercado pela terra &#8211; Cobrar preços compatíveis com o mercado de terra, usando como referência o Atlas de Mercado de Terras elaborado pelo Incra.</li>
<li>Impedir desmatamento ilegal no futuro &#8211; Exigir cumprimento do Código Florestal e prever perda do imóvel em casos de desmatamento ou queimadas sem autorização de órgão ambiental. Além disso, manter esta obrigação por prazo mínimo de dez anos, mesmo se houver quitação do valor do imóvel antes desse período.</li>
</ul>
<h3>Estudo integra Observatório das Políticas de Governança de Terras (OPGT)</h3>
<p>A pesquisa “Análise Comparativa da Legislação de Regularização Fundiária na Amazônia Legal“ integra uma série de estudos realizados para o Observatório das Políticas de Governança de Terras (OPGT), do qual o Imazon é uma das organizações participantes.</p>
<p>Criado em 2025, o OPGT é um coletivo técnico e acadêmico formado por pesquisadores, profissionais especializados e organizações da sociedade civil cuja missão é ser uma referência nacional no monitoramento das políticas públicas de governança de terras.</p>
<p><em>Fonte: Imazon</em></p>
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		<title>APA Triunfo do Xingu é a área protegida mais pressionada pelo desmate em 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 14:32:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[APA Triunfo do Xingu]]></category>
		<category><![CDATA[áreas protegidas]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque2]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, localizada no município de São Félix do Xingu, no Pará, foi a área protegida mais pressionada pela derrubada florestal na Amazônia entre janeiro e março de 2026. Nos três últimos trimestres de 2025, o território também ocupou posições na lista das dez áreas protegidas mais pressionadas. [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/11/GEE-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, localizada no município de São Félix do Xingu, no Pará, foi a área protegida mais pressionada pela derrubada florestal na Amazônia entre janeiro e março de 2026. Nos três últimos trimestres de 2025, o território também ocupou posições na lista das dez áreas protegidas mais pressionadas.</p>
<p>Os dados são do relatório Ameaça e Pressão de Desmatamento em Áreas Protegidas, do Imazon, que analisa quais territórios sofrem ameaça, quando a redução florestal ocorre nos seus arredores, e quais enfrentam pressão, caracterizada pelo desmatamento em seu interior.</p>
<blockquote><p>“Ao transformar os dados de monitoramento em indicadores estratégicos, o estudo pode auxiliar governos e órgãos ambientais a otimizar recursos, direcionando equipes para os locais mais ameaçados. Ou seja, onde o crime ambiental está se aproximando, para realizar ações preventivas e impedir o avanço do desmatamento”, explica a pesquisadora do Imazon Bianca Santos.</p></blockquote>
<p>Entre os territórios com maior pressão, cinco são unidades de conservação estaduais, quatro são terras indígenas e apenas um é unidade de conservação federal.</p>
<h3>Roraima concentrou seis das dez áreas protegidas mais ameaçadas</h3>
<p>Ao observar as áreas protegidas mais ameaçadas, ou seja, aquelas em que a dinâmica da destruição ocorre em suas proximidades, o estado de Roraima possui seis dos dez territórios mais críticos. Quatro deles estão integralmente no estado e outros dois parcialmente.</p>
<p>No topo da lista está a Floresta Nacional (Flona) de Roraima, seguida pela Terra Indígena Waimiri Atroari, que também tem parte da área no Amazonas, e, em terceiro lugar, a Terra Indígena Wai Wai.</p>
<p>O estado passou a concentrar a maioria dos territórios com grau superior de ameaça em 2026 devido a uma combinação de fatores climáticos e dinâmicas regionais de uso do solo.</p>
<blockquote><p>“Enquanto a grande parte da Amazônia Legal passa pelo período chuvoso no início do ano, Roraima apresenta um regime climatológico inverso e atravessa sua estação seca. Esse cenário facilita a prática do desmatamento e o uso do fogo, elevando os índices de devastação no primeiro trimestre de 2026”, comenta Carlos Souza Jr., pesquisador do Imazon.</p></blockquote>
<h3>Terra Indígena Yanomami sofre maior pressão no trimestre</h3>
<p>Além de ser a segunda área protegida com maior pressão no ranking geral, o território Yanomami, localizado no Amazonas e em Roraima, ocupou a primeira posição na lista das terras indígenas mais pressionadas. Mesmo após os esforços de desintrusão realizados desde 2024 pelo Governo Federal, o local, que abriga uma população superior a 31 mil indígenas de oito povos diferentes, incluindo grupos isolados, segue com a presença do crime ambiental.</p>
<blockquote><p>“A persistência da ilegalidade se dá por conta da existência de garimpos que utilizam estruturas menores e móveis, permitindo que os garimpeiros retornem aos ambientes explorados assim que as forças de segurança se retiram. A pressão também é favorecida pela logística clandestina de pistas de pouso dentro e no entorno da TI. Somado a isso, o aumento do desmatamento ilegal registrado em Roraima no início de 2026 intensificou os danos ambientais dentro dos limites do território originário, consolidando uma situação de alerta”, observa Bianca.</p></blockquote>
<p>Em segundo lugar no ranking está a Terra Indígena Alto Rio Negro, no Amazonas, e, em terceiro, a Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. O relatório ainda aponta que quatro dos dez territórios da lista (Yanomami, Alto Rio Negro, Cué-Cué/Marabitanas e Waimiri Atroari) também apareceram entre os mais pressionados no levantamento do período anterior, de outubro a dezembro de 2025, o que reforça a presença constante do desmate.</p>
<p>Já entre as ameaçadas estão a Terra Indígena Waimiri Atroari, situada no Amazonas e em Roraima, e a Terra Indígena WaiWái, que está apenas em Roraima. Quatro dos dez territórios mais ameaçados no intervalo também apareceram no ranking anterior: Waimiri Atroari, WaiWái, Trombetas/Mapuera e Alto Rio Guamá.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Amazônia fecha primeiro trimestre de 2026 com queda de 17% no desmatamento, aponta Imazon</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 16:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/APA-Triunfo-do-Xingu--150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O primeiro trimestre de 2026 fechou com queda de 17% no desmatamento da Amazônia. Conforme dados do Instituto de Pesquisa Imazon, a derrubada da floresta entre janeiro e março passou de 419 km² no ano passado para 348 km² neste ano, o que representa uma diferença de aproximadamente 7 mil campos de futebol. Além disso, [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/APA-Triunfo-do-Xingu--150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O primeiro trimestre de 2026 fechou com queda de 17% no desmatamento da Amazônia. Conforme dados do Instituto de Pesquisa Imazon, a derrubada da floresta entre janeiro e março passou de 419 km² no ano passado para 348 km² neste ano, o que representa uma diferença de aproximadamente 7 mil campos de futebol.</p>
<p>Além disso, no acumulado do chamado “calendário do desmatamento”, período que por causa do regime de chuvas na Amazônia vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte, a redução na derrubada da floresta está ainda maior. Nos oito primeiros meses do calendário, entre agosto de 2025 e março de 2026, o desmatamento caiu 36%, passando de  2.296 km² para 1.460 km², a menor área destruída no período dos últimos oito anos, desde 2017.</p>
<p>Apesar das quedas no trimestre e no calendário, o mês de março apresentou um aumento de 17% no desmatamento, passando de 167 km² em 2025 para 196 km² em 2026. Segundo a pesquisadora do Imazon Larissa Amorim, o dado exige atenção nos próximos meses.</p>
<blockquote><p>“Esse aumento pontual serve de alerta para que governos intensifiquem ainda mais suas ações de combate à derrubada ilegal, com fiscalização e punição aos responsáveis. Além disso, também é importante fortalecer iniciativas de bioeconomia e de geração de renda com a floresta em pé, além de destinar áreas ainda sem uso definido para a conservação”, destaca.</p></blockquote>
<p>O pesquisador do Imazon Carlos Souza Jr. ainda destaca que a derrubada da floresta contribui diretamente para o agravamento das mudanças climáticas, seja pelo aumento das emissões de gases de efeito estufa ou pela perda da biodiversidade.</p>
<blockquote><p>“Além disso, o desmatamento contribui para o agravamento das mudanças climáticas. Conter a derrubada da Amazônia é uma forma direta de reduzir esses impactos”, explica.</p></blockquote>
<h3>APA Triunfo do Xingu: a mais desmatada</h3>
<p>No recorte do calendário do desmatamento, Mato Grosso, Roraima e Pará lideram a devastação florestal. Além disso, Roraima foi o único estado a registrar elevação nos números quando comparado com o período anterior, passando de 184 km² para 222 km², uma variação de 21%.</p>
<p>Já entre os dez municípios com maior área afetada, três estão no Acre, enquanto dois se localizam em Mato Grosso, dois no Pará, outros dois em Roraima e um no Amazonas.</p>
<p>No caso das Unidades de Conservação, a distribuição também evidencia concentração territorial: quatro estão situadas no Acre e outras quatro total ou parcialmente no Pará.</p>
<p>O principal destaque é a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, localizada em São Félix do Xingu, que ocupa a primeira posição no ranking e, sozinha, concentra uma área equivalente à perda de mais de três mil campos de futebol. A unidade responde por mais de 95% da área desmatada dentro do município, que aparece como o quinto mais desmatado da Amazônia no período, entre agosto de 2025 e março de 2026.</p>
<p>Segundo a pesquisadora do Imazon Manoela Athaide, a concentração em territórios específicos reforça a necessidade de ações direcionadas.</p>
<blockquote><p>“A dinâmica observada indica que é fundamental priorizar esforços nessas localidades mais pressionadas, com estratégias contínuas de fiscalização para conter o avanço da derrubada”, afirma.</p></blockquote>
<h3>Degradação florestal</h3>
<p>A degradação florestal na Amazônia somou 11 km² em março de 2026, o que representa uma redução de 95% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O resultado também foi o menor já registrado para março nos últimos onze anos, desde 2014, indicando uma diminuição significativa desse tipo de impacto sobre a floresta.</p>
<p>Diferente do desmatamento, que corresponde à remoção total da cobertura vegetal, a degradação ocorre quando a floresta sofre danos parciais causados por fatores como queimadas e exploração madeireira. Mesmo sem a retirada completa da vegetação, essas alterações comprometem a integridade do ecossistema, reduzem a biodiversidade e aumentam a vulnerabilidade da área às mudanças climáticas e ao desmatamento.</p>
<p>Roraima concentrou 82% de toda a área degradada registrada em março de 2026, liderando esse tipo de ocorrência no período. Esse resultado pode estar associado às particularidades climáticas do estado: enquanto o início do ano costuma ser mais chuvoso em grande parte da região, em Roraima predomina uma estação mais seca, o que favorece o avanço de atividades que causam danos à floresta.</p>
<p>Essa redução acompanha também o calendário do desmatamento, onde caiu 93% quando comparada com o ciclo anterior.</p>
<blockquote><p>“A queda nos índices de degradação representa um sinal relevante de melhora, mas ocorre após um período crítico: de agosto de 2024 a julho de 2025 registramos o maior nível já observado na série histórica. Esse cenário reforça a necessidade de vigilância contínua para evitar que picos como esse voltem a se repetir e comprometam ainda mais a integridade da floresta”, observa Raissa Ferreira, pesquisadora do Imazon.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Imazon </em></p>
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		<title>Terras indígenas barram desmatamento e têm menor índice de devastação em oito anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 13:24:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[destaque3]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[terras indígenas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/indigenas3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />As terras indígenas seguem como a principal barreira contra o avanço do desmatamento na Amazônia Legal — hoje a maior fonte de emissão de gases de efeito estufa no Brasil. Segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon, esses territórios registraram apenas 44 km² de devastação ao longo de 2025. O número representa [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/indigenas3-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>As terras indígenas seguem como a principal barreira contra o avanço do desmatamento na Amazônia Legal — hoje a maior fonte de emissão de gases de efeito estufa no Brasil. Segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon, esses territórios registraram apenas 44 km² de devastação ao longo de 2025.</p>
<p>O número representa a menor área perdida nos últimos oito anos (desde 2017) e equivale a apenas 1,6% do total de 2.741 km² desmatados em toda a região no ano passado.</p>
<p>A eficiência na preservação chama atenção pelo tamanho da área protegida: as 430 terras indígenas da Amazônia Legal ocupam cerca de 116 mil hectares, o que representa 23% de todo o território amazônico.</p>
<p>Os territórios originários tiveram apenas 1,6% da devastação registrada de janeiro a dezembro de 2025, apesar de ocuparem 23% da região.</p>
<p>De acordo com o Censo 2022 do IBGE, vivem nessas áreas 428 mil pessoas, o que corresponde a 62% da população indígena em territórios demarcados no país.</p>
<p>Para Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon, os números reforçaram o papel estratégico dos povos originários.</p>
<blockquote><p>“As terras indígenas são as principais aliadas contra as mudanças climáticas no Brasil. A proteção delas e de seus povos é essencial para enfrentarmos o aumento de eventos extremos, como secas e tempestades”, afirma.</p></blockquote>
<h3>Reivindicações no ATL</h3>
<p>O levantamento foi divulgado no contexto do Acampamento Terra Livre (ATL), que aconteceu de 5 a 11 de abril, em Brasília. No evento, as lideranças indígenas reforçam cobranças pela demarcação de terras e pela manutenção de territórios livres da exploração de minerais, petróleo e gás fóssil.</p>
<p>Além dos dados gerais, o Imazon também mapeou os 10 territórios mais destruídos em 2025 para orientar ações de fiscalização.</p>
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		<title>Amazônia tem menor desmatamento para o mês de fevereiro em oito anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2026 16:35:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[degradação]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[queda]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/desmate13-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Amazônia comemorou uma queda de 42% no desmatamento em fevereiro, que passou de 119 km² em 2025 para 69 km² em 2026. Uma diferença equivalente a 5 mil campos de futebol no mês, quase 180 por dia. Essa foi a menor área de floresta derrubada em fevereiro em oito anos, desde 2017. Os dados [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/desmate13-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Amazônia comemorou uma queda de 42% no desmatamento em fevereiro, que passou de 119 km² em 2025 para 69 km² em 2026. Uma diferença equivalente a 5 mil campos de futebol no mês, quase 180 por dia. Essa foi a menor área de floresta derrubada em fevereiro em oito anos, desde 2017.</p>
<p>Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do instituto de pesquisa Imazon, que monitora a floresta por imagens de satélite desde 2008.</p>
<p>Conforme a série histórica, as menores destruições registradas no mês foram em 2016 (0 km²), 2014 (11 km²) e 2015 (42 km²). Já as maiores ocorreram em 2023 (325 km²), 2022 (303 km²) e 2018 (214 km²).</p>
<blockquote><p>“A queda no desmatamento da Amazônia é essencial para a redução das emissões de gases de efeito estufa no Brasil e para o combate às mudanças climáticas, que têm deixado eventos extremos como secas e tempestades mais intensos e frequentes em todo o mundo”, explica Carlos Souza Jr., pesquisador que coordena o Programa de Monitoramento da Amazônia do Imazon.</p></blockquote>
<p>Além disso, fevereiro representa o sétimo mês do chamado “calendário de desmatamento” de 2026, que por causa do regime de chuvas na Amazônia vai de agosto de um ano a julho do seguinte. Desde o início do calendário atual, em agosto de 2025, até fevereiro de 2026, a derrubada acumulada chegou a 1.264 km², 41% a menos do que no período anterior. Entre agosto de 2024 e fevereiro de 2025, foram devastados 2.129 km².</p>
<h3>Pará, Amazonas e Acre têm as maiores áreas derrubadas</h3>
<p>Entre os nove estados que compõem a Amazônia Legal, o Pará foi o que registrou a maior área desmatada entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026: 398 km². Esse acumulado, no entanto, foi 54% menor que o registrado no período anterior, entre agosto de 2024 e fevereiro de 2026, que somou 863 km².</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além disso, é em solo paraense que fica a unidade de conservação mais desmatada nesses sete meses, a Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, que perdeu 34 km² de floresta no período, o equivalente a 16 campos de futebol por dia.</p>
<p>Amazonas e Acre completam o top 3, com 200 km² e 190 km² desmatados, respectivamente. Assim como o Pará, esses estados também apresentaram redução na derrubada, ambos de 32%.</p>
<p>Em rankings anteriores, no entanto, era Mato Grosso que costumava estampar o quadro de medalhas dos estados mais desmatadores, vaga agora ocupada pelo Acre.</p>
<p>Com redução de 51% na derrubada, Mato Grosso passou da segunda para a quarta colocação na análise do desmatamento acumulado de agosto a fevereiro, os sete primeiros meses do calendário de 2026.</p>
<blockquote><p>“O aumento no Acre pode ser explicado pelo fortalecimento dos últimos anos da fronteira agropecuária no oeste da Amazônia, especialmente na região conhecida como AMACRO, que integra áreas do Acre, Amazonas e Rondônia. Esse movimento tem sido marcado pela expansão da pecuária e pela pressão sobre terras públicas ainda florestadas. A saída do Mato Grosso do topo do ranking durante esse período não indica perda de relevância do estado no cenário do desmatamento. O que estamos observando é uma ampliação territorial da dinâmica do desmatamento na Amazônia Legal.”, comenta Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon.</p></blockquote>
<h3>Degradação também segue em queda</h3>
<p>Além do desmatamento, que é a remoção completa da vegetação, a degradação florestal, que é o dano causado pelas queimadas e pela exploração madeireira, também segue em queda na Amazônia. Em fevereiro, o sistema do Imazon detectou 13 km² de florestas degradadas, uma redução de 93% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram degradados 211 km².</p>
<p>Na análise do calendário do desmatamento, aplicado também à degradação, o acumulado de agosto de 2025 a fevereiro de 2026 somou 2.275 km², também uma queda de 93% em relação ao período anterior. Entre agosto de 2024 e fevereiro de 2025, foram degradados 33.807 km², quando houve um pico de queimadas na região.</p>
<h3>Mato Grosso, Pará e Acre lideram degradação</h3>
<p>Em relação à degradação, Mato Grosso e Pará lideram com grande diferença em relação aos demais estados, com 1.255 km² e 677 km² degradados entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026. Isso corresponde a 85% de toda a área afetada na Amazônia no período. Apesar disso, ambos estados tiveram reduções significativas na degradação, de 86% e 96%, respectivamente.</p>
<p>A terceira posição ficou com o Acre, onde a degradação aumentou 50%. Nesse estado, a área degradada passou de 72 km² entre agosto de 2024 e fevereiro de 2025 para 108 km² entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026.</p>
<p>Outro estado que registrou alta foi Roraima, onde a degradação passou de 50 km² para 55 km² nesses períodos. Os demais estados apresentaram redução nesse dano ambiental.</p>
<p><em>Fonte: Imazon</em></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Amazônia tem menor desmatamento dos últimos sete anos no semestre, diz Imazon</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 14:49:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<category><![CDATA[queda]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/amazonia4-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O ano de 2026 começou com queda de 38% no desmatamento da Amazônia em janeiro e os últimos seis meses com a menor área derrubada em sete anos. Entre os nove estados que compõem a Amazônia Legal, Roraima foi o único a registrar aumento na devastação nos últimos seis meses, conforme dados divulgados pelo instituto [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/02/amazonia4-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O ano de 2026 começou com queda de 38% no desmatamento da Amazônia em janeiro e os últimos seis meses com a menor área derrubada em sete anos. Entre os nove estados que compõem a Amazônia Legal, Roraima foi o único a registrar aumento na devastação nos últimos seis meses, conforme dados divulgados pelo instituto de pesquisa Imazon.</p>
<p>Apenas em janeiro, o desmatamento caiu de 133 km² em 2025 para 83 km² em 2026, redução que representa uma área equivalente a 5 mil campos de futebol. Com isso, nos últimos seis meses, entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, o desmatamento acumulado fechou em 1.195 km². Essa área é 41% menor do que no período anterior, entre agosto de 2024 e janeiro de 2025, quando foram desmatados 2.010 km².</p>
<p>Já em comparação com o período de agosto de 2020 a janeiro de 2021, quando foram derrubados 4.563 km² de floresta amazônica, a maior área desde 2007, o último semestre teve queda de 74% na devastação.</p>
<blockquote><p>“A queda do desmatamento indica avanço rumo à meta nacional de desmatamento zero até 2030. Como a perda de floresta amazônica é a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa no Brasil, sua redução é fundamental para mitigar o aquecimento global e os impactos das mudanças climáticas.”, explica Carlos Souza Jr., pesquisador que coordena o Programa de Monitoramento da Amazônia do Imazon.</p></blockquote>
<h3>Roraima foi o único estado com alta no desmatamento</h3>
<p>A derrubada da floresta amazônica teve queda em oito dos nove estados que compõem a Amazônia Legal nos últimos seis meses, com exceção de Roraima. Nesse estado, a área desmatada passou de 115 km² entre agosto de 2024 e janeiro de 2025 para 157 km² entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, uma alta de 36%. Com isso, Roraima registrou a quinta maior área devastada na Amazônia nos últimos seis meses.</p>
<p>No estado, a situação mais crítica é vivida pelo município de Caracaraí, que teve a maior área desmatada na Amazônia nos últimos seis meses. Foram 60 km², o que representa 38% do registrado em Roraima. Outros dois municípios roraimenses também estiveram nos rankings mensais dos 10 que mais devastam a Amazônia no semestre: Rorainópolis e Amajari.</p>
<p>Além disso, Roraima teve assentamentos e áreas protegidas entre os 10 mais desmatados da Amazônia. Em relação aos assentamentos, o destaque negativo foi para o PAD Anauá, o segundo que mais desmatou nos últimos seis meses. Foram 7 km² de derrubada, o equivalente a 700 campos de futebol. Já entre as terras indígenas, a maior destruição ocorreu na Waimiri Atroari, que registrou 1,26 km² desmatados no semestre, uma área semelhante a 126 campos de futebol.</p>
<blockquote><p>“Roraima apresenta um regime climático diferente do restante da Amazônia, com período seco no início do ano, o que favorece o avanço do desmatamento. Enquanto isso, estados que historicamente lideram o desmatamento permanecem no período chuvoso, reduzindo temporariamente essas atividades, o que faz com que Roraima frequentemente se destaque nos alertas nesse período do ano”, explica Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon.</p></blockquote>
<p><strong>Desmatamento da Amazônia por estado (km²):</strong></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Estado</strong></td>
<td><strong>Agosto de 2024 a Janeiro de 2025</strong></td>
<td><strong>Agosto de 2025 a Janeiro de 2025</strong></td>
<td><strong>Variação</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Pará</strong></td>
<td><strong>850</strong></td>
<td><strong>382</strong></td>
<td><strong>-55%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Amazonas</strong></td>
<td><strong>288</strong></td>
<td><strong>196</strong></td>
<td><strong>-32%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Acre</strong></td>
<td><strong>278</strong></td>
<td><strong>188</strong></td>
<td><strong>-32%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Mato Grosso</strong></td>
<td><strong>326</strong></td>
<td><strong>159</strong></td>
<td><strong>-51%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Roraima</strong></td>
<td><strong>115</strong></td>
<td><strong>157</strong></td>
<td><strong>+36%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Rondônia</strong></td>
<td><strong>84</strong></td>
<td><strong>62</strong></td>
<td><strong>-26%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Maranhão</strong></td>
<td><strong>56</strong></td>
<td><strong>45</strong></td>
<td><strong>-20%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Amapá</strong></td>
<td><strong>7</strong></td>
<td><strong>4</strong></td>
<td><strong>-43%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Tocantins</strong></td>
<td><strong>6</strong></td>
<td><strong>2</strong></td>
<td><strong>-67%</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3><strong>Pará, Amazonas e Acre lideram como maiores desmatadores</strong></h3>
<p>Apesar de terem registrado quedas expressivas no desmatamento, Pará, Amazonas e Acre foram os três estados com as maiores áreas derrubadas nos últimos seis meses. Juntos, eles foram responsáveis por 64% da devastação registrada na Amazônia no período.</p>
<p>No Pará, os municípios que mais desmataram entre agosto de 2025 e janeiro de 2026 foram São Félix do Xingu (34 km²), Portel (23 km²) e Óbidos (17 km²). Além disso, o estado teve o assentamento, a unidade de conservação e a terra indígena com as maiores áreas desmatadas na Amazônia: o PDS Serra Azul (9 km²), a APA Triunfo do Xingu (31 km²) e a TI Cachoeira Seca (3,2 km²).</p>
<blockquote><p>“No Pará, embora o desmatamento siga ocorrendo em territórios pressionados há anos pela derrubada da floresta, como a APA Triunfo do Xingu, há também um alerta importante nos últimos meses: o avanço da destruição no norte do estado, onde há o maior bloco de áreas protegidas do mundo”, ressalta Raíssa Ferreira, pesquisadora do Imazon.</p></blockquote>
<p>Já no caso do Amazonas, os municípios que mais desmataram nos últimos seis meses foram Canutama (21 km²), Lábrea (15 km²) e Apuí (15 km²). Em relação aos assentamentos, os mais destruídos foram o PA Rio Juma (5 km²)  e o PAE Antimary (4 km²). Além disso, o estado também teve a segunda terra indígena mais devastada na Amazônia no semestre, a Andirá-Marau (3 km²).</p>
<p>No Acre, o município mais crítico é Feijó, que teve a segunda maior área desmatada na Amazônia entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, de 35 km². Os outros dois municípios mais destruídos foram Tarauacá (32 km²) e a capital Rio Branco (25 km²). O estado também teve a segunda unidade de conservação mais devastada da Amazônia, a Resex Chico Mendes (12 km²). Também tiveram destaque entre as mais desmatadas a Resex Alto Juruá (4 km²) e a Floresta Estadual do Rio Gregório (4 km²).</p>
<blockquote><p>“Com 32% de redução no desmatamento, o Acre ocupou um lugar que costumava ser de Mato Grosso no top 3 dos estados que mais derrubaram a Amazônia. Isso ocorreu porque a queda na devastação foi ainda maior em Mato Grosso, de 51%”, explica Manoela Athaide.</p></blockquote>
<h3><strong>Degradação cai 93% nos últimos seis meses</strong></h3>
<p>Outra notícia positiva é a queda na degradação florestal, dano causado pelo fogo e pela extração madeireira. Em janeiro, a área degradada na Amazônia chegou a 28 km², 92% a menos do que no mesmo mês do ano anterior. Com isso, a degradação acumulada desde agosto de 2025 fechou em 2.262 km², uma queda de 93% em comparação com o período anterior, entre agosto de 2024 e janeiro de 2025. “Isso ocorreu porque tivemos um recorde histórico de degradação no final de 2024, devido ao aumento dos incêndios florestais, que são muito favorecidos pela seca”, relembra Manoela.</p>
<p><img decoding="async" src="https://imazon.t3.storage.dev/images/captura_de_tela_2026-02-27_092625_d859962b.png" alt="" /></p>
<p>Entre os estados, sete dos nove que compõem a Amazônia Legal apresentaram redução nas áreas degradadas, com exceção apenas do Acre e de Roraima. No Acre, a degradação passou de 72 km² entre agosto de 2024 e janeiro de 2025 para 108 km² entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, uma alta de 50%. Já em Roraima, as áreas degradadas passaram de 43 km² para 53 km², um aumento de 23%.</p>
<blockquote><p>“Em Roraima, o aumento ocorreu pela degradação detectada em outubro de 2025 e no Acre está associado principalmente aos registros observados entre agosto e setembro de 2025.”, explica Larissa.</p></blockquote>
<p>Já os estados campeões de degradação nos últimos seis meses foram Mato Grosso (1.244 km²), Pará (677 km²) e Acre (108 km²).</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Estado</strong></td>
<td><strong>Agosto de 2024 a Janeiro de 2025</strong></td>
<td><strong>Agosto de 2025 a Janeiro de 2025</strong></td>
<td><strong>Variação</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Mato Grosso</strong></td>
<td><strong>9.235</strong></td>
<td><strong>1.244</strong></td>
<td><strong>-87%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Pará</strong></td>
<td><strong>17.256</strong></td>
<td><strong>677</strong></td>
<td><strong>-96%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Acre</strong></td>
<td><strong>72</strong></td>
<td><strong>108</strong></td>
<td><strong>+50%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Rondônia</strong></td>
<td><strong>2.718</strong></td>
<td><strong>73</strong></td>
<td><strong>-97%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Amazonas</strong></td>
<td><strong>2.967</strong></td>
<td><strong>53</strong></td>
<td><strong>-98%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Roraima</strong></td>
<td><strong>43</strong></td>
<td><strong>53</strong></td>
<td><strong>+23%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Tocantins</strong></td>
<td><strong>321</strong></td>
<td><strong>24</strong></td>
<td><strong>-93%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Maranhão</strong></td>
<td><strong>949</strong></td>
<td><strong>23</strong></td>
<td><strong>-98%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Amapá</strong></td>
<td><strong>35</strong></td>
<td><strong>7</strong></td>
<td><strong>-80</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Fonte: Imazon</i></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Desmatamento ameaça santuário das árvores gigantes da Amazônia</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/desmatamento-ameaca-santuario-das-arvores-gigantes-da-amazonia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 14:51:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[áreas protegidas]]></category>
		<category><![CDATA[árvores gigantes]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Floresta Estadual do Paru]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/arvore_gigante1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Floresta Estadual do Paru, no Pará, foi a segunda unidade de conservação estadual mais ameaçada pela devastação na Amazônia no último trimestre de 2025. Os dados são do relatório Ameaça e Pressão em Áreas Protegidas, publicado trimestralmente pelo Imazon. A área também esteve presente no ranking de outubro a dezembro de 2024, ocupando a [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/09/arvore_gigante1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Floresta Estadual do Paru, no Pará, foi a segunda unidade de conservação estadual mais ameaçada pela devastação na Amazônia no último trimestre de 2025. Os dados são do relatório Ameaça e Pressão em Áreas Protegidas, publicado trimestralmente pelo Imazon. A área também esteve presente no ranking de outubro a dezembro de 2024, ocupando a primeira posição entre as UCs estaduais mais ameaçadas.</p>
<p>A região integra o maior bloco contínuo de unidades de conservação e terras indígenas do mundo, abrigando a maior árvore da América Latina: um angelim-vermelho de 88,5 metros de altura. Além disso, abriga outros exemplares de árvores gigantes, o que a torna um santuário para a biodiversidade.</p>
<p>Segundo a diretora do Programa de Áreas Protegidas do Imazon, Jakeline Pereira, o local desempenha papel estratégico na proteção da Amazônia.</p>
<blockquote><p>“Além de abrigar espécies únicas da fauna e da flora, é fundamental para o equilíbrio climático e para o fornecimento de produtos florestais madeireiros à indústria, bem como de produtos não madeireiros, como a castanha, que sustentam populações locais. Sua preservação é essencial em escala global”, afirma.</p></blockquote>
<p>Confira as Unidades de Conservação Estaduais com mais ameaça entre outubro e dezembro de 2025:</p>
<ol>
<li>APA do Lago de Tucuruí (PA)</li>
<li>FES do Paru (PA)</li>
<li>FES Afluente do Complexo do Seringal Jurupari (AC)</li>
<li>APA Baixada Maranhense (MA)</li>
<li>FES do Rio Gregório (AC)</li>
<li>APA de Nhamundá (AM)</li>
<li>APA Guajuma (AM)</li>
<li>FES do Antimary (AC)</li>
<li>APA Caverna do Maroaga (Presidente Figueiredo) (AM)</li>
<li>RDS Vitória de Souzel (PA)</li>
</ol>
<p>Diferentemente do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), que contabiliza o total desmatado nos territórios amazônicos, o relatório utiliza uma metodologia específica. A Amazônia Legal é dividida em quadrados de 10 por 10 km, chamados de células, e os pesquisadores identificaram quantas dessas células registraram ocorrência de desmatamento.</p>
<p>A partir desse mapeamento, é possível apontar quais estão mais pressionadas, aquelas que concentram o maior número de células de desmatamento dentro de seus limites, e quais estão mais ameaçadas, caracterizadas pela maior concentração de desmatamento em seu entorno, em um raio de até 10 km. Essa abordagem permite antecipar o avanço da devastação sobre áreas protegidas.</p>
<blockquote><p>“Indicar esse cenário com antecedência na Floresta do Paru é essencial para conter o avanço de problemas ambientais. Quando não enfrentada, a ameaça tende a se transformar em invasões dentro da unidade. Agir preventivamente é decisivo para impedir que essa pressão ambiental se consolide”, afirma a pesquisadora do Imazon Bianca Santos.</p></blockquote>
<h3>Reserva Chico Mendes: a área protegida mais afetada</h3>
<p>Entre as áreas protegidas mais pressionadas, que incluem as terras indígenas e unidades de conservação estaduais e federais, a Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, no Acre, foi a AP mais atingida pela derrubada entre outubro e dezembro de 2025.</p>
<p>Na comparação com o mesmo período de 2024, houve uma redução de aproximadamente 40% no número de células registradas. Apesar da queda, a unidade manteve a liderança no ranking. Além disso, a reserva já vinha aparecendo desde o relatório dos meses de abril a junho de 2025.</p>
<blockquote><p>“Quando uma unidade apresenta pressão, significa que o desmatamento já está acontecendo dentro do território, o que representa um impacto direto nas comunidades tradicionais que vivem da natureza e dependem dela para sua subsistência”, afirma o pesquisador do Imazon Carlos Souza Jr.</p></blockquote>
<p>Confira as áreas protegidas com mais pressão entre outubro e dezembro de 2025:</p>
<ol>
<li>Resex Chico Mendes Unidade de Conservação Federal (AC)</li>
<li>APA Triunfo do Xingu Unidade de Conservação Estadual (PA)</li>
<li>Resex Tapajós-Arapiuns Unidade de Conservação Federal (PA)</li>
<li>TI Cachoeira Seca do Iriri Terra Indígena (PA)</li>
<li>TI Waimiri Atroari Terra Indígena (AM/RR)</li>
<li>APA Arquipélago do Marajó Unidade de Conservação Estadual (PA)</li>
<li>APA Baixada Maranhense Unidade de Conservação Estadual (MA)</li>
<li>APA do Lago de Tucuruí Unidade de Conservação Estadual (PA)</li>
<li>TI Alto Rio Negro Terra Indígena (AM)</li>
<li>Resex Verde para Sempre Unidade de Conservação Federal (PA)</li>
</ol>
<h3>Concentração dos alertas no Pará</h3>
<p>O levantamento evidencia a concentração dos alertas no Pará, que teve seis áreas protegidas sob pressão. O mesmo padrão se repete na análise das mais ameaçadas, com sete APs paraenses. Nesse cenário, se destaca a Floresta Nacional de Saracá-Taquera, que apareceu no topo da análise.</p>
<p>Confira as áreas protegidas com mais ameaça entre outubro e dezembro de 2025:</p>
<ol>
<li>Flona de Saracá-Taquera Unidade de Conservação Federal (PA)</li>
<li>Resex Chico Mendes Unidade de Conservação Federal (AC)</li>
<li>Resex Tapajós-Arapiuns Unidade de Conservação Federal (PA)</li>
<li>I Trincheira/Bacajá Terra Indígena (PA)</li>
<li>Flona do Tapajós Unidade de Conservação Federal (PA)</li>
<li>TI Arara Terra Indígena (PA)</li>
<li>Parna da Amazônia Unidade de Conservação Federal (PA)</li>
<li>Resex do Cazumbá-Iracema Unidade de Conservação Federal (AC)</li>
<li>TI WaiWái Terra Indígena (RR)</li>
<li>APA do Lago de Tucuruí Unidade de Conservação Estadual (PA)</li>
</ol>
<h3>Terras Indígenas seguem sob ameaça</h3>
<p>A terra indígena Trincheira/Bacajá e a Arara foram as mais ameaçadas na Amazônia entre outubro e dezembro de 2025. O levantamento ainda mostra que sete das dez TIs com maior nível de ameaça já haviam aparecido no ranking do mesmo período de 2024, indicando a persistência do avanço da derrubada.</p>
<p>Na análise das terras indígenas mais pressionadas pelo desmatamento, a liderança ficou com a TI Cachoeira Seca do Iriri, no Pará, e a TI Waimiri Atroari, localizada entre os estados do Amazonas e de Roraima. Todas as dez terras indígenas com ocorrências também haviam sido identificadas no último trimestre de 2024.</p>
<p>“Quando esses territórios aparecem de forma recorrente nos levantamentos, fica evidente que a destruição não é pontual, mas sim o resultado de um processo contínuo. Esse cenário exige ações imediatas e contínuas de fiscalização para impedir a consolidação dessas invasões, além de medidas efetivas de proteção que garantam os direitos dos povos originários”, aponta Bianca.</p>
<p>Confira as Terras Indígenas com mais ameaça entre outubro e dezembro de 2025:</p>
<ol>
<li>TI Trincheira/Bacajá (PA)</li>
<li>TI Arara (PA)</li>
<li>TI WaiWái (RR)</li>
<li>TI Alto Rio Guamá (PA)</li>
<li>TI Trombetas/Mapuera (AM/PA/RR)</li>
<li>TI Cachoeira Seca do Iriri (PA)</li>
<li>TI Waimiri Atroari (AM/RR)</li>
<li>TI Arara da Volta Grande do Xingu (PA)</li>
<li>TI Malacacheta (RR)</li>
<li>TI Parakanã (PA)</li>
</ol>
<p>Confira as Terras Indígenas com mais Pressão entre outubro e dezembro de 2025:</p>
<ol>
<li>TI Cachoeira Seca do Iriri (PA)</li>
<li>TI Waimiri Atroari (AM/RR)</li>
<li>TI Alto Rio Negro (AM)</li>
<li>TI Yanomami (AM/RR)</li>
<li>TI Nhamundá-Mapuera (AM/PA)</li>
<li>TI Trombetas/Mapuera (AM/PA/RR)</li>
<li>TI Trincheira/Bacajá (PA)</li>
<li>TI Andirá-Marau (AM/PA)</li>
<li>TI Cué-Cué/Marabitanas (AM)</li>
<li>TI WaiWái (RR)</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Ferramenta aponta Pará como o estado sob maior risco de desmatamento na Amazônia em 2026</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/ferramenta-aponta-para-como-o-estado-sob-maior-risco-de-desmatamento-na-amazonia-em-2026/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2026 15:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Plataforma PrevisIA]]></category>
		<category><![CDATA[PRINCIPAL]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.paraterraboa.com/?p=40604</guid>

					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/mapa_risco_desmate-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará aparece como o território mais crítico no novo mapeamento da plataforma PrevisIA, concentrando 36% do risco de desmatamento projetado para toda a Amazônia em 2026. Além de liderar o ranking estadual de vulnerabilidade — que estima uma ameaça sobre 5.501 km² de floresta no bioma —, o estado também detém os índices mais [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/01/mapa_risco_desmate-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará aparece como o território mais crítico no novo mapeamento da plataforma PrevisIA, concentrando 36% do risco de desmatamento projetado para toda a Amazônia em 2026. Além de liderar o ranking estadual de vulnerabilidade — que estima uma ameaça sobre 5.501 km² de floresta no bioma —, o estado também detém os índices mais alarmantes nas categorias de municípios, terras indígenas e unidades de conservação sob pressão.</p>
<p>A ferramenta desenvolvida pelo Imazon em parceria com a Microsoft e o Fundo Vale alcançou, nos últimos cinco anos, uma assertividade média de 68% em um raio de até 4 km das áreas monitoradas. Utilizando inteligência artificial, a tecnologia é considerado peça-chave para sustentar a queda na destruição da floresta e garantir que o Brasil cumpra o compromisso de desmatamento zero até 2030, direcionando fiscalização e recursos para onde a pressão sobre a vegetação nativa é mais crítica.</p>
<blockquote><p>&#8220;A assertividade da PrevisIA reduziu em 2025 com a queda do desmatamento, o que foi muito positivo para o Brasil, país anfitrião da COP30. Além disso, se tivermos acesso aos dados sobre as áreas onde ocorreram as operações de combate ao desmatamento em 2025, poderemos estimar o quanto de floresta foi efetivamente poupada, fornecendo evidências irrefutáveis de que as intervenções conseguiram evitar a destruição”, afirma Carlos Souza Jr., coordenador do programa de Monitoramento da Amazônia do Imazon, instituto de pesquisa que criou a ferramenta.</p></blockquote>
<p>Além de indicar as áreas, a ferramenta ainda as classifica conforme cinco categorias de risco: muito alto, alto, moderado, baixo e muito baixo.</p>
<blockquote><p>“O objetivo dessa classificação é fornecer informações detalhadas do risco de desmatamento para governos, setor privado e sociedade em geral, para apoiar ações preventivas. No final do ano, queremos que a PrevisIA erre a previsão. Ou seja: que essas florestas e seus serviços ambientais sejam protegidos e as emissões de carbono sejam evitadas”, completa Souza Jr.</p></blockquote>
<p>Para 2026, a PrevisIA indicou que 1.686 km² de floresta estão sob risco muito alto ou alto de desmatamento, o que representa 31% do total. Outros 1.056 km² (20%) estão sob ameaça moderada e 2.759 km² sob risco baixo ou muito baixo (50%).</p>
<blockquote><p>“Evitar a derrubada nessas áreas pode inclusive viabilizar mecanismos de finanças florestais para pagamentos por desmatamento evitado na Amazônia”, indica o pesquisador.</p></blockquote>
<p>A estimativa da ferramenta segue o chamado “calendário do desmatamento”, que vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte, assim como os dados oficiais do governo federal. Conforme o Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram devastados 5.112 km² entre agosto de 2024 e julho de 2025, o que representa uma queda de 18% em relação ao período anterior.</p>
<blockquote><p>“Além de analisar o risco de desmatamento com a PrevisIA, acompanhamos também como as estradas estão avançando na Amazônia, já que costumam abrir caminho para novas derrubadas. Inclusive, já conseguimos estimar onde há risco de novas estradas surgirem, o que ajuda a antecipar áreas de risco do desmatamento. Esse modelo de risco de expansão de estradas foi publicado recentemente na revista científica PNAS, e todos esses dados já estão disponíveis ao público no site <a href="https://previsia.org.br/" target="_blank" rel="noopener">previsia.org.br</a>“, afirma Stefany Pinheiro, cientista de dados da plataforma.</p></blockquote>
<p>Desde 2020, a análise espacial mostra que o desmatamento ocorre majoritariamente próximo às vias de acesso, com cerca de 95% da derrubada concentrada a até 5,5 km de distância de uma estrada. “Isso evidencia a forte associação entre abertura de estradas e o avanço do desmatamento na Amazônia, reforçando a importância de monitorar essa dinâmica para antecipar as áreas sob maior pressão”, completa Pinheiro.</p>
<h3>Amazonas e Mato Grosso completam o pódio</h3>
<p>Além do Pará, com seus 36%, a PrevisIA indica que Amazonas (18%) e Mato Grosso (18%) lideram o ranking de riscos de desmate. Apenas os três concentram 72% de todo o território ameaçado na Amazônia, somando 4.049 km² sob risco.</p>
<p><span style="font-size: 14px; color: #333333;">A importância do monitoramento nos estados  reflete-se em parcerias estratégicas, como explica a pesquisadora Alexandra Alves.</span></p>
<blockquote><p>“A análise estadual é importantíssima para que os órgãos competentes possam atuar em defesa da Amazônia. No Pará, por exemplo, o Imazon possui parceria com o Ministério Público Estadual (MPPA) e com a Defensoria Pública do Estado (DPE-PA) para usar a PrevisIA em ações de prevenção ao desmatamento em solo paraense”.</p></blockquote>
<h3>Metade dos municípios ameaçados estão no Pará</h3>
<p>A ferramenta também possibilita análises municipais, favorecendo a adoção de políticas públicas pelas secretarias de meio ambiente e demais órgãos ligados às prefeituras na proteção da floresta”, de acordo com a pesquisadora.</p>
<p>Para 2026, apenas os 10 municípios com maior área sob risco de desmatamento concentram 20% de toda a área ameaçada na Amazônia. Metade deles está no Pará, dois no Amazonas, dois em Mato Grosso e um em Rondônia.</p>
<p>Os líderes do ranking são os paraenses São Félix do Xingu e Altamira, municípios historicamente ligados à expansão do desmatamento na Amazônia.</p>
<p>Além deles, as cidades amazonenses de Apuí, que ficou em quarto lugar, e de Lábrea, em sexto, chamam a atenção por se localizarem na Amacro, região de expansão agrícola na divisa do Amazonas com o Acre e Rondônia.</p>
<p><img decoding="async" src="https://imazon.t3.storage.dev/images/ce91a37b-40b6-459d-86cc-ed0b8add66d5-10%20munic%C3%ADpios%20com%20maior%20risco%20de%20desmatamento%20para%202026.jpg" alt="" /></p>
<h3><strong>Dez terras indígenas concentram 44% do risco </strong></h3>
<p>Para 2026, a PrevisIA estimou 357 km² sob ameaça de devastação em territórios indígenas, sendo 44% apenas nas 10 mais ameaçadas. A liderança do ranking ficou com a Terra Indígena Kayapó, no Pará, com 31 km² sob risco. Em 2024, o território possuía a maior área de garimpo ilegal na Amazônia, segundo o MapBiomas. Por isso, em julho de 2025, o governo federal iniciou uma operação de desintrusão no território.</p>
<blockquote><p>“Ações como essa podem impedir o avanço do desmatamento ilegal no território e são necessárias para as outras terras indígenas que estão entre as mais ameaçadas da Amazônia”, afirma Souza Jr.</p></blockquote>
<p>Além do Kayapó, outros cinco territórios indígenas paraenses possuem as maiores áreas sob risco de derrubada: Parque do Xingu (que também possui parte da área no Mato Grosso), Apyterewa, Alto Rio Guamá, Cachoeira Seca e Munduruku. Isso faz o Estado ser o mais crítico para a proteção dos povos originários e suas florestas na Amazônia, segundo a PrevisIA. Amazonas, Mato Grosso, Roraima e Maranhão também possuem terras indígenas entre as 10 mais ameaçadas.</p>
<p><img decoding="async" src="https://imazon.t3.storage.dev/images/a5d50b5b-1ff2-43c3-9100-f3dc313f6c72-10%20TIs%20com%20maior%20risco%20de%20desmatamento%20para%202026.jpg" alt="" /></p>
<h3><strong>Unidades de Conservação Estaduais são as mais críticas</strong></h3>
<p>A PrevisIA também indicou 598 km² de desmatamento em unidades de conservação, sendo 339 km² (57%) em áreas estaduais, 246 km² em federais (41%) e 12 km² em municipais (2%). “Esse dado reforça a necessidade dos estados atuarem fortemente na proteção desses territórios, com foco nos mais ameaçados”, comenta Pinheiro.</p>
<p>Apenas as 10 unidades de conservação sob maior ameaça na Amazônia concentram quase metade de todo o risco de desmatamento dentro desses territórios, segundo a PrevisIA. A liderança do ranking ficou com a APA Triunfo do Xingu, no Pará, e com a Resex Chico Mendes, no Acre, ambas que figuram há anos entre as mais desmatadas na Amazônia.</p>
<h3><img decoding="async" src="https://imazon.t3.storage.dev/images/a3e1d779-b315-4426-96e4-115d7728dec4-Gr%C3%A1ficos.jpg" alt="" /></h3>
<p>&nbsp;</p>
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