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	<title>Ilhas de Belém &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>Ilhas de Belém &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>‘Caratateua Viva!’ lança roteiro com 12 experiências imersivas na ilha de Outeiro, em Belém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tereza Coelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Nov 2025 16:53:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/CARATATEUA-CERAMICA-Mestra-Sineia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O mais novo roteiro de Turismo de Base Comunitária (TBC) da Grande Belém convida seus visitantes a conhecer os costumes e a cultura da ilha de Outeiro, a poucos minutos do centro da capital paraense. A proposta reúne 12 experiências imersivas que convidam o visitante a viver a ilha território por dentro: do café da [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/CARATATEUA-CERAMICA-Mestra-Sineia-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O mais novo roteiro de Turismo de Base Comunitária (TBC) da Grande Belém convida seus visitantes a conhecer os costumes e a cultura da ilha de Outeiro, a poucos minutos do centro da capital paraense.</p>
<p>A proposta reúne 12 experiências imersivas que convidam o visitante a viver a ilha território por dentro: do café da manhã ribeirinho ao som de carimbó pau e corda, ao passeio de canoa pelos igarapés, passando pela colheita do açaí, oficinas de cerâmica, sabores de quintal e histórias contadas por mestres e mestras locais.</p>
<p>Durante um dia inteiro de vivência, o roteiro &#8216;Caratateua Viva!&#8217; apresenta a integração da Amazônia urbana e ribeirinha, onde arte, natureza e ancestralidade se mesclam na mesma paisagem.</p>
<figure id="attachment_38512" aria-describedby="caption-attachment-38512" style="width: 814px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-38512 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/CARATATEUA-PASSEIO-PELO-RIO-SITIO-DE-MARE-1024x576.jpg" alt="" width="814" height="458" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/CARATATEUA-PASSEIO-PELO-RIO-SITIO-DE-MARE-1024x576.jpg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/CARATATEUA-PASSEIO-PELO-RIO-SITIO-DE-MARE-300x169.jpg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/CARATATEUA-PASSEIO-PELO-RIO-SITIO-DE-MARE-768x432.jpg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/CARATATEUA-PASSEIO-PELO-RIO-SITIO-DE-MARE-1536x864.jpg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/CARATATEUA-PASSEIO-PELO-RIO-SITIO-DE-MARE-150x84.jpg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/CARATATEUA-PASSEIO-PELO-RIO-SITIO-DE-MARE-450x253.jpg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/CARATATEUA-PASSEIO-PELO-RIO-SITIO-DE-MARE-1200x675.jpg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/CARATATEUA-PASSEIO-PELO-RIO-SITIO-DE-MARE.jpg 1920w" sizes="(max-width: 814px) 100vw, 814px" /><figcaption id="caption-attachment-38512" class="wp-caption-text">Passeio pelo rio a partir do Sítio de Maré, que compõe o roteiro turístico. Reprodução/Raoni Figueiredo</figcaption></figure>
<p>O projeto é uma realização do Sebrae Nacional, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semcult), no âmbito do programa Turismo Futuro do Brasil (TFB). A iniciativa será apresentada ao público durante a COP30, celebrando Outeiro como um território de cultura, natureza e memória.</p>
<h3><strong>Turismo que nasce das mãos da comunidade</strong></h3>
<p>Os próprios moradores são responsáveis por planejar, receber e conduzir as experiências, transformando locais comuns &#8211; como casas, terreiros e ateliês &#8211; em ambientes que geram encontro, aprendizado e troca.</p>
<p>A professora Inaiá Paes, integrante do Grupo Colibri, compõe o roteiro por meio dos Pássaros Juninos, reunindo figurinos, feira de artesanato e apresentações dos grupos Colibri, Tem-Tem, Pipira da Água Boa e Monturo do Urubu do Fidélis. Ela cita a oportunidade coletiva para a comunidade integrar a programação.</p>
<blockquote><p>“No pássaro, precisamos de, no mínimo, 35 brincantes. Por isso abrimos inscrições para a comunidade. É uma festa que envolve toda a família: crianças, jovens, adultos e idosos”, destaca.</p></blockquote>
<p>Para ela, o roteiro materializa a exposição e celebração da cultura das ilhas que, embora estejam perto do centro de Belém, por vezes acabam esquecidas por parte das rotas turísticas tradicionais.</p>
<blockquote><p>“As ilhas acabam vistas como um roteiro escondido, restrito, quase mítico. O que estamos fazendo com o lançamento do roteiro é mostrar o melhor que fazemos e deixando a dica de que incentivar o turismo comunitário é investir na qualidade de vida da população local e em negócios locais que já nascem sustentáveis”, reforça.</p></blockquote>
<h3><strong>Conheça os 12 destinos do roteiro</strong></h3>
<p>Ao todo, são 12 espaços de cultura viva, fé e criação, onde cada ponto representa um modo de existir e resistir na Amazônia paraense.</p>
<ol>
<li>Grupo Parafolclórico Tucuxi e Regional Jurupari<br />
Oficinas e apresentações de carimbó, xote e lundu que formam jovens artistas e mantêm viva a tradição folclórica da ilha.</li>
<li>Casa de Mariana, Mãe Sandra<br />
Terreiro de fé e acolhimento, onde a espiritualidade afro-brasileira se entrelaça à vida comunitária em rituais e ações sociais.</li>
<li>Cerâmica São João, Mestre João<br />
Ateliê tradicional onde o barro vira arte e memória, em vivências que revelam a ancestralidade oleira de Caratateua.</li>
<li>Atelier Cerâmico, Mestra Sinéia<br />
Espaço criativo que preserva a cerâmica amazônica com as argilas coloridas da ilha e o legado das mestras de Icoaraci.</li>
<li>Chalé Sítio de Maré, Rose e Elivaldo<br />
Vivência agroecológica e gastronômica entre mangues e sabores, celebrando a hospitalidade ribeirinha.</li>
<li>Terreiro Inzo Mukongo, Tatetu Kalité<br />
Casa de tradição bantu-angola que cultiva ancestralidade e promove formação cultural e espiritual aberta à comunidade.</li>
<li>Biblioteca Tralhoto e Boi Misterioso, Mestre Apollo<br />
Espaço que une leitura, boi-bumbá e cultura popular, com oficinas e apresentações que fortalecem o imaginário coletivo.</li>
<li>Casa Preta, Don Perna<br />
Quilombo urbano de arte negra e tecnologias livres, que promove criação, reflexão e pertencimento sobre a afrodiáspora.</li>
<li>Monturo do Urubu, Cordão do Urubu<br />
Quintal comunitário que vira palco de resistência cultural e social em festas e ensaios juninos.</li>
<li>Cordão de Pássaro Tem-Tem, Profª Inaiá Paes<br />
Grupo junino tradicional que encena lendas amazônicas com teatro, música e figurinos vibrantes.</li>
<li>Associação Cultural Colibri, Mestra Laurene<br />
Um dos cordões mais antigos da região, símbolo de beleza e continuidade da arte popular.</li>
<li>Cerâmica Reis, Luiz Gonzaga<br />
Ateliê familiar que transforma barro em peças utilitárias e esculturas, preservando técnicas ancestrais da cerâmica amazônica.</li>
</ol>
<h3><strong>Como visitar</strong></h3>
<p>O passeio, com duração de 7 horas, inclui transporte interno e café da manhã para grupos de até 15 pessoas. O agendamento deve ser feito com os diretamente os organizadores do Caratateua Viva! pelos canais oficiais do projeto (<a href="https://www.instagram.com/caratateuaviva/" target="_blank" rel="noopener">@caratateuaviva</a>). As vagas são limitadas e o roteiro é operado conforme as condições de maré.</p>
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		<title>Engenheiro químico do Pará utiliza caroço do açaí no tratamento de água e muda a vida de ribeirinhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Jul 2023 15:26:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[Baixo Tocantins]]></category>
		<category><![CDATA[caroço de açaí]]></category>
		<category><![CDATA[Ilhas de Belém]]></category>
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		<category><![CDATA[Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Meta]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/ribeirinhos2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O acesso à água potável é um desafio para mais de 30 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis), de 2020. Essa era a realidade de 10 mil famílias de ribeirinhos, que começou a mudar graças a invenção de um engenheiro químico que utiliza o caroço do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/ribeirinhos2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O acesso à água potável é um desafio para mais de 30 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis), de 2020. Essa era a realidade de 10 mil famílias de ribeirinhos, que começou a mudar graças a invenção de um engenheiro químico que utiliza o<a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/caroco-de-acai-uma-riqueza-da-biodiversidade-amazonica-com-uso-em-varios-setores-da-economia/" target="_blank" rel="noopener"> caroço do açaí</a> no processo de limpeza e tratamento de água.</p>
<p>A boa notícia é que a iniciativa de Márcio de Freitas Velasco resolve outro problema, além do abastecimento de água tratada para a população carente: ela acaba com o impacto ambiental do descarte inadequado do caroço da fruta, umas <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/pode-tomar-acai-a-noite-conheca-os-mitos-e-verdades-do-consumo-da-fruta/" target="_blank" rel="noopener">mais consumidas pelos paraenses e tem movimento</a> e tem movimentado a <a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/plano-de-bioeconomia-do-para-e-apresentado-em-eventos-que-querem-unir-lucro-e-sustentabilidade/" target="_blank" rel="noopener">bioeconomia</a> do nosso Estado devido<a href="https://www.paraterraboa.com/economia/setor-de-acai-amplia-oferta-de-produtos-com-tecnologia-e-pesquisa-no-para/" target="_blank" rel="noopener"> a sua enorme potencialidade.</a></p>
<p>Idealizador do projeto Micro Estações de Tratamento de Água (Meta), Velasco  atua na elaboração e análise de projetos de engenharia na área de tratamento de água da Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Belém.</p>
<p>Desde 2008, ele acompanha a rotina da população ribeirinha, moradores dos territórios do Marajó, Baixo Tocantins e Ilhas de Belém. Segundo ele, durante as atividades em campo, algo o incomodava: “Como ribeirinhos conseguiriam manusear produtos  químicos usados em tratamento de água de maneira segura?”, se perguntava.</p>
<p>A partir dessa dúvida, Márcio resolveu estudar uma forma de desenvolver um produto natural. Depois de 18 meses de pesquisas, ele chegou a um floculante vegetal catiônico &#8211; essa substância de nome esquisito, mas que é responsável por aglomerar partículas em suspensão para facilitar sua retirada &#8211; que utiliza taninos extraídos dos caroços de açaí.</p>
<figure id="attachment_21831" aria-describedby="caption-attachment-21831" style="width: 221px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-21831" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/WhatsApp-Image-2023-07-13-at-19.39.09-2.jpeg" alt="" width="221" height="296" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/WhatsApp-Image-2023-07-13-at-19.39.09-2.jpeg 175w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/WhatsApp-Image-2023-07-13-at-19.39.09-2-150x201.jpeg 150w" sizes="(max-width: 221px) 100vw, 221px" /><figcaption id="caption-attachment-21831" class="wp-caption-text">Primeiro modelo do Meta. Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
<p>Aplicado na  fase inicial do tratamento de água superficial, ele remove todo material em suspensão da água bruta, deixando-a pronta para filtração e desinfecção. Um  produto biodegradável e extremamente eficiente, além de dar um fim sustentável a um resíduo sólido muitas vezes descartado de maneira imprópria.</p>
<p>Os experimentos foram realizados no mestrado do engenheiro através da parceria entre o Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Universidade Federal do Pará (UFPA) e o Laboratório de Bio-soluções e Bioplásticos da Amazônia (LABA).</p>
<p>Márcio explica que de 2009 a 2016, atuando pelo INCRA deu suporte a mais de 10 mil famílias ribeirinhas espalhadas nos municípios de Breves, Cametá, Curralinho, São Sebastião da  Boa Vista, Mocajuba, Melgaço, Gurupá, Barcarena e Bujaru.</p>
<blockquote><p>&#8220;Por meio de novos  convênios firmados em 2021 e 2022, já iniciamos o atendimento de mais 1.400  famílias nos municípios de Bagre, Portel, Breves, Ponta de Pedras e Limoeiro do  Ajuru”, relata o pesquisador.</p></blockquote>
<p>As Micro Estações de Tratamento de Água (Meta), diz Velasco, fazem parte das ações  governamentais sob a responsabilidade do Incra, na modalidade de  Implantação de Infraestrutura Básica em Projetos de Assentamento. &#8220;Dessa  forma, todo ribeirinho cadastrado como cliente da Reforma Agrária tem direito a  acessar essa tecnologia”, orienta Márcio.</p>
<figure id="attachment_21832" aria-describedby="caption-attachment-21832" style="width: 168px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-21832" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/07/WhatsApp-Image-2023-07-13-at-19.39.09-145x300.jpeg" alt="" width="168" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-21832" class="wp-caption-text">Modelo atual do Meta. Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
<p>Para expandir o projeto, Márcio,  por meio do Incra, busca parcerias público-privadas.</p>
<blockquote><p>“O floculante vegetal catiônico à base de caroços de açaí permanece sendo testado em Metas já instaladas no Marajó e Baixo Tocantins. Buscamos  parcerias com o setor privado, com objetivo de desenvolver o produto em escala comercial, garantindo acesso a uma tecnologia eficiente e de baixo custo de  produção”.</p></blockquote>
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