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	<title>Ilha das Cinzas &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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	<title>Ilha das Cinzas &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Comunidade do Marajó ganha agroindústria para beneficiar óleos e sementes da Amazônia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 May 2025 19:45:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[agroindústria]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/ilhas-das-cinzas-agroindustria-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Na foz do rio Amazonas, a Ilha das Cinzas é um território preservado diretamente pelo trabalho de 280 famílias extrativistas que coletam e vendem sementes de espécies típicas da região com propriedades cosméticas e medicinais. Essa iniciativa agora será impulsionada pela inauguração de uma agroindústria, trazendo ganhos para a geração de renda e a sustentabilidade [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/ilhas-das-cinzas-agroindustria-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Na foz do rio Amazonas, a Ilha das Cinzas é um território preservado diretamente pelo trabalho de 280 famílias extrativistas que coletam e vendem sementes de espécies típicas da região com propriedades cosméticas e medicinais. Essa iniciativa agora será impulsionada pela inauguração de uma agroindústria, trazendo ganhos para a geração de renda e a sustentabilidade na comunidade.</p>
<p>Uma parceria entre a Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas da Ilha das Cinzas (ATAIC), a Natura e a WEG possibilitou a construção do espaço, que conta com energia solar e é operado com sistema de armazenamento de energia em baterias. Dessa forma, deve ocorrer uma redução do consumo de diesel na região.</p>
<p>Além disso, a nova estrutura permite aumentar a produtividade de forma sustentável, agregando valor com a comercialização de óleos e manteigas vegetais em vez de somente sementes e amêndoas. De acordo com as estimativas, a renda da população pode aumentar 60% com o beneficiamento dos produtos.</p>
<blockquote><p>“O complexo funciona como um laboratório de tecnologias sociais. Além disso, contribui diretamente para o empoderamento das mulheres da comunidade, ampliando sua participação nas atividades produtivas e na geração de renda local”, explica o presidente da ATAIC, Francisco Malheiros.</p></blockquote>
<figure id="attachment_34647" aria-describedby="caption-attachment-34647" style="width: 1024px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-34647 size-large" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/ilha-das-cinzas-marajo-1024x576.jpeg" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/ilha-das-cinzas-marajo-1024x576.jpeg 1024w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/ilha-das-cinzas-marajo-300x169.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/ilha-das-cinzas-marajo-768x432.jpeg 768w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/ilha-das-cinzas-marajo-1536x864.jpeg 1536w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/ilha-das-cinzas-marajo-150x84.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/ilha-das-cinzas-marajo-450x253.jpeg 450w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/ilha-das-cinzas-marajo-1200x675.jpeg 1200w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/ilha-das-cinzas-marajo.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption id="caption-attachment-34647" class="wp-caption-text">Floresta nativa é preservada na Ilha das Cinzas com contribuição de extrativistas. Foto: Anderson Ferreira / Natura / WEG</figcaption></figure>
<p>Com mais de 30 anos de trajetória, a associação atua com a coleta e o beneficiamento de sementes da Amazônia tendo como principal cliente a indústria de cosméticos interessada pelas propriedades hidratantes, anticelulíticas e antiinflamatórias de espécies como patauá, andiroba, muru-muru e ucuuba. Neste trabalho, são 280 famílias coletoras, sendo que 120 delas são lideradas por mulheres.</p>
<p>Outra frente de trabalho é com o desenvolvimento de sistemas agroflorestais baseados em árvores frutíferas e a venda para programas governamentais de segurança alimentar. A iniciativa vem contribuindo para o desenvolvimento social e ambiental da ilha, formalizando cadeias de valor que vão do camarão ao açaí.</p>
<blockquote><p>&#8220;Com essa iniciativa, a ATAIC reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, o fortalecimento das comunidades tradicionais e a manutenção da floresta em pé”, ressalta Francisco Malheiros.</p></blockquote>
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		<title>Projeto de energia solar garante melhoria da qualidade de vida para comunidade do Marajó</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabricio Queiroz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Aug 2024 19:29:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
		<category><![CDATA[acesso à energia elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade ribeirinha]]></category>
		<category><![CDATA[energia solar]]></category>
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		<category><![CDATA[Ilha das Cinzas]]></category>
		<category><![CDATA[Marajó]]></category>
		<category><![CDATA[placas solares]]></category>
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		<category><![CDATA[sistema fotovoltaico]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/placas-solares-ilha-das-cinzas-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Ampliar o acesso à energia elétrica ainda é um desafio na Amazônia. Enquanto as concessionárias enfrentam dificuldades logísticas e operacionais para chegar aos pontos mais distantes, as próprias comunidades têm buscado alternativas de fornecimento. Na Ilha das Cinzas, localizada no município de Gurupá, no Arquipélago do Marajó, a solução encontrada foi o desenvolvimento de projetos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/placas-solares-ilha-das-cinzas-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Ampliar o acesso à energia elétrica ainda é um desafio na Amazônia. Enquanto as concessionárias enfrentam dificuldades logísticas e operacionais para chegar aos pontos mais distantes, as próprias comunidades têm buscado alternativas de fornecimento. Na Ilha das Cinzas, localizada no município de Gurupá, no Arquipélago do Marajó, a solução encontrada foi o desenvolvimento de projetos com energia solar fotovoltaica.</p>
<p>Na localidade, a única forma de ter energia elétrica em casa era com a compra de motores alimentados com diesel ou gasolina. Com grande parte da comunidade ribeirinha sem condições financeiras de investir nesse tipo de solução, a realidade dos moradores era marcada por uma série de restrições que prejudicavam o acesso até aos recursos mais básicos.</p>
<blockquote><p>&#8220;Pegávamos os baldes, enchíamos e carregávamos para casa, onde tratávamos com cloro. Tínhamos que fazer isso para todos os nossos afazeres, desde tomar banho até lavar louça e roupas. Ficávamos indo buscar água praticamente o dia todo. Quando surgiram os painéis solares, tudo mudou”, contou ao <a href="https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2024/08/23/paineis-solares-amazonia.htm" target="_blank" rel="noopener">Ecoa</a> a moradora da ilha, Antônia de Fátima Queiroz.</p></blockquote>
<p>A rotina dela e de outros moradores mudou efetivamente em 2018, quando a Ilha das Cinzas foi beneficiada por um projeto financiado pela Fundação Honnold (EUA) para implantação de placas solares em toda a comunidade, mas com foco também na capacitação local para instalação e resolução de problemas dos sistemas.</p>
<figure id="attachment_30314" aria-describedby="caption-attachment-30314" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-30314 size-full" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/capacitacao-comunidade-ilha-das-cinzas.png" alt="" width="750" height="421" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/capacitacao-comunidade-ilha-das-cinzas.png 750w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/capacitacao-comunidade-ilha-das-cinzas-300x168.png 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/capacitacao-comunidade-ilha-das-cinzas-150x84.png 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/08/capacitacao-comunidade-ilha-das-cinzas-450x253.png 450w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-30314" class="wp-caption-text">Instalação e manutenção dos painéis solares é realizada pela própria comunidade. Foto: Divulgação.</figcaption></figure>
<blockquote><p>&#8220;Agora, podemos usar uma batedeira para fazer o açaí, conseguimos fazer o chopp para uma renda extra, já que temos uma geladeira para armazenar os alimentos, podemos usar máquina de lavar e temos sistema de bombeamento de água. Hoje, é muito raro a gente ver alguém indo buscar água em baldes”, completa Antônia.</p></blockquote>
<p>Para o presidente da ATAIC, Francisco Malheiros, as vantagens vão além das facilidades oferecidas pelos eletrodomésticos e alcançam o chamado uso social da tecnologia, utilizada como ferramenta para fortalecer a luta por direitos, como a soberania e a segurança alimentar.</p>
<blockquote><p>&#8220;A gente sempre fala: energia por si só não resolve o problema. Tem que pensar nessas outras possibilidades que podem ser acessadas com a energia. E a partir dela discutir produção, gênero, juventude, sóciobiodiversidade, e aquecimento global. A energia não é para trazer evasão escolar ou violência, por exemplo”, destaca Francisco.</p></blockquote>
<p>Apesar de ser um grande produtor e fornecer energia elétrica para todo o país, o Pará é o estado amazônico onde mais pessoas não têm acesso a esse recurso. Uma <a href="https://energiaeambiente.org.br/um-milhao-estao-sem-energia-eletrica-na-amazonia-20191125" target="_blank" rel="noopener">pesquisa do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA)</a> mostra que 409.593 não são atendidos pelos serviços elétricos fornecidos pelas concessionárias, o que representa mais de 40% do total de 990.103 amazônidas sem o serviço.</p>
<p>Na avaliação do coordenador de projetos no IEMA, Ronaldo Baitelo, experiências como as da Ilha das Cinzas apontam caminhos para enfrentar o problemas, mas também chamam atenção para a necessidade de aprimorar as políticas públicas de energia a partir das particularidades da Amazônia, como as dimensões geográficas, as dificuldades de acesso e as necessidades das comunidades isoladas</p>
<blockquote><p>&#8220;Há uma série de modelos que existem e podem ser replicados. Falta de certa forma um olhar mais carinhoso para as populações que estão em territórios isolados e um olhar mais estratégico do ponto de vista que a Amazônia é uma potência”, ressalta o especialista.</p></blockquote>
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