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	<title>guerra &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>guerra &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Brasil busca alternativas para garantir abastecimento de fertilizantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 16:34:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/export-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou na sexta-feira, 27, que tem monitorado de forma permanente as cadeias de suprimentos possivelmente afetadas pela guerra no Oriente Médio. Entre os produtos sob acompanhamento estão fertilizantes, como o nitrato de amônio, que teve sua importação ao Brasil temporariamente interrompida pela Rússia, por conta da guerra contra [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/03/export-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou na sexta-feira, 27, que tem monitorado de forma permanente as cadeias de suprimentos possivelmente afetadas pela guerra no Oriente Médio.</p>
<p>Entre os produtos sob acompanhamento estão fertilizantes, como o nitrato de amônio, que teve sua importação ao Brasil temporariamente interrompida pela Rússia, por conta da guerra contra a Ucrânia.</p>
<p>O conflito na Europa, iniciado há quatro anos, já provocava volatilidade nos preços e ampliava a corrida global por insumos agrícolas.</p>
<p>A fim de evitar que o problema prejudique ainda mais os produtores rurais, o ministério afirma que mantém diálogo com diferentes atores do setor, para avaliar alternativas de logística, importação e estratégias que garantam a segurança do abastecimento para o país.</p>
<p>De acordo com a pasta, o Brasil importa “parcela significativa dos fertilizantes utilizados na produção agrícola”, motivo pelo qual tem ressaltado a necessidade de cautela por parte do mercado e dos produtores rurais.</p>
<h3>Especulação</h3>
<p>Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a instabilidade internacional tem alimentado movimentos especulativos que pressionam os preços dos fertilizantes. Fávaro ressalta que a melhor forma de enfrentar a especulação é “não comprar quando o preço está artificialmente elevado”.</p>
<p>Em nota, o Mapa informa que a safra de inverno já está plantada ou em fase final de implantação, o que reduz a necessidade imediata de aquisição de fertilizantes.</p>
<p>A próxima grande demanda está prevista para setembro, quando será iniciado o plantio da safra de verão.</p>
<blockquote><p>“Quem precisava comprar fertilizante para a safra atual já o fez. Para a safra de verão, ainda há tempo. Por isso, a orientação neste momento é aguardar o desenrolar do cenário internacional e evitar compras precipitadas”, explicou Fávaro.</p></blockquote>
<p>O ministro argumenta que o setor conta com alternativas tecnológicas e estratégias de manejo que podem ajudar a otimizar o uso de nutrientes nas lavouras, e que isso reduz impactos de eventuais oscilações de preços no mercado internacional.</p>
<h3>Riscos</h3>
<p>Consultado pela Agência Brasil, o integrante do Conselho Popular do Brics Marco Fernandes explica que, como boa parte dos fertilizantes do mundo passa pelo Estreito de Ormuz, pode haver uma crise de produção.</p>
<p>A consequência disso seria a alta no preço dos alimentos, acredita, “o que pode resultar na morte de milhares de pessoas em todo o mundo”.</p>
<blockquote><p>“O cenário que se configura, portanto, vai além da questão energética. É um cenário muito preocupante”, complementou o analista geopolítico do portal Brasil de Fato.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Associação de mineradoras condena PL da Mineração em Terras Indígenas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Mar 2022 17:09:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura familiar]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Ibram]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/mineracao-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Até então mudo, o Ibram, associação que reúne as grandes mineradoras do Brasil, tomou uma posição contrária nesta segunda-feira, 14/03, ao polêmico Projeto de Lei 191, conhecido como o PL da Mineração e garimpo em terras indígenas. &#8220;O Ibram condena qualquer atividade de garimpo ilegal em terras indígenas, na Amazônia ou em qualquer parte do [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/mineracao-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Até então mudo, o <a href="https://ibram.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Ibram</a>, associação que reúne as grandes mineradoras do Brasil, tomou uma posição contrária nesta segunda-feira, 14/03, ao polêmico Projeto de Lei 191, conhecido como o PL da Mineração e garimpo em terras indígenas.</p>
<blockquote><p>&#8220;O Ibram condena qualquer atividade de garimpo ilegal em terras indígenas, na Amazônia ou em qualquer parte do território nacional, e acredita que esta atividade deve ser rigorosamente combatida e seus promotores responsabilizados penalmente&#8221;, afirmam em nota.</p></blockquote>
<p>Segundo informa o colunista Lauro Jardim, do jornal &#8220;O Globo&#8221;, a avaliação das mineradoras, em conversas privadas, é que este projeto tem enorme o poder de destruição do meio ambiente e das terras indígenas e que o projeto beneficia e incentiva o garimpo ilegal.</p>
<p>O paraense, no entanto, sabe que as mineradoras são a favor de mineração em terras indígenas. O que a entidade discorda é desse projeto, especificamente.</p>
<blockquote><p>&#8220;No caso de mineração em terras indígenas, quando regulamentada, é imprescindível o Consentimento Livre, Prévio e Informado (CLPI) dos indígenas. O CLPI é um princípio previsto na OIT 169 e em uma série de outras diretivas internacionais, o qual define que cada povo indígena, considerando sua autonomia e autodeterminação, pode estabelecer seu próprio protocolo de consulta para autorizar as atividades que impactem suas terras e seus modos de vida&#8221;, afirma o Ibram.</p></blockquote>
<p>Como o paraense tem lido neste espaço, o Governo Federal usa a guerra entre Ucrânia e Rússia como pretexto para aprovar o projeto porque, segundo ele, agilizaria a exploração de potássio na Amazônia de forma que o Brasil não tenha que depender do insumo produzido pelos russos.</p>
<h3>Momento fundamental para o agricultor familiar</h3>
<p>A guerra na Ucrânia, no entanto, serve para destacar a necessidade urgente de nos afastarmos de um sistema alimentar altamente concentrado, no qual os principais gêneros alimentícios são produzidos por um pequeno número de países ou regiões, e reduzir a dependência de insumos químicos, como fertilizantes que são produzidos a partir de combustíveis fósseis.</p>
<p>Construir sistemas alimentares mais localizados, diversificados e sustentáveis ​​com menos insumos químicos é a maneira eficaz de reduzir nossa exposição a crises na cadeia de suprimentos e garantir que os produtores de alimentos sejam mais capazes de lidar com climas cada vez mais extremos e erráticos.</p>
<p>Além do mais, o produtor que produz comida diversificada, baseada na biodiversidade local, é também a garantia de que o consumidor terá uma comida menos suscetível aos caprichos dos mercados internacionais &#8211; e, muitas vezes, de muito melhor qualidade. O paraense sabe que o Brasil está no meio de uma crise econômica, com alta de preços dos combustíveis, que empurra a inflação para cima e faz disparar o preço do gás de cozinha. Mas quem produz sua comida vive realidade bem diferente de quem só compra comida, que é o consumidor mais vulnerável a essas altas inflacionárias.</p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM: </strong><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/sob-pressao-pl-da-mineracao-sera-analisado-durante-30-dias-por-grupo-de-trabalho/" target="_blank" rel="noopener"><b>Sob pressão, PL da Mineração será analisado durante 30 dias por grupo de trabalho<br />
</b></a><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/ministerio-publico-federal-diz-que-pl-da-mineracao-tem-vicio-insanavel/" target="_blank" rel="noopener"><b>Ministério Público Federal diz que PL da Mineração tem ‘vício insanável’<br />
</b></a><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/pl-da-mineracao-e-falsa-solucao-para-perfurar-amazonia-em-busca-de-potassio/" target="_blank" rel="noopener"><b>PL da Mineração é falsa solução para perfurar Amazônia em busca de potássio<br />
</b></a><a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mineradora-potassio-do-brasil-tem-149-pedidos-para-explorar-fertilizante-na-amazonia/" target="_blank" rel="noopener"><b>Mineradora Potássio do Brasil tem 149 pedidos para explorar fertilizante na Amazônia<br />
</b></a><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/brasil-lidera-revolucao-biologica-no-planeta-diz-agronomo/" target="_blank" rel="noopener"><b>‘Brasil lidera revolução biológica no planeta’, diz agrônomo</b></a><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/bioinsumos-presentes-no-brasil-sao-resposta-a-fluxo-de-fertilizantes-impactado-por-guerra/" target="_blank" rel="noopener"><b>Bioinsumos presentes no Brasil são resposta a fluxo de fertilizantes impactado por guerra</b></a></p>
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		<title>Bioinsumos presentes no Brasil são resposta a fluxo de fertilizantes impactado por guerra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Mar 2022 18:07:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/bio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Sidney Alves Se o fertilizante da Rússia está com seu fluxo comprometido por causa da guerra hoje em curso contra a Ucrânia, tirando o sono de muitos produtores rurais no Brasil, em dúvida se vai faltar o produto no futuro, que tal olhar para o próprio quintal para remediar a situação? Alguns dos caminhos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/bio-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Sidney Alves</em></p>
<p>Se o fertilizante da Rússia está com seu fluxo comprometido por causa da guerra hoje em curso contra a Ucrânia, tirando o sono de muitos produtores rurais no Brasil, em dúvida se vai faltar o produto no futuro, que tal olhar para o próprio quintal para remediar a situação?</p>
<p>Alguns dos caminhos são a adubação orgânica, a partir da aquisição de esterco bovino, esterco de frango ou cama de frango para atenuar um pouco do impacto. Outra via é a adubação biológica ou organomineral e até mesmo a adubação verde, utilizando na rotação de cultura o nabo forrageiro e a crotalária, entre outras culturas.</p>
<p>Para se ter uma ideia, enquanto a agricultura biológica cresce no mundo 12%, no Brasil, esse índice gira entre 35 a 40%, conforme já nos contou o biólogo Antônio Carlos Zem, doutor em agronomia pela Esalq/USP e CEO da Biotrop.</p>
<p>Agora, o pesquisador da Embrapa Solos, José Carlos Polidoro, conversou nesta segunda-feira, 7/03, com a equipe do <strong>Pará Terra Boa</strong> sobre algumas alternativas hoje em mãos para ultrapassar esta crise de uma maneira segura. Segundo ele, os bioinsumos ou inoculantes microbianos têm várias qualidades.</p>
<blockquote><p>“Os bioinsumos potencializam os nutrientes que você aplica ou que já têm no solo. Eles aumentam a atividade da planta, estimulando-a para poder receber o nitrogênio vindo do ar, e que será fixado pelas bactérias. Elas (<em>bactérias</em>) solubilizam o fósforo, nitrogênio, potássio, disponibilizando-as para as plantas, que absorvem pelas raízes delas. Os bioinsumos também protegem as plantas de doenças e das pragas. É uma maneira de economizar e de produzir mais”, explica.</p></blockquote>
<p>Os bioinsumos abrangem sementes, fertilizantes, produtos para nutrição vegetal e animal, defensivos biológicos feitos a partir de microrganismos para controle de pragas, produtos fitoterápicos ou tecnologias que têm ativos biológicos na composição. Já os inoculantes são produtos, processos ou tecnologias que contêm micro-organismos aplicados para estimular o desenvolvimento das plantas.</p>
<p>Polidoro reforça que as bactérias, por exemplo, podem ser fortes aliadas agora do produtor de soja, pois algumas delas fixam nitrogênio no solo, dispensando o uso de ureia. Segundo ele, o Plano Nacional de Fertilizantes prevê estudos com tecnologias para que esses microrganismos possam funcionar bem também para outras culturas, e não somente para a soja.</p>
<blockquote><p>“Estas bactérias se associam com plantas, como no caso da soja, e fornecem todo o nitrogênio que ela precisa e você não precisa usar fertilizante nenhum, industrializado, como ureia por exemplo. O Brasil não usa nitrogênio na ureia. Se usasse, teria que consumir mais de oito milhões de toneladas de ureia, mais ou menos. O Brasil tem essa tecnologia. E estas bactérias são os bioinsumos que são os inoculantes para a soja. Infelizmente, o sucesso mesmo é só na soja, que tem esta fixação biológica de nitrogênio. Mas agora com o Plano Nacional de Fertilizantes, nós vamos desenvolver mais esta fixação biológica de nitrogênio para ela poder funcionar bem para o milho, para a cana-de-açúcar, para o café e outras culturas”, disse.</p></blockquote>
<p>Os principais microrganismos dos defensivos biológicos são as bactérias, fungos e mycorrhiza, que apresentam modos de ação mais diversificados que os insumos químicos. Eles atuam em competição com microorganismos que podem provocar danos e doenças às plantas, como os neumatóides. Ajudam na aeração do solo, reduzem a carga química dos plantios e aumentam gradativamente a produtividade das culturas. Além disso, têm custo mais acessível.</p>
<p>Os produtos biológicos apresentam resultados mais rápidos quando associados a outras práticas, como rotação de cultura, plantio direto ou adição de matéria orgânica ao solo. Não são incompatíveis com os químicos, mas se complementam.</p>
<p>Além dos microorganismos, os insumos biológicos são desenvolvidos a partir de enzimas, extratos (de plantas ou de microrganismos), macrorganismos (invertebrados), metabólitos secundários e feromônios, destinados ao controle biológico. Esses insumos são também os ativos voltados à nutrição, os promotores de crescimento de plantas, os mitigadores de estresses bióticos e abióticos e os substitutivos de antibióticos, conforme definição da Embrapa.</p>
<h3>Caravana</h3>
<p>O pesquisador citou também a Caravana Embrapa FertBrasil, que começará em abril, com o objetivo de capacitar e trocar conhecimentos entre os institutos de pesquisa e o setor produtivo. Uma das tarefas da iniciativa é analisar a fertilidade de solos e de folhas de plantas. Em muitos lugares do Brasil, os produtores utilizam uma receita pronta, um pacote tecnológico genérico, independentemente da fertilidade do solo ali presente.</p>
<p>“Os pesquisadores e técnicos da Embrapa vão percorrer o Brasil inteiro, trocando experiências, construindo uma proximidade e uma relação técnica com o produtor rural em todo o País para que possamos aumentar a eficiência dos fertilizantes no campo e diminuindo o desperdício. A ideia é potencializar estes novos insumos brasileiros para que o agricultor possa ter o preço dos fertilizantes cada vez menor no custo de produção dele, para tentar produzir alimentos cada vez baratos para o consumidor brasileiro”, adiantou.</p>
<p>O Brasil, atualmente, consome cerca de 8,5% dos fertilizantes em nível global, ocupando a quarta posição. China, Índia e Estados Unidos aparecem no topo da lista de consumo. Esses países, ainda, são grandes produtores mundiais de fertilizantes, à exceção do Brasil, que importou em 2021 cerca de 89% das 43 milhões de toneladas consumidas na produção agrícola.</p>
<p>No País, as culturas de soja, milho e cana-de-açúcar respondem por mais de 73% do consumo de fertilizantes. A Rússia é responsável por fornecer 25% dos fertilizantes para o Brasil. Junto à Bielorrússia, chega a fornecer mais de 50% do potássio consumido pelo agricultor brasileiro anualmente.<b> </b></p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM:</strong><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/economia/com-guerra-na-ucrania-ministra-pede-calma-por-haver-fertilizantes-ate-outubro/" target="_blank" rel="noopener"><b>Com guerra na Ucrânia, ministra pede ‘calma’ por haver fertilizantes até outubro<br />
</b></a><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/brasil-lidera-revolucao-biologica-no-planeta-diz-agronomo/" target="_blank" rel="noopener"><b>‘Brasil lidera revolução biológica no planeta’, diz agrônomo</b></a></p>
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		<title>Guerra na Ucrânia eleva custos de produção da pecuária, diz diretor da CNA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Mar 2022 19:42:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/agro-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A economia brasileira já começa a sofrer com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, em curso desde o dia 24/02. Um dos primeiros pontos estratégicos da economia brasileira que já começa a sofrer com a crise é o setor do agronegócio, especialmente os pecuaristas, pois os dois países são produtores de milho e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/agro-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A economia brasileira já começa a sofrer com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, em curso desde o dia 24/02. Um dos primeiros pontos estratégicos da economia brasileira que já começa a sofrer com a crise é o setor do agronegócio, especialmente os pecuaristas, pois os dois países são produtores de milho e trigo. Além disso, a Rússia é o terceiro maior exportador do potássio, elemento químico de extrema importância para a fabricação de fertilizantes.</p>
<p>O diretor técnico da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Bruno Lucchi, falou sobre o assunto com o <strong>Pará Terra Boa </strong>na sexta-feira, 25/02, cujo vídeo pode ser visto <a href="https://fb.watch/bvCHWzR7e-/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<blockquote><p>“O principal insumo hoje utilizado na agricultura, o fertilizante, em grande parte vem da Rússia. A Rússia é o segundo maior produtor/exportador de nitrogênio e também é o terceiro maior, no caso do fósforo e do potássio. Então, o impacto é significativo na questão dos fertilizantes, caso haja um desabastecimento, ou como já está ocorrendo, o aumento de preços destes principais produtos”, afirmou Bruno Lucchi.</p></blockquote>
<p>Ainda segundo Lucchi, a questão energética também será muito afetada no decorrer da guerra, pois a Rússia é um dos principais produtores de gás natural e do petróleo. Como sabemos, qualquer oscilação na distribuição de petróleo, os custos dos combustíveis disparam.</p>
<blockquote><p>“O petróleo já atingiu US$ 105 o barril (<em>chegou a US$ 110 nesta quarta-feira, 2/03</em>), no primeiro dia da guerra, e isso teve impacto direto nos combustíveis. A agropecuária brasileira está no interior do País. As distâncias são grandes, então esta situação afetará no aumento do custo dos fretes e do escoamento da produção. Além disso, o petróleo também é o precursor de vários defensivos químicos que nós utilizamos”, disse.</p></blockquote>
<p>Outro ponto de bastante impacto é a cotação do dólar no Brasil. Sacchi lembra que a moeda norte-americana vinha numa tendência de queda e, nestes poucos dias de guerra, houve um aumento, especialmente nos custos de produção da pecuária.</p>
<p>“O câmbio lógico tem tudo para ter uma oscilação muito maior, num cenário de incerteza como esse. E como grande parte dos insumos da agropecuária brasileira são dolarizados, o impacto também pode ser significativo. Para as cadeias de pecuária, nós estamos vendo um aumento no custo de produção, focados no milho, no trigo e a soja. A Ucrânia é a grande produtora de milho, já a Rússia é um dos maiores produtores de trigo do mundo. Então, este aumento de custo destas <em>commodities</em> certamente vão impactar também no custo das cadeias pecuárias, na avicultura, na suinocultura, bovinocultura, todas elas que dependem da ração onde o milho é o principal produto. Isso se agrava se a gente não tiver uma melhoria na segunda safra ainda este ano”, avaliou.</p>
<p>A ministra da Agricultura, Teresa Cristina, marcou para o dia 12 uma visita ao Canadá para tratar da possível falta de fertilizantes no mercado interno, uma vez que o país da América do Norte é o quarto maior fornecedor do insumo, segundo informa o G1.</p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM:</strong><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/economia/ataques-russos-na-ucrania-podem-aumentar-preco-de-alimentos-preve-fiepa/" target="_blank" rel="noopener"><b>Ataques russos na Ucrânia podem aumentar preço de alimentos, prevê Fiepa<br />
</b></a><a href="https://www.paraterraboa.com/economia/conflito-entre-ucrania-e-russia-pode-elevar-inflacao-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener"><b>Conflito entre Ucrânia e Rússia pode elevar inflação no Brasil</b></a><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/mineradora-potassio-do-brasil-tem-149-pedidos-para-explorar-fertilizante-na-amazonia/" target="_blank" rel="noopener"><b>Mineradora Potássio do Brasil tem 149 pedidos para explorar fertilizante na Amazônia</b></a></p>
<h3 class="is-title post-title"></h3>
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		<title>Ataques russos na Ucrânia podem aumentar preço de alimentos, prevê Fiepa</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/economia/ataques-russos-na-ucrania-podem-aumentar-preco-de-alimentos-preve-fiepa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Feb 2022 19:14:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/guerra-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Sidney Alves Guerra em pleno século 21 é o que o mundo não merecia. Mortes, destruições e deslocamentos intensos de populações desamparadas só ampliam a crise em que todos já estamos metidos, especialmente depois de uma pandemia. Mas Rússia e Ucrânia estão em guerra desde quinta-feira, 24/02, gerando reflexos do Pará ao Japão. Um [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/guerra-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Sidney Alves</em></p>
<p>Guerra em pleno século 21 é o que o mundo não merecia. Mortes, destruições e deslocamentos intensos de populações desamparadas só ampliam a crise em que todos já estamos metidos, especialmente depois de uma pandemia. Mas Rússia e Ucrânia estão em guerra desde quinta-feira, 24/02, gerando reflexos do Pará ao Japão. Um dos primeiros deles é o <a href="https://www.paraterraboa.com/economia/conflito-entre-ucrania-e-russia-pode-elevar-inflacao-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">aumento da inflação</a>, conforme você leu mais cedo aqui, porque a Rússia é uma potência na produção de petróleo, que oscila nesses momentos de instabilidade, aumentando o preço dos combustíveis.</p>
<p>Mas há outros desdobramentos também. Pensando nisso, o <strong>Pará Terra Boa</strong> conversou nesta sexta-feira, 25/02, com Cassandra Lobato, coordenadora do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Pará (CIN/FIEPA), para entender como o Pará poderia ser afetado.</p>
<p>Segundo ela, a economia paraense poderia até se beneficiar com a venda de produtos da nossa cadeia produtiva para países que negociam com a Rússia e Ucrânia, uma vez que os fornecimentos de produtos do agronegócio desses países ficam comprometidos, em que pese todo o prejuízo mundial. Os militares da Ucrânia<a href="https://g1.globo.com/tudo-sobre/ucrania/" target="_blank" rel="noopener"> </a>suspenderam as operações em seus portos após forças russas invadirem o país por terra e mar.</p>
<blockquote><p>&#8220;No nosso Estado, pode-se sentir de maneira interna na sua economia. Porém, no quesito das exportações e acompanhando o cenário brasileiro, acreditamos que as exportações poderão aumentar, no caso do Brasil, poderá atender a outras demandas de outros países que são clientes da Rússia, principalmente na questão dos grãos e minérios&#8221;, afirmou.</p></blockquote>
<p>Cassandra vê também uma janela para o Brasil, consequentemente o Pará, reforçar usa balança comercial com a China, já que a Rússia, de alguma maneira interditada, poderá ter dificuldades de manter seus negócios com os chineses.</p>
<blockquote><p>&#8220;O Brasil já atende a China e podemos intensificar este atendimento. Podemos ver isto como uma oportunidade econômica de tentar fidelizar os clientes, que nós já possuímos ou para ampliarmos a nossa cesta de mercados alvos já conquistados no mercado internacional”, disse ela.</p></blockquote>
<p>Mas como se trata de um momento de guerra, em que a Rússia mantém bombardeios contra alvos da Ucrânia, não dá para cravar nada. O que se sabe é que com a disparada do preço do petróleo, os valores dos alimentos tendem a subir para os consumidores.</p>
<blockquote><p>&#8220;No contexto macroeconômico podemos observar este impacto na economia de todo o mundo. E quando observamos que houve um crescimento no valor do preço do petróleo, imediatamente, os valores dos preços dos alimentos também vão crescer, como os dos grãos, entre eles o trigo e o milho. Sobe o preço do gás natural, o dólar sobe, ou seja, todo este contexto de insegurança que a guerra traz, acaba afetando toda esta cadeia&#8221;, acrescentou.</p></blockquote>
<h3>Pará-Moscou</h3>
<p>A relação comercial entre a Rússia e o nosso Estado está em crescimento, segundo informou, em 16/02, o jornal <a href="https://www.oliberal.com/amp/cmlink/para-pode-ser-afetado-caso-haja-mais-tensoes-na-russia-1.497199" target="_blank" rel="noopener">O Liberal</a>.</p>
<p>A publicação informa que, de acordo com dados da Fiepa, foi exportado da Rússia para o Pará em 2020, em valores, US$ 79,5 milhões, ultrapassando os US$ 123,5 milhões em 2021, alta de 55,31% no período de um ano.</p>
<p>Apesar desse crescimento, o Pará está na 13ª posição entre os Estados que mais importam da Rússia, comprando apenas 2,17% do total comprado pelo Brasil daquele país. Os principais produtos são: fertilizantes, cloridrato de potássio e outros relacionados com o agronegócio e indústria, que passaram a ser importados em maior quantidade no ano passado.</p>
<p>De solo paraense para lá, segundo Cassandra, sai soja para a Rússia, que, em 2021, respondeu por 99,84% do total exportado aos russos, bem como sucos de frutas, alumina e castanha-do-Pará. Os russos renderam aos cofres do Pará US$ 111 milhões com comércio de soja em 2020, caindo para US$ 42 milhões em 2021.</p>
<h3><strong>Agro paraense</strong></h3>
<p>O jornal também ouviu o zootecnista Guilherme Minssen, da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Pará (Faepa). Ele lembra que o agronegócio brasileiro exporta para mais de 400 países, e o paraense para cerca de 250 destes. Entretanto, embora o mercado russo seja gigantesco, um ponto negativo da relação, segundo ele, é que eles pagam valores menores aos praticados pela concorrência na maioria das vezes.</p>
<p>“Tem algumas plantas liberadas para vender carne, mas não tem tido muitos negócios devido ao preço que eles querem pagar, não fecha a conta”, afirma ao &#8220;O Liberal&#8221;.</p>
<p>Ele diz, porém, que a relação bilateral é sólida.</p>
<p>“A Rússia situa-se, tradicionalmente, entre os 15 maiores parceiros comerciais do Brasil. O intercâmbio bilateral em 2021 foi de US$ 7,3 bilhões. O comércio é complementar e concentrado na cadeia do agronegócio. Do lado brasileiro, soja, carnes, amendoim, café e açúcar são responsáveis por grande parte da pauta, enquanto a Rússia tem nos fertilizantes o principal produto de exportação para o Brasil. Há interesse em ampliar e diversificar o intercâmbio com produtos de maior valor agregado, consoante o nível de desenvolvimento das duas economias”, disse o zootecnista ao jornal.</p>
<p>Como o Brasil é bastante dependente do fertilizante produzido na Rússia, um momento de guerra como este escancara a urgência de o Brasil desenvolver sua própria capacidade de produção, sem sacrificar o meio ambiente e populações indígenas, ou diversificar seus fornecedores.</p>
<p><em>Fontes: O Liberal e Fiepa</em></p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM: </strong><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/economia/conflito-entre-ucrania-e-russia-pode-elevar-inflacao-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Conflito entre Ucrânia e Rússia pode elevar inflação no Brasil</strong></a></p>
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		<title>Conflito entre Ucrânia e Rússia pode elevar inflação no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Feb 2022 17:16:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[conflito]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/guerra-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A invasão da Ucrânia pela Rússia nesta semana deixou as economias mundiais em alerta máximo. Apesar de os dois países estarem a mais de 9 mil km de distância do nosso Pará, os efeitos econômicos do conflito já são esperados para o Brasil porque a Rússia é fornecedora de grãos consumidos no mundo inteiro, como [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/02/guerra-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A invasão da Ucrânia pela Rússia nesta semana deixou as economias mundiais em alerta máximo. Apesar de os dois países estarem a mais de 9 mil km de distância do nosso Pará, os efeitos econômicos do conflito já são esperados para o Brasil porque a Rússia é fornecedora de grãos consumidos no mundo inteiro, como o trigo e trigo, petróleo, gás, fertilizantes e, além disso, importadora de produtos do setor produtivo brasileiro. Já a Ucrânia, com quem o Brasil tem menos relação comercial comparada aos russos, é <span class="highlight highlighted">o 3° maior produtor de milho mundial</span>. Infelizmente, a inflação pode surgir nesse cenário instável e caótico, apesar de que tudo dependerá do grau do conflito, tamanho e tempo.</p>
<p>O conflito fez disparar o preço de um insumo de impacto fundamental para a economia mundial, o petróleo. O barril ultrapassou US$ 100, o que pode pressionar a Petrobras a reajustar o preço dos combustíveis, como foi visto no ano passado. Os combustíveis são os componentes de maior peso do nosso principal índice de inflação (IPCA).</p>
<p>“Petróleo é reajuste na veia, pois pesa cerca de 4% no IPCA [somando gasolina, etanol e diesel]. Ou seja, qualquer aumento de 10% [no preço da <em>commodity</em>], já pesa 0,4 ponto percentual no IPCA, o que é muita coisa. Lembrando que a inflação deste ano já está acima do teto da meta e tem uma perspectiva do Banco Central superar 12% de juros ao longo dos próximos meses”, explica Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, ao site da Infomoney, na quinta-feira, 24/02.</p>
<p>A Rússia é um dos maiores produtores de petróleo do mundo, com capacidade para produzir mais de 10 milhões de barris da matéria-prima por dia. Para se ter uma ideia, o Brasil não consegue produzir nem um terço disso – nossa produção gira em torno de 3 milhões de barris diários, acrescenta o site dedicado ao mercado financeiro.</p>
<p>“As pressões sobre os [preços dos] combustíveis afetam o mundo inteiro. Piora ainda mais uma inflação que já está muito elevada”, diz o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, à CNN Brasil na quinta-feira, 24/02. “Se tem mais inflação, será necessário subir mais os juros, e juros mais altos dificultam o crescimento lá na frente.”</p>
<h3>Commodities</h3>
<p>Quanto aos produtos da cadeia brasileira alimentícia de exportação, o milho e trigo tiveram elevação de preços. Nessa toda, a tendência é de repasse dessa alta para o consumidor, seja para vender no mercado externo ou interno.</p>
<p>Juntas, Ucrânia e Rússia respondem por quase um terço das exportações globais de trigo (28%) e um quinto das exportações de milho (18%).</p>
<p>“O principal desdobramento para o Brasil pode vir por meio das <em>commodities</em>. No rali histórico dos preços, isso acarreta uma inflação maior, num ambiente em que já estamos com a corda puxada”, diz Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, ao site da CNN Brasil no final da tarde de quinta-feira, 24/02.</p>
<p>“Apesar de produzirem menos do que outros grandes <em>players</em> globais, os dois países exportam uma grande parte do milho e trigo que produzem [54%], portanto têm um papel importante na dinâmica do comércio global”, afirma a equipe de análise do Itaú BBA ao Infomeney.</p>
<p>O diretor técnico da Confederação Nacional de Agricultura, Bruno Lucchi, tem a mesma preocupação, especialmente com os impactos da crise no comércio mundial de fertilizantes. “O conflito pode manter a inflação energética elevada e transbordar para outros produtos, como os fertilizantes. Se o preço do petróleo aumentar mais, também pode haver impactos sobre os custos logísticos, que já estão mais altos”, disse ele à edição do jornal &#8220;Valor Econômico&#8221; desta sexta-feira, 25/02.</p>
<p>A inflação no Brasil também pode se elevar com uma possível alta do dólar nos Estados Unidos. O economista-chefe da Órama, Alexandre Espirito Santo, detalhou ao site da &#8220;CNN Brasil&#8221; que uma alta nos juros americanos tende a fortalecer o dólar e atrair mais investidores aos EUA, onde a recompensa sobe. Ao mesmo tempo, esse movimento incentiva uma saída da moeda do Brasil, o que deixa o real mais desvalorizado. Ao mesmo tempo, esse movimento pode ser menor devido aos juros brasileiros em alta. “Mesmo que a alta nos EUA seja pequena, o diferencial é muito forte ainda para os nossos juros, o que ajuda o real”, diz.</p>
<p>“Subir juros não vai resolver preço do petróleo, ou encerrar essa guerra. O que o Banco Central deve fazer é monitorar a situação da economia. Se isso virar uma guerra maior, algo que se expanda com resposta de países ocidentais, vai muito provavelmente causar uma desaceleração na economia mundial, e afetar a nossa economia”, concluiu.</p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/economia/ataques-russos-na-ucrania-podem-aumentar-preco-de-alimentos-preve-fiepa/" target="_blank" rel="noopener"><b>Ataques russos na Ucrânia podem aumentar preço de alimentos, prevê Fiepa</b></a></p>
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