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	<title>gliricídia &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<description>Um site para a gente boa desta terra</description>
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		<title>Agricultor de Baião aumenta produtividade de pimenta-do-reino com uso de gliricídia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sidney Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Mar 2022 19:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[GENTE DA TERRA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/maciel-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Por Sidney Alves Agricultores dos municípios de Santarém, Tomé-Açu e Baião passaram a plantar a pimenta-do-reino com o uso do tutor vivo de gliricídia, substituindo as estacas de madeira. O resultado das safras tem ido muito além do esperado. A gliricídia é uma árvore originária da América Central que serve como tutor vivo para o [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2022/03/maciel-150x150.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Por Sidney Alves</em></p>
<p>Agricultores dos municípios de Santarém, Tomé-Açu e Baião passaram a plantar a pimenta-do-reino com o uso do tutor vivo de gliricídia, substituindo as estacas de madeira. O resultado das safras tem ido muito além do esperado.</p>
<p>A gliricídia é uma árvore originária da América Central que serve como tutor vivo para o crescimento da pimenta-do-reino.</p>
<p>Maciel Ferreira, 36 anos, agricultor do município de Baião, localizado no nordeste do Pará, contou ao <strong>Pará Terra Boa</strong> que o aumento da safra a partir do uso do tutor vivo despertou o interesse dos agricultores da vizinhança. A gliricídia reduz em quase 30% do custo de implantação do pimental em comparação ao sistema tradicional com o chamado tutor morto (estacas cortadas de madeira).</p>
<blockquote><p>“Desta quantidade de pés frutíferos de pimenta, eu consegui no ano passado uma safra de oito toneladas. Isto começou a desenvolver o interesse de outros agricultores familiares, assim como eu, e passei a informá-los sobre as técnicas que passei a usar por aqui”, disse o produtor, que recebeu orientação da Embrapa.</p></blockquote>
<p>Outra vantagem do uso da gliricídia é a melhoria na condição do solo, já que a árvore aumenta o teor de matéria orgânica, reduz erosão e contribui na fixação de nitrogênio. Assim, o gasto com fertilizantes também é reduzido &#8211; ainda mais em tempos de escassez do produto em razão da guerra na Ucrânia. É uma tecnologia de baixo custo de implantação, fácil de ser desenvolvida, com vantagens econômicas e ambientais, apropriada para agricultura familiar.</p>
<blockquote><p>“Além de uma produção de três quilos de pimenta seca por pé, o tutor vivo é melhor para quem faz a colheita na época do verão, pois tem sombra. Então é muito bom para a planta e para o trabalhador”, ressaltou Maciel ao site da Embrapa.</p></blockquote>
<p>Atualmente, Maciel é proprietário de dois terrenos, um com 100 por 600 metros e outro de 100 por 200 metros. Nestas duas áreas, Maciel tem mais de 3.400 pés de pimenta, bem como cacau, peixe e outras frutas.</p>
<p>No começo, o agricultor afirma que encontrou alguma dificuldade, especialmente com o ‘amarrio’ da pimenta no tutor e com a poda da gliricídia, mas logo depois os resultados começaram a se apresentar. O agricultor não desistiu e se tornou uma referência local.</p>
<p>Nascido e criado em Baião, Maciel começou a trabalhar na agricultura desde muito cedo com o avô, seu Gregório Paes.</p>
<blockquote><p>“Aprendi muito das técnicas de agricultura com o meu avô, quando era muito novo. E muita coisa que aprendi com ele, as experiências ainda me servem bastante”, conta.</p></blockquote>
<h3>Pimenta no Pará</h3>
<p class="p1">O Estado do Pará é o segundo maior produtor nacional de pimenta-do-reino com uma produção de 36,1 mil toneladas em 2020, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As maiores produções se concentram nos municípios de Tomé-Açu, Baião, Mocajuba, Igarapé-Açu e Capitão Poço, e envolvem, principalmente, agricultores familiares.</p>
<p><em>Fonte: Com Embrapa</em></p>
<p><strong>LEIA MAIS:</strong></p>
<p><a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/assista-saiba-como-evitar-contaminacao-da-pimenta-do-reino/"><strong>Assista: saiba como evitar contaminação da pimenta-do-reino</strong></a><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/agricultura/cultivo-de-pimenta-do-reino-com-gliricidia-reduz-custos-e-aumenta-qualidade-do-solo/"><strong>Cultivo de pimenta-do-reino com gliricídia reduz custos e aumenta qualidade do solo</strong></a><br />
<a href="https://www.paraterraboa.com/gente-da-terra/se-nao-fosse-a-pimenta-do-reino-nao-existiriamos-aqui-diz-produtor-japones/"><strong>‘Se não fosse a pimenta-do-reino, não existiríamos aqui’, diz produtor japonês</strong></a></p>
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		<title>Cultivo de pimenta-do-reino com gliricídia reduz custos e aumenta qualidade do solo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Nov 2021 20:05:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[#pimenta do reino]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/gliricidia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Deixar de derrubar árvores e passar a plantar é a transformação que vem acontecendo nas lavouras de pimenta-do-reino no estado do Pará. A substituição das estacas de madeira pela árvore de gliricídia (Gliricidia sepium), como tutor da pimenteira-do-reino, é uma tecnologia que conquista cada vez mais agricultores nas diferentes regiões do estado. Para compartilhar essas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/gliricidia-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Deixar de derrubar árvores e passar a plantar é a transformação que vem acontecendo nas lavouras de pimenta-do-reino no estado do Pará. A substituição das estacas de madeira pela árvore de gliricídia (<em>Gliricidia sepium</em>), como tutor da pimenteira-do-reino, é uma tecnologia que conquista cada vez mais agricultores nas diferentes regiões do estado.</p>
<p>Para compartilhar essas experiências, cerca de 50 produtores familiares reuniram-se com pesquisadores e técnicos da extensão rural no município de Castanhal, na última sexta-feira, dia 12 de novembro. O evento aconteceu na sede<a href="https://tropoc.com.br/" target="_blank" rel="noopener"> empresa Tropoc</a>, em Castanhal, onde especialistas da Embrapa Amazônia Oriental conduzem uma área experimental de cultivo da pimenteira-do-reino e de multiplicação da gliricídia.</p>
<p>Árvore leguminosa de rápido crescimento, originária da Ásia, a gliricídia serve como tutor vivo (suporte para o crescimento) da pimenteira-do-reino, que é uma espécie trepadeira. O uso dessa planta reduz a dependência das estacas de madeira, diminui custos de produção, aumenta a longevidade do pimental e reduz o impacto ambiental da atividade.</p>
<figure id="attachment_6126" aria-describedby="caption-attachment-6126" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-6126" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/gliri-300x199.jpeg" alt="" width="300" height="199" srcset="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/gliri-300x199.jpeg 300w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/gliri-150x100.jpeg 150w, https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/gliri.jpeg 307w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-6126" class="wp-caption-text">Gliricídia. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa</figcaption></figure>
<blockquote><p>“A gliricídia veio para resolver a situação do agricultor familiar que planta e vive da pimenta-do-reino”, afirma Elson Pereira Cardoso, agricultor do município de São Miguel do Guamá (PA).</p></blockquote>
<p>Quase 70% dos seis hectares onde ele tem oito mil pés de pimenteira-do-reino são com tutor vivo e em breve a meta do agricultor é eliminar as estacas de madeira, que são mais caras e sofrem restrições ambientais.</p>
<blockquote><p>“Há cerca de três anos meu plantio tinha apenas mil pés de pimenta e eu queria aumentar a produção, mas não tive o recurso para adquirir as estacas de acapu. Iniciei, então, o cultivo da gliricídia e a multiplicação de plantas foi tão rápida que hoje já tenho oito mil pés. Só este ano plantei quatro mil pimenteiras na minha área”, comemora Elson. Para ele, buscar informação é fundamental para cultivar a pimenta-do-reino com sustentabilidade.</p></blockquote>
<p>E ele continua: “estão vendo como é muito melhor a gente conversar em baixo de um plantio de árvores? É o que acontece na pimenta com a gliricídia”. Isso porque a sombra e a consequente redução da temperatura nas áreas com o tutor vivo são alguns dos benefícios do uso dessa leguminosa.</p>
<p>O pesquisador <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/270705/oriel-filgueira-de-lemos" target="_blank" rel="noopener">Oriel Lemos</a>, da Embrapa Amazônia Oriental, ressalta que são inúmeras as vantagens do uso da gliricídia como tutor vivo. Entre elas, ele destaca a redução em 27% do custo de implantação do pimental em comparação ao sistema tradicional em função da substituição das estacas e da redução na aquisição de fertilizantes e adubos. Além disso, o plantio da gliricídia evita o corte de árvores, contribui no sequestro de carbono, melhora a condição do solo com a fixação de nitrogênio e a incorporação da matéria orgânica.</p>
<p>“O uso da gliricídia como tutor vivo é um grande avanço no sistema de produção da pimenteira-do-reino. Reduzir custos implica em aumentar a renda, a lucratividade e, consequentemente, a melhoria nas condições de vidas dos agricultores e suas famílias. Os pipericultores passam a ser também plantadores de árvores. É um sistema sustentável em todos os aspectos”, conclui o especialista.</p>
<h3>Qualidade do solo</h3>
<p>O agricultor Francisco Martins, do município de Moju (PA), não imaginava que o cultivo da pimenta-do-reino fosse bom para a agricultura familiar.</p>
<blockquote><p>“Não temos mais estacas de madeira na nossa região e o custo é cada vez mais alto para comprar essa madeira. Com a gliricídia esse custo acaba. Além disso a compra de adubos também é reduzida. Uma árvore de gliricídia insere 70 quilos de matéria orgânica no solo por ano”, conta o agricultor.</p></blockquote>
<p>O benefício é comprovado pela ciência, segundo o analista de transferência de tecnologia <a href="https://www.embrapa.br/equipe/-/empregado/342121/joao-paulo-castanheira-lima-both" target="_blank" rel="noopener">João Paulo Both</a>, da Embrapa Amazônia Oriental. Ele ressalta que os galhos da leguminosa retirados por meio das podas são depositados no solo. “A ciclagem de nutrientes é rápida e em 16 dias essa matéria verde já está em decomposição ”, conta o analista.</p>
<p>O analista, que tem se dedicado ao estudo dessa leguminosa com a pimenteira-do-reino, cita algumas características que são bastante promissoras para a região, como a alta exigência de luz, a tolerância a solos ácidos, pobres e compactados e a facilidade e rapidez na multiplicação, tanto por sementes quanto por galhos. “Com a poda regular, pode se colher cerca de 50 quilos de material vegetal de uma planta adulta a cada quatro meses”, completa João Paulo Both.</p>
<p>Ele destaca ainda que como toda leguminosa, a gliricídia tem a capacidade de fixar nitrogênio no solo por meio da simbiose com alguns micro-organismos. “Ela tem o potencial de substituir parcial ou totalmente o uso de fertilizantes nitrogenados”, afirma Both.</p>
<h3>Pimenta-do-reino no Pará</h3>
<p class="p1">O Pará produziu 36.156 toneladas de pimenta-do-reino, em 16 mil hectares, no ano de 2020, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As maiores produções se concentram nos municípios de Tomé-Açu, Baião, Mocajuba, Igarapé-Açu, Capitão Poço, Garrafão Norte, Nova Esperança do Piriá e Breu Branco. A cultura da pimenteira-do-reino no estado é uma atividade da agricultura familiar, principalmente, e gera 75 mil empregos diretos.</p>
<p><em>Fonte: Embrapa</em></p>
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