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	<title>gases de efeito estufa &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>gases de efeito estufa &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Brasil e Alemanha firmam acordo para monitorar gases de efeito estufa com alta precisão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 16:28:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[TECNOLOGIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/inpe2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Brasil e a Alemanha selaram uma aliança para monitorar fontes de poluição que antes passavam despercebidas pelos radares convencionais. Assinada em 20 de abril de 2026, em Hannover, a parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Centro Aeroespacial Alemão (DLR) dará vida à Missão Espacial CO2Image. O grande diferencial da [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2026/04/inpe2-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Brasil e a Alemanha selaram uma aliança para monitorar fontes de poluição que antes passavam despercebidas pelos radares convencionais. Assinada em 20 de abril de 2026, em Hannover, a parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Centro Aeroespacial Alemão (DLR) dará vida à Missão Espacial CO2Image.</p>
<p>O grande diferencial da missão é a sua visão aguçada. Enquanto os instrumentos atuais planejam medições com uma resolução de 2 km, o sensor do satélite CO2Image entregará uma precisão de 50 metros. Essa capacidade permite identificar emissões de dióxido de carbono (CO₂) e metano (CH₄) a partir de 1 milhão de toneladas por ano.</p>
<blockquote><p>&#8220;Além das importantes questões científicas, a possibilidade de termos um medidor de gases de efeito estufa em 50 metros amplia nossa capacidade de auxiliar a qualidade do inventário nacional de emissões e de trabalhar esta questão com um conjunto de setores produtivos do país, em particular a indústria de óleo e gás&#8221;, disse Antonio Miguel Vieira Monteiro, diretor do INPE.</p></blockquote>
<p>O Brasil será o responsável pelo &#8220;módulo de serviços&#8221; (o corpo que sustenta o satélite), utilizando a Plataforma P100, uma estrutura modular para satélites de pequeno porte (até 200 kg) que otimiza custos e tempo de construção.</p>
<p>Já a Alemanha será responsável, pelo DLR, o sensor de alta tecnologia que faz as medições. E a Agência Espacial Brasileira (AEB) vai atuar na coordenação e acompanhamento técnico, garantindo que o projeto siga o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE).</p>
<p>A missão não apenas reforça a autonomia tecnológica do Brasil, mas entrega um produto inovador para a agenda climática global.</p>
<p>Ao combinar o conhecimento de 40 anos de engenharia espacial do INPE com a tecnologia alemã, o País se posiciona na vanguarda do monitoramento de emissões, essencial para o cumprimento de acordos internacionais e para a descarbonização da economia.</p>
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		<title>Impasse sobre desmatamento adia Plano Clima e compromete ações de adaptação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2025 14:39:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[desmatamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/desmate_Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A COP30 terminou e o Brasil não conseguiu aprovar e apresentar o Plano Clima, o documento essencial que detalha como o país pretende cumprir suas metas de redução de gases de efeito estufa. O atraso foi causado por uma disputa interna no governo, principalmente entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Ministério da [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/06/desmate_Para-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A COP30 terminou e o Brasil não conseguiu aprovar e apresentar o Plano Clima, o documento essencial que detalha como o país pretende cumprir suas metas de redução de gases de efeito estufa.</p>
<p>O atraso foi causado por uma disputa interna no governo, principalmente entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), sobre quem deve ser responsabilizado pelas emissões de gases geradas pelo desmatamento.</p>
<p>A questão, que gira em torno da metodologia de cálculo das emissões, ameaça o orçamento climático de 2026 e deixa em suspensão medidas cruciais de mitigação e adaptação.</p>
<p>O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou nesta terça-feira (25), que as negociações em torno do Plano Clima vão continuar até que se chegue a um &#8220;bom termo&#8221;. Ele descartou a adoção de medidas &#8220;abruptas&#8221; e &#8220;políticas&#8221; durante a COP, defendendo que a decisão deve ser técnica:</p>
<blockquote><p>&#8220;Gostamos do equilíbrio, de como as coisas se comportaram (&#8230;) Não tinha necessidade de, em algo que é baseado na ciência e no compromisso com o futuro do planeta, tomar uma medida abrupta e política e anunciar dentro da COP. O bom senso prevaleceu. Tem que ser algo estruturado e convincente, que esteja todo mundo unido&#8221;, afirmou Fávaro.</p></blockquote>
<p>A fala do ministro resume o impasse. O setor agropecuário e seus representantes se posicionaram firmemente contra a metodologia inicial do MMA, que atribuía ao setor cerca de 68% das emissões do país. Essa alocação de responsabilidade incluía o desmatamento em áreas agrícolas privadas, assentamentos rurais e territórios quilombolas.</p>
<h3>O que é o Plano Clima</h3>
<p>O Plano Clima se divide em duas partes: mitigação, ou seja, forma de redução das emissões de gases de efeito estufa, que provocam o aquecimento global; e adaptação, as estratégia para reduzir os danos da crise climática. Cada uma delas tem setores e cada um deles tem suas metas.</p>
<p>Na mitigação, são sete setores (resíduos, cidades, transportes, indústria, energia, agricultura e pecuária, conservação da natureza) e eles têm que atingir reduções específicas para colaborar com a NDC brasileira — o país tem o objetivo de reduzir entre 59% e 67% as emissões até 2035.</p>
<p>A maior fonte de emissões no Brasil é o desmatamento, o que concentra os esforços de mitigação no objetivo de zerar a perda florestal.</p>
<h3>Primeira versão</h3>
<p>Na primeira versão do plano, o MMA atribuiu as emissões do desmatamento que ocorre dentro de áreas agrícolas privadas, assentamentos rurais e territórios quilombolas ao setor agropecuário. Isso faria com que o setor fosse responsável por 68% das emissões totais do país.</p>
<p>Representantes do agronegócio e o Mapa rejeitaram veementemente essa metodologia, temendo o impacto negativo na imagem do setor. Nelson Ananias Filho, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), expressou a preocupação de que o setor entraria na COP &#8220;como maior emissor de gases de efeito estufa do país e, quem sabe, do mundo. Então, a curto prazo, o impacto na imagem é muito grande”.</p>
<p>Para tentar solucionar o conflito, o MMA chegou a apresentar uma nova versão do plano. As emissões em áreas privadas seriam alocadas em um novo setor específico (&#8220;mudança do uso da terra&#8221;), e as emissões de assentamentos e quilombos seriam transferidas para a categoria de terras públicas. Com essas mudanças, a responsabilidade do agronegócio cairia para cerca de 31%. Mesmo assim não houve diálogo.</p>
<p>O MMA informou, em nota ao site Infoamazônia, que o tempo para aprimorar as metodologias já foi concluído, mas que: “as tratativas sobre os planos setoriais de mitigação para os setores de agricultura e pecuária, uso da terra e florestas estão em curso, com a perspectiva de conclusão em breve. A governança instituída prevê que o CIM (Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima) aprecie o teor do Plano Clima Mitigação e Adaptação e suas respectivas estratégias e planos setoriais para, somente após isso, estarem aptos à publicação”, explicou.</p>
<blockquote><p>&#8220;&#8221;Não sei [quando será o anúncio]. Acho que se possível o mais rápido possível, ainda esse ano, desde que cheguemos a um bom termo e falta pouco para acontecer&#8221;, disse Fávaro</p></blockquote>
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		<title>Desmatamento coloca captura de carbono na Amazônia em risco, diz estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 14:30:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[carbono]]></category>
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		<category><![CDATA[Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/amazonia32-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Amazônia deixará de capturar 2,94 bilhões de toneladas de carbono até 2030, se os governos de países amazônicos aplicarem pouco ou nenhum controle sobre o desmatamento no bioma. Caso haja manutenção das atuais políticas ambientais e das recentes taxas de desmatamento na região, ainda haveria perda na captura de carbono na ordem de 1,113 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/amazonia32-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Amazônia deixará de capturar 2,94 bilhões de toneladas de carbono até 2030, se os governos de países amazônicos aplicarem pouco ou nenhum controle sobre o desmatamento no bioma. Caso haja manutenção das atuais políticas ambientais e das recentes taxas de desmatamento na região, ainda haveria perda na captura de carbono na ordem de 1,113 bilhão de toneladas nos próximos cinco anos.</p>
<p>A conclusão é de levantamento da Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG), divulgado nesta quinta-feira (23). A rede é formada por oito organizações da sociedade civil e engloba todos os países amazônicos. No entanto, para essa análise, foram considerados Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.</p>
<p>Para os pesquisadores, a proteção das florestas mais preservadas da região, principalmente em terras indígenas e Áreas Naturais Protegidas, é decisiva para conter o aquecimento global. Na Amazônia, os territórios protegidos abrigam as florestas mais conservadas e com menores taxas de desmatamento. Além disso, segundo a RAISG, tais áreas concentraram 61% do carbono florestal capturado, em 2023, em toda a região amazônica.</p>
<blockquote><p>“Estamos diante de uma contagem regressiva ambiental: se não forem fortalecidas as políticas de proteção, e se não for reconhecido o papel central dos povos indígenas e das comunidades locais, a Amazônia deixará de ser um aliado climático e se tornará uma fonte de crise”, alertou Renzo Piana, diretor executivo do Instituto do Bem Comum, membro da RAISG, em nota.</p></blockquote>
<p>Entre as recomendações da rede estão priorizar políticas que articulem ciência e saberes dos povos amazônicos e desenvolver modelos econômicos e tecnologias baseados em baixas emissões de gases de efeito estufa, além de promover o uso sustentável de florestas e sistemas hídricos. É necessário, ainda, implementar estratégias que eliminem o desmatamento, incêndios florestais e o avanço de atividades ilegais e crimes ambientais no bioma.</p>
<h3>Devastação histórica</h3>
<p>Nas últimas décadas, segundo a RAISG, a Amazônia já teve suas funções de combate às mudanças climáticas enfraquecidas. Em 2023, suas florestas deixaram de capturar 5,7 bilhões de toneladas de carbono em comparação com o ano 2000 &#8211; uma redução de 6,3%. “Entre 1985 e 2023, mais de 88 milhões de hectares de florestas, que regulavam o clima global, foram transformadas em terras agropecuárias, urbanas e mineradoras”, divulgou a RAISG.</p>
<p>Além disso, a organização aponta que tais atividades não apenas fragmentaram as florestas, mas causaram um dano silencioso às árvores remanescentes, afetando sua mortalidade, capacidade de regeneração e processos de fotossíntese, que são fundamentais para a captura de carbono.</p>
<p>O estudo foi feito dentro do projeto Ciência e Saber Indígena pela Amazônia, da RAISG e do Woodwell Climate Research Center. Ele projetou três cenários futuros para as reservas de carbono.</p>
<p>Para isso, os pesquisadores utilizaram a ferramenta de simulação Dinâmica Ego &#8211; plataforma de modelagem ambiental gratuita &#8211; e dados atuais de monitoramento por satélite, com o objetivo de orientar melhores políticas públicas.</p>
<h3>Pior cenário</h3>
<p>No primeiro cenário, a Amazônia passaria a capturar 82,257 bilhões em 2030, em vez das mais de 85 bilhões de toneladas de carbono capturadas em 2023, representando uma redução de 3,5%. “Isso ocorreria caso os governos aplicassem pouco ou nenhum controle sobre o desmatamento, permitindo o avanço descontrolado de atividades como agricultura, pecuária, infraestrutura e mineração”, informou a entidade.</p>
<p>Para Mireya Bravo Frey, coordenadora regional do Projeto Ciência e Saber Indígena pela Amazônia, cada tonelada de carbono que se consegue manter nas florestas amazônicas é um investimento no futuro do planeta.</p>
<blockquote><p>“Fortalecer a proteção das Terras Indígenas e das Áreas Protegidas significa conservar as maiores reservas de carbono florestal do mundo. No Brasil, os territórios protegidos correspondem a 44% de toda a floresta bioma&#8221;, ressaltou.</p></blockquote>
<p>No melhor cenário analisado, em que os governos não promoveriam mudanças significativas nas políticas ambientais e as atuais taxas de desmatamento se manteriam constantes, as áreas florestais deixariam de capturar 1,113 bilhão de toneladas de carbono até 2030, em relação a 2023, ou seja, 2% a menos. Dessa forma, mesmo que as políticas e condutas atuais dos governos fossem mantidas, haveria piora nos resultados de captura de carbono da região.</p>
<p>No cenário intermediário, que considerou uma regulação mais permissiva e que ocorreria se os países amazônicos aplicassem políticas ambientais e marcos legais mais fracos do que os atuais nos próximos cinco anos, o resultado foi também uma queda na captura de carbono florestal.</p>
<p>Considerando esse contexto, haveria uma mudança radical na função do solo, transformando grandes áreas de florestas amazônicas e agroflorestas em terras agropecuárias, urbanas e mineradoras.</p>
<p>A Amazônia deixaria de capturar 2,294 bilhões de toneladas de carbono em 2030, em relação a 2023, devido ao avanço do desmatamento e da degradação florestal, uma redução de 2,7% nas reservas de carbono.</p>
<h3>O que é a captura de carbono?</h3>
<p>A Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG) explica o que é a captura de carbono florestal e qual sua importância no contexto atual.</p>
<blockquote><p>“Durante a fotossíntese, árvores e vegetação capturam carbono, um elemento do dióxido de carbono (CO₂) presente na atmosfera, e o retém em raízes, troncos e folhas. Dessa forma, ajudam a controlar esse gás de efeito estufa, produzido em excesso, principalmente, pelo uso de combustíveis fósseis e pelo desmatamento causado por atividades econômicas, como a pecuária.”</p></blockquote>
<p>A captura de carbono ganha maior destaque no contexto de agravamento da emergência climática. Especialista em Sistemas de Informação Geográfica e Sensoriamento Remoto da RAISG, Jose Victorio, alerta que ter menos florestas equivale a ter menos reservas de carbono na Amazônia, o que significa mais emissões poluentes para o mundo.</p>
<blockquote><p>“Isso gera temperaturas mais altas no planeta e eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, como secas, inundações, florestas mais suscetíveis a incêndios e chuvas mais imprevisíveis. Um cenário que compromete não apenas a biodiversidade e a cultura amazônica, mas também a segurança hídrica e alimentar do planeta”, explicou.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Brasil abre consulta pública sobre plano de combate às mudanças climáticas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jul 2025 16:36:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[emissões de Gás de Efeito Estufa]]></category>
		<category><![CDATA[gases de efeito estufa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/meio-ambiente-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Com a emergência climática cada vez mais evidente – vista nas secas severas na Amazônia e no Pantanal e nas chuvas que devastaram o Rio Grande do Sul em 2024 –, o Brasil está abrindo um canal direto para a população participar da construção de sua resposta a esses desafios. O Ministério do Meio Ambiente [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/meio-ambiente-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Com a emergência climática cada vez mais evidente – vista nas secas severas na Amazônia e no Pantanal e nas chuvas que devastaram o Rio Grande do Sul em 2024 –, o Brasil está abrindo um canal direto para a população participar da construção de sua resposta a esses desafios. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) acaba de divulgar a Estratégia Nacional de Mitigação (ENM) e seus sete planos setoriais, que estarão em consulta pública na plataforma Brasil Participativo de 28 de julho a 18 de agosto.</p>
<p>Os sete planos setoriais divulgados são: conservação da natureza, agricultura e pecuária, cidades (incluindo mobilidade urbana), energia (incluindo combustíveis e mineração), indústria, resíduos e transportes.</p>
<p>Esses documentos são a base do Plano Clima, o grande guia do País para combater o aquecimento global e cumprir suas metas climáticas até 2035. A iniciativa busca o envolvimento de todos – empresas, órgãos públicos e cidadãos – para definir o caminho que o Brasil seguirá para reduzir suas emissões e se adaptar aos impactos das mudanças climáticas.</p>
<p style="text-align: justify;">O Plano Clima terá dois pilares. O primeiro é voltado à mitigação, ou seja, à redução das emissões de gases de efeito estufa, cuja alta concentração na atmosfera provoca o aquecimento global. O segundo trata da adaptação dos sistemas naturais e humanos aos impactos da mudança do clima.</p>
<p>Esta consulta pública representa a última chance para a sociedade influenciar a Estratégia Nacional de Mitigação, que, junto com a Estratégia Nacional de Adaptação, formará o roteiro do Brasil para atingir suas metas da NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) até 2035. A consulta pode ser feita<a href="https://www.gov.br/mma/pt-br/composicao/smc/plano-clima/enm_consolidada-vsubex-final-10-07-25-limpa-1-1.pdf/" target="_blank" rel="noopener"> aqui.</a></p>
<h3>Quase dois anos de trabalho para descarbonizar a economia</h3>
<p>O Plano Clima, que vem sendo elaborado desde o segundo semestre de 2023 pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) – composto por representantes de 23 ministérios, a Rede Clima e o Fórum Brasileiro de Mudança do Clima.</p>
<p>Estes quase dois anos de trabalho intenso envolveram a análise e contribuição de 19 órgãos do governo federal. O objetivo foi traçar um caminho para que o Brasil reduza suas emissões de carbono em todos os setores da economia, buscando as soluções mais eficientes para a descarbonização entre 2025 e 2035, incluindo metas específicas para 2030 e 2035.</p>
<blockquote><p>“Os planos apresentam ações, metas e indicadores, bem como o mapeamento de prioridades, capacidades, fontes de financiamento e outros instrumentos de implementação, que representam um planejamento concreto e robusto para a efetivação da política brasileira que abarca os efeitos da mudança do clima como um todo”, explicou Aloisio Melo, secretário nacional de Mudança do Clima do MMA.</p></blockquote>
<p>A criação da ENM e de seus planos setoriais foi iniciativa do CIM, que instituiu o Grupo Técnico de Mitigação em setembro de 2023. As áreas contempladas pelos planos incluem: agricultura e pecuária, conservação da natureza, cidades, transportes, energia e resíduos sólidos e efluentes domésticos.</p>
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		<title>Exploração de petróleo na Foz do Amazonas e o impacto desastroso sobre o clima</title>
		<link>https://www.paraterraboa.com/meio-ambiente/exploracao-de-petroleo-na-foz-do-amazonas-e-o-impacto-desastroso-sobre-o-clima/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paloma Lobatto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Jul 2025 15:07:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[foz do Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[gases de efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo na Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/photo_5152468198686306089_x-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A costa amazônica brasileira se tornou a nova fronteira da indústria petrolífera, mas a expansão vem com um custo ambiental estimado em bilhões de toneladas de carbono. Com o leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em 17 de junho, a Bacia da Foz do Amazonas – entre o Amapá e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/photo_5152468198686306089_x-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A costa amazônica brasileira se tornou a nova fronteira da indústria petrolífera, mas a expansão vem com um custo ambiental estimado em bilhões de toneladas de carbono. Com o leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em 17 de junho, a Bacia da Foz do Amazonas – entre o Amapá e o Pará – agora conta com gigantes como ExxonMobil, Chevron e a chinesa CNPC ao lado da Petrobras. Contudo, essa corrida pelo óleo é alarmante: estimativas do Instituto ClimaInfo apontam que a exploração das reservas na Foz pode liberar até 4,7 bilhões de toneladas de CO₂, o dobro do que o Brasil emitiu em todo o ano de 2023.</p>
<p>A perspectiva de um volume tão grande de emissões levanta um intenso debate e sérias preocupações, especialmente porque o leilão avança sem um estudo de impacto climático abrangente. Se considerarmos toda a Margem Equatorial (do Amapá ao Rio Grande do Norte), as emissões potenciais ultrapassam 13,5 bilhões de toneladas, superando as emissões nacionais dos últimos cinco anos somados. As informações são do g1.</p>
<p>A expansão petrolífera na região levanta sérias preocupações socioambientais. Um eventual vazamento de óleo poderia devastar ecossistemas marinhos sensíveis e impactar comunidades tradicionais como indígenas, quilombolas e pescadores.</p>
<p>A Petrobras, em particular, está próxima de obter licença para perfurar o bloco FZA-M-59, a cerca de 170 km da costa do Amapá, após o Ibama autorizar a Avaliação Pré-Operacional (APO) em maio. Essa decisão, no entanto, provocou a reação imediata do Ministério Público Federal (MPF) no Amapá, que moveu uma ação judicial pedindo a anulação da autorização, alegando que o Ibama desconsiderou pareceres técnicos internos que apontavam riscos ambientais.</p>
<p>Mesmo com a controvérsia, o leilão da ANP seguiu adiante. Dos 64 blocos ofertados na Margem Equatorial, 47 estavam na Foz do Amazonas, e 19 foram arrematados — todos na Foz do Amazonas. Com isso, a Petrobras expandiu sua atuação de 9 para 28 blocos na área, agora disputada por multinacionais.</p>
<p>No Pará, o MPF também buscou a Justiça Federal para tentar suspender o leilão ou, no mínimo, retirar os blocos da Foz do Amazonas do certame. Como a decisão judicial não saiu a tempo, os procuradores agora pedem que os resultados do leilão não sejam homologados até que seja realizado um Estudo de Impacto Climático (EIC). Segundo o MPF, a ausência dessa análise sobre as futuras emissões de gases do efeito estufa fere a legislação ambiental brasileira e os compromissos internacionais assumidos pelo país.</p>
<p>A exploração na Foz do Amazonas ocorre em um cenário de transição energética global. A Agência Internacional de Energia (IEA) projeta uma queda na demanda por combustíveis fósseis a partir de 2030. A realização da COP30 em Belém, capital do Pará, em novembro, amplifica a pressão internacional por medidas concretas de redução de emissões e intensifica o debate sobre o papel da Amazônia no futuro energético do planeta.</p>
<p>A questão central permanece: pode-se avançar na exploração de uma nova fronteira petrolífera sem um estudo prévio e transparente de seu impacto climático?</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Pará registra redução de quase 30% das emissões de gases poluentes nos últimos 20 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 May 2025 14:11:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Fapespa]]></category>
		<category><![CDATA[gases de efeito estufa]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/amazonia99-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará reduziu quase 30% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE), nas duas últimas décadas, segundo estudo da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), Fundamental para melhorar os debates sobre mudança do clima, conservação da biodiversidade, crescimento econômico e transição justa para uma economia de baixo carbono, o estudo vai [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/amazonia99-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará reduziu quase 30% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE), nas duas últimas décadas, segundo estudo da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa),</p>
<p>Fundamental para melhorar os debates sobre mudança do clima, conservação da biodiversidade, crescimento econômico e transição justa para uma economia de baixo carbono, o estudo vai apoiar as decisões do governo e de todos os envolvidos, como empresas, bancos, ONGs, povos indígenas e comunidades tradicionais.</p>
<blockquote><p>“É importante destacar que a redução das emissões de CO2 (principal gás de efeito estufa) se apresenta como um resultado direto de iniciativas robustas e intersetoriais como o Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA), lançado em 2020, que articula ações de comando e controle com incentivos econômicos, e do Plano Estadual de Bioeconomia do Pará (PlanBio), que promove o uso sustentável da biodiversidade amazônica como base de uma nova economia inclusiva e de baixo carbono”, destaca o presidente da Fapespa, Marcel Botelho.</p></blockquote>
<p><span style="font-size: 14px; color: #333333;"> Desde 2013, o estado retirou mais de 119 milhões de toneladas de CO2e anualmente.</span></p>
<p>Houve um aumento de 136% na capacidade de captura entre os anos 2000 e 2023. O Pará passou de remover 71 milhões de toneladas de CO2e para167,5 milhões de toneladas no período. Esse crescimento é um testemunho da importância de seus ecossistemas.</p>
<h3>O papel essencial das florestas</h3>
<p>Esse salto na captura de carbono foi impulsionado, em grande parte, pelo aumento da absorção tanto da floresta primária (com um crescimento de 148,6%) quanto da floresta secundária (com 125,4% a mais de captura). Isso ressalta o papel crucial das florestas do Pará como verdadeiros &#8220;sumidouros de carbono&#8221;, agindo como esponjas que retiram o CO2e da atmosfera.</p>
<p>Sumidouros de carbono são lugares, atividades e processos em que a quantidade de CO2  absorvido e capturado é maior do que a emissão. O diretor da Fapespa, Márcio Ponte, assinala, no entanto, que “a destruição da floresta tem comprometido sua capacidade de sequestrar carbono e, em algumas áreas, ela já se tornou emissora líquida de GEE”.</p>
<p>A vegetação nativa se consolidou como a principal responsável por essa performance, representando 99,7% da remoção total de CO2e. É a atividade econômica com o maior impacto positivo, com um crescimento de 135,3% na sua capacidade de sequestro de carbono entre 2000 e 2023.</p>
<blockquote><p>“A Amazônia brasileira desempenha papel fundamental no equilíbrio climático global, atuando como um ‘sumidouro’ de carbono capaz de capturar grandes quantidades de CO2 da atmosfera”, observa Márcio Ponte, diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análise Conjuntural da Fapespa</p></blockquote>
<h3>Marabá se destaca em redução</h3>
<p>A análise dos principais municípios com emissões brutas de CO2 no Pará entre 2000 e 2023 revela um cenário de redução significativa em algumas localidades.  Marabá foi o destaque na redução de emissões, com queda de 60%, o que fez com que o município passasse da segunda para a sexta posição no ranking de emissores, agora respondendo por 2,7% das emissões totais do Pará.</p>
<p>Santa Maria das Barreiras também apresentou uma queda expressiva de 44,7%, saindo da terceira para a nona posição, com 2,3% de participação estadual. Já São Félix do Xingu, apesar de ter reduzido suas emissões em 14,9%, continuou sendo o maior emissor de CO2e, com 8,1% das emissões totais.</p>
<p>O município de Altamira se destacou na remoção de gases, aumentando sua capacidade em 160,4%. Ele continua sendo o maior &#8220;absorvedor&#8221; de CO2e, responsável por 15,1% do total. Esse crescimento provavelmente se deve a ações ambientais e práticas sustentáveis na região, tornando Altamira um contribuinte chave para a redução de gases de efeito estufa no Pará.</p>
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		<title>De olho na COP30, especialistas alertam sobre riscos de &#8216;superpoluentes&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2025 18:31:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[ácido nitroso]]></category>
		<category><![CDATA[CO2]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[fuligem]]></category>
		<category><![CDATA[gases de efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[metano]]></category>
		<category><![CDATA[superpoluentes]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/03/fuligem-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Especialistas de todo o mundo estão reunidos em Brasília até 21 de março para discutir financiamento, inovação e políticas eficazes para combater o aquecimento global e melhorar a qualidade do ar.  Com o tema, &#8220;Acelerando a ação sobre superpoluentes: o caminho para a COP30 ”, a conferência global 2025 da CCAC (Coalizão Clima e Ar [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/03/fuligem-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Especialistas de todo o mundo estão reunidos em Brasília até 21 de março para discutir financiamento, inovação e políticas eficazes para combater o aquecimento global e melhorar a qualidade do ar.  Com o tema, &#8220;Acelerando a ação sobre superpoluentes: o caminho para a COP30 ”, a conferência global 2025 da CCAC (Coalizão Clima e Ar Limpo) destaca a necessidade de se discutir formas de diminuir emissões de um grupo de gases estufa, que são bastante prejudiciais para saúde das pessoas e do planeta, mas são ofuscaddos pelo CO2.</p>
<p>Estima-se que os superpoluentes sejam responsáveis por metade do aquecimento global, o que significa que sua mitigação representa uma oportunidade significativa para enfrentar a crise climática.</p>
<h3>Quais são esse gases superpoluentes e suas fontes principais</h3>
<ul>
<li>Metano: pecuária, extração de petróleo, aterros sanitários</li>
<li>Carbono negro (fuligem): transporte, queima de matéria orgânica</li>
<li>Ozônio troposférico: se forma da interação entre gases estufa, como metano e óxido nitroso</li>
<li>Óxido nitroso: agricultura e indústria</li>
<li>Gases fluorados, como HFC: extintores de incêndio, ar-condicionado, refrigeradores</li>
</ul>
<p>A boa notícia é que, apesar de seu alto poder de aquecimento, esses gases têm uma vantagem: sua curta vida útil na atmosfera em comparação ao CO2. Isso significa que a redução de suas emissões pode gerar resultados rápidos, com melhorias imediatas na qualidade do ar e na desaceleração do aquecimento global</p>
<h3>Os gases e seus efeitos</h3>
<ul>
<li>CO2: referência para o aquecimento; dura séculos na atmosfera</li>
<li>Metano: aquece 80 vezes mais que o CO2 no curto prazo; dura décadas</li>
<li>Ozônio troposférico: não aquece atmosfera; dura de semanas a meses</li>
<li>Gases fluorados: aquecem 4.100 vezes mais que CO2 no curto prazo; duram de anos a décadas</li>
<li>Óxido nitroso: 270 vezes mais potente que CO2; permanece por 125 anos aproximadamente</li>
<li>Fuligem: esquenta 4.100 vezes mais que CO2, dura dias</li>
</ul>
<h3>Um tesouro que vem do lixo</h3>
<p>Uma das soluções para diminuir um desses gases pode ser encontrada em propriedades rurais em todo o Brasil.  Por meio de um processo inovador, produtores transformam esterco, restos de alimentos e outros subprodutos agrícolas em biometano, um biocombustível versátil que impulsiona a produção de energia e reduz o impacto ambiental. Uum tesouro escondido na matéria orgânica.</p>
<h3>O Processo da Transformação</h3>
<p>A mágica acontece em biodigestores, equipamentos que simulam o processo natural de decomposição da matéria orgânica em ambientes sem oxigênio. Nesses reatores, bactérias trabalham incansavelmente, transformando os resíduos em biogás, uma mistura rica em metano.</p>
<p>O biogás bruto, no entanto, precisa passar por um processo de purificação para se tornar biometano. Nessa etapa, o dióxido de carbono e outros gases indesejados são removidos, resultando em um combustível com alta concentração de metano, pronto para ser utilizado.</p>
<h3>Aplicações e Benefícios</h3>
<p>O biometano produzido nas propriedades rurais pode ser utilizado em geradores para produzir eletricidade e calor, abastecendo as necessidades da própria fazenda ou sendo injetado na rede elétrica. Ele pode substituir o gás natural veicular (GNV), impulsionando veículos e máquinas agrícolas de forma mais limpa.</p>
<p>Além de gerar energia limpa, a produção de biometano traz outros benefícios, como</p>
<ul>
<li><strong>Redução de emissões</strong>: Ao capturar o metano, um potente gás de efeito estufa, a produção de biometano contribui para a mitigação das mudanças climáticas.</li>
<li><strong>Gestão de resíduos:</strong> A tecnologia oferece uma solução sustentável para a gestão de resíduos orgânicos, evitando a contaminação do solo e da água.</li>
<li><strong>Geração de renda</strong>: A produção de biometano pode gerar uma nova fonte de renda para os produtores rurais, além de reduzir os custos com energia.</li>
</ul>
<p><em>Com informações do Um Só Planeta</em></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Líder em emissões, Pará não possui inventário de gases de efeito estufa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Nahama Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jan 2025 19:17:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[gases de efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[pará]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/desmatamento999-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Pará lidera o ranking dos estados brasileiros com maiores emissões de gases de efeito estufa (GEE), responsáveis pelo aquecimento global. De acordo com o 1º Anuário Estadual de Mudanças Climáticas do Brasil, lançado pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS) e pelo Centro Brasil no Clima, apesar de avanços em políticas ambientais e queda nos [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/11/desmatamento999-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Pará lidera o ranking dos estados brasileiros com maiores emissões de gases de efeito estufa (GEE), responsáveis pelo aquecimento global. De acordo com o 1º Anuário Estadual de Mudanças Climáticas do Brasil, lançado pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS) e pelo Centro Brasil no Clima, apesar de avanços em políticas ambientais e queda nos índices de desmatamento, o estado ainda não possui um inventário de suas emissões, O documento é importante para garantir a sustentabilidade da produção agropecuária, conciliando desenvolvimento econômico com preservação ambiental.</p>
<p>A falta desse inventário afeta diretamente os produtores rurais, pois dificulta a adoção de medidas concretas para reduzir emissões e se adequar a exigências ambientais. Além disso, o Pará também não possui um Plano de Adaptação, documento fundamental para enfrentar os desafios climáticos e proteger a produção agrícola contra eventos extremos, como secas e chuvas intensas.</p>
<p>O anuário foi criado para mapear a governança climática em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, apontando tanto desafios quanto oportunidades.</p>
<p>No caso do Pará, a principal fonte de emissão de GEE está ligada ao desmatamento e à expansão agropecuária. O documento destaca a necessidade de incentivar técnicas sustentáveis na produção rural, permitindo que a economia do estado continue crescendo sem comprometer os recursos naturais.</p>
<p>O objetivo do anuário é servir como uma ferramenta de apoio às políticas públicas e auxiliar estados e produtores rurais a implementarem soluções para reduzir impactos ambientais e fortalecer a segurança da produção agrícola diante das mudanças climáticas.</p>
<p>Veja <a href="https://oeco.org.br/wp-content/uploads/2025/01/ANUARIO-ESTADUAL-DE-MUDANCAS-CLIMATICAS_CBC-ICS_2025-1.pdf" target="_blank" rel="noopener">aqui</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Incêndios na Amazônia Legal levam a recorde de emissões de carbono em 14 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Dec 2024 15:21:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Copernicus]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Emissão de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[gases de efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[queimadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/queimadas76-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Uma combinação fatal de seca severa, que vem desde 2023, e incêndios florestais intensificou a crise climática na Amazônia em 2024. Os dados do Copernicus, da União Europeia, Copernicus revelam que as emissões de gases de efeito estufa na região atingiram níveis recordes, ultrapassando 176,6 megatoneladas de carbono, o maior valor desde 2010. Essa situação coloca em [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/12/queimadas76-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Uma combinação fatal de seca severa, que vem desde 2023, e incêndios florestais intensificou a crise climática na Amazônia em 2024. Os dados do Copernicus, da União Europeia, Copernicus revelam que as emissões de gases de efeito estufa na região atingiram níveis recordes, ultrapassando 176,6 megatoneladas de carbono, o maior valor desde 2010. Essa situação coloca em risco a floresta e agrava o problema das mudanças climáticas globalmente.</p>
<p>O observatório também cita o Pantanal , indicando atividades de incêndios florestais sem precedentes em 2024. Entre maio e junho, o Mato Grosso do Sul (que concentra a maior parcela da vegetação pantaneira), segundo o Vopernicus, emitiu 3,3 MtCO<sub>2</sub>, o índice mais alto em 22 anos e quase três vezes superior ao recorde anterior para esse período, de 2009.</p>
<p>Isso fez com que os episódios de fogo nos dois biomas liberaram juntos mais de 195 milhões de toneladas (megatonelada ou Mt) de dióxido de carbono (CO<sub>2</sub>) neste ano.</p>
<p>Mas o Brasil não está sozinho, Os incêndios atingiram o continente americano como um todo. .O Copernicus destacou que as Américas do Norte e do Sul experimentaram incêndios florestais “particularmente intensos” ao longo do ano</p>
<blockquote><p>“Todos esses incêndios tiveram impactos em escala continental na qualidade do ar com altas concentrações de partículas na superfície e outros poluentes que persistiram por várias semanas&#8221;, afirmou Mark Parrington, cientista sênior do Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus,</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Câmara dos Deputados aprova projeto que cria mercado de carbono</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Nov 2024 09:54:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Cãmarados depuados]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[gases de efeito estufa]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de carbono]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/mercado-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 19, projeto de lei que regulamenta o mercado de carbono no Brasil. A proposta estipula um mercado regulado e um mercado voluntário de títulos representativos de emissão ou remoção de gases do efeito estufa. Empresas que mais poluem deverão seguir meta de emissão, podendo usar esses títulos para [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2021/11/mercado-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 19, projeto de lei que regulamenta o mercado de carbono no Brasil. A proposta estipula um mercado regulado e um mercado voluntário de títulos representativos de emissão ou remoção de gases do efeito estufa. Empresas que mais poluem deverão seguir meta de emissão, podendo usar esses títulos para compensá-la.</p>
<p>O texto que será enviado à sanção presidencial é um <span id="4098" class="termoGlossario" title="" contenteditable="false" data-toggle="tooltip" data-placement="top" data-original-title="Nome que se dá ao texto que altera substancialmente o conteúdo original da proposta. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação sobre o projeto original.">substitutivo</span> do Senado ao Projeto de Lei 182/24. O relator, deputado Aliel Machado (PV-PR), afirmou que a proposta representa um marco crucial na trajetória brasileira em direção à sustentabilidade e ao combate às mudanças do clima. &#8220;Temos a oportunidade de unir as duas principais agendas do País em uma só: a discussão econômica e a agenda ambiental.&#8221;</p>
<p>O mercado regulado de títulos será implantado de forma gradativa ao longo de seis anos. Denominado de Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), esse mercado permitirá a negociação de Cotas Brasileiras de Emissão (CBE) e de certificados de redução ou remoção verificada de emissões (CRVE).</p>
<p><em>Fonte: Agência Câmara de Notícias</em></p>
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