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	<title>fundo clima &#8211; Pará Terra Boa</title>
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	<title>fundo clima &#8211; Pará Terra Boa</title>
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		<title>Com R$ 200 milhões do Fundo Clima, Mombak inicia ciclo de restauração ecológica no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 14:50:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/12/projeto-mombak-fazenda-turmalina-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo: A Mombak concluiu o primeiro fechamento do Amazon Reforestation Fund II, que tem uma meta total de captação de US$ 150 milhões (R$ 750 milhões). O fundo é baseado em uma linha de crédito de R$ 200 milhões do Fundo Clima (BNDES), cobrindo cerca de 44% do orçamento total do projeto de R$ 457 [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2023/12/projeto-mombak-fazenda-turmalina-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Resumo:</p>
<ul>
<li>A Mombak concluiu o primeiro fechamento do Amazon Reforestation Fund II, que tem uma meta total de captação de US$ 150 milhões (R$ 750 milhões).</li>
<li>O fundo é baseado em uma linha de crédito de R$ 200 milhões do Fundo Clima (BNDES), cobrindo cerca de 44% do orçamento total do projeto de R$ 457 milhões (o restante virá de outras captações da Mombak).</li>
<li>O projeto prevê a restauração ecológica de 7,2 mil hectares de áreas degradadas (principalmente pela pecuária extensiva) na Amazônia, com foco no Pará, ao longo de um horizonte de 25 anos.</li>
<li>A implantação durará quatro anos, combinando plantio de mudas e semeadura direta (90% da área) com regeneração natural assistida (10%), utilizando espécies nativas como castanheira, paricá, ipês, mogno-brasileiro, entre outras.</li>
<li><span style="font-size: 14px;">Expectativa é a geração de até 440 empregos diretos e 65 indiretos na implantação, mantendo 50 postos fixos na operação.</span></li>
<li>O financiamento do BNDES resultará em até 4,7 milhões de créditos de remoção de carbono em 50 anos (comercializados inicialmente no mercado voluntário).</li>
<li>O projeto protege o solo, recursos hídricos e habitats da fauna, além de impulsionar a economia local.</li>
<li>É a segunda operação de restauração financiada pelo banco (a primeira, de R$ 160 milhões em jan/2025, recupera 13 mil hectares). Juntas, somam R$ 360 milhões e 20,2 mil hectares em restauração na estratégia BNDES Florestas.</li>
<li>O Fundo I captou US$ 120 milhões de investidores internacionais (como BNP Paribas, CPP Investments e Bain Capital), resultando no plantio de quase 15 milhões de árvores em 15 fazendas e na geração de mais de 600 empregos diretos.</li>
<li>A Mombak fechou um novo contrato plurianual de offtake com a Salesforce (já com uma primeira parcela de 2 mil créditos entregues), juntando-se a outros grandes compradores como Microsoft, Google e McKinsey.</li>
<li> A Mombak emitiu seus primeiros créditos em julho de 2026 (dois anos antes do prazo), sob o Protocolo de Reflorestamento da Isometric, com uma segunda emissão de cerca de 80 mil toneladas prevista ainda para 2026.</li>
</ul>
<p>A Mombak concluiu nesta segunda-feira, 21,o primeiro fechamento do Amazon Reforestation Fund II, com meta total de captação de US$ 150 milhões — cerca de R$ 750 milhões. O fundo terá como base uma linha de crédito de R$ 200 milhões do Fundo Clima, do BNDES, destinada a um projeto de restauração ecológica de 7,2 mil hectares de áreas degradadas na Amazônia, com foco no Pará.</p>
<p>O projeto como um todo está orçado em R$ 457 milhões e terá horizonte de 25 anos. Os recursos do BNDES, contratados pela linha de Florestas Nativas e Recursos Hídricos do Fundo Clima, cobrem cerca de 44% do valor total; o restante virá de outras fontes de captação da própria Mombak.</p>
<p>O dinheiro do banco vai bancar preparo de solo, plantio, manejo, compra de mudas e sementes, manutenção, monitoramento florestal e obras de apoio — tudo em terrenos degradados majoritariamente pela pecuária extensiva.</p>
<p>A implantação deve levar quatro anos, combinando plantio de mudas e semeadura direta em 90% da área com regeneração natural assistida nos 10% restantes. Entre as espécies nativas escolhidas estão castanheira, paricá, ipê-amarelo, ipê-roxo, angelim-vermelho, samaúma, tachi-branco, fava-arara, mogno-brasileiro e amarelão.</p>
<h3>Empregos e créditos de carbono</h3>
<p>Na fase de implantação, a expectativa é gerar até 440 empregos diretos e 65 indiretos; depois, a operação deve manter 50 postos fixos, além de movimentar a economia local com fornecimento de sementes, mudas, serviços florestais e monitoramento. Somente o financiamento do BNDES deve resultar em até 4,7 milhões de créditos de remoção de carbono ao longo de 50 anos.</p>
<p>Segundo o BNDES, esses créditos deverão ser comercializados inicialmente no mercado voluntário, com possibilidade de destinação futura a mercados regulados de carbono, ainda em desenvolvimento em diferentes países.</p>
<blockquote><p>&#8220;A restauração tem efeitos que vão além da captura de carbono&#8221;, diz a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello. &#8220;A recuperação da vegetação nativa contribui para proteger o solo e os recursos hídricos, reconectar áreas de floresta, ampliar habitats para a fauna e fortalecer cadeias produtivas. É uma agenda ambiental que também gera atividade econômica e empregos nos territórios.&#8221;</p></blockquote>
<h3>Segunda operação com o banco</h3>
<p>É a segunda vez que o BNDES financia um projeto de restauração da Mombak. A primeira, de R$ 160 milhões, foi fechada em janeiro de 2025 e prevê recuperar 13 mil hectares na Amazônia — dos quais 9,4 mil já estavam implantados até junho de 2026. Juntas, as duas operações somam R$ 360 milhões e cerca de 20,2 mil hectares em restauração.</p>
<p>As duas se inserem na estratégia BNDES Florestas, que já mobilizou R$ 14,6 bilhões, com o plantio de 354 milhões de árvores, a geração de 89 mil empregos verdes e a remoção de 68 milhões de toneladas de CO₂ equivalente da atmosfera.</p>
<h3>Do Fundo I ao Fundo II</h3>
<p>O primeiro fechamento do Fundo II dá sequência a um ciclo que começou com o Fundo I, que captou US$ 120 milhões de investidores institucionais internacionais — entre eles BNP Paribas Asset Management, CPP Investments e Bain Capital. Com esse dinheiro, a Mombak já plantou quase 15 milhões de árvores de mais de 100 espécies nativas em 15 fazendas na Amazônia, gerou mais de 600 empregos diretos e entregou aos compradores os primeiros créditos de carbono certificados.</p>
<p>O novo fundo incorpora o aprendizado de quase 100 experimentos de campo sobre seleção de espécies, melhoramento genético e técnicas de reflorestamento, agora aplicados em maior escala.</p>
<p>Para Gabriel Haddad Silva, CEO da Mombak, o financiamento permite dar continuidade ao modelo de reflorestamento já em curso na empresa.</p>
<blockquote><p>&#8220;Vamos levar diferentes técnicas e espécies biodiversas para uma área maior, com investimento de longo prazo, o que nos dá maior capacidade de gerar remoções de carbono em escala&#8221;, afirma.</p></blockquote>
<p>Segundo ele, o mercado passou anos questionando se o reflorestamento de alta integridade conseguiria mesmo entregar resultados: &#8220;Respondemos isso em julho, com nossas primeiras entregas antes do prazo. Agora, estamos ampliando nossas operações.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Novos investimentos na Amazônia somam R$ 235,8 milhões em conservação e restauração</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 14:42:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/apa_triunfo_xingu_2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Resumo O governo anunciou R$ 235,8 milhões para três novas iniciativas de conservação, restauração ecológica e desenvolvimento sustentável na Amazônia, divulgados durante o evento &#8220;Amazônia Protegida&#8221; em Brasília. O Fundo Clima destinará R$ 180 milhões para recuperar mais de 10 mil hectares na APA Triunfo do Xingu, com previsão de plantar espécies nativas e remover [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/07/apa_triunfo_xingu_2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p><em>Resumo</em></p>
<ul>
<li><em>O governo anunciou R$ 235,8 milhões para três novas iniciativas de conservação, restauração ecológica e desenvolvimento sustentável na Amazônia, divulgados durante o evento &#8220;Amazônia Protegida&#8221; em Brasília.</em></li>
<li><em>O Fundo Clima destinará R$ 180 milhões para recuperar mais de 10 mil hectares na APA Triunfo do Xingu, com previsão de plantar espécies nativas e remover cerca de 4,3 milhões de toneladas de CO₂ ao longo de 40 anos.</em></li>
<li><em>O Fundo Amazônia investirá R$ 50,5 milhões no projeto Naturezas Quilombolas para fortalecer a gestão territorial de comunidades em mais de 16 territórios da Amazônia Legal.</em></li>
<li><em>Foram oficializados ainda R$ 70,2 milhões para seis Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia (NDS), além da assinatura de decretos que criam quatro novas Reservas de Desenvolvimento Sustentável no Amazonas e ampliam o Parque Nacional de Sete Cidades.</em></li>
</ul>
<p>Três novas iniciativas de conservação, restauração ecológica e desenvolvimento sustentável na Amazônia foram anunciadas nesta terça-feira, 8, somando R$ 235,8 milhões. Os projetos abrangem a APA Triunfo do Xingu, no Pará, territórios tradicionais da Amazônia Legal e a Bacia do Rio Xingu, em Mato Grosso.</p>
<p>Os anúncios foram feitos nesta terça-feira, 8, no Palácio do Planalto, em Brasília, durante o evento &#8220;Amazônia Protegida: Novos territórios para conservação e desenvolvimento sustentável&#8221;, em celebração ao Dia da Amazônia.</p>
<p>No Pará, serão destinados R$ 180 milhões do Fundo Clima para a restauração de 10.346 hectares na Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, entre Altamira e São Félix do Xingu, no sudoeste do estado. O projeto, que terá investimento total de aproximadamente R$ 257 milhões, integra uma concessão florestal pública estadual estruturada pelo Governo do Pará.</p>
<p>A iniciativa prevê o plantio de espécies nativas, semeadura direta e regeneração natural, além do uso de cerca de 200 toneladas de sementes de mais de 50 espécies. A estimativa é remover aproximadamente 4,3 milhões de toneladas de CO₂ equivalente ao longo dos 40 anos de concessão.</p>
<h3>Amazônia Legal</h3>
<p>O Fundo Amazônia destinará R$ 50,5 milhões em recursos não reembolsáveis ao projeto Naturezas Quilombolas, para apoio à gestão territorial e ambiental de comunidades quilombolas na Amazônia Legal, com previsão de elaboração e implementação de planos de gestão em mais de 16 territórios. O projeto, com prazo de 60 meses, será executado pela Fundação Guamá.</p>
<p>O Fundo Amazônia é gerido pelo BNDES, sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O projeto Naturezas Quilombolas conta com apoio do Ministério da Igualdade Racial (MIR) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).</p>
<p>Além disso, o BNDES divulgou o resultado do edital da iniciativa Floresta Viva, com R$ 5,3 milhões para projetos de restauração na Bacia do Rio Xingu II, no Pará e Mato Grosso.</p>
<h3>Sociobioeconomia</h3>
<p>A cerimônia marcou também o início da ativação dos seis primeiros Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia (NDS), com a assinatura dos contratos de cooperação financeira entre a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), implementadora do projeto, e as seis redes territoriais selecionadas em edital.</p>
<p>Os núcleos são arranjos de governança que reúnem organizações locais, negócios comunitários e instituições públicas, e constituem o principal instrumento do Prospera Sociobio, programa instituído pelo MMA em novembro de 2025 para fomentar negócios da sociobioeconomia no âmbito do Plano Nacional de Desenvolvimento da Sociobioeconomia (PNDBio).</p>
<p>O aporte é de R$ 70,2 milhões, R$ 11,7 milhões por núcleo, com recursos do governo alemão no âmbito da cooperação entre Brasil e Alemanha, geridos pelo banco alemão de desenvolvimento KfW, e prazo de implementação de 48 meses.</p>
<p>Os núcleos ficam em Altamira, Portel e Salgado-Bragantino (PA), Juruá-Tefé (AM), Macapá (AP) e Rio Branco e Brasiléia (AC), sob coordenação, respectivamente, da Associação dos Moradores da Reserva Extrativista do Iriri (Amoreri), do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), do Instituto Peabiru, do Instituto Juruá, do Instituto Mapinguari e da SOS Amazônia.</p>
<h3>Amazonas e Piauí</h3>
<p>Também foram assinados, na ocasião, decretos que criam quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) no Amazonas: RDS Tupana Igapó-Açu I (Borba, AM), 114.076 hectares; RDS Tupana Igapó-Açu II (Beruri e Tapauá, AM), 422.100 hectares; RDS Canaã (Careiro e Autazes, AM), 109.607 hectares; e RDS Mirari (Humaitá, AM), 22.775 hectares, com foco na proteção de ambientes florestais e aquático.</p>
<p>Outro decreto amplia em 7.192 hectares o Parque Nacional de Sete Cidades, em Brasileira e Piracuruca, que passa a ter 13.502 hectares. A ampliação protege ecótonos e espécies ameaçadas e favorece o turismo no parque.</p>
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		<item>
		<title>Falta de critérios para o Fundo Clima pode atrasar transição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 17:26:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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		<category><![CDATA[Observatório do Clima]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/petrobras-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O governo federal precisa estabelecer critérios rigorosos para impedir que recursos do Fundo Clima – o principal instrumento de financiamento público à política climática brasileira – sejam direcionados a projetos ligados à expansão da indústria fóssil ou a iniciativas sem redução comprovada de emissões. A reivindicação consta de um documento lançado pelo Instituto Talanoa e [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/09/petrobras-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O governo federal precisa estabelecer critérios rigorosos para impedir que recursos do Fundo Clima – o principal instrumento de financiamento público à política climática brasileira – sejam direcionados a projetos ligados à expansão da indústria fóssil ou a iniciativas sem redução comprovada de emissões.</p>
<p>A reivindicação consta de um documento lançado pelo Instituto Talanoa e pela rede Observatório do Clima com recomendações de política para as tecnologias de captura, uso e armazenamento de carbono (CCUS).</p>
<p>A análise foi motivada pela decisão do governo federal de abrir espaço para CCUS no Fundo. A brecha acendeu um alerta entre organizações da sociedade civil sobre o risco de recursos públicos subsidiarem soluções controversas ou de eficácia climática incerta – sobretudo considerando a disponibilidade de financiamento público, muito aquém das necessidades climáticas.</p>
<p>A controvérsia surgiu após a aprovação do Plano Anual de Aplicação de Recursos (PAAR) 2026, que incluiu, na linha de “Indústria Verde”, a possibilidade de financiar o desenvolvimento tecnológico, a capacidade produtiva e a comercialização de soluções de captura e armazenamento de carbono.</p>
<p>A decisão foi aprovada sem consenso no Comitê Gestor do Fundo Clima. O debate agora migra para o Ministério do Meio Ambiente (MMA), responsável por definir os critérios de elegibilidade desses financiamentos.</p>
<p>Para as organizações, o risco está em tratar como solução climática tecnologias ainda marcadas por alto custo, baixa maturidade tecnológica e resultados ambíguos em termos de mitigação – caso do CCUS.</p>
<p>A tecnologia é defendida com unhas e dentes pela indústria global de combustíveis fósseis, que a apresenta como “a” solução para descarbonizar a economia global, apesar de ser caríssima e de sua eficácia não estar comprovada. Sem falar no verdadeiro objetivo deste setor: usá-la como licença para continuar explorando e produzindo petróleo, gás fóssil e carvão.</p>
<p>O documento do Talanoa e OC detalha que nem toda tecnologia de captura de carbono gera benefício climático líquido. Em alguns casos, o CO₂ capturado pode ser reutilizado em processos industriais que terminam por reemitir o gás à atmosfera. Em outros, a tecnologia pode servir para aumentar a extração de petróleo, por meio da chamada recuperação avançada de hidrocarbonetos (EOR), prática já associada à indústria fóssil.</p>
<blockquote><p>“A credibilidade da política climática brasileira depende de garantir que tecnologias emergentes sejam usadas para descarbonizar a economia, não para maquiar emissões”, destaca Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa.</p></blockquote>
<p>Entre as recomendações apresentadas, está a restrição do financiamento apenas a setores considerados de difícil descarbonização, como o cimento e a siderurgia, nos quais as emissões decorrem do próprio processo produtivo, somadas às da queima de combustíveis fósseis, e há poucas alternativas tecnológicas disponíveis no curto prazo.</p>
<p>O documento também pede critérios de adicionalidade climática, com comprovação da redução líquida de emissões antes e depois da implementação; exclusão explícita de projetos ligados à expansão da produção de combustíveis fósseis; regras claras sobre a responsabilidade pelos locais de armazenamento de carbono; e salvaguardas socioambientais, incluindo a consulta a comunidades potencialmente afetadas.</p>
<blockquote><p>“Embora sejam instrumentos potenciais de mitigação, essas tecnologias envolvem ainda incertezas tecnológicas, custos elevados e podem funcionar como mecanismo de prolongamento da dependência de combustíveis fósseis, colidindo com a efetiva transição energética. Nesse quadro, impõe-se que o seu financiamento pelo Fundo Clima seja encarado com muita cautela”, reforça Suely Araújo, coordenadora de Políticas Públicas do OC.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Brasil e Alemanha selam parceria de R$ 4,1 bilhões para projetos verdes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 21:39:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/meio-ambiente-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Na última segunda-feira, dia 20, o BNDES e diversos ministérios brasileiros e alemães assinaram duas Declarações Conjuntas de Intenção que abrem caminho para um investimento de R$ 4,1 bilhões (700 milhões de euros) em iniciativas sustentáveis no País. A maior parte desse montante, cerca de R$ 2,94 bilhões, será destinada ao Fundo Clima. O governo [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/05/meio-ambiente-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Na última segunda-feira, dia 20, o BNDES e diversos ministérios brasileiros e alemães assinaram duas Declarações Conjuntas de Intenção que abrem caminho para um investimento de R$ 4,1 bilhões (700 milhões de euros) em iniciativas sustentáveis no País.</p>
<p>A maior parte desse montante, cerca de R$ 2,94 bilhões, será destinada ao Fundo Clima. O governo alemão manifestou a intenção de aportar esses recursos para apoiar o Brasil na redução de emissões de gases de efeito estufa e na adaptação aos impactos do aquecimento global. O projeto conta ainda com a colaboração de agências de desenvolvimento da França, Itália e do BID.</p>
<p>Para o ministro João Paulo Capobianco, o aporte é um selo de confiança na política ambiental brasileira:</p>
<blockquote><p>“A decisão do governo da Alemanha em investir cerca de R$ 3 bilhões no Fundo Clima é mais uma demonstração de credibilidade nos investimentos que o Brasil vem realizando no âmbito do Plano de Transformação Ecológica. Nos últimos três anos, multiplicamos os investimentos anuais, que eram da ordem de R$ 400 milhões. Neste ano de 2026, chegamos a R$ 27 bilhões em orçamento para estimular empreendimentos nas áreas de adensamento tecnológico e bioeconomia, transição energética, economia circular e nova indústria e infraestrutura resiliente e adaptação à mudança do clima&#8221;.</p></blockquote>
<h3>Mobilidade sustentável e inovação</h3>
<p>A segunda frente da parceria foca na mobilidade urbana, com a previsão de mobilizar R$ 1,17 bilhão. O objetivo é financiar tecnologias inovadoras e sistemas de transporte mais eficientes e menos poluentes, dando continuidade à histórica cooperação entre os dois países neste setor.</p>
<p>O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, reforçou a importância estratégica do acordo no cenário global,</p>
<blockquote><p>&#8220;A assinatura das duas declarações na maior feira de tecnologia industrial do mundo demonstra o compromisso do governo do presidente Lula em fortalecer a cooperação histórica com a Alemanha. Iniciativas inovadoras como o aporte de parceiros estrangeiros no Fundo Clima reiteram nossa visão de um desenvolvimento inclusivo e atento à transição ecológica global. E o BNDES pode desempenhar um papel fundamental nessa parceria”.</p></blockquote>
<p>Com esses novos recursos, o Brasil consolida sua posição como um dos principais destinos de capital estrangeiro voltado para a economia verde, acelerando projetos que unem desenvolvimento tecnológico e preservação ambiental.</p>
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		<title>Cadeias produtivas da Amazônia terão R$ 96,6 milhões do Fundo Clima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Dec 2025 12:17:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[BNDES]]></category>
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		<category><![CDATA[cupuaçu]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/acai99-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Cadeias produtivas de recursos naturais da Amazônia, como o cupuaçu, o açaí e o pirarucu, receberão investimentos de R$ 96,6 milhões, por meio do Programa Florestas e Comunidades: Amazônia Viva, anunciado nesta terça-feira, 9, em Brasília. A iniciativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) será promovida com recursos do Fundo Amazônia e esforços dos ministérios [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/12/acai99-150x150.webp" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Cadeias produtivas de recursos naturais da Amazônia, como o cupuaçu, o açaí e o pirarucu, receberão investimentos de R$ 96,6 milhões, por meio do Programa Florestas e Comunidades: Amazônia Viva, anunciado nesta terça-feira, 9, em Brasília.</p>
<p>A iniciativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) será promovida com recursos do Fundo Amazônia e esforços dos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).</p>
<p>O programa será executado em dois anos com o objetivo de ampliar a oferta dos produtos da floresta ao mercado consumidor, diversificar o cardápio regional pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e intensificar o fornecimento de alimentos com origem na sociobiodiversidade e agricultura familiar ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).</p>
<blockquote><p>&#8220;É um legado que nós do governo brasileiro precisamos deixar para os povos da floresta. Os produtos da sociobiodiversidade precisam ter a divulgação e merecem ter a visibilidade que têm outros produtos importantes para a economia do Brasil”, declarou o presidente da Conab, João Edegar Pretto.</p></blockquote>
<p>A iniciativa vai contemplar 32 projetos de cooperativas e associações da Amazônia Legal, que reúnam silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores artesanais, povos indígenas e comunidades quilombolas.</p>
<p>Cada proposta poderá receber investimentos de até R$ 2,5 milhões para aquisição de equipamentos e infraestrutura capazes de impulsionar a comercialização de produtos da floresta em mercados consumidores.</p>
<p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o responsável pela gestão do Fundo Amazônia. De acordo com a diretora socioambiental da instituição, Tereza Campello, o investimento foi viabilizado por um esforço grande para diminuir o desmatamento e reestruturar os recursos do fundo, permitindo investimentos que somarão um total de R$ 2,2 bilhões em 2025.</p>
<blockquote><p>“Nessa iniciativa da Conab são quase R$100 milhões para uma agenda estratégica que chega na ponta às nossas comunidades e que também vai viabilizar uma plataforma onde a gente passe a ter de forma profissional e organizada todos os dados da sociobiodiversidade que temos na Amazônia”, concluiu Tereza Campello.</p></blockquote>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Acordos na COP30 garantem R$ 20,86 bilhões para projetos sustentáveis no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2025 14:58:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[BNDES]]></category>
		<category><![CDATA[fundo clima]]></category>
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		<category><![CDATA[projetos sustentáveis]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54919185059_1b7b87636e_c-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, nesta quarta-feira (12), durante a COP30, em Belém, a assinatura de acordos que somam R$ 20,86 bilhões com bancos de desenvolvimento da Europa, Japão e América Latina. Os recursos vão financiar projetos sustentáveis no Brasil, nas áreas de energia renovável, mobilidade urbana, crédito a pequenas [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/11/54919185059_1b7b87636e_c-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, nesta quarta-feira (12), durante a COP30, em Belém, a assinatura de acordos que somam R$ 20,86 bilhões com bancos de desenvolvimento da Europa, Japão e América Latina.</p>
<p>Os recursos vão financiar projetos sustentáveis no Brasil, nas áreas de energia renovável, mobilidade urbana, crédito a pequenas empresas e ações de combate às mudanças climáticas.</p>
<p>O maior aporte, de US$ 2,25 bilhões (R$ 11,93 bilhões), veio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), principal banco regional de fomento da América Latina e Caribe. O montante será distribuído em três frentes:</p>
<ul>
<li>US$ 500 milhões (R$ 2,65 bilhões): para o Fundo Clima, voltados ao financiamento de iniciativas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.</li>
<li>US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões): para projetos de modernização e inovação de micro, pequenas e médias empresas nos biomas Amazônia, Cerrado, Caatinga e Pantanal.</li>
<li>US$ 750 milhões (R$ 3,98 bilhões): para ampliar o acesso ao crédito para pequenos empreendedores na Amazônia, estimulando a produtividade e a geração de empregos.</li>
</ul>
<h3><strong>Acordos com a Europa e o Japão</strong></h3>
<p>Da Europa, ficou acertada a liberação de 1 bilhão de euros (R$ 6,15 bilhões) para a redução de emissões de gases de efeito estufa e à adaptação climática por um consórcio de instituições. No grupo estão o KfW (banco público de desenvolvimento da Alemanha), a AFD (agência de fomento francesa) e a CDP (instituição financeira pública da Itália).</p>
<p>Em outro acordo com o KfW (Kreditanstalt für Wiederaufbau), o BNDES ainda contará com um adicional de 280 milhões de euros (R$ 1,72 bilhão), para financiar projetos de mobilidade urbana e energia renovável, com foco em geração solar e eólica.</p>
<p>Outros US$ 200 milhões (R$ 1,06 bilhão) serão disponibilizados pelo JBIC (Banco Japonês de Cooperação Internacional), voltados a apoiar investimentos sustentáveis no exterior. Os recursos vão financiar projetos de energia limpa, como o combustível sustentável de aviação (SAF) e bioetanol, além de promover cooperação técnica em proteção ambiental e mudanças climáticas.</p>
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		<title>Projeto de R$ 135 milhões vai transformar áreas degradadas em agroflorestas de cacau</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 15:35:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[#agrofloresta]]></category>
		<category><![CDATA[Belterra]]></category>
		<category><![CDATA[BNDES]]></category>
		<category><![CDATA[cacau]]></category>
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		<category><![CDATA[MMA]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/AGROFLORESTA2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />Um projeto inovador pretende gerar renda para agricultores e, ao mesmo tempo, recuperar 2,75 mil hectares de áreas degradadas. A iniciativa do Grupo Belterra envolve a implantação de sistemas agroflorestais (SAFs), com base no cacau, em parceria com pequenos e médios produtores rurais da Bahia, do Pará, de Rondônia e de Mato Grosso. O projeto [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/10/AGROFLORESTA2-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>Um projeto inovador pretende gerar renda para agricultores e, ao mesmo tempo, recuperar 2,75 mil hectares de áreas degradadas. A iniciativa do Grupo Belterra envolve a implantação de sistemas agroflorestais (SAFs), com base no cacau, em parceria com pequenos e médios produtores rurais da Bahia, do Pará, de Rondônia e de Mato Grosso.</p>
<p>O projeto conta com um investimento total de R$ 135 milhões, sendo R$ 100 milhões viabilizados com recursos do Fundo Clima, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), além de um aporte de R$ 15 milhões em recursos próprios do Grupo Belterra e mais R$ 20 milhões captados junto ao Amazon Biodiversity Fund (ABF).</p>
<p>O contrato para o projeto foi assinado na manhã desta sexta-feira (10), durante o seminário “BNDES Florestas do Brasil por todo o planeta”, na sede da instituição, no Rio de Janeiro. O evento serviu de palco para o lançamento do BNDES Florestas, plataforma que organizará as iniciativas do banco no setor.</p>
<p>Os SAFs buscam mesclar, em uma mesma área, diferentes culturas agrícolas e espécies florestais capazes de estabelecer uma relação harmônica. Um sistema bem-sucedido garante o uso sustentável da terra, o aumento da produtividade e maior resiliência das paisagens agrícolas. Sua implantação valoriza a natureza, preserva o ecossistema e gera um produto de alta qualidade.</p>
<h3>Cacau como fonte de renda e restauração</h3>
<p>Com polos operacionais em diferentes estados, o Grupo Belterra espera plantar 2,9 milhões de mudas neste novo projeto. O cacau é a principal fonte de renda &#8211; uma espécie de ciclo longo com produção a partir de três anos e altíssima demanda no mercado internacional. Além do cacau, são previstas receitas com a plantação de mandioca e banana, espécies que possuem um ciclo mais curto.</p>
<p>Os agricultores parceiros terão acesso a financiamento e assistência técnica para a implantação do SAF. Além disso, contarão com a garantia de escoamento da produção, o que lhes dá maior previsibilidade de renda e menor exposição aos riscos climáticos.</p>
<blockquote><p>&#8220;Nosso modelo de negócio busca superar os principais desafios para a implantação deste tipo projeto. Além de oferecer novos arranjos produtivos como alternativa para pequenos agricultores, são empreendidos esforços para conectar a produção à demanda de grandes empresas do setor alimentício. Essa abordagem viabiliza a reparação dos danos ambientais e a restauração das terras degradadas, ao mesmo tempo em que traz sustentabilidade econômica para o agricultor&#8221;, explicou Valmir Ortega, CEO da Belterra Agroflorestas.</p></blockquote>
<p>Outro resultado esperado é a remoção de emissões anuais de 232,5 mil toneladas de gás carbônico equivalente (tCO2e/ano), o que permite a originação de créditos de carbono pelo projeto.</p>
<p>O Fundo Clima, criado em 2009 e vinculado ao MMA, acolheu o projeto do Grupo Belterra na modalidade Florestas Nativas e Recursos Hídricos. Esta modalidade prevê o apoio à conservação, recuperação e gestão responsável de florestas e a promoção da mitigação climática, da sustentabilidade ambiental e da resiliência às mudanças climáticas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Fundo Clima aprova R$ 11,2 bilhões em investimentos para 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Apr 2025 13:41:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MEIO AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[emergência climática]]></category>
		<category><![CDATA[fundo clima]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/natureza-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Fundo Clima aprovou o Plano Anual de Aplicação de Recursos para 2025 com investimentos de R$ 11,2 bilhões em projetos de mitigação e adaptação que contribuam para proteger a população dos efeitos da emergência climática em todo País. Desses, R$ 4,46 milhões serão aplicados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2025/04/natureza-150x150.jpeg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Fundo Clima aprovou o Plano Anual de Aplicação de Recursos para 2025 com investimentos de R$ 11,2 bilhões em projetos de mitigação e adaptação que contribuam para proteger a população dos efeitos da emergência climática em todo País. Desses, R$ 4,46 milhões serão aplicados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em projetos não reembolsáveis.</p>
<p>Os investimentos reembolsáveis serão feitos em diferentes linhas de financiamento, por meio de crédito junto ao BNDES, que vão desde o desenvolvimento urbano resiliente até florestas nativas e recursos hídricos, incluindo logística de transportes, mobilidades verdes, indústria verde, transição energética e serviços e inovação verdes.</p>
<blockquote><p>“Com esses recursos, os projetos apoiados pelo fundo vão proporcionar o desenvolvimento sustentável nacional por meio de projetos que promovam o aumento da justiça climática com redução dos riscos e impactos sociais, especialmente para os grupos mais vulneráveis e suscetíveis aos impactos da mudança do clima”, disse o secretário-executivo do MMA e presidente do Comitê Gestor, João Paulo Capobianco.</p></blockquote>
<h3>Periferias</h3>
<p>Ainda durante a reunião, foi aprovado o tema do edital &#8220;Periferias Verdes Resilientes&#8221;, uma parceria do MMA com o Ministério das Cidades. O valor total a ser destinado ao edital será de até R$ 25 milhões.</p>
<p>Esses recursos serão repassados a organizações da sociedade civil para estruturação de iniciativas de adaptação inclusiva das periferias urbanas às mudanças climáticas, envolvendo soluções baseadas na natureza. O objetivo é melhorar a qualidade ambiental das cidades e proporcionar bem-estar aos moradores.</p>
<p>Para saber mais sobre o Fundo Clima na modalidade de recursos reembolsáveis, acesse <a href="https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/financiamento/produto/fundo-clima" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Governo vai usar dinheiro internacional via Fundo Clima para recuperar pastagens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Sep 2024 12:55:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[AGRICULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[áreas degradadas]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[fundo clima]]></category>
		<category><![CDATA[Mapa]]></category>
		<category><![CDATA[recuperação de pastagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/pastagens_degradadas1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O governo brasileiro acaba de encontrar uma saída para dar início ao ambicioso Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD). A iniciativa, que visa recuperar até 40 milhões de hectares em todo o País, deve usar cerca de US$ 1 bilhão provenientes de recursos internacionais. As informações são do Globo Rural. Parte do Plano [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/04/pastagens_degradadas1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p data-sourcepos="5:1-5:302">O governo brasileiro acaba de encontrar uma saída para dar início ao ambicioso Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD). A iniciativa, que visa recuperar até 40 milhões de hectares em todo o País, deve usar cerca de US$ 1 bilhão provenientes de recursos internacionais. As informações são do <a href="https://globorural.globo.com/especiais/fazenda-sustentavel/noticia/2024/08/governo-vai-usar-fundo-clima-para-internalizar-dinheiro-para-pastagens.ghtml" target="_blank" rel="noopener">Globo Rural.</a></p>
<p data-sourcepos="5:1-5:302">Parte do Plano de Transformação Ecológica do Brasil, a primeira rodada do programa poderá utilizara a quantia do Fundo Clima, por meio da linha de “blended finance” do Eco Invest. A medida contribuirá para a revitalização de aproximadamente quatro milhões de hectares por ano, segundo o Ministério da Agricultura.</p>
<p data-sourcepos="5:1-5:302">Essa modalidade permite combinar recursos públicos e privados, oferecendo condições mais atrativas para os investidores e garantindo um fluxo maior de capital para projetos de impacto ambiental e social.</p>
<h3 data-sourcepos="9:1-9:20"><strong>Como funcionará?</strong></h3>
<p data-sourcepos="11:1-11:321">O governo lançará um edital para que bancos e instituições financeiras apresentem propostas de financiamento para a recuperação de pastagens degradadas. Os projetos selecionados receberão recursos do Fundo Clima, um fundo soberano brasileiro dedicado a financiar projetos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.</p>
<p data-sourcepos="13:1-13:180">Os produtores rurais que aderirem ao programa terão acesso a crédito com juros de 6,5% ao ano, o que representa uma taxa bastante competitiva e deve estimular a adesão ao programa.</p>
<h3 data-sourcepos="24:1-24:19"><strong>Próximos passos</strong></h3>
<p data-sourcepos="26:1-26:177">O Ministério da Agricultura está trabalhando em conjunto com a Embrapa, o Banco do Brasil e o Ministério do Meio Ambiente para definir as normas técnicas que regerão o programa. Além disso, o governo buscará parcerias com bancos internacionais e multilaterais para ampliar o volume de recursos disponíveis para o financiamento de projetos de recuperação de pastagens.</p>
<p data-sourcepos="28:1-28:182">A expectativa é que o programa tenha um impacto positivo significativo na agricultura brasileira, contribuindo para a sustentabilidade do setor e para a conservação do meio ambiente.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>BNDES anuncia R$ 160 milhões para empresa de transporte hidroviário de grãos no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Silvana Mascagna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jun 2024 14:40:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[BNDES]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[escoamento de grãos]]></category>
		<category><![CDATA[fundo clima]]></category>
		<category><![CDATA[Transdourada]]></category>
		<category><![CDATA[transporte hidroviário]]></category>
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					<description><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/transporte_hidroviario-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" />O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, na quarta-feira, 26, a aprovoção de financiamento de R$ 128 milhões em recursos do programa Fundo Clima à Transdourada Navegação Ltda, de Ananindeua, no Pará, para investimentos em transporte hidroviário de grãos no Estado do Pará. Essa operação se soma a R$ 32 milhões da [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<img width="150" height="150" src="https://www.paraterraboa.com/wp-content/uploads/2024/06/transporte_hidroviario-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail wp-post-image" alt="" decoding="async" /><p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, na quarta-feira, 26, a aprovoção de financiamento de R$ 128 milhões em recursos do programa Fundo Clima à Transdourada Navegação Ltda, de Ananindeua, no Pará, para investimentos em transporte hidroviário de grãos no Estado do Pará.</p>
<p>Essa operação se soma a R$ 32 milhões da linha BNDES Finame, perfazendo os R$ 160 milhões a serem investidos no empreendimento, que tem foco no escoamento da produção agrícola da macrorregião de Paragominas.</p>
<p>De acordo com BNDES, trata-se de um projeto logístico multimodal, composto por trânsito rodoviário, transbordo rodo-fluvial, trecho fluvial e elevação de carga ao navio, atendendo a exportação de granéis agrícolas e a importação de fertilizantes.</p>
<p>Atualmente, o escoamento dos grãos na região é feito por cerca de 280 km em estrada de rodagem de pista simples, com travessias em balsa e trechos urbanos no trajeto até o porto de Vila do Conde.</p>
<p>Parte desse trecho será substituído pelo transporte hidroviário nos rios Capim e Guamá, realizado em comboios de seis balsas graneleiras e um empurrador. O sistema terá capacidade de transporte de 1,2 milhão de toneladas por ano, mais que o dobro do volume transportado de grãos pela Transdourada no ano passado (cerca de 600 mil toneladas).</p>
<blockquote><p>“O projeto possibilitará um aumento da capacidade do transporte de grãos com ganho de eficiência, propiciando a migração para um modal com menor custo atrelado ao volume transportado e com baixa emissão de gases do efeito estufa, em consonância com os objetivos do Fundo Clima”, afirmou a diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.</p></blockquote>
<p>Além das balsas graneleiras e do empurrador, a empresa financiou a aquisição de balsa-guindaste, sistema de fundeio, itens de transbordo rodo-fluvial, píer flutuante de carregamento, transportador de correia, elevador de canecas e tombadores rodoviários, entre outros equipamentos. O financiamento contempla ainda obras civis, serviços técnicos e capital de giro associado ao investimento.</p>
<blockquote><p>“Essa operação ilustra a capacidade do Fundo Clima também para potencializar o desenvolvimento de pequenos municípios, neste caso, no interior do Pará, como Paragominas e Santana do Capim”, explicou a gerente do Departamento de Transportes e Logistica do BNDES Irecê Kauss.</p></blockquote>
<p>Durante a fase de obras, estima-se que sejam criados 75 postos de trabalho indiretos. Após a conclusão, está prevista a geração de 145 empregos diretos, ampliando o quadro da Transdourada para 640 funcionários, e 150 indiretos nos produtores da região.</p>
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